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USP perde a majestade, e Unicamp é a melhor universidade da América Latina

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Ranking da Times Higher Education tem 5 universidades brasileiras entre as 10 melhores.

Ana Beatriz Rosa, no HuffpostBrasil

A Universidade de São Paulo (USP) perdeu o posto de melhor universidade da América Latina no último ranking da Times Higher Education, instituto que avalia anualmente as melhores universidades do mundo.

Agora, quem lidera a lista é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

As outras brasileiras, a Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) também aparecem entre as 10 primeiras colocadas.

Phil Baty, editor dos rankings, considerou positiva a competição entre a USP e a Unicamp pelo topo do ranking.

Ele classificou a Universidade de São Paulo como a mais “tradicional” das duas instituições, enquanto a Universidade Estadual de Campinas é a mais conhecida por ser “especializada em pesquisas médicas e científicas”.

O Brasil é o país mais presente na lista da América Latina. São 32 universidades que aparecem no ranking. Além do Brasil, Chile, Colômbia e México também estão entre os países com as 10 melhores universidades.

Outra pesquisa recente da Times Higher Education em parceria com o Centre for Global Higher Education da University College London identificou sete países que devem se tornar referências no ensino superior.

Este novo grupo é chamado de “TACTICS” e é composto por Argentina, Chile e Colômbia.

O Chile está logo atrás do Brasil, com 15 universidades entre as 50 melhores. O país apresenta 11 a mais do que no ranking ano passado.

A Colômbia, por sua vez, possui cinco universidades no ranking. Já Argentina entra na lista pela primeira vez neste ano, conquistando duas classificações na tabela.

Veja a lista das 10 melhores universidades da América Latina:

1ª Posição: Universidade Estadual de Campinas, Brasil.

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Divulgação
2º Posição: Universidade de São Paulo, Brasil.

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3ª Posição: Pontíficia Universidade Católica do Chile.

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4ª Posição: Universidade do Chile.

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5ª Posição: Universidade dos Andes, Colômbia.

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6ª Posição: Instituto de Tecnologia e Ensino Superior de Monterrey, México.

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7ª Posição: Universidade Federal de São Paulo, Brasil.

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8ª Posição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.

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9ª Posição: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil.

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10ª Posição: Universidade Nacional Autônoma do México.

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O brasileiro e a falta de gosto pela leitura: mito ou verdade?

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du Cesar/iG Literatura no metrô: Mauricio Lima, 32, farmacêutico, lê 'O Cavaleiro dos Sete Reinos', de George R. R. Martin: 'É uma história fantástica, que se passa na época medieval'

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Literatura no metrô: Mauricio Lima, 32, farmacêutico, lê ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’, de George R. R. Martin: ‘É uma história fantástica, que se passa na época medieval’

 

Pesquisa recente aponta que a maior parte da população brasileira se considera leitora, no entanto, o tabu de que o Brasil não é um País leitor continua firme e forte. Por que isso acontece?

Publicado no 24 Horas News

Pensar que existem um milhão de outras atividades mais legais que ler um livro não é algo que acontece com poucas pessoas. Para Tatiana Cersosimo, o grande leque de coisas para fazer nos dias de hoje é o principal competidor na corrida do desinteresse pela leitura . Antigamente, para a estudante de comunicação, não eram tantas as opções para ocupar o tempo e por isso o ato de ler era realizado por mais pessoas, com mais frequência.

No Brasil , não é só Tatiana que pensa assim. Muitas das pessoas dessas terras tropicais reproduzem, reiteram e reafirmam aquela velha história de que o brasileiro não tem gosto pela leitura . Por ser do tipo de coisa que só se fala e não se comprova, é que o iG Gente resolveu olhar com um pouco mais de profundidade para essa questão e refletir: será que o brasileiro não se interessa mesmo por leitura?

De acordo com a 4ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, desenvolvida em março de 2016 pelo Instituto Pró-Livro, leitor é aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Entrando para o grupo que compõe o time dos que estão sempre com um livro ao alcance da mão, Gabriela Colicigno concluiu 73 leituras em 2016 e, agora em 2017 já está na sua 24ª. “Eu sempre gostei de ler. Aprendi a ler com quase 4 anos. Lia muito gibi e quando eu fiz 8 anos ganhei os primeiros livros do Harry Potter”, conta. “Descobri que tinha livros maiores e comecei a comprar tudo que eu achava”, completa.
O mito do brasileiro não leitor

Ainda segundo a 4ª e mais recente edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, de 2016, a estimativa de público leitor no Brasil levantada no ano de 2015 bateu os 104,7 milhões de cidadãos. Em porcentagem, isso representa 56% dos 188 milhões de respondentes da pesquisa, deixando sobrar outros 44% que se autodenominam não leitores. Como costuma-se ouvir por aí, dados não mentem e dessa vez não é diferente.

De acordo com esse levantamento de apenas dois anos atrás, essa história de que o brasileiro não gosta de ler é um mito, já que a principal motivação para leitura registrada pelo estudo foi o gosto pessoal. No entanto, ainda assim existe uma boa parcela da população que não sente o mínimo de entusiasmo quando o assunto é mergulhar nas páginas de um bom (ou ruim, nunca se sabe, né?) conteúdo.

Nesse sentido e em um bate-papo com a professora de língua portuguesa e linguista Roberta Roque Baradel, não foi difícil perceber que quando falamos na recusa às capas duras e páginas acumuladas, as justificativas vão bem além dos limites de mero desinteresse. De acordo com a professora, a afirmação de que o brasileiro não gosta de ler é uma parte que não pode falar pelo todo. “Eu acho que não é completamente verdadeiro. A questão é que ler é um hábito que a gente não cultiva desde cedo”, diz a docente.

Edu Cesar/iG Literatura no metrô: A professora de inglês Kim Lucas, 42 anos, lê 'Madame Bovary', de Gustave Flaubert: 'Mudei meu estilo de leitura no Brasil'

Edu Cesar/iG
Literatura no metrô: A professora de inglês Kim Lucas, 42 anos, lê ‘Madame Bovary’, de Gustave Flaubert: ‘Mudei meu estilo de leitura no Brasil’

 

Segundo Roberta, muitas vezes a indiferença com a leitura pode ser resultado da obrigatoriedade de ler livros específicos numa certa fase da vida escolar. “A escola às vezes pede coisas fora da contexto para ler. Isso é um pouco enfadonho, dá preguiça nos alunos porque é aparentemente chato”, explica. “A escola não ativa isso e, nem sempre, a família também. Além disso, o mercado editorial não é tão atrativo assim”, complementa.

Entrando em acordo com o raciocínio da professora Roberta, Tatiana Cersosimo, que se considera uma pessoa sem muita simpatia com livros , pontuou que a fase escolar teve um peso considerável para que esse afastamento com a prática de leitura acontecesse. “Tive problemas com leitura quando era mais nova na escola. Eu não lia, não gostava e sempre ia mal nas provas por problema de interpretação de perguntas”, conta a estudante.

De acordo com Tatiana, o problema não são os livros em si, e sim a falta de liberdade para poder escolher leituras de interesse pessoal além das que os colégios colocam como obrigatórias. “Eles sempre passam livros pra gente ler, mas acho que eles podiam deixar mais aberta nossa escolha de leitura”, completa.

Evitando perder a oportunidade de tornar o ato de ler algo natural e desmistificado, a professora Roberta contou como é que faz em sala de aula para icentivar a prática para os próprios alunos. “Nas aulas, quando são de literatura, eu fujo da ideia do clássico. Procuro não adotar o livro em si, mas uma versão adaptada pra que o interesse do aluno venha”, conta.

“No primeiro ano do ensino médio a gente tem que trabalhar lusíadas. Eu não vou fazer meu aluno ler o original e todas as páginas e versos. Já aconteceu de pais de alunos que não leem ou que não gostam de ler me dizerem ‘nossa, não sei o que aconteceu com esse livro, professora, no final de semana ele nem quis sair direito e terminou todinho’”, conta a linguista. “Ninguém vai querer ler o clássico de “Iracema” com 15 anos, vivendo uma situação completamente diferente. Por isso eu procuro trabalhar com adaptações que podem interessar o aluno e que permitem que a partir delas possam ser feitos jornais, debates, análises…”, complementa.
Agravantes do desinteresse

Olhando o raciocínio da professora e da estudante como dois limões para fazer uma limonada, a falta de uma visão simpática para a leitura, que deveria ter sido incentivada desde o início da vida intelectual, é o que afasta o brasileiro dos livros , mas não é por aí que os motivos para o desinteresse terminam.

Edu Cesar/iG Literatura no metrô: O estudante Paulo, 16 anos, lê 'Os Jovens Perguntam - Respostas Práticas': 'Fala do jovem, de quando ele vai evoluindo, crescendo'

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Literatura no metrô: O estudante Paulo, 16 anos, lê ‘Os Jovens Perguntam – Respostas Práticas’: ‘Fala do jovem, de quando ele vai evoluindo, crescendo’

De acordo com os brasileiros entrevistados na última edição da pesquisa do Instituto Pró-Livro, existem algumas condições desfavoráveis que não contribuem para a formação do interesse pela prática da leitura. Entre elas, estão a falta de tempo, a carência de bibliotecas em mais lugares do Brasil e um fator crucial: os limites do poder aquisitivo de cada cidadão e cidadã.

“Acho a questão do dinheiro relevante porque às vezes um livro custa muito mais do que você tem naquela semana. O dinheiro é um fator importante porque é uma relação direta”, explica Roberta. “Um exemplo que é bem comum de algo que costuma acontecer muito em escola pública é você adotar um livro e ter que pensar na acessibilidade dele. Se ele for muito caro, alguns alunos podem não ter acesso essa leitura”, diz. “Se as pessoas tem um poder aquisitivo maior, pode ser que elas entendam melhor o poder da leitura e adquiram o hábito de ir sempre à uma livraria escolher um livro pra ler”, conclui a docente.

Para a amante de leitura e youtuber Gabriela Colicigno, o gosto por livros e por expandir ainda mais o horizonte não só de conhecimento, mas também de entretenimento , é também uma questão de influência. “As pessoas influenciam você a ler. Algumas pessoas que não tem a influencia desde crianças têm uma certa trava. Alguma coisa vai agradar”, diz. Em relação a desmistificação da ideia de “chatice” que sempre acompanha a prática de ler na cabeça de muitas pessoas, Gabriela concorda com Tatiana e Roberta no sentido de que isso se resolveria na fase escolar. “Nas escolas, por sermos obrigados a ler livros específicos, ficamos com esse ranço da leitura. Precisamos ler autores importantes, mas isso precisa ser abordado de uma forma diferente. Quando vira uma obrigação, as pessoas pegam birra mesmo”, opina.

Spencer Johnson, autor de ‘Quem mexeu no meu queijo’, morre aos 78 anos

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O autor Spencer Johnson, de 'Quem mexeu no meu queijo' (Foto: Divulgação/Record)

O autor Spencer Johnson, de ‘Quem mexeu no meu queijo’ (Foto: Divulgação/Record)

 

Escritor sofria de um câncer no pâncreas e morreu na segunda-feira (3), segundo editora. Best-seller motivacional vendeu mais de 1,5 milhão de cópias só no Brasil.

Publicado no G1

O escritor Spencer Johnson, autor do best-seller “Quem mexeu no meu queijo”, morreu aos 78 anos na Califórnia (EUA), informou nesta sexta-feira (7) a editora Record, responsável pela publicação do livro no Brasil. Ele sofria de um câncer no pâncreas e morreu na segunda (3).

Lançado em 2001, “Quem mexeu no meu queijo” vendeu mais de 1,5 milhão de cópias só no Brasil e se tornou um dos mais bem-sucedidos livros motivacionais da história no país. A obra também ganhou versões para o público infantil e jovem.

A história sobre mudança e transformação pessoal é centrada em quatro personagens – dois ratos e dois humanos do mesmo tamanho dos roedores -, que vivem em um labirinto em eterna procura pelo queijo que os alimenta e os faz feliz. No livro, o queijo é uma metáfora daquilo que se busca ter na vida, e o labirinto é o local onde as pessoas procuram por isso.

Johnson começou a carreira como escritor de livros infantis e, em 1980, escreveu ao lado de Ken Blanchard “O gerente-minuto”, seu primeiro best-seller, uma parábola sobre liderança que vendeu mais de 15 milhões de cópias no mundo todo.

Seu último livro publicado no Brasil foi “O novo gerente-minuto”, lançado no segundo semestre de 2015. A obra atualiza o conteúdo de “O gerente-minuto”, levando em conta novos aspectos, como a globalização e o avanço da tecnologia. O escritor deixa três filhos.

Além dos livros, Amazon pode estar prestes a vender outros produtos no Brasil

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Publicado no Canal Tech

Desde que a Amazon anunciou sua chegada ao Brasil, houve um grande clima de expectativa. De um lado, os consumidores esperavam ansiosos os grandes descontos e a enorme variedade de produtos que a empresa oferece em outros países. Do outro, os varejistas roíam as unhas de nervoso temendo que a gigante devorasse a tudo e a todos. Não aconteceu. Há cinco anos no país, a loja trouxe apenas livros e somente agora começa a ensaiar um movimento em direção a outros segmentos.

Segundo a revista Exame, a Amazon está planejando lançar no Brasil um sistema de marketplace semelhante ao que ela já oferece em outros territórios, permitindo que outros vendedores se utilizem de sua plataforma para oferecer praticamente qualquer tipo de produto. Até então, essa ferramenta estava disponível apenas para livros, mas parece que a intenção é abrir o leque para outras categorias já nos próximos meses, ampliando consideravelmente o catálogo de produtos oferecidos.

E esse novo passo vem exatamente na sequência do bom resultado do marketplace para livros. De acordo com a Amazon, em menos de 24 horas após o lançamento do serviço no Brasil, o número de obras em português à venda dobrou, saltando de 150 mil para 300 mil. E esse salto absurdo é algo que vem sendo feito com uma base consideravelmente pequena de vendedores. Atualmente, são apenas mil deles cadastrados, indo desde pessoas físicas querendo ganhar um dinheiro extra se livrando de coleções antigas até empresas se aproveitando da ferramenta para alcançar um público maior.

É exatamente esse segundo grupo que pode dar força ao marketplace de produtos da Amazon quando ela começar a aceitar tudo quanto é tipo de coisa. Ainda no caso dos livros, por exemplo, a Editora Martins Fontes revela ter tido um aumento no número de pedidos e que esse alto volume de vendas já justifica a estratégia, mesmo reduzindo um pouco a margem de lucros. Assim, não é difícil imaginar um resultado semelhante em outras áreas.

É claro que há outras variáveis nessa equação. Isso porque empresas como a B2W e a Via Varejo, por exemplo, também trabalham dentro dessa lógica de marketplace. Ainda assim, a simples sinalização de que a Amazon pretende ir além dos livros já é motivo para que grandes marcas do varejo voltem a temer o futuro, além de se prepararem para uma bela briga pelo interesse (e pelo bolso) do consumidor.

Via: Exame

Brasil afasta melhores alunos da docência, dizem especialistas

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Segunda mesa do 2º Fórum Inovação Educativa, que aconteceu em São Paulo nesta quinta (25)

Segunda mesa do 2º Fórum Inovação Educativa, que aconteceu em São Paulo nesta quinta (25)

 

Luisa Leite, na Folha de S.Paulo

O Brasil não atrai seus melhores alunos para a carreira docente. A falta de valorização social, salários baixos, desrespeito dos próprios alunos e condições ruins de trabalho acabam afastando aqueles que cogitam escolher ser professor.

É a conclusão de especialistas que participaram da última mesa do 2º Fórum de Inovação Educativa, promovido pela Folha em parceria com a Fundação Telefônica Vivo e com apoio do movimento Todos Pela Educação, nas manhãs de quarta (24) e quinta-feira (25).

“Não queremos ficar ricos. O problema é o professor precisar vender perfume no intervalo, fazer pão e bolo para vender”, disse Juçara Vieira, ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. “Temos que conseguir nos dedicar exclusivamente à profissão, podendo viver com dignidade e conforto”.

Para Priscila Cruz, fundadora e presidente do movimento Todos Pela Educação, a sociedade precisa superar a ideia de que professores se equiparam a sacerdotes que devem trabalhar por amor. “Professor não é padre. Temos que tratá-los como profissionais, com progressão de carreira”.

“Dá pra dizer sem medo de errar que o professor é o principal profissional do país, mas não agimos como se fosse. Todo mundo sabe que ele não é valorizado”, disse.

Para José Carlos Rothen, pesquisador da UFSCar, um dos grandes problemas que afetam a qualidade da educação é que os poucos jovens que escolhem a carreira de magistério acabam evitando lecionar na educação básica por conta dos baixos salários, das condições de trabalho e da falta de progressão.

“A carreira só é digna se você puder fazer parte de uma minoria que dá aula em escola de grife ou universidade. Então a educação só é boa para uma minoria também.”

Para o pesquisador, o modelo de descentralização de gestão, que coloca Estados e municípios como responsáveis pela educação, precisa ser repensado.

“Um município com 20 mil pessoas não possui infraestrutura para trabalhar a formação de professores. Embora a escola seja responsável, ela não pode ser culpada por um sistema falho”, disse.

Luciana Caparro, professora da escola municipal Desembargador Amorim Lima, conhecida pelo seu modelo de qualidade de ensino, disse que no momento em que se formou, o professor trabalhava com “muito pouco, quase nada”.

“Era impensável desenvolver algum projeto ou trabalho diferente com os estudantes”, continuou. Para ela, o professor precisa encarar as limitações de carreira como um desafio para remontar a realidade de ensino.

Caparro acredita, porém, que esse modelo só pode ser reproduzido em larga escala com um alto investimento para reverter essas limitações.

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