Orgulho & Preconceito

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Um livro foi devolvido a uma biblioteca, 67 anos depois da data limite de entrega

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Na Nova Zelândia, uma mulher atrasou-se 67 anos a devolver um livro à biblioteca. A multa atingiu os 24.000 dólares, mas foi perdoada. “Eu queria devolver o livro há anos”.

Publicado no Observador

Uma mulher neozelandesa devolveu um livro à biblioteca local 67 anos depois da data limite de entrega. O livro”Myths and Legends of Maoriland“, de AAW Reed, foi requisitado por uma menina em 1948 e nunca mais foi visto até que, esta quinta-feira, Zoe Cornelius, uma bibliotecária de Auckland, recebeu o livro de volta.

A ficha de empréstimo do livro Twitter

A ficha de empréstimo do livro
Twitter

 

A mulher que entregava o livro perguntou quanto devia pelos 24.065 dias de atraso. Zoe respondeu-lhe que devia 24 mil dólares australianos.

Ela disse-me que leu o livro imensas vezes e que este lhe deu grandes momentos de prazer, ao longo das décadas em que o tinha tido, o que me fez bastante feliz”, afirmou Zoe. A mulher também lhe disse que quis devolver o livro durante anos.

A bibliotecária afirmou que não foi aplicada nenhuma multa à mulher, já que tinha requisitado o livro ainda em criança e que não eram aplicadas multas monetárias a crianças, na biblioteca.

O exemplar de “Myths and Legends of Maoriland”, um livro bastante popular quando foi editado pela primeira vez, deverá ir para a secção de livros especiais da biblioteca. O nome da mulher que devolveu o livro não foi revelado.

Quando Zoe perguntou o porquê de devolver o livro passados tantos anos, a mulher terá respondido que vivia fora de Auckland e que tinha aproveitado o facto de ir visitar familiares para o devolver.

Ex-aluno devolve livro para biblioteca de universidade depois de 49 anos

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Livro foi devolvido com pedido de desculpas. (Foto: Divulgação/Universidade de Dayton)

Livro foi devolvido com pedido de desculpas. (Foto: Divulgação/Universidade de Dayton)

 

Ele abandonou graduação para servir na Guerra do Vietnã.
Livro e material que tinha no campus ficou esquecido na casa dos pais.

Publicado no G1

Um ex-estudante da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, devolveu um livro que tinha havia emprestado há 49 anos na biblioteca da instituição. James Phillips enviou o livro juntamente com um pedido de desculpas e suas justificativas.

O livro “History of the Crusades” ficou esquecido na casa dos pais de Phillips juntamente com outros materiais que ele mantinha no dormitório da universidade.

Segundo o relato, os itens foram recolhidos por alguém que o ajudou após ter sido convocado para servir na Marinha dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. A caixa com o material só foi descoberta após a morte dos pais.

Á época, os estudantes tinham a permissão de ficar com os livros emprestados por 14 dias. A estimativa da universidade é que, caso fosse obrigado a pagar a multa que foi perdoada, ele teria que desembolsar US$ 350,00.

Adolescente improvisa biblioteca na laje de casa para incentivar leitura em BH

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Iniciativa surgiu para que as crianças do bairro Jardim Vitória tenham acesso à literatura

Publicado no R7

 No local, as crianças leem e também ouvem algumas histórias Record Minas

No local, as crianças leem e também ouvem algumas histórias Record Minas

Uma adolescente de 13 anos improvisou uma biblioteca dentro de casa para emprestar livros para os vizinhos em Belo Horizonte. Larissa Batista monta a estrutura todos os finais de semana na laje da casa onde mora no bairro Jardim Vitória, na região nordeste da capital.

— Melhor do que ficar vendo televisão, melhor deixar as pessoas entrarem no mundo da leitura.

Larissa também conta com a ajuda da amiga Ana Luíza Mendes. Juntas, elas organizam o ambiente que, além da estante de livros, também tem cadeiras e tapetes no chão para que as pessoas possam se sentar e ler.

— Toda vez, quando eles pegam os livros, a gente pede para eles se sentarem e todo mundo fica em silêncio. As vezes, a Larissa também lê os livros para as crianças.

A ideia da biblioteca, frequentada principalmente por crianças, surgiu há seis meses com 50 livros da própria Larissa. Mas, hoje, ela já conta com mais de 400 exemplares de vários autores.

— Quando minha mãe ganhou uma caixa de livros eu iria doar para o meu primo Pedro. Mas, aí eu tive uma ideia e falei: “Ah mãe vamos fazer uma biblioteca comunitária para ajudar as pessoas porque tem várias crianças que as mães não incentivam e a ler”.

Atualmente, há livros para crianças, jovens e adultos e, além da leitura na própria biblioteca, as pessoas da comunidade podem levar para a casa mediante a realização de uma ficha com dados dos leitores. Além disso, os livros também são catalogados.

Arquivo pessoal de García Marquéz será disponibilizado na internet

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Universidade do Texas vai digitalizar 24 mil páginas de documentos, fotos e anotações do escritor

Publicado no Universia Brasil

Você conhece Gabriel García Márquez? O escritor colombiano, que faleceu em 2014 aos 87 anos de idade, é considerado um dos autores mais importantes do século XX tendo, inclusive, recebido o prêmio Nobel de Literatura, no ano de 1982, pela relevância de sua obra. Entre seus livros mais famosos estão Cem Anos de Solidão e o Amor nos Tempos da Cólera.

A boa notícia é que a Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos, anunciou que irá digitalizar todo o arquivo pessoal do escritor para, em seguida, disponibilizá-lo gratuitamente ao público. Os trabalhos devem começar em junho deste ano e terão duração total de 18 meses.

O projeto “Compartilhando Gabo com o mundo” – Gabo era o apelido de García Márquez – teve início quando a universidade comprou da família do escritor parte de seu acervo pessoal, por U$ 2,2 milhões, em novembro de 2014. Ao todo, serão digitalizadas 24 mil páginas de manuscritos, fotografias, anotações, entre outros materiais.

O projeto só se tornou viável graças a uma doação da Council on Library and Information Resources, uma organização sem fins lucrativos focada em pesquisa e educação. Atualmente, uma pequena parte do arquivo já está disponível para consulta no site do Harry Ransom Center, biblioteca e centro de pesquisa da Universidade do Texas. Para acessar os documentos, clique aqui.

Bibliotecas municipais do Rio de Janeiro estão abandonadas, diz sindicato

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Acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto

Acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto

 

Publicado no Aqui Acontece

Apesar de a prefeitura do Rio de Janeiro ter assumido parte dos custos das bibliotecas parque da cidade até o fim de 2016, projeto do governo do estado, os equipamentos de responsabilidade do Poder Executivo municipal estão abandonados. A denúncia é do Sindicato dos Bibliotecários do Estado do Rio de Janeiro (Sindib-RJ).

Segundo a presidenta da entidade, Luciana Manta, a prefeitura sucateou o sistema de bibliotecas e transferiu os equipamentos da Secretaria de Cultura para a de Educação, além de extinguir outras.

“Caso da Biblioteca de Santa Teresa, que foi extinta de fato, mas que só não fechou as portas pela insistência da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) e pelo apoio do Sindib-RJ no movimento criado na época. Hoje, a biblioteca funciona sem verba, sucateada e sem segurança, já que não existe por ter sido extinta”.

A Secretaria Municipal de Cultura foi procurada pela Agência Brasil, mas não respondeu às ligações. No site da pasta, há uma lista de 12 bibliotecas populares do município, sendo que uma, na Gamboa, consta como fechada para obras.

A de Santa Teresa aparece na lista. A reportagem esteve no local e verificou que o lugar é pequeno, com cerca de 20 cadeiras e cinco estantes de livros, e exala forte cheiro de mofo.

O acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto. A atendente informou que o local é frequentado por estudantes e moradores da área, mas que, no período de férias escolares, quando estivemos no local, não tem muita gente.

Na Biblioteca Popular Abgar Renault, localizada no interior do prédio da Prefeitura, na Cidade Nova, o acervo tem cerca de 10 mil livros e apenas uma mesa com quatro cadeiras. O local é acessado principalmente pelos funcionários da prefeitura.

Concurso e terceirização

De acordo com a presidenta da Sindib-RJ, há décadas estado e município não abrem concurso para bibliotecários. “São quase duas décadas sem concurso público para bibliotecários no âmbito da Secretaria de Educação. O Estado não abre concurso para a Secretaria de Cultura há mais de 25 anos, sem falar na pasta da Educação, que nunca fez concurso. Os bibliotecários lotados na secretaria foram do concurso para Fundação de Apoio a Educação Pública [FAEP] e, com a extinção do órgão, acabaram vinculados à SEE-RJ”.

Para Luciana, a intenção é terceirizar os serviços, como ocorre com as bibliotecas parque do estado, cuja administração é feita pela Organização Social (OS) Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). “O IDG não cumpre a lei que institui os pisos no estado e que deveria ser seguida em todos os editais para contratação de empresa prestadora de serviço. Ela aplica-se também à administração indireta, inclusive às organizações sociais contratadas pelo Poder Público. Encaminhamos ofício ao IDG, mas ainda não obtivemos resposta. O caminho será a justiça.”

Integrante do Movimento Abre Biblioteca Rio, o bibliotecário Chico de Paula questiona o modelo de gestão via OS para as bibliotecas parque. “Como o estado do Rio de Janeiro não realiza concurso para bibliotecário há cerca de 30 anos, acaba contratando uma organização social. Não vou entrar no mérito, mas o fato é que terceirizado é precário. Tanto que o governo pode não repassar a verba e, da noite para o dia, despedir todo mundo, como corremos o risco agora”.

Segundo ele, a terceirização só é permitida para atividades meio. “A terceirização nas bibliotecas parque é uma piorada. Pela legislação, somente as atividades meio é que podem ser terceirizadas. Poderia a segurança e o pessoal de limpeza, nunca os bibliotecários, jornalistas e historiadores. Mas como é contratação por uma organização social, ela terceiriza até a atividade fim.”

O IDG foi procurado e informou que apenas a Secretaria de Estado de Cultura pode se pronunciar sobre o assunto. A superintendente da Leitura e do Conhecimento da secretaria, Vera Schroeder, explicou que os profissionais que trabalham nas bibliotecas parque não são concursados justamente porque são contratados via OS.

“ Se você for estudar esse modelo de gestão via OS, pode ter crítica, achá-lo ele insuficiente ou não tão bom, mas um contrato de gestão não é um contrato de terceirização de um serviço. Muito pelo contrário, esse modelo já existe no Brasil há algum tempo. A acusação de não ter concurso para trabalhar nas bibliotecas parque é totalmente incorreta. O que deveria ser cobrado é um concurso dentro do próprio estado para contratar museólogos, bibliotecários e produtores culturais. Aí eu concordaria”, afirmou a superintendente.

Conforme Vera, o país também não consegue formar profissionais de biblioteconomia em número suficiente para suprir a demanda dos espaços de leitura do Brasil, o que acaba levando pessoas com outras formações a gerirem algumas bibliotecas, prática proibida por lei.

por Agência Brasil

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