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Posts tagged Autobiografia

Monty Python | Autobiografia do lendário grupo de humor chega ao Brasil

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Publicação será lançada pela Realejo Livros

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Realejo Livros lança neste mês de janeiro a autobiografia do grupo britânico de humor Monty Python, considerado um dos mais importantes da história. Confira a capa nacional:

Escrito pelos próprios humoristas e organizado por Bob McCabe, o livro alterna as vozes de cada um dos Phyton e oferece ao leitor relatos como a criação da lendária esquete “Silly Walks”, onde John Cleese tem um ministério de “caminhadas bobas”. Assista:

A edição nacional ainda conta com uma apresentação de Gregório Duvivier, que revela algumas das lições que ele e os demais criadores do Porta dos Fundos tomaram com o Pythons.

Formado por John Cleese, Eric Idle, Terry Jones, Terry Gilliam, Michael Palin e Graham Chapman, o grupo criou a série cômica Monty Python’s Flying Circus, que consistiu em 45 episódios divididos em quatro temporadas. Além disso, criaram shows, programas de rádios e até mesmo filmes, entre eles A Vida de Brian, Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado e Monty Python – O Sentido da Vida.

Rita Lee lança autobiografia em outubro

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Rita Lee assina contrato para lançar sua autobiografia pela Globo Livros, com a capa ao fundo (Foto: Guilherme Samora)

Rita Lee assina contrato para lançar sua autobiografia pela Globo Livros, com a capa ao fundo (Foto: Guilherme Samora)

 

Rainha roqueira assina contrato com a Globo Livros e revela a capa que fez para a obra

Publicado na Revista Quem

Rita Lee, uma das figuras mais importantes da música mundial, lançará sua autobiografia pela Globo Livros. A cantora, compositora e escritora assinou contrato com a editora e, na ocasião, revelou a capa, criada por ela com uma foto de seu primeiro e único RG, de 1966.

O rascunho da capa partiu de cartolina, tintas, tesoura e cola, até virar a arte final, no computador. Como toque, Rita pintou com canetinha vermelha seus cabelos da foto do documento. QUEM revela as imagens da assinatura do contrato e da revelação da capa em primeira mão.

O livro mais aguardado do ano, “Rita Lee – uma autobiografia” será lançado no final de outubro com histórias e revelações sobre a vida da roqueira. Rita também fez questão de escolher as fotos, muitas delas inéditas, de seu baú, que ilustram sua obra.

Rita assina o pôster da capa criada por ela para o livro (Foto: Guilherme Samora)

Rita assina o pôster da capa criada por ela para o livro (Foto: Guilherme Samora)

Autobiografia de Philip Roth chega nesta terça-feira às livrarias

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Foto: Reprodução / Reprodução

Foto: Reprodução / Reprodução

 

Livro permite compreender não só a vida do escritor, mas também a sua relação com a literatura

Alexandre Lucchese, no Zero Hora

Chega nesta terça-feira às livrarias Os fatos: A autobiografia de um romancista, de Philip Roth. O lançamento do livro, no entanto, não contradiz o anúncio do escritor de que deixaria as letras em 2012. Na verdade, o livro foi publicado originalmente em 1988, mas só agora ganhou uma versão brasileira – era um dos três títulos que faltavam para a Companhia das Letras ter a obra completa do autor editada no Brasil.

A demora de quase três décadas para o lançamento de uma edição brasileira sugere que este é um livro que poderia esperar. E poderia, embora não precisasse ser por tanto tempo. Roth, um dos maiores escritores americanos vivos, tem uma longa lista de títulos mais prestigiados do que Os fatos, o que provavelmente empurrou a autobiografia para o fim da fila das edições. No entanto, esta narrativa é importante para compreender não só a vida do escritor, mas também sua relação com a literatura.

Os fatos narra a trajetória de Roth desde a infância, vivida em um bairro judeu de Nova Jersey, até sua consagração como romancista. Na primeira parte, o texto se arrasta por lembranças infantis, tendo momentos de derramada nostalgia, como quando trata de seu amor pelo beisebol. Em seguida, a narrativa cresce, com episódios que envolvem sua formação acadêmica e literária. A escrita e a repercussão de O complexo de Portnoy (1969), polêmico romance que o tornou famoso e rico, é um dos pontos altos desta autobiografia.

No entanto, nada ali narrado deve impressionar os leitores que passaram por biografias como Roth libertado: O escritor e seus livros, de Claudia Roth Pierpont, lançada no Brasil no ano anterior, também pela Companhia das Letras. A grande virada de Os fatos se dá nas páginas finais, com uma carta do personagem Nathan Zuckerman ao escritor. Alter ego de Roth na série de romances Zuckerman acorrentado e outros livros, com Pastoral americana, ele escreve: “Li o manuscrito (de Os fatos) duas vezes. Eis a sinceridade que você pediu: Não publique – você faz muito melhor escrevendo a meu respeito do que reportando `com precisão¿ sobre sua própria vida”. Trata-se de Roth tomando a voz de uma de suas criações literárias para discutir o peso do fazer literário em sua vida.

O autor não se mostra dominado pela sua ficção – tanto é que não segue o conselho de Zuckerman para não publicar Os fatos –, mas borra as fronteiras entre realidade e imaginação. A carta do personagem faz o leitor refletir sobre a sinceridade da autobiografia: “É ‘você’ de verdade ou é como você quer ser visto pelos leitores aos 55 anos?”, questiona o texto. Mais adiante, o personagem afirma que O Complexo de Portnoy, romance sobre um rapaz que se masturba de modo obsessivo, pode constituir “o que mais se aproxima de ser uma autobiografia daqueles impulsos”. Sendo assim, a ficção do escritor, e não um texto pretensamente verídico, seria o mais próximo da verdade que Roth poderia chegar.

Apesar de ser apresentado como uma autobiografia, Os fatos ganha ares de ficção e ensaio com a carta de Zuckerman. De curta dimensão – são 208 páginas – é um convite para melhor conhecer Roth e refletir sobre o papel da literatura em revelar o que há por trás dos fatos.

A “autobiografia” que criou o mito Donald Trump

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Lançado em 1987, A Arte da Negociação ficou 48 semanas na lista de mais vendidos do New York Times

Helio Gurovitz, na Revista Época

Em 1985, o jornalista americano Tony Schwartz publicou na revista New York uma reportagem crítica sobre um empresário da construção civil nova-iorquino que, com menos de 40 anos, se tornara foco de um sem-número de controvérsias. Na última delas, comprara um prédio numa área nobre de Nova York e, para reformá-lo, precisava despejar os inquilinos, cujo aluguel a lei mantinha em níveis irrisórios. O despejo se arrastava na Justiça e, impaciente, ele decidiu usar uma técnica inusitada para afugentá-los: declarou que ofereceria a moradores de rua os apartamentos vazios no prédio. As celebridades que moravam ali saíram em protesto. O relato na New York não era a primeira reportagem negativa na vida do empresário. Ele já fora acusado de não aceitar negros como inquilinos e de se beneficiar da generosidade do Estado para o sucesso de seus empreendimentos mais grandiosos. Depois que a reportagem saiu, Schwartz ficou surpreso ao receber uma nota de agradecimento. Ficou ainda mais surpreso ao ser convidado para escrever a “autobiografia” desse nada discreto empreendedor imobiliário, ninguém menos que Donald Trump.

Schwartz conviveu com Trump ao longo de 18 meses para fazer o livro. Lançado em 1987, A arte da negociação ficou 48 semanas na lista de mais vendidos do New York Times, 13 delas em primeiro lugar. Vendeu mais de 1 milhão de cópias, transformou Trump em figura mítica e abriu-lhe o caminho para três décadas de negócios ainda mais controversos, seguidos da carreira na televisão e na política que culminou, na semana passada, com sua indicação para disputar a Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. Donald Trump não seria Donald Trump sem Tony Schwartz. O livro criou o mito de Trump como Midas dos negócios. “Precisamos de um líder como o que escreveu A arte da negociação”, afirmou o próprio Trump num de seus comícios, como se tivesse mesmo escrito o livro. Desde que ele foi publicado, outros jornalistas, como Mark Singer, Wayne Barrett ou Timothy O’Brien, expuseram as contradições de Trump e o desmascaram de modo eloquente. Mas, pago para criar uma fantasia, Schwartz foi quem o conheceu mais de perto. Depois do livro, largou o jornalismo e manteve o silêncio. Até a semana passada, quando a revista New Yorker publicou suas declarações à jornalista Jane Meyer. “Pus batom num porco”, afirmou Schwartz. “Tenho remorso profundo por ter contribuído para apresentar Trump de um modo que chamou a atenção para ele e o tornou mais atraente do que é.”

Quem lê A arte da negociação vê um padrão que se repete não apenas nos demais livros assinados por Trump, mas em todos os seus negócios e em sua campanha. A leitura é prazerosa. O texto é excelente e sedutor. Do Hotel Hyatt aos cassinos de Atlantic City, da Trump Tower ao ringue de patinação do Central Park, os casos relatados revelam lições preciosas a qualquer empreendedor. Mostram um prodígio em ação, capaz de extrair concessões improváveis nas mesas de negociação com seu estilo direto, de conduzir estratégias sofisticadas para lograr seus desejos e de exibir as qualidades que esperamos de um CEO ou mesmo do líder da nação mais poderosa da Terra. Só há um porém: o Trump do livro é um personagem de ficção. O real mente como respira. “Mentir é a segunda natureza dele”, diz Schwartz. “Mais do que qualquer um que conheci, Trump tem a capacidade de se convencer de que aquilo que diz num dado momento é verdade, ou quase verdade, ou pelo menos deveria ser verdade.” A fraude não se resume a discursos inofensivos, como o proferido pela mulher de Trump na Convenção Republicana. Uma checagem de 182 declarações dele na campanha, feita pelo site PolitiFact, verificou que apenas 12% eram verdadeiras (ou quase). Na escala Pinóquio, do jornal Washington Post, quase 85% das 52 afirmações de Trump checadas se revelaram falsas.

Mentir na campanha, mentir para embelezar a biografia ou mentir sobre os próprios cabelos não são exclusividades de Trump – como sabe qualquer um que acompanhe a política brasileira. Mas ele levanta uma questão adicional, já sublinhada por Singer na New Yorker em 1997: que pensamentos íntimos haverá abaixo daqueles cabelos? Na busca das angústias de Trump, Singer chegou à conclusão de que, para além de aviões, cassinos, torres, campos de golfe e das belas mulheres, de nomes Ivana, Marla e Melania, Trump alcançou o maior de todos os luxos. Não tem vida interior, leva “uma existência sem ser molestado pelo ronco de uma alma”. O tipo de presidente que poderá ser não é, claro, o empreendedor genial de A arte da negociação. Mas também está nas palavras de Schwartz, o verdadeiro autor do livro: “Acredito genuinamente que, se Trump vencer e tiver os códigos nucleares, há uma possibilidade excepcional de que isso leve ao fim da civilização”.

Autobiografia de ex-milionário serial killer tem venda suspensa horas após lançamento polêmico

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Promotores acusaram Robert Pickton por 49 homicídios, e o ex-fazendeiro se diz inocente.

Promotores acusaram Robert Pickton por 49 homicídios, e o ex-fazendeiro se diz inocente.

 

Uma autobiografia supostamente escrita por um serial killer canadense foi retirada do mercado horas após o início das vendas na internet.

Publicado na BBC Brasil

O ex-fazendeiro milionário Robert Pickton foi condenado em 2007 pelo assassinato de seis mulheres. Outras 20 acusações de homicídio contra ele foram suspensas.

Um colega de prisão ajudou Pickton a enviar o livro para fora da prisão, segundo a rede de TV canadense CTV.

A editora solicitou a retirada do livro da Amazon e se desculpou com as famílias das vítimas, de acordo com a imprensa local.

Autoridades da província de British Columbia já haviam se comprometido a evitar que Pickton lucrasse com as vendas da biografia, intitulada Pickton: In His Own Words (Pickton: em suas próprias palavras, em tradução livre).

“Não é correto que uma pessoa que causou sofrimento a tantas pessoas possa lucrar com seu comportamento”, disse o ministro da Saúde Pública da província, Mike Morris.

O governo local também pediu à Amazon que interrompa as vendas do livro, publicado pela editora do Colorado (EUA) Outskirts Press, especializada em ajudar autores novatos a divulgar suas obras.

Usuários da Amazon também reivindicaram o boicote à obra – a empresa não havia comentado o episódio até a publicação desta reportagem.
Investigação

O ministro da Segurança Pública do Canadá, Ralph Goodale, disse que foi aberta uma investigação para apurar como o manuscrito de Pickton saiu da prisão de segurança máxima de Kent, onde o ex-fazendeiro está detido.

A rede CTV informou que ele conseguiu driblar os controles sobre sua correspondência ao repassar o livro a um colega de cadeia, que o enviou a um amigo.

No livro, Pickton diz ser inocente e afirma ter sido incriminado injustamente pela polícia canadense, segundo o jornal Vancouver Sun.

Ernie Crey, irmã de uma das 33 mulheres que tiveram DNA localizado em uma fazenda de criação de porcos de Pickton, disse ter ficado “profundamente perturbada” pelo livro.

Lori Shenher, que ajudou a reunir provas contra o ex-fazendeiro e escreveu um livro sobre o caso, disse esperar que o público ignore a obra “pelo bem da decência”.

Pickton foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional por 25 anos, após inicialmente ser denunciado pela morte de 26 mulheres de um total de 69 desaparecidas.

A Justiça canadense concluiu que ele matou as mulheres em sua fazenda e alimentou os porcos com os restos mortais de algumas das vitimas.

Durante o julgamento, promotores afirmaram que Pickton havia confessado 49 mortes a um policial que se disfarçou como colega de cela.

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