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Cachorro que viralizou na web tentava roubar livro de Elena Ferrante

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Cão tenta roubar livro de Elena Ferrante e viraliza na Web – O Globo

Ainda sem nome, o cachorro tentou por duas vezes levar a obra ‘Dias de abandono’

Publicado no O Globo

RIO — Depois de quinze anos de casamento, Olga é abandonada pelo marido. Presa ao cotidiano estilhaçado com dois filhos, um cachorro e nenhum emprego, ela se recusa a assumir o papel de pobre mulher abandonada.

Com essa sinopse, não surpreende que o livro “Dias de abandono”, de Elena Ferrante, tenha cativado um cachorro sem dono — e, até o momento, sem nome — que mora no campus da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Na última sexta-feira, às 16h30m, o cão abandonado entrou dentro da livraria Infinity, localizada na universidade, abocanhou o livro e saiu tranquilamente pela mesma porta. O “furto” acabou frustrado por um indivíduo que viu a cena, recuperou o livro e o devolveu.

Registrada por câmeras de segurança, a cena acabou parando na página de Facebook da livraria. O vídeo viralizou nas redes sociais, e já tem quase 10 mil compartilhamentos.

— O cachorro vem às vezes e fica aqui em frente à loja, mas nem sempre — diz Naiara Raquel Pilger, vendedora da loja. — Não sei te dizer há quanto tempo está abandonado na universidade, porque têm muitos cachorros aqui. Outros inclusive já entraram, mas nunca nenhum roubou.

A obsessão do cachorro por Elena Ferrante não parou aí. Nesta manhã, enquanto uma equipe de TV gravava uma reportagem na livraria, o cachorro entrou novamente no local e “roubou” o livro outra vez.

“Para quem quer saber do cãozinho, ele já está cansado de tanta fama”, informou o instagram da livraria, que postou fotos e vídeos sobre o ocorrido.

Cachorro que “roubava livros” em universidade gaúcha faz sucesso nas redes sociais

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Vídeo do animal já tem mais de seis mil compartilhamentos

Publicado no Zero Hora

Já pensou estar trabalhando e, de repente, alguém te entregar um livro que foi “roubado por um cachorro”? Pois foi exatamente isso que aconteceu com a atendente da Infinity Livraria, localizada dentro da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.

Pelas câmeras de segurança é possível ver o “cãozinho leitor” entrando no estabelecimento, mordendo o livro e levando porta afora. Após alguns minutos, um rapaz entra na livraria e devolve a obra à atendente.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais e o post da livraria já tem mais de 6 mil compartilhamentos. Assista:

8 escritores russos e seus bichinhos de estimação

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Musas de Tchékhov e Sorókin não são só mulheres, mas bassês e galgos.

Publicado na Gazeta Russa

Ernest Hemingway tinha quase 50 gatos no seu quintal, e os bichanos amestrados de Mark Twain se fingiam até de mortos. O poeta inglês William Wordsworth sempre lia poemas para seu cão, e o americano Kurt Vonnegut, certa vez, disse: “O cachorro serve mais como musa que a mulher porque, diferentemente da última, ele está sempre ao seu lado”. A Gazeta Russa compilou uma lista dos gênios clássicos e contemporâneos da literatura do país e suas paixões por bichos de estimação:

1. Lev Tolstói e os cavalos

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Tolstói montado a cavalo em sua propriedade em Iásnaia Poliana / RIA Nôvosti

O conde Lev Tolstói amava cavalos e montou toda a vida. Ele dizia que isso o ajudava a dar a volta na melancolia e se sentir em comunhão com a natureza. Os cavalos eram também protagonistas em muitas de suas obras – a mais famosa delas sobre o tema é o conto “Kholstomér”, que tem um cavalo como narrador. Há também o cavalo Fru-Fru, com o qual cai Vrônski durante a corrida no romance “Anna Karênina”

2. Antón Tchékhov e os bassês Brom e Khina

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Tchékhov em “Melikhovo” em 1897. / Domínio Público

Tchékhov era um grande fã de bassês. Em sua propriedade “Melikhovo”, nos arredores de Moscou, dois cães dessa raça viveram por muitos anos: Brom Issáievitch e Khina Markôvna. Médico, o escritor tirou os nomes de seus cachorrinhos de medicamentos do século 19. Ele podia conversar por horas a fio com Brom e Khina, que hoje têm monumentos de bronze em sua homenagem no museu-propriedade “Melikhovo”. Ali também ocorre, todos os anos, o Festival Pan-russo de Bassês.

Certo dia, Tchékhov trouxe do Ceilão um mangusto, diante do qual os bassês recuaram. O mangusto fazia uma grande bagunça na casa de Tchékhov: destruía tudo o que lhe cruzasse o caminho, cavava os vasos de flores, subia pelas barbas do pai de Tchékhov.

3. Vladímir Maiakóvski e o buldogue Bulka

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Maiakóvski e seu buldogue francês / Foto de arquivo

Maiakóvski amava ir à França e sempre trazia de lá compras chiques. Em uma dessas viagens, ele retornou com um cachorro popular entre os boêmios, um buldogue francês. O poeta levava Bulka consigo em todas as viagens. Segundo as recordações de amigos de Maiakóvski, o cachorro dava trabalho: frequentemente era preciso doar seus filhotes para conhecidos.

4. Vladímir Nabôkov e seus cachorros

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Vladímir Nabôkov (3° da esq. para a dir.) e sua família / Foto: vladimirnabokov.ru

Uma ninhada inteira de cachorros vivia na casa dos Nabôkov. A mãe do escritor amava bassês marrons e, com o tempo, o próprio Nabôkov passou a adotar cachorros dessa raça. O primeiro se chamava Lulu, seu filhote, Boks Primeiro. O último da família foi o Boks Segundo, da linhagens dos famosos bassês de Tchékhov. Foi justamente com Boks Segundo que Nabôkov emigrou e viveu em Praga. Seus contemporâneos relembram que ele sempre passeava pelas ruas com seu bassê vestido com um paletô de lã costurado especialmente para ele.

5. Iossif Bródski e seus gatos

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Uma das muitas fotografias retratando Bródski e seus gatos. / Foto: iosif-brodskiy.ru

Os gatos eram companheiros de viagem constantes na vida de Bródski, e o escritor aparece com eles em muitas fotos. Existem até piadas sobre a afeição do escritor aos felinos. Um dia, um jornalista foi encontrá-lo e, depois da conversa, para mostrar seu grande apreço pelo convidado, o escritor sugeriu que esse acordasse para ele seu gato preferido.

“Sou como um gato. Olhe, veja, gato. O gato está se lixando se existe a sociedade ‘Memória’. Ou os órgãos de propaganda do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética. Para ele também tanto faz se o presidente dos EUA existe ou não. No que eu sou pior que esse gato?”, disse ele durante a entrevista.

6. Serguêi Iessiênin e o cachorro Seriôjka

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O poeta Serguêi Iessiênin era um grande fã e amigo dos animais. / Foto: esenin.ru

Certa vez, o poeta Serguêi Iessiênin viu em uma feira um cachorro ruivo tremulante, não se aguentou e o comprou. O vendedor passou o cão como sendo de raça. O poeta deu seu nome ao cachorro, estava muito satisfeito com a compra e o mostrava a todos que vinham visitá-lo. Alguns dias depois, e o cachorro Seriojka (apelido de Serguêi), começou a ganir e mexer nas longas orelhas com as patas. Acontece que ele era um simples vira-lata, e suas orelhas pendiam porque estavam costuradas.

O tema do amor aos animais sempre aparece nos poemas do escritor. Em cada pássaro, vaca e cavalo, o poeta crescido no interior via uma alma viva, relacionava-se come sses com carinho e compaixão. O poeta confia aos cães suas aflições, como no conhecido poema “Dê-me sua pata, Jim, para uma boa sorte”. Já a forte história de uma cadela que perde seus filhotes é contada pelo poeta em “Canção sobre um cão”.

7. Vladímir Sorókin e os galgos Rom e Fom

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Estrela da Flip de 2014, Sorókin diz gostar de estar rodeado de beleza. / Foto: Kommersant

O escritor contemporâneo Vladímir Sorókin, estrela da Festa Literária Internacional de Paraty de 2014, aparece em muitas de suas fotografias com dois cães de feições aristocráticas. São seus amados whippet Rom e Fom. O escritor diz gostar de sentir rodeado de beleza: “Eu até arriscaria fazer coro à máxima de Dostoiévski que diz que ‘a beleza salvará o mundo’”, afirma Sorókin.

8. Dária Dontsóva e os pugs

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Escritora de detetives bestsellers, Dontsova aparece rodeada de pugs nas capas de todos seus livros. / Foto: Grigoriy Sisoev/TASS

A escritora ultrapopular de livros de detetives irônicos Dária Dontsóva sempre foi associada por seus leitores aos cães da raça chinesa pug. Na atualidade, ela lança anualmente alguns bestsellers de literatura de segunda, mas todas as capas de seus livros têm algo em comum: uma foto da escritora rodeada por cachorros dessa raça. A autora intitulou até seu palacete nos arredores da cidade de “Pugs House”, e reconhece que ali se pode encontrar praticamente qualquer objeto em forma de pug: sua coleção tem milhares de suvenires, assim como luminárias, cortinas e até roupas.

O macabro assassinato da escritora britânica pelo noivo que conheceu na internet

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Polícia de Hertfordshire / PA Wire Image caption Helen Bailey deixou fortuna de mais de R$ 15 milhões para o noivo; seu corpo foi encontrado junto com o de seu cachorro

Polícia de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Helen Bailey deixou fortuna de mais de R$ 15 milhões para o noivo; seu corpo foi encontrado junto com o de seu cachorro

 

Publicado na BBC Brasil

A vida da escritora britânica Helen Bailey, de 51 anos, mudou por completo com a morte do marido em 2011.

Tomada pelo pesar da perda e por solidão, ela criou um blog, o Planet Grief (Planeta Luto, em tradução livre), em que narrava sua experiência e se comunicava com outras pessoas que também sofriam com a dor de perder entes queridos.

Foi assim que conheceu e se apaixonou pelo homem que chamava de “viúvo grisalho gato” e que passou a tratar como seu futuro companheiro de vida.

Nesta semana, o noivo, Ian Stewart, de 56 anos, foi condenado a 34 anos de prisão pelo assassinato da escritora, após sete semanas de julgamento.

A promotoria disse que Stewart, descrito como “narcisista”, “frio” e “calculista”, planejou o assassinato para herdar a fortuna de Bailey, estimada em 4 milhões de libras (cerca de R$ 15,3 milhões), amealhada com a publicação de mais de 20 livros, entre eles a série Electra Brown, bastante popular entre adolescentes no Reino Unido – ainda inédita no Brasil.

Secretamente, ele administrou, por semanas, um remédio para dormir à sua noiva, até resolver asfixiá-la até a morte com um travesseiro.

Desaparecimento

Helen Tipper Image caption Ian Stewart, de 56 anos, alegou que mulher tinha sido sequestrada por dois colegas de trabalho de marido falecido de sua noiva

Helen Tipper
Image caption Ian Stewart, de 56 anos, alegou que mulher tinha sido sequestrada por dois colegas de trabalho de marido falecido de sua noiva

 

O caso de Helen Bailey começou a tomar os jornais por causa das notícias de seu desaparecimento, em abril do ano passado.

Familiares, amigos e o noivo estavam preocupados. Stewart chegou a avisar a polícia que tinha encontrado um bilhete de Bailey, no qual ela dizia precisar de “espaço” e que havia ido à casa de férias que tinha no condado de Kent.

Logo depois, Stewart divulgou um apelo emocionado dirigido a Bailey, pedindo para que ela voltasse: “Você não só arrematou meu coração há cinco anos, como o tornou maior, mais forte e mais gentil. Agora sinto como se meu coração não existisse mais. Nossos planos ainda não estão completos e sem você não fazem sentido”.

Ele também mandou mensagens de texto para a escritora, pedindo notícias e implorando para que o chamasse.

Amigos organizaram buscas e fãs enviaram mensagens de solidariedade pelo telefone e redes sociais.

Mas, durante todo esse tempo, o corpo de Bailey – junto com o de seu cachorro, Boris – estava escondido embaixo da própria casa, bem distante de onde a polícia procurava por ela: na fossa séptica, embaixo da garagem.

Tania Butler / Polícia de Hertfordshire / PA Wire Image caption Polícia só descobriu a fossa graças a comentário de uma vizinha

Tania Butler / Polícia de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Polícia só descobriu a fossa graças a comentário de uma vizinha

 

O corpo foi encontrado pela polícia três meses depois de seu assassinato. A polícia só encontrou o corpo graças ao comentário de uma vizinha de Bailey, revelando a existência da fossa escondida.
‘Viúvo grisalho gato’

Bailey foi casada com John Sinfield – seu companheiro por 22 anos. Ele morreu afogado no mar em 2011, durante férias do casal em Barbados, no Caribe.

Durante o luto, achou que o blog poderia ajudar a dissipar seu sofrimento.

Começou escrevendo sobre lembranças do marido morto, sobre o primeiro Natal sem ele e sobre as várias coisas que passou a fazer sozinha.

O blog também registrou como Bailey conheceu Stewart, através de uma foto no Facebook que chamou sua atenção. Ela passou a se referir a ele no próprio blog com as iniciais GGHW em inglês para “Viúvo Grisalho Gato”.

Polícia de Hertfordshire / PA Wire Image caption Juiz disse que Stewart representava 'perigo para as mulheres com quem tem relacionamento'

Polícia de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Juiz disse que Stewart representava ‘perigo para as mulheres com quem tem relacionamento’

“Desde o primeiro encontro senti como se o conhecesse toda minha vida”, escreveu.

A escritora começou a trocar mensagens com GGHW. Passaram a sair juntos e logo compraram uma casa em Royston, no condado de Hertfordshire, para onde se mudaram.

Planejavam se casar e estavam organizando a cerimônia, quando, em abril do ano passado, Helen Bailey foi dada como desaparecida.
‘Calado e reservado’

Descrito por muitos como “calado” e “reservado”, Ian Stewart ficou viúvo em 2010, quando sua mulher, Diane, morreu após um ataque epilético no jardim de casa, na Inglaterra.

Trabalhou como engenheiro de sistemas até ser forçado a se afastar do emprego por problemas de saúde. Sofria de insônia crônica e os médicos lhe receitaram um remédio chamado zopiclone, o mesmo encontrado pela perícia no corpo de Bailey.

Mavis Drake, vizinha do casal, disse que Stewart “não era muito comunicativo e era preciso tirar qualquer informação dele à força”.

“Nunca, em um milhão de anos, os juntaria como um casal. Para mim, tinham personalidade completamente opostas”, opinou.

Durante o julgamento, foi revelado que, no dia em que Bailey foi morta, ele foi visitar o filho Jamie, jogou boliche e depois pediu comida chinesa “pra viagem”.

Policía de Hertfordshire / PA Wire Image caption Bailey e Stewart viviam juntos numa casa no condado de Hertfordshire, próximo a Londres, e planejavam se casar quando ela desapareceu

Policía de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Bailey e Stewart viviam juntos numa casa no condado de Hertfordshire, próximo a Londres, e planejavam se casar quando ela desapareceu

 

Também foi revelado ,enquanto a polícia ainda procurava pela escritora, ele renovou o cartão de sócio-torcedor do time de futebol Arsenal e foi de férias para Mallorca, na Espanha, usando a conta conjunta do casal.

Ele negou que tivesse assassinado Bailey, e alegou que foi chantageado por dois colegas de trabalho do falecido marido da escritora que a teriam sequestrado.

Alegou, durante o julgamento, que esses dois homens o ameaçaram matar seus filhos, caso ele informasse a polícia.
‘Meu final feliz’

Durante a sentença, o juiz Andrew Bright descreveu o crime como “horrível” e disse ao réu: “Sou firmemente da opinião que você atualmente representa um perigo real para as mulheres com quem você tem um relacionamento”.

Policía de Hertfordshire Image caption Bailey era 'uma mulher valente e cheia de bondade', contou uma amiga

Policía de Hertfordshire
Image caption Bailey era ‘uma mulher valente e cheia de bondade’, contou uma amiga

 

Shelley Whitehead, que conheceu a escritora pouco depois da morte do primeiro marido, diz que ela era uma “mulher valente e cheia de bondade”, que, com seu blog, “ajudou a muitos que sofreram perdas”.

“Helen continua viva em seus livros. Guardo cópias de seu último livro dar a pessoas que ficam viúvas”, contou a amiga.

Seu último livro, When Bad Things Happen in Good Bikinis, lançado em 2015, foi baseado na sua experiência com o blog Planet Grief – e sua “jornada pelo luto”.

O livro traz uma dedicatória a Stewart.

“Por último, dedico esse livro ao meu viúvo grisalho gato, Ian Stewart: te amo. Você é meu final feliz.”

“Marley & Eu” faz dez anos: conversamos com o dono do “pior cão do mundo”

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Renata Nogueira, no UOL

11.dez.2008 - John Grogan posa com o cachorro Clyde, que fez a maior parte das cenas de Marley no filme "Marley & Eu"

11.dez.2008 – John Grogan posa com o cachorro Clyde, que fez a maior parte das cenas de Marley no filme “Marley & Eu”

Há dez anos, o Brasil conhecia a história de Marley, um labrador travesso que mudou a vida de uma família americana. Depois de 1,1 milhão de livros vendidos por aqui, o país ganha uma edição comemorativa publicada pela HarperCollins e a atenção especial do autor de “Marley & Eu”, o jornalista John Grogan, que escreveu uma dedicatória exclusiva para seus leitores e fãs brasileiros.

Em uma conversa exclusiva com o UOL, direto de sua casa em uma cidadezinha no topo das montanhas da Pensilvânia, o escritor ressaltou a importância do nosso país no estrondoso sucesso internacional de seu primeiro e mais conhecido livro. A história do “pior cachorro do mundo” o permitiu colecionar amigos fora do país, muitos deles brasileiros, que compartilharam com o autor as histórias de seus cachorros desde a primeira edição do livro em português.

“Obrigado, Brasil, por abraçar a mim e ao meu cachorro maluco. Obrigado por tornar minha simples história em um sucesso internacional. Obrigado por me fazer sentir parte de suas famílias e um honrado cidadão do seu país”, escreve John Grogan em sua dedicatória. Apesar do carinho especial pelo público brasileiro, o americano ainda não teve a oportunidade de conhecer o país.

“Acompanhei a Olimpíada do Rio pela TV e fiquei ainda mais encantado com a beleza do seu país. Quero muito conhecer o Brasil, é a viagem dos sonhos para mim e para a minha mulher”, conta John. Ele se refere a também jornalista Jenny Grogan, coprotagonista da história que virou filme dois anos depois do lançamento do livro e chegou aos cinemas no dia de Natal, em 2008.

Marley ficou conhecido primeiro em 2003, quando John Grogan publicou uma coluna no jornal em que trabalhava contando sobre a dor de perder o companheiro que o acompanhou durante 13 anos. De 20 cartas que costumava receber após seus textos, o número saltou para cerca de 800.

Capa da edição comemorativa de dez anos de Brasil do livro "Marley & Eu"

Capa da edição comemorativa de dez anos de Brasil do livro “Marley & Eu”

Para externar a dor de perder o companheiro que havia chegado à casa dele e de Jenny antes mesmo de seus três filhos (que hoje têm 25, 23 e 19 anos), Grogan resolveu escrever sobre a trajetória difícil, mas inesquecível ao lado do bicho batizado em homenagem ao cantor Bob Marley.

O texto carregado de sentimentos foi um sucesso imediato de vendas logo após sua publicação nos Estados Unidos, há exatos 11 anos, em 18 de outubro de 2005. Um ano depois, em 2006, “Marley & Eu” ganhava sua edição brasileira.

Durante a entrevista, John Grogan fez questão de destacar a importância do Brasil no sucesso internacional de seu primeiro livro. Leia a seguir:

UOL – Dez anos se passaram desde a publicação de “Marley & Eu” aqui no Brasil. O que mudou na sua vida nesse período?
John Grogan – Muita coisa mudou desde a publicação do livro. O Marley foi um cachorro que agregou muito a nossa família. A história dele possibilitou que meus filhos frequentassem boas escolas e que eu fizesse muitos amigos pelo mundo. Hoje eu também não trabalho mais em redação graças ao sucesso dele.

Muitos brasileiros entraram em contato com você depois do sucesso de “Marley & Eu”. O que eles te contavam nas cartas e e-mails?
Foram muitos leitores internacionais, recebi milhares de cartas do mundo todo. Mas posso dizer que mais da metade dos e-mails que recebi de países estrangeiros vinham do Brasil. Foram muitas mensagens. Logo percebi que vocês também eram apaixonados por cachorros. As pessoas contavam histórias felizes e também compartilhavam a dor de ter perdido um animal. Elas faziam questão de mandar até fotos dos seus bichos de estimação e isso me alegrou muito. Com essa experiência pude ver que, apesar de tantas guerras e diferenças entre as nações, existe um sentimento sincero que nos une e nos faz igual.

O número de cartas e e-mails cresceu muito depois da adaptação de “Marley & Eu” para o cinema, em 2008?
Eu já recebia muitas mensagens depois de publicar o livro, que logo virou best-seller nos Estados Unidos e internacionalmente. Mas posso dizer que depois do lançamento do filme esse número saltou umas dez vezes.

Os cães Woodson (à esquerda) e Wallace no Natal de 2014: sucessores de Marley

Os cães Woodson (à esquerda) e Wallace no Natal de 2014: sucessores de Marley

Quantos cachorros sua família já teve depois do Marley? Já pensou em escrever sobre eles?
Tivemos uma cadela logo depois do Marley, a Gracie, mas ela tinha uma doença degenerativa e acabou morrendo quando tinha 6 anos. Depois chegaram outros dois cachorros, o Woodson e o Wallace. O Woodson era um dos 22 cachorros que fizeram o Marley no filme e foi um presente da produção logo após o final das filmagens. Ele está conosco até hoje, já faz oito anos. Apesar de todos os problemas de comportamento que enfrentamos com o Marley, sempre tivemos labradores. É definitivamente a nossa raça favorita. Não pensei em escrever sobre os nossos novos cachorros, pois definitivamente eles têm um comportamento bem diferente. São tranquilos, ótimos cachorros.

Você escreveu diversos livros infantis com o personagem do Marley depois de lançar “Marley & Eu”. Já teve proposta para outros filmes?
Não recebi outras propostas para fazer filmes e também não vejo como continuar a história do Marley. Mas foi muito prazeroso escrever estes livros para as crianças. Eu senti a necessidade de fazer isso, já que muitas crianças queriam ler “Marley & Eu” e, honestamente, o considero um livro adulto.

Você acha que um dia vai conseguir repetir o estrondoso sucesso de “Marley & Eu”?
É muito difícil repetir o que foi “Marley & Eu”, mas isso não significa que meus outros livros não sejam bons ou não tenham feito sucesso. Acontece que quando eu comecei a escrever esta história foi uma algo que escrevi do fundo do meu coração. Eu sinceramente não esperava que fosse fazer todo o sucesso que fez. Mas como escrevi com tanto sentimento, é um livro único, algo que só acontece uma vez na vida. Não tem como repetir.

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