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A Netflix dos livros chegou! Amazon apresenta oficialmente a Kindle Unlimited

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O que era um rumor acaba de ser confirmado, e você é possível testar o serviço gratuitamente por 30 dias

Jaqueline Lafloufa, no Brainstorm9

 

Título original: Era verdade! Amazon apresenta oficialmente a Kindle Unlimited

Ele chegou! O Kindle Unlimited, sobre o qual falamos aqui no B9 no início desta semana, foi oficialmente apresentado pela Amazon hoje, e é realmente tudo o que se esperava: uma Netflix dos livros.

Por apenas 9,99 dólares mensais, os assinantes terão acesso ilimitado a uma biblioteca de mais de 600 mil títulos. Ou seja, a quantidade de livros que você consegue ler para de ser limitada ao quanto você quer gastar. Ou, quem sabe, a família inteirinha vai acabar lendo a partir de uma mesma conta, assim como hoje acontece com a Netflix.

O único detalhe é que o serviço, por enquanto, é oferecido apenas para contas na loja norte-americana, que tem, em sua maioria, títulos em inglês. Ainda assim, é simplesmente sensacional poder pensar que, de repente, eu acabo de ganhar um cartão da Amazon que transforma a loja em praticamente uma biblioteca gigantesca.

Eu não sei vocês, mas eu já comecei meus 30 dias de teste.

kindle-unlimited

 

dica do Marcelo Ferraz Soares

USP reforma biblioteca e recebe acervo de 250 mil livros de Delfim Netto

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Foto: Divulgação/FEA

Foto: Divulgação/FEA

Toni Sciarretta, na Folha de S.Paulo

A Universidade de São Paulo inaugura na próxima terça (1º) a maior biblioteca especializada em economia, administração e contabilidade da América Latina. Serão ao todo 430 mil volumes, sendo que 250 mil vieram da coleção particular do ex-ministro Delfim Netto, 86, professor emérito da instituição.

Há dois anos, Delfim decidiu doar a biblioteca que ficava em seu sítio, em Cotia (interior de São Paulo).

“Queria que outras pessoas tivessem acesso a esses livros, que são na verdade material de pesquisa”, disse.

Apegado às obras, Delfim fez uma série de exigências a quem ficasse com os livros -além da USP, a Faap estava no páreo. A principal é que continuasse expandindo o acervo, adquirindo novos volumes e periódicos.

O ex-ministro também negociou acesso privilegiado a seus livros e ganhou uma salinha dentro da biblioteca.

Junto do acervo, Delfim também doou móveis antigos, quadros, mapas e até o seu “bibliotecário” particular, Eduardo Frim. O ex-ministro continua pagando o salário dele, que é na verdade administrador de empresas, mas ficará locado na USP para organizar os volumes.

E o acervo continua crescendo. Delfim envia cerca de 40 volumes por semana para a FEA (Faculdade de Economia e Administração).

A biblioteca revela um pouco sobre a personalidade e a metodologia de trabalho do pesquisador Delfim Netto.

O ex-ministro costuma fazer “compêndios” de temas de interesse, um dossiê que reúne em um mesmo volume (ele manda encadernar) artigos, trechos de livros e de obras de referência.

A maioria das obras contém notas manuscritas. As mais recorrentes são pedidos a sua equipe (marcadas com uma flecha) para comprar determinada obra citada no rodapé ou na bibliografia. “A flecha significa que temos que nos virar para encontrar esse livro”, disse Frim.

Para abrigar a coleção, a FEA reformou o prédio, que aumentou a área instalada de 1.500 m² para 5.000 m² e consumiu R$ 14,7 milhões
-R$ 6,7 milhões de recursos da USP e mais R$ 8 milhões em doações feitas por empresas, ex-alunos e funcionários.

As empresas contaram com incentivo fiscal da Lei Rouanet, que permite a dedução integral do valor no Imposto de Renda. Entre elas, estão os bancos Safra, Itaú Unibanco e Santander, as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht e a Cutrale.

As pessoas físicas, a maioria ex-alunos e funcionários, porém, doaram a fundo perdido. “Tivemos doações a partir de R$ 200. Captamos R$ 644 mil de 566 pessoas”, disse Reinaldo Guerreiro, diretor da FEA-USP.

Popular nos EUA, as doações para universidades são pouco comuns no Brasil. Guerreiro afirma que, além da falta de incentivo fiscal e de tradição, há uma resistência de parte do setor acadêmico de aceitar doações do setor privado para projetos,

No lugar de doações, as unidades da USP encontraram nas fundações uma forma de viabilizar projetos de pesquisa e de ensino. A FEA tem três fundações filhotes: FIA (administração), Fipe (pesquisas econômicas) e Fipecafi (contabilidade), que prestam consultoria, pesquisa e organizam cursos.

Universidade do Sul da Flórida disponibiliza drones para os alunos

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Ricardo Couto, no TecMundo

Os estudantes da Universidade do Sul da Flórida agora são capazes de pegar emprestado algo um pouco mais avançado tecnologicamente do que livros na biblioteca da faculdade: drones quadricópteros.

Após uma reforma recente, a universidade agora disponibiliza dois drones que os alunos podem pegar emprestado para voos supervisionados. Os dispositivos, que são controlados remotamente, são disponibilizados na biblioteca.

Os pequenos drones brancos se assemelham muito ao Phantom 2 Vision+ e vêm equipados com câmera de vídeo que gera imagens de até 1080p. A universidade disse à ABC Action News que eles serão úteis para os alunos que estudam uma variedade de disciplinas.

Nancy Cunningham, que trabalha no departamento de serviços acadêmicos da universidade, descreve como os drones poderiam ser úteis para os alunos. Ela sugere que estudantes de arquitetura poderiam usar os drones para observar as estruturas do céu, em vez de confiar em planos ou modelos em 2D.

O aumento no uso de drones provocou preocupações com a privacidade, mas Cunningham minimiza os temores no campus. Os alunos têm de completar um curso de operação de drones para ter acesso aos dispositivos, e seu uso deve ser monitorado pelos chefes da equipe.

Golpe faz idosa se alfabetizar aos 65 anos, fazer faculdade e abrir biblioteca

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Idosa se alfabetizou aos 65 anos em Itanhaém, SP (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)

Idosa se alfabetizou aos 65 anos em Itanhaém, SP (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)

Moradora de Itanhaém se formou em pedagogia e fará Direito aos 77 anos.
Analfabeta, ela resolveu estudar após assinar documento e perder terras.

Anna Gabriela Ribeiro, no G1

Na idade onde a maioria das pessoas pensa em se aposentar, uma moradora de Itanhaém, no litoral de São Paulo, resolveu “iniciar a vida”. Aos 65 anos, Lydia da Silva Gonçalves começou a estudar, se alfabetizou e, em seguida, virou estudante universitária. Após se graduar em pedagogia, ela lançou livros e abriu uma biblioteca comunitária na garagem da própria casa. A história de superação começou após a idosa sofrer um golpe.

Lydia conta que não teve oportunidade de estudar quando era pequena. Ela decidiu ir para a escola com mais de 60 anos por um motivo muito forte. “Meu pai faleceu e deixou umas terras para mim. Enquanto resolvia os documentos, o advogado fez eu assinar um papel em que eu cedia 50% das terra para ele. Não sabia porque era analfabeta. Ainda luto por isso na Justiça. Mas, a partir de então, decidi que precisava aprender a ler e escrever”, afirma.

Aos 77 anos, idosa vai começar faculdade de Direito (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)

Biblioteca comunitária tem mais 1.000 livros (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)

A vontade de aprender foi muito além da alfabetização. Lydia iniciou a escola para adultos, começou na primeira série e concluiu o ensino médio. Em seguida, prestou vestibular e começou a faculdade de pedagogia. “Eu era uma aluna que dava trabalho ao professor. Ficava no pé dele todo o dia. Voltava para casa de ônibus, era longe, chegava à meia-noite. Corria atrás do meu sonho. Quando a gente quer algo, tudo é possível”, relata.

Pedagoga formada e com 77 anos atualmente, Lydia Gonçalves não parou de se dedicar após a faculdade. Apaixonada por poesias, ela já lançou dois livros. “Já li centenas de livros e dou palestras. Antigamente as pessoas não me enxergavam. A pessoa sem leitura não é nada, é cega. Eu tento passar isso para as crianças e os adultos. A maioria das pessoas do meu bairro não sabem ler”, afirma Lydia.

Como parte do sonho, a idosa montou na garagem da própria casa uma biblioteca comunitária, que já conta com mais de 1300 obras. “Abri a biblioteca na garagem e conto com a doação de livros. Faço uma parceria com a biblioteca municipal de Itanháem e com a Academia de Letras da cidade, a qual eu faço parte. Todo mundo pode chegar e pegar um livro para ler. Além disso, também auxilio as crianças do bairro com as lições de casa. Elas podem vir aqui à tarde que eu dou reforço. O livro é o melhor bem que se pode ter. O estudo ninguém pode roubar de você”, afirma a pedagoga.

O próximo passo, segundo Lydia, será cursar a faculdade de Direito. Ela afirma que fará o vestibular nos próximos dias. “Quero fazer Direito para lutar pelas crianças. Comecei a viver aos 65 anos de idade. Eu era excluída do mundo. Ninguém te ouve, ninguém te dá crédito. Pretendo ajudar quem precisa. Passarinho na gaiola não conhece o infinito. Eu voei ate o infinito”, finaliza.

Idosa retornou à sala de aula em Itanhaém, SP (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)Aos 77 anos, Lydia quer começar a faculdade de Direito (Foto: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém)
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