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Autora de “O Diabo Veste Prada” anuncia continuação da história

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O lançamento do livro está previsto para 2018

Letícia Rocha, no DM

Lauren Weisberger, a autora da história “O Diabo Veste Prada” que virou filme, anunciou que em 2018 irá lançar mais um livro que dará continuação a história.

O novo livro foi intitulada “When Life Gives You Lululemons” que traduzido significa “Quando a Vida te dá Lululemons”.

O livro vai contar a história de outra assistente de Miranda, Emily Charlton após ela sair da revista. O livro vai trazer muitas novidades, uma vez que o público está mais habituado a história de Andy, que é a personagem principal do primeiro livro e também do filme.

A previsão é de que a obra seja lançada entre junho e setembro de 2018.

Autora de livro que inspirou ‘Entre irmãs’ reuniu histórias do cangaço

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Frances de Pontes Peebles, autora de "Entre irmãs", livro que deu origem ao filme homônimo de Breno Silveira - Elaine Melko / Foto Divulgação

Frances de Pontes Peebles, autora de “Entre irmãs”, livro que deu origem ao filme homônimo de Breno Silveira – Elaine Melko / Foto Divulgação

 

Nascida em Recife, Frances de Pontes Peebles mora nos EUA desde pequena

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO – Autora do romance que inspirou o filme “Entre irmãs”, Frances de Pontes Peebles, 37 anos, nasceu no Recife e ainda pequena mudou-se com a família para os Estados Unidos, onde mora em Miami. O livro, reeditado pela editora Arqueiro, reproduz o título do filme por razões mercadológicas. Escrito em inglês, foi lançado no mercado americano, em 2009, com o nome “The seamstress” (a costureira, em tradução livre). Só no ano seguinte foi lançado no Brasil pela Nova Fronteira, então como “A costureira e o cangaceiro”. Com forte sotaque pernambucano, a escritora diz que o português é “como música” para ela, já que a língua foi aprendida “de ouvido” e não a capacita a escrever nada mais longo do que bilhetes e e-mails.

Por que resolveu escrever um romance sobre o período do cangaço?

Quando eu era pequena, em Recife, vivia rodeada dessas histórias. Minha avó e minha tia-avó contavam como era nos tempos antigos. Elas vieram da Paraíba, de Sapé, e foram para Pernambuco, em Taquaritinga, com mais ou menos 8 anos. Fiquei muito ligada nesse passado. Queria juntar essas histórias do urbano e da caatinga, queria que fossem “personagens” no livro.

As irmãs, Emília e Luzia, são inspiradas nessas duas parentes?

Minha avó era Emília, e minha tia-avó era Luzia. Dei os nomes às personagens em homenagem a elas, que eram costureiras e tinham uma máquina Singer operada por pedal. Claro que minha tia-avó Luzia não foi cangaceira. Colocá-las no livro foi uma maneira de mantê-las vivas por meio dessa história.

E o cangaceiro Carcará, tem base real?

O Carcará é ficcional, mistura de vários personagens. Em Taquaritinga, onde minha família tinha uma fazenda, havia um cangaceiro chamado Antônio Silvino, muito temido pela população. Tem muitas histórias dele que aproveitei. Contam que fez um cangaceiro comer uma lata de sal; dizem também que uma vez ele obrigou uma senhora a abraçar um cacto.

Tem novo livro para lançar?

Sim, deve sair em 2018 ou 2019. O título provisório é “The air you breath”. Conta a história de duas cantoras pernambucanas que fazem sucesso nos anos 1930 e em seguida vão tentar a sorte nos EUA.

Paula Hawkins: conversamos com a autora de ‘A Garota do Trem’

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Emily Blunt no filme de A Garota do Trem (Foto: Divulgação)

Emily Blunt no filme de A Garota do Trem (Foto: Divulgação)

Isabela Moreira, Galileu

Um lugar perigoso para mulheres encrenqueiras: é assim que o vilarejo de Beckford, na Inglaterra, é descrito em Em Águas Sombrias (Editora Record, 364 páginas, R$ 42,90). Lançado no Brasil em maio deste ano, o livro é o segundo de suspense de Paula Hawkins, autora de A Garota do Trem, thriller que se tornou best-seller mundial e foi adaptado para os cinemas em 2016.

Hawkins passou anos da carreira trabalhando como jornalista até ser convidada por uma editora para escrever livros de comédia romântica. “Eu gosto do gênero, mas nunca me senti confortável escrevendo sobre ele”, afirmou a escritora em entrevista à GALILEU.

Após quatro livros do tipo, decidiu mudar de rumo. “Estava muito mais interessada nos thrillers, que eram os tipos de livros que gosto de ler.”

Paula Hawkins, autora de A Garota do Trem e Em Águas Sombrias (Foto: Alisa Connan)

Paula Hawkins, autora de A Garota do Trem e Em Águas Sombrias (Foto: Alisa Connan)

Inspirada em grandes autoras contemporâneas do gênero, como Donna Tartt e Kate Atkinson, a autora lançou A Garota do Trem, suspense no qual aborda alcoolismo e violência doméstica.

O sucesso garantiu o novo livro, Em Águas Sombrias, cujos direitos de adaptação cinematográfica já foram adquiridos pela DreamWorks. A história conta, a partir da perspectiva de diversos moradores de Beckford, os casos de mulheres encontradas mortas no rio do vilarejo. A partir das investigações surgem discussões sobre memória, abuso sexual, suicídio e luto.

De passagem pelo Brasil para participar da Bienal do Livro Rio de 2017, Paula Hawkins conversou com a GALILEU sobre seu novo livro, feminismo e processos de escrita. Leia abaixo:

Você chega a se sentir sobrecarregada com a experiência de escrever sobre temas tão pesados?

Muitas coisas horríveis acontecem em Em Águas Sombrias. Escrever da perspectiva da mãe de Katie Whittaker, uma adolescente que é encontrada morta, foi particularmente triste. Em alguns momentos me pergunto o motivo de estar escrevendo sobre esses assuntos, mas acho que é interessante trabalhar essas ideias e possivelmente trazer um pouco de esperança para alguns dos personagens.

Nos seus livros você lida com a parte mais obscura da experiência de ser uma mulher em um mundo conduzido pelos homens. Por que abordar esse tema?
Como uma mulher, é algo sobre o que penso e que me preocupa. A violência doméstica é um problema que persiste no Reino Unido e continua a piorar — não só lá como em outros países, como o Brasil, a Argentina e a Colômbia, onde a violência contra a mulher é aguda. São assuntos importantes de se confrontar e sobre os quais temos que continuar pensando e escrevendo. Algo precisa ser feito e para isso precisamos continuar a trabalhar com esses temas.

Várias séries de TV e livros estão indo na mesma linha e fazendo bastante sucesso. Isso tem a ver com o momento pelo qual estamos passando, em que feminismo e direitos humanos estão sendo mais discutidos do que nunca, ou as pessoas sempre quiseram narrativas do tipo e não tinham acesso a elas?
Acredito que as coisas acontecem em ciclos. Boa parte da cultura é dominada pelo que acontece nos Estados Unidos e o fato de eles terem um presidente que fala daquela forma sobre as mulheres faz com que ocorra discussão em torno do assunto.

Tem muitas coisas acontecendo no mundo que exigem que falemos sobre isso. Incidentes horríveis ocorreram na Índia e levaram a um ressurgimento do feminismo no país e sei que o Brasil passou por episódios horrendos também. Então acredito que há momentos em que as coisas parecem se encaixar e todos querem falar sobre elas: devemos aproveitar o timing e falar o máximo que podemos, para que cheguemos ao momento em que não estamos só falando, estamos de fato resolvendo o problema.

Tem cada vez mais mulheres por trás dessas séries e livros…

Sim, o fato de as mulheres estarem no comando de boa parte do que é popular na cultura também ajuda.

Você se considera feminista?

Com certeza.

Em Em Águas Sombrias você tem vários narradores diferentes. Como foi o processo de escrever de cada perspectiva?
Foi difícil, não planejava ter tantos narradores. Mas conforme fui escrevendo a história, percebi que esse era o melhor jeito que contá-la: ter um coral de vozes, cada uma delas guardando seus próprios segredos, pensei que era melhor o leitor ouvir um pouco de todos. Comecei com Jules e Erin e fui expandindo porque as duas sozinhas não tinham como saber de todos os eventos que estavam acontecendo.

A dificuldade para mim foi decidir quem deveria estar falando em qual momento e decidir qual incidente passaria pela perspectiva de quem, tive que reescrever diversas vezes passagens do livro de perspectivas diferentes para descobrir de qual gostava mais. Algumas narrativas foram mais fáceis que as outras: Louise, a mãe da menina que morreu, foi difícil, já de Nickie Sage gostei porque ela era meio estranha.

E tudo se passa em uma cidade pequena, o que torna tudo ainda mais claustrofóbico…
E essa era a sensação que eu queria que as pessoas tivessem. Cidades pequenas podem ser claustrofóbicas: todo mundo sabe o que todo mundo está fazendo, não dá para fazer nada sem seu vizinho ver ou os pais dos seus amigos te dedurarem. Um está prestando atenção ao outro e acredito que essa claustrofobia faz com que as pessoas ajam em segredo, em particular os mais novos, que não querem que seus pais saibam o que estão fazendo.

Outro tema forte do livro é a memória. O que torna essa abordagem interessante para você?
Sou fascinada pela forma como a memória funciona ou não e como estruturamos diferentes narrativas para nós mesmo. A memória justifica as pessoas que nos tornamos, mas nem sempre é confiável: as pessoas podem mudar a história após anos a repetindo. Às vezes sem querer ou por não encarar um evento traumático e trágico. Outras é só para despistar as pessoas.

Autora de Harry Potter lidera ranking de mais bem pagos do mundo

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Publicado no Valor Econômico

SÃO PAULO  –  A autora da saga “Harry Potter” é a atual escritora mais bem paga do mundo, com cerca de US$ 95 milhões (cerca de R$ 296 milhões) arrecadados, segundo lista da revista americana “Forbes”.

O roteiro da peça teatral “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”, escrito com Jack Thorne, foi o livro mais vendido de 2016, com mais de 4,5 milhões de cópias.

J.K. Rowling volta ao topo da lista após quase uma década, quando liderou o ranking de 2008, com US$ 300 milhões vendidos com “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, conclusão da saga do bruxo.

Em 2004, a autora entrou para a lista de bilionários da “Forbes” com uma fortuna avaliada em US$ 1 bilhão, tornando-se a primeira escritora a chegar à cifra.

Rowling era a última colocada na lista anterior, com US$ 10 milhões. Neste ano, desbancou o best-seller americano James Patterson, autor da saga com o detetive Alex Cross, que arrecadou US$ 70 milhões. Em terceiro lugar, bem abaixo, está o autor de “Diário de um Banana”, Jeff Kinney, com US$ 21 milhões.

Além do livro-peça, a arrecadação do filme “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, adaptação de seu livro homônimo (que arrecadou mais de US$ 800 milhões nas bilheterias do mundo todo e já tem sequência marcada para estrear no fim de 2018), a edição comemorativa de 20 anos de Harry Potter lançada pela editora britânica Bloomsbury e as atrações temáticas dos parques da Universal Studios também ajudaram Rowling a engordar sua conta bancária.

Ranking

Os 11 escritores da lista venderam aproximadamente 30 milhões de volumes nos Estados Unidos nos últimos 12 meses, arrecadando cerca de US$ 312,5 milhões.

O ranking é criado com base nos rendimentos com vendas de livros impressos e digitais, direitos autorais de filmes e programas de televisão, itens licenciados, entre outros, no período de 1º de junho de 2016 a 31 de maio de 2017.

Cinco dos autores da lista tiveram romances adaptados para o cinema no último ano: além de Rowling, “Inferno” de Dan Brown, “A Garota no Trem” de Paula Hawkins, “50 Tons Mais Escuros” de E.L. James e “Diário de um Banana: Caindo na Estrada”, de Jeff Kinney.

George R.R. Martin, autor da saga “A Guerra dos Tronos”, saiu da lista este ano, junto com John Green, autor de “A Culpa é das Estrelas” e Veronica Roth, da trilogia “Divergente”.

Confira a lista dos autores mais bem pagos do mundo

1 – J.K. Rowling – US$ 95 milhões

2 – James Patterson – US$ 87 milhões

3 – Jeff Kinney – US$ 21 milhões

4 – Dan Brown- US$ 20 milhões

5 – Stephen King – US$ 15 milhões

6 – Josh Grisham – US$ 14 milhões

7 – Nora Roberts – US$ 14 milhões

8 – Paula Hawkins – US$ 13 milhões

9 – E.L. James – US$ 11,5 milhões

10 – Danielle Steel / Rick Riordan – US$ 11 milhões

Autora cria universo feminino macabro e vê seu 1º livro virar filme de Hollywood

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Renata Nogueira, no UOL

Uma garota desaparecida misteriosamente há 11 anos e uma impostora que se passa por ela para escapar de uma situação em que seria presa. Uma família obscura, mas acolhedora. Um desfecho surpreendente. Este é o enredo que levou “Única Filha”, livro de estreia de Anna Snoekstra, uma australiana de 28 anos, a cair nas graças de Hollywood.

Anna Snoekstra, autora de "Única Filha" Imagem: Heather Lighton

Anna Snoekstra, autora de “Única Filha” Imagem: Heather Lighton

 

A história macabra é uma costura de fábulas e situações reais, mas surgiu na cabeça da jovem escritora depois de um susto com o barulho de vidro estilhaçado em um furto durante a madrugada. Com o livro publicado nos Estados Unidos quase ao mesmo tempo em que foi lançado na Austrália, a Universal Studios se interessou pelo suspense da autora desconhecida e logo comprou os direitos para transformar a obra em filme.

“Única Filha” já tem até roteirista escalada, Erin Cressida Wilson, a mesma do filme “A Garota no Trem”, que também surgiu de um livro adaptado e fez barulho nas bilheterias no ano passado com Emily Blunt como protagonista.

“São livros de suspense, escritos por mulheres, e suas protagonistas têm segredos. Mas as semelhanças param por aí”, esclarece Anna, em entrevista ao UOL. Sobre as possíveis comparações com o romance de Paula Hawkins? “A protagonista do meu livro é mais jovem e a trama central não envolve marido e mulher, e sim duas mulheres.”

Mas o cinema não é ambiente desconhecido para a autora. Antes de tomar coragem para botar no papel a história que martelava em sua cabeça desde os “vinte e poucos anos”, Anna assinou direção, roteiro e produção de três curtas-metragens.

“Quando eu comecei a escrever o livro, estava trabalhando em um cinema à noite e escrevendo durante o dia. Eu sempre amei filmes, então quando a Universal me procurou para conversar sobre uma adaptação, fiquei chocada”, relembra.

“Achei que só a minha família iria ler”

Mas a escrita não era o plano B na vida dela. Anna deixou a capital Canberra aos 17 anos para estudar escrita criativa e cinema em Melbourne. Na faculdade, os próprios professores a alertaram sobre as dificuldades de se publicar um livro na Austrália. “Eu sempre me policiei para manter minhas expectativas bem baixas […] A maioria dos autores precisa manter um segundo emprego para pagar as contas.”

Ela então adiou os planos de seu primeiro livro, mas não conseguiu guardar a história por muito tempo, com os personagens martelando em sua cabeça. “Quando eu decidi que iria mesmo escrever, já estava conformada que provavelmente só a minha família leria. O fato de ter feito tanto sucesso e tão rápido ainda é inacreditável.”

"Única Filha" é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.h... - Veja mais em https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2017/04/20/com-suspense-macabro-autora-novata-chega-a-19-paises-e-vira-filme-de-hollywood.htm?cmpid=copiaecola

“Única Filha” é o primeiro livro de Anna Snoekstra Imagem: Divulgação

 

Os pais e sua irmã realmente leram “Única Filha”, mas não foram só eles. O livro foi traduzido e lançado em quatro continentes. No Brasil, é o grande lançamento de abril da editora HarperCollins. E enquanto não tem sua data de estreia no cinema anunciada, Anna segue trocando ideias com a roteirista.

“Enviei vários textos para ela, a maioria sobre a fábula do Barba Azul”, conta, sobre uma de suas referências para a história do sumiço da adolescente e as descobertas da impostora que se passa por ela 11 anos depois. A roteirista retribuiu com referências visuais para a adaptação, que será americanizada para facilitar o trabalho do estúdio. A história original se passa em Canberra, cidade em que a autora nasceu e cresceu.

A mudança não a incomoda. “Penso que é sim possível fazer com que ‘Única Filha’ se passe em um lugar diferente. Me inspirei em histórias de impostores que aconteceram ao redor do mundo: Anastásia da Rússia, Martin Guerre na França no século 16, Walter Collins em Seattle nos anos 20 e Nicholas Barclay nos anos 1990 no Texas. Isso me faz pensar que a história contada ali é universal.”

Contos macabros e desaparecidos como referência

Não foi só a ficção que inspirou Anna a criar o enredo sobre as duas meninas ruivas e sardentas que de tão parecidas driblam até a polícia. Pitadas de histórias reais e de várias épocas diferentes temperam o suspense de “Única Filha”.

Veja as histórias que mais inspiraram a autora:

O Barba Azul
O Barba Azul é personagem de um famoso conto infantil escrito pelo francês Charles Perrault em 1697. Ele é um nobre que carrega uma horrível barba azul e vive em um castelo isolado. Apesar da feiúra, foi casado com seis mulheres diferentes que desapareceram em circunstâncias misteriosas. O aristocrata consegue convencer outra mulher a se casar com ele e entrega para ela as chaves de todos os cômodos do castelo. Curiosa, ela abre o único local que ele havia proibido de explorar, e a mulher acaba descobrindo o grande segredo do marido. O final da história ganhou várias versões depois do conto original ser adaptado por outros escritores pelo mundo.

Anastásia
Oficialmente, Anastásia Nikolaevna morreu aos 17 anos assassinada por soldados bolcheviques junto com os demais membros da família imperial russa, em 1918. Ela era filha do czar Nicolau 2º e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Como seus restos mortais desaparecidos por décadas de governo comunista, rumores apontavam que ela estava viva. Por isso, várias mulheres começaram a se passar por ela. Anna Anderson é a mais conhecida entre as impostoras e chegou a ser capa de jornais e revistas se passando por Anastásia. Ela só foi desmascarada 25 anos depois de sua morte, em 2009, com a descoberta de restos mortais e finalização de exames de DNA de todos os membros da realeza.

Martin Guerre
Martin Guerre é um caso de roubo de identidade julgado em Toulouse em 1560. A história virou livro em 1561 nas palavras de Jean de Coras. Martin Guerre era um camponês que sumiu de sua aldeia e “reapareceu” anos depois na pele do impostor, que enganou até mesmo a família e viveu com sua mulher e filho por três anos.

Walter Collins
Em 1928, o menino Walter Collins, 9, sumiu em Los Angeles. Pressionada pela mídia, a polícia então capturou um pequeno fugitivo e entregou à mãe solteira do menino como se ele fosse Walter. A mãe não aceitou a resolução bizarra encontrada e acabou internada dada como louca ao ir contra os oficiais. Mais tarde se descobriu que o verdadeiro Walter Collins havia sido assassinado por um psicopata que torturava, abusava e matava crianças em um galinheiro.

Nicholas Barclay
Em 1994, um menino de 13 anos chamado Nicholas Barclay sumiu quando voltava a pé para sua casa na cidade de San Antonio, no Texas. Quatro anos depois, um rapaz vindo da França bateu à porta da família alegando ser Nicholas. Mesmo com sotaque francês e olhos castanhos (Nicholas tinha olhos azuis), ele conseguiu convencer a família ao dizer que havia sido sequestrado por uma gangue francesa de prostituição infantil que teria trocado a cor de seus olhos. O vigarista era Frédéric Bourdin, descoberto por um investigador cinco meses depois da farsa. Ele ficou preso por seis anos. Depois de solto e deportado dos Estados Unidos, Bourdin ainda aplicou o mesmo golpe em diversos países europeus. A história inspirou o filme “O Impostor”, de 2012.

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