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Story Pod, uma biblioteca urbana pensada para cidades que nunca dormem

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Publicado no Idealista

Story Pod é uma biblioteca urbana pensada para diminuir o ritmo frenético de trabalho e, claro está, relaxar. Situada na cidade canadense de Toronto, à noite é uma construção em forma de “caixa”, mas de dia esta “caixa” abre-se para usufruto das pessoas que queiram desfrutar do prazer de ler. É um lugar vivo, até porque quem quiser pode levar ou deixar livros.

De referir que o edifício Story Pod é sustentável, tendo sido projetado pelo estúdio de arquitetura AKB.

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No Brasil, ler é coisa que se faz por obrigação

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O Real Gabinete Português de Leitura, no centro do Rio - Luísa Alcantara e Silva/Folhapress

O Real Gabinete Português de Leitura, no centro do Rio – Luísa Alcantara e Silva/Folhapress

 

Ruy Castro, na Folha de S.Paulo

Há tempos, assisti a um comercial de TV sobre um produto esportivo, talvez um tênis, cujo mote era a necessidade de “liberar o corpo”. O anúncio falava de pessoas “reprimidas”, que seriam mais felizes se vivessem ao ar livre usando o produto. Entre estas, mostrava uma moça sentada, lendo um livro, dentro de uma biblioteca – o Real Gabinete Português de Leitura, no centro do Rio. Mensagem subliminar: a leitura é uma chatice, uma obrigação, o contrário de ser livre e feliz.

Uma pesquisa recente do Instituto Pró-Livro e do Ibope, “Retratos da Leitura no Brasil”, citada pelo colunista Antônio Gois, do “Globo”, traz dados alarmantes: 44% da população brasileira não têm o hábito de ler livros, e esse número não se alterou nos últimos 12 anos. Apenas 33% dos brasileiros tiveram a influência de alguém para adquirir o gosto pela leitura, quase sempre a mãe – o que não é um mal, mas por que não citar igualmente um professor?

Porque, diz a pesquisa, os professores também leem pouco e mal. Embora 84% tenham dito que leram um livro nos três meses anteriores à pesquisa, a maioria não se lembra do título ou não respondeu, e, quando se lembra, o mais citado é a Bíblia. Sim, não podemos nos esquecer dos seus baixos salários, que os impedem de comprar livros. Mas não é para isto que existem as bibliotecas?

Não no Brasil. Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados associam a biblioteca a um lugar para estudar ou pesquisar (naturalmente, por obrigação), não como um espaço de lazer, para ler por prazer, trocar livros ou fazer amigos. Em 2015, apenas 53% das escolas brasileiras tinham biblioteca ou sala de leitura.

Quanto ao Real Gabinete Português de Leitura, um monumento carioca, sua beleza faz dele um cenário requisitado pelos comerciais de TV. Até para veicular mensagens que o degradam e ofendem.

Juiz cria projeto de doação de livros para instalar bibliotecas em presídios

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Comarca de Cristalândia vai receber doações de livros (Foto: Divulgação/TJ TO)

Comarca de Cristalândia vai receber doações de livros (Foto: Divulgação/TJ TO)

 

Objetivo de projeto é incentivar a remição de pena pela leitura.
Bibliotecas devem ser instaladas em Cristalândia e Lagoa da Confusão.

Publicado no G1

O juiz titular da Comarca de Cristalândia, no Tocantins, Wellington Magalhães instituiu um projeto que incentiva a doação de livros e revistas. O objetivo é arrecadar obras para instalar bibliotecas nos presídios de Cristalândia e Lagoa da Confusão.

O projeto ‘Doe um Livro’ foi criado a partir da portaria nº 2675/2016 publicada na terça-feira (12). A secretaria da Comarca de Cristalândia está responsável por divulgar o projeto e arrecadar os livros.

O objetivo é também dar cumprimento à Recomendação nº 44, de 26 de novembro de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que regula a Remição pela Leitura nos presídios brasileiros. O programa reduz a pena de acordo com a leitura dos detentos.

Segundo o Tribunal de Justiça do Tocantins há projeto como este em alguns presídios do estado, como Porto Nacional e Araguaína.

Pesquisa mostra que poucos alunos associam bibliotecas a lugares prazerosos

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Hábitos de leitura dos professores também são baixos.

Antonio Gois, em O Globo

Quase metade (44%) da população brasileira não tem hábito de ler livros. Este percentual permanece estável nos últimos 12 anos, apesar de termos verificado no período um aumento significativo na proporção de brasileiros com ao menos ensino médio completo. Esses e outros dados constam da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-livro e pelo Ibope na última edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Com mais escolaridade, era de se esperar que nossos níveis de leitura, muito baixos em relação a países desenvolvidos, tivessem aumentado. Mas não foi o que aconteceu. Além da questão recorrente da qualidade insatisfatória de nosso ensino, a pesquisa dá outras pistas de por que não estamos transformando mais educação em mais leitura. Elas passam pela influência dos pais, professores, e pelo uso que fazemos de bibliotecas públicas ou escolares.

A pesquisa reforça a tese de que o hábito de leitura é uma construção que vem da infância, e que o papel dos pais é essencial. Apenas um terço dos brasileiros teve influência de alguém na formação do seu gosto pela leitura. Quando os entrevistados lembram de alguém, a figura mais citada é a mãe. Por isso é tão importante que os pais sejam também foco das políticas de incentivo à leitura. Um outro estudo, divulgado na semana passada, vai na mesma direção. Ele foi realizado pela Universidade de Nova York e pelo Instituto Alfa e Beto na cidade de Boa Vista (RO). Lá, foi avaliado um programa que incentivava e treinava os pais a lerem para os filhos. Entre as crianças de pais que participaram do programa, foi observado um aumento no vocabulário, na memória de curto prazo, e uma diminuição nos problemas de comportamento.

Os professores, como sempre, também têm papel fundamental. Daí surge outra informação preocupante da pesquisa do Instituto Pró-Livro e do Ibope: eles também têm pouco hábito de leitura. Apesar de 84% terem dito que leram um livro (ou um trecho dele) nos três meses anteriores à pesquisa, quando o entrevistador pergunta qual o nome do livro que ele leu ou estava lendo, surge uma contradição: metade (50%) diz não estar lendo livro nenhum, e outros 6% afirmaram não se lembrar ou não responderam. Assim como acontece com o total da população, também entre professores que dizem ter lido um livro, o mais citado é a Bíblia, seguido de outros títulos religiosos.

No caso das bibliotecas, um dado que merece reflexão está na resposta de 71% dos brasileiros que associam este espaço principalmente como um lugar para pesquisar e estudar. Não há nada de errado com esta afirmação. O problema é que outras respostas _como um lugar para emprestar livros ou um espaço de lazer_ são citadas em frequência bem menor, sempre abaixo de 30%. Entre estudantes, o padrão é o mesmo: 75% dizem que vão à biblioteca para pesquisar ou estudar, e apenas 34% mencionam que procuram esse espaço para ler livros por prazer (a soma ultrapassa 100% porque o entrevistado podia dar mais de uma resposta).

Por lei, temos até 2020 para garantir que todas as escolas tenham biblioteca ou sala de leitura no Brasil. Em 2015, este percentual era de apenas 53%. É inconcebível pensar num espaço educacional sem este equipamento, mas a pesquisa do Instituto Pró-Livro e do Ibope sugere que a simples existência deste equipamento não é garantia de que vamos incentivar hábitos de leitura nos estudantes. É preciso saber usá-los.

Crianças criam biblioteca no prédio onde moram para incentivar a leitura

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Crianças montaram uma biblioteca no condomínio em São Carlos, SP (Foto: Rodrigo Sargaço / EPTV)

Crianças montaram uma biblioteca no condomínio em São Carlos, SP (Foto: Rodrigo Sargaço / EPTV)

 

Publicado no G1

As crianças de um conjunto habitacional no Jardim Botafogo, em São Carlos (SP), pretendem incentivar a leitura dos amigos, que são vizinhos. Elas então se reuniram para trocar livros e aproveitar as férias e, com isso, criaram no térreo do condomínio a Biblioteca ‘Nineli 17’, que leva nome da rua e número do bloco em que moram.

Em época de tablets e smartphones, a turma do prédio prefere os livros nas férias. A equipe de bibliotecários-mirins é composta por seis crianças. Foi Carolina Anselmo, de 8 anos, quem teve a ideia de dividir com os vizinhos os prazeres da leitura. “Eu estava arrecadando livros na escola, ganhando, quando tive uma ideia de fazer uma biblioteca nas férias. Chamei meus amigos e colocamos em prática”, contou.

Empenhados, os amigos começaram arrecadar mais livros. “Fomos arrecadando livros de casa em casa, além disso, algumas pessoas doaram, então juntamos e conseguimos juntar mais de 150 livros”, disse Pedro Anselmo, de 9 anos.

Organização
O projeto ficou organizado e a biblioteca tem regras. A criança que estiver interessada pode pegar até dois livros por vez e os dados ficam anotados em uma agenda, como o bloco onde a pessoa mora, apartamento, nome do livro, data de retirada e de entrega.

Assim como nas grandes bibliotecas, no condomínio também tudo é separado por categorias. Tem os títulos sobre animais, os encantados e os assustadores, por exemplo.

Tem também a categoria dos mais lidos. Os mais procurados são a ‘Festa no Céu’ de Ângela Lago e ‘Tatu Balão’ da escritora Sonia Barros. “Eu leio um livro com uma história de avião e é como se eu tivesse viajando mesmo sem sair do lugar, se for história de princesa, é como se eu fosse uma”, acrescentou Carolina.

Bruno tem 12 anos e frequenta a biblioteca. “Eu acho legal, você não precisa gastar combustível do carro para ir a uma biblioteca longe da sua casa. É só sair do apartamento e pegar um livro”, comentou.

Doações
São 182 livros que a criançada do residencial pode aproveitar nas férias. O objetivo é arrecadar ainda mais livros e aumentar o acervo. As crianças aceitam doações de livros de outros moradores, mesmo que não sejam do condomínio.

Para doar, a pessoa interessada deve ir até o conjunto habitacional da Rua Joaquim Nineli, no bairro Botafogo e identificar que os livros são para o bloco 17. O horário de funcionamento da biblioteca é das 15h às 20h.

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