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Brasil fica em segundo lugar em competição que soma horas de leitura em bibliotecas

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Nanna Pôssa, na EBC

Olimpíada Solidária consegue arrecadar mais de R$ 60 mil para compra de livros para uma biblioteca no Rio de Janeiro. A competição que terminou nesta segunda-feira soma horas de leitura entre bibliotecas do mundo durante um mês. Cada hora de leitura é convertida doação para compra de livros.

O Brasil terminou em segundo lugar no ranking mundial com pelo menos 63 mil horas de estudo em 41 bibliotecas do país. De acordo a presidente da Instituto Ekloos, que organiza a Olimpíada Solidaria no Brasil, Andreia Gomides, o objetivo é incentivar a leitura.

Neste ano serão comprados mais de dois mil livros para a biblioteca na comunidade Santo Amaro, zona sul do rio de janeiro. Andreia Gomildes diz que o evento de entrega já tem data e é aberto a todos.

O balanço total do número de horas de leitura que cada país será anunciado até esta sexta-feira. A meta era conseguir 600 mil horas de estudo nos 15 países participam do projeto.

Esta é a décima quarta edição da Olimpíada Solidaria. No Brasil a competição é realizada desde 2007 e visa incentivar a leitura, a solidariedade e o aumento da frequência ás bibliotecas.

Aluna do Rio que criou biblioteca com caixotes ganha bolsa nos EUA

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Embaixada Americana gostou da iniciativa da jovem.
Após intercâmbio, estudante pretende levar a biblioteca para Zona Oeste.

Publicado no G1

A jovem Maria Paula, moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi selecionada para participar de um intercâmbio nos Estados Unidos com tudo pago. Ela ganhou o intercâmbio depois da criação de um projeto que usa caixotes de madeira e livros doados para a construção de biblioteca.

A biblioteca da Maria Paula chamou a atenção da Embaixada Americana. Ela vai passar três semanas nos EUA a partir de janeiro de 2017. A jovem diz ainda não acreditar.

“Eu ganho muita gratidão porque eu vejo como isso muda o olhar das pessoas para o mundo. Isso já me basta. Nossa a ficha demorou muito a cair, porque era um sonho, né? Continua sendo, mas quando você corre tanto atrás de algo e você realmente conquista isto. Parece que este sonho não tem fim. É algo inesperado, por mais que fosse a minha expectativa.”

Por conta do projeto, dois estudantes do Rio também vão participar deste intercâmbio. Kaléu Domingos Barcellos, morador de Campo Grande, e Iasmin Gabriele Nascimento, de Nilópolis.

Mãe de atriz de “Gossip Girl” é presa por atraso na devolução de livro

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Tika Sumpter reclamou em rede social de rigidez de justiça americana

Publicado na Marie Claire

Tika Sumpter, atriz que fez parte do elenco do seriado “Gossip Girl”, revelou que sua mãe, Janice Acquista, foi presa por ter devolvido um livro depois do prazo em uma biblioteca da Carolina do Norte.

Tika Sumpter e a mãe (Foto: Getty Images)

Tika Sumpter e a mãe (Foto: Getty Images)

 

“Faça de tudo para devolver seus livros na hora certa na Carolina do Norte. Minha mãe acabou de ser presa por ter uma multa de 10 dólares por um livro não delvolvido no tempo certo. Passar do tempo de entrega de um livro não deveria ser motivo para isso”, reclamou atriz em sua rede social. Casos de prisões por atraso na devolução de livros já foram vistos no Texas e Michigan.

Aos 11 anos, Kaciane leu mais de 500 livros e inaugurou a própria biblioteca

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Uma biblioteca e a possibilidade de mudar de vida. Conheça a história de uma garota apaixonada pelos livros

Publicado em O Globo

Kaciane Marques descobriu o interesse pelos livros “bem novinha”, como ela mesma conta. Original da cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a jovem de 11 anos foi apresentada ao mundo de histórias, aventuras e personagens fantásticos por meio do contato com os irmãos e familiares.

“Eu queria aprender a ler e escrever desde muito cedo. Foi aí que eu comecei a brincar de escolinha com os meus irmãos, e eles me ensinaram bastante. Quando entrei para a escola, praticamente já sabia ler e escrever. Depois de já ter aprendido um pouco, minha irmã me ajudava em casa”, relembra. Mais tarde, uma professora do segundo ano estimulou ainda mais esse contato com os livros.

O primeiro título que ela leu? As aventuras de Pedro, o Coelho, da escritora Beatrix Potter. “Eu achei mágico. Como foi meu primeiro livro, me imaginei dentro dele. Ainda hoje me sinto dentro do livro quando leio, e isso me encanta, sinto prazer de ler cada vez mais”.

Amor pelos livros

Segundo ela, “não existe um segredo” para gostar de ler. “Para desenvolver esse prazer pela leitura devemos começar a ler livros do nosso interesse, do gênero com o qual nos identificamos e claro, como é o começo, com poucas páginas. Você só precisa se dedicar, ou seja, largar o celular”, explica Kaciane, que até o momento desta entrevista havia lido exatos 565 livros.

“Sem os livros, nada disso teria acontecido. Minha biblioteca não estaria funcionando e não teria acesso às oportunidades que eu tive.”

Nas indicações de Kaciane, uma variedade de livros infanto-juvenis. “Gosto bastante dos livros escritos pela Paula Pimenta — veja nossa entrevista com a escritora — , que é bem aconselhável para as pessoas da minha idade. Também gosto bastante dos quadrinhos do Mauricio de Sousa e dos livros da Thalita Rebouças”, recomenda.

Realização

Apaixonada pela leitura, em 2015, Marques realizou um sonho: inaugurou uma pequena biblioteca nos fundos da casa onde mora com a família. O espaço — que fica na rua Projetada 31, número 306, no bairro Lealdade e Amizade, em São José do Rio Preto, e funciona das 14h às 17h — foi construído com o apoio de algumas empresas e doadores.

São mais de 4 mil títulos e um fluxo semanal de 300 visitantes, muitos deles vindos de outros bairros. “Para uma pessoa retirar os livros aqui é necessário fazer um cadastro com o endereço e telefone. Depois disso, ela pode pegar até cinco livros e tem o prazo de 15 dias para devolver. Se não terminar de ler, pode renovar”, explica.

Isso muda o mundo

Recentemente, Kaciane conquistou uma bolsa de estudos em uma escola particular do município onde vive, efeito do confesso interesse pelos livros e dedicação aos estudos. Outro sonho realizado pela jovem foi o lançamento do primeiro livro: Tanto faz ou qualquer coisa, trabalho publicado pela HN Editora.

“Sem os livros, nada disso teria acontecido. Minha biblioteca não estaria funcionando e não teria acesso às oportunidades que eu tive. Meu livro dificilmente seria publicado. Mesmo essa entrevista não seria possível. Os livros mudaram tudo”, conclui.

Geladeira vira biblioteca e empresta livros em terminal de ônibus de Goiás

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Geladeira cheia de livros foi colocada no Terminal Isidória, em Goiânia (Foto: Murillo Velasco/G1)

Geladeira cheia de livros foi colocada no Terminal Isidória, em Goiânia (Foto: Murillo Velasco/G1)

Primeiro local a receber o projeto foi o Terminal Isidória, região sul de Goiânia.
Passageiros podem pegar livros de graça para lerem na estação ou em casa.

Murillo Velasco, no G1

Uma geladeira transformada em biblioteca itinerante foi colocada cheia de livros nesta quarta-feira (19) no Terminal Isidória, em Goiânia. O projeto, chamado de “Gelateratura”, pretende incentivar a leitura na capital. Os passageiros do transporte coletivo vão poder pegar exemplares, levar para casa e depois devolvê-los.

De acordo com o escritor Cristiano Deveras, um dos idealizadores da geladeira, a ideia é que o projeto cresça cada vez mais. “A gente quer que este movimento aumente no sentido das pessoas começarem a trazer mais livros e interagir cada vez mais com estas leituras. É uma plataforma existente no mundo todo que não poderia ficar de fora de Goiânia”, disse.

O Projeto Gelateratura é desenvolvido pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos em parceria com a Oficina Cultural Geppetto, Academia Goiana de Letras (AGL) e Prefeitura de Goiânia. As pessoas podem pegar os livros sem qualquer tipo de controle e levá-los para casa para fazer a leitura.

De acordo com os organizadores, a previsão é utilizar geladeiras recolhidas pelo projeto Cata-Treco para implantar a biblioteca em outros terminais da capital.

Dentro da geladeira há dezenas de livros da literatura clássica mundial e brasileira, com vários exemplares de escritores goianos, como Cristiano Deveras. A presidente da AGL, Lêda Selma, doou 100 livros para a primeira geladeira. Segundo ela, o projeto também é uma oportunidade para a população conhecer a literatura goiana.

“É muito triste você chegar em uma escola e escritores notáveis, conhecidos pela academia, não serem conhecidos pelos estudantes. Este projeto vem pra construir uma nova realidade, democratizar a leitura, a nossa cultura, o bairrismo e também mostrar que a Academia Goiana de Letras não é uma entidade fechada, que nós temos que estar presentes na cultura da população”, disse.

Para o diretor técnico da CMTC, Sávio Afonso, a presença da biblioteca itinerante no terminal faz com que o transporte seja mais humanizado. “Nós devemos valorizar e incentivar a cultura no cotidiano da vida das pessoas. Enquanto eles embarcam e desembarcam no meio da rotina agitada, entre o trabalho e os estudos, acabam por ter também a oportunidade de lidar com um universo gigantesco que é a leitura”, disse.

Josiana de Moura, professora, foi uma das primeiras a pegar livros na geladeira  (Foto: Murillo Velasco/G1)

Josiana de Moura, professora, foi uma das primeiras a pegar livros na geladeira (Foto: Murillo Velasco/G1)

 

Público
Nas primeiras horas em que a geladeira foi instalada no Terminal Isidória, a movimentação de passageiros interessados em pegar livros emprestados já era grande. Entre eles estava a professora Josiana de Moura, de 41 anos. Ela pegou o livro “A Maldição da Cruz”, do goiano Ursulino Leão.

“Eu estou encantada com isso aqui. Livro nunca se esgota, a gente tem que ler sempre mais. É imprescindível ações como esta para incentivar a leitura. Quero pegar toda semana algum. E mesmo lendo muito já achei livro que eu nunca tinha lido, legal demais, infinito”, disse.

Assim com o Josiana, a estudante Carla Boaventura garantiu a leitura da semana, mas com o clássico infanto-juvenil.

“As Crônicas de Nárnia”. “Quero reler este livro, já li antes, vou ler de novo. Acho legal esta história de biblioteca no terminal, porque é um lugar que a gente está todo dia, não precisamos nos deslocar para ir atrás da cultura, ela já fica do nosso lado”, disse a estudante.

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