Vitrali Moema

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Inglaterra irá incluir músicas dos Beatles em exame que certifica estudantes secundaristas

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General Certificate of Secundary Education terá questões relacionadas a três canções da banda

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Publicado em O Globo

A música “Lucy in the Sky with Diamonds” é um hino rebelde ao consumo selvagem de drogas, ou uma homenagem emotiva à imaginação de uma criança? A questão, que manteve os fãs dos Beatles ocupados desde o lançamento da canção, em 1967, logo poderá ser matéria de prova para os adolescentes britânicos.

O comitê examinador Assessment and Qualifications Alliance (AQA)— que elabora e corrige o exame que concede certificado aos estudantes secundaristas do Reino Unido, o chamado General Certificate of Secundary Education (GCSE)— planeja colocar canções dos Beatles no programa de música em setembro de 2016.

“A música pop começou neste país com os Beatles nos anos sessenta, de forma que qual a melhor banda para estudar a música contemporânea que os Fab Four?”, afirmou o líder do departamento de música da AQA.

A AQA afirmou que pedirá aos estudantes que analisem a melodia, a harmonia, a estrutura, o ritmo e o significado de três músicas dos Beatles que influenciaram gerações inteiras de músicos e mudaram as técnicas de gravação: “Lucy in The Sky with Diamonds”, “Within You, Without You” e “With a Little Help form My Friends”.

A soma das canções do disco “Sgt. Peppers” ao currículo musical do exame GCSE coloca os Beatles ao lado de compositores clássicos como Joseph Haydn e Aaron Copland, e também de guitarristas influentes como Carlos Santana.

“Lucy in the Sky with Diamonds” foi durante muito tempo objeto de debate entre os que afirmam que a letra se refere à droga LSD e aqueles que aceitam a explicação mais inocente de John Lennon. O cantor sempre manteve que a canção foi inspirada por um desenho de seu filho de cinco anos, Julian, sobre uma amiga do colégio chamada Lucy.

Versões em quadrinhos de Beatles e Rolling Stones chegam ao Brasil

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'Beatles com A' explora fase inicial da banda e retrata primeiros shows em Hamburgo

‘Beatles com A’ explora fase inicial da banda e retrata primeiros shows em Hamburgo

Finlandês Mauri Kunnas retratou quarteto de Liverpool em tom biográfico e assumiu licença poética ao narrar aventuras lisérgicas de Mick Jagger

Publicado no Divirta-se [ via Estado de Minas]

É possível tangenciar o mito de uma banda de rock com biografias, documentários, caricaturas. O cartunista finlandês Mauri Kunnas resolveu fundir todas as possibilidades para fazer o seu retrato dos dois maiores gigantes do rock: Beatles e Rolling Stones. As duas graphic novels que Kunnas produziu chegaram ao Brasil este mês pelas mãos da Edições Ideal. São duas obras de naturezas muito distintas. ‘Beatles com A: O nascimento de uma banda’ tem uma pegada mais biográfica, se passa no período inicial dos Beatles e seus primeiros shows em Hamburgo. ‘Mac Moose e os Stones’ é pura lisergia: um escritor de livros policiais de segunda abriga em sua casa o guitarrista Keith Ricardos, da banda Rolling Gallstones (As Pedras de Vesícula Rolantes), que acaba de escapar de um grupo de terroristas que fez refém toda a banda.

Segundo informa o agente literário e tradutor finlandês Pasi Loman, Mauri Kunnas é “o autor mais amado da Finlândia; a maioria das famílias finlandesas tem ao menos um livro de sua autoria”. Na Feira do Livro de Frankfurt de 2014, havia uma fila enorme esperando por um autógrafo do cartunista.

Grande fã dos Beatles desde os anos 1960, Mauri Kunnas não é idólatra: ele tira sarro de tudo, inventa fatos engraçados que nunca aconteceram e faz um trabalho iconoclasta e ao mesmo tempo reverente sobre os grupos. Uma dentadura assassina (homenagem ao personagem Jaws, de James Bond) persegue o guitarrista dos Stones graças a uma das mancadas do avarento Jacques Migger, ou Beiçudo.

O desenhista respondeu a algumas perguntas do jornal O Estado de S.Paulo – em finlandês (suas respostas foram traduzidas por Lilia Loman). Ele diz que acalentou o sonho de fazer a graphic novel por duas décadas e trabalhou dois anos para chegar ao resultado, e que agora planeja uma história sobre Yoko Ono e John Lennon (mais tarde, avisa, será a vez de Elvis e Dylan).

Admirador de Carl Barks, Charles Schulz e Bill Waterson, Kunnas também enumerou outras influências. “Na literatura infantil, um exemplo de minhas influências é Richard Scarry. Nas histórias em quadrinhos é Elzie Crisler Segarin, de Popeye.

A música também tem grande influência em meu processo criativo. Por exemplo, quando escrevi ‘Aventuras no espaço’ (Hedra Editora), ouvi a música de Paul McCartney, ‘Venus and Mars’. A sensação de luminosidade dessa música torna o livro luminoso também, embora o espaço seja escuro. Quando eu estava ilustrando ‘Papai Noel’ (história inédita no Brasil, com mais de um milhão de cópias vendidas no mundo), ouvi o álbum de natal de Phil Spector.”

'Mac Moose e os Stones' brinca com o lado mais excêntrico e contestador dos Stones, aqui chamados de Gallstones (ou ''As Pedras de Vesícula Rolantes'')

‘Mac Moose e os Stones’ brinca com o lado mais excêntrico e contestador dos Stones, aqui chamados de Gallstones (ou ”As Pedras de Vesícula Rolantes”)

Ele, que confessa ser mais fã dos Beatles do que dos Stones (os gibis denunciam isso; ele é mais sarcástico com os Stones), costuma ler tudo que lhe cai nas mãos sobre os Fab Four. “Os livros mais interessantes são aqueles em que uma pessoa de fora conta como a vida da banda era. Meu favorito é ‘Tune In. The Beatles. All These Years’, o primeiro volume.”

Também conta que nunca foi alvo de tentativas de cerceamento de seu trabalho por advogados dos grupos. “Ninguém criticou ou ficou chateado com o humor nos livros, os membros das bandas também têm/tinham senso de humor”, ponderou.

Kunnas também comentou os atentados recentes contra o jornal Charlie Hebdo em Paris e contra cartunistas na Dinamarca. “O trabalho de um caricaturista é criticar e ridicularizar. Porém zombar sem razão não é necessário. Neste caso, a reação dos islâmicos fundamentalistas é exagerada e condenável.”

“Sou um grande fã dos Beatles e frequentemente visito convenções de fãs, como por exemplo em Liverpool. Lá conheci excelentes bandas cover dos Beatles brasileiras. A que mais me impressionou foi a dupla Gleison Túlio e Keilla Jovi. Parece que há muitos fãs dos Beatles no Brasil. É uma pena que não pude ir ao Brasil para o lançamento do livro”, lamentou o cartunista, em mensagem a seus editores.

Mauri Kunnas tem 65 anos e nasceu em Vammala, no sudoeste da Finlândia, a cerca de 50 km da segunda maior cidade do país, Tampere. Já publicou mais de 40 livros em 36 países, vendendo cerca de 7 milhões de exemplares. Como Robert Crumb, também teve um irmão que desenhava e que ele considera genial, Matti. Mas o irmão não seguiu a carreira. “Matti conseguiu entrar na Faculdade de Direito, eu não consegui… Matti se tornou um advogado e eu me tornei um ilustrador”, conta. Tem duas filhas, Jenna e Noora. Jenna também é ilustradora, estudou na mesma faculdade do pai, a Taik (Escola de Arte e Design/ Aalto University). “Minhas filhas Jenna e Noora publicarão um livro neste outono, The Wacky Bunch and the Cabinet of Horrors”, revela.

Paul McCartney acha “ridículo” ver os Beatles em livros de História

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Laiza Kertscher, no CifraClubNews

Paul ficou surpreso ao ver Beatles em livros de História

Paul ficou surpreso ao ver Beatles em livros de História

Mesmo ciente da influência dos Beatles na história da música, Paul McCartney ainda se surpreende ao saber que a carreira do grupo integra livros de História usados em escolas.

“Saber – como eu soube há alguns anos – que os Beatles estavam nos livros de História dos meus filhos? Eu fiquei tipo ‘O quê? Inacreditável, cara”, respondeu em um programa de perguntas e respostas em seu site oficial, quando questionado se, durante sua juventude, já imaginou que estaria algum dia em um livro de escola.

Macca acrescentou e disse que acha que alguém estudar Beatles na escola é “ridículo”, já que os próprios “nunca estudaram nada” de música. “Nós apenas amávamos nossa música popular. Elvis, Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino, etc.”, explicou. “Não era caso de estudar, acho que teríamos estragado tudo se fôssemos estudar alguma coisa. Nós queríamos ter nossas ideias apenas ouvindo. Então nosso estudo era ouvir”.

O músico acredita que o estudo de música popular para ensinar outras pessoas sobre a história é valioso, mas que não tem relação com talento musical. “Não pense que você pode entrar numa escola e sair de lá um Bob Dylan, alguém como ele ninguém pode fazer”, garantiu. “Ninguém pode dizer como ser um Bob Dylan ou um John Lennon, isso ninguém sabe como acontece”.

Beatles: Biografia em quadrinhos é lançada no Brasil

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Hamilton Tadeu, no Whiplash
The Beatles Experience é uma revista em quadrinhos com 240 páginas publicada originalmente pela extinta editora norte-americana Rock´n´Roll Comics que lançou biografias em quadrinhos de bandas como Metallica, AC/DC, Guns´n´Roses, Van Halen entre outras. Nessa revista você verá muitas situações do ponto de vista do autor e como elas foram na realidade também, seguindo um ritmo que para muitos pode ser maçante mas se torna um registro histórico do que acontecia no mundo durante a passagem dos Beatles pelo mundo afora.

Biografia do Beatles em quadrinhos

De quebra, como bônus, no final da revista há uma história sobre a morte do Paul McCartney desenhada pelo ex-desenhista da Liga da Justiça, Stuart Immonen que também desenhou a biografia da banda Anthrax para a mesma editora no começo dos anos 90 do século passado.

A revista tem capa em papel cartão de 250 gramas, com verniz localizado sobre a imagem dos Beatles, logotipos das editoras e no título, e o miolo é preto e branco e foi impresso em papel offset de 90 gramas.

 

História do ‘quinto Beatle’ chega ao Brasil

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Cesar Soto, na Folha de S.Paulo

A história de Brian Epstein, do momento em que se tornou empresário dos Beatles até sua morte por overdose em 1967, aos 32 anos, é retratada na história em quadrinhos “O Quinto Beatle”, escrita por Vivek J. Tiwary e desenhada por Andrew C. Robinson.

A obra tem como tema central os desafios enfrentados por Epstein, que era judeu e homossexual, para levar a banda ao sucesso. Chega ao Brasil no dia 12 pela editora Aleph, após cinco semanas consecutivas na lista de mais vendidos do “New York Times” -e uma indicação ao prêmio Eisner, o mais importante dos quadrinhos.

O título é tirado de um texto que Paul McCartney escreveu para o jornal britânico “The Independent” em 1999.

Ilustração dos quadrinhos mostra show dos Beatles em Liverpool no início da carreira / Andrew C. Robinson/Divulgação

Ilustração dos quadrinhos mostra show dos Beatles em Liverpool no início da carreira / Andrew C. Robinson/Divulgação

“Falam como se [o produtor] George Martin fosse o quinto Beatle por seu envolvimento musical, mas, particularmente nos primeiros dias, Brian era praticamente parte do grupo”, escreveu Paul.

O empresário, que conheceu a banda em 1961, idealizou o visual do início da carreira do quarteto, ao convencer os músicos a trocarem suas jaquetas de couro pelos ternos sem gola com os quais ficariam conhecidos.

Foi Epstein também quem insistiu para que atravessassem o Atlântico e conquistassem a fama nos EUA.

Em 1964, convenceu o apresentador Ed Sullivan a ceder espaço para uma apresentação dos Beatles, a primeira em solo americano. O show ficaria conhecido como o início da “Beatlemania”.

Na negociação entre o britânico e Sullivan retratada em “O Quinto Beatle”, o apresentador fala apenas por um boneco de ventríloquo -uma entre as cenas fantasiosas do livro, que misturam realidade com sonhos e alucinações.

Tiwary diz que os episódios fantasiosos emulam efeitos das drogas receitadas por médicos a Epstein para ele se “curar” da homossexualidade.

“Brian encarava muitos desafios. Era um jovem judeu e gay em uma época em que o antissemitismo era aceitável e ser homossexual levava à cadeia”, diz o autor.

O retrato do empresário rendeu à obra uma indicação ao prêmio Lambda Literary como melhor história em quadrinhos LGBT.

Ilustração mostra Brian Epstein recitando Shakespeare, tendo ao fundo momentos marcantes da banda / Andrew C. Robinson/Divulgação

Ilustração mostra Brian Epstein recitando Shakespeare, tendo ao fundo momentos marcantes da banda / Andrew C. Robinson/Divulgação

“Uma das belezas de sua vida eram as fintas que ele dava nos problemas. Brian vivia sempre à beira do perigo” diz Tiwary, que compara Epstein a um toureiro no livro.

“O touro dele pode ser sua sexualidade, seu problema com as drogas, seus demônios ou até mesmo os Beatles.”

A história é um projeto antigo do autor, produtor da Broadway que começou a pesquisa na faculdade. “Completei 40 anos em 2013 e agora posso dizer oficialmente que passei mais da metade da minha vida nesse livro.”

As principais fontes da obra foram Nat Weiss, advogado dos Beatles nos EUA, Joanne Petersen, assistente de Epstein, e Sid Bernstein, promotor de música que ganhou a fama de ter sido o homem a levar a banda para a América.

“Nat era o melhor amigo de Brian e seu maior confidente. Os dois eram gays, então dividiam as mesmas dificuldades. Joanne, que no livro é a base da personagem Moxie, estava com a polícia quando o encontraram morto. Ela era seu braço direito.”

“O Quinto Beatle” será adaptado para o cinema. Dirigido por Peyton Reed (“Separados pelo Casamento”), o filme tem roteiro assinado pelo próprio Tiwary, que ganhou de Paul e Ringo Starr o direito de usar suas canções.

Segundo Tiwary, o filme terá sequências que não estão nos quadrinhos. Ele já tem atores em vista para viver Brian, mas não diz os nomes.

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