Vitrali Moema

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Biblioteca pública de Nova York publica livros nos stories do Instagram

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Biblioteca Pública em Nova York Imagem: Getty Images

Publicado no UOL

A biblioteca pública de Nova York, nos Estados Unidos, está usando a função “Stories” do Instagram para tornar os clássicos da literatura mais atrativos, especialmente, para as novas gerações. A ideia é transformar o aplicativos de fotografias em um leitor de e-books.

Com parceria com a agência de publicidade Mother, a biblioteca criou um serviço chamado “Insta Novels”, disponível desde a última quarta-feira (22) no perfil oficial da NYPL na rede social.

A tecnologia foi lançada com o livro “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll. A obra foi dividida em partes, que são publicadas diariamente pela conta do Instagram da biblioteca. As histórias consistem em uma curta animação, considerada a capa, seguida das páginas do romance.

Nos próximos meses, a Insta Novels adicionará outros dois clássicos: um conto de Charlotte Perkins Gilman, “The Yellow Wallpaper”; e a famosa obra de Franz Kafka, “A Metamorfose”.

Pesquisadores encontram livros envenenados em biblioteca universitária

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Parece O Nome da Rosa, mas não é: livros de biblioteca dinamarquesa possuem arsênio em suas capas (Foto: Flickr/Purple Heather)

 

Jakob Povl Holck e Kaare Lund Rasmussen, na Galileu

Alguns deve se lembrar do livro letal de Aristóteles que tem um papel importante na premissa da obraO Nome da Rosa, de Umberto Eco. Envenenado por um monge beniditino louco, o livro dá início ao caos no monastério italiano do século 14, matando todos os leitores que lambem seus dedos antes de virar as páginas tóxicas. Algo do tipo poderia acontecer na realidade?

Nossa pesquisa indica que sim: descobrimos que três livros raros da coleção da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca contêm grandes concentrações de arsênico em suas capas. Os livros são de vários assuntos históricos e foram publicados entre os séculos 16 e 17.

As características venenosas dos livros foram detectadas por meio de análises de raios-x fluorescente. Essa tecnologia demonstra o espectro químico de um material ao analisar a radiação “secundária” emitida por ele durante uma grande concentração de energia e é bastante utilizada em campos como os da arqueologia e da arte para investigar os elementos químicos de louças e pinturas, por exemplo.

Um dos livros venenosos (Foto: Universidade do Sul da Dinamarca)

Brilho verde

Levamos esses livros raros para os raios-x porque a biblioteca já tinha descoberto que fragmentos de manuscritos medievais, como cópias da lei romana e da lei canônica, foram utilizados para desenvolver suas capas. É bem documentado que encadernadores dos séculos 16 e 17 costumavam reciclar pergaminhos antigos.

Tentamos identificar os textos usados em latim, ou pelo menos tentar ler parte desses conteúdos. Mas então descobrimos que os textos em latim nas capas dos três volumes eram difíceis de ler por conta de uma camada grossa de tinta verde que escondia as letras antigas. Então os levamos para o laboratório: a ideia era atravessar a camada de tinta usando raios-x fluorescentes e focando nos elementos químicos da tinta que estava por baixo dela, como o ferro e o cálcio, na esperança de que as letras ficassem mais legíveis para os pesquisadores da universidade.

A nossa análise, no entanto, revelou que o pigmento verde da camada era de arsênio. Esse elemento químico está entre as substâncias mais tóxicas do mundo e a exposição a ele pode causar vários sintomas de envenenamento, o desenvolvimento de câncer e até morte.

O arsênio é um metalóide que, na natureza, geralmente é combinado com outros elementos como carbono e hidrogênio. Esse é conhecido como arsênico orgânico. Já o arsênio inorgânico, que pode ocorrer em formas puramente metálicas e em outros compostos, tem variáveis mais perigosas e que não diminuem com o passar do tempo. Dependendo no tipo e duração de exposição, os sintomas do arsênio podem incluir irritação no estômago, no intestino, náusea, diarreia, mudanças na pele e irritação dos pulmões.

Acredita-se que o pigmento verde que contém arsênio seja do tom “verde Paris”, que contém acetoarsênio de cobre. Essa cor também é conhecida como “verde esmeralda” por conta de seus tons verdes deslumbrantes parecidos com o da pedra rara. O pigmento — um pó cristalino — é fácil de fazer e já foi utilizado com vários propósitos, principalmente no século 19. O tamanho dos grãos do pós influenciam o tom das cores, como pode ser visto em tintas a óleo. Grãos maiores produzem um verde mais escuro, enquanto os menores produzem um verde mais claro. O pigmento é conhecido principalmente por sua intensidade de cor e resistência a desaparecer.

Tom conhecido como verde Paris (Foto: Wikimedia/Chris goulet )

Pigmento do passado

A produção industrial do verde Paris começou no início do século 19 na Europa. Pintores impressionistas e pós-impressionistas usavam diferentes versões do pigmento para criar suas vívidas obras de arte. Isso significa que muitas peças de museu hoje contêm o veneno. Em seu auge, todos os tipos de materiais, até capas de livros e roupas, podiam receber uma camada do verde Paris por razões estéticas. O contato contínuo com a substância, é claro, levava a pele dos envolvidos a desenvolver alguns dos sintomas de exposição abordados acima.

Mas na segunda metade do século 19, os efeitos tóxicos da substância eram mais conhecidos, e as variáveis de arsênio pararam de ser utilizadas como pigmentos e passaram a ser usadas mais em pesticidas em plantações. Outros pigmentos foram encontrados para substituir o verde Paris em pinturas e na indústria têxtil. No meio do século 20, o uso da substância em fazendas também foi diminuindo.

No caso dos nossos livros, o pigmento não foi utilizado por motivos estéticos. Uma explicação plausível para a aplicação — possivelmente no século 19 — da substância em livros velhos é para protegê-los de insetos e vermes. Em algumas circunstâncias, compostos de arsênio podem ser transformados em um tipo de gás venenoso com cheio de alho. Há histórias sombrias de papeis de parede vitorianos verdes acabando com a vida de crianças em seus quartos.

Agora, a biblioteca guarda nossos três volumes venenosos em caixas separadas em cabines ventiladas. Também planejamos em digitalizá-los para minimizar o contato físico. Ninguém espera que um livro contenha uma substância venenosa, mas isso pode acontecer.

*Jakob Povl Holck é pesquisador da Universidade do Sul da Dinamarca e Kaare Lund Rasmussen é professor de química e farmacêutica na mesma instituição. O texto original foi publicado em inglês no site The Conversation.

Grande coleção de obras de James Joyce é doada a biblioteca de NY

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Entre as 350 peças está um fragmento do manuscruto de ‘Ulisses’, seu romance mais célebre

Publicado em O Globo

RIO — Uma das maiores coleções privadas de obras do escritor irlandês James Joyce será doada à Morgan Library, uma biblioteca e museu de Manhattan, por um galerista nova-iorquino de origem britânica, segundo informou

A coleção compreende cerca de 350 peças, entre as quais se encontram um exemplar do primeiro livro publicado por James Joyce, “The holy office”, um poema satírico de 1904, do qual se acredita haver menos de 100 cópias.

Também contém um fragmento do manuscrito de “Ulisses”, seu romance mais célebre, considerado por muitos críticos como a obra inglesa mais importante do século XX.

A coleção foi formada desde meados da década de 1990 pelo galerista Sean Kelly e sua esposa Mary.

Para o diretor da Morgan Library & Museum, Colin Bailey, a doação “transforma instantaneamente a Morgan em um grande centro de pesquisa acadêmica dedicado à vida e obra do autor”, explicou a biblioteca nesta sexta-feira em um comunicado.

O museu pretende organizar uma exposição consagrada a James Joyce em 2022, ano do centenário da publicação de “Ulisses”.

Além do James Joyce Centre, situado em Dublin em um casarão do século XVIII, existem outras coleções dedicadas ao escritor e poeta nascido em 1882 e morto em 1941.

A da universidade pública de Buffalo, no estado de Nova York, possui centenas de objetos e documentos que pertenceram a Joyce, e é considerada por muitos como a mais importante do mundo.

A Morgan Library é a antiga biblioteca particular do célebre banqueiro americano John Pierpont “J.P.” Morgan, personagem central do mundo das finanças no começo do século XX.

Após sua morte, seu filho abriu a biblioteca ao público. Depois se transformou em um museu com foco em literatura.

Lixeiros turcos montam biblioteca com livros encontrados no lixo

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Lixeiros turcos mostram livros que seriam jogados fora e hoje estão em biblioteca

Publicado no UOL

Coletores de lixo, de Ancara, capital da Turquia, abriram uma biblioteca pública somente com livros que foram jogados fora.

A biblioteca foi montada no distrito de Çankaya quando os coletores passaram a guardar os livros que encontravam no lixo.

Durante meses, conforme os trabalhadores iam recolhendo os livros abandonados com o objetivo de montar a biblioteca, moradores ficaram sabendo do projeto e passaram a fazer doações.

A ideia inicial era que somente funcionários da empresa de coleta de lixo e seus familiares pudessem usar os livros. No entanto, a coleção aumentou e a biblioteca abriu ao público em geral em setembro do ano passado, com o apoio da Prefeitura da cidade.

“De um lado, existiam aqueles que abandonavam os livros nas ruas. De outro, havia pessoas que estavam procurando esses livros”, disse o prefeito de Çankaya, Alper Tasdelen, à CNN.

A biblioteca já conta com mais de 6.000 livros de todos os gêneros. O local também abriga uma seção de quadrinhos e de pesquisas científicas. Além disso, há a disponibilidade e livros em inglês e francês.

O prédio onde fica a biblioteca era uma antiga fábrica de tijolos, com longos corredores.

Os clientes podem pegar os livros por até duas semanas. Além da biblioteca, escolas, programas educacionais e até prisões estão recebendo os livros que iriam para o lixo. (Com agências internacionais)

Biblioteca em formato de olho gigante impressiona chineses

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O edifício é um dos cinco edifícios encomendados pelo Instituto de Planejamento e Design Urbano de Tianjin para formar um novo centro cultural para a cidade

Mariana Conte, na Casa Claudia

Em Tianjin, na China, uma biblioteca pública que parece um grande olho vem conquistando a população. O projeto tem assinatura do escritório holandês MVRDV e a forma ocular do átrio pode ser observada de fora do edifício, através da fachada de vidro. As paredes em ondas são encapadas por prateleiras repletas de livros do chão ao teto. No centro, um auditório esférico incandescente forma a pupila.

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As linhas curvas criam espécies de arquibancadas em que os visitantes podem se sentar e ler e observar outras pessoas fazendo o mesmo. Winy Maas, co-fundador da MVRDV, descreveu o projeto como “uma espécie de caverna, uma estante de livros contínua”.

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“Nós criamos um espaço público bonito por dentro. Ser uma espécie de sala de estar urbana é o centro desse projeto”, disse ele ao Dezeen. “As estantes de livros são ótimos espaços para se sentar e, ao mesmo tempo, permitem o acesso aos andares superiores. Os ângulos e as curvas destinam-se a estimular diferentes usos do espaço, tais como a leitura, caminhada, reuniões e debates. Juntos eles formam o “olho” do prédio: para ver e ser visto”, explicou.

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O MVRDV revelou pela primeira vez seus projetos para a Biblioteca Pública de Tianjin em junho de 2016, quando a construção já estava bem encaminhada. É um dos cinco edifícios encomendados pelo Instituto de Planejamento e Design Urbano de Tianjin para formar um novo centro cultural para o distrito de Binhai, na cidade costeira.

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O edifício de 33.700 metros quadrados foi o projeto com conclusão mais rápida do MVRDV até o momento. Foram apenas três anos entre o primeiro esboço e a cerimônia de abertura. Essa agilidade toda causou algumas dores de cabeça em relação ao design. As prateleiras mais altas, por exemplo, são atualmente inacessíveis. Ali, os livros são na verdade uma projeção de imagens. Esses espaços são limpos usando um sistema de andaimes móveis e cordas.

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Áreas de leitura para crianças e idosos estão localizadas no piso térreo, outras salas de leitura se espalham pelo primeiro e segundo andares. Os pavimentos superiores contêm salas de reuniões, escritórios, salas de informática e dois terraços. Salas subterrâneas abrigam um grande arquivo e fornecem armazenamento extra de livros.

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