Vitrali Moema

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Conheça a Editora Mínimas

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A ideia é fazer o mínimo com o máximo de criatividade. Conheça a Editora Mínimas

Isabela Mena, no Projeto Draft

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Maria e Ivan, os fundadores de Mínimas (foto: Giselle Galvão)

O bigode de Paulo Leminski passeia por dezenas de pessoas ao som do poema Contranarciso na voz de Arnaldo Antunes. Veem-se referências, transpostas para cenas do cotidiano, da obra do escritor curitibano. A ocasião é o lançamento de Toda Poesia, livro que reúne mais de 600 de seus poemas. Não é um comercial, não é um teaser de filme (embora às vezes pareça), não é um resumo do livro. O nome destes pequenos pedaços de obra de arte é booktrailer, um formato de vídeo na internet que, nas mãos do designer Iván Larraguibel, 44, e da jornalista Maria Lutterbach, 32, da editora Mínimas, passou a ter um novo sentido. Maria fala do que considera essencial no seu trabalho:

“Investimos em um estilo narrativo para booktrailers que ainda não vinha sendo explorado no Brasil. Encaramos cada peça como um curta que traduz a atmosfera do livro em imagens e sonoridades. Mas sem entregar a história”

Segundo a jornalista, o que vinha sendo chamado de booktrailer eram muitas vezes vídeos em que o próprio autor lia um trecho da obra a ser lançada. Feitos na maioria das vezes pela editora da publicação, não se prendiam tanto a um roteiro, narrativa ou intervenções externas – aqui, outra inovação da Mínimas: a participação de artistas reconhecidos, fazendo uma intersecção de áreas. Por exemplo, em um outro lançamento de Paulo Leminski (Vida), é Gregorio Duvivier quem vemos na tela. Há também booktrailers narrados pelo ator Paulo César Pereio (livro de Joca Terron) e pelos músicos Karina Buhr (Paulo Mendes Campos) e Rodrigo Amarante (Vinicius de Moraes), entre outros.

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Cena do booktrailer de Toda Poesia, livro de Leminski, no qual o bigode do escritor sempre esteve em cena.

A ideia para o formato dos booktrailers da Mínimas não veio de fora, embora tudo tenha se iniciado em Barcelona – a começar da própria editora, criada por Iván em 2006. Voltada apenas para a produção publicações de pequenas tiragens (outra de suas vertentes, que continua firme), a Mínimas talvez até fosse fechar as portas quando Maria entrou na história, em 2012. Ela estava finalizando um mestrado de edição de livros na UAB (Universitat Autònoma de Barcelona) e, por sugestão de seu coordenador, foi conversar com Iván – seu projeto final, a criação de uma editora artesanal, e a produção do livro Bonecas (de Duda Fonseca e Ana Vilar), dialogava com o trabalho dele, ex-aluno do mesmo mestrado.

Deste encontro surgiram grandes conexões e mudanças: Iván e Maria hoje são casados; trouxeram a Mínimas em sociedade para São Paulo em 2012 e um vídeo promocional para o Bonecas deu origem, quase sem querer, aos tais booktrailers – comercialmente, o ponto forte da editora hoje. Tendo entre seus clientes a Companhia das Letras e a editora Rocco, eles faturaram 120 mil reais em 2013 e 103 mil no ano passado.

Os números parecem grandes, mas muito do que é ganho é reinvestido na produção de novos materiais. Fora isso, eles contam que levou um tempo para convencer as editoras de livros, que geralmente têm uma postura de mercado mais conservadora, de que o booktrailer é uma ferramenta eficaz de venda. “A gente acredita que, com o tempo, nosso trabalho vá ser mais valorizado financeiramente porque ainda está rolando um processo de mensuração desses ganhos da publicidade on-line”, afirma Maria.

Uma dica de que eles estão no caminho certo foi a equiparação, em um dado momento, do número de visualizações do vídeo de Toda Poesia, do Leminski, com o número de unidades vendidas do livro. Ficaram exatamente iguais: 50 mil.

NO CHILE, PERO NO MUCHO
Para este ano, Iván e Maria se propuseram um novo desafio: levar a Mínimas para o Chile (eles acabam de se mudar para Santiago) sem, contudo, abrir mão da cidadania (e clientela) brasileira. Maria diz que a editora é um estúdio de criação portátil. “Temos livros e vídeos realizados em inglês, português e espanhol e isso expressa a mobilidade que queremos viver, tanto como pessoas e criadores, quanto como empreendedores”, diz ela.

A escolha do país não foi aleatória: Iván é chileno, embora seja a primeira vez que mora em seu próprio país. Seus pais deixaram o Chile na década de 70, por causa da ditadura de Pinochet, e ele morou grande parte da vida na Venezuela e passou pelo menos 10 anos na Espanha. Mas, desde a abertura democrática, passou a fazer visitas periódicas à terra natal (há familiares morando lá) e tem como cliente, já há alguns anos, a Ekaré Sur, editora infantojuvenil chilena.

Do seu lado, foi a Ekaré quem segurou as pontas no primeiro ano da Mínimas no Brasil, já que Iván prestava serviços de designer para a editora. Já Maria ainda trabalhava como jornalista, editando um site. Durante cerca de dez meses, a Mínimas foi levada como projeto paralelo do casal. “Chegou um momento em que tínhamos umas cinco encomendas de booktrailers para os meses seguintes e eu falei, ah, vamos assumir isso e arriscar”, conta Maria. Ela pediu demissão e a Ekaré passou a ser um cliente conjunto, da Mínimas.

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Laerte e Rita Lee em cena do booktrailer da Mínimas para o lançamento de Storynhas.

Como eles nunca fizeram um business plan nem algo do tipo, durante a entrevista os dois precisam fazer uma pequena retrospectiva para determinar o ponto de partida do negócio: pensam e escolhem o momento em que Maria chegou ao Brasil (ela veio alguns meses antes de Iván), em junho de 2012, quando começou a fazer um levantamento de gráficas para lançar o Bonecas. Os gastos com a impressão do livro, com o booktrailer (na época ainda chamado de vídeo de divulgação) e com as viagens de São Paulo, onde moravam, para Belo Horizonte (cidade natal da jornalista, dos autores do livro e local do lançamento), somaram 15 mil reais e são considerados o investimento inicial da nova fase da Mínimas.

A repercussão do vídeo de Bonecas trouxe a certeza de que o formato funcionava também como um produto editorial. Eles bateram na porta do marketing da Companhia das Letras e saíram de lá com seu primeiro job, o booktrailer de Toda Poesia. Uma característica comum a esses dois trabalhos – o uso de objetos feitos manualmente (máscaras, no primeiro, e bigode, no segundo) – acabou definindo mais uma particularidade dos filmes da Mínimas, como Maria aponta:

“Nossa produção quase sempre combina processos artesanais a digitais. Seja nos livros ou nos vídeos, ali vai ter algo feito a mão e isso acabou virando uma marca nossa”

Ainda assim, eles explicam que o formato é aberto e que cada trabalho é uma experimentação. O booktrailer que fizeram para o livro Storynhas, parceria de Rita Lee e Laerte, foge de qualquer enquadramento anterior. Tem mais de três minutos (contra o 1,5 minuto de média dos demais) e apenas mostra as duas, sentadas em uma poltrona, dialogando sobre o livro. O que, no caso (delas), é mais do que o suficiente.

Iván acredita ser um ótimo momento para trabalhar com booktrailer. “Acho interessante ninguém ainda saber como é e podermos, por isso, explorar um monte de narrativas, planos, tipos de acabamento”, diz ele.

Os booktrailers não são o primeiro trabalho de Iván com vídeo. Em Barcelona, ele fez uma trilogia de curtas, chamada Inside Car, sobre pequenos dramas passados dentro de carros. O último filme está em fase final de produção e será lançado em Santiago, São Paulo e Barcelona, nesta ordem. Por isso, na Mínimas, ele costuma fazer a direção e a filmagem dos vídeos enquanto Maria se ocupa da produção e do roteiro (ela chegou a fazer um curso antes mesmo de trabalhar com jornalismo). Mas não são papéis fixos, já que no booktrailer de um livro de Clarice Lispector (As Palavras), ela assina direção e roteiro.

No catálogo de impressos da Mínimas, além do primogênito Bonecas, estão publicações em espanhol como Hecho Y Dicho e Reglas de Caballería, este uma novela erótica ilustrada por Iván e encadernada à mão. Em 2013 e 14 ele participaram de feiras como a Tijuana e a Plana e pretendem vir este ano também. Mesmo vivendo no Chile, eles mantêm a sede da Mínimas nos dois países. No fim do ano, esperam participar da Furia del Libro, feira indepedente chilena. Além dos booktrailers, também estão trabalhando no primeiro aplicativo da Mínimas, criado a partir da obra de um poeta contemporâneo brasileiro. Vem coisa boa por aí.

A Mínimas segue sua jornada peculiar dentro do amplo universo do conteúdo editorial aproveitando-se do que há de mais bacana em criar algo novo: não há diretrizes para o produto, já que ele ainda está em construção. E isso é o máximo.
***Gostou? Leia mais histórias de Negócios Criativos aqui***

DRAFT CARD

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  • Projeto:
    Editora Mínimas
  • O que faz:
    Booktrailers e livros em tiragem reduzida
  • Sócio(s):
    Iván Larraguibel e Maria Lutterbach
  • Funcionários:
    2 (os sócios)
  • Sede:
    São Paulo e Santiago (Chile)
  • Início das atividades:
    junho de 2012
  • Investimento inicial:
    R$ 15.000
  • Faturamento:
    R$ 103.000 (em 2014)
  • Contato:
    maria@editoraminimas.com e ivan@editoraminimas.com

“Sombra e Ossos” – 60 resenhas

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Foto: Blog Mariana Everyday

Foto: Blog Mariana Everyday

Felipe Castilho, especial para o Livros e Pessoas

Entre todas as principais sagas do momento, poucas são originais como a Trilogia Grisha, de Leigh Bardugo – aclamada escritora israelense radicada nos Estados Unidos.

A Editora Gutenberg já publicou os dois primeiros livros da saga, Sombra & Ossos e Sol & Tormenta. A conclusão da trilogia, Ruína & Ascensão, chega às livrarias em fevereiro. A trama se inicia com Alina Starkov, que é uma cartógrafa a serviço dos Grishas, divisão especial do exército de Ravka – país que é uma espécie de Rússia pós-apocalíptica. Os Grishas são manipuladores de forças da natureza ou portadores de dons especiais, e são liderados pelo Darkling, braço direito do Rei e o único capaz de manipular sombras.

Alina, até então uma garota comum, passa a manifestar o poder de conjurar a luz do Sol, o que chama a atenção do Darkling pelo poder antagônico aos seus, fator que desencadeia um romance proibido entre a garota e o líder dos Grishas. Isso causa atrito com o melhor amigo de Alina, Malyen Oretsev, que não gosta do rumo que as coisas estão tomando – e que no final das contas, também parece nutrir algum sentimento pela Conjuradora do Sol, a nova arma de Ravka na guerra contra a Dobra das Sombras.

Conhecida pelas incessantes reviravoltas em suas histórias, Bardugo dá sequência à série com piratas em barcos alados, artefatos místicos que podem mudar o rumo da guerra e líderes religiosos fanáticos e uma incessante disputa pelo trono de Ravka, circundada por luz e trevas – agora embalada por Hollywood, já que o filme de Sombra & Ossos está em pré-produção pelas mãos de David Heyman, que assinou blockbusters como Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.

Links

Slideshow

 SombraeOssos

Clique na imagem para assistir.

Resenhas

“O livro não é só bom, ele é fantástico” [Livros e Citações]

“Fãs de fantasia estão proibidos de perder essa leitura!” [Brincando com Livros]

“Bardugo criou um universo rico e com personagens superenvolventes” [Memories of the Angel]

“Desde Vampire Academy eu não via um livro com uma mitologia tão original” [Nem Um Pouco Épico]

“Me senti em um jogo de RPG”[Pausa para um Café]

“Estou subindo pelas paredes LOUCA pelo próximo volume da trilogia” [Quatro Amigas e um livro viajante]

“Leigh Bargudo ganhou meu coração e me fez surtar com o final!” [Garota It]

“Não quero revelar muito da história porque imploro, de joelhos, pra que vocês corram ler esse livro!” [Juliana Dolinski]

“Você precisa ler esse livro” [Apenas um trecho]

“Simplesmente me apaixonei por esse livro” [Mariana Everyday]

“Um dos melhores livros de fantasia que já li” [BurnBook]

“Uma aventura sem igual” [Calibre Cultural]

“Leiam e se surpreendam!” [Cultivando a Leitura]

“Meu coraçãozinho disparou em certos momentos” [Depois que eu mudei]

“Corra para uma livraria mais próxima, e leia!” [Entrando numa fria]

“É o tipo de livro que prende do início ao fim” [Feed Your Head]

“Uma trama envolvente, original e criativa” [House of Chick]

“Uma das melhores leituras que fiz no ano” [It Cultura]

“Quase fiquei sem respirar enquanto lia” [Minha Mini Biblioteca]

“Quando a gente começa a ler, não quer mais largar” [Mon Petit Poison]

“A Gutenberg está de parabéns!” [Lendo e Escrevendo]

“Uma fantasia altamente viciante” [My Book Lit]

“Uma leitura instigante” [Dear Book]

“A narrativa é incrivelmente sensorial e… visível” [Nem Te Conto]

“Alina é uma protagonista envolvente” [O Livreiro]

“Esse livro tirou o meu fôlego diversas vezes” [Pausa para um Livro]

“Estava carente de autores que conseguissem criar algo novo, complexo e surpreendente” [Perdido em Palavras]

“Fantasia em sua melhor forma” [Poderosas e Girlies]

“Envolvente e cativante, entrou para a minha lista de favoritos”  [Por essas Páginas]

“Nunca havia lido nenhum livro de fantasia assim e gostei bastante” [Psychobooks]

“Me pegou de surpresa com um enredo rico em detalhes e personagens cativantes” [Um Leitor a Mais]

“Quando menos se espera, já está mergulhando de ponta cabeça em um mundo onde as aparências enganam” [Um Reino Muito Distante]

“É difícil acreditar que este é o livro de estreia da autora, ela é uma legítima contadora de histórias” [Viagem Literária]

“Completo, cheio de reviravoltas e de personagens bem construídos” [Viajando na Estante]

“Bardugo te surpreende completamente ao mudar o ponto de vista da história” [Who’s Thanny?]

“Me vi vidrada na história desde o início” [Blog da Vecchi]

“Não larguei o livro até ler a última página” [Versos Não Ditos]

“Um livro que você devora” [Ensaio de Monomania] [Sacudindo as Palavras]

“A história me prendeu e apaixonou do início até o final” [Distrações Literárias]

“Trama que faz o coração bater mais forte a cada página” [Moonlight Books]

“Digno de adaptação cinematográfica” [De Cara nas Letras]

“Não é preciso muitas palavras para descrever esse livro, uma é mais que suficiente: maravilhoso” [Dicas da Semana]

“O livro joga várias perguntas e mistérios para o leitor, mas responde todas” [O Espaço Entre]

“Ele tem tudo que eu amo em um livro!” [Sonhos Infinitos]

“Gostei do modo de criação dessa sociedade, quase que separada em castas, numa Rússia alternativa.” [Apenas uma História]

“Aliás, o que foi aquele final? FANTÁSTICO!!” [Irreparável]

“Me deixou de queixo caído” [Cidade das Cerejas]

“Há reviravoltas, mistério, jogo de poder, sedução… ” [Retalhos Assimétricos]

“Se você gosta de fantasia esse livro é para você” [Eu Leio, Eu Conto]

“O livro está na prateleira de honra, a prateleira reservada para a nata” [Insônia, You’re Doing it Wrong]

“A autora criou uma trama singular e optou por produzir artifícios narrativos geniais” [Infoescola]

“Achei legal como Bardugo não subestima a inteligência dos leitores” [Sobre Mim e Meu Mundo]

“Simplesmente apaixonante, e não posso mais esperar pelos próximos volumes” [Meu Mundo]

“A autora criou um mundo místico e fantasioso incrível!” [Face dos Livros]


Mensagem da Leigh Bardugo para os blogueiros brasileiros. 🙂

Vídeos

“Esse livro me fez surtar!” [Garota It]

“É empolgante porque fala com o nosso desejo de não apenas conviver, mas superar adversidades” [Cabine Literária]

“O mundo é descrito de uma tal forma que me surpreendeu”[Mariana Everyday]

“Depois que li, entrei em ressaca literária” [Beatriz Costa]

“Esse livro é bom, pronto acabou o vídeo!” [Show do Luan]

“Fui surpreendida!” [Resenhando Sonhos]


PS: Se você resenhou o livro e ela não aparece nesta lista, por gentileza informe o link nos comentários ou envie para livrosepessoas@gmail.com.

Quando booktrailers valem a pena

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Márcia Lira, no -1 na Estante

Um belo dia eu me deparei com um trailer de livro, e achei algo muito esquisito. Como assim, trailer? Livro ganha primeiro capítulo à disposição, entrevista com o autor, frases de efeito, não trailers que pertencem a outra mídia. Depois eu descobri que eu conheci o formato um pouco atrasada, ele já era tendência.

Hoje é muito comum uma editora divulgar uma obra com um trailer. Para se ter ideia tem até um prêmio para o formato, o Moby Awards. A sensação de estranhamento, no entanto, ainda me acompanha. Demorei a decidir se gostava ou não dessa ideia, até dar uma boa pesquisada e tirar algumas conclusões.

Uma das mais fortes características de um livro é abrir espaços na narrativa para que a gente complemente com a nossa imaginação. Então se o autor escreve: “a mulher entrou na casa”, nós pegamos essas cinco palavrinhas e somamos a elas nossas referências, criando identificação. Isso me leva a ter uma ideia de “a mulher entrou na casa” bem diferente da que você absorve da mesma frase. Agora imagine expressões mais complexas e multiplique as possibilidades.

Então a meu ver, o principal problema de um booktrailer é quando ele encerra esses espaços abertos dos livros. Como? Num vídeo de três minutos, dá cara, voz e jeito aos personagens, aos lugares, aos grandes momentos da obra. Depois você vai ler com aquilo na cabeça, e a percepção será mais limitada, totalmente diferente do que você teria sem ter assistido.

Um exemplo é esse de Sangue Errante, de James Ellroy. Parece trailer de filme.

Tem também uns formatos piores que só fazem você perder tempo, pois eles colocam no vídeo o que poderia muito bem estar escrito, o famoso videopoint (vídeo de powerpoint). Conheci um desses numa, pasmen!, lista de melhores booktrailers de um blog. The Iron King, de Julie Kagawa, tem um trailer que é um colagem cafona de frases e imagens. Só consigo pensar que o livro é péssimo. No mesmo estilo, fizeram pra Angel Time, da Anne Rice. Please, economizem meu tempo.

O Sérgio, do Todo Prosa, blog que adoro, acredita que o booktrailer é um conceito ridículo. Pelos exemplos que ele pegou e pelos que coloquei até agora, eu concordaria se não tivesse me deparado com umas ótimas amostras.

O Triste Fim de Policarmo Quaresma, de Lima Barreto, ganhou uma animação simpática, que apesar de dar cara e voz aos personagens, vira um captador de atenção das crianças para a obra. O objetivo está no final: leia na biblioteca da sua escola.

Agora os formatos que me parecem ideais, e eles justificam a existência dos trailers de livros, é quando o vídeo vira uma obra à parte. Ou seja, tem uma certa autonomia em relação ao livro. Não apenas conta uns pedaços e joga umas frases, mas faz uma mini releitura assumindo que utiliza um formato diferente e explorando isso para atiçar a curiosidade do leitor.

É o que acontece no caso do Word as an Image, de Ji Lee (acima), e do I am in the air right now, de Kathryn Regina. Esse eu vi no blog do Tiago Dória, num post antigo mas ainda interessante sobre o formato. O que você assiste abaixo ganhou o Book Trailer Awards.

O de De Onde Vêm as Boas Ideias, de Steven Johnson é outro ótimo exemplo. Aí você me pergunta: só bons casos estrangeiros? Então eu lhe mostro o trailer de O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho, que mistura animação bem simples com depoimentos do autor. Ficou interessante.

Sabe um que me levou, não a comprar, mas pelo menos a tirar o livro da estante na hora? O booktrailer de A mulher de vermelho e branco, do Contardo Calligaris (leia resenha do livro aqui). Com cenas que não mostram rostos, deixa a curiosidade à flor da pele.

Outro simples, porém eficiente é um que achei googlando mesmo, o trailer de Assassinos S/A, uma coletânea de contos policiais. Nunca tinha ouvido falar no livro, mas o vídeo, apesar de bem simples mesclando frases e fotos dos autores, se sai bem investindo numa música sombria.

E você, simpatiza com os booktrailers? Quais você curte?

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