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Drummond é celebrado em todo o País

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‘Dia D’ tem lançamento de filme produzido pelo Instituto Moreira Salles sobre a vida e a obra do poeta mineiro de Itabira

Guilherme Sobota, no Estadão

Esta sexta-feira, 31, é dia de ser gauche na vida: há 112 anos nascia em Itabira Carlos Drummond de Andrade – e há três o Instituto Moreira Salles (IMS) e outras instituições celebram a data com o “Dia D”, uma série de eventos espalhados por todo o Brasil.

Neste ano, a principal novidade é o lançamento do DVD do longa Vida e Verso de Carlos Drummond de Andrade, com direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho – o filme é uma produção do IMS, e tem a participação de Joca Reiners Terron, Antonio Cicero, Alberto Martins e Afonso Henriques Neto. De acordo com Eucanaã Ferraz, a ideia surgiu no Dia D de 2013. “Escrevi um espetáculo de teatro intimista para o palco do IMS, com uma cronologia da vida do Drummond e a leitura de poemas, crônicas, trechos de diários e textos críticos, com os mesmos quatro escritores que agora fazem o filme, que é adaptado dessa experiência”, explica.

Drummond é celebrado em todo o País

Drummond é celebrado em todo o País

Nesta sexta, 31, no IMS em São Paulo (Rua Piauí, 844), além da exibição do filme, o professor da USP Alcides Villaça conversa com o público sobre a obra de Drummond, a partir das 18h30 – é preciso confirmar presença pelo telefone (11) 3825-2560. O filme também é exibido das 9h às 22h na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073) – onde, às 21h, no Teatro Eva Herz, há leitura de poemas com Ana Cecília Costa, Daniel Maia, Elias Andreato, Tuna Dwek e convidados, com direção de André Acioli.

Já na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509), a professora Ivone Dare vai apresentar uma aula aberta. O evento com exibição do filme começa às 18h.

“A poesia do Drummond é muito atemporal, toda ela é muito atual”, diz Eucanaã, que também é poeta, professor de literatura brasileira na UFRJ e consultor de literatura do IMS. “Alguma Poesia, o primeiro livro dele, de 1930, tem muito frescor, muita vitalidade, a impressão é de que esse livro poderia ter sido publicado neste ano, por um jovem poeta, e as pessoas pensariam ‘que linguagem moderna, ágil, que poeta interessante'”, exemplifica.

Outro aspecto que chama sua atenção na poesia de Drummond é a preocupação com a própria condição. “Ele sempre se pergunta sobre a validade da poesia, o que é ser poeta, pra quem está escrevendo, sempre muito desconfiado do seu campo”. Assim, a poesia de Drummond não se fixa em certezas, está sempre em dúvida, livre das contingências de tempo e espaço, explica. “É o que os clássicos conseguem.”

Veja o trailer de Vida e Verso de Carlos Drummond de Andrade:

Imagem de Amostra do You Tube

Desafios da educação no segundo mandato de Dilma

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Publicado no O Globo

Melhorar a qualidade da educação não será o único desafio dos próximos anos.

Até 2016, o país terá que universalizar o atendimento das crianças de 4 e 5 anos e dos jovens de 15 a 17.

A exigência foi incluída na Constituição, tornando obrigatória a matrícula de quem está na faixa dos 4 aos 17 anos.

Ao contrário do que ocorre no ensino fundamental, em que 98,4% da população de 6 a 14 anos já frequenta a escola, esse índice não passava de 81,4%, entre as crianças de 4 e 5 anos, e 84,3%, na faixa dos 15 aos 17.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) aponta caminhos para o país avançar.

Um deles prevê a rediscussão dos currículos de ensino fundamental e médio pelos estados, municípios e pelo governo federal.

A proposta é estabelecer uma base comum nacional, com a definição de níveis mínimos de aprendizagem por série. Até o ano que vem, as três esferas de governo deverão ainda estabelecer uma política nacional de formação de professores.

Aumentar salários, garantir planos de carreira aos profissionais da educação e adotar o piso do magistério como referência são outros desafios.

Para dar conta das novas despesas, o PNE determina o aumento de gastos públicos com educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país, num ano), a partir de 2019. Em 2024, deverá ser atingido o patamar de 10% do PIB.

A elevação da escolaridade dos brasileiros é considerada peça-chave para a redução da pobreza e o aumento da produtividade.

O analfabetismo absoluto de 8,5% da população de 15 anos ou mais deverá ser reduzido para 6,5% até 2019, conforme o PNE, que dá prazo de dez anos para a erradicação do problema.

As metas de melhoria da qualidade exigirão esforço redobrado, especialmente no ensino médio.

De 2005 a 2013, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio subiu apenas 0,3 ponto, de 3,4 para 3,7, na escala até 10.

Para 2019, a meta é chegar a 5, isto é, um aumento de 1,3 ponto. Nas séries finais do fundamental, será preciso passar de 4,2 para 5,2; nas séries iniciais, de 5,2 para 5,7.

Já no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o avanço estipulado no PNE é de 402 para 455 pontos, na pontuação média de matemática, leitura e ciências.

Professores indígenas protestam a favor de melhor educação para etnias

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Grupo também quer reverter decisões sobre demarcação de terra.
Manifestantes entregaram documento no Planalto e no Supremo.

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Publicado no G1

Um grupo de professores indígenas organizou um protesto nesta quarta-feira (29) na Esplanada dos Ministério. Eles reivindicam melhores condições na educação indígena e a revisão de processos de demarcação de terra no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela manhã, seis manifestantes foram recebidos pelo Palácio do Planalto, onde protocolaram um manifesto sobre a educação escolar indígena no Brasil.

O grupo de cerca de 50 pessoas está em Brasília desde terça (28) e deve ficar na capital federal até sexta (31) à noite. Eles dizem representar 48 etnias espalhadas pelo Brasil.

“A viagem é cansativa, mas vale a pena. Esperamos que alguma coisa seja resolvida”, disse o professor Luiz Carlos Madega, que trabalha no Acre. “Nas escolas, não existe estrutura, material escolar e os salários são baixos.”

O mesmo documento apresentado no Planalto foi levado ao STF pela tarde. Os professores subiram aos gabinetes ministeriais. “Fizemos questão de entregá-lo diretamente aos ministros”, disse a professora Teodora de Souza, do Mato Grosso do Sul.

egundo o advogado do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rafael Modesto, a estratégia da defesa é reverter decisões sobre demarcações de terra no Supremo. “[Os índios] não foram chamados para discutir e apresentar defesa”, afirmou Modesto.

O advogado disse que tentará cancelar dois mandados de segurança, favoráveis a fazendeiros, que tratam de regiões no Maranhão e no Mato Grosso do Sul.

O STF informou que a demanda será analisada por um ministro do tribunal.

Viúva de José Saramago, Pilar del Río fala sobre romance inacabado do escritor

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‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!’, livro incompleto do Nobel de Literatura, chega às livrarias brasileiras

Pilar del Rio admite pensar mais na morte depois da perda do companheiro

Pilar del Rio admite pensar mais na morte depois da perda do companheiro

Vanessa Aquino, no Divirta-se

O novo romance do escritor português José Saramago chegou às livrarias brasileiras, em setembro, com um alarde a mais além do título, que destaca em letras vermelhas trecho extraído da obra ‘Exortação da guerra’, de Gil Vicente: ‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!’. Acontece que Saramago morreu antes mesmo de concluir a história. A publicação do livro causou celeuma entre os críticos. Segundo eles, dificilmente o autor publicaria algo antes da finalização. A viúva do mestre, Pilar del Río, no entanto, afirma que se trata de uma obra acabada. Ela diz que Saramago finalizou as páginas, embora não tenha conseguido terminar o romance em si. A edição contém notas do autor com descrições dos passos da construção da narrativa, ideias, detalhes e dúvidas a respeito do título.

Antes de acabar o romance, Saramago, no entanto, sabia bem como terminaria. “Creio que poderemos vir a ter um livro. O primeiro capítulo, refundido, não reescrito, saiu bem, apontando já algumas vias para a tal história ‘humana’. Os caracteres de Felícia e do marido aparecem bastante definidos. O livro terminará com um sonoro ‘Vá à merda’, proferido por ela. Um remate exemplar”, escreveu Saramago em uma das notas que compõem a publicação.

A história não terminou como Saramago previu. Aliás, não terminou. Faltou, inclusive, um ponto final — o que deixa o texto tão aberto, que o crítico português Alberto Gonçalves sugere que ‘Alabardas’ inaugura um novo gênero, o de romances “praticamente por começar” e conclui: “Meia dúzia de críticos hão de considerar estarmos perante um momento de ruptura na cultura universal”. No entanto, o estilo consagrado do polêmico escritor acaba se destacando, como sempre ocorreu antes mesmo da publicação de seus livros. O debate acerca da temática das obras começava logo no anúncio de lançamento de um romance.

'Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!' De José Saramago. Companhia das Letras, 112 páginas. R$ 27,50

‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!’ De José Saramago. Companhia das Letras, 112 páginas. R$ 27,50

“Num certo sentido, ‘Alabardas’ consagra de fato o estilo do Nobel, que em vida fazia questão de anunciar, ele próprio, o caráter polêmico de cada livro antes mesmo de o livro chegar ao público. Devido a condicionantes óbvias (a morte do autor), agora o anúncio da polêmica ficou a cargo de terceiros, mas o processo é idêntico e com uma vantagem: se o hábito consiste em privilegiar a algazarra em detrimento do conteúdo, desta vez o conteúdo quase não existe e a algazarra abunda. Saramago vintage, de fato. E, desde que ignoremos os pechisbeques anexos, a minha obra preferida dele. As outras não se liam em horas. Conto não ler esta em 20 minutos”, diz o crítico.

Em entrevista, Pilar del Río justifica a publicação da obra e garante que não há mais livros inéditos de Saramago. Diz também que o novo trabalho é um final feliz “em mais alto grau de criatividade.” A jornalista fala, ainda, sobre a ausência do marido, o dia a dia na Fundação Saramago e as parcerias com Fernando Gómez Aguilera, Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano, que assinam os textos que complementam o livro; assim como a participação de Günter Grass com os traços fortes que ilustram a história do Nobel português.

Entrevista / Pilar del Río

Como veio a decisão de publicar uma obra inacabada de Saramago?
Porque é uma obra acabada, de um mestre da literatura, que merece ser conhecida pelos leitores. E digo bem: essas páginas estão acabadas, mesmo que o romance não esteja. É o que se entende pelas notas que o autor deixou escritas e que foram publicadas.

Ele chegou a revisar o texto? Acredita que ele publicaria um livro sem revisar?
Não sei se faria, porque nunca vou interpretar quem não está aqui. Sei, isso sim, que os capítulos que ele deixou estão acabados. Também sei que era fiel leitor de obras cujos autores não puderam terminar, como Camus e Mann.

A maioria das críticas sugere que Saramago não teria revisado o texto. E que isso comprometeria a obra. Como avalia isso?
O texto estava revisado, pronto. O autor ia mudar de nome e a morte veio quanto estudava outra frase. Digamos que o planejamento estava em finalização também, como se pode ver nas notas.

Como você vê que os textos complementares de Roberto Saviano, Fernando Gómez Aguilera e Luiz Eduardo contribuem no texto de Saramago?
Como disse um editor brasileiro na apresentação em Lisboa, o diálogo se produz no livro porque o autor não está aqui para mantê-lo fora. Estes três autores completam a função ética de Alabardas, a de dar uma porrada nas consciências adormecidas de tanta gente. Saramago estabelece a função literária e abre caminho para os demais.

E a parceria com Günter Grass, como se deu?
Como se dão as relações entre colegas, de forma generosa e decidida: dos antibelicistas que se gostam, se respeitam e se valorizam.

Saramago é considerado um autor profundamente parabólico. Você concorda com isso? O que acredita ser a principal mensagem desse novo livro?
Não sei se é um autor parabólico… José Saramago podia utilizar a alegoria ou outra forma literária, o que nunca fez de seus romances algo panfletário ou de falso moralismo. Ele fazia literatura a partir de assuntos que lhe inquietavam e os desenvolvia com seu peculiar e estupendo estilo literário. Respeitava muito o leitor, para fazer doutrina, como sabe qualquer leitor que já o leu. E o humor e a ironia estão sempre presentes antes de qualquer tentação de deixar que pesem ideias e conceitos dogmáticos, sejam políticos, sejam religiosos. José Saramago era um antidogmático.

Há outro trabalho inédito a ser publicado?
Não, não há nenhum outro livro a ser publicado. Haverá, sim, e espero que muitas, reedições.

Como anda o projeto do Diocionário Saramaguiano?
Está a caminho, mas não é a Fundação que está tocando. É o professor Carlos Reis, a partir de sua absoluta e grande liberdade de acadêmico de primeira ordem.

Como é a sua rotina com a demanda de trabalho da fundação?
Rotina? Cada dia é novo. Os brasileiros que vêm se assombram de ver como se trabalha. E se emocionam com a exposição permanente e com o espírito da casa. Muitos também vão a Lanzarote, onde se pode ver a casa e a biblioteca de José Saramago, que está aberta para visita pública.

O que da convivência com Saramago você mais sente falta?
Isso, a convivência e me desculpe por não ser mais explícita neste assunto tão pessoal.

Passou a ver a morte de uma maneira diferente depois que ele morreu?
Talvez a desejá-la mais. E que seja tão natural e tranquila como a que ele teve.

Novo e-reader brasileiro vai te convencer a trocar os livros de papel pelos digitais

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Publicado por Hypeness

Alguns hábitos nunca mudam para algumas pessoas, como a paixão de ler, mas a tecnologia cada dia mais tem chegado para facilitar a nossa vida e simplificar essas tarefas do cotidiano. Um exemplo disso, são os e-readers, que fizeram com que não seja mais preciso acumular estantes de livros em casa, e nem andar por aí carregando uma pilha deles debaixo do braço.

O mercado recentemente ganhou um novo produto nessa categoria: é o Lev Saraiva, um gadget que você pode levar na bolsa e que te permite ler os livros que quiser em poucos cliques. A gente recebeu o produto aqui no QG do Hypeness e é claro que fomos logo testar – afinal, somos devoradores de livros.

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A primeira coisa que chama atenção é o peso do produto que faz jus ao nome. O e-reader é bem leve (pesa 190g) e também pequeno: com 12cm x 16,6cm x 0,9cm. O produto todo só tem um botão de menu, deixando mais espaço livre para a tela touch E-Ink de 6″. Na parte de baixo do Lev, fica a luz que indica a quantidade de bateria restante, assim como a entrada para o cabo USB, cartão micro SD e o botão de liga/desliga. O gadget pode ser manuseado sem problemas com uma mão só, fazendo com que o usuário possa mudar de página sem precisar ficar clicando em botões: basta apenas fazer o mesmo movimento que você faria ao virar a página de um livro, deslizando o dedo da direita para a esquerda na tela.

Para inserir seus livros, você pode usar tanto o cabo USB como pode fazê-lo também via Wi-fi, e guardá-los usando os 4GB de armazenamento interno ou então em algum cartão microSD de até 32GB, para aqueles viciados em livros.

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Falando da melhor parte: a resolução da tela digital de 758 X 1024 pixels que garante uma ótima nitidez na hora da leitura, dando impressão de estar lendo em papel. O Lev tem um sistema de leitura de arquivos em PDF super eficiente, graças à tecnologia chamada PDF Reflow que adapta qualquer texto para o tamanho da tela, fazendo com que você não precise perder tempo dando e tirando o zoom da tela para reorganizar o texto. Além disso, ele também aceita formatos JPEG, PNG, GIF, BMP, ICO, TIF e PSD.

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A leitura é boa e bastante confortável e não cansa a vista (mesmo sob à luz do sol) e os menus são simples de entender e bastante intuitivos. Também é possível fazer anotações, marcar trechos e páginas enquanto você segue com a leitura, mais um ponto positivo para quem não abre mão de ir fazendo anotações enquanto lê.

Outro ponto bem bacana do Lev é a bateria que, segundo especificação técnica, pode chegar até os impressionantes 28 dias de uso com a luz de suporte ligada.

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O bacana é que no Lev, você pode ler livros de basicamente qualquer loja do mundo, além de receber 10 livros de graça no ato da compra e ainda poder escolher mais 4 outros títulos da lista de best-sellers.

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Conclusão final: o gadget vale bastante a pena para quem busca um leitor digital leve, fácil de manusear, com bateria de longa duração e uma leitura confortável.

Para mais infos, acesse o site da Saraiva.

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