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Primeiro Mataram Meu Pai | Livro que inspirou filme de Angelina Jolie chega ao Brasil

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Longa será lançado em setembro na Netflix

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A HarperCollins Brasil lança neste mês o livro Primeiro Mataram Meu Pai, que conta a história da jovem Loung Ung e sua trajetória para escapar do regime do ditador Pol Pot, no Camboja. A obra inspirou o novo filme dirigido pela atriz Angelina Jolie que tem estreia prevista ainda para este mês na Netflix. Confira a capa:

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Filha de um oficial de alto escalão do governo do Camboja, a menina teve uma vida privilegiada até o início da sua infância. Tudo mudou em abril de 1975, quando foi instaurado no país um dos piores regimes da história, o Khmer Vermelho, responsável pela morte de cerca de 2 milhões de cambojanos na época.

Quando o exército invadiu a cidade, Loung e sua família passaram a correr sério risco, já que seu pai era agente do governo. Por um tempo, eles se disfarçaram e conseguiram ficar unidos, mas seus pais foram descobertos e executados. A partir daí, Loung precisou fugir e acabou em um campo de formação de crianças-soldado, onde foi treinada para se tornar um dos membros do exército comunista. Já seus irmãos foram mandados para um campo de trabalhos forçados.

Apesar de todo o sofrimento, a jovem não desistiu de mudar sua vida. Aos dez anos, ela conseguiu fugir para a Tailândia com um de seus irmãos e, anos depois, chegou aos Estados Unidos.

“Esta é uma história de sobrevivência: a minha e a de minha família. Embora estes acontecimentos façam parte da minha experiência de vida, minha história está refletida na vida de milhões de cambojanos”, declarou a autora em seu livro.

A estreia no serviço de streaming está marcada para 15 de setembro.

Brasil perde seis universidades em ranking das mil melhores do mundo; britânica lidera

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USP

USP

Esta é a primeira edição do ranking que é liderada por duas universidades britânicas, a Universidade de Oxford e de Cambridge

Publicado no InfoMoney

SÃO PAULO – O Brasil deixou de ter seis universidades entre as melhores do mundo na edição deste ano do ranking Times Higher Education, divulgado nesta terça-feira (5). Antes, o país tinha 27 universidades entre as colocadas, número que agora caiu para 21.

Foram dez as universidades que saíram do ranking: a UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UFLA (Universidade Federal de Lavras), UFV (Universidade Federal de Viçosa), UFF (Universidade Federal Fluminense), UEL (Universidade Federal de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Ao mesmo tempo, outras quatro universidades entraram para as mil melhores pela primeira vez. São elas a Unifei (Universidade Federal de Itajubá), UnB (Universidade de Brasília), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa).

O ranking organiza as 200 primeiras universidades em posições numerais e, após essas, as demais são organizadas em blocos. Dentre as brasileiras classificadas, a USP (Universidade de São Paulo) é a que se encontra na melhor posição, no grupo de 251ª a 300ª. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) ocupam os grupos de 401ª a 500ª e 501ª a 600ª, respectivamente.

Em um estudo específico das universidades da América Latina, o Times Higher Education chegou a considerar a Unicamp a melhor da região, ficando à frente até da USP. Nesta análise regional, apesar de os critérios avaliados serem os mesmos (ensino, pesquisa, citações, visão internacional e transferência de conhecimento), os pesos são distribuídos de forma diferente.

Melhores do mundo
Esta é a primeira edição do ranking que é liderada por duas universidades britânicas, a Universidade de Oxford e de Cambridge. No ano passado, Oxford ainda liderava, mas era seguida pela norte-americana Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Os Estados Unidos ainda são maioria entre as dez primeiras universidades do ranking, com sete colocadas entre elas.

Confira a seguir quais são as dez primeiras colocadas do ranking:

Sem título

John Green lerá 1º capítulo de “Tartarugas até lá embaixo” em seu canal

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Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

O autor de A Culpa é das Estrelas, John Green, anunciou que vai ler em seu canal no Youtube, vlogbrothers, o primeiro capítulo de “Tartarugas Até Lá Embaixo”, seu novo livro. O anúncio foi feito em seu último vídeo postado em seu canal, que você assiste logo abaixo, onde ele fala que assinou 200 mil autógrafos que serão incluídos em cópias lançadas nos EUA. Aqui no Brasil, o livro será distribuído pela Editora Intrínseca.

Essa não é a primeira vez que o autor faz isso. Em 2008 e em 2011, ele também leu o primeiro capítulo de Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas.

John Green tem quatro best-sellers publicados no Brasil e, juntos, os livros venderam no país mais de 4,5 milhões de exemplares.

Tartarugas até lá embaixo chega as livrarias dia 10 de outubro.

Renato Janine Ribeiro: ‘A educação no Brasil luta para subsistir’

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 Elza Fiuza / Agência Brasil Ex-ministro da educação Renato Janine Ribeiro: "Não adianta você criar novas vagas de ensino superior se os alunos não estiverem capacitados".

Elza Fiuza / Agência Brasil
Ex-ministro da educação Renato Janine Ribeiro: “Não adianta você criar novas vagas de ensino superior se os alunos não estiverem capacitados”.

 

Em entrevista ao HuffPost Brasil, ex-ministro explica porque acredita que é muito mais difícil resolver o ensino fundamental do que o superior.

Ana Beatriz Rosa, no HuffpostBrasil

Cortes orçamentários, contingenciamento de recursos, obras paradas e bolsas suspensas.

As instituições de ensino superior no Brasil enfrentam grave crise em decorrência dos reajustes econômicos. Em paralelo, o governo federal decidiu vetar o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que incluía o cumprimento das metas previstas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) entre as prioridades para 2018.

Para o ex-ministro da educação Renato Janine Ribeiro, não há como pensar em metas futuras enquanto o próprio sistema atual luta por sobrevivência.

“O PNE trata de novos investimentos. Isso significa você ter mais e mais gente recebendo bolsas. Isso é uma coisa nova a ser feita. Mas o que não tem sido realmente organizado é atender as contas que já existem. Você tem situações em que o Brasil poderia estar crescendo notavelmente, mas a realidade é que tem dois anos seguidos que universidades não tem reajuste salarial. Isso não é um mero detalhe”, explica o professor da Universidade de São Paulo.

Para Janine Ribeiro, a crise enfrentada pelas federais é preocupante e estabelece um sentimento de “desânimo” na sociedade frente à educação pública de qualidade.

Em entrevista ao HuffPost Brasil, Renato Janine Ribeiro falou sobre a crise orçamentária das universidades federais e os desafios para o ensino público superior no Brasil:

Orçamento e PNE

Eu sou um tanto pessimista quanto a essa situação. Quando você pega certos casos de algumas universidades você vê que o buraco é bem mais embaixo do que simplesmente não alcançar as metas do PNE. Você olha a UERJ, que é uma universidade estadual, você vê que a crise dela é de simples subsistência. Se você olhar a USP, uma das melhores do Brasil, ela enfrenta uma crise econômica que começou antes mesmo da crise enfrentada pelo Brasil. Essas duas universidades não são federais, mas refletem a situação geral do Brasil. As universidades estão com muita dificuldades em se manter. O corte de verbas do CNPQ, por exemplo, é extremamente grave. Se as bolsas do CNPQ deixarem de funcionar, você desestrutura toda a rede de pesquisa do Brasil, essas bolsas são muito importantes para o pesquisador de mestrado e doutorado. A situação não está garantida e é muito preocupante.

O PNE trata de novos investimentos. Isso significa ter mais e mais gente recebendo bolsas. Isso é uma coisa nova a ser feita. Mas o que não tem sido realmente organizado é atender as contas que já existem. Tem situações em que o Brasil poderia estar crescendo notavelmente, mas a realidade é que tem dois anos seguidos que universidades não tem reajuste salarial. Isso não é um mero detalhe.

Hoje, o problema não é o PNE, mas a manutenção do sistema como ele está. O PNE supõe uma série de avanços. Mas já faz um tempo em que muita gente percebeu que esses avanços serão impossíveis. O que é grave é que a própria manutenção do sistema educacional vigente está difícil.

Se começa a ter cortes, a não fazer aumentos e se universidades importantes como a UERJ e USP entram em crise, se não existe um atendimento prioritário para isso, não temos o que esperar para depois.

Ministro e o ministério

Quando estava no MEC, o equilíbrio das contas já preocupava. A diferença é que tinha-se mais otimismo e esperança de que a situação fosse re-equilibrada em curto prazo. A gente acreditava que a crise seria curta e logo permitiria que os problemas fossem sanados.

Aconteceu toda a situação da oposição, como o apoio a pauta-bomba do Eduardo Cunha. A crise se aprofundou e a retomada se tornou muito mais longa. Houve um jogo de ‘o quanto pior melhor’ por parte de quem estava interessado em afastar a presidente. Ao fazer isso, não estou dizendo que a crise não existia, ou que o governo da Dilma era perfeito, mas que com esse agravamento a gente não conseguiu resolver os problemas, tudo ficou mais doloroso.

A essa altura o que temos é cada vez menos verba. O governo atual acaba tendo mais dificuldade de colocar essas pautas em discussão. Porque foi custoso chegar onde eles estão.

Desafios da educação pública

O principal desafio do Brasil é a educação fundamental. A educação superior tem desafios, mas a grande tragédia está no primeiro acesso à educação. E é muito mais difícil resolver o ensino fundamental do que o superior. Porque abrange muito mais gente e em sua maioria são pessoas pobres. Quem chega até o ensino superior, apesar da expansão do acesso à educação que ocorreu nos últimos anos, está mais protegido socialmente do que aqueles que sequer entraram no ensino fundamental. O Brasil ainda tem muita gente que sequer é alfabetizada.

No ensino superior há um desafio no quesito qualitativo. E também tem o fato de que alguns cursos tem um contingente enorme de alunos, mas poucos desses alunos vão trabalhar realmente em seus mercados. No Brasil, por exemplo, temos mais universidades de direito do que em todo o resto do mundo. Quantos desses estudantes são aprovados no exame da ordem? Você tem um número gigantesco de faculdade que não estão desempenhando seu papel fundamental.

A engenharia também cresceu muito. Mas a matemática continua sendo uma matéria que os alunos têm dificuldade. Não adianta você criar novas vagas de ensino superior se os alunos não estiverem capacitados. A reforma do ensino médio era necessária, apesar de eu achar que não tenha sido bem feita. A gente tem que evitar que os alunos que chegam nas universidades desistam por não conseguirem acompanhar os cursos.

Temos uma experiência muito boa do bacharelado interdisciplinar na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade Federal do ABC (UFABC). Ele trouxe para as pessoas uma formação multidisciplinar muito boa. Nós temos que mudar um pouco a maneira de ver a educação superior.

Educação pública X privada

Pode ser ingenuidade minha, mas não acredito que o corte nos orçamentos das federais seja uma ferramenta para dar espaço para o setor privado. Até porque o ensino público e o ensino privado tem papéis muito diferentes.

Nós chamamos de ensino privado todo o ensino que não pertence ao Estado e o ensino particular todo ensino que tem por objetivo o lucro. No ensino privado tem universidades que cobram mensalidades, mas que não tem puramente finalidade lucrativa. Essas universidades sem fins lucrativos são as que lideram o ranking de qualidade hoje no Brasil. Não vejo como as universidades com fins lucrativos iriam competir com as universidades públicas pelos estudantes. É outra coisa.
Pronatec

O Pronatec é muito importante. Vou tentar explicar a lógica em que ele foi pensado. Primeiro você tem a Bolsa Família. A bolsa consegue ajudar bem as famílias, mas para o Estado é um dinheiro perdido, porque é uma bolsa. A família precisa manter os filhos na escola, fazer os testes de gravidez, vacinações, enfim, é fantástico, mas continua sendo uma bolsa. Depois, surgiu o aumento real do salário mínimo. A pessoa não está mais recebendo uma bolsa, ela está recebendo o salário dela. Isso é mais positivo porque a lei coloca um salário melhor para essa pessoa. O terceiro momento é o Pronatec. Você tem a pessoa recebendo um salário melhor porque você melhorou a sua capacidade de trabalho. Dilma defendia o Pronatec da indústria, da lavoura, o Pronatec que gerasse dinheiro novo. Mas o caso do Pronatec para cabeleireiros, por exemplo, é um ótimo caso. Havendo uma demanda de serviços de beleza, você terá gente qualificada. Muita gente que tem um dinheiro a mais passa a cuidar da estética. E muitas mulheres de regiões pobres encontraram espaço nesse serviço, graças a capacitação profissionalizante. A ideia é melhorar o rendimento desses profissionais.

O que esperar?

Você tem pessoas com ótimas formações, até na pós-graduação, e essas pessoas estão sem emprego. Você reduz a perspectiva de trabalho delas. Por outro lado, você tem um corte nas bolsas. Pessoas que estariam entrando para o sistema e não vão ter a oportunidade de fazer suas teses de mestrado e doutorado. Isso é um desperdício. Pessoas que teriam todas as condições de crescer economicamente e que não terão a possibilidade. Se você deixa de fornecer bolsas por um ano, por exemplo, no ano seguinte você terá o dobro da demanda. Isso tudo é uma situação complicada. É a precarização econômica e social do país. Todo mundo sabe que a educação é a base de tudo. Mas o investimento na educação não tem sido feito de uma maneira correta. Isso tudo deixa a sociedade mais desanimada em relação ao ensino público de qualidade.

Brasil será o país convidado na Feira do Livro de Medellín

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Livros (iStockphoto/Getty Images)

Livros (iStockphoto/Getty Images)

País chega ao evento com 8 000 títulos para reafirmar a união selada entre os dois países após a tragédia do voo da Chapecoense

Maria Carolina Maia, na Veja

O Brasil será o convidado de honra na Feira do Livro e da Cultura de Medellín, na Colômbia, que buscará acentuar o intercâmbio cultural entre os dois países em sua 11ª edição, e renderá uma homenagem à literatura colombiana, anunciaram nesta quinta-feira os organizadores. Na apresentação da feira, que será realizada de 10 a 17 de setembro com 300 convidados nacionais e internacionais, foi informado que a delegação brasileira será formada por mais de 42 escritores, editores, jornalistas literários, autores, ilustradores, grafiteiros e artistas.

“Pela primeira vez, há um país convidado. São muitas as coisas que nos unem com o Brasil, que vem com diferentes representações artísticas, muitos escritores e sua gastronomia”, disse o prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, aos jornalistas.

Segundo o ministro-conselheiro da embaixada do Brasil na Colômbia, Maurício Fernando Dias Fávero, a delegação brasileira chegará à feira com mais de 8 000 títulos, que apresentarão um “leque de diversidade” para reafirmar a união selada entre os dois países após a tragédia do voo da Chapecoense.

Entre os convidados da delegação brasileira estarão a escritora Ana Maria Machado, ganhadora do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil, além de Ciça Fittipaldi, Odilon Moraes e Luiz Ruffato, entre outros. Também comparecerão à feira em Medellín a poeta Ana Paula Maia, o jovem escritor João Paulo Cuenca e Erick Nepomuceno, um dos tradutores do Nobel colombiano Gabriel García Márquez para o português.

A feira incluirá 640 oficinas de fomento à leitura, mais de 90 lançamentos de livros, 104 estandes e 34 conferências.

(Com agência EFE)

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