Vitrali Moema

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Estudante vira campeão de torneios de comilança para pagar a faculdade

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Eric Dahl, da Universidade de Wisconsin, já ganhou US$ 18 mil em prêmios.
Ele come em média 3.100 calorias por dia e mantém a boa forma.

Publicado por G1

Eric Dahl, aluno de engenharia da computação da Universidade de Wisconsin, encara uma travessa de 5,9 kg de macarrão instantâneo (Foto: Aramis Phillip Alvarez/AP)

Eric Dahl, aluno de engenharia da computação da
Universidade de Wisconsin, encara uma travessa
de 5,9 kg de macarrão instantâneo (Foto: Aramis
Phillip Alvarez/AP)

Um aluno da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, banca os seus estudos com o dinheiro que recebe dos prêmios que conquista em competições do estilo “quem come mais”. Eric Dahl, estudante de engenharia da computação, começou a comer por esporte em uma brincadeira com amigos, há dois anos, e viu ali uma boa maneira de ganhar dinheiro. Ele já arrecadou US$ 18 mil em prêmios e publicidade desde então.

Na faculdade ele ganhou o apelido de “Silo”, os grandes tonéis usados para armazenar grãos. A brincadeira começou em 2011, em um almoço com amigos. Dahl e os colegas apostaram quem conseguia comer um sanduíche de três quilos em menos de dez minutos. O rapaz ganhou a corrida ao terminar o lanche em 5min50. “Tudo começou a partir de então”, disse Dahl à Associated Press.

“Eu como pela minha educação”, afirma. O rapaz de 1,91 metro come em média 3.100 calorias por dia. Nem por isso, ele fica fora de forma. Para evitar ganhar barriga, Dahl come muitos vegetais e legumes seguidos de alguns litros de água para “esticar” o estômago. Já chegou a comer 10 kg de brócolis em uma única refeição. Com 99 kg, Dahl mantém uma vida de esportista. Caminha alguns quilômetros todos os dias, levanta pesos, joga futebol e pratica hóquei na faculdade.

O primeiro prêmio foi de US$ 250 em uma prova onde tinha de comer nove sanduíches de carne de porco em seis minutos. Logo sua fama de glutão rendeu uma legião de fãs. “Fico muito feliz quando a multidão começa a aplaudir”, diz. “Tenho outros amigos que são competidores destas provas de comilança, mas quando estou na disputa não sou amigo de ninguém.” O maior prêmio em uma única prova Dahl ganhou no ano passado, quando engoliu 20 enormes salsichas empanadas em menos de oito minutos.

Dahl vai se formar em dezembro, mas já tem emprego garantido para 2014. Vai trabalhar no departamento de vendas da Texas Instruments, em Dallas. Na entrevista de emprego, ele explicou que usa as competições de comida como uma empresa, falando dos seus ganhos e da construção de uma marca no Facebook e no Youtube. Ele tem mais de 2 mil assinantes no canal de vídeos. Um dos vídeos, onde aparece comendo um sanduíche de cheeseburger com bacon de 4 kg já recebeu 1,2 milhões de visualizações (veja o vídeo).

Na sua página no Youtube, Eric Dahl mostra vídeos onde come dezenas de pedaços de pizza, sanduíches gigantes, e uma prova onde engoliu seis cupcakes em 20 segundos (Foto: Reprodução/Youtube)

Na sua página no Youtube, Eric Dahl mostra vídeos onde come dezenas de pedaços de pizza, sanduíches gigantes, e uma prova onde engoliu seis cupcakes em 20 segundos (Foto: Reprodução/Youtube)

Menina de família pobre chega à universidade aos 13 anos na Índia

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Sushma Verma vai estudar microbiologia e sonha se tornar médica. Pai vendeu o pouco que tinha para pagar os estudos da filha.

Publicado no G1

Sushma estuda na janela do apartamento onde mora com a família (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

Sushma estuda na janela do apartamento onde mora com a família (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

Em um país onde muitas meninas ainda são desencorajadas de ir à escola, Sushma Verma vive uma realidade promissora. A menina de 13 anos, de uma família pobre no norte da Índia, vai estudar microbiologia em uma universidade da Índia, depois que seu pai vendeu sua terra para pagar algumas das aulas de sua filha, na esperança de que Sushma possa ascender à crescente classe média indiana.

O pai leva Sushma para a universidade de bicicleta (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)O pai leva Sushma para a universidade de bicicleta
(Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

Filha de pais analfabetos, Sushma terminou o ensino médio aos 7 anos e obteve uma licenciatura aos 13 anos.

“Eles me permitiram fazer o que eu queria”, disse a menina à agência Associated Press. “Espero que outros pais não imponham suas escolhas sobre os seus filhos.”

Sushma tem três irmãos mais novos. A família mora em um apartamento de um quarto apertado em Lucknow, no norte da Índia. O pai dela é trabalhador da construção civil e ganha 200 rúpias (cerca de R$ 7,50). A casa não tem televisão. Seus bens mais preciosos incluem uma mesa de estudo e um computador de segunda mão. “Não tem nada a fazer a não ser estudar”, diz Sushma.

Sushma Verma com as colegas do curso de microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)Sushma Verma com as colegas do curso de
microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia
(Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

A adolescente começa na semana que vem a ter aulas na Universidade BR Ambedkar Central de Lucknow. Nos últimos dias, o pai a levou para lá de bicicleta, para que Sushma pudesse se reunir com os professores antes do início das aulas.

Ela gostaria de estudar medicina, mas pela lei só poderá fazer o curso depois que completar 18 anos.  “Então, optei por fazer graduação em microbiologia e depois vou fazer um doutorado”, disse ela.

Sushma estuda em uma escada que dá acesso ao apartamento onde mora (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)Sushma estuda em uma escada que dá acesso ao
apartamento onde mora (Foto: Rajesh Kumar
Singh/AP)

Sushma não é a primeira pessoa prodígio na família. O irmão dela terminou o ensino médio aos 9 anos e se tornou um dos mais jovens graduados em ciência da computação da Índia aos 14 anos.

Em outra família, Sushma poderia não ter sido capaz de chegar ao ensino superior. Milhões de crianças indianas ainda não estão matriculadas na escola e muitas delas são meninas cujos pais optam por manter em casa. Em algumas aldeias, as meninas são criadas para se casar.

O pai de Sushma pai vendeu seu único pedaço de terra, de 930 m² por 25 mil rúpias (R$ 910) para cobrir algumas de suas mensalidades escolares.  “Não houve oposição da minha família e amigos, mas eu não tinha nenhuma opção”, disse Tej Bahadur Verma, pai da menina.

Sushma conseguiu também uma bolsa de estudos de uma ONG, com mais 800 mil rúpias (cerca de R$ 28,5 mil). Sua história atraiu o interesse de empresários e outras instituições de caridade.  “A menina é uma fonte de inspiração para todos os estudantes”, disse o Dr. Bindeshwar Pathak, da instituição Sulabh International, que decidiu ajudar depois de ver a história de Sushma em um programa de televisão local.

Sushma vai cursar microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)Sushma vai cursar microbiologia da universidade de Lucknow, na Índia (Foto: Rajesh Kumar Singh/AP)

 

Autor de “O Apanhador no Campo de Centeio” tem textos inéditos no prelo

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Publicado na Folha de S. Paulo

As obras completas de J.D. Salinger ainda não foram publicadas, segundo um filme e um livro que serão lançados na próxima semana.

Salinger, que morreu em 2010, aos 91 anos, ficou conhecido por uma obra literária aclamada, porém escassa, ofuscada pelo livro que lançou em 1951, “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Um documentário prestes a ser lançado, acompanhado de um livro que reproduz e complementa o roteiro, ambos com o título “Salinger”, afirma com detalhes que o escritor deixou instruções para os responsáveis por sua obra para que publicassem pelo menos cinco livros adicionais –alguns inteiramente inéditos, alguns que ampliam textos já publicados–, numa sequência que deve começar no início de 2015.

Os novos livros e contos foram escritos muito antes de Salinger assinar essa declaração de intenções em 2008, e vão expandir bastante o legado do autor.

Uma coletânea, que será chamada “The Family Glass”, vai somar cinco novas histórias a um lista de já publicadas sobre a fictícia família Glass, que surgiu no livro “Franny e Zooey”.

Outra deverá incluir uma retrabalhada versão de uma história de Salinger já conhecida mas nunca publicada, “The Last and the Best of Peter Pans”, que será reunida a histórias novas ou já editadas da família Caulfield, entre elas “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Amy Sancetta/Associated Press
Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de "O Apanhador no Campo de Centeio"
Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”

FILOSOFIA E GUERRA

Os trabalhos inéditos devem incluir um manual romanceado da filosofia hinduísta Vedanta, com a qual Salinger se envolveu, uma novela baseada em seu primeiro casamento e passada durante a Segunda Guerra Mundial, e uma outra novela, inspirada em suas próprias experiências na guerra.

Por décadas, pessoas próximas a Salinger disseram que ele continuou escrevendo assiduamente, embora tenha parado de publicar desde a novela “Hapworth 16, 1924”, que saiu na revista “The New Yorker” em 1965. Mas só agora são revelados tantos detalhado dos planos de publicações póstumas.

Matthew Salinger, filho e controlador do legado do escritor ao lado de sua viúva, não quis discutir os planos do pai como o documentarista. Foi a mesma posição da editora de “Apanhador no Campo de Centeio”, Little, Brown and Company.

O documentário, que será lançado no dia 6 de setembro, é dirigido por Shane Salermo, um cineasta que passou nove anos pesquisando e filmando material. O livro sobre o filme, escrito por Salermo e David Shields, será lançado pela Simon & Schuster no dia 3.

Dando entrevista em seu escritório em Los Angeles, Salermo apontou para mesas e gavetas lotadas de fotos nunca publicadas, centenas de cartas e até um diário manuscrito da Segunda Guerra que pertenceu a um dos mais antigos amigos de Salinger, um soldado chamado Paul Fitzgerald, já morto.

A descoberta dos planos de publicação, segundo Salermo, tomou forma na parte final de suas pesquisas. Ele credita os detalhes do acordo a duas fontes anônimas, descritas no livro como “independentes e sem ligação uma com a outra”. Salermo diz que são pessoas que nunca se falaram, mas ambas sabiam dos planos.

O livro e o filme estão sendo promovidos com a promessa de revelações sobre Salinger, que fez da busca por privacidade sua marca registrada. A campanha promocional inclui um pôster com a imagem de Salinger com o dedo na frente dos lábios, com a inscrição: “Descubra o mistério, mas não revele os segredos”.

DUAS MULHERES

O livro, com 698 páginas, viaja pela vida do escritor que participou do desembarque aliado na Normandia na Segunda Guerra Mundial e voltou aos EUA casado com uma alemã, Sylvia Welter. O livro traz detalhes sob a suspeita de que ela era, na verdade, uma informante da Gestapo. Depois de poucas semanas, Salinger deixou no prato dela, servido para o café da manhã, uma passagem aérea para a Alemanha.

Outro relacionamento descrito no livro vai intrigar os seguidores de Salinger. Logo após a guerra, ele teria conhecido uma garota de 14 anos, Jean Miller, em um resort na Flórida. Por anos, eles trocaram cartas, passaram períodos juntos em Nova York e teriam tido uma única relação sexual. Segundo depoimento de Miller no filme/livro, ele a abandonou no dia seguinte a essa relação. Segundo ela, um de seus contos foi inspirado por ela: “For Esmé – With Love and Squalor”.

Para Salermo, livro e filme concluem uma busca que acompanhou seu trabalho de roteirista em Hollywood, de filmes como “Os Selvagens” e a ainda inédita continuação de “Avatar”.

“Salinger está prestes a ter um segundo ato em sua vida, como nenhum outro escritor na história”, diz Salermo. “Não há precedentes.”

Tradução de THALES DE MENEZES

Mentor do 11 de Setembro leu Harry Potter em prisões

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Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Fernando Moreira, no Page Not Found

O mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA e braço direito de Osama bin Laden passou boa parte do tempo nas cadeias onde esteve detido na Europa lendo as histórias de Harry Potter, de acordo com revelações publicadas pela agência Associated Press.

Agentes da CIA (agência de inteligência americana) também permitiu que Khalid Sheikh Mohammed também desenhasse um aspirador de pó, a fim de evitar que o terrorista ficasse louco. Isso teria acontecido nas prisões secretas em que Sheikh Mohammed foi mantido na Europa: Romênia, Polônia e Hungria.

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Após ser preso em 2003, no Paquistão, o terrorista passou por polêmicas e agressivas técnicas de interrogatório para contar tudo o que sabia sobre a rede al-Qaeda. Uma delas foi o waterboarding, no qual é simulado afogamento com ajuda de uma toalha encharcada.

Entretanto, os agentes americanos temiam que a tortura deixasse sequelas mentais permanentes em Sheikh Mohammed e a suspenderam. Para aliviar, permitiram atividades recreativas.

O terrorista está sendo mantido na prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Sheikh Mohammed foi descrito por seu advogado como “extremamente inteligente” e com capacidade para “patentear invenções”.

Ainda há muitos mistérios cercando a vida de Sheikh Mohammed. Não se sabe, por exemplo, se eles nasceu no Paquistão ou no Kuwait.

Biografia “Coração Assombrado” retrata medos do escritor Stephen King

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O escritor Stephen King fala durante palestra para alunos de escrita criativa na Universidade de Massachusetts (Foto: Elise Amendola - 7.dez.2012/Associated Press)

O escritor Stephen King fala durante palestra para alunos de escrita criativa na Universidade de Massachusetts (Foto: Elise Amendola – 7.dez.2012/Associated Press)

Rodolfo Lucena, na Folha de S.Paulo

Depois de mais uma noite em que dormira sozinha, Tabitha desceu a escadaria de mogno de sua mansão vitoriana de 24 aposentos para encontrar uma cena que já não lhe era novidade: o marido desmaiado em uma poça de vômito, caído no chão de seu escritório.

O gigante de 1,90 m tinha sido novamente derrubado por uma bebedeira monumental. Era Stephen King, um dos autores de maior sucesso na história.

Apesar de sua fortuna miliardária, dos mais de 300 milhões de livros vendidos e dos mais de 50 prêmios, King vivia assombrado por monstros e demônios muito mais poderosos que os habitantes de sua fileira de livros de horror, suspense e fantasia.

Seus medos podem parecer triviais –de escuro, cobras, ratos, aranhas e coisas gosmentas– ou mais poderosos: de terapeutas, deformidades, lugares fechados, da morte, de voar ou de ser incapaz de escrever. Certa vez afirmou que vivia na República Popular da Paranoia; em rara visita a uma analista, confidenciou: “O medo é a minha vida”.

Com riqueza de detalhes, os casos são contados em “Stephen King, a Biografia – Coração Assombrado”, que chega agora ao Brasil, três anos após seu lançamento nos EUA.

Apesar de ser uma biografia não autorizada, não se trata de um amontado de fofocas, mas sim do resultado de pesquisas que procuram mostrar quem é King e de onde saem as ideias para seus best-sellers.

O fato de não ter entrevistado King nem sua mulher não foi um grande problema para a autora, segundo ela disse à Folha, por e-mail.

“Stephen King sempre foi um livro aberto, escrevendo sobre seus vícios e pontos fracos de forma muito franca e sincera”, contou Lisa Rogak, especialista em biografias e autora de mais de 40 livros sobre temas diversos, da vida de Dan Brown (autor de “O Código Da Vinci”) às aventuras dos cães que trabalham no Exército dos EUA.

Seu texto claro e sem firulas não foge de eventuais adjetivos nem de frases de efeito, como a que abre o primeiro capítulo: “Diz-se que Stephen King nunca deveria ter nascido”.

Segundo os médicos, a mãe não seria capaz de engravidar; no entanto, dois anos depois de a família ter adotado um bebê, King nasceu no dia 21 de setembro de 1947. Passados outros dois anos, o pai saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou.

Da miséria à opulência, o livro acompanha a trajetória de King em ordem cronológica. Lembra suas primeiras histórias, ainda na infância, o primeiro texto publicado, o encontro com Tabitha, a gênese de “Carrie, a Estranha” e sua sequência de sucessos.

Sem analisar a obra, deixa evidente o que os leitores fiéis de King há muito já descobriram: ele tira suas ideias da vida real, dos medos cotidianos e de dramas até pueris.

Além de prolixo, é profícuo e multidisciplinar: sua obra se estende para o cinema, a música e a política, em que tem se revelado militante de causas como o controle de armas e o aumento de impostos sobre grandes fortunas.

Em suma, resume a biógrafa, “é um cara muito simples, que apenas quer continuar a contar suas histórias”.

“Coração Assombrado” traz ainda uma útil linha de tempo, índice remissivo, lista de obras de King em português e dicas de sites de referência sobre a vida e obra do mestre do suspense.

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