Vitrali Moema

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Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

Amazon cria jogo social para o Facebook

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Publicado por Veja

‘Living Classics’ é um game que recria ícones da literatura, como ‘Alice no País das Maravilhas’ e ‘O Mágico de Oz’

Captura de tela de ‘Living Classics’ (Reprodução)

A Amazon lançou nesta semana o seu primeiro jogo social: o Living Classics. O título, disponível no Facebook, foi desenvolvido pelo veterano game designer Jonathan Tweet.

O jogo é do estilo Point and Click, que consiste em clicar com o mouse em objetos em movimento no cenário o mais rápido possível. O puzzle, que reproduz cenas de clássicos da literatura, como Alice no País das Maravilhas e o O Mágico de Oz, é um trabalho da Amazon Game Studios, divisão da companhia voltada ao desenvolvimento de títulos eletrônicos. Para marcar pontos

O mercado acredita que a nova aposta da gigante do varejo está relacionada ao seu tablet, o Kindle Fire, lançado nos Estados Unidos em 2011 e sem previsão de chegar ao Brasil. Para analistas, o objetivo da companhia é transformar o hardware em uma nova plataforma de jogos sob demanda.

A explicação da Amazon para o interesse na área de jogos sociais é curiosa: “Sabemos que muitos de nossos usuários jogam games – incluindo os games sociais gratuitos – e graças ao know-how da Amazon, acreditamos ser capazes de oferecer uma experiência de jogo acessível, que pode ser explorada por nossos consumidores o tempo todo”, publicou a companhia em seu blog oficial.

Entretenimento é um dos grandes pilares da empresa, que já disponibiliza um vasto ambiente de computação em nuvem e infraestrutura de hospedagem, amplamente utilizado na venda e download de conteúdo digital.

dica do Jarbas Aragão

10 Números impressionantes da Bienal do Livro de São Paulo 2012

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Publicado originalmente no Listas Literárias

No próximo dia 09 de agosto se inicia o maior evento literário no Brasil. A Bienal do Livro de São Paulo, dominará a pauta sobre o mercado editorial nos próximos dias, e abaixo alguns números que comprovam a grandiosidade do evento:

 

1 – Foram investidos cerca de R$ 32 Milhões de Reais para o desenvolvimento das atividades da Bienal do Livro de São Paulo;

2 – Estão confirmados 480 expositores, sendo destes, 346 nacionais, e 134 internacionais;

3 – 34 Mil metros quadrados é a área utilizada pela Bienal do Livro de São Paulo, numa área total de 60 mil metros quadrados;

4 – 1.100 Selos editoriais estarão presentes na Bienal do Livro;

5- serão 10 dias de evento, de 09 de agosto, a 19 de agosto;

6 – 1.250 Horas de programação cultural estão prevista durante a Bienal do Livro;

7 – 17 Autores internacionais estão confirmados na programação da Bienal do Livro, e grande parte deles visitará o Espaço Jovem, destacando neste público a autora Cecicly Von Ziegezar

8 – R$ 470,00 foi o valor do metro quadrado cobrado da Bienal do Livro das editoras expositoras;

9 – A estimativa da Bienal do Livro é de um crescimento de 8% em seu público visitante;

10 – São esperados 800.000 visitantes durante a edição de 2012 da Bienal do Livro de São Paulo;

2012 e o Brasil ainda é país analfabeto

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El cinco invertido

JOSE VICENTE JIMENEZ RIBAS via Ladybug Brasil

Segundo Indicador do Alfabetismo Funcional (INAF) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa, 38% dos brasileiros com formação superior não têm capacidade de ler e escrever decentemente. Apenas 35% das pessoas com Ensino Médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas.

O INAF 2011/2012 avaliou 2 mil pessoas, de 15 a 64 anos, em todas as regiões do país, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos:

Analfabetos: Não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares.
Alfabetizados em nível rudimentar: Localizam uma informação explícita em textos curtos, leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.

Alfabetizados em nível básico: Leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.

Alfabetizados em nível pleno: Leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos.

Os resultados mostram que apenas 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – mesma porcentagem de 2001, quando foi calculado pela primeira vez. 47% dos brasileiros têm alfabetização básica – e 27% são analfabetos funcionais.

“Os resultados mostram que o Brasil avançou principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na sociedade letrada”, aponta o relatório do Inaf 2011-2012.

O estudo indica que há relação entre o nível de alfabetização e a renda das famílias: à medida que a renda cresce, melhora a qualidade do letramento (como se chama a habilidade de escrever, ler e entender estas atividades). Detalhe sórdido: ente os que têm renda familiar acima de cinco salários mínimos, apenas 52% são considerados plenamente alfabetizados.

Entre as famílias que recebem até um salário por mês, apenas 8% atingem o nível pleno de alfabetização. Segundo o INAF, a chegada dos mais pobres ao sistema de ensino não foi acompanhada dos devidos investimentos para garantir as condições adequadas de aprendizagem.

Em miúdos: apesar da escolaridade média do brasileiro ter melhorado nos últimos anos, a inclusão no sistema de ensino não representou melhora significativa nos níveis gerais de alfabetização da população. “A busca de uma nova qualidade para a educação escolar, em especial nos sistemas públicos de ensino, andar junto com o aumento no atendimento. Só assim a escola garantirá efetivamente uma aprendizagem eficiente”, resume o relatório.

O que esperar da chegada da Amazon no Brasil

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Embalagens da Amazon

Funcionário da Amazon: companhia espera vender 1,1 milhão de produtos até o fim de 2012

Isa Sousa, na Exame.com

Rio de Janeiro – A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, coordenador dos cursos de marketing digital da FGV no Brasil e consultor em estratégias de marketing digital.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

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