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Tudo o que sempre quisemos saber sobre Hemingway e nunca tivemos coragem de perguntar

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O telegrama em que Academia Sueca comunica a Ernest Hemingway a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, em Outubro de 1954 ERNEST HEMINGWAY PAPERS COLLECTION/MUSEUM ERNEST HEMINGWAY FINCA VIGÍA

O telegrama em que Academia Sueca comunica a Ernest Hemingway a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, em Outubro de 1954
ERNEST HEMINGWAY PAPERS COLLECTION/MUSEUM ERNEST HEMINGWAY FINCA VIGÍA

Da receita do hambúrguer favorito do escritor ao telegrama em que Ingrid Bergman lhe dá os parabéns pelo Nobel da Literatura: 2.500 novos documentos estão agora disponíveis para consulta em Boston.

Inês Nadais, no Público

“Não há nenhuma razão para que um hambúrguer na sertã fique cinzento, gorduroso, fino como uma folha de papel e sem sabor. Podemos acrescentar todo o tipo de gulodices e sabores à carne picada – cogumelos cortados, molho cocktail, alho e cebola aos quadradinhos, amêndoas moídas, uma grande colher de Picalilli, ou o que quer que chame a nossa atenção. O ‘Papa’ prefere esta combinação.” Começa assim – e a isto segue-se uma lista de ingredientes que inclui duas colheres de sopa de alcaparras, outra de salva picada e um terço de chávena de vinho branco ou tinto – um dos documentos do espólio de Ernest Hemingway (“Papa”, para os que lhe foram verdadeiramente chegados) que a Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy, em Boston, pôs no início desta semana à disposição dos investigadores.

Ao todo, são 2.500 novas possibilidades de espreitar pelo buraco da fechadura para a vida de um escritor que se diz ter sido muito maior do que ela – incluindo, além da receita do seu hambúrguer favorito dactilografada pela sua última mulher, Mary, a factura do Buick Super Station Wagon que comprou em 1959 num stand automóvel em Key West, a licença de porte de arma emitida pelo Governo cubano nove anos antes, vários bilhetes de touradas a que assistiu em Espanha, e os telegramas em que Spencer Tracy, John Huston (“Grande, Papa, grande”) e Ingrid Bergman (“Afinal os suecos não são assim tão estúpidos”) o felicitam pela atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1954 (além do próprio telegrama em que a Academia Sueca lhe comunica a deliberação).

Armazenado durante décadas na cave da casa onde o escritor viveu entre 1939 e 1960 nos arredores de Havana – a Finca Vigía, em San Francisco de Paula –, o espólio que a Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy agora torna acessível depois de uma extensa operação de digitalização constitui a segunda parte da verdadeira arca do tesouro que Jenny Phillips, neta do editor Maxwell Perkins, ali encontrou praticamente ao abandono em 2001, juntamente com uma biblioteca pessoal de mais de nove mil livros anotados à mão, uma grafonola com um disco de Glenn Miller e várias garrafas abertas de Cinzano.

Em 2008, uma primeira remessa deste espólio inédito, reunindo cerca de três mil documentos (correspondência pessoal, diários, manuscritos originais) fora já colocada ao dispor dos estudiosos; desta vez, é sobretudo a memorabilia pessoal de Hemingway que se torna pública, pronta a segredar-nos tudo o que sempre quisemos saber sobre o autor de Por Quem Os Sinos Dobram (1940) e nunca tivemos coragem de perguntar.

Cartas, postais de Natal, telegramas, passaportes e outros documentos pessoais, facturas, contas da mercearia, da oficina, da livraria e do bar, notas de encomenda, receitas, anotações, extractos bancários – é todo um Hemingway de carne e osso, um Hemingway do dia-a-dia, que se revela, notava Tom Putman, o director da biblioteca, no comunicado distribuído à imprensa na passada terça-feira. “Congratulamo-nos por disponibilizar aos investigadores cópias destes materiais que permitem um vislumbre único do quotidiano de Hemingway. Tratando-se, como se trata, de uma figura literária frequentemente retratada como maior do que a vida, este acervo serve para humanizar o homem e para compreender o escritor”, acrescentava na mesma nota o responsável pela instituição norte-americana.

Deve-se sobretudo à Finca Vigía Foundation, que Jenny Phillips criou em 2002 para preservar o que Hemingway deixou para trás em Cuba e a sua viúva não pôde ou não quis trazer para os EUA, a preservação e a digitalização deste imenso espólio, feita em colaboração com o Conselho Nacional do Património Cultural de Cuba – tal como se deve a Jenny Phillips o restauro da casa onde Hemingway viveu a maior parte da sua vida, e da qual saiu em 1960 para uma viagem sem regresso (acabaria por suicidar-se em Julho de 1961 na sua casa de Ketchum, Idaho).

“Não há nenhuma verdadeira bomba [neste grupo de 2.500 novos documentos].  O valor que têm está na sua textura de quotidiano, na forma como compõem um retrato de Hemingway. Quando partiu de Cuba, ele não sabia que não ia voltar. Os seus sapatos ainda lá estão. É como se tivesse saído para voltar dentro de momentos”, apontou ao New York Times Sandra Spanier, que dirige o Hemingway Letters Project.

Foi na Finca Vigía, de resto, que Hemingway escreveu obras tão importantes para o cânone literário do século XX como Por Quem os Sinos Dobram e O Velho e o Mar (1952), além dos já póstumos Paris é uma Festa (1964), Ilhas na Corrente (1970), Verão Perigoso (1985), O Jardim do Éden (1986) e Verdade ao Amanhecer (1999).

Em Boston, esta nova remessa vem engrossar a Ernest Hemingway Collection da Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy, na qual estão depositados mais de 90 por cento dos materiais do espólio do escritor. Apesar de o escritor e o presidente assassinado em 1963 nunca terem chegado a conhecer-se pessoalmente – Kennedy convidou-o para a sua tomada de posse, mas Hemingway estava já demasiado doente para viajar –, a viúva do Nobel da Literatura quis agradecer com a doação iniciada em 1972 a intervenção da Casa Branca junto das autoridades cubanas logo após a morte do marido.

Estando então suspensas, na sequência da crise da Baía dos Porcos, as viagens entre Cuba e os EUA, o regime de Fidel aceitou o pedido de Kennedy para que Mary Hemingway pudesse deslocar-se a Havana e recolher documentos e bens pessoais do autor – em troca, o Governo cubano reclamou a Finca Vigía e o recheio remanescente, que agora começa a abrir-se ao mundo para que possamos finalmente saber que mesmo nos anos terminais em que a vida começava realmente a tornar-se mais pequena do que ele, Hemingway continuava a mandar vir de Nova Iorque azeitonas, caracóis franceses e sopa de tartaruga.

Passaporte norte-americano de Ernest Hemingway ERNEST HEMINGWAY PAPERS COLLECTION/MUSEUM ERNEST HEMINGWAY FINCA VIGÍA

Passaporte norte-americano de Ernest Hemingway
ERNEST HEMINGWAY PAPERS COLLECTION/MUSEUM ERNEST HEMINGWAY FINCA VIGÍA

Receita do hambúrguer favorito de Hemingway, dactilografada pela sua última mulher ERNEST HEMINGWAY PAPERS COLLECTION/MUSEUM ERNEST HEMINGWAY FINCA VIGÍA

Receita do hambúrguer favorito de Hemingway, dactilografada pela sua última mulher
ERNEST HEMINGWAY PAPERS COLLECTION/MUSEUM ERNEST HEMINGWAY FINCA VIGÍA

 

Babá brasileira virou professora universitária e luta por direitos dos domésticos nos EUA

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Joana Cunha na Folha de S.Paulo

Há 20 anos, a brasileira Natalicia Tracy desembarcou nos EUA acompanhada de um casal de médicos, também brasileiros, que a contrataram para ser babá por um período de dois anos, enquanto eles realizariam pesquisas em um hospital de Boston.

Ela pretendia aproveitar a oportunidade para ir à escola, aprender inglês e, assim, procurar um novo emprego quando voltasse. Porém, foi impedida de estudar, de falar com a família e submetida a condições degradantes. Hoje, ela é ativista, diretora do Centro do Imigrante Brasileiro em Massachusetts e Connecticut e uma das lideranças na ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos no país. Leia o depoimento dela:

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Eu entrei nos Estados Unidos há 20 anos com documentação em dia: tinha um visto pelo contrato de babá para cuidar da criança de um casal de médicos brasileiros, que veio morar aqui para desenvolver pesquisas em um hospital em Boston.

Quando ainda estávamos no Brasil, eles me prometeram que eu poderia estudar, conhecer a cultura americana e aprender inglês, que era o que eu mais queria, porque eu só tinha estudados até a oitava série.

Viajei cheia de expectativas, mas não foi isso o que aconteceu quando cheguei.

Além de cuidar da criança de três anos, fiquei responsável por todo o trabalho doméstico: cozinhar, lavar e passar. Isso acontecia de segunda a segunda, sem folga.

Não me deixaram ir para a escola. E logo tiveram uma segunda criança, o que aumentou o meu trabalho e acabou com o meu sonho de estudar inglês.

No começo, me deram um quarto, mas depois, como recebiam muita visita, me colocaram para dormir em um colchão no chão da varanda.

O local era protegido apenas por um vidro bem fininho, e quando chegou o inverno, eu tinha que cobrir o chão com jornais e usava o aquecedor portátil.

Fiquei doente e tive uma reação alérgica por causa de um produto para limpar o tapete. Não me levaram ao médico, mas permitiam que eu usasse o restante do produto de inalação da criança.

Natalicia superou passado de exploração e hoje é professora universitária

Natalicia superou passado de exploração e hoje é professora universitária

 

Comida, me davam só quando sobrava. Caso contrário, eu tinha de comprar.

Mas eu só podia escolher um sanduíche de US$ 1,00 no McDonald’s porque o meu salário era de US$ 25 semanais.

Pegaram o meu passaporte dizendo que iam renovar o meu visto de trabalho, mas nunca renovaram. Eu fiquei ilegal nos Estados Unidos.

Quando eu pedia para estudar, a mãe dizia que eu era ingrata e que qualquer pessoa na minha situação beijaria o chão onde ela pisasse por ter me dado a oportunidade de estar em um país de primeiro mundo.

O pior de tudo foi terem me impedido de me comunicar com a minha família no Brasil. Diziam que o telefone era muito caro e não permitiam que eu colocasse meu nome na caixa de correio da casa deles. Naquela época, o carteiro não deixava as correspondências se o nome não estivesse na lista.

Dois anos se passaram e, quando chegou a hora de eles voltarem ao Brasil, eu pedi para ficar no país.

Quando eu andava na rua, sem saber falar inglês com ninguém, pensava até que seria melhor se um carro me atropelasse. Então, aprendi algumas palavras com um pequeno dicionário que eu trouxe na bagagem.

Achei no jornal de anúncios um emprego de babá para uma família americana. Eles me deram quarto, roupas novas, me pagaram o transporte para eu ir à escola e não aceitaram a minha oferta para trabalhar de graça. O meu salário era de US$ 100 por semana.

Fui para a faculdade, me casei com um americano, fiz mestrado e estou terminando o meu doutorado em sociologia na Boston University. Conheci a comunidade brasileira e me envolvi com o centro de imigração.

Hoje, sou professora na University of Massachusetts Boston e diretora-executiva do Centro do Imigrante Brasileiro em Massachusetts e Connecticut.

Em parceria com outras organizações, lutamos para ampliar os direitos dos trabalhadores domésticos nos Estados, uma questão sensível para a comunidade brasileira.

Muitos trabalham por hora na limpeza doméstica, mas os direitos são pouco reconhecidos nesses contratos. Me engajei nisso por causa da minha própria existência.

A gente que vem de família mais simples está muito acostumado a respeitar autoridade. Eu sabia que eu era invisível para eles, mas não questionava.

Hoje, depois de estudar, eu compreendi que o que os meus patrões brasileiros fizeram comigo naquela época foi tráfico humano.

Contra tédio nas aulas, estudante faz desenhos realistas na perna

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Publicado por UOL

A estudante Jody Steel, 19, encontrou um jeito diferente de combater o tédio durante as aulas em uma faculdade de Boston. A garota faz desenhos realistas nas próprias pernas.

Os desenhos ficaram famosos na internet e chamaram a atenção da mídia nacional. Segundo o site da Emerson College, onde Jody faz o curso de produção de cinema, ela passou a receber propostas de emprego após a divulgação dos desenhos.

A garota contou que começou a desenhar nas próprias pernas por achar o papel “limitado”. O primeiro desenho feito por ela dessa maneira foi o personagem Walter White, da série americana Breaking Bad – o desenho recebeu mais de 530.000 visualizações no imgur.com e foi parar no topo de buscas do Google.

De acordo com o Huffington Post, um professor viu o desenho que Jody fazia durante uma palestra e, ao invés de repreendê-la, o docente pediu que ilustrasse uma antologia editada por ele.

Jody contou ao Huffington Post que leva de 45 minutos a uma hora para terminar os desenhos. Ela se forma no próximo ano e pretende seguir carreira como tatuadora. Os trabalhos da garota podem ser vistos no site www.jodysteel.com.

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas. O primeiro desenho feito por ela dessa maneira foi o personagem Walter White, da série americana Breaking Bad / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. Aqui, ela desenhou o ator Aaron Johnson / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. Entre os desenhos, está o ator Joseph Gordan Levitt / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. Nesse desenho ela retratou Thom Yorke, da banda Radiohead / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. Os desenhos ficaram famosos na internet e chamaram a atenção da mídia nacional / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. Segundo o site da Emerson College, onde Jody faz o curso de produção de cinema, ela passou a receber propostas de emprego após a divulgação dos desenhos / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. A garota contou que começou a desenhar nas próprias pernas por achar o papel “limitado” / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston. Ela contou ao Huffington Post que leva de 45 minutos a uma hora para terminar os desenhos / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston / Reprodução/www.jodysteel.com

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A estudante Jody Steel, 19, faz desenhos realistas nas próprias pernas durante as aulas em uma faculdade de Boston / Reprodução/www.jodysteel.com

Conheça a trajetória de estudante brasileiro prodígio

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Publicado por Estadão

Com 21 anos, Marco Antônio Pedroso está no 3º ano no MIT, em Boston, onde cursa Engenharia e Ciência da Computação, criou curso para olimpíadas estudantis e vai estagiar no Google.

Escola troca seguranças por professores de artes e melhora desempenho de alunos

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Orchard Gardens, em Boston, chegou figurar entre as cinco piores do estado americano de Massachusetts e pulou para uma das que aprimorou o ensino mais rapidamente
Escola chegou a proibir que alunos levassem mochilas por medo de armas escondidas

Corredor da Orchard Gardens é decorado com obras de artes dos alunos www.bostonpublicschools.org

Corredor da Orchard Gardens é decorado com obras de artes dos alunos www.bostonpublicschools.org

Publicado em O Globo

RIO – Cercado por crianças indisciplinadas e pelo aumento de violência dentro das salas de aula, o diretor de uma escola pública de ensino médio da cidade de Boston, nos Estados Unidos, tomou uma medida que, à primeira vista, pareceu loucura: ele demitiu todos os funcionários da segurança e, com o dinheiro, reinvestiu contratando professores de arte.

Em menos de três anos, o colégio Orchard Gardens, que figurava entre os cinco piores do estado Massachusetts, tornou-se uma das unidades onde houve maior salto de qualidade no aprendizado de alunos. O segredo?

– Não há um único jeito de se fazer uma tarefa. E a arte te ajuda a compreender isso. Se você levar isso a sério, o mesmo acontecerá na parte acadêmica e em outras áreas. Eles precisam mais do que um teste preparatório e mais do que simplesmente responder de um jeito uma questão – disse à rede de TV NBC o diretor Andrew Bott, o sexto a gerir a unidade em menos de sete anos.

Ao assumir a direção da Orchard Gardens em 2010, Bott chegou a ouvir de seus colegas que a escola era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts.

Construída em 2003 para ser uma referência no mundo das artes, a Orchard Gardens nunca alcançou esse objetivo. O estúdio de dança era usado como depósito, e instrumentos de orquestra estavam praticamente intactos. A violência chegou a tal ponto que alunos foram proibidos de levar mochilas. Tudo para se reduzir a incidência de armas em sala de aula. Cerca de 56% dos mais de 800 alunos da escola são descendentes de latinos, e outros 42% são considerados negros.

Mas com a substituição de seguranças por professores de arte, as paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito de empreendedorismo.

Um dos alunos, Keyvaughn Little, conseguiu ser aceito na disputada Academia de Artes de Boston, única escola pública do estado especializada em artes visuais e de performance.

– Todas as aulas extra-classe e a maior atenção que recebemos nos faz pensar ‘eu realmente posso ter um futuro nisso e não preciso ir para uma escola regular. Posso ir para uma escola de artes – afirmou Keyvaughn à NBC.

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