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Beren e Lúthien chega ao país e livros de Tolkien serão relançados em 2019

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Publicação faz parte do Projeto Tolkien da HarperCollins

Fábio de SouzaGomes, no Omelete

A HarperCollins vai lançar em novembro no Brasil Beren e Lúthien, livro ainda inédito em português. Além disso, a editora confirmou que em 2019 chegam às livrarias novas versões de clássicos de J.R.R. Tolkien como O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Além das obras máximas do autor, a editora também publicará O Silmarillion, Contos Inacabados e As Cartas de J.R.R. Tolkien. O projeto tem um conselho de tradutores semelhantes ao que é feito na tradução da Bíblia, já que as obras de Tolkien possuem um vocabulário próprio. O conselho é formado por Ronald Kyrmse, Reinaldo José Lopes, Gabriel Brum e Samuel Coto.

As publicações fazem parte do “Projeto Tolkien”, idealizado pela HarperCollins Brasil, que adquiriu os direitos de toda a obra do autor. Todos os títulos serão relançados pela editora com nova tradução

Livros inéditos de C. S. Lewis, autor de ‘As crônicas de Nárnia’, serão lançados no Brasil

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Anselmo Goes em O Globo

Três livros inéditos por aqui do britânico C. S. Lewis (1898-1963), o autor do best-seller “As crônicas de Nárnia”, serão lançados pela Thomas Nelson Brasil até outubro.

‘Sobe histórias’, de C. S. Lewis | Reprodução

Em “Sobre histórias”, ele faz uma análise das duas principais obras de J. R. R. Tolkien (1892-1973), “O Hobbit” e “O senhor dos anéis”. Já em “A última noite do mundo”, o autor lida com a questão da volta de Cristo e propõe uma nova perspectiva para elucidar o debate.

Em “Deus no banco dos réus”, Lewis se volta tanto para questões teológicas quanto para questões éticas.

Diário inédito de José Saramago é encontrado em computador

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José Saramago, em 2005: diário inédito do autor foi encontrado em uma pasta de seu computador – Custódio Coimbra / Agência O Globo

Escrito em 1998, texto do Nobel de Literatura português será publicado em outubro

Publicado em O Globo

LISBOA – Oito anos após a sua morte, um diário até então desconhecido do autor português José Saramago foi encontrado em seu computador. Uma edição será publicada em outubro em Portugal e na Espanha, anunciou nesta terça-feira, sua viúva, Pilar Del Rio.

A obra, escrita em 1998 quando ganhou o prêmio Nobel de literatura, é o sexto e último volume de “Cadernos de Lanzarote”. O nome da série é uma referência à ilha Lanzarote, do arquipélago das Canárias, onde Saramago morou até sua morte em 2010, aos 87 anos.

O volume foi encontrado escondido em uma pasta dentro do computador do romancista, revelou Del Rio, que chefia a Fundação José Saramago em Lisboa.

“Eu pensava que tudo já tinha sido publicado. Fiquei perplexa quando me dei conta que ninguém sabia da existência desse livro”, contou a também escritora e tradutora.

Ainda em vida, Saramago fez referência uma vez a esse diário em 2001.

“Eu não gostaria que, justamente no ano em que algo de notável me aconteceu (seu prêmio Nobel), alguém venha me dizer que eu não o fiz”, brincou o autor em alusão à uma sequência da série durante uma apresentação do quinto volume de “Cadernos de Lanzarote”.

A publicação dessa obra inédita marca, assim, os 20 anos da premiação com o Nobel de Literatura de Saramago, autor de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” e de “Ensaio sobre a cegueira”.

8 fatos sobre George Orwell, autor de ‘A Revolução dos Bichos’ e ‘1984’

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Larissa Lopes, na Galileu

Uma série de acontecimentos políticos trouxe um grande nome da literatura inglesa de volta ao pódio dos livros mais lidos e vendidos dos últimos meses. Com um olhar crítico e além de seu tempo, George Orwell se tornou uma fonte para compreender o presente através de sua distopia literária. Se você também foi cativado pelas prosas assertivas de 1984 e A Revolução dos Bichos, conheça abaixo oito fatos sobre a vida do autor que comemoraria 115 anos em 2018.

1 – Pseudônimo

Apesar de estar impresso nas capas de todos os seus livros, George Orwell não é o verdadeiro nome do autor. Nascido Eric Arthur Blair, o escritor assumiu o pseudônimo de George Orwell desde o lançamento do seu primeiro livro, Na Pior em Paris e Londres, em 1933. Por isso, a maioria das pessoas que realmente conheciam seu primeiro nome eram da família ou amigos muito próximos que o conheciam antes da fama. O nome teria surgido por causa de uma grande reviravolta na vida de Orwell, após vivenciar diversos conflitos armados e internos enquanto servia ao Império Britânico. Seu sobrenome deriva do Rio Orwell, que deságua no sudeste da Inglaterra.

2 – Família e criação

O escritor nasceu em 25 de junho de 1903, na cidade de Motihari, que na época pertencia à Índia Britânica. Era filho de um oficial britânico à serviço da Coroa e sua mãe, de origem francesa, era filha de um comerciante de Myanmar. Em 1911, se mudou para a cidade inglesa de Sussex com sua família, onde viveu nos padrões da classe média baixa. Ingressou em um internato preparatório onde se destacava pelos primeiros traços de brilhantismo e por ter menos condições econômicas do que seus colegas de classe.

GEORGE ORWELL NA BBC EM 1940 (FOTO: BBC, VIA WIKIMEDIA COMMONS)

Por sua inteligência, conseguiu ser aprovado em duas escolas de elite: Winchester e Eton. Optou pela segunda, onde permaneceu estudando entre 1917 e 1921 graças a bolsa de estudo que lhe foi concedida. “[Era] a mais cara e esnobe das Public Schools da Inglaterra”, descreveu Orwell no prefácio à edição ucraniana de A Revolução dos Bichos. Em Eton, publicou seus primeiros textos nos periódicos da escola e teve aulas com Aldous Huxley, autor de Admirável Mundo Novo.

Quando terminou o colegial, decidiu seguir a tradição familiar no exército e não frequentou nenhuma universidade mais tarde.

3 – Conflitos armados e internos

Orwell se alistou na Polícia Imperial da Índia em 1922 e serviu durante cinco anos, tempo suficiente para que o autor começasse a detestar o imperialismo britânico. Dessa experiência, foram criados alguns ensaios como Shooting an Elephant e A Hanging, e o livro Dias na Birmânia, que denuncia a verdadeira face do Império Britânico na Índia e, consequentemente, em todo o mundo.

Foi durante uma folga do serviço, em 1927, enquanto estava na Inglaterra, que Orwell finalmente decidiu abandonar a carreira pública e militar para se tornar escritor. Viveu em Paris entre 1928 e 1929, onde começou a escrever os primeiros rascunhos de obras que o próprio autor afirma ter destruído por causa de sua pouca qualidade. Sem estabilidade, o autor passou fome em alguns momentos e se viu obrigado a conviver com criminosos e mendigos das cidades.

“Tornei-me pró-socialista mais por desgosto com a maneira com os setores mais pobres dos trabalhadores industriais eram oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada”, comentou o autor sobre a posição política que mais tarde viria a defender.

Em 1933, lançou seu primeiro livro — no qual Eric assumiu seu pseudônimo — e, três anos depois, retornou à rotina de conflitos armados. Junto com sua esposa, Eileen O’Shaughnessy, lutou na Guerra Civil Espanhola, onde um disparo de um francoatirador fascista atingiu a sua garganta, o que o deixou sem poder falar por algumas semanas.

Apesar desse e de outros acidentes, Orwell entrou para a milícia do Partido Operário de Unificação Marxista, onde atuou com vários trotskistas espanhóis.

4 – Influência brasileira

De acordo com o biógrafo Jeff Meyers, autor de Orwell: Wintry Conscience of a Generation, a gaúcha Mabel Lilian Sinclair Fierz, filha de um casal inglês que se mudara para a Inglaterra aos 17 anos, foi uma figura extremamente importante na vida profissional e pessoal de Orwell.

Foi ela que convenceu o editor Leonard Moore a publicar em 1933 o primeiro livro do escritor, Na Pior em Paris e Londres. Além disso, também ajudava Orwell a melhorar sua relação com o pai, que o criticava por ter abandonado o serviço imperial e começado a viver na boemia. Segundo Meyers, Mabel também foi amante do escritor e morreu em 1990, aos 100 anos.

5 – Morte

Apesar de ter trabalhado no Exército por muitos anos, não foi um conflito armado que tirou a vida de George Orwell. O escritor morreu aos 46 anos, no dia 21 de janeiro de 1950, em Londres, por causa de um quadro de tuberculose. Foi enterrado na Igreja Anglicana All Saints’ Churchyard, onde o túmulo o identifica apenas como Eric Arthur Blair, sem sinal de seu famoso pseudônimo.

TÚMULO DE GEORGE ORWELL (FOTO: BRIAN ROBERT MARSHALL / GRAVE OF ERIC ARTHUR BLAIR (GEORGE ORWELL), ALL SAINTS, SUTTON COURTENAY)

6 – Jornalismo

O gosto por conflitos e por contestar o poder aproximou Orwell não só da literatura como também do jornalismo. Hoje, a Orwell Foundation, organização criada pelo primeiro biógrafo do escritor, Sir Bernard Crick, se dedica a reconhecer grandes trabalhos jornalísticos e jovens talentos da escrita política.

7 – Grandes admiradores

Com um texto crítico e preciso, os romances de George Orwell acumulam admiradores até hoje. Alguns dos mais famosos são David Bowie e Anthony Burgess, autor de Laranja Mecânica, que foi influenciado por 1984, obra que considera uma das cinco distopias mais importantes da literatura.

O mesmo livro também era um dos favoritos do icônico David Bowie, que, em uma entrevista à Rolling Stones em 1974, revelou que estava até trabalhando na adaptação da obra para a TV. O projeto teria o formato musical, mas nunca vingou.

8 – Best-seller

Em janeiro de 2017, o livro 1984 liderou a lista de mais vendidos da Amazon após a posse de Donald Trump, 45º presidente dos Estados Unidos. De acordo com a editora norte-americana que publica a obra, as vendas tiveram um aumento de 10.000%.

E essa não foi a primeira vez que o livro de 1949 ressurgiu nos carrinhos de compra virtuais por conta de algum escândalo da vida real. Em 2013, a venda de 1984 aumentou 6.888% depois que Edward Snowden revelou o caso de monitoramento de dados nos Estados Unidos. Da 12.859ª posição da lista dos mais vendidos, o livro saltou para a 184ª. Outra edição, que incluía também A Revolução dos Bichos, ocupou o 11º lugar do ranking.

Em 2017, os editores da Amazon colocaram 1984 em primiero lugar da lista de 100 livros para ler antes de morrer.

*Com a supervisão de Thiago Tanji

 

7 lições que aprendemos com o Guia do Mochileiro das Galáxias

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Rachel Guarino, na Cabana do Leitor

Não entre em pânico, mas o dia 25 foi o dia mais esperado no mundo nerd, o dia do Orgulho Nerd, ou o Dia da Toalha, para os mais íntimos. Mas você sabe como esse dia se originou e porque tem esse nome? Tem a ver com o livro Guia do Mochileiro das Galáxias, mais conhecido como a bíblia dos Nerds, do autor Douglas Adams.

A saga conta a história de Arthur Dent, um terráqueo que embarca em uma aventura com um E.T chamado Ford Prefect, logo após a Terra ser destruída e dar lugar a uma via interespacial. Ford estava em uma pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias e, juntos, embarcam em uma nave alienígena dando início a uma alucinante jornada pelo tempo e espaço. Agora, como isso se tornou em um dia a ser comemorado?

Com seu humor altamente ácido e crítico, Adams ganhou o mundo. Virou um dos principais ícones pop do século 20, com os cinco livros da saga sendo traduzidos para mais de 30 línguas. Porém, no dia 11 de maio de 2011, Adams veio a falecer. Com isso, os fãs sentiram a necessidade de homenagear o autor que criou todo esse universo mágico aos olhos dos nerds. Dessa forma, dia 25 de maio ficou decidido como o Dia da Toalha, afinal, de acordo com o autor, todo viajante precisa de uma toalha.

E como todo dia é dia de aprender uma lição com o Guia do Mochileiro das Galáxias resolvemos trazer sete lições que todo mundo precisa saber ao começar sua jornada.

1 – Não entre em pânico

Talvez a lição mais importante de todas: Não Entre em Pânico. Afinal de contas, você está realizando uma jornada, ou seja, tudo pode ser possível. Se for uma viagem solitária então, o desespero pode bater sobre o que fazer. Nesses momentos que se deve lembrar de não entrar em pânico e manter a cabeça fria, só assim que vai conseguir passar por qualquer tipo de situação.

2 – Conheça sua toalha

Sua toalha, literalmente, é sua melhor amiga e sua fiel escudeira. Durante sua viagem, sempre tenha uma à mão, ela pode salvar vidas. De acordo com o Guia, uma toalha pode ser um agasalho, canga, cobertor, além de servir como arma ou sinal de socorro, entre outras inúmeras funções. Ou seja, se torna peça fundamental, afinal, em uma jornada, não se pode contar com muitos recursos, às vezes, só podemos contar com criatividade e uma toalha.

3 – Não planeje muito

Isso realmente pode te fazer perder as melhores coisas da vida. Permita-se o inesperado e seja aberto às opções que toda jornada tem a oferecer. Suas viagens ficarão muito mais divertidas e aventureiras. O Guia do Mochileiro das Galáxias nos mostra que quando se está aberto a tudo, ficamos muito mais felizes e satisfeitos com os resultados.

4 – Acredite em si mesmo

Esqueça a opinião negativa de todos que não acreditam em você e siga com seus instintos, acreditando neles, irá te levar a lugares inacreditáveis. Faça que nem Arthur Dent, um terráqueo visto como incapaz, mas que acredita em si mesmo o suficiente para continuar seguindo em frente, obtendo sucesso em tudo o que faz. Então a mensagem é, todos são capazes de tudo, basta querer.

5 – Não tenha medo em viajar

Independente de qualquer sentimento de medo, não deixe que isso te desanime a seguir em sua jornada. Faça como os personagens do Guia que nunca desistem, não importando os obstáculos que apareçam em seus caminhos. O medo pode te impedir de realizar coisas maravilhosas.

6 – Nunca volte para pegar a bolsa

Não importa o que aconteça, nunca, mas nunca mesmo, volte para pegar a bolsa. Metaforicamente falando, você pode perder as melhores coisas se tiver que voltar para pegar alguma coisa antes esquecida. Lembre-se de sempre seguir em frente, sem olhar para trás. A única coisa que um mochileiro precisa é de sua toalha, então esqueça o que ficou para trás e siga em frente, sem medo de ser feliz.

7 – Esvazie a mente sempre que possível

De vez em quando, é importante esvaziar a mente, se não, entramos em parafuso. O Guia diz “ignore todas as considerações a respeito de seu próprio peso e simplesmente deixe-se flutuar mais alto”. Durante uma jornada, não tem problema em ter momentos sozinho, focado no nada, apenas observando o horizonte. Liberte-se de tudo que te distraia e apenas esvazie sua mente. Você se sentirá capaz de tomar qualquer tipo de decisão e pensar na sua vida de forma mais eficiente.

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