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Biblioteca Livros sobre Trilhos

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Publicado no Trensurb

Criada em dezembro de 2008 e mantida por meio de parceria entre Trensurb e Instituto Brasil Leitor, a Biblioteca Livros sobre Trilhos funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, na plataforma de embarque da Estação Mercado. Para utilizar o serviço, é necessário apenas fazer um cadastro gratuito. Os interessados devem apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência atual (originais e cópias), juntamente com uma foto 3×4. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais. Os leitores são cadastrados e recebem uma carteira de identificação com foto e código de barras para usar o serviço. A partir daí, podem retirar os livros de seu interesse sem custo algum e desfrutar do mundo da leitura.

A biblioteca conta com 6,2 mil livros dos mais diversos gêneros: literatura brasileira, autoajuda, best-seller, infanto-juvenil, filosofia, religião, ciências sociais, linguística, artes e história. Com 3,6 mil sócios a Livros sobre Trilhos já contabiliza mais de 50 mil empréstimos. Somente em 2014, foram mais de 6 mil empréstimos e o acervo, ampliado apenas através de doações, aumentou em cerca de mil publicações.

Em abril de 2010, a Biblioteca Livros sobre Trilhos recebeu o título de “Biblioteca do Ano 2009″, em evento realizado pela Câmara Rio-Grandense do Livro. A homenagem é realizada anualmente como parte das comemorações pelo Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, instituído pela Unesco. Em outubro de 2014, a Trensurb recebeu o prêmio Top Cidadania ABRH-RS, pelo case sobre a Biblioteca Livros Sobre Trilhos e seu papel na democratização da leitura.

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No mês de outubro de 2014, foi a vez da biblioteca receber o Prêmio Top Cidadania, oferecido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, Seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS). O reconhecimento é dado a instituições públicas e privadas que se esforçam no desenvolvimento de projetos que beneficiam comunidades externas à empresa. A empresa metroviária recebeu a certificação a partir da apresentação do case da Biblioteca Livros sobre Trilhos, que disponibiliza mais de 6 mil livros para empréstimo aos seus quase 4 mil sócios.

dica da Luciana Pinheiro

Jornalista monta estante com livros em praça para compartilhar leitura

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Comunicador diz que recolhe livros durante a noite (Foto: Dennis Weber/ G1)

Comunicador diz que recolhe livros durante a noite (Foto: Dennis Weber/ G1)

Montada em praça de Vilhena, estante tem mais de 200 obras.
Segundo Itamar, proposta é que mais pontos literários sejam instalados.

Dennis Weber, no G1

Para propagar a leitura em um bairro de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, um jornalista decidiu montar uma biblioteca ao ar livre na praça da cidade. E a ideia do comunicador foi ousada: utilizar uma estante da própria casa. São mais de 200 obras disponíveis, que podem ser folheadas e levadas para casa a qualquer momento.

De acordo com Itamar Lima, a ideia foi concretizada por acreditar na leitura como agente de transformação social. “O conhecimento, a leitura tem poder de transformação do ser. Na verdade é uma maneira de facilitar o acesso à leitura de quem não tem, principalmente de leituras paradidáticas, e dar esse acesso às crianças para que elas possam ter o hábito da leitura dos livros”,explana o jornalista.

A estante literária, que foi colocada na Praça Luiz Crocetta, no final do mês de junho, tem um acervo com mais de 200 obras, entre livros, revistas, enciclopédias e aumenta a cada dia, com doações vindas de várias localidades do município. E como a estante é pequena, uma nova está sendo confeccionada por um voluntário, para ser colocada ao lado da já existente.

Segundo Itamar, os livros são recolhidos durante o período noturno e colocados na estante novamente durante o dia. Prevendo a época de chuvas, uma capa que recobrirá a estante será feita. O jornalista espera que pessoas de outros bairros se inspirem na ideia e também implantem uma estante literária nas praças mais próximas de suas casas.

“A ideia parte disso, de que nós devemos dar a nossa contribuição para a sociedade. Para que crianças e adolescentes, que às vezes não tem acesso à uma biblioteca em casa, para que eles possam investir o tempo deles em leitura”, esclarece.

Os moradores podem ficar com os livros emprestados por até 14 dias. Na estante literária há uma agenda onde o usuário anota seu nome, nome do livro e dia de empréstimo. “A ideia é que todo mundo tenha acesso à leitura. Ninguém pode pegar o livro e deixar na casa dele guardado, o livro é de todos”, informa Itamar.

Atração
E parece que a novidade tem agradado os frequentadores da praça, como a dona de casa Edna Aparecida. “Acho muito importante porque tenho três crianças e eles sempre estão aqui de manhã brincando e acabam vindo olhar os livros, principalmente minha filha que está no sétimo ano e ela gosta muito de ler”, comenta.

Visitantes aprovaram estante literária montada em praça (Foto: Dennis Weber/ G1)

Visitantes aprovaram estante literária montada em praça (Foto: Dennis Weber/ G1)

E a filha de Edna, Fabiane Gomes, é uma das usuárias habituais da biblioteca. Ela prefere as histórias de aventura e aprova a biblioteca ao ar livre. “É muito legal, porque incentiva as pessoas a lerem”, diz.

Outra moradora que aprovou a estante cheia de livros na praça foi a secretária do lar, Renata Ramos. “Um bom incentivo, por que ao invés de as crianças estarem na rua elas vem na pracinha, se divertem, acham os livros interessantes e acabam pegando pra ler. É um incentivo a mais pra dentro de casa e quando está na escola”, explica.

E como a ideia é socializar a leitura, Itamar informa que a estante literária vai continuar a receber doações de livros, que podem ser deixados na praça. “O comunicador tem que compartilhar as ideias, compartilhar o conhecimento e facilitar o acesso ao conhecimento às pessoas”, ressalta.

Biblioteca transforma sótão no Beco Diagonal, do universo de Harry Potter

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Vitória Prattini, no Adoro Cinema

O Centro Nacional de Livros Infantis Seven Stories, no Reino Unido – uma espécie de museu e biblioteca para livros infanto-juvenis britânicos – reabriu no final do mês de julho e traz uma novidade que vai levar os fãs de Harry Potter à loucura: uma das áreas para leitura de livros, localizada no sótão, foi transformada no Beco Diagonal!

É isso mesmo! Agora, além de visitar o parque The Wizarding World of Harry Potter, da Universal Studios em Orlando, que possui seu próprio Beco Diagonal, os fãs do bruxinho criado por J.K. Rowling poderão conhecer o local dentro de uma biblioteca!

As paredes do sótão da Seven Stories foram decoradas com a incrível arte que Jim Kay fez para o livro ilustrado de capa dura “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, que será publicado pela editora Bloomsbury em outubro. A atração já é um sucesso, sediando eventos de leitura e apresentações musicais e teatrais infantis, que, é claro, contaram com a presença de inúmeros fãs de Harry.

Ficou incrível! Confira na galeria acima e conte para a gente o que achou. A imagem completa do artista pode ser vista aqui.

E não se esqueça que Animais Fantasticos e Onde Habitam, filme baseado no livro usado por Harry em Hogwarts, chega aos cinemas em 2016.

E aí, #partiuReinoUnido?

 

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(mais…)

Menino de 12 anos arrecada livros para construir biblioteca em Mato Grosso

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 Reprodução/TVCA

Reprodução/TVCA

Jovem arrecada livros para construir biblioteca comunitária em distrito. A única escola da região onde o menino mora não tem uma biblioteca.

Publicado no CenárioMT

“Construir uma biblioteca comunitária onde todos possam ler e fazer pesquisas escolares”. Este é o sonho de Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, que mora no Distrito de Bonsucesso na cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele quer montar uma biblioteca para atender aos moradores e estudantes do distrito. O menino já conseguiu arrecadar mais de 1,6 mil livros desde que teve a iniciativa, no início deste ano.

Segundo Jefferson, a ideia de construir uma biblioteca na comunidade é para oferecer uma oportunidade de estudo e também aproximar os jovens da leitura, pois a única escola do distrito não possui biblioteca.

O adolescente cursa o 6º ano do ensino fundamental na Escola Maria Barbosa Martins. Em poucos meses de arrecadação já reúne livros didáticos, enciclopédias, atlas, gibis, dicionários e romances. “Aqui em casa já não cabe mais livros, as prateleiras que ganhei já estão lotadas. Além dos livros eu preciso de locais para armazená-los”, destacou o jovem.

Toda a família de Jefferson está empenhada na realização do sonho do garoto. A avó doou o terreno onde deve ser construída a biblioteca e a madrinha ajuda na arrecadação dos livros. “Eu quero fazer uma maquete de como será a biblioteca. Ela deve funcionar a tarde para que eu possa cuidar dela depois da aula”, comentou o menino.

A mãe do estudante, Janice Ferreira da Silva, disse que filho está determinado a construir a biblioteca e não mede esforços para arrecadar os livros. “Sempre ele divulga que está arrecadando livros e já chegou a ir buscar em casas de pessoas aqui na comunidade”, relatou.

Ainda segundo Janice, o filho precisa, além de livros, de uma bibliotecária para catalogar os exemplares, de materiais para a construção da biblioteca e também mais estantes para guardar os livros.

Jefferson diz que grande parte dos adolescentes da idade dele não gosta de ler. Ele acredita que com a construção da biblioteca a situação poderá mudar, além de auxiliar os alunos nos estudos e pesquisas escolares. Entre jogar futebol ou ler um livro o adolescente garante que escolhe a companhia de um livro.

Atualmente os livros que Jefferson arrecadou estão armazenados na casa dele. Frequentemente as pessoas e colegas de turma que precisam de livros vão até o local para fazer consultas.

Educador transforma geladeiras em bibliotecas para a população do DF

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Iniciativa foi criada pelo educador popular Lucas Rafael, morador do Guará há 16 anos

Iniciativa foi criada pelo educador popular Lucas Rafael, morador do Guará há 16 anos

Jéssica Nascimento, no UOL

O pequeno Nícolas Heero de três anos brincava na Praça da QE 17, localizada no Guará II, Distrito Federal. Ao ver uma geladeira pintada perto dos parquinhos ele logo correu para ver o que tinha dentro. Ao abrir, a grande surpresa. “Ué, mas não tem comida”, disse. O espanto não é apenas das crianças. Os adultos também se surpreendem ao verem dezenas de livros dentro do refrigerador que estampa a frase “Doe livro. Leia e devolva”.

São diversos exemplares dos mais variados temas. Há livro de quadrinhos, romance, língua estrangeira, crônicas, revistas e até apostilas para concurseiros. A iniciativa do projeto veio do educador popular Lucas Rafael, 30, morador do Guará há 16 anos.

“Me inspirei no açougue T-Bone que disponibiliza livros nas paradas de ônibus há alguns anos. Porém, quando chove ou venta demais, as obras ficam danificadas. Como já usava a geladeira em casa para guardar documentos, coloquei alguns exemplares e disponibilizei para a população na QE17. Fiquei surpreendido com o resultado. As pessoas estão sempre doando e as obras não ficam danificadas”.

O pai de Nícolas, Renê Elvis, 26, aprovou a iniciativa. Segundo ele, faltam projetos que ajudem a despertar o interesse pela educação. “Nunca imaginava que ali [geladeira] era praticamente uma biblioteca. Pensei que ela estava para doação ou outra coisa. O mais interessante é que os livros estão em bom estado e você pode levar para casa, devolver e até doar alguns. Isso mexe com a imaginação, principalmente das crianças”.

A estudante Maria Eduarda Diniz, 14, também se surpreendeu ao saber do projeto. Apaixonada por histórias em quadrinhos, ela já levou alguns exemplares para cada. Um deles é a revista ‘Histórias Encantadas’, da Disney. “Sempre gostei de ler. Entretanto, no Guará não há uma biblioteca pública e como livros são bem caros, não tinha como comprar. Agora, vou vir toda semana pegar algum gibi”, comemora.

Nícolas Heero, de 3 anos, lê livro da geladeira com seu pai Renê Elvis

Nícolas Heero, de 3 anos, lê livro da geladeira com seu pai Renê Elvis

O projeto de Lucas vem se estendendo com o tempo. Além do refrigerador na QE 17, há outra na QE 32. A iniciativa tem colaboração de um grupo de grafiteiros que utilizam a arte como forma de chamar a atenção dos moradores. “Sem as cores, as pessoas iriam achar que a geladeira está abandonada. Queremos despertar o prazer da leitura nas pessoas e mesmo sem ajuda do governo, vamos conseguir”, diz. A iniciativa também expandiu para a região de Samambaia que já conta com dois refrigeradores.

O educador acredita que apenas a educação consegue mover sonhos e esperança. Um exemplo disso é o livro que ele está lendo no momento e que foi pego na própria geladeira. “A obra conta a história de uma catadora de lixo que só tinha estudado até a 2ª série e, com a leitura, escreveu um diário e conseguiu publicá-lo em mais de 13 línguas. É inspirador’,diz.
Falta apoio

Todo o material necessário para a criação e manutenção do projeto sai do bolso de Lucas. Ele tenta no momento uma parceria com Secretaria de Cultura para disponibilizar livros de artistas locais. “A população nos ajuda bastante com doações. Mas queremos levar a geladeira para cada Praça do Distrito Federal. O que desejamos é refrescar ideias e ventilar novas construções de mundo e de personalidade.”

O taxista Francisco Lima, 59, sonha com uma geladeira perto de casa. Como não mora no Guará, ele não consegue ter acesso ao acervo diariamente. “Adoro ler crônicas e as obras que estão disponíveis são maravilhosas e de graça. Adoraria ter essa biblioteca próxima a mim. Como ainda não é possível, ajudo como posso. Sempre que consigo dar um pulo aqui [Guará] coloco alguns livros que guardava em casa.”

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