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Portuguesa que encantou brasileiros, Sofia Silva vem para Bienal do Rio

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A escritora portuguesa Sofia Silva, autora de "Sorrisos quebrados" e convidada da Bienal do Livro do Rio - Divulgação

A escritora portuguesa Sofia Silva, autora de “Sorrisos quebrados” e convidada da Bienal do Livro do Rio – Divulgação

Escritora fez sucesso com autopublicação e terá primeiro romance lançado em papel

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Em dezembro de 2014, a escritora portuguesa Sofia Silva publicou sua primeira história na plataforma de autopublicação Wattpad, estimulada por amigas. De repente, o que era um conto se tornou o primeiro capítulo de um romance, que depois virou o primeiro livro de uma série, para atender aos pedidos dos leitores: seus textos tiveram um milhão de visualizações, e seus livros tiveram 700 mil acessos no serviço de assinatura da Amazon, Kindle Unlimited. Num caso raro de sucesso além-mar, a maioria dos fãs de Sofia é brasileira, e ela vem ao país pela primeira vez para participar da Bienal do Livro do Rio, no dia 3 de setembro, no Riocentro. No evento, ela vai conversar com leitores e autografar “Sorrisos quebrados” (Valentina), seu primeiro livro publicado por uma editora, em um dos espaços mais nobres do evento, o Auditório Maracanã, com capacidade para 400 pessoas.

AMOR ENTRE TRAUMATIZADOS

Todos os romances de Sofia se passam numa clínica onde estão pacientes que sofreram algum tipo de violência ou trauma — onde estão pessoas “quebradas” de alguma forma. É neste espaço que os protagonistas de “Sorrisos quebrados”, Paola e André, se conhecem. Paola se interna na clínica após quase ser assassinada pelo ex-marido, em uma sequência bastante forte logo na abertura do romance. Já André frequenta o mesmo lugar com a filha, Sol, também em busca da superação de um passado traumático. É neste espaço de recuperação que os dois se apaixonam. A escritora diz que quis humanizar as histórias das vítimas.

— Os temas são muito pesados. Por isso trabalho com uma escrita poética. Eu escrevo porque é preciso. Quero que as pessoas, ao lerem uma notícia de violência, pensem que poderia ter sido a Paola. Hoje, só leem os títulos e passam batidos pelas histórias. “Mulher assassinada pelo marido”. Não é mais uma. Por isso foco em temas como violência doméstica, trauma, abuso sexual, deficiência física — afirma Sofia, por Skype, de Vila Nova de Gaia, cidade próxima ao Porto, onde vive.

A escritora conta que está animada para vir ao Brasil, até porque ela localizou a clínica de Paola e André no interior de São Paulo. Sofia diz que, em Portugal, nem de longe tem o sucesso que alcançou por aqui. Nenhuma editora de seu país se interessou em publicar os seus livros, por exemplo. Já na Bienal do Livro do Rio, a autora vai ocupar o mesmo espaço que grandes nomes internacionais já confirmados, como a best-seller britânica Paula Hawkins. Sofia já viu vídeos no YouTube da Bienal, que é o terceiro maior evento da cidade do Rio, só atrás do Réveillon e do Carnaval.

— Em Portugal tudo é menor. Sei o que é a Bienal, é o maior evento literário do país, mas ao mesmo tempo não tenho muita noção de quão grande é — diz Sofia. — Estou na expectativa de como será recebido o livro físico.

A Bienal do Livro do Rio acontece de 31 de agosto a 10 de setembro e terá 950 expositores. A expectativa é de receber 600 mil pessoas nos onze dias de evento. Entre as principais atrações estão o Café Literário, a Arena #SemFiltro, para os jovens, e o Entre Letras, para as crianças. Uma das novidades deste ano é o espaço Geek e Quadrinhos, com debates e atividades abertas ao público.

Jovem advogado cria projeto para ensinar Constituição em escolas públicas

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Publicado no Amo Direito

Quantos artigos constam da Constituição brasileira? Quais direitos e deveres contempla referentes aos cidadãos? O advogado Felipe Neves acostumou-se a esclarecer essas dúvidas nos últimos dois anos. Aos 27 anos, especialista em direito comercial no escritório Lobo & e de Rizzo, Neves é criador do projeto “Constituição nas Escolas”, que oferece aulas de direito a alunos do ensino médio de escolas públicas.

O projeto visa esclarecer quais são as obrigações e direitos do cidadão brasileiro perante a sociedade. “Os estudantes ficam muito surpresos quando digo que saúde e educação, por exemplo, são direitos garantido por lei”, diz Felipe Neves. Esse conhecimento que é levado aos estudantes poderia ser parte do currículo básico. “No ensino médio, os alunos têm aulas muito específicas sobre química, física, história. Mas não têm lições sobre administração pública, sociedade, sobre o que nós, como cidadãos, somos obrigados a seguir ou quais direitos podemos exigir”, diz o advogado.

A ideia do projeto surgiu em 2014, quando a diarista que trabalha para Neves veio acompanhada da filha – que não teve aula por falta de professores. O advogado ligou para a escola em questão e perguntou se poderia ser voluntário para preencher as faltas do docentes. Levaria, ele pediu, o que mais conhece e leu na vida: a Constituição Federal do Brasil. A diretoria da escola gostou da ideia, os alunos também e Neves percebeu que poderia transformar a ideia em um projeto maior no ano seguinte.

Felipe Neves pediu então auxílio ao desembargador Antonio Carlos Malheiros, com quem teve aulas de direitos humanos na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Juntos, eles montaram um programa de aulas que inclui duas frentes: a primeira é passar os principais conceitos da Constituição brasileira – das garantias individuais até a organização da administração pública. Depois, os conceitos são associados a um tema da atualidade, como a demanda dos alunos por entender o que é uma PEC. Em 2016, no auge do processo do impeachment, Neves se viu cobrado a explicar temas espinhosos até para um advogado: o que é um crime de responsabilidade ou pedalada fiscal? O debate, ele garante, é apartidário.

O maior aval ao projeto “Constituição nas Escolas” veio também em 2016, quando Felipe Neves foi um dos 20 brasileiros premiados no Young Leaders of the Americas Initiative. A iniciativa, lançada pelo então presidente norte-americano Barack Obama, escolhe 250 jovens da América Latina e Caribe que desenvolveram propostas inovadoras para problemas sociais. Todos os escolhidos viajam até os Estados Unidos para ouvir palestras e participar de treinamentos e workshops diretamente ligados às áreas de seus respectivos projetos.

FELIPE NEVES DÁ AULA DE CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA EM ESCOLAS PÚBLICAS DE SÃO PAULO (FOTO: DIVULGAÇÃO/CONSTITUIÇÃO NAS ESCOLAS)

FELIPE NEVES DÁ AULA DE CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA EM ESCOLAS PÚBLICAS DE SÃO PAULO (FOTO: DIVULGAÇÃO/CONSTITUIÇÃO NAS ESCOLAS)

Felipe Neves, por exemplo, foi para Charlottesville, cidade da Virginia conhecida por ser “o lar” de três dos cinco primeiros presidentes americanos. Hoje, os espaços funcionam como museu e instituição de ensino. O brasileiro ficou hospedado justamente na casa de James Madison, o “pai da Constituição” dos Estados Unidos. Nessa viagem, ele conheceu políticos e especialistas em educação e direito que o ajudaram a elaborar os próximos passos para seu projeto.

Nos Estados Unidos, aulas de cidadania e direitos civis são obrigatórias no ensino médio. Antes de retornar ao Brasil, Felipe Neves ainda assistiu a uma palestra com o empreendedor e bilionário britânico Richard Branson, fundador do grupo Virgin. “Ele disse que o começo é sempre difícil, mas se você tem boas intenções, as coisas podem demorar, mas vão acontecer”, diz.

Branson está certo: as coisas já estão acontecendo para Neves. Atualmente, o projeto abarca seis escolas de São Paulo e chega a 500 alunos. Ele também conseguiu atrair outros cinco advogados para dividir as aulas. Neste primeiro semestre, a ideia é atingir novas escolas e estimular o conhecimento adquirido entre os alunos. Em abril, a expectativa é promover a primeira “Olimpíada Constitucional”. Os vencedores ganharão um notebook e uma bolsa para cursinho pré-vestibular. Três representantes do Departamento de Estado dos EUA virão acompanhar a competição e a evolução do projeto. Nada mau para quem, no começo, só queria explicar a uma dezena de crianças o que é a Constituição do Brasil.

Fonte: epocanegocios globo

7 livros de escritoras negras da Flip 2017 que você precisa conhecer

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Uma lista de títulos para ler antes e depois da 15ª Festa Literária Internacional de Paraty.

Amauri Terto, no HuffpostBrasil

Faltam poucos dias para 15ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).

Entre 26 e 30 de julho, a cidade história do litoral sul do Rio de Janeiro será palco de reflexões e debates sobre as atuais narrativas produzidas no Brasil e no mundo.

Com curadoria da jornalista Josélia Aguiar, o evento literário mais importante do país abre neste ano espaço inédito para a diversidade de vozes da literatura negra.

E não só isso.

Pela primeira vez em sua história, a Flip traz um número de autoras supera o de autores. Serão 22 mesas com 46 autores, dos quais 22 são homens e 24 são mulheres.

O escritor homenageado deste ano será Lima Barreto (1881-1922), autor marginal cuja trajetória foi marcada pela crítica contundente ao cotidiano racista e de segregação social no Brasil.

Na abertura do evento, o público acompanhará uma aula ilustrada sobre a vida e obra do escritor carioca. A antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz (autora de Lima Barreto: Triste Visionário) e o ator Lázaro Ramos conduzem o programa.

Em diálogo com os questionamentos que suscitam da obra de Lima Barreto estão 7 livros de autoras negras convidadas da Flip deste ano: Ana Maria Gonçalves, Djaimilia Pereira de Almeida, Grace Passô, Scholastique Mukasonga, Joana Gorjão Henriques e Conceição Evaristo.

Nascidas no Brasil, Portugal e em países do continente africano – e também radicadas em outros regiões não citados – essas escritoras são donas de narrativas, discursos e perspectivas tradicionalmente excluídos em eventos do gênero dentro e fora do País.

A seguir, o HuffPost Brasil destaca uma obra de cada autora. São livros que revelam uma literatura brasileira plural e que merecem espaço urgente nas mentes, corações e estantes dos brasileiros.

1. Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves

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O romance Um Defeito de Cor conta a impressionante história de Kehinde, trazida da África como escrava para o Brasil no século XIX que após, muitas andanças, consegue comprar a própria alforria e regressar à África em busca do filho perdido. Lançada em 2006, a saga da heroína negra – inspirada na lendária figura baiana de Luísa Mahin – conecta discussões sobre poder, raça, cultura e sociedade. Catatau de mais de 900 páginas, a obra levou quatro anos para ser finalizada – incluindo pesquisa, escrita, reescrita (do zero) e revisão. Não à toa, Um Defeito de Cor alçou Ana Maria Gonçalves ao posto de voz fundamental na reflexões sobre racismo no Brasil.

2. Esse Cabelo, de Djaimilia Pereira de Almeida

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Livro de memórias, ficção e ensaio. E também um manifesto antirracista. Pode-se definir assim o livro Esse Cabelo, da escritora Djaimilia Pereira de Almeida, lançado no Brasil pela editora Leya. Nascida em Luanda, na Angola, e radicada nos arredores de Lisboa, em Portugal, a autora apresenta nesta obra uma bem-humorada biografia do próprio cabelo crespo – interligando questões de raça, feminismo e identidade. Djaimilia é doutorada em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa e uma das representantes da novíssima literatura em língua portuguesa. É também fundadora e dirigente da revista de literatura Forma de Vida.

3. Por Elise, de Grace Passô

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Uma dona de casa que fala sobre a vida dos seus vizinhos. Um cachorro que late palavras. Uma mulher perdida E um lixeiro em busca de seu pai. Esses são alguns dos personagens da peça Por Elise, escrito e dirigido por Grace Passô juntamente com o grupo Espanca!. Umas das primeiras peças da autora mineira, a obra lhe rendeu o APCA e o SESC/SATED de melhor dramaturga e, em 2005, o Prêmio Shell de melhor texto em 2006. No formato livro, o leitor pode acompanhar um olhar muito particular sobre as relações humanas e as contradições que a conduzem.

4. A Mulher de Pés Descalços, Scholastique Mukasonga

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Escritora premiada, a ruandesa Scholastique Mukasonga é conhecida por abordar em sua obra o genocídio da etnia a que pertence, tutsi, que ocorreu durante a sangrenta guerra civil de Ruanda em 1994. No romance A Mulher de Pés Descalços, o leitor acompanha a trajetória de Stefania, mãe da autora, uma senhora alegre e conselheira da vida amorosa das moças da vizinhança, que viveu em meio a terríveis cenários de extermínio, tornando-se, ao fim, mais uma das cidadãs assassinadas pelos hutus.

 

5. Racismo em Português, de Joana Gorjão Henriques

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Como a política colonial de Portugal na África marcou as relações raciais no continente? É ao redor desta questão que gira Racismo em Português: O Lado Esquecido do Colonialismo, da jornalista portuguesa Joana Gorjão Henriques. O livro é fruto de um longo trabalho de jornalismo investigativo. Foram dezenas de entrevistas pelos cinco países da África lusófona: Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique. Como resultado, a autora tenta mostrar até que ponto o racismo afeta as relações nesses países

6. Poemas da Recordação e Outros Movimentos, de Conceição Evaristo

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Primeiro (e até agora único) livro de poesias de Conceição Evaristo, Poemas da Recordação e Outros Movimentos é uma obra que tem a crítica social como fio condutor. Publicado originalmente em 2008, a obra aborda temas como pobreza, dor, amor, desejo e o tempo, numa escrita marcada por ritmo, expressividade e toda a experiência de vida da autora. Nascida numa favela de Belo Horizonte, Conceição Evaristo é hoje uma das principais representantes da literatura negra brasileira. Acadêmica com doutorado em Literatura Comparada pela UFF, voz ativa denúncia de discriminações no Brasil, a escritora tem textos publicados em coletâneas estrangeiras, assim como obras traduzidas em outras línguas.

7. O Tapete Voador, Cristiane Sobral

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Coletânea de contos, O Tapete Voador é o quarto livro da atriz, escritora e poeta Cristiane Sobral. Ele foi publicado no ano passado pela Malê, editora focada em títulos literários em língua portuguesa de autores negros, brasileiros, africanos e da diáspora. Nascida no Rio, Cristiane migrou nos anos 90 para Brasília, onde se tornou a primeira mulher negra graduada em Interpretação Teatral pela UnB. Com carreira estabelecida nos palcos, ela estreou na literatura em 2000. Neste livro, a autora apresenta 19 narrativas que abordam de forma inventiva e contundente diversos aspectos sobra a questão racial no Brasil, incluindo racismo, empoderamento e colorismo – apontando para a construção de uma identidade negra contemporânea.

Esta página transformou memes em capas de livros clássicos

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Publicado no Catraca Livre

A página Obras literárias com capas de memes genuinamente brasileiros conseguiu unir o que de melhor há na internet com livros clássicos nacionais e internacionais. As releituras bem-humoradas dos livros estão fazendo sucesso. Com mais de 180 mil fãs, a página afirma que um de seus objetivos é despertar no público a vontade de ler.

Confira as melhores capas com memes:

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Clique aqui para ver mais capas postadas na página.

Créditos: Reprodução/Obras literárias com capas de memes genuinamente brasileiros

Prêmio Jabuti 2017 terá categorias para histórias em quadrinhos e livros brasileiros publicados no exterior

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Troféus distribuídos pelo Prêmio Jabuti, que anunciou duas novas categorias em 2017 (Foto: Divulgação)

Troféus distribuídos pelo Prêmio Jabuti, que anunciou duas novas categorias em 2017 (Foto: Divulgação)

 

Evento agora tem 29 categorias ao todo; inscrições começam em 18 de maio. Curador diz querer valorizar ‘várias formas de contar uma mesma história’.

Publicado no G1

O Prêmio Jabuti, um dos principais da literatura brasileira, vai ter em 2017 duas novas categorias, História em Quadrinhos e Livro Brasileiro Publicado no Exterior, anunciou nesta quarta-feira (A Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do evento.

O Jabuti passa agora a contar com 29 categorias ao todo. Antes da mudança, HQs eram contempladas pela categoria chamada Adaptação, que continua existindo, mas sem incluir quadrinhos especificamente.

Pelo regulamento, na nova categoria para HQs podem concorrer “livros compostos por histórias originais ou adaptadas, contadas por meio de desenhos sequenciais, definidas pela união de cor, mensagem e imagem”.

Já a Livro Brasileiro Publicado no Exterior podem concorrer “livros de autor(es) brasileiro(s) nato(s)/naturalizado(s) publicado no exterior em primeira edição no período entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, em qualquer gênero, ficção ou não ficção”.

Em nota, o curador da premiação, Luiz Armando Bargolin, comentou as mudanças: “Existem várias formas de contar uma mesma história. Ela pode vir por desenhos, por palavras, em português, em outras línguas. O importante é valorizarmos todas essas formas de contar. Criar essas novas categorias era essencial para mostrarmos a força de nossa produção editorial, representada pela riqueza que o brasileiro produz”.

As inscrições para o 59º Prêmio Jabuti começam em 18 de maio. A data da cerimônia de entrega do troféu ainda não foi definida.

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