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Roubava para ler: Jovem é detido com quase 400 livros no interior de SP

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Gustavo Zucchi, no UOL

jovem-furtou-cerca-de-400-livros-de-biblioteca-e-escola-no-interior-de-sp-1500398563964_300x300Um jovem foi detido em Itápolis (cerca de 365 quilômetros de São Paulo) após ter roubado cerca de 400 livros da biblioteca municipal e de seis escolas da cidade. O rapaz de 18 anos foi detido na última segunda-feira (17) e disse que roubava para poder ler, mas não explicou por que não devolvia os livros.

No momento da abordagem, ele estava com seis livros furtados. Segundo o delegado da Polícia Civil de Itápolis, Dr. Daniel do Prado Gonçalves, o rapaz tinha cadastro na biblioteca. Enquanto alguns dos livro eram tirados de forma regular, outros eram colocados de forma furtiva dentro da mochila. Ele já cometia o crime há alguns anos, ainda segundo a polícia.

A prisão pode ser efetuada graças aos funcionários da biblioteca, que suspeitaram do jovem e sentiram falta de alguns exemplares. Com auxílio das câmaras de segurança, os furtos conseguiram ser identificados e a prisão foi efetuada.

Segundo a prefeitura, a polícia recuperou 379 livros do acervo, que serão devolvidos a biblioteca. Os exemplares encontrados eram de temática variada, ainda de acordo com o delegado da cidade. Foram encontrados desde livros escolares até contos e romances de todos os tipos.

O jovem, que não teve seu nome revelado e não tem passagem pela polícia, deverá ser enquadrado pelo crime de furto, com punição de um a quatro anos de prisão. Como não foi feito o flagrante, o jovem prestou depoimento, foi liberado e responderá em liberdade.

Livros do mundo todo salvam biblioteca destruída pelo Estado Islâmico

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Biblioteca da Universidade de Mosul antes da destruição (Foto: Divulgação)

Biblioteca da Universidade de Mosul antes da destruição (Foto: Divulgação)

Publicado na Galileu

O blogueiro anônimo conhecido como Mosul Eye está coletando livros para reconstruir a biblioteca da Universidade de Mosul, no Iraque, destruída pelo Estado Islâmico durante o período em que a milícia terrorista dominou a área. As doações podem chegar de todos os lugares do mundo, e as obras podem falar sobre qualquer assunto e estar em qualquer língua.

“As pessoas têm nos mandado livros da Austrália, Europa, Estados Unidos… Todos de diferentes assuntos e línguas”, contou o ativista ao BuzzFeed.

Desde 2014, quando a cidade foi tomada pelos radicais, o blogueiro tem noticiado o que ocorre em Mosul por meio de seu site, mas nunca se identificou por medo do que poderia acontecer. Segundo ele, as obras literárias foram destruídas e queimadas porque o Estado Islâmico as considerava blasfemas ou porque apresentavam fatos de ciência “inútil” ou “ilegítima”.

Durante a ocupação da cidade, o grupo terrorista fez com que alguns professores reescrevessem os livros da biblioteca de acordo com o que o Estado Islâmico acredita ser melhor para a educação do califado.

Voluntários ajudam na reconstrução da biblioteca (Foto: Mosul Eye/Reprodução)

Voluntários ajudam na reconstrução da biblioteca (Foto: Mosul Eye/Reprodução)

Até agora 10 mil livros já foram arrecadados por Mosul Eye, mas o objetivo é chegar a 200 mil. Os esforços agora estão centrados em conseguir obras de medicina, ciência e humanidades, além de um local para a biblioteca ser reconstruída.

O endereço para enviar contribuições é: Iraq – Erbil – Sadunawa, atrás do prédio do Hotel Erbil International (Sheraton).

Informações de contato com o blogueiro Mosul Eye (Foto: Reprodução)

Informações de contato com o blogueiro Mosul Eye (Foto: Reprodução)

Projeto recebe apoio de celebridades para estimular leitura em comunidade carioca

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Alunos do pré-vestibular da Maré no primeiro encontro do Livro Labirinto, no fim de junho | © Divulgação

Alunos do pré-vestibular da Maré no primeiro encontro do Livro Labirinto, no fim de junho | © Divulgação

 

Projeto Livro Labirinto acaba de lançar canal no YouTube e já tem depoimentos de Tony Ramos, Pedro Bial e Martinho da Vila

Leonardo Neto, no Publishnews

Desde o início dos anos 2000, a curadora e crítica de arte Daniela Name frequenta o Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro. No ano passado, desafiada pela jornalista e crítica de dança Adriana Pavlova, ela acionou uma rede de amigos com o objetivo de doar uma “cesta básica” literária, com cinco livros indicados para o ENEM, para os 240 alunos do cursinho pré-vestibular das Redes de Desenvolvimento da Maré e do Centro de Artes da Maré. “Depois disso, resolvi visitar a Biblioteca [Popular Escritor Lima Barreto, instalada na comunidade] e descobri que eles tinham coisas boas, mas também tinham muitos buracos. Do Lima Barreto, patrono da biblioteca, por exemplo, tinha oito exemplares de Triste fim de Policarpo Quaresma e nenhum de Cemitério dos vivos ou da recém lançada biografia dele escrita pela Lilia Schwarcz”, disse ao PublishNews.

Foi aí que Daniela se associou ao escritor Marcelo Moutinho, à produtora Ana Pacheco, aos jornalistas Paulo Ferreira e Paulo Mussoi e à arte-educadora Suélen Brito, que inclusive foi aluna dos cursinhos pré-vestibular da Maré, para criar o projeto Livro Labirinto, que acaba de ganhar um canal no YouTube, onde já estão reunidos depoimentos de Tony Ramos e Pedro Bial falando sobre Guimarães Rosa e Martinho da Vila relembrando Lima Barreto.

O canal atende a uma das frentes do Livro Labirinto, que é a difusão do livro e da literatura na comunidade. “Queremos mostrar que uma biblioteca não se faz apenas com muitos livros, mas também de bons livros, de livros fundamentais. Assim, a cada mês, vamos convidar uma pessoa para indicar um livro ou um autor que tenha sido importante na sua vida”, explica Name. A partir da indicação, a equipe do Livro Labirinto “esquadrinha” a biblioteca e faz um mapeamento das obras existentes do autor indicado e, ao perceber “buracos”, aciona a sua rede de voluntários que são convidados a comprar e doar títulos que faltem na biblioteca. E, durante o mês, é montada uma estante temática sobre o autor indicado com o objetivo de estimular a leitura.

A outra frente do Livro Labirinto é apoiar as turmas de pré-vestibulandos, com conteúdos extras sobre os livros que podem ser alvo do ENEM, levando críticos, professores e especialistas para comentar sobre os livros do ENEM. No último dia 29, o escritor Marcos Alvito falou sobre o livro Primeiras estórias, de Guimarães Rosa. Para julho, em data a ser definida, o Livro Labirinto prepara uma mesa sobre Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, com o escritor Henrique Rodrigues, e, no dia 1º de agosto, será a vez do professor Fred Coelho, da PUC-Rio, falar sobre A hora da estrela, de Clarice Lispector. Até setembro, o projeto espera levar à comunidade da Maré especialistas para falar ainda sobre Dom Casmurro, de Machado de Assis, e Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.

Esses encontros são transmitidos via a página do projeto no Facebook. “Com isso, a Maré deixa de só receber e passa a irradiar conhecimento. Essa inversão é muito importante para quem mora na comunidade”, arrematou Daniela. Interessados em integrar a rede de doadores voluntários deve enviar e-mail para livrolabirinto@gmail.com.

Biblioteca digital de Obama começa a ser revelada em Chicago

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Plano para a biblioteca presidencial de Obama envolve integração total com área pobre de Chicago

 

Projeto ousado tem a ambição de ser mais que um simples acervo de um ex-presidente e deve ficar pronto em 2021
Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

O Centro Presidencial Obama deve ser mais que uma simples biblioteca presidencial. As primeiras imagens e detalhes do projeto indicam uma proposta inovadora — e não apenas arquitetonicamente. O centro tem tudo para ser um fator de revitalização da área sul de Chicago, uma das mais pobres da cidade, e base política para sonhos futuros de Barack e Michelle. Os estudos indicam que ele deverá ser inaugurado em 2021 e vai alterar uma das principais vias da cidade.

“O Centro Presidencial Obama será um centro de trabalho e de vida, um projeto em andamento no qual criaremos, juntos, o que significa ser um bom cidadão no século XXI”, afirma a página que apresenta os primeiros traços do projeto, que contará com um museu, uma biblioteca, um centro cívico, salas de aula e local para convenções.

A arquitetura ousada integrará três prédios — biblioteca, fórum e museu, este último o maior deles com 55 metros, ou o equivalente a 18 andares, que servirá como um “farol” para todo o complexo com a natureza na região, com parques e jardins interligados.

A proposta ainda fecha uma das principais vias expressas da cidade, para permitir que o Jackson Park chegue até às margens do lago Michigan, algo que gera polêmicas em uma das maiores cidades americanas. Pelo projeto, o Centro Obama deve valorizar, inclusive, instituições como o Museu da Ciência e Indústria, o DuSable Museum e a Universidade de Chicago, todos em sua cercania. Assim, espera-se que se torne um importante polo de lazer e turismo, assim como ocorreu com o Millennium Park, na cidade.

Não há ainda previsão de custo total da obra, que será paga com doações para a atividade sem fins lucrativos criada pelo casal Obama.

O desenho elaborado por Todley Billie Tsien Arquitetos (TWBTA) prevê muitas áreas abertas, tetos com terraços paisagísticos e uma perfeita integração com o Jackson Park, além de possuir as mais elevadas certificações ambientais. A ideia é permitir que o centro leve mais pessoas para o parque, sobretudo crianças, e que permita mais que as atividades naturais de uma biblioteca presidencial — ou seja, não deve ficar limitado a pesquisas históricas.

Esta será a primeira biblioteca presidencial sem papeis: todo o acervo será digitalizado. E, além disso, terá atividades de pesquisa, estudo e apoio a lideranças jovens, para mudar a cidadania e o futuro político dos EUA. Sobretudo da população mais pobre e negra — concentrada nesta região da cidade —, embora alguns líderes comunitários quisessem que o centro presidencial ficasse ainda mais no sul da cidade, em uma região mais complicada socialmente.

— Mais que um biblioteca ou um museu, queremos um centro vivo para incentivar projetos inovadores para a cidade, o país e o mundo — disse o ex-presidente na semana passada, ao apresentar as linhas gerais do seu centro. — Não é apenas um edifício, não é apenas um parque. Esperamos que seja um centro onde todos possamos ver um futuro melhor para o sul de Chicago.

por Henrique Gomes Batista | OGlobo

Durma entre livros nestas bibliotecas que também recebem hóspedes

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Publicado no Nômades Digitais

Apaixonados por livros adorarão saber que podem se hospedar em um lugar que até então só pensavam existir em seus sonhos. O hotel Literary Man fica a 90 minutos de Lisboa, em Portugal, e ostenta em suas paredes mais de 45 mil títulos.

Localizado em Obidos, uma vila medieval de mais de 700 anos, o hotel Literary Man foi inaugurado no ano passado dentro de um antigo convento. Além de praticamente todas as suas paredes serem repletas de prateleiras forradas por livros, os pratos e coquetéis servidos no restaurante do local foram todos batizados em homenagem a lendas literárias.

Durante a hospedagem, é possível até mesmo reservar uma massagem à luz de velas cercado por livros, obviamente.

Este não é o único lugar onde é possível se hospedar e se sentir dentro de uma biblioteca. Na pacata cidade de Wigtown, na Escócia, uma pequena livraria chamada The Open Book possui um apartamento de um quarto no andar de cima. Quem alugá-lo pode ficar no espaço por até duas semanas pagando uma taxa de apenas US $ 42 por noite com o comprometimento de gerenciar a livraria no andar de baixo.

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O trabalho durante a estadia é feito com o auxílio de uma equipe de voluntários. A iniciativa faz parte de um projeto um sem fins lucrativos criada pela Wigtown Festival Company. O programa de residência “visa celebrar livrarias, incentivar a educação na execução de livrarias independentes e acolher pessoas de todo o mundo à Scotland’s National Book Town.

No Japão, o hostel Book and Bed também apostou na paixão das pessoas pelos livros para projetar suas acomodações. O estabelecimento possui 52 camas com banheiros compartilhados e atualmente possui cerca de 2 mil títulos em inglês e japonês espalhados por seu espaço.

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Todas as imagens: Divulgação

dica do Marcos Vichi

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