Vitrali Moema

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Novo livro da série ‘As Sete Irmãs’ chega ao Brasil e se prepara para estrear na televisão

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Autora se declarou apaixonada pelo Brasil, onde lançou a continuação da série em primeira mão (Foto: Gabi Gomes/Divulgação)

Autora se declarou apaixonada pelo Brasil, onde lançou a continuação da série em primeira mão (Foto: Gabi Gomes/Divulgação)

 

Escritora holandesa Lucinda Riley fala sobre sucesso dos best sellers que ganharão a telinha em série televisiva

Natalia Caplan, no A Crítica

De olho em sucessos da literatura, Hollywood comprou os direitos de produção de “As sete irmãs” para transformá-la em uma série de televisão. Escrita por Lucinda Riley, a trama inicia com o falecimento do bilionário Pa Salt, que criou as filhas adotivas na Suíça. No testamento, ele deixa pistas sobre as origens delas. A primeira a buscar sua identidade é Maia, que desembarca no Rio de Janeiro.

“Eu tenho uma equipe de produção brilhante em Los Angeles que ama ‘minhas irmãs’ tanto quanto eu e estou muito ansiosa para este novo desafio. As sete irmãs estão prontas para Hollywood!”, declarou Lucinda, ao revelar que a continuação da história também deve “sair dor forno” em breve. “Estou trabalhando no quarto livro da série, a história de CeCe, ‘A Irmã Pérola’, que terminarei até o final deste ano”, adiantou.

O cenário da obra inicial, inclusive, não foi escolhido por acaso. Com livros traduzidos para 22 idiomas diferentes, publicadas em 36 países, a autora holandesa afirma ser apaixonada pelo Brasil, onde já esteve quatro vezes. Na Bienal do Livro de São Paulo deste ano, inclusive, fez questão de lançar “A irmã da sombra”, pela Arqueiro, em primeira mão. O novo livro ainda chegará às prateleiras dos demais países.

“Visitei o Brasil pela primeira vez em 2012, quando vim para a Bienal. Então, viajei para Curitiba. Durante o tempo que passei no Rio, eu me apaixonei profundamente pelo País e seus habitantes”, disse. “A beleza e receptividade, tanto da paisagem, quanto das pessoas, era algo único. E o meu próprio ‘espírito’ se adequou muito bem”, completou, ao ressaltar que está acostumada a viajar pelo mundo para promover seu trabalho.

Brasil no coração

Entretanto, Lucinda confessou ter vivenciado algo diferente em solo brasileiro. Durante a estadia na capital carioca, há quatro anos, ficou impactada com um dos principais símbolos da cidade e se rendeu à paisagem da praia de Ipanema. E foi essa mistura de emoções que a inspirou para colocar o Brasil na história. Em 2013, voltou para aprender mais sobre a história do Rio de Janeiro e da construção do Cristo Redentor.

“Vi a estátua branca icônica do Cristo Redentor, iluminando-se acima de mim e meus olhos se encheram de lágrimas. Foi um grande momento. Eu viajo para tantos países e é raro que, de repente, eu sinta que preciso escrever sobre um lugar. Mas na primeira manhã que acordei no Rio e olhei para as ondas do Atlântico, sabia que queria fazer exatamente isso. O Brasil tornou-se como uma casa para mim”, enfatizou.

Inspiração ‘do céu’

Também autora de “A Casa das Orquídeas”, “A Luz Através da Janela”, “A Garota do Penhasco“ e “A Rosa da Meia-Noite”, Lucinda Riley estava em busca de uma nova história, que pudesse ter um ângulo abrangente para adicionar mais elementos. Ela queria um desafio maior, que também surpreendesse os fãs.

“Eu sempre tinha visto as estrelas – especialmente as sete irmãs no cinturão de Órion – e, em uma noite gelada em North Norfolk, onde moro, olhei para o céu. E, pensando também em nossos próprios sete filhos, veio a ideia para uma série de sete livros baseados alegoricamente nas lendas da constelação de sete irmãs”, revelou.

Questionada se visitaria a Amazônia para criar o cenário de um dos livros da série, a holandesa não descartou a ideia. “Eu adoraria! Seria um desafio para mim. Nos próximos anos, estarei ocupada escrevendo e pesquisando o resto da série ‘As Sete Irmãs’ em outras partes do mundo, mas adoro viajar e estou sempre aberta a novas aventuras”, declarou.

QUATRO PERGUNTAS para Lucinda Riley, escritora

Como você se tornou escritora?

Escrevi meu primeiro romance aos 22 anos, quando fiquei doente. Eu não poderia trabalhar, então, escrevi um livro para me entreter. Para minha surpresa, a editora Simon & Schuster me ofereceu um contrato de três livros. Depois de mais sete romances, fiz uma pausa para me concentrar em ser mãe. Mas eu sou uma escritora no coração. Por isso, quando meu filho mais novo começou a escola, eu sentei para escrever um livro.

Quando começou, imaginou tanto sucesso?

Eu nunca sequer sonhei com isso! Eu não podia acreditar quando ‘A Casa das Orquídeas’ tornou-se um best-seller. Eu absolutamente amo o que faço e trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana. O sucesso é um subproduto, mas isso nunca foi um motivador para mim. Simplesmente gosto de contar histórias e me conectar com as pessoas. Eu sou tão grata por ter milhões de leitores em todo o mundo.

Os fãs brasileiros são diferentes?

Ao longo dos anos, tenho mantido amizades com os meus leitores brasileiros – um veio mesmo me visitar em Londres! – e eu sempre fico ansiosa para vê-los novamente. Meus fãs brasileiros me apoiam tanto, são calorosos e afetuosos em suas cartas para mim, é verdadeiramente uma honra.

Quais são os planos para 2017?

Vou começar a história de Tiggy, que vai me levar para a Espanha e Escócia. Estou tão animada para começar a minha pesquisa e mergulhar em seu caráter. Tiggy é a mais espiritual de todas as irmãs, uma alma muito especial. Eu também continuarei a conversa sobre a adaptação para a TV, com a série ‘As Sete Irmãs’.

Com best-sellers e youtubers, Bienal do Livro de SP anuncia programação

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Organização apresenta programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

Organização apresenta programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

 

Autor Mac Barnett e ilustradora Stefanie Harjes estão entre novos nomes.
Evento acontece entre 26 de agosto e 4 de setembro em São Paulo.

Cauê Muraro, no G1

Com presença de best-sellers estrangeiros e aposta em youtubers brasileiros, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo anuncia nesta terça-feira (26) sua programação. O evento acontece entre 26 de agosto de 4 de setembro, no Pavilhão de Exposições Anhembi.

Entre os novos nomes confirmados para a 24ª edição, estão o autor americano de literatura infanto-juvenil Mac Barnett, a ilustradora alemã Stefanie Harjes, o economista Ladislau Dowbor, a historiadora feminista Margareth Rago, o antrópologo Roberto DaMatta e o ganhador do prêmio Jabuti em 2015 Klévisson Viana.

Escritoras responsáveis por sucessos de vendas no exterior, a psicóloga americana Becky Albertalli, autora de “Simon vs. a agenda homo sapiens” e a irlandesa Marian Keyes, dos hits “Melancia”, “Sushi” e “Tem alguém aí?”, foram anunciadas pelo evento em junho, juntamente com Jennifer Niven, Kevin Hearne, Ava Dellaria, Tarryn Fisher, Lucinda Riley, Amy Ewing e Jen Sterling.

Best-sellers

Best-sellers nacionais e internacionais ocuparão o maior espaço da feira, a Arena Cultural. O desenhista Mauricio de Sousa, o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mario Sergio Cortella estão entre os brasileiros que participarão dos debates.

A área também dará destaque a youtubers, hoje considerados fenômenos editoriais no país. Estão na programação Kéfera Buchmann, Jout Jout, Lucas Rangel, PC Siqueira, Maju Trindade, Malena, entre outros.

O Espaço Ignácio de Loyola Brandão é destinado a discussões sobre temas ligados ao setor editorial, como direitos autorais, políticas públicas e hábitos de consumo.

Estão previstas ainda apresentações de música e teatro, exposições, atividades para as crianças e sessões de autógrafos. Pela quarta edição, a bienal terá também o espaço chamado “Cozinhando com Palavras”, que mistura culinária, literatura e cultura. A curadoria é novamente do chef André Boccato.

‘Histórias em Todos os Sentidos’
O tema da Bienal do Livro de São Paulo em 2016 é “Histórias em Todos os Sentidos”. Em nota, Luiz Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, descreve: “Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai”..

De acordo com a organização, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem mais de 280 editoras, expositores individuais e autores independentes.

Saiba mais sobre autores estrangeiros confirmados na bienal

Amy Ewing – sem data confirmada
Autora do segmento Young Adults e frequentadora da lista de best-sellers do jornal “The New York Times”, a americana Amy Ewing é famosa pela trilogia “A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é “The white rose”, sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, “The black key”, chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.

Ava Dellaira – 28 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil “Cartas de amor aos mortos” (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável do sucesso da autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, “17 years”, que deve sair em 2018.

Becky Albertalli – 3 de setembro, às 19h, na Arena Cultural
Psicóloca de formação, a americana Becky Albertalli é conhecida pelo livro “Simon vs. a agenda homo sapiens” (Intrínseca), que tem como protagonista um adolescente gay de 16 anos que vive o drama de assumir ou não a homossexualidade. A autora também foi, durante sete anos, orientadora de um grupo de apoio em Washington que atendia crianças com não conformidade de gênero.

Jen Sterling – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Best-seller do jornal “The New York Times”, Jen Sterling – ou J. Sterling – é conhecida pelo best-seller “O jogo perfeito” (Faro Editorial). A mesma editora lançou no Brasil “O jogo mais doce” e “Virando o jogo”. Na Bienal, debate com Tarryn Fisher.

Jennifer Niven – 27 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, “Por lugares incríveis” (Seguinte). Virou best-seller do jornal “The New York Times” e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning (“Super 8”) no papel da protagonista.

Kevin Hearne – 27 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de “Star Wars”. Escreveu “Herdeiro do Jedi” (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana “The Iron Druid Chronicles”.

Lucinda Riley – 3 de setembro, às 15h, na Arena Cultural
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda, que vem para lançar dois livros: “A garota italiana” (Arqueiro) e o terceiro volume da série “As sete irmãs” (Arqueiro).

Marian Keyes – 28 de agosto, às 11h, na Arena Cultural
Nascida em Limerick, na Irlanda, em 1963, a autora é uma das maiores best-sellers do Reino Unido. Traduzida para mais de 20 idiomas, já vendeu 30 milhões de cópias de seus livros, informa seu site oficial. Suas obras mais conhecidas são “Melancia”, “Férias!”, “Sushi”, “Casório?!” e “É agora… ou nunca!”, todos lançados no Brasil pela Bertrand Brasil, do Grupo Editorial Record. Por aqui, os livros de Marian venderam 1 milhão de cópias.

Tarryn Fisher – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Outra best-seller do “The New York Times”. Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia “Love me with lies”. O volume incial, “A oportunista” (Faro Editorial), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão “A perversa” e “O impostor”. No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram “Marrow”, escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.

Yeonmi Park – 26 de agosto, às 19h, na Arena Cultural
A norte-corena escreveu, com ajuda de Mryanne Vollers, a biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade” (Companhia das Letras), em que conta sua fuga, aos 13 anos, da Coreia do Norte. Nascida na cidade de Hyesan em 1993, Yeonmi hoje mora em Nova York, nos Estados Unidos, e trabalha na organização Liberty in North Korea (LiNK), que atua no resgate de norte-coreanos refugiados na China.

Bienal de Livro de São Paulo 2016

Quando: de 26 de agosto a 4 de setembro
Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana)
Ingressos: R$ 20 (visitas de segunda a quinta-feira) e R$ 25 (visitas de sexta-feira a domingo)
Onde comprar: site da Tickets For Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços)
* Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam ingresso

Youtubers viram aposta de editoras na busca por best-sellers para jovens

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Publicado no CoNews

Após a febre dos livros de colorir, a nova aposta do mercado editorial brasileiro são os youtubers. O G1 conversou com algumas editoras que confirmaram. “Não é uma aposta só da Paralela, mas de outros selos do Grupo Companhia das Letras. Contratamos o youtuber de games RezendeEvil, por exemplo, pela Suma de Letras. O livro dele, ‘Dois mundos, um herói’, é um outro grande lançamento deste ano”, diz Bruno Porto, publisher da editora.

“Desde o final do ano passado estamos de olho nestes jovens que interagem quase que diariamente com seus leitores e obtém uma resposta imediata”, afirma o departamento de comunicação da editora Planeta, que vai lançar livros dos youtubers Fabiola Melo, Bruno Miranda, Pedro HMC e Eduardo Cilto.

“Lançaremos em novembro #Manualdafossa, de Mica Rocha. Mica tem um canal de Youtube com aproximadamente 20 mil inscritos além de ser influente no Facebook e Instagram”, diz Rogério Eduardo Alves, gerente editorial da Saraiva.

Abaixo, saiba mais sobre os youtubers que vendem muitos livros para jovens:

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Youtuber: Kéfera Buchmann, curitibana, 22 anos.

Canal no YouTube: 5incominutos, criado em 2010, com 6,1 milhões de inscritos.

Livro: “Muito mais que 5inco minutos”, lançado em agosto de 2015, editora Paralela.

Vendas: segundo o PublishNews, que monitora as principais redes de livrarias do Brasil, “Muito mais que 5inco minutos” é o 4º livro de não ficção mais vendido do ano e aparece em sétimo lugar no ranking geral, com 119.193 exemplares vendidos. A tiragem do livro é de 230 mil livros. Cerca de 700 pessoas foram ao lançamento do livro em São Paulo.

Bruno Porto, publisher da Paralela, diz que Kéfera tem “um texto ágil mas provocador, que pode desagradar algumas pessoas. Ou seja, não foi pensado para ser inofensivo”. Ele afirma que o sucesso dela na internet é apenas um parâmetro. “Não quer dizer que aquele número todo de seguidores vá comprar o livro. Já aconteceu de personalidades com muitos seguidores verem seus livros darem errado. Não é uma ciência exata.”

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Youtuber: Christian Figueiredo de Caldas, catarinense, 20 anos.

Canal no YouTube: euficoloko, criado em 2010, com 3,5 milhões de inscritos.

Livros: “Eu fico loko – As desaventuras de um adolescente nada convencional”, fevereiro de 2015, e “Eu fico loko 2″, de agosto de 2015, editora Novas Páginas (grupo Novo Conceito).

Vendas: o primeiro vendeu mais de 100 mil exemplares em menos de seis meses. Lançado às vésperas da Bienal, o segundo volume chegou a 70 mil unidades vendidas. Segundo o PublishNews, “Eu fico loko” é o oitavo livro mais vendido do ano, aparecendo atrás de Kéfera no ranking geral, com 113.887 exemplares.

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A youtuber Bruna Vieira, do canal Depois dos quinze (Foto: Divulgação)

Youtuber: Bruna Vieira, mineira, 21 anos.

Canal no YouTube: canaldepoisdosquinze, criado em 2011, com 749 mil inscritos.

Livros: lançou seis livros pela editora Autêntica. São eles: “Depois dos quinze – Quando tudo começou a mudar”, de novembro de 2012; “De volta aos quinze”, de agosto de 2013; “A menina que colecionava borboletas”, de janeiro de 2014; “De volta aos sonhos”, de agosto de 2014; “Um ano inesquecível”, de agosto de 2015; e “Quando tudo começou – Bruna Vieira em quadrinhos”, de setembro de 2015.

Vendas: a editora não quis divulgar os números. No entanto, na lista de mais vendidos publicada pelo PublishNews em dezembro de 2014, Bruna conseguiu emplacar (mais…)

Vida de Nicholas Sparks vai para a TV

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Nicholas Sparks

Autor está produzindo série que terá sua própria história como uma das inspirações

Publicado no O Fuxico

Com seus livros sendo um completo sucesso de vendas pelo mundo todo, Nicholas Sparks parece estar querendo apostar na TV.

Conforme foi dito pelo site Entertainment Weekly, o autor de vários best sellers está produzindo uma nova série, que deve receber o título de The Next Chapter e tem como uma das inspirações para seu roteiro a própria vida de Sparks, que se separou recentemente depois de ficar casado por 25 anos.

O programa, escrito por Austin Winsberg, o mesmo de Gossip Girl, vai contar a história do também escritor de sucesso Ben Diamond, que está reaprendendo a viver como solteiro depois de se divorciar da mulher, e tem que lidar com o dilema de escrever como se fosse experiente no amor enquanto está redescobrindo tal sentimento.

Esta, entretanto, não será a primeira entrada de Sparks nas telinhas. Também de acordo com o site, o canal The CW está desenvolvendo uma série baseada em um dos grandes sucessos do escritor, Diário de Uma Paixão, que foi escrito em 1996 e adaptado para os cinemas em 2004.

Site que oferece livros para download gratuito está ameaçado

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São 3 mil títulos, entre lançamentos e best-sellers; associação que representa editores ainda investiga os responsáveis pelo projeto

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

No ar há quase dois anos, o site Le Livros construiu um acervo de mais de três mil obras (o último de Chico Buarque já está lá), atraiu 402 mil seguidores no Facebook e, mais incrível, manteve-se fora do radar das editoras e da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). Os livros oferecidos lá gratuitamente são protegidos pela Lei de Direitos Autorais e envolveram diversos profissionais em sua produção. A questão é polêmica. Trata-se de pirataria ou de democratização do acesso à cultura?

“Acreditamos que o conhecimento deva ser livre, que todos necessitam ter acesso à cultura. E que se o sistema e os governantes fazem nada ou muito pouco, nós o faremos, é nosso dever ajudar as pessoas”, disse um dos representantes do grupo, por e-mail, ao Estado. Mas, enquanto uma nova lei de direitos autorais ainda é discutida, o argumento não convence juízes. Agora mesmo, a ABDR ganhou uma ação contra uma pessoa que oferecia três obras acadêmicas para download. A indenização, pela lei, seria no valor de 3 mil exemplares de cada obra. Mas foi fixada em 100 exemplares porque não houve venda.

Lançamentos, como "O Irmão Alemão", de Chico Buarque, e best-sellers podem ser baixados gratuitamente

Lançamentos, como “O Irmão Alemão”, de Chico Buarque, e best-sellers podem ser baixados gratuitamente

Entre janeiro e setembro, foram excluídos 92.847 links desse tipo. Só não é possível saber a quantidade de downloads. As editoras mais pirateadas são acadêmicas e a Record encabeça a lista das de interesse geral. As denúncias chegam a partir de autores e editoras. A ABDR, a quem as editoras delegam a questão, ainda briga na Justiça com o site Livros de Humanas, que foi muito popular e está fora do ar. E há dois meses ela mira no Le Livros, embora não saiba, ainda, a identidade dos responsáveis. Segundo o advogado da entidade, Dalton Morato, um mês depois de conseguir a informação, ele terá uma liminar para retirar o site do ar. “Não há dúvidas de que ele viola a lei de direitos autorais. Ele não cobra pelo conteúdo, mas aceita publicidade”, comentou.

O Le Livros sabe que está em perigo. “Quem luta por uma revolução sabe que cedo ou tarde cairá, mas que sua morte não será em vão, pelo contrário! Servirá para conscientizar milhares e posteriormente estes entrarão na luta e um dia a sede de conhecimento vencerá a ganância por dinheiro”, escreveram também no e-mail.

O site faz frequentemente vaquinhas online para pagar a hospedagem e comprar títulos. Aos usuários, pedem que doem os e-books comprados e o único vídeo no canal deles no YouTube ensina a tirar a proteção dos e-books da Amazon – ao que a gigante americana respondeu: “Respeitamos direitos autorais e esperamos que os consumidores também os respeitem. A política de nossa empresa é tentar prevenir a pirataria, oferecendo uma alternativa legal de baixo custo”.

Um dos argumentos de quem adere à prática é que o produto é caro, e o escritor Carlos Henrique Schroeder concorda. “Como autor, acho que o meio termo é o melhor caminho, e que a pirataria é um aviso válido: ou as editoras baixam o preço dos livros ou ela só vai crescer.”

Se as bibliotecas já tivessem encontrado um bom modelo de empréstimo de livro digital, é possível que esse tipo de site não tivesse mais função. Eduardo Spohr, um dos best-sellers do Grupo Record e cujos títulos estão no Le Livros, vê o compartilhamento do arquivo como um empréstimo de volume físico. No entanto, faz um alerta aos leitores – não falando exatamente sobre o novo portal, que conheceu pela reportagem: “É preciso tomar cuidado com sites hipócritas que usam a imagem de que estão fazendo um favor e democratizando a cultura, mas quando você vê eles têm fins lucrativos. O leitor é manipulado. Não paga um tostão, mas é vítima da publicidade. Não é pela grana, é pela justiça”.

Sobre baixar livros de modos alternativos, a escritora Luisa Geisler conta: “Se a ideia é matar a curiosidade de algo que todo mundo anda falando, faço isso do mesmo jeito como pegaria emprestado. Me sinto bastante culpada, se gosto do livro, compro pelo menos o e-book. E, se gosto muito do e-book, compro o livro em papel, porque nada compensa o livro na estante”. Se suas obras dependessem só de seu trabalho – e porque não se vive de direitos autorais – ela não veria problema em encontrá-los em sites como esse, mas não acha justo com a editora e as pessoas envolvidas, afinal, o livro é um produto comercial.

Cristiane Costa analisa a questão com suas três experiências. Como professora e ex-aluna de universidade pública, ela vê que os estudantes teriam uma bibliografia mais limitada se ficassem restritos às bibliotecas tradicionais. “Sempre que consigo um download gratuito de um livro importante, disponibilizo no grupo fechado no Facebook”, disse.

Como ex-editora, diz que se menos pessoas compram obras acadêmicas, menos obras serão publicadas. “E como autora desse tipo de livro, me pergunto: ainda vale a pena tentar a publicação em papel ou por uma editora de e-book? Depois do Google Acadêmico, a pior coisa que pode acontecer para um pesquisador é ter seu trabalho enterrado numa publicação em papel ou fechada em DRM e que não será encontrada em livraria nenhuma. Nesse sentido, ter seu conteúdo aberto significa mais chances de outras pessoas saberem que sua pesquisa existe.”

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