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Concurso Cultural Literário (172)

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A Gigantesca Barba do Malbarbadomal

Stephen Collins (autoria), Eduardo Soares (tradução)

UM BESTSELLER DO THE NEW YORK TIMES

Na ilha de Aqui tudo é meticulosamente organizado e certinho. As ruas são asseadas, a grama é bem aparada e os homens são rigorosamente barbeados.

Dave não foge à regra. Tem um emprego que lhe permite pôr em prática todo o seu senso de organização, bem como distrair a mente de pensamentos indesejáveis, e encontra paz numa rotina totalmente ordeira.

Num dia fatídico, porém, Dave se vê como a raiz de um gigantesco problema: uma barba que irrompe de seus poros e desafia a lógica e a ciência. Logo ela se tornará uma questão de segurança pública e irá abalar as estruturas de Aqui, figurativa e literalmente. Uma fábula arrojada, que faz lembrar Roald Dahl e convida a refletir sobre algumas das questões humanas deste século.

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Em parceria com a Nemo, vamos sortear 2 exemplares do lançamento “A gigantesca barba do mal”.

Para concorrer, mencione na área de comentários o nome de um amigo que usa barba. Se participar via Facebook, mencione o nome dele. Você e ele vão ganhar um exemplar desta obra inteligente e engraçada.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 29/11 neste post.

Boa sorte. 🙂

 

Atenção para os ganhadores: Danilo Kossoski e Alisson do Nascimento. Parabéns! Entraremos em contato via e-mail.

O que eu vi da vida, por Woody Allen

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Má Dias, no Literatortura

Woody Allen, 77, escritor e diretor cinematográfico que está com seu quadragésimo oitavo filme (Blue Jasmine) nos cinemas internacionais (por aqui o filme estreia apenas em Outubro desse ano), deu um depoimento para a edição de Setembro da revista americana Esquire. A entrevista, disponível no site da publicação, faz parte de uma seção chamada What I’ve Learned? (O que aprendi?, em tradução livre), que conta com depoimentos de vários artistas sobre suas próprias carreiras, trabalhos e vida. Confira as dicas, opiniões e ensinamentos – quase sempre com um fundo de humor – desse tão aclamado diretor.

Minhas duas filhas adolescentes me veem como um ancião. Mas, pela manhã, me levanto antes delas, e as acordo para ir à escola.

As pessoas que não escrevem não entendem uma coisa: elas acham que você escreve uma linha conscientemente – mas você não escreve. Isso acontece inconscientemente. Então é a mesma surpresa para mim quando o que eu escrevi emerge como é para o público. Eu não penso numa piada e depois a digo. Eu a digo e depois percebo o que eu disse. E rio, porque estou ouvindo-a pela primeira vez também.

Sem medo, você jamais sobreviveria.

Meu pai nunca me ensinou como fazer a barba – aprendi isso com um motorista de táxi. Mas a maior lição que meu pai me ensinou é que se você não é saudável, então você não possui nada. Não importa quão ótimas as coisas estão indo para você, se você tiver uma dor de dente, ou uma dor de garganta, se você se sente enjoado, ou, Deus me livre, se tem alguma coisa muito séria e errada acontecendo com você – tudo está arruinado.

Um sanduíche de carne enlatada seria sensacional, ou um daqueles grandes e gordos salsichões, sabe, com mostarda. Mas eu não como essas coisas. Posso dizer que não como um salsichão há 45 anos. Eu não como comidas agradáveis. Eu como para ser saudável.

Marshall McLuhan previu que livros seriam obras de arte em algum momento. Ele estava certo.

Minha mãe ensinou-me um valor: rígida disciplina. Meu pai não ganhava o suficiente, minha mãe cuidava do dinheiro e da família, e ela não tinha tempo para futilidades. Ela ensinou-me a trabalhar e a não perder tempo.

Eu nunca vi uma cena sequer de nada que eu tenha produzido depois de finalizado. Eu nem sequer me lembro do que está nos filmes. Se estou no sofá, passeando pelos canais e de repente Manhattan ou outro filme aparece, eu os passo. Se eu ver Manhattan novamente, eu veria apenas o pior. Diria: “Oh, Deus, isto é tão embaraçoso. Eu podia ter feito daquele jeito. Eu deveria ter feito aquilo.” Então eu prefiro me poupar.

Durante o banho, com a água quente caindo, você deixa o mundo real para trás, e muito frequentemente as coisas se abrem para você. É a mudança de ambiente, o desbloqueio da tentativa de forçar as ideias que é incapacitante quando você está tentando escrever.

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Se você nasceu com um dom, se comportar como se ele fosse uma conquista é errado.

Eu amo Mel Brooks. Passei momentos maravilhosos trabalhando com ele – mas não vejo nenhuma semelhança entre nós, exceto, você sabe, que ambos somos Judeus. É onde a semelhança termina. Seu tipo de humor é completamente diferente do meu. Mas, Bob Hope? Sou praticamente um plagiador dele.

Fizemos um tour pela Acrópole no final da manhã e eu olhei para baixo, para o teatro, e senti uma conexão. Quero dizer, este é o lugar onde Édipo estreou. É incrível para alguém que passou a vida no show business ou trabalhou com arte dramática olhar para o teatro onde, há milhares de anos, homens como Mike Nichols, Stephen Sondheim e David Mamet vestiam togas, e pensavam: “Puxa, eu não posso ficar nessa linha de trabalho. Você sabe, eu estive trabalhando nisso durante a noite inteira e aquele ator não sabe como interpretar.” Sófocles, Eurípedes e Aristófanes…

Tem sido dito sobre casamento: “Você tem que saber lutar.” E eu acho que há um pouco de sabedoria nisso. Pessoas que vivem juntas entram em discussões. Quando você é mais jovem, os argumentos tendem a aumentar – ou não há qualquer sabedoria que os substitua para mantê-los em perspectiva. Isso tende a ficar fora de controle. Quando você for mais velho, você percebe: “Bem, esse argumento não vai mais servir. Nós não concordamos, mas este não é o fim do mundo”. Daí a experiência entra em jogo.

Quando comecei – quando lancei Take the Money and Run – o pessoal da United Artists acumulou críticas do país inteiro em uma enorme pilha e eu as li. Texas, Oklahoma, Califórnia, New England… Foi quando percebi que isso é ridículo. Quero dizer, o cara em Tulsa acha que a imagem é uma obra prima, e o cara em Vermont acha que é a coisa mais estúpida que ele já viu. Cada cara escreve de uma forma inteligente. A coisa toda era tão inútil! Então eu abandonei para sempre a leitura de críticas. Graças à minha mãe, eu não perdi tempo refletindo sobre eu ser brilhante ou um tolo. É completamente inútil pensar sobre isso.

Você pode apenas se esforçar muito, e então estará à mercê da fortuna.

Eu, me sentando para um jantar com Ingmar Bergman, me senti como um pintor de paredes se sentando para jantar com Picasso.

É apenas um acidente o fato de que nós estamos aqui na Terra, desfrutando de nossos momentos bobos, distraindo-nos tantas vezes quanto possível, de modo que não temos que realmente enfrentar o fato de que, você sabe, nós somos apenas pessoas temporárias com um curto espaço de tempo em um universo que acabará por desaparecer completamente. E tudo o que você valoriza, seja Shakespeare, Beethoven, da Vinci, ou o que quer que seja, terá desaparecido. A Terra irá embora. O Sol irá embora. Não haverá nada. O melhor que você pode fazer para obter vida é se distrair. O amor funciona como uma distração. O trabalho também funciona como uma distração. Você pode distrair-se de um bilhão de maneiras diferentes. A chave é se distrair.

Um cara irá dizer: “Bem, eu faço minha sorte.” Este mesmo cara caminhará pela rua e um piano que está sendo içado cairá como uma gota sobre sua cabeça. A verdade é que sua vida está muito fora de seu controle.

Bruce Springsteen acima do Muro

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Livro conta a história do show do astro que sacudiu o lado oriental de Berlim em 1988, aumentando o clamor pela reunificação

Carlos Albuquerque em O Globo

RIO – Um motorista de táxi de Berlim deu ao jornalista Erik Kirschbaum o caminho das pedras. Correspondente da agência Reuters na Alemanha, ele voltava de um show de Bruce Springsteen, em 2002, quando o motorista começou a falar sem parar de outro show do astro americano, realizado em 1988, naquela mesma cidade, e descrito como inesquecível. Nascido nos EUA e acostumado às performances do chamado The Boss, Kirschbaum argumentou que seus shows eram sempre assim, eletrizantes. Mas não conseguiu convencer o sujeito de farta barba grisalha e cabelos desalinhados que, ao volante, replicava, decidido: “Nein, nein, nein”.

— Ele dizia que eu não estava entendendo, que o show de 1988 tinha mexido com o país inteiro e que tudo tinha mudado depois — conta Kirschbaum, que mora e trabalha na Alemanha desde 1989. — O motorista foi tão enfático que não consegui tirar aquilo da cabeça por dias. Resolvi, então, apurar melhor a história.

A apuração durou quase dez anos e deu origem ao recém-lançado livro “Rocking the wall” (pela editora alemã Berlinica). Nele, o autor endossa, enfim, as palavras do taxista. E mostra que aquele show de Springsteen no lado oriental da cidade, visto por 300 mil pessoas e acompanhado por milhões pelo rádio e pela TV, foi, de fato, histórico, servindo também como empurrão para a queda do Muro, 16 meses depois.

— Obviamente, o show não teve efeito direto na queda. Houve a pressão popular, o Gorbachev e outros fatores que contribuíram decisivamente para isso — afirma Kirschbaum, que, entre outros, entrevistou Jon Landau, empresário de Springsteen, os organizadores do evento, historiadores e dezenas de fãs presentes ao show, além de ter mergulhado nos arquivos da Stasi, a polícia secreta da República Democrática Alemã (RDA). — Aquele show ajudou a erguer de vez a população, principalmente a mais jovem, dando a ela uma injeção de otimismo e esperança. E nesse sentido, o breve discurso de Springsteen no meio da apresentação foi memorável. Um momento único na história do rock.

Como ressalta Kirschbaum, Springsteen não foi o primeiro astro internacional de rock a se apresentar em Berlim antes da queda do Muro. Embora a censura ao gênero ainda existisse na Alemanha Oriental (os Rolling Stones ficaram por anos na lista negra), Bob Dylan, Joe Cocker e David Bowie tiveram sinal verde das autoridades para fazer shows no país antes dele.

— Mas nenhum deles incendiou a multidão como Springsteen — afirma o autor. — Dylan, por exemplo, fez um show frio e disperso em 1987, sem se dirigir à plateia.

De acordo com os arquivos da Stasi, a apresentação de Springsteen — que aconteceu por iniciativa de uma ala jovem do Partido Comunista — foi encarada como uma tentativa das autoridades de conquistar a simpatia da juventude local usando um astro conhecido por sua ligação com a classe trabalhadora (e que, ironicamente, tinha tido sua entrada no país negada em 1981).

Por conta disso, o evento ganhou uma embalagem “oficial”, que nada tinha a ver com o disco “Tunnel of love” (1987) — sucessor do premiado “Born in the USA” (1984) e razão daquela turnê europeia do astro —, sendo vendido como um show em apoio ao governo sandinista da Nicarágua, envolvido na época em combates com rebeldes financiados pela CIA. O fato incomodou Springsteen — notoriamente avesso a ter seu nome envolvido em causas políticas — e seu empresário, que ameaçaram cancelar o show.

— Foi um momento bem tenso antes do show, mas que acabou sendo contornado, com a retirada das bandeiras com o nome da Nicarágua ao lado do palco. Os ingressos, porém, não puderam ser mudados e seguiram com esses dizeres, para irritação de Bruce, que resolveu, então, se pronunciar abertamente durante o show — explica Kirschbaum.

Quando o momento chegou, o local do show foi tomado por um público bem maior do que o estimado pelos organizadores, que acabaram, surpreendentemente, abrindo os portões para que não acontecessem tumultos.
— Foi uma medida pouco comum para um país tão rigidamente controlado e bastante simbólica de um governo que já começava a perder força — conta Kirschbaum, lamentando não ter conseguido entrevistar Springsteen para o livro. — Tentei 12 vezes, em vão. Como se sabe, ele raramente dá entrevistas.

“Rocking the wall” descreve, então, como foram as quatro horas e meia do show, com riqueza de detalhes do clima nos bastidores e da tensão geral em torno das palavras que o astro iria dirigir ao público (Springsteen acabou fazendo um curto, porém incisivo discurso, de solidariedade, antes de tocar “Chimes of freedom”, de Bob Dylan).

— O som estava ruim, e as palavras de Bruce não foram ouvidas por todos na multidão, mas aquilo era o de menos — afirma o autor. — Tão importante quanto a presença daquele astro de rock, no auge da popularidade, sendo solidário com a população, foi o fato de ela estar reunida ali, em paz. Todos as pessoas que entrevistei foram unânimes em afirmar que aquele foi um momento inspirador para todos e que nada seria igual novamente.

A juventude de Game of Thrones nos anos 80 e 90

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Stephan Martins, no Jovem Nerd

Uma das partes mais complicadas das Crônicas de Gelo e Fogo é justamente uma das melhores coisas da série e dos livros: a quantidade e variedade de personagens.

O artista Mike Wrobel resolveu fazer um maneiro estudo de como seriam seus personagens preferidos da série Game of Thrones na juventude dos anos 80 e 90.

Podemos ver Daenerys e seus “dragões”, Jaime ao estilo Miami Vice, Jon Snow como um típico fã de grunge, Joffrey como o garoto mimado da época, Khal Drogo como um astro do Hard Rock (e aí vemos uma ótima explicação para a maquiagem e a barba), Cersei como uma estrela do Glam Rock, Bronn vestindo o visual Adidas mais clássico, Tyrion estilo Parker Lewis, uma aparente inocente Margaery, Theon Greyjoy ao estilo Marty McFly enquanto segura uma sacana referência ao que passou na terceira temporada, a menina moleque Arya, a Sansa estudante de Berverly Hills, e uma Brienne jogadora de futebol americano.

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Histórias próprias

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Novas editoras apostam em segmentos específicos para conquistar espaço em um setor que enfrenta desafios

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Enquanto grandes editoras se digladiam em leilões milionários na eterna busca por um best-seller, ou criam selos para diversificar o catálogo e competir em diversas frentes, pequenos editores vão na contramão e, com criatividade, inventam editoras e conquistam seu espaço.

Apostando em nichos ou em formato, respondendo a uma demanda do público ou a um desejo particular, Darkside Books, Alpendre, Tapioca, Bamboo, Reflexiva e Descaminhos fazem agora seu debut no mercado brasileiro.

Terror e fantasia. Depois de 15 anos fazendo livros para os outros na Retina 78, e de muita conversa de bar, Christiano Menezes e Chico de Assis decidiram abrir a sonhada editora de livros de terror e fantasia, universo com o qual se identificam e que, segundo Menezes, é mal tratado pelo mercado editorial. A Darkside Books estreou no último Dia das Bruxas com uma edição especial e numerada de Os Goonies, baseada no roteiro do filme. Os mil exemplares da tiragem esgotaram rapidamente. Depois vieram O Massacre da Serra Elétrica, antes do anúncio de que o filme entraria em cartaz aqui, e Evil Dead. Está saindo J.R.R. Tolkien – O Senhor da Fantasia, de Michael White, e em breve eles lançam outra biografia: a do autor Stephen King. Em produção, um livro mais acadêmico sobre serial killers.

O público é grande e fiel. Só no Facebook, a editora já contabiliza mais de 80 mil fãs, e eles fogem do padrão brasileiro. Se a média de leitura é de quatro livros por ano, como aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, quando chegamos a esse público os números surpreendem. “Nossos leitores têm entre 15 e 35 anos e são vorazes, capazes de ler seis, sete livros por mês. Uma coisa até exagerada”, brinca Christiano, que foi proprietário da Barba Negra, de HQ.

No intervalo entre um título e outro, a Darkside fez alguns freebooks, como O Corvo, no aniversário de Edgar Alan Poe, e O Hóspede de Drácula, no de Bram Stoker. A média de page views é de 15 mil a 20 mil por título. Mas os e-books pagos vão ficar para o ano que vem. “Ainda queremos trabalhar o livro objeto. Esse fenômeno do novo leitor, que consegue ler essa quantidade enorme, é muito recente e rico. São leitores filhos de um Crepúsculo, mas que estão buscando uma coisa diferente e criativa.”

Em 2014, eles devem lançar oito títulos. As tiragens variam de 3 a 6 mil exemplares. Os sócios estão animados com a repercussão e com as perspectivas. “O retorno está ótimo, digo, tudo dentro da escala de uma editora que está começando. Existia um buraco e uma demanda enorme e a galera está correspondendo”, diz Christiano Menezes.

Retorno à cozinha. O crescimento da oferta de cursos de gastronomia e a moda de cozinhar (e de preparar sua própria cerveja, entre outros produtos) serviram de impulso para que José Carlos de Souza Júnior, 15 anos de mercado, com passagens por editoras como Senac e Elsevier, e Renato Guazelli, ex-executivo da Peugeot em Paris e originário de uma família de profissionais do livro (Pioneira, Disal), criassem a Tapioca. “Abrimos a editora acreditando no filão que tem aí. Foi uma escolha que aliou a afinidade que temos com o tema e a vontade comercial de fazer uma coisa para dar certo. Queremos virar uma editora de referência e estamos buscando obras que não estão sendo publicadas.” O investimento, ao final de um ano e meio, deve ficar na casa dos US$ 400 mil.

Para além da fórmula ingredientes, rendimento e modo de preparo + fotografias de pratos, Júnior acredita também na ficção ambientada no universo da gastronomia e em livros que não serão exatamente best-sellers. mas que vão vender bem, e vender sempre. Uma das apostas é A Arte da Fermentação, de Sandor Katz, em produção. O primeiro título da editora, O Dilema Vegano, de Roberto Juliano, já vendeu mais de 6 mil exemplares.

No Dia das Crianças, serão lançados os primeiros títulos do selo Tapioquinha: O Menino do Pé de Moleque e A Menina da Baba de Moça, de Tatyana Bianchini e Fanny Alcântara.

No caminho do futuro. Tanto a Alpendre, da jornalista Gabriela Erbetta, quanto a Descaminhos, de André Caramuru Aubert e de Leda Rita Cintra, focam apenas publicações digitais.

“Eu nunca abriria uma editora de papel. Minha ideia foi fazer um modelo Kindle Single”, conta Gabriela, que trabalhou no núcleo de Turismo da Abril. Ela tem preparado uma série de títulos, todos curtos (e provavelmente mais baratos), nas áreas de turismo, culinária, história e língua portuguesa. A inauguração, no fim do mês, será com 50 Endereços no Brooklin – depois virão obras sobre San Diego e o Porto, todos destinos secundários -, e com a obra de Viviane Aguiar sobre o lendário Bar Riviera, que está para ser reaberto.

Com títulos à venda, por ora, na Amazon, a Descaminhos, criada em maio, tenta, segundo Caramuru Aubert, preencher um vazio deixado pelas editoras tradicionais. “Teremos livros inéditos de qualidade e trabalhos clássicos, mas que eram sistematicamente recusados pelo receio de que não venderiam bem”, conta. Leda, a sócia, foi mulher de Kiko Galvão Ferraz, filho de Patrícia Galvão. “Pretendo publicar toda a obra da Pagu, inclusive os contos policiais que ela escreveu sob o pseudônimo de King Sheldon, e um ensaio autobiográfico muito bonito feito exatamente quando estava grávida do Kiko.” Ela também quer publicar a obra completa de Geraldo Ferraz, entre outros títulos, que não devem custar mais do que R$ 9,99.

A editora como história. Francisco Pereira, prático no Porto de Vitória, quis escrever um livro que mudasse a vida das pessoas. Isso, quando ele conseguiu sair de uma depressão. Mas ele não sabia como escrever um livro. Imaginou-se um escritor numa entrevista falando sobre essa suposta obra. O ano era 2006. Escreveu, traduziu para o inglês, mandou gravar um audiolivro. Achou que tinha criado um produto original e universal, que seria rapidamente publicado.

Como ele não conhecia os trâmites do mercado, foi pesquisar. Ouviu falar da Feira de Frankfurt e em 2008 comprou um estande, botou o livro na mala e foi para lá. A obra repercutiu, mas não foi vendida. Francisco continuou estudando, frequentando feiras e congressos e surgiu a ideia de abrir sua própria editora. A Reflexiva será apresentada em outubro, na Feira de Frankfurt, para onde ele volta na companhia do editor Fernando Alves, com estande e uma exposição sobre o livro, ainda inédito, que deu origem à editora. Depois disso, a cada dois ou três meses serão lançados de seis a oito volumes de autoajuda, que serão promovidos em conjunto e que formarão, com os títulos, uma pequena história.

A nova geração. Em parceria com Moacir Marte, a pedagoga Aloma Carvalho apresenta no próximo sábado os 12 primeiros títulos da Bamboo, editora que criou para investir no produto nacional. O foco inicial é nos livros infantojuvenis supercoloridos e com temática local. “Não vamos inventar nada de novo, não há fórmulas mágicas no mercado editorial, mas estamos atentos aos autores que têm um trabalho original, criativo. Muitos deles sequer são recebidos pelas grandes editoras porque são desconhecidos ou porque o seu projeto, supostamente, não se encaixa nos editais de compra do governo”, comenta Aloma. Publicando infantis, ela não deixa de ter, no horizonte, essas polpudas compras governamentais. Obras adultas também estarão no catálogo.

dica da Judith Almeida

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