S.O.S Amor

Posts tagged Brasil

Após aprender português, refugiado sírio comemora vaga em faculdade pública

0

Bruna Souza Cruz, no UOL

Emmanuel deixou a Síria por conta da guerra

Emmanuel deixou a Síria por conta da guerra

O jovem sírio Emmanuel Ouba, 22, está animado com a volta às aulas no curso de medicina veterinária. Natural de Damasco, na Síria, o estudante inicia em breve o segundo semestre da graduação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, no campus Muzambinho (MG). O estudante ainda comemora a aprovação no vestibular realizado no meio do ano passado.

Por causa da guerra, que atinge seu país há mais de cinco anos, o rapaz veio sozinho para o Brasil em busca de melhores condições de vida e de oportunidades para estudar. Na Síria, deixou os pais, a família e os amigos.

“Com a guerra, é um perigo de sair de casa. Até em casa tem perigo. Sabe essa perseguição psicológica também? Meus pais queriam que eu saísse de lá para ficar mais em segurança”, relembrou. O jovem até chegou a estudar biologia na Universidade de Damasco, mas teve que a abandonar.

Ao chegar em São Paulo, em 2015, o desejo de retomar os estudos o acompanhou. Mas a falta de conhecimento do português era um dos principais desafios na época. Foi então que Ouba se matriculou em cinco cursos de língua portuguesa, um deles oferecido pelo Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado), e começou a se dedicar ao idioma. Ele lembra que a necessidade foi a grande responsável por sua dedicação.

“Sempre quis veterinária. Meu avô de lá [Síria] era veterinário. Acho que é porque gosto muito de animais e de medicina. Aprender português foi difícil sim, mas aprendi porque precisei mesmo. Nem todo mundo fala inglês, muito menos árabe [aqui no Brasil]. Mas eu não falo que aprendi [o português], falo que estou aprendendo”, brincou.

Em praticamente um ano, Ouba aprendeu o português, se aperfeiçoou na língua e ainda conseguiu passar no vestibular numa instituição pública de ensino. “Quando cheguei ao Brasil, queria fazer faculdade, mas não sabia que ia entrar depois desse curto período de tempo. Pensei que que iam ser dois, três anos para eu entrar na faculdade por causa do vestibular”, contou animado.

Ao todo, foram três meses de cursinho antes do vestibular, para o qual, segundo ele, estudou “como todo aluno de cursinho estuda”. Para se manter e conseguir guardar dinheiro, o jovem dividia seu tempo trabalhando como professor de inglês em duas escolas de idioma na capital paulista. Em Minas, seu sustento é mantido com ajuda de verba pública.

“O curso [em Minas Gerais] é integral. Faço muitos estágios não remunerados, não tem como trabalhar. Mas o Instituto me dá um auxílio estudantil, que me ajuda a sustentar, e uso um pouco do dinheiro que guardei em São Paulo. Não sobra nada, mas sem o auxílio eu não estaria aqui”, afirmou.

Mesmo sentindo saudades da família e dos amigos, a expectativa do universitário para o futuro é concluir a graduação e trabalhar no Brasil.

“Estou gostando muito. As coisas boas são a qualidade, que é muito alta, a biblioteca e o refeitório, que tem comida quase de graça e é muito boa. Não tem coisas ruins”, concluiu.

As aventuras do poderoso Xangô: HQ transforma Orixás em super-heróis

0
A criação: Página de "Contos de Òrun Àiyè", com lançamento previsto para junho imagem: Divulgação

A criação: Página de “Contos de Òrun Àiyè”, com lançamento previsto para junho imagem: Divulgação

Tiago Dias, no UOL

Se a Marvel se inspirasse na mitologia yorubá para criar suas histórias, o guerreiro Xangô teria uma força tão impressionante quanto Thor, defenderia a justiça tanto quanto Capitão América, e contaria com a ajuda de Oxum, Ogum e Oxossi para conquistar o trono do império africano de Oyó.

Mas não é mais necessário uma gigante do ramo para fazer explodir um novo universo nos quadrinhos. A HQ “Contos de Òrun Àiyé”, que deve ser lançada em agosto, dará aos Orixás cores e contornos de super-heróis.

“Eles têm poderes e distinções muito claras de personalidade, como os super-heróis têm. Xangô e Iansã são vermelhos. Ogun é azul e verde. Oxum é dourado”, conta o criador da história, Hugo Canuto. “Tem um código ali que dialoga muito com a figura do super-herói.”

Os Vingadores da mitologia de matriz africana: Hugo Canuto bebe na fonte dos Orixás para nova HQ imagem: Divulgação

Os Vingadores da mitologia de matriz africana: Hugo Canuto bebe na fonte dos Orixás para nova HQ imagem: Divulgação

 

Como qualquer fã de heróis que se preze, o quadrinista baiano cresceu lendo o universo de Thor, Conan e Super-Homem, personagens inspirados em mitologias distantes, mas que nunca tiveram dificuldade de assimilação por parte dos leitores brasileiros.

Caiu então a ficha na cabeça do autor, que já visitara outras culturas em “A Canção de Mayrube”, inspirada nos povos latinos: Por que o deus nórdico, na ficção da Marvel, é um super-herói e Xangô, guerreiro africano, é considerado um demônio?

“Por que aquilo que é brasileiro, que faz parte da cultura do país, é vista dessa maneira negativa e esse mesmo arquetípico da cultura euro ocidental é vista como herói?”, questiona.

"The Might Xangô" ou "O Poderoso Xangô": Homenagem a Jack Kirby deu origem ao projeto imagem: Divulgação

“The Might Xangô” ou “O Poderoso Xangô”: Homenagem a Jack Kirby deu origem ao projeto imagem: Divulgação

“The Orixás”

Com a vontade de afugentar preconceitos e fundir suas duas paixões, a cultura brasileira e as HQs, recriou em agosto passado uma capa clássica de “Os Vingadores”, com Xangô na mesma pose de Capitão América, e Ogún no lugar do Homem de Ferro.

Nascia ali “The Orixás” – uma homenagem despretensiosa ao quadrinista americano Jack Kirby, fundador da Marvel e um de suas maiores inspirações, que completaria 99 anos naquele dia se estivesse vivo.

A ilustração foi recebida com uma onda de curtidas e compartilhamentos. Canuto criou então capas fictícias para cada Orixá e decidiu bancar um projeto de verdade. Recusou ofertas de editores e foi para o conhecido crowdfunding. A “vaquinha” iniciada em novembro bateu sua meta de R$ 12 mil logo nas primeiras semanas — e encerrou a arrecadação com R$ 40 mil.

Fundindo mundos

Hugo Canuto: "Quero trazer esse universo para uma mídia que ainda é muito eurocêntrica, muito ligada a temas norte-americanos" imagem: Bruno Sarrion/Divulgação

Hugo Canuto: “Quero trazer esse universo para uma mídia que ainda é muito eurocêntrica, muito ligada a temas norte-americanos” imagem: Bruno Sarrion/Divulgação

Na prévia de “Contos de Òrun Àiyé”, cedida pelo artista e que abre esta reportagem, é possível ver a influência dos heróis clássicos, como se Jack Kirby e Stephen “Steve” J. Ditko (responsável pela arte de “Dr. Estranho”) jogassem suas cores e influências pop em um novo mundo de super-deuses.

Mas o projeto vai além de transformar os Orixás em meros arquétipos. “A história que eu estou construindo se situa no tempo lendário, no passado mítico, em que céu [Òrun] e terra [Àiye] é um só. Não tem como ser maniqueísta. Eles são muitos complexos, não se reduzem a bom e ruim”, explica Canuto.

“Quero trazer esse universo para uma mídia que ainda é muito eurocêntrica, muito ligada a temas norte-americanos. Trazer algo que é tão vítima de preconceito, que é combatida por movimentos reacionários, para uma linguagem diferente e fazer com que as pessoas olhem de outra maneira”, observa o baiano. “Fiz uma ponte entre duas realidades.”

Game of Thrones | Novo conto do universo será publicado no Brasil em outubro

0

George-RR-Martin_n1sTEy1_BbBu3ug

Conto de George R. R. Martin em “The Book of Swords” será sobre filhos de Aegon Targaryen

Caio Soares, no Omelete

A antologia The Book of Swords, editada por Gardner Dozois e que terá um novo conto de George R.R. Martin ambientado em Westeros, será lançada no Brasil em outubro pela Editora LeYa. As informações são do jornalista do Globo, Lauro Jardim.

A história intitulada The Sons of the Dragon (“Os Filhos do Dragão”) retratará as vidas de Maegor Targaryen e Aenys I Targaryen, os filhos de Aegon I (“O Dragão” ou “O Conquistador”). George disse também que a obra compartilha a mesma fonte de A Princesa e a Rainha e O Príncipe de Westeros, os outros dois contos de história falsa sobre os Targaryen que foram publicados em antologias.

A Princesa e a Rainha está na coletânea Mulheres Perigosas, que será lançada em fevereiro pelo selo LeYa/Omelete e que já está em pré-venda. Também chamado de “Os Negros e os Verdes”, o conto narra a disputa entre a princesa Rhaenyra Targaryen e sua madrasta, a rainha Alicent Hightower que, com seus respectivos aliados (o “Negros” e os “Verdes”, nessa ordem), deram início ao conflito sangrento conhecido nas Crônicas de Gelo e Fogo como “A Dança dos Dragões”.

Livro de Neil Gaiman sobre mitologia nórdica chega em março no Brasil

0
Neil Gaiman (Foto: Flickr/Stanislav Lvovsky)

Neil Gaiman (Foto: Flickr/Stanislav Lvovsky)

 

Isabela Moreira, na Galileu

Em seu novo livro, Neil Gaiman fala sobre Thor, Odin e Loki, os três grandes deuses da mitologia nórdica. Este, inclusive, é o nome da obra, que será lançada no Brasil em março deste ano.

Responsável por livros como Deuses Americanos e Coraline, Gaiman anunciou o novo trabalho pela primeira vez em junho de 2016. Na ocasião, a editora W.W. Norton & Company, que publica as obras do autor nos Estados Unidos, anunciou que ele contaria as histórias da mitologia em forma de romance.

“Gaiman costura história primordiais com um arco romântico que começa com a gênese de nove mundos lendários; explora as origens das divindades, anões e gigantes; e culmina em Ragnarok, o crepúsculo dos deuses e o renascimento de uma nova era e de um novo povo”, afirma a nota de anúncio.

Para celebrar o lançamento de Mitologia Nórdica, o escritor publicou um vídeo em sua página do Facebook falando mais sobre ela. “Desde quando estava trabalhando em Sandman, senti que uma das coisas mais interessantes a serem feitas na ficção é prestar atenção nos mitos, porque me parece que eles estão sempre vivos e informam o que fazemos. Eles informam nosso mundo em formas nas quais nem nos damos conta”, afirma.

O livro trará uma versão romantizada, ainda que fiel, dos mitos de Loki, Thor e Odin. “O incrível da mitologia nórdica é que os personagens são eles mesmos: eles têm falhas e são fascinantes”, comenta Gaiman. “Temos Loki e seus três filhos monstruosos. Temos Thor e deuses sendo assassinados e transformados em hidromel por anões malvados que são chantageados por gigantes.”

“É um livro para qualquer um que tiver interesse por mitologia nórdica. É para qualquer um que acha que Tom Hiddleston fica legal com o grande chapéu com chifres e se pergunta no que o personagem dele é baseado.”

Mitologia Nórdica será lançado no Brasil em março pela editora Íntrinseca.

 

Amazon prepara chegada do Audible, seu serviço de audiolivros, ao Brasil

0

RTEmagicC_audiblecom_01.jpg

 

Serviço permite ouvir audiolivros e empresa já negocia com mercado local

Publicado no Correio 24 Horas

A Amazon começou negociações para trazer o Audible, serviço que permite ouvir audiolivros, para o Brasil. Segundo fontes do mercado editorial, a empresa já negocia com editoras locais para levar o conteúdo dos livros físicos para o mundo do áudio. Além disso, a empresa abriu uma vaga de produção de áudio para seu escritório em São Paulo no projeto do Audible, sete meses após transferir Milton Leite da divisão responsável pelo leitor eletrônico Kindle para chefiar os negócios do Audible no País.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo” apurou, as negociações ainda estão em estágio inicial e não há previsão para o lançamento do serviço por aqui. “A Amazon está esperando para formar um bom catálogo em português antes de lançar”, disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Por enquanto, a empresa tem oferecido às editoras um acordo para produção dos audiolivros em seu próprio estúdio, que está sendo montado em São Paulo. Em troca, exige exclusividade na venda dos volumes e uma fatia maior sobre o valor dos livros vendidos. Acordos semelhantes já foram propostos por outras empresas do mercado nacional – como a Ubook, da Saraiva, e a startup TocaLivros. A diferença, segundo as fontes, é que a Amazon oferece relatórios de venda em tempo real, o que facilita a vida das editoras. A gigante norte-americana também permite que as editoras produzam seus próprios audiolivros, mas essa é uma possibilidade com menor chance de sucesso.

“Produzir um audiolivro é tão caro quanto fazer um livro físico, com a diferença que vende muito menos”, disse uma das fontes. “É um mercado que nunca pegou aqui, mas, com o direcionamento certo, pode conquistar o público que é acostumado a ouvir podcasts.”

Questionado em entrevista ao jornal no início do mês sobre a plataforma de audiolivros, o diretor-geral da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, desconversou. “É um belo produto, mas não sei quando a gente vai lançar. Não sei se dá para fazer com o Audible o trabalho que a gente fez com livros digitais”, disse o executivo.

Antes da chegada da Amazon ao País, no fim de 2012, o mercado de livros digitais era pouco significativo. Não é a primeira vez, no entanto, que a Amazon menciona o serviço no País. Em sua apresentação no Congresso Internacional do Livro Digital, realizado em agosto do ano passado em São Paulo, Szapiro já exibia o logotipo do Audible em sua apresentação de slides.

No exterior, o Audible é hoje um dos principais serviços da Amazon no segmento editorial, ao lado do leitor eletrônico Kindle e do serviço de streaming de livros Kindle Unlimited – os dois últimos já existem no Brasil. Plataforma Hoje, o Audible funciona no Brasil apesar de não ter tradução para o português, mas seu catálogo no idioma local é pequeno: são cerca de cem livros, a maior parte concentrada em títulos de autoajuda e clássicos da literatura mundial, como Shakespeare e Daniel Defoe. É pouco perto dos 5 mil títulos em francês, 3,5 mil em espanhol, 30 mil em alemão e 150 mil em inglês.

Criado em 1995 nos EUA, o Audible foi comprado pela Amazon, em 2008, por US$ 300 milhões. Trata-se do principal serviço de audiolivros dos EUA, com versões para PC, Mac, Android e iPhone. São mais de 200 mil títulos disponíveis para os usuários do serviço em todo o mundo – a Amazon não revela o número total de usuários. É possível assinar o serviço por US$ 15 por mês para baixar um ou dois títulos por mês, ou comprar em formato avulso, com preços entre US$ 1 e US$ 25. No Brasil, o Audible pode ter dois concorrentes: o Ubook – sistema da Saraiva que funciona por assinatura de R$ 19,90 ao mês – e a startup TocaLivros, que também busca criar esse hábito no mercado brasileiro.

Via Bruno Capelas , do Estadão

Go to Top