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10 Números impressionantes da Bienal do Livro de São Paulo 2012

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Publicado originalmente no Listas Literárias

No próximo dia 09 de agosto se inicia o maior evento literário no Brasil. A Bienal do Livro de São Paulo, dominará a pauta sobre o mercado editorial nos próximos dias, e abaixo alguns números que comprovam a grandiosidade do evento:

 

1 – Foram investidos cerca de R$ 32 Milhões de Reais para o desenvolvimento das atividades da Bienal do Livro de São Paulo;

2 – Estão confirmados 480 expositores, sendo destes, 346 nacionais, e 134 internacionais;

3 – 34 Mil metros quadrados é a área utilizada pela Bienal do Livro de São Paulo, numa área total de 60 mil metros quadrados;

4 – 1.100 Selos editoriais estarão presentes na Bienal do Livro;

5- serão 10 dias de evento, de 09 de agosto, a 19 de agosto;

6 – 1.250 Horas de programação cultural estão prevista durante a Bienal do Livro;

7 – 17 Autores internacionais estão confirmados na programação da Bienal do Livro, e grande parte deles visitará o Espaço Jovem, destacando neste público a autora Cecicly Von Ziegezar

8 – R$ 470,00 foi o valor do metro quadrado cobrado da Bienal do Livro das editoras expositoras;

9 – A estimativa da Bienal do Livro é de um crescimento de 8% em seu público visitante;

10 – São esperados 800.000 visitantes durante a edição de 2012 da Bienal do Livro de São Paulo;

2012 e o Brasil ainda é país analfabeto

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El cinco invertido

JOSE VICENTE JIMENEZ RIBAS via Ladybug Brasil

Segundo Indicador do Alfabetismo Funcional (INAF) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa, 38% dos brasileiros com formação superior não têm capacidade de ler e escrever decentemente. Apenas 35% das pessoas com Ensino Médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas.

O INAF 2011/2012 avaliou 2 mil pessoas, de 15 a 64 anos, em todas as regiões do país, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos:

Analfabetos: Não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares.
Alfabetizados em nível rudimentar: Localizam uma informação explícita em textos curtos, leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.

Alfabetizados em nível básico: Leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.

Alfabetizados em nível pleno: Leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos.

Os resultados mostram que apenas 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – mesma porcentagem de 2001, quando foi calculado pela primeira vez. 47% dos brasileiros têm alfabetização básica – e 27% são analfabetos funcionais.

“Os resultados mostram que o Brasil avançou principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na sociedade letrada”, aponta o relatório do Inaf 2011-2012.

O estudo indica que há relação entre o nível de alfabetização e a renda das famílias: à medida que a renda cresce, melhora a qualidade do letramento (como se chama a habilidade de escrever, ler e entender estas atividades). Detalhe sórdido: ente os que têm renda familiar acima de cinco salários mínimos, apenas 52% são considerados plenamente alfabetizados.

Entre as famílias que recebem até um salário por mês, apenas 8% atingem o nível pleno de alfabetização. Segundo o INAF, a chegada dos mais pobres ao sistema de ensino não foi acompanhada dos devidos investimentos para garantir as condições adequadas de aprendizagem.

Em miúdos: apesar da escolaridade média do brasileiro ter melhorado nos últimos anos, a inclusão no sistema de ensino não representou melhora significativa nos níveis gerais de alfabetização da população. “A busca de uma nova qualidade para a educação escolar, em especial nos sistemas públicos de ensino, andar junto com o aumento no atendimento. Só assim a escola garantirá efetivamente uma aprendizagem eficiente”, resume o relatório.

O que esperar da chegada da Amazon no Brasil

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Embalagens da Amazon

Funcionário da Amazon: companhia espera vender 1,1 milhão de produtos até o fim de 2012

Isa Sousa, na Exame.com

Rio de Janeiro – A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, coordenador dos cursos de marketing digital da FGV no Brasil e consultor em estratégias de marketing digital.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

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Advogada cria biblioteca comunitária, coral e orquestra

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Alunos da Orquestra de Violões da Biblioteca Amigo Livro

Daniele Carneiro, no Livros e Afins

Através da Biblioteca Amigo Livro, Silvia promove tardes divertidas com programação cultural para crianças e adolescentes. Essas atividades que envolvem música e artes estão servindo para incentivá-los a desenvolver a criatividade e o talento que elas já têm naturalmente. A biblioteca está em plena atividade desde fevereiro desse ano, e já possui leitores diários que frequentam suas estantes. São as mães das crianças, as vizinhas, os colaboradores, voluntários, amigos e as crianças, todos desenvolvendo e cultivando o hábito da leitura.

Os adultos passaram a visitar a biblioteca com mais frequência, incentivando seus filhos a frequentá-la também. Todos os sábados a partir das 13h a biblioteca está aberta para atividades culturais, como as aulas gratuitas de violão e de coral que estão bem frequentadas. Além disso, as crianças podem fazer pintura livre em papel kraft, brincar e comer um lanchinho. Durante as férias de inverno, Silvia alugou brinquedos como piscina de bolinas e cama elástica, para que as crianças aproveitassem ainda mais esse período de dias livres.

O sistema de empréstimo da Biblioteca Amigo Livro é livre: o leitor empresta, fica com o livro o tempo necessário para a leitura e devolve. Ou passa o livro para um coleguinha, para os irmãos e pessoas próximas, para que o ciclo de leitura não se encerre. O ritmo das doações locais aumentou e tem se mantido constante. As estantes estão bem mais coloridas de livros, que chegaram através de doações que a biblioteca conquistou através de amigos, de pessoas simpáticas à ideia, e apoiadores. As pessoas têm se tornado mais conscientes da importância de ter presente no bairro uma biblioteca atuante. Além de oferecer vários gêneros de livros, gibis, revistas e enciclopédias oriundos de doações, a Biblioteca Amigo Livro se tornou um ponto de encontro, e de interação, inclusive entre pais e filhos, já que as atividades são convidativas, divertidas e abertas à participação de todos. Durante as férias de inverno, as tardes da biblioteca tiveram leitura de histórias, animadas rodas de violão e cantoria, brinquedos disponíveis para a criançada, lanche, livros, pintura e desenhos, balões e muito mais.

É importante para uma criança e para um adolescente sentir que pertence a uma comunidade, ter um local de referência, onde todos estão trabalhando para o mesmo objetivo, compartilhando valores, vontades e bem-estar comuns. Infelizmente muitos jovens acabam por encontrar esse sentimento de pertencimento em gangues e na marginalidade. É muito gostoso encontrar um lugar tão aprazível para o desenvolvimento de tantas crianças em uma cidade como Guaratuba que tem um potencial enorme e muitas crianças necessitadas de atividades culturais contra turno. Torcemos para que mais projetos como esse se espalhem pela cidade inteira, e que sejam de fato adotados por um número significativo de pessoas e voluntários, porque Guaratuba ainda é uma cidade muito carente de projetos sociais voltados para a integração das crianças e dos adolescentes a atividades que lhes forneçam perspectivas para uma infância e adolescência mais focadas, para novos horizontes que se abrem a elas dentro da própria cidade. A Biblioteca Amigo Livro está apresentando uma nova perspectiva à vida desses jovens.

 

Livro “K.” é a expressão da dor de vítimas da ditadura

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Bernardo Kucinski: escrever aliviou sofrimento (Foto: Paulo Pepe/Rede Brasil Atual)

Desirèe Luíse, no Caros Amigos

“Às vezes nem eu mesmo acredito que escrevi. É especial, porque é uma espécie de descarrego. O livro nasce de um processo cíclico, que seria impossível de repetir”, afirmou o jornalista e escritor Bernardo Kucinski sobre sua mais recente publicação, o livro “K.”.

Resultado de um processo de maturação de mais de 40 anos do autor, a obra retrata a incessante busca de um pai por sua filha, vítima da ditadura militar no Brasil. A moça é Ana Rosa Kucinski, militante da resistência e irmã do autor. Em 1974, junto com seu companheiro, ela “foi desaparecida” – em oposição ao “desapareceu”, já que o verbo deixa margem para concluir que poderia ter ocorrido por livre e espontânea vontade, como Bernardo ressalta na narrativa.

Sentimentos

Carregado de sentimento, o livro emociona. A busca desesperada do protagonista K vai se intensificando a cada capítulo. Primeiro, o estranhamento pela falta de notícias da filha. Depois, a desconfiança do que pode ter acontecido. Então, a certeza de que foi vítima dos militares e a persistência eterna de encontrar provas ou, ao menos, conseguir a admissão da culpa por parte do Estado. O leitor torna-se cúmplice de uma dor sem tamanho. As repetidas tentativas de encontrar qualquer notícia envolvem num mar de angústia.

Kucinski revelou ter sentido certo alívio, após escrever o livro. “Trouxe algo que ainda não sei identificar, mas foi como ‘soltei o que estava dentro de mim’. Mas aí começa tudo de novo. Começa outra vez. Complicam algumas coisas e então, agora, não está legal a situação novamente.”

A sensação é a que centenas ou até milhares – o número de militantes desaparecidos ainda não é certo no país – de famílias carregam por não poderem enterrar seus mortos. “Não conseguimos saber nem a metade dos horrores cometidos. Essa tragédia contada no livro é uma das múltiplas até hoje não esclarecidas. Não se sabe quantos morreram e quantos corpos foram escondidos”, apontou o jurista e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP), Fábio Konder Comparato.

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