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Campanha estimula leitores a “esquecerem” livros em locais públicos

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Amanhã, 25, é dia de presentear desconhecidos com livros. A campanha “Esqueça um livro e espalhe conhecimento” convida leitores brasileiros a deixar obras em lugares públicos das cidades

Publicado em O Povo

Uma campanha nacional convida leitores a “esquecerem” livros em lugares públicos nesta terça-feira, 25. A iniciativa – que está sendo divulgada através do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp -pretende incentivar a leitura e o compartilhamento de conhecimento. A sistemática é simples: escolha uma obra, faça um bilhete explicando a campanha e o presente e deixe em um local de fácil acesso. Vale praça, parque, ponto de ônibus, táxi e restaurante.

O Vida&Arte, a Editora Dummar e o blog Leituras da Bel entraram na campanha e escolheram dez livros para deixar em lugares públicos. A reportagem vai sair, durante a manhã, para colocar as obras a disposição de seus novos donos. O roteiro, que só será revelado aos leitores amanhã, inclui quatro bairros diferentes. Vamos liberar pistas sobre os locais escolhidos nas nossas redes sociais.

Carolina Esmeraldo vai participar da campanha e promete "esquecer" pelo menos três livros em locais públicos na Aldeota AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

Carolina Esmeraldo vai participar da campanha e promete “esquecer” pelo menos três livros em locais públicos na Aldeota AURÉLIO ALVES/ESPECIAL PARA O POVO

“Esse tipo de campanha é sempre muito bem-vinda! Imagina você ser escolhida por um livro? Acho que a relação entre leitor e livro fica muito mais mágica! Com certeza ajuda na formação de leitores. Eu fico imaginando que a história vai conversar com a pessoa e a levar para lugares maravilhosos. Os livros sempre nos ajudam a crescer. Receber um livro sem ter propriamente escolhido… Chega dá um frio na barriga pensar na possibilidade! É uma coisa tão simples também, né? Mas bem poderosa”, acredita Carolina Esmeraldo, que “esquecerá” pelo menos três livros nesta terça-feira.

Carolina e sua irmã, Clarissa Esmeraldo, mantém um perfil na rede social instagram sobre leituras, indicações de autores, lançamentos e mercado editorial, o @sistersreading. Habituadas a ler desde a infância, elas agora compartilham a rotina de leitoras. “A gente sempre leu muito porque é um costume da nossa família mesmo. E gostamos muito de fotografia também. Aí, juntamos essas duas paixões e decidimos criar o Sisters Reading”, conta Carolina.

Para a campanha, um dos livros esquecidos por Carolina será o clássico Moby Dick, romance por Herman Melville. “Vou deixar em algum lugar da Aldeota, que é o bairro onde eu trabalho”, ela adianta. “Eu penso também em dar uma outra chance aos livros. Eu tenho alguns empacados na minha estante por pura birra ou mesmo que eu já li e sei que não vou reler. Eu tenho um monte pra desapegar”, fala sobre os outros títulos que serão “esquecidos” na terça-feira.

A professora e estudante de Letras Geisa Salgueiro já tem como hábito deixar livros em lugares públicos. É uma forma de presentear a Cidade e o outro com literatura. Moradora do Benfica, amanhã ela deve colocar a obra O mais feliz dos silêncios, da escritora cearense Ayla Andrade, na Praça da Gentilândia. “Gosto de divulgar os livros de escritores locais.

Sempre vejo muitos amigos e familiares nos lançamentos. Mas acaba que as pessoas que estão fora do circuito literário não conhecem o trabalho dos nossos escritores contemporâneos”, elucida.

Amazon rebate João Doria e disponibiliza livros de graça. Até os rivais entraram na “briga”

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Nilton Kleina, no TecMundo

Título original: Briga entre João Doria e Amazon rende eBook grátis e doações de rivais

Ainda está longe de terminar a polêmica entre o prefeito de São Paulo, Joao Doria, e a filial brasileira da Amazon. Depois do polêmico comercial em que a empresa critica a limpeza de grafites e pichações na capital paulista (e da resposta do próprio político), a própria loja e até a concorrência está repercutindo o fato.

A Amazon.com.br topou o “desafio” lançado pelo prefeito de mostrar que está mesmo preocupada com São Paulo. Em um novo vídeo, a companhia anuncia o download de um livro digital gratuito em uma seleção bem variada com mais de 30 títulos. Para acessá-la, é só clicar aqui e fazer o login para confirmar o download sem custos.

Além disso, ela prometeu doar “centenas de dispositivos Kindle para instituições que promovem cultura e educação”, pedindo para os fãs “ficarem ligados” em novidades, possivelmente com a divulgação dos locais agraciados com os eReaders.

Rivais aproveitam para ajudar a cidade

Sofrendo muitas críticas, a Amazon foi rápida em responder à polêmica e ao desafio de Doria. Porém, mais velozes ainda foram as concorrentes: alguns e-commerces brasileiros largaram antes, entraram na briga e anunciaram ações sociais similares para mostrar serviço.

A KaBuM!, por exemplo, foi a primeira do varejo a anunciar que vai doar computadores e tablets para uso em escolas e instituições do município.

saraiva

Já a Saraiva também demonstrou interesse em “ajudar a incentivar a leitura” e realizar ações sociais que complementem as que já existem sob os cuidados da empresa, como o Instituto Jorge Saraiva.

Uma campanha chocante para denunciar o quão pouco ganham os escritores

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Você pode ficar rico com a literatura? É bem provável que não. Embora as manchetes destaquem escritores que ganham milhões com seus livros, sabemos bem que isso não é o que acontece com a maioria dos autores. De acordo com um estudo britânico recente, apenas um em cada dez escritores conseguem viver apenas do que escrevem. Na verdade, o mesmo estudo conclui que apenas uma elite de 5% de escritores dominam 42,4% de toda a receita gerada pelos livros.

Infelizmente essa realidade é ignorada por parte dos leitores que, de forma contraditória, continuam pirateando PDFs de autores que dizem admirar. Para elucidar essa discrepância, uma associação francesa que representa escritores e ilustradores, lançou uma campanha que nos convida a pensar sobre o caso.

As imagens ilustram a situação econômica dos autores, mostrando o número de livros vendidos necessários para se conseguir comprar coisas básicas do nosso dia a dia.

Confira abaixo:

530 livros para comprar um óculos novo

530 livros para comprar um óculos novo

 

13 livros para comprar um livro de bolso

13 livros para comprar um livro de bolso

 

2.646 para comprar um notebook

2.646 para comprar um notebook

 

2 livros para comprar uma bisnaga

2 livros para comprar uma bisnaga

 

7 livros para comprar um pacote de café

7 livros para comprar um pacote de café

 

4 livros para uma caixa de paracetamol

4 livros para uma caixa de paracetamol

Cabeleireiro substitui shampoos por livros nas prateleiras e cria campanha

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Sérgio lançou campanha dentro do salão para arrecadar livros e repassar a instituições (Foto: Gerson Walber)

Sérgio lançou campanha dentro do salão para arrecadar livros e repassar a instituições (Foto: Gerson Walber)

 

Naiane Mesquita, no Campo Grande News

Dividindo o espaço com produtos de beleza, os livros são a nova atração do salão Kirey. O proprietário e cabeleireiro Sérgio Yukio Morita, 42 anos, sempre foi um apreciador da literatura e resolveu há cerca de um mês lançar uma campanha de doação, que depois será revertida para instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Até agora mais de 60 livros foram doados por clientes. “Ainda quero catalogar porque tem de tudo um pouco. Para repassar as instituições eu preciso separar de acordo com o tipo e faixa-etária”, afirma Sérgio, que pensou primeiro em emprestar os livros para a associação Deus é Menino, no Jardim Columbia.

“Preciso de um número bom de livros infantis”, explica.

Há 2 anos em Campo Grande, Sérgio é de Brasília, onde aprendeu o ofício. “Me mudei há dois anos. Aqui é mais calmo, menos violência por enquanto”, ressalta. Apaixonado por livros de aventura e ação, ele diz que sempre quis ter uma biblioteca. “Mas, não faria sentido ter um monte de livros sem que outras pessoas pudessem ler”, frisa.

Livros e produtos de beleza unidos no salão

Livros e produtos de beleza unidos no salão

 

Como tem cliente que pede as publicações emprestadas, Sérgio faz questão de autorizar com uma ressalva. “Pode emprestar um, mas tem que devolver dois”, brinca.

Quem quiser contribuir pode levar os livros na rua Dr. Paulo Machado, 550, no salão Kirey. O telefone de contato é (67) 9229-6597.

Campanha pede que pediatras de todo o país ‘receitem livros’ para crianças

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Igor Rodrigues, 35, Daniela, 34, sempre leem para as gêmeas Lis e Mariah, de nove meses, e dizem ver bons resultados

Igor Rodrigues, 35, Daniela, 34, sempre leem para as gêmeas Lis e Mariah, de nove meses, e dizem ver bons resultados

 

Ler livros para crianças de zero a seis anos aumenta conexões cerebrais

Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Pediatras de todo o país vêm sendo orientados a “receitar livros” para seus pacientes de zero a seis anos. A medida, anunciada nesta semana pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), visa estimular o aumento das conexões cerebrais nos pequenos por meio da leitura feita a eles pelos pais ou por pessoas próximas.

De acordo com os médicos, bebês que recebem o estímulo de escutar histórias podem se tornar adultos mais articulados, desenvoltos e inteligentes. Bebês que nascem com deficiência também podem obter benefícios: com este incentivo, o cérebro pode criar novas conexões para suprir habilidades perdidas.

Para Eduardo Vaz, presidente da SBP, não basta ao pediatra controlar peso, altura e vacinas. Para ele, é preciso formar um adulto que tenha qualidade de vida e que exerça sua cidadania.

“Estamos atrasados na inclusão do livro na pediatria. Ler para o bebê reflete diretamente em seu bom desenvolvimento, na cognição e na afetividade. Quem lê para o bebê cria com ele um vínculo afetivo para a vida toda e contribui para que ele seja um adulto melhor”, diz Vaz.

“Não tivemos orientação médica, mas tomamos a medida porque o nosso mais velho, de 15 anos, não gosta de livros e é ligado a videogames. Os resultados são claros: elas adoram, aprendem novas palavras e estão mais espertas”, avalia o pai.

Uma das causas do atraso do falar de crianças, de acordo com Vaz, é a falta de comunicação entre pais e filhos, o que inclui a leitura. “O médico deve abordar famílias de forma direta, dizendo que é necessário ler para o bebê. Pais analfabetos podem contar histórias para os filhos. E essas crianças se alfabetizam rápido, têm facilidade para aprender línguas e melhor desempenho acadêmico.”

Com apoio das fundações Maria Cecília Souto Vidigal e Itaú Social, médicos associados à SBP receberão livros para seus consultórios. Eles receberão também a cartilha “Receite um Livro – Fortalecendo o Desenvolvimento e o Vínculo”, com os benefícios da leitura a bebês.

Para o linguista Evélio Cabrejo, da Universidade Sorbonne (França), que veio ao Brasil para o lançamento da campanha, não importa repetir a mesma história para as crianças. “O bebê não escuta a mesma história sempre. Ele descobre uma quantidade enorme de significados diferentes. Além disso, decora tudo. Está exercendo a memória. É uma operação extraordinária.”

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