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A biblioteca secreta das catacumbas de Paris

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Publicado no Idealista

“Os turistas não são bem-vindos”. Nas profundezas de Paris, 35 metros abaixo do solo, há um lugar no qual descansa uma coleção de livros à espera de ser descoberta. Os privilegiados têm de percorrer alguns quilómetros em estreitos corredores de pedra até chegar ao destino, a biblioteca secreta da capital francesa.

Apenas um grupo reduzido de pessoas, entre 50 e 80, sabem da existência deste misterioso lugar, que tem uma áurea mágica, desde logo porque para aceder ao local é preciso descer uma espécie de alçapão. Lá em baixo, no subsolo, há vestígios dos mais de 1600 anos de história do local.

O fotógrafo de origem alemã François Klein “entrou” neste exclusivo círculo de “ratos de bibliotecas”, que se autodenominou “piratas subterrâneos” e que não hesita em usar a força para impedir que intrusos acedam ao seu pequeno santuário.

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19 livros que não podem faltar em sua biblioteca

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publicado na Gazeta do Povo

1) Memórias Póstumas de Brás Cubas

Machado de Assis

L&PM Pocket, 228,pp, R$ 22.

“Livro moderníssimo numa prosa que, ainda hoje, vibra e educa o ouvido da língua portuguesa”.

Leandro Sarmatz, editor Cia. das Letras.

2) Crime e Castigo

Fiódor Dostoievski

Editora 34, trad. Paulo Bezerra, 568pp, R$ 39.

”Primor de argumento, narrativa, com perfeita definição de personagens e tensão em crescendo. Raskolhnikov é um exemplo de protagonista-vilão, com quem os leitores se identificam. Um livro do qual nunca nos libertaremos”.

Ernani Buchmann, da Academia Paranaense de Letras.

3) As Aventuras do Senhor Pickwick

Charles Dickens

(Fora de Catálogo)

”Engraçadíssimo e fundamental para se compreender como funciona a justiça. Ideal para desiludir quem espera muito das instituições. Sobre justiça, poder e ressentimento, aliás, pautas tão contemporâneas é uma obra essencial, assim como o Quixote e o teatro completo de Shakespeare”.

Luís Henrique Pellanda, escritor.

4) Ensaios

Michel Montaigne

Cia. das Letras, trad. de Rosa freire D’Aguiar, 616 pp. R$ 37.

“Houve uma época em que eu lia um ensaio de Montaigne por noite. E noite após noite, a cada ensaio, minha própria natureza transparecia naquelas páginas. Montaigne é um espelho de nós, séculos depois; isso é assustador”.

Felipe Munhoz, escritor.

5) Górgias

Platão

Versão eletrônica livre

”Deveria ser de leitura obrigatória .Mostra-nos bem como o cidadão é enganado através da linguagem, julgando que está a ouvir a verdade. Um livro onde se assiste à guerra entre a retórica e o conhecimento (ou a sua busca).

Paulo José Miranda, escritor vencedor do prêmio José Saramago 1999.

6) Moby Dick

Herman Melville

Cosac Naify, trad: Alexandre barbosa de Souza, 628 pp. R$ 59

“O livro mais poderoso. Tudo nele é impressionante. Gosto inclusive dos nomes dos lugares (Nantucket) ou dos personagens (Queequeg). Não há nada que se compare a esse livro”.

Mário Bortolotto, escritor e dramaturgo.

7) Os Cantos de Canterbury

Geoffrey Chaucer

Editora 34, trad Paulo Vizoli , 784 pp. R$ 98.

“Escrito a partir de 1387 é uma coleção de 24 histórias narradas cada uma por um peregrino, nos coloca diante de figuras das diversas camadas sociais de uma Inglaterra medieval e explora, com grande humor e com uma linguagem primorosa, temas, entre cotidianos e polêmicos, que são surpreendentes por sua atualidade”.

Luci Collin, escritora e professora de literatura

8) Paranoia

Roberto Piva

(Fora de catálogo)

“Uma viagem delirante por São Paulo. Um clássico que marcou minha juventude e despertou meu interesse por poesia”.

Diego Moraes, escritor.

9) Mahabharata (poema épico indiano escrito em sânscrito entre 300 AC e 300DC )

Fora de Catálogo

“A maior obra literária de todos os tempos”.

Alberto Mussa, escritor

(Fora de catálogo)

10) Stoner

John Williams

Rádio Londres, trad. Marcos Maffei, 320 pp. Romance. R $45.

“Clássico a gente também descobre tardiamente, e este faz a síntese perfeita das qualidades de dois outros livros indispensáveis de americanos contemporâneos: A marca humana, de Philip Roth, e Foi apenas um sonho – Revolutionary Road, de Richard Yates”.

Christian Schwartz, tradutor e editor.

11)É Isto é um homem?

Primo Levi

Rocco, tra. Luigi del Re. 256pp. R$ 28.

“O relato sobre Auschwitz fica martelando pelo resto da vida, dia após dia, nos lembrando dos horrores que somos capazes de cometer”.

Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública do Paraná.

12) Grande Sertão: veredas

João Guimarães Rosa

Nova Fronteira, 624 pp. R$55

“O maior livro já escrito no Brasil. Rosa criou ele mesmo uma linguagem, um cenário e um sagrado a partir de suas percepções sensíveis sobre o povo sertanejo. Ler Grande Sertão é um dos poucos privilégios de ser brasileiro nativo”.

Yuri Al’Hanati, youtuber do canal “Livrada”.

13) Pornopopeia

Reinaldo Moraes

Objetiva, 480 pp. R$ 62.

“Uma viagem, já nasceu clássico. A história é divertida, o personagem principal é amoral e a linguagem exuberante, com uma saraivada de gírias que se misturam a referências cultas. Uma espécie de Grande sertão: veredas urbano, pop e picaresco”.

Luiz Rebinski Jr, editor do jornal literário Cândido.

14) Alice no País das Maravilhas

Lewis Carrol

“Narrativa riquíssima em jogos de palavras, imaginação, fantasia, sutilezas da alma humana, crítica e bom-humor; para todas as idades”.

Stela Maris Rezende, autora infantil e vencedora do premio BPP em 2014

15) Só garotos

Patti Smith

Cia. das Letras, trad de Alexandre Souza. 280 pp, R$ 44.

“Um livro nada acadêmico, autobiográfico, sugere a mulher participativa envolvida com as nuances de um novo mundo, cosmopolita”,

Toninho Vaz, autor da biografia de Paulo Leminski, O Bandido que Sabia Latim

16) Desastres do Amor

Dalton Trevisan

Record, 144pp. R$ 35.

“Fico com este Dalton em que as histórias de Joãos e Marias são contadas com humor sutil e toques de poesia (“Os plátanos enfeitam-se da conversa dos pardais.”). É uma boa introdução na obra do maior contista brasileiro”

Marleth Silva, jornalista cultural e colunista da Gazeta do Povo

17) Crônica de uma morte anunciada

Gabriel García Márquez

Record, trad Remy Gorga Filho, 176 pp. R4 25.

“Uma aula de como contar uma história que já se conhece o desfecho”

Tito Montenegro, editor da Arquipélago Editorial

18) O Livro das Vidas- Obituários do New York Times

Vários Autores

Cia. das Letras, trad: Denise Bottman, 312 pp. R$ 54.

A obra revela histórias improváveis e mostra o poder da qualidade narrativa na descrição de pessoas aparentemente comuns.

Daniela Arbex, escritora e jornalista

19)Vidas Secas

Graciliano Ramos

Record, 175 pp. R$ 25.

Presos devem erguer biblioteca para menino que arrecada livros em MT

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Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos (Foto: Maria Anffe/GcomMT)

Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos
(Foto: Maria Anffe/GcomMT)

 

Detentos devem ganhar um salário mínimo para construir prédio.
Jefferson da Silva Melo, de 12 anos, já tem aproximadamente 6 mil livros.

Publicado no G1

O sonho de Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, de construir uma biblioteca comunitária está mais perto de se tornar realidade. Isso porque parte dos recuperandos do sistema prisional de Cuiabá devem servir como mão de obra para a construção do prédio da biblioteca. O menino arrecada livros onde mora, no Distrito de Bonsucesso, em Várzea Grande, região metropolitana da capital. O intuito dele é aproximar os jovens da comunidade do mundo da leitura.

A construção da biblioteca é um projeto do Núcleo de Ação Voluntárias de Mato Grosso (NAV-MT), em parceria com a Secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Para a construção do prédio, a Sejudh liberou parte dos recuperandos do sistema prisional da capital. Os presos devem receber o pagamento de um salário mínimo para trabalharem na construção da obra.

Os detentos devem ficar fora do Centro de Ressocialização de Cuiabá por cinco horas e depois retornarem. O prédio construído para abrigar os livros arrecadados por Jefferson deve ser construído na frente da residência do menino.

Sensibilizada com a história de Jefferson, a coordenadora do NAV-MT, Samira Martins, resolveu apoiar o projeto.“Ele é um menino encantador que sempre gostou de ler e estudar, além de incentivar isso em sua comunidade”, disse.

Ainda não há uma data definida para o início das obras, mas saber que o sonho vai ganhar forma deixou o garoto contente. “Eu fiquei muito feliz quando soube que eu vou conseguir realizar meu sonho”, contou.

Jefferson já arrecada os livros há algum tempo. O prédio para abrigar as obras é o grande sonho do menino. Desde que começou a receber os livros, Jefferson abriu as portas da própria casa para incentivar a leitura nos vizinhos. Ele já conseguiu juntar aproximadamente seis mil livros, que estão distribuídos no centro comunitário e na casa dele.

A inspiração para criar a biblioteca veio da própria comunidade. Jefferson diz que grande parte dos adolescentes da idade dele não gosta de ler e que, com a construção da biblioteca, a situação poderá mudar, além de auxiliar os alunos nos estudos e pesquisas escolares. Entre jogar futebol ou ler um livro, o adolescente garante que prefere a leitura.

Um livro foi devolvido a uma biblioteca, 67 anos depois da data limite de entrega

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Na Nova Zelândia, uma mulher atrasou-se 67 anos a devolver um livro à biblioteca. A multa atingiu os 24.000 dólares, mas foi perdoada. “Eu queria devolver o livro há anos”.

Publicado no Observador

Uma mulher neozelandesa devolveu um livro à biblioteca local 67 anos depois da data limite de entrega. O livro”Myths and Legends of Maoriland“, de AAW Reed, foi requisitado por uma menina em 1948 e nunca mais foi visto até que, esta quinta-feira, Zoe Cornelius, uma bibliotecária de Auckland, recebeu o livro de volta.

A ficha de empréstimo do livro Twitter

A ficha de empréstimo do livro
Twitter

 

A mulher que entregava o livro perguntou quanto devia pelos 24.065 dias de atraso. Zoe respondeu-lhe que devia 24 mil dólares australianos.

Ela disse-me que leu o livro imensas vezes e que este lhe deu grandes momentos de prazer, ao longo das décadas em que o tinha tido, o que me fez bastante feliz”, afirmou Zoe. A mulher também lhe disse que quis devolver o livro durante anos.

A bibliotecária afirmou que não foi aplicada nenhuma multa à mulher, já que tinha requisitado o livro ainda em criança e que não eram aplicadas multas monetárias a crianças, na biblioteca.

O exemplar de “Myths and Legends of Maoriland”, um livro bastante popular quando foi editado pela primeira vez, deverá ir para a secção de livros especiais da biblioteca. O nome da mulher que devolveu o livro não foi revelado.

Quando Zoe perguntou o porquê de devolver o livro passados tantos anos, a mulher terá respondido que vivia fora de Auckland e que tinha aproveitado o facto de ir visitar familiares para o devolver.

Ex-aluno devolve livro para biblioteca de universidade depois de 49 anos

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Livro foi devolvido com pedido de desculpas. (Foto: Divulgação/Universidade de Dayton)

Livro foi devolvido com pedido de desculpas. (Foto: Divulgação/Universidade de Dayton)

 

Ele abandonou graduação para servir na Guerra do Vietnã.
Livro e material que tinha no campus ficou esquecido na casa dos pais.

Publicado no G1

Um ex-estudante da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, devolveu um livro que tinha havia emprestado há 49 anos na biblioteca da instituição. James Phillips enviou o livro juntamente com um pedido de desculpas e suas justificativas.

O livro “History of the Crusades” ficou esquecido na casa dos pais de Phillips juntamente com outros materiais que ele mantinha no dormitório da universidade.

Segundo o relato, os itens foram recolhidos por alguém que o ajudou após ter sido convocado para servir na Marinha dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. A caixa com o material só foi descoberta após a morte dos pais.

Á época, os estudantes tinham a permissão de ficar com os livros emprestados por 14 dias. A estimativa da universidade é que, caso fosse obrigado a pagar a multa que foi perdoada, ele teria que desembolsar US$ 350,00.

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