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Dan Brown vendeu mais de 16 mil cópias de ‘Origem’ no Brasil

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© Líbia Fiorentino

© Líbia Fiorentino

 

Autor norte-americano faz lançamento simbólico de ‘Origem’ na Espanha

Publicado no Notícias ao Minuto

O Brasil ficou de fora da turnê mundial de lançamento de “Origem” (Arqueiro / Sextante), sétimo livro de Dan Brown. Depois da Feira do Livro de Frankfurt e de Lisboa, o norte-americano desembarca, nesta terça-feira (17), na Espanha, país onde o quinto capítulo da saga literária do Professor de Iconografia Religiosa Robert Langdon é ambientado.

Mesmo sem a presença do autor, os números de vendas no Brasil alcançaram a marca de 16.009 cópias, apenas na estreia. Os dados são da Publishnews. Se forem contabilizados os livros em inglês, o número sobe outras 535 unidades.

Nas 552 páginas de “Origem” é a tecnologia que ameaça a fé dos homens. “Nos viramos para Deus com perguntas que não conseguimos responder, mas este abismo do que não sabemos está cada vez menor”, comentou o autor durante o lançamento do livro em Lisboa.

Na nova trama, o bilionário e futurista Edmond Kirsch se diz capaz de responder exatamente a uma das perguntas mais vitais da humanidade: “de onde viemos, para onde vamos”. Langdon, claro, entra em cena para investigar teoria.

Brown revelou que ainda não pensa na oitava obra. “É como uma mulher que deu à luz há 10 minutos e o marido pergunta: ‘quando faremos isso de novo?'”, brincou. O projeto futuro do norte-americano está relacionado, na verdade, à “Origem”. O autor gostaria de que o livro, cujos direitos já foram vendidos para o cinema, fosse uma minissérie. “Sonhei que seria apresentado em 12 episódios. Não sei o quão longe chegarei nesta briga, mas vou tentar”, garante.

Homenageado da Flip, Lima Barreto será retratado em filme

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O escritor Lima Barreto será homenageado na Flip 2017 – Divulgação

Com direção de Luiz Pilar, longa vai encarar aspectos da vida pessoal de escritor

Mateus Campos, em O Globo

PARATY — Depois de passear pelas ruas paratienses, Lima Barreto irá ao cinema. Homenageado pela Flip deste ano, o escritor será tema do longa “Lima Barreto, ao terceiro dia”, dirigido por Luiz Pilar e coproduzido por Globo Filmes, Canal Brasil e Telecine.

O filme é um desdobramento da peça que Pilar montou em 2013, com texto de Luis Alberto de Abreu, e, a princípio, terá no elenco Luís Miranda, Sidney Santiago, Paulo Betti e Julia Lemmertz. A previsão de lançamento é agosto de 2018.

A obra do escritor carioca já havia ido parar nas telonas em 1998 com “Policarpo Quaresma, herói do Brasil”, de Paulo Thiago. O filme de Pilar, no entanto, pretende encarar aspectos da vida pessoal dele, intercalando realidade, fantasia e memória.

Lima Barreto aparece aos 41 anos, nos três dias da sua última internação no manicômio — o escritor lutava contra problemas psiquiátricos decorrentes do abuso do álcool.

As alucinações do autor de “Clara dos Anjos” foram fartamente documentadas por ele no célebre “Diário do hospício”. Esses textos, além da consagrada biografia de Francisco de Assis Barbosa, que ajudou a recuperar o prestígio do autor nos anos 1950, foram matéria-prima para a construção do roteiro.

No campo da “realidade”, o Lima velho (Luís Miranda) enfrenta a internação. Enquanto isso, na “memória”, o jovem escritor (Sidney Santiago) escreve seu romance mais conhecido. Na “fantasia”, personagens da obra, como Policarpo (Paulo Betti) e sua irmã (Julia Lemmertz), dialogam com o autor.

— Os três planos vão interagir. Os personagens do romance discutem questões sociopolíticas do momento em que o livro foi escrito. E os questionamentos que o Lima faz no romance, continuam atuais — explica. — Em 2013, a montagem do espetáculo coincidiu com as manifestações no país, e me perguntavam se eu tinha feito de propósito. Mas a verdade é que o Brasil é que insiste em não mudar.

Stephen King ganha disciplina dedicada à sua obra em universidade

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US author Stephen King poses for the cameras, during a promotional tour for his latest novel, 'Doctor Sleep', a sequel to 'The Shining',  at a library in Paris, Wednesday,  Nov. 13, 2013. (AP Photo/Francois Mori)

 (AP Photo/Francois Mori)

Especialista em Shakespeare assume a cadeira na instituição onde o escritor se formou

Publicado em O Globo

RIO – A Universidade de Maine acaba de criar, em seu curso de Literatura, uma disciplina voltada para o estudo da obra de Stephen King — um de seus alunos mais ilustres. A professora Caroline Bicks, especialista em Shakespeare (e leitora de King desde a adolescência), assumirá a cadeira. Nos últimos anos, ela tem dedicado suas pesquisas a apontar a relevância da obra do autor de “Romeu e Julieta” nos dias de hoje, identificando ecos de seus trabalhos na cultura popular moderna.

Uma de suas reflexões propõe um paralelo entre a “puberdade mental” de Carrie — do livro “Carrie, a estranha”, primeiro romance publicado por King em 1973, três anos depois de se formar em Maine — e a Julieta de Shakespeare. O livro mais recente de Bicks tem como título, em tradução livre, “Shakespeare, não agitado: coquetéis para seu drama cotidiano” — uma brincadeira com o nome do dramaturgo inglês e a frase famosa de James Bond a respeito de seu martini, “shaken, not stirred” (“batido, não mexido”).

A disciplina da Universidade de Maine foi criada graças a uma doação de US$ 1 milhão da Fundação Harold Alfond. Em 2015, o autor de clássicos do suspense como “O iluminado” e “Louca obsessão” foi premiado pelo governo americano com a Medalha Nacional das Artes, como reconhecimento por sua contribuição à Literatura.

‘Demonizar um conto é consequência de nossa crise moral’, diz autor de livro recolhido pelo MEC

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José Mauro Brant defendeu melhor formação dos professores - Reprodução Facebook

José Mauro Brant defendeu melhor formação dos professores – Reprodução Facebook

 

José Mauro Brant afirma que histórias da cultura popular costumam abordar temas delicados e defende papel do professor como mediador

Paula Ferreira, em O Globo

RIO — O autor do livro “Enquanto o sono não vem” — recolhido pelo MEC nesta quinta-feira devido ao conto “A triste história de Eredegalda”, que aborda a temática do incesto —, José Mauro Brant, criticou a “demonização” da obra promovida por setores da sociedade. Ele argumenta que elementos trágicos fazem parte do conteúdo literário da cultura popular e defende que é papel dos professores trabalharem esses temas de maneira adequada.

Embora tenha sido recolhido, o livro teve aprovação técnica do Centro de Alfabetização Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG, que reiterou seu parecer com uma nova nota técnica em apoio à obra no dia 1º de junho.

— Eu não inventei essa história. É um livro de histórias contadas no Brasil e como todo conteúdo de cultura popular toca em assuntos delicados. As pessoas têm pouca informação sobre o que é o conto de fadas. De Chapeuzinho Vermelho a outros contos não são temais banais. É sempre uma mensagem de opressão, do bem contra o mal — afirmou Brant. — Esse livro tem 20 anos. O conto sempre gerou discussões interessantes, mas hoje em dia as pessoas são muito polarizadas. Em um momento tão difícil, com tanta coisa grave para discutir, demonizar um conto é curioso, é uma consequência de nossa crise moral.

Brant defende ainda que os professores trabalhem o conto de maneira adequada com os alunos, a fim de promover um desonvilmento positivo da criança.

— Esses livros chegaram para os educadores selecionarem e descobrirem o que querem trabalha. É uma história que existe há anos e é justamente para quem precisa tocar nesse assunto com uma criança. Como você quer que os alunos entrem em contato com esse tema? Não é mais fácil abordá-lo se ele vem através de um conto?

De acordo com o escritor, a discussão precisa ser deslocada para outro campo. Ele argumenta que é necessário discutir a formação dos educadores que irão abordar temas desse tipo em sala de aula, e não a proibição do livro.

— Esse debate é rico se a gente se ativer ao que pode melhorar. Não sabemos a quais professores os contos estão chegando. Se esses profissionais não tiverem preparo para mediar, precisaremos tornar tudo uma questão dogmática no sentido de permitir ou proibir. Vamos ter que censurar os Irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Monteiro Lobato. Houve uma diminuição das políticas de promoção da leitura, as pessoas não têm onde debater. Há uma crise de inteligência no Brasil — finaliza.

Livro inédito de J.R.R. Tolkien é publicado cem anos após ser escrito

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O escritor J.R.R. Tolkien - AP

O escritor J.R.R. Tolkien – AP

Obra foi editada por Christopher Tolkien, filho do autor de ‘Senhor dos anéis’

Publicado em O Globo

RIO — Um livro inédito do célebre J.R.R. Tolkien, autor de “Senhor dos anéis”, foi publicado nesta quinta-feira, cem anos depois de ser escrito. “Beren e Lúthien” é descrita como uma história de “conteúdo pessoal” que o então professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou ao retornar da Batalha do Somme, ocorrida na França, em julho de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial.

Contando com ilustrações de Alan Lee, que venceu um Oscar por seu trabalho na trilogia cinematográfica de Peter Jackson, a publicação foi editada pelo filho do escritor, Christopher Tolkien, de 92 anos, e contém versões de um conto que tornou-se parte do “O Silmarillion”, lançado em 1977.

O “novo” livro é sobre o destino de dois amantes Beren e Lúthien, um homem mortal e uma elfa imortal que tentam roubar uma posse do maior de todos os seres do mal, Melkor, posteriormente chamado Morgoth, o inimigo negro. O pai dela, um lorde Elvish, não aprova o relacionamento e impôs para Beren uma tarefa impossível para que eles possam ficar juntos.

Capa do novo livro de Tolkien - Reprodução

Capa do novo livro de Tolkien – Reprodução

Os nomes Beren e Lúthien estão gravados na sepultura de Tolkien e de sua mulher, Edith, no cemitério em Wolvercote, na cidade de Oxford, no Reino Unido. Lúthien foi inspirada em Edith, que morreu dois anos antes do escritor.

Morto em 1973, boa parte dos títulos de Tolkien foram publicados postumamente, incluindo “O Silmarillion”, “Contos inacabados” e “The history of Middle Earth” (não publicado no Brasil), uma série em 12 volumes editada por Christopher. Suas obras mais conhecidas, entretanto, “O hobbit” e a trilogia “O senhor dos anéis”, renderam grande fama ao autor ainda em vida.

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