Um Jardim de Cores

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Universitários são 88% dos voluntários em ONG que constrói casas

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Publicado em UOL

Uma dupla de jovens universitários aborda o motorista de um carro parado no semáforo de uma movimentada avenida. Em vez de tinta pelo corpo e pedido de dinheiro para a festa do trote, uma pergunta: “Bom dia, já conhece a ONG Teto?”.

Cenas semelhantes a essa se repetirão durante esta sexta, sábado e domingo nas principais esquinas da capital e região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Salvador e Curitiba. Promovido pela ONG Teto (também conhecida como “Um Teto Para Meu País”), que constrói casas populares para famílias que moram em assentamentos precários, a campanha “Coleta 2015″ pretende arrecadar fundos e denunciar a realidade do deficit habitacional no Brasil.

A “Coleta”, cujas inscrições acabaram nesta quinta-feira (21), acontece anualmente e é a ação mais massiva da ONG.

Segundo o diretor social nacional, Julio Lima, 28, o foco de divulgação do Teto são as universidades. Por isso, dos 25 mil voluntários que já participaram de algum programa da organização, nos quatro Estados em que atua desde 2006, 88% são estudantes de universidades públicas e privadas.

“A grande ‘massa’ é formada por jovens de 20 a 26 anos, mas também temos estudantes de ensino médio cujas escolas desenvolvem trabalhos conosco”, explica Julio, que se tornou voluntário quando cursava a graduação em informática para a gestão de negócios, em 2009.

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Heloísa Pires, 28, atua como voluntária desde 2011, quando era graduanda em sistemas de informação. Ela já participou de quase 15 construções de casas em favelas de São Paulo e é coordenadora de trabalho da “Coleta 2015″.

“Entrei achando que ia mudar a vida de alguém, mas acabei mudando a minha”, diz Heloísa, que concilia a vida profissional e dedica os finais de semana à ONG.

Raul Martins, 18, está no 3º ano de engenharia civil, tornou-se voluntário em janeiro deste ano e irá participar da primeira “Coleta”. “Não esperava que ser voluntário seria tão proveitoso para mim, mas tenho ganhado experiência com coisas que posso usar na minha profissão no futuro”, afirma. “Acho que o voluntariado complementa muito minha vida acadêmica e até mesmo minha vida social”, diz.

A Teto

A ONG Teto nasceu em 1997 no Chile, chegou ao Brasil há 9 anos, e hoje está em mais de 19 países. Além da construção de moradias de emergência, a ONG também atua com projetos com foco na educação de crianças, com implementação de brinquedotecas, instalação de hortas comunitárias, revitalização de espaços, entre outros.

Os voluntários também podem atuar em outras frentes como captação de recursos, comunicação, assessoria jurídica, mapeamento das comunidades e a formação de lideranças comunitárias.

Sem vaga em escola para as filhas, mãe gasta metade do salário com babá

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Publicado em Folha de S.Paulo

Com os R$ 955 de seu salário, Jocasta Batista, 27, não faz planos. Há três meses, voltou para a casa da mãe e se livrou do aluguel de R$ 450. Dos R$ 400 destinados à vizinha para tomar conta das gêmeas de 2 anos, no entanto, ela não se livra.

O motivo é um só: no Jardim Ângela, onde mora, na zona sul, as creches têm vagas de menos para crianças de mais.

A pouco menos de 3 km da casa de fundos onde Jocasta vive com a mãe, as filhas, a irmã e o sobrinho, a angústia se replica.

Ali, no Capão Redondo, o único plano que Ana Cristina de Souza, 36, faz é como ganhar mais e pagar menos que R$ 450 para que três de seus quatro filhos sejam olhados também por uma vizinha.

Outros 18 km zona sul adentro, no Jardim Miriam, Samara Ádamo Pereira, 22, tenta dar um jeito no nó em que se transformou a vida. De favor, desde que se separou, vai vivendo na casa de uma amiga.

Recém-empregada em uma empresa de telemarketing, trabalha de domingo a domingo com uma folga por semana, em dias alternados. Dos R$ 800 reais que recebe, R$ 300 vão também para uma vizinha tomar conta de seus dois meninos, de 4 e 2 anos.

Jocasta, auxiliar de nutrição. Ana Cristina, auxiliar de limpeza. Samara, atendente em um call center. Em comum, as três -que não se conhecem-têm o fato de viverem em alguns dos bairros de São Paulo com o maior deficit de vagas nas creches.

Jardim Ângela, Capão Redondo e Grajaú lideram essa lista, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação.

A espera das três mães parece que ainda será longa. Como a Folha mostrou nesta quarta-feira (20), a gestão Fernando Haddad (PT) admite que não conseguirá cumprir a meta de construção de 243 creches na cidade até 2016, no final do mandato.

A promessa consta do plano de metas da administração petista. A Secretaria da Educação, no entanto, afirma que só conseguirá fazer cem unidades, além das 47 que já foram entregues ou estão em fase de conclusão.

Enquanto espera pelas vagas, Jocasta vê as gêmeas Heloysa e Sophya ficarem atrasadas. “Elas não falam mais do que mamãe, vovó e papai. Estão sempre agitadas e nervosas. É falta de contato com outras crianças”, afirma ela, com a certeza inabalável que só as mães podem ter.

Avó das meninas, a diarista Zilda Batista, 55, se ressente de elas não terem um lugar adequado para passar o dia. “Na creche, as ‘bichinhas’ poderiam correr, fazer amigos. Em casa, não tem como.”

FILA

Em 2014, 187 mil crianças estavam na mesma situação das gêmeas na cidade: à espera de uma vaga no serviço. Até março deste ano, 106 mil.

Apesar de a fila ter ‘encurtado’, a situação para o poder público municipal não é nada confortável. Assim como Samara, a Prefeitura de São Paulo tem um prazo.

Por decisão do Tribunal de Justiça, até o final do próximo ano, a prefeitura precisa resolver esse problema.

A medida foi tomada em ação civil pública movida pelas ONGs Ação Educativa e Nossa São Paulo, com apoio da Defensoria Pública e do Ministério Público Estadual.

Na mesma decisão, o TJ ordenou que a administração tem de apresentar, semestralmente, relatório de providências para o atendimento da ordem, que é monitorada pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do tribunal.

A pasta afirma que a gestão trabalha para aumentar os convênios com entidades idôneas, além de ampliar os convênios já existentes.

Caso a prefeitura não cumpra a decisão da Justiça, Samara não acredita que algum gestor será punido. Sobre as vagas de seus filhos, ela parece acreditar ainda menos.

‘O Pequeno Príncipe’ tem estreia adiantada no Brasil

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Publicado no Cinepop

‘O Pequeno Príncipe‘ (Le Petit Prince), adaptação do clássico da literatura mundial escrito por Antoine de Saint-Exupéry, teve sua estreia adiantada nos cinemas nacionais. A Paris Filmes anunciou que o filme estreia dia 8 de Agosto, dois meses antes do previsto.

O belo filme também ganhou um novo banner e trailer.

Confira:

Imagem de Amostra do You Tube

Competindo na seleção oficial do Festival de Cannes, a adaptação foi criada em uma animação stop-motion lúdica que faz jus a um dos livros mais adorados da história.

O elenco de vozes na versão dublada em inglês é formado por grandes estrelas de Hollywood: James Franco, Rachel McAdams, Jeff Bridges, Marion Cotillard, Benicio Del Toro e Paul Giamatti.

No centro de tudo está A Pequena Garota, que está sendo preparada por sua mãe para o mundo muito adulto no qual vivem – e é interrompida por seu excêntrico e amável vizinho, O Aviador. O Aviador apresenta sua nova amiga a um mundo extraordinário, no qual tudo é possível. Um mundo ao qual ele mesmo foi apresentado há muito tempo pelo Pequeno Príncipe. É aí que começa a jornada mágica e emocionante da Pequena Garota pela sua própria imaginação – e pelo universo do Pequeno Príncipe. E é onde a Pequena Garota redescobre sua infância e aprende que o que importa são as relações humanas e o que é realmente essencial somente pode ser visto com o coração.

Mark Osborne (‘Kung Fu Panda’) dirige.

Fãs da saga ‘Percy Jackson’ se reúnem em acampamento em Macapá

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Uma das histórias da saga 'Percy Jackson', do escritor Rick Riordan, virou filme (Foto: Fox Filmes/Divulgação)

Uma das histórias da saga ‘Percy Jackson’, do escritor Rick Riordan, virou filme (Foto: Fox Filmes/Divulgação)

Programação terá gincanas para admiradores de livros do Rick Riordan.
Acampamento Meio-Sangue será domingo (17), das 9h às 18h, na Zona Norte.

Fabiana Figueiredo, no G1

Os admiradores dos livros do escritor americano Rick Riordan autor das sagas como “Percy Jackson” e “Heróis do Olimpo”, terão uma programação para reunir os fãs em Macapá. O 2º “Acampamento Meio-Sangue” propõe um dia com brincadeiras e troca de conhecimentos sobre os livros no domingo (17), de 9h às 18h, em uma chácara no bairro Brasil Novo, na Zona Norte da capital.

Um dos organizadores do encontro, Antônio Carlos Assis, explica que o encontro surgiu a partir da proposta de reunir fãs dos livros de Riordan.

Acampamento Meio-Sangue reúne fãs de série de livros (Foto: Antônio Assis/Arquivo Pessoal)

Acampamento Meio-Sangue reúne fãs de série de
livros (Foto: Antônio Assis/Arquivo Pessoal)

“Depois que fizemos o primeiro acampamento, percebemos que tem muitos jovens interessados nas sagas dele. Esse gosto em comum é saudável e reúne essas pessoas que gostam de leitura. Para participar, a pessoa só precisa ter lido e conhecer a história”, disse Assis.

O acampamento terá brincadeiras de perguntas e respostas sobre as sagas do autor, cabo de guerra, concurso de beleza dos “semideuses”, apresentação de teatro, concurso de cosplay, encenações de batalhas, brincadeira de “captura da bandeira”, banho de piscina, entre outras atividades.

A entrada custa R$ 10 mais um quilo de alimento não perecível, que pode ser pago no dia do evento. Um transporte vai sair da Praça da Bandeira, no Centro da capital, às 8h30, para levar participantes até o acampamento.

 

Serviço
2º “Acampamento Meio-Sangue” em Macapá
Dia: 17 de maio
Hora: de 9h às 18h
Local: Avenida Pinhal, número 1289, bairro Brasil Novo
Entrada: R$ 10 + 1 quilo de alimento não perecível
Obs.: menores de idade terão que levar um termo de autorização assinado pelos responsáveis, que será disponibilizado no dia do evento.
Informações: (96) 99195-3869

Cidades brasileiras têm poucas livrarias e bibliotecas, diz estudo

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A livraria El Ateneo, em Buenos Aires, é considerada uma mais das bonitas no mundo Reprodução

A livraria El Ateneo, em Buenos Aires, é considerada uma mais das bonitas no mundo
Reprodução

Dados colhidos pelo Fórum Mundial de Cidades Culturais revelam que o Rio de Janeiro e São Paulo estão entre a piores cidades analisadas no quesito leitura e perdem feio para Buenos Aires

Publicado no Jornal do Commércio

Possivelmente o leitor já ouviu falar na lenda que diz que existem, só dentro da cidade de Buenos Aires, na Argentina, mais livrarias que no Brasil todo. Um relatório do Fórum Mundial de Cidades Culturais, composto por 27 cidades de todo o mundo, divulgou os seus dados sobre a presença de livrarias, cinemas, casas de show e bibliotecas, entre outros. Os números desmentem a famosa conta, apesar de mostrarem que as cidades brasileiras estão entre as piores estudadas pela pesquisa.

No documento, é divulgado que Buenos Aires possui 734 livrarias, um número altíssimo, mas inferior ao de 3,1 mil livrarias, usado oficialmente pela Associação Nacional de Livrarias (ANL) para anunciar o número de lojas.

No entanto, segundo o documento, a capital argentina é a cidade número um do mundo – entre as 27 que divulgaram seus dados, incluindo Berlim, Nova York, Londres, Paris, Madri, Tóquio e Amsterdã, – no índice de livrarias a cada 100 mil habitantes, que mede essa quantidade proporcionalmente. São impressionantes 25 locais de vendas de livro para cada centena de milhares de portenhos. Para se ter uma ideia, as duas cidades brasileiras presentes no estudo, Rio de Janeiro e São Paulo, tem um índice de 5 e 3,5, respectivamente.

OUTROS DADOS
Segundo o relatório, São Paulo e Rio de Janeiro ainda contam, juntas, com 686 livrarias. O Fórum Mundial de Cidades Culturais ainda afirma que o país publica cerca de 57,6 mil títulos por ano, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro de 2009.

Um dado preocupante do relatório é o número de bibliotecas públicas para cada 100 mil habitantes no Rio de Janeiro e em São Paulo: só uma. Buenos Aires, mesmo com mais livrarias, ainda têm 3 bibliotecas para cem mil pessoas. O índice das metrópoles brasileiras só é maior que o de cidades como Istambul (Turquia), Bombaim (Índia) e Cingapura. A líder do mundo no quesito é a capital francesa, Paris, que tem 7 bibliotecas para cada centena de milhares de habitantes.

O Brasil também tem um número decepcionante de empréstimos de livros em suas bibliotecas públicas. Segundo a estimativa, cada morador do Rio de Janeiro pega 0,03 livros emprestados por ano; em São Paulo, o número é um pouco maior, com 0,07 obras emprestadas a cada pessoa. Só uma cidade da pesquisa tem um número menor: novamente Istambul, que empresta a cada um de seus habitantes 0,01 livros a cada 12 meses. Para se ter uma ideia, a líder no ranking, Toronto, tem uma média de 12,24 livros emprestados para cada morador.

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