Um poema para Bárbara

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‘Biblioteca a cavalo’ leva livros para regiões sem internet na Argentina

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Estudantes de Condor Huasi distribuem leitura para a comunidade.
Animal puxa carroça com alunos três vezes por semana.

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Publicado no G1

Na pequena aldeia de Condor Huasi, na região noroeste da Argentina, não há conexão com a internet. As crianças e adolescentes que estudam ali adquirem e distribuem informação e conhecimento para os moradores locais transportando uma biblioteca móvel puxada por uma carroça.

O pequeno cavalo Pepe puxa a carroça cheia de livros e alunos. Por três vezes na semana, os estudantes levam os livros para a comunidade local e promovem um encontro de leitura ao ar livre.

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A ideia da biblioteca móvel surgiu a partir de um projeto para ter atividades extracurriculares na escola e na comunidade. Em entrevista à agência APTN, a jovem Julia Lazarte disse que “queria que as crianças tivessem acesso à internet para conseguirem obter informações de forma mais rápida e fácil, mas por enquanto estudar da maneira antiga é a única opção”.

Condor Huasi fica a 27 km de distância de San Miguel de Tucumán, cidade com um milhão de habitantes no norte da Argentina.

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Menino de 7 anos arrecada livros e monta biblioteca para crianças sem-teto

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Blake e uma de suas caixas para receber os livros doados\ Bruna Souza Cruz Do UOL, em Nova York

Blake e uma de suas caixas para receber os livros doados\ Bruna Souza Cruz Do UOL, em Nova York

Publicado no CONews

Mesmo tímido e de poucas palavras, Blake Ansari, 7, já arrecadou quase 6 mil livros nos Estados Unidos em pouco mais de um ano. Ele mobilizou empresas, amigos e instituições por um único desejo: ajudar crianças desabrigadas a ter acesso à leitura.

“Espero que todas as crianças sem casa tenham sucesso em várias coisas. Desejo que eles tenham a chance de ir para a faculdade e se tornem adultos bem sucedidos”, disse ao UOL em um encontro realizado no último dia 21 de março, numa manhã gelada da recém-chegada primavera norte-americana.

A história começa em uma noite próxima ao Natal de 2013, quando a mãe de Blake, Starita Boyce Ansari, leu em voz alta uma série de reportagens publicadas pelo jornal norte-americano “New York Times” sobre o dia a dia de uma menina de 11 anos desabrigada e de sua família. Segundo a reportagem, estima-se que mais de 22 mil crianças morem nas ruas de Nova York, o maior número desde a grande crise econômica mundial de 1929.

Na manhã seguinte, enquanto tomava o café da manhã, o garoto virou para os seus pais e indagou “isso significa que eles não têm uma biblioteca, não é? Eles deveriam ter uma”, lembrou Starita, que é doutora em filantropia, mas parou de trabalhar para cuidar do filho.

“Eu vi que eu devia ajudá-los a ter sucesso”, lembrou Blake sobre o dia em que teve a ideia.

“Não posso dizer não, eu pensei. Se ele quer ajudar as crianças, por que não?! Ele está certo”, contou Starita.

Com a ajuda da mãe e do pai, Nuri Ansari, Blake começou a pedir doações de livros para os amigos. Sua família não perdeu tempo e começou a fazer ligações para os conhecidos com o mesmo pedido.

“Eu falei com meus amigos e eles disseram que poderiam ajudar aos sábados e domingos [na organização dos livros arrecadados]”, lembrou Blake.

Uma nova biblioteca

Segundo Starita, no início foi complicado achar um abrigo que pudesse receber a Blake Mini Library (Minibliblioteca de Blake). No entanto, a experiência profissional de Nuri, que trabalha há mais de 20 anos com o desenvolvimento de programas para desabrigados e ex-presidiários, ajudou.

“O pai de Blake começou a conversar com algumas pessoas e conseguimos um abrigo para instalar a minibiblioteca”, explicou Starita.

Com a repercussão do projeto, empresas e instituições abraçaram a ideia. “As pessoas foram conhecendo e começaram a doar. Em setembro do ano passado, Blake começou a dar palestras e pedir mais doações”, disse sua mãe.

A biblioteca foi oficialmente fundada no dia 6 de janeiro de 2014 e, em pouco mais de um ano, quase 6 mil livros já foram arrecadados e disponibilizados em um abrigo temporário, localizado no Brooklyn. No local, crianças e adolescentes são autorizados a ficar com cinco livros cada. O objetivo é que eles comecem suas próprias bibliotecas. “A ideia não é só ler o livro. É usá-lo mesmo. A ideia é ajudá-los mais”, afirmou Starita.

Carta para Barack Obama

O objetivo de Blake não para por aí. Mesmo já tendo arrecadado uma significativa quantidade de livros, ele quer mais. O garoto chegou a escrever uma carta para o presidente dos Estados Unidos pedindo que ele doe mais livros para as crianças sem-teto.

“Eu enviei a carta em janeiro [deste ano], mas até agora não tive resposta”, sussurrou o jovem cabisbaixo.

“Quero que existam bibliotecas por todo o país. Por todo o mundo”, destacou Blake. “Obrigado por doarem livros. E espero que todos no Brasil sejam bem sucedidos”, disse ao mandar um um recado para os brasileiros.

Menina de 7 anos quer construir biblioteca e vira sensação na web

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À esquerda, a menina Ana Mell; à direita, alguns dos livros arrecadados

À esquerda, a menina Ana Mell; à direita, alguns dos livros arrecadados

Campanha já arrecadou diversos livros e o espaço deve ser criado em um galpão do avô

Publicado no Administradores

O nome dela é Ana, tem apenas 7 anos, gosta de apostar corridas de cavalo com o avô e tem um sonho: construir uma biblioteca pública, onde ela e outras crianças da comunidade rural onde vive possam ler e estudar. E esse sonho está virando realidade. Com a ajuda de familiares, ela está com uma campanha na internet para arrecadar doações de livros e já conseguiu vários exemplares. O espaço para a iniciativa já está garantido também: um galpão no sítio do avô.

Ana Araújo é carinhosamente chamada no Facebook de Ana Mell, onde conquistou a simpatia de muita gente. Na fanpage criada para arrecadar livros para a biblioteca, gente de diversas partes do Brasil tem aderido e ajudado. A menina vive no Sítio Encruzilhada, na cidade de Mata Grande, Alagoas.

“Eu sempre gostei de ler, mas na minha cidade não tem biblioteca, aí a pessoa não consegue ler nenhum livro”, diz Ana em uma postagem na internet.

Veja abaixo uma carta que a menina enviou à tia, que tem ajudado na campanha:

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A família afirma que a iniciativa foi inteiramente da pequena Ana e que não houve interferência de nenhum adulto. Os pais, tios, avós e amigos da família só se engajaram na missão depois.

No Japão, uma biblioteca busca restaurar o que foi perdido no tsunami

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Publicado no Brasil Post

 

A cidade de Rikuzentaka no leste do Japão foi devastada pelo terremoto e tsunami que assolaram a região no dia 11 de março de 2011. Entre as vítimas do desastre natural estavam os sete funcionários da Biblioteca Pública de Rikuzentaka — juntamente com 80.000 livros que estavam sob os seus cuidados.

Logo após o desastre, o cuidado com os mortos e feridos era prioridade, obviamente. Mas nos anos subsequentes, começaram os esforços no sentido de restaurar a amada biblioteca da cidade.

A Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio (Minato), a única biblioteca pública do país com um departamento dedicado à restauração de livros, vem trabalhando na restauração de materiais do acervo local da Biblioteca Pública de Rikuzentaka desde 2013. Cinquenta e um itens restaurados serão devolvidos à cidade no dia 20 de março.

Até lá, ficarão expostos como parte de uma exposição na Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio chamada de “Tesouros Locais Renascem Após o Grande Tsunami: a Restauração de Materiais do Acervo Local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata”. Quem visita a exposição, aberta até o dia 11 de março, pode ver o andamento da restauração, além de alguns dos livros que estão sendo restaurados.

A exposição exibe fotos que registram o ano após o tsunami. A exposição de fotos contém imagens do resgate de materiais do acervo local encontrado em uma pilha de livros da biblioteca que foram resgatados de uma garagem onde haviam sido jogados. As fotos também mostram a sujeira e lama do tsunami antes de serem removidas. Há também uma série de paineis que explicam o processo de restauração usado pela Biblioteca Metropolitana. A exposição inclui as ferramentas atuais usadas e os próprios livros restaurados.

Materiais restaurados do acervo local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata (Foto: HuffPost Japan)

Materiais restaurados do acervo local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata (Foto: HuffPost Japan)

As técnicas de restauração usadas pela Biblioteca Metropolitana de Chuo foram passadas pelo seu antecessor, a Biblioteca Pública Hibiya de Tóquio, inaugurada em1908 (ano 41 da Era Meiji). No entanto, essa foi a primeira vez que os funcionários receberam uma tarefa de restauração de livros saturados de sal e pó de um tsunami. Usando um processo de tentativas e erros, eles agora estão trabalhando numa segunda remessa de materiais da Biblioteca de Rikuzentakata.

 

A exposição "Tesouros Locais Renascem Após o Grande Tsunami: a Restauração de Materiais do Acervo Local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata" na Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio (Foto: HuffPost Japan)

A exposição “Tesouros Locais Renascem Após o Grande Tsunami: a Restauração de Materiais do Acervo Local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata” na Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio (Foto: HuffPost Japan)

Conheça uma das bibliotecas mais antigas e suas relíquias na Irlanda

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Passeio cheio de cultura e história feito pelos integrantes do blog Partiu Mundo no Trinity College na Irlanda. divulgação

Passeio cheio de cultura e história feito pelos integrantes do blog Partiu Mundo no Trinity College na Irlanda. divulgação

Publicado no Catraca Livre [ via PartiuMundo]

Somos do Blog #PartiuMundo. Falamos sobre viagens, intercâmbio e afins. Nós moramos 1 ano na Irlanda através de um programa de intercâmbio e hoje resolvemos compartilhar com vocês um passeio mega interessante, cheio de cultura e história.

Em setembro houve um evento cultural na Irlanda em que as atrações ficaram abertas até muito tarde e não era cobrado ingresso neste dia. Dublin ficou lotada e foi uma correria pra conseguir visitar tudo o que queríamos. Todos os detalhes sobre este evento nós falamos neste post aqui. Nossa primeira escolha foi visitar o Trinity College mais uma vez, só que agora fomos conferir a exibição do Book of Kells e a Long Room.

Old Library

A biblioteca do Trinity College foi a segunda atração mais visitada na Irlanda em 2013, de acordo com o Trip Advisor, e deve estar na sua lista de atrações quando você visitar o país. A Old Library é uma das maiores bibliotecas de pesquisa do mundo e detém a maior coleção de manuscritos e livros impressos na Irlanda. Desde 1801 ela tem tido o direito de reivindicar uma cópia gratuita de todas as publicações britânicas e irlandesas sob os atos de direitos autorais relevantes e tem um acervo de quase três milhões de volumes alojados em um total de oito edifícios.

Old Library Trinity College

Old Library Trinity College

A Old Library é o edifício mais antigo sobrevivente do Trinity College, construído entre 1712 e 1732. Três áreas da biblioteca estão abertas aos visitantes: o piso térreo era originalmente uma colunata aberta dividida longitudinalmente por uma parede central, com o lado sul ensolarado reservado para os estudantes do colégio. Em 1892, as arcadas foram preenchidas para formar estantes de livros. Cem anos mais tarde, em 1992, a área foi reconstruída internamente para formar a loja de souvenirs e uma nova área de exposição.

Book of Kells

O Livro de Kells (tradução em português) é famoso por sua decoração luxuosa. O manuscrito contém os quatro Evangelhos em latim com base em um texto Vulgata, escrito em pergaminho (pele de bezerro preparada), em uma versão ousada e especialista da escrita conhecida como insular majuscule.

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O lugar de origem do Book of Kells é geralmente atribuído ao scriptorium do mosteiro fundado por volta de 561 por St. Colum Cille em Iona, uma ilha da costa oeste da Escócia. Em 806, após uma sequência de ataque Viking na ilha, que deixou 68 de mortos comunidade, os monges Columban refugiaram-se em um novo mosteiro de Kells, no Condado de Meath. Deve ter sido perto do ano 800 que o Book of Kells foi escrito, embora não haja nenhuma forma de saber se o livro foi produzido inteiramente em Iona ou em Kells, ou parcialmente em cada local.

O livro tem ficado em exposição na Old Library no Trinity College desde meados do século XIX, e atrai mais de 500.000 visitantes por ano. Infelizmente fotos não são permitidas, mas você pode ver o livro em altíssima resolução neste link aqui.

Long Room

A principal seção do Old Library é a Long Room, cujos 65 metros de comprimento, aproximadamente, são preenchidos com 200.000 dos mais antigos livros da Old Library. Quando construída (entre 1712 e 1732), tinha um teto de gesso liso e as estantes só ficavam no piso térreo. Na década de 1850 essas (mais…)

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