BKO WAVE SAÚDE

Posts tagged brasileiro

Salão Carioca do Livro inspira roteiro por bibliotecas do Rio

0

Criança pega um livro na Biblioteca Infantil Maria Mazzetti – Gustavo Miranda / Agência O Globo

Também conhecido como LER, evento marca reabertura da Biblioteca Parque Estadual

Sergio Luz, em O Globo

A segunda edição do LER — Salão Carioca do Livro, que começou ontem e vai até domingo, marca dois renascimentos: o do próprio evento, que não aconteceu no ano passado devido à falta de recursos e à realização da gigante Bienal do Livro; e o da sua sede neste ano, a Biblioteca Parque Estadual (BEP), no Centro, fechada desde o final de 2016, na esteira da crise financeira do Estado.

Após a reabertura das unidades da Rocinha, em fevereiro, e de Manguinhos, em março, é a vez de o espaço de 15 mil metros quadrados da Av. Presidente Vargas voltar à ativa, em iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.

— Com a reabertura (programada para o dia 28 deste mês), serão retomadas aos poucos as atividades inicialmente idealizadas para cada um dos espaços, permitindo ao público o acesso ao acervo de 200 mil títulos, aos espaços multimídia e ao teatro — diz o Secretário de Cultura Leandro Sampaio Monteiro, por meio de um comunicado.

Além do mundo infinito de conhecimento dos livros e de toda a memória de arquivos e documentos, as prateleiras e estantes espalhadas pelo Rio também proporcionam um oásis de silêncio, introspecção, entretenimento e lazer. Fora os estudantes e pesquisadores, muitos dos espaços também servem para quem busca um abrigo temporário em horas vagas do dia, ar-condicionado, wi-fi grátis ou apenas um lugar silencioso.

Aproveitando o LER e essa nova etapa da BPE, o Rio Show preparou um roteiro por algumas das mais bacanas bibliotecas da cidade. Bom passeio e boa leitura.

Fachada da Biblioteca Parque Estadual – Custódio Coimbra / Agência O Globo

BIBLIOTECA PARQUE

Apesar de a estrutura atual ter sido inaugurada em 2014, inspirada no modelo de gestão das bibliotecas públicas de Bogotá e Medelin, a Biblioteca Parque Estadual tem uma história que remonta a 1873, e já foi chamada de Biblioteca Municipal do Rio de Janeiro, Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro e Biblioteca Estadual Celso Kelly. A instituição chegou ao atual endereço em 1943, na então nova Av. Presidente Vargas.

Em 1987, após um incêndio três anos antes, um novo prédio foi inaugurado, seguindo as diretrizes de seu idealizador, o antropólogo e ex-vice-governador do Rio Darcy Ribeiro. O edifício de hoje mantém as características imaginadas por ele.

— A ideia era criar uma instituição que fosse ligada a outras iniciativas com o intuito de servir a população e combater a violência. É através da cultura que você cria um cidadão, muda uma cidade — diz Ana Ligia Medeiros, diretora do Centro de Memória e Informação da Fundação Casa de Rui Barbosa, que trabalhou com Darcy Ribeiro na montagem do projeto das bibliotecas estaduais.

Com 15 mil metros quadrados, teatro com 195 lugares, auditório com 75 assentos, salas multiuso, café, pátio e bicicletário, a BPE tem um acervo que conta com 250 mil livros, 20 mil filmes e 2,5 mil livros em braile, além de seu espaço infantil.

— Um equipamento desse equivale a um aparelho de resistência, a um quilombo. É um crime não educar seus cidadãos — afirma a poeta e atriz Elisa Lucinda, uma das convidadas do LER 2018.

Biblioteca Parque Estadual: Av. Presidente Vargas 1.261, Centro — 3171-7505. Seg a sex, das 10h às 18h. A partir do dia 28 de maio. Grátis. Livre.

LER — SALÃO CARIOCA DO LIVRO

Aberta ontem, a segunda edição do LER — Salão Carioca do Livro, totalmente gratuita, oferece saraus, oficinas, contação de histórias, exposições e bate-papos com autores e artistas como Conceição Evaristo, Márcia Tiburi, Lázaro Ramos, Maria Valéria Rezende, Miriam Leitão, Cristóvão Tezza, Luiz Antônio Simas, Martinho da Vila, Nei Lopes, Nelson Sargento, Geovani Martins e Arthur Dapieve, em espaços como Palco da Palavra, Jardim Literário para crianças, Café do Livro, Salão Digital e o Salão do Livro.

A festa também apresenta montagens teatrais de clássicos como “A megera domada” (hoje, às 11h), “Dom Casmurro” (amanhã, às 10h), “Tristão e Isolda”, “O homem que sabia javanês” (domingo, às 10h).

Alguns dos participantes do LER — Salão Carioca do Livro – Gustavo Miranda / Agência O Globo

— Nossa meta é ser o maior evento aberto do livro na cidade. É gratuito, acessível e inclusivo. Queremos ter todos os pontos de vista, trazer todo mundo para o diálogo. Buscamos a pluralidade — garante o curador Julio Silveira.

Seguindo esse pensamento, Silveira apostou numa programação de vozes múltiplas da literatura brasileira:

— O mundo está muito fechado, as pessoas querem apenas a narrativa que lhes é mais conveniente. Queremos mostrar que há diversos pontos de vista. Ao invés de agredir, devemos evoluir juntos. Esperamos que o público saia com a cabeça mais aberta — diz.

Essa intenção pode ser vista em mesas como “Não foi essa a história que nos contaram”, com Eliana Alves Cruz (romance histórico), Marcelo D’Salete (graphic novel) e Kiusam de Oliveira (literatura infantil), hoje, às16h30m, e “Texto em trânsito”, com Jessé Andarilho e Carlos Eduardo Pereira, também hoje, às 14h30m.

— Essa reabertura é primordial. Vinha muito para cá com minha filha. Tinha também gente que vinha só para matar o tempo, para tomar água, até dormir. É um refúgio intelectual, de lazer, de entretenimento, mas também da própria rua — comenta Pereira.

Andarilho concorda com o colega:

— Sou de Campo Grande. Como minha mulher trabalha no Centro, eu costumava vir pra ler, ver filme e descansar. Era muito ruim ver um espaço como esse fechado — diz.

Vista interna da Biblioteca Parque Estadual – Custódio Coimbra / Agência O Globo

Eliana Alves Cruz faz coro e ressalta a importância da ocasião:

— Minha filha Julia, de 11 anos, chorou quando a biblioteca foi fechada. O salão e a reabertura da biblioteca são incríveis. É um espaço de todos — afirma.

A atriz e apresentadora Cissa Guimarães, que também participa da festa, acredita que participar do LER e lutar pelo projeto das bibliotecas parque é obrigação:

— O que falta na formação desse país é educação. Eu me sinto numa obrigação cívica, como mãe, avó e cidadã — diz.

As inscrições prévias para as atividades do LER estão encerradas, mas há ingressos disponíveis para todas elas. Para garantir ingresso, é aconselhável chegar com antecedência. De hoje a domingo, o salão abre às 10h. A seguir, confira alguns dos destaques.

Sexta (18/5): às 14h, “A importância social e a poética do samba”, com Martinho da Vila, Nelson Sargento e Luiz Antônio Simas; às 19h, “O texto ou a vida, com Cristóvão Tezza e Antonio Xerxenesky; às 19h45m, “Literatura e empoderamento feminino”, com Márcia Tiburi.

Sábado (19/5): às 14h30m, “Mormaço”, com Arthur Dapieve e Giovani Martins; às 17h30m, “Música e letra”, com Joyce Moreno e Ruy Castro; às 19h, “Escrevendo a própria história”, com Conceição Evaristo e Henrique Rodrigues.

Domingo (20/5): às 14h45m, “O protagonismo do negro nas artes”, com Regina Dalcastagnè, Conceição Evaristo, Ruth de Souza, Milton Gonçalves e outros.

Para conferir a programação completa, acesse o site do LER: www.lersalaocarioca.com.br

BIBLIOMAISON

Situada no 11º andar do Consulado Geral da França, no Centro, a BiblioMaison já vale a visita apenas pela vista deslumbrante que oferece da Baía de Guanabara.

Com seu acervo de 23 mil peças — entre livros (literatura, HQ, arte, ciências sociais, filosofia e infantis), jornais, DVDs e CDs —, a biblioteca, fundada em 1961 e totalmente reformada, apresenta um espaço arejado que traz sofás confortáveis, mesas de estudo, poltronas e salas para os amantes da cultura francesa.

Sala de leitura da BiblioMaison, no Centro – Divulgação

Nos computadores ou tablets disponíveis, o visitante ainda pode acessar serviços como Europresse (revistas e jornais como “Le Monde”, “Libération”, “Lire” e “L’Express”) e Izneo (HQs). O acesso à rede de wi-fi também é gratuito. Quem não fala o idioma de Proust não precisa se preocupar, já que há títulos em português também.

Para completar o passeio, ainda há o CafeMaison, do chef francês David Jobert, além do Teatro Maison de France e o CineMaison, com programação gratuita.

BiblioMaison: Consulado Geral da França. Av. Antonio Carlos 58, 11º andar, Centro — 3974-6669. Seg, qui e sex, das 10h às 19h. Qua, das 10h às 19h. Sáb (1º e 3º de cada mês), das 9h às 13h. Grátis. Livre.

BIBLIOTECA NACIONAL

Mais antiga instituição cultural brasileira, a Biblioteca Nacional foi fundada em 1810, com um acervo de cerca de 60 mil itens (entre manuscritos, livros, mapas e estampas), que desembarcaram no Brasil com a família real portuguesa dois anos antes.

Responsável pela execução da política governamental de captação, preservação, guarda e difusão da produção intelectual do Brasil, a BN possui um acervo de mais de dez milhões de objetos, sendo a maior biblioteca da América Latina e uma das maiores do mundo, segundo a Unesco.

Prateleiras da Biblioteca Nacional: acervo com 10 milhões de itens – Bárbara Lopes / Agência O Globo

Mas quem nunca visitou o local não se espante com a ausência de… livros. Apesar de todos os títulos estarem disponíveis para consulta, os muitos andares que guardam o acervo não são acessíveis ao público, que precisa pedir aos bibliotecários as obras desejadas para consultá-las nas salas de estudo e pesquisa, como a de Periódicos e Referência e de Iconografia.

Entre os milhões de itens da BN, destacam-se arquivos como a Bíblia de Mogúncia, de 1462, que pode ser vista em versão digital interativa no hall principal da biblioteca, e uma cópia da primeira edição de “Os Lusíadas”, de Luis de Camões, de 1572.

Além da sede, a Fundação Biblioteca Nacional ainda administra espaços como a Casa de Leitura, em Laranjeiras, o Auditório Machado de Assis, no Centro, a Biblioteca Euclides da Cunha e o Escritório de Direitos Autorais, ambos na Cidade Nova, e acervo de Música e Arquivo Sonoro, no Palácio Capanema.

Biblioteca Nacional. Av. Rio Branco 219, Centro — 2220-3040. Seg a sex, das 9h às 19h. Sáb, das 10h30m às 15h. Grátis. Livre.

REAL GABINETE

Desconhecido de muitos cariocas, o Real Gabinete Português de Leitura, fundado em 1837, é uma das bibliotecas mais bonitas do mundo.

O edifício de estilo manuelino apresenta um salão de pesquisa com mesas de madeira bem no centro dos três andares repletos de estantes e prateleiras de livros dedicados à cultura lusófona. O ambiente é tão espetacular que muitos frequentadores costumam dividir suas atenções entre o livro e os detalhes do prédio.

Real Gabinete Português de Leitura – Agência O Globo

Entre suas obras raras, o Real Gabinete guarda títulos dos primórdios da impressão de livros, como outra edição princeps de “Os Lusíadas”.

Real Gabinete Português de Leitura. Rua Luís de Camões 30, Centro — 2221-3138. Seg a sex, das 9h às 18h. Grátis. Livre.

CASA DE RUI BARBOSA

Situada num casarão do século XIX no coração de Botafogo, a Casa de Rui Barbosa é uma mescla de museu, arquivo e biblioteca que guarda a mobília e toda a coleção bibliográfica original do político, jurista e advogado brasileiro.

Na casa principal, o visitante pode ver exatamente como Rui Barbosa organizava seus 37 mil livros de diversas línguas — reza a lenda que ele falava 13 idiomas — que podem ser consultados mediante pedido aos bibliotecários.

Casa de Rui Barbosa: biblioteca de 37 mil livros – Gustavo Miranda / Agência O Globo

A sede da fundação ainda oferece um jardim (todos os dias, das 8h às 18h), reformado há pouco para tentar reconfigurar sua estrutura original, a Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti (seg a sex, das 9h30m às 12h e das 14h às 17h) e o edifício de administração, pesquisa, armazenamento e restauração de seu amplo arquivo, como os 25 mil títulos do acervo do bibliófilo Plínio Doyle.

Casa de Rui Barbosa. Rua São Clemente 134, Botafogo — 3289-4600. Ter a sex, das 10h às 17h30m. Grátis. Livre.

Biblioteca do CCBB

Fundada em 1931, a Biblioteca do Banco do Brasil passou décadas com um acervo dedicado a obras técnicas. Com a abertura do Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989, ela mudou sua linha de atuação e se tornou referência em áreas como artes, literatura e ciências sociais, com cerca de 150 mil exemplares em sua coleção.

Biblioteca do CCBB – Rafael Pereira / Divulgação

Gratuita, assim como todas as exposições do museu, a biblioteca — que traz sala de multimídia, de leitura, três salas para obras gerais, sala de referências com enciclo- pédias e dicionários, sala de literatura infantojuvenil com mais de 4 mil títulos, além de salas com coleções especiais — é bastante concorrida durante a semana, tanto por quem pesquisa em seu arquivo quanto por estudantes que precisam de um lugar agradável, arejado e calmo para estudar.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a seg, das 9h às 21h. Grátis. Livre.


BIBLIOTECA DO MAR

Caçula do grupo, a Biblioteca do Museu de Arte do Rio foi inaugurada em 2014. Numa pequena porém agradável sala do quarto andar do museu da Praça Mauá, o espaço mostra um acervo focado em artes visuais, história do Rio e cultura afro-brasileira.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá 5, Centro — 3031-2741. Ter a sex, das 10h às 17h. Grátis. Livre.

Designer gráfico cria gibi com super-herói que combate os problemas do Brasil

0

Coleção. Ruan Victor exibe as produções que tem do seu super-herói Bombeiro Mascarado – Fábio Guimarães / Agência O Globo

Personagem, batizado de Bombeiro Mascarado, será destaque na primeira publicação do Universo RZE Comics

Daniela Kalicheski, em O Globo

NITERÓI — Na ficção, o grupo formado por um bombeiro, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, uma estudante, um soldado e um ninja realiza o sonho do povo brasileiro: juntos, combatem os problemas do Brasil causados por vilões cheios de poder (nem sempre sobrenaturais). A “Liga da Justiça” brasileira foi batizada de Universo RZE Comics, e é liderada pelo Bombeiro Mascarado, personagem criado pelo designer gráfico Ruan Victor. Entusiasta do mundo dos quadrinhos desde o tempo de criança, em São Gonçalo, ele começou a produzir ficção no formato de gibis independentes, há três anos, e já desenvolve projetos para expandir seu trabalho ao lado dos artistas gráficos que integram o grupo.

A criação do Bombeiro Mascarado foi inspirada num momento dramático. Victor presenciou a atuação de bombeiros num incêndio. Admirado, imaginou como seria o trabalho deles se tivessem poderes sobrenaturais. Nasceu então a ideia de uma história em formato de gibi. Ele fez tudo por conta própria, do roteiro aos desenhos e à impressão. O feedback positivo veio como incentivo para que o designer profissionalizasse a criação.

— É difícil viver disso no Brasil, as editoras preferem investir em produções que já são sinônimo de sucesso, que apresentam tramas americanas de heróis com milhões de fãs pelo mundo. É justificável, mas também é importante ter uma representação nacional. Quero fazer algo no nosso país, que é rico em problemas a serem resolvidos. Por que não podemos ter heróis salvando nossas cidades? Só vemos Nova York nas tramas — questiona Victor.

Imagem do Bombeiro Mascarado – Divulgação

A participação em feiras geeks e a divulgação on-line do seu trabalho permitiram que ele entrasse em contato com pessoas de outros estados, com interesse e personagens semelhantes. Juntos, criaram o Universo RZE Comics, um projeto paralelo aos quadrinhos que narram as aventuras do Bombeiro Mascarado e que reúne todos os personagens numa liga de heróis. A primeira HQ deve ser lançada em breve e está em desenvolvimento um audiovisual para o YouTube.

Sozinho, ele se aproxima da marca dos 700 exemplares vendidos. Sempre focando em narrativas que apresentam críticas sociais, com abordagens a respeito da cena política atual e falando da violência urbana.

— O tema principal é o Brasil, com seus fatos históricos somados a elementos sobrenaturais. O Bombeiro Mascarado precisa salvar as pessoas, ele combate o crime, mas não é um especialista em usar os superpoderes que tem. É bem atrapalhado. Uso isso para fugir do clichê. Ele acaba apanhando muito, mais do que bate — conta Victor, que, porém, sempre garante a vitória do seu super-herói.

Tornar a história interessante e passar uma mensagem que faça o leitor repensar suas atitudes são os pontos cruciais, segundo Victor:

— A edição de maior sucesso aborda um inimigo que tinha o poder de controlar o Aedes aegypti, e assim dengue, chicungunha e zika. Nosso herói precisa derrotá-lo. Tem conscientização na trama. A violência em São Gonçalo e Niterói também está presente constantemente — explica.

Os gibis do Bombeiro Mascarado podem ser adquiridos por meio da página facebook.com/bombeiromascarado ou, presencialmente, em feiras geeks. A próxima será a Gonçageek, dia 15 de abril, a partir das 11h, no Clube Mauá (Avenida Presidente Kennedy 635, no Centro de São Gonçalo).

Artista transforma episódios de ‘Stranger Things’ em livros de Stephen King; Confira!

0

StrangerThingsPaperbacks9-1024x1365-e1510149575409-750x380

Thiago Muniz, no Cinepop

Se você também acha que ‘Stranger Things’ e Stephen King tem muito em comum, vai adorar o que o artista Butcher Billy criou.

Billy é designer e ilustrador brasileiro, conhecido por transformar diversas obras da cultura pop em materiais retrô. Dessa vez, decidiu transformar os episódios da 2ª temporada de ‘Stranger Things’ em capas de livros dos anos 80 inspiradas nas obras do Stephen King.

Confira as artes incríveis:

StrangerThingsPaperbacks1-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks2-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks3-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks4-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks5-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks6-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks7-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks8-1024x1365-768x1024

StrangerThingsPaperbacks9-1024x1365-768x1024

E aí, o que acharam dessas artes fantásticas?

Biblioteca no Rio de Janeiro está entre as mais belas do mundo

0

Publicado no Guia Viajar Melhor

O Real Gabinete Português de Literatura já serviu de locações para filmes, novelas e minisséries

Criado no século XIX, a instituição é uma verdadeira homenagem para a cultura portuguesa em solo brasileiro e teve início apenas 15 anos depois da Independência do Brasil, quando 43 imigrantes portugueses criaram um “gabinete de leitura” inspirado nos centros culturais do mesmo formato que se consolidavam cada vez mais na Europa. O objetivo era trazer um pouco da riqueza cultural portuguesa para os imigrantes que começavam a viver no Rio de Janeiro, na época capital do Império.

Foto: Rosino

Foto: Rosino

Hoje, para quem passa próximo ao metrô Uruguaiana no centro da capital fluminense nem imagina a história da tradicional instituição portuguesa. O imponente edifício que abriga a biblioteca tem arquitetura luxuosa e foi eleito pela revista “Time” como uma das mais belas bibliotecas do mundo. O Real Gabinete Português de Literatura, também reúne o maior acervo de obras lusitanas fora de Portugal e o edifício está localizado na parte histórica do centro carioca e funciona tanto como biblioteca, como centro de estudos e instituição cultural.

Foto: Roland Sorg

Foto: Roland Sorg

A criação do Real Gabinete Português de Literatura teve início em 1837 em seu primeiro prédio e posteriormente foi transferido para o seu atual endereço na Rua Luís de Camões, 30, onde está instalado desde 1872.

Foto: Frank Alvarado

Foto: Frank Alvarado

‘É uma ficção que tem muito a ver com a minha vida’, diz Milton Hatoum sobre novo livro

0
O escritor Milton Hatoum: maior romancista brasileiro vivo - Divulgação

O escritor Milton Hatoum: maior romancista brasileiro vivo – Divulgação

Alexandre Gaioto, no Viva Maringá

Milton Hatoum não pode conceder entrevistas. O maior romancista brasileiro vivo, que já participou de dois eventos literários em Maringá – enfrentando intermináveis sessões de autógrafos e dialogando com o público – encaminha uma resposta gentil e cordial, avisando que a editora Companhia das Letras pediu que não comentasse, por enquanto, o seu próximo romance, “A Noite da Espera”, que já está em pré-venda na internet e será lançado no dia 27.

O silenciamento de Hatoum é absolutamente compreensível. Seu último romance, “Cinzas do Norte”, foi publicado em 2005 e faturou os prêmios literários mais importantes do País, como o Portugal Telecom e o APCA. Hatoum e editora sabem que têm em mãos não apenas um romance: eles têm, simplesmente, a obra mais esperada dos últimos anos da literatura brasileira.

Embora Hatoum não possa falar no momento – ele prometeu entrevista para depois do lançamento da obra -, é possível ter uma ideia, mais ou menos, do que será a primeira parte da trilogia “O Lugar Mais Sombrio”.

Processo criativo

Em abril de 2014, o romancista manaura considerava “O Lugar mais Sombrio” uma sequência de apenas dois romances – e não três -, de acordo com entrevista publicada no Correio Braziliense, concedida à jornalista maringaense Ariádiny Rinaldi.

Ao Estado de S. Paulo, três anos antes, Hatoum não parecia cogitar a ideia de uma trilogia. O autor comentava que “O Lugar mais Sombrio” seria o título do próximo romance e revelava ao jornalista Daniel Piza que não saberia se conseguiria cumprir o prazo da editora, finalizando a obra até julho de 2011. Ou seja: a proposta da trilogia – uma lacuna, é fato, na literatura nacional – não foi planejada desde o início da escrita, mas surgiu com o tempo.

Questionado em 2014 no Correio Braziliense sobre o que uniria os dois livros de “O Lugar mais Sombrio”, Hatoum respondeu: “A mulher do segundo volume conheceu dois dos personagens do primeiro livro quando esteve no Brasil. Então, nessa segunda parte do romance ela está relembrando e contando para um amigo uma história de amor que ele não conheceu. Uma relação amorosa, a qual ele não teve acesso, mas que foi dramática. É quase trágico para ela”.

Vida real

O romance – ou, agora, a trilogia – segundo o autor “é uma ficção que tem muito a ver com a minha vida”, comenta, adiantando que será seu primeiro romance escrito sob a perspectiva feminina e que terá momentos ambientados durante o regime militar.

“Eu tinha 12 anos quando saí da província, Manaus, para morar em Brasília, que estava fervendo naquele momento. Cheguei no Distrito em 1968, no ano do AI-5”, comentou ao Correio Braziliense.

Cerca de 4.080 noites depois do lançamento de “Cinzas do Norte”, Hatoum está prestes a matar a curiosidade de seus leitores. As esperas nunca foram tão angustiantes nem tão líricas.

NA TELINHA
Romance mais lido de Hatoum, “Dois Irmãos” é o segundo de sua trajetória e foi contemplado com o Prêmio Jabuti. Na Globo, minissérie foi dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

NOVELA
Em uma prosa mais enxuta, autor aborda a história da decadência de uma família em “Órfãos do Eldorado”. Virou filme em 2015, nas mãos de Guilherme Coelho.

ÉPICO
Ambientado em Manaus, “Cinzas do Norte” faturou os prêmios Bravo!, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e Portugal Telecom.

ESTREIA AVASSALADORA
Em seu primeiro romance, “Relato de um Certo Oriente”, Hatoum faturou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance e já foi publicado em vários países da Europa.

Go to Top