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Criança escreve livros e doa para campanha O Natal de Todos Nós

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Renata, de 10 anos, publicou seu segundo livro e doou cem exemplares.
Mãe conta que criança já tem cinco livros escritos.

Criança doou cem exemplares para campanha. (Foto: Gabriela Jimenes/TV Diário)

Criança doou cem exemplares para campanha. (Foto: Gabriela Jimenes/TV Diário)

Jenifer Carpani, no G1

“Para ajudar as crianças e fazer elas felizes” a autora Renata Aparecida Fernandes, de apenas 10 anos, doou cem exemplares do livro ‘Um novo bom amigo’ para a campanha O Natal de Todos Nós.

Esta é uma iniciativa da TV Diário em parceria com uma empresa de transporte público de Mogi das Cruzes. Livros e brinquedos novos são arrecadados e distribuídos para crianças de bairros carentes da cidade. Somente no ano passado foram arrecadados mais de 8 mil livros e, para este ano, a expectativa é superar o número. Neste ano, a arrecadação terminou no domingo (14) e a distruibuição começa na terça-feira (15).

Para Renata, a maior alegria é ver o que escreveu impresso nas páginas de um livro. “Fico muito alegre, é legal ver a história publicada”, diz. Além de ter uma filha autora de livros, a instrutora Irecilma Fernandes, de 42 anos, tem também uma filha solidária. “É um orgulho para a gente, a gente fica feliz em saber que ela tem o coraçãozinho bom e que vai ajudar as pessoas a serem melhores. Ela começou a escrever com 8 anos, é o segundo ano que ela está doando cem livros para as crianças”, destaca a mãe orgulhosa.

Segundo Irecilma, foram feitos mil exemplares da história do sapinho. Renata diz que a ideia de escrever livros surgiu depois de um apagão em sua casa. “Teve um apagão em casa e minha mãe falou que os sapos enxergam no escuro. E aí eu tive a ideia”, se lembra. “O livro fala que o sapinho acha que é melhor que todo mundo. Daí depois quando ele vê que ninguém é mais amigo dele porque ninguém conversa com ele, ele fica triste. Aí ele convida outros sapinhos para fazer um campeonato para pular na vitória-régia, e depois disso todos ficam felizes e voltam a ser amigos”, resume.

Renata diz que já tem outros livros escritos e que o livro lançado neste ano é continuação do ano passado, quando ela doou outros 100 exemplares para a Campanha. “Tenho cinco livros prontos e dois publicados”, diz. A mãe completa: “no ano que vem ela publicará mais um livro, o Macaquices em Família”, diz, orgulhosa.

Atriz Freida Pinto faz campanha pela educação de meninas na Índia

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Musa fez ‘Quem quer ser um milionário’, Oscar de melhor filme em 2009.
Campanha quer reduzir evasão feminina de adolescentes indianas.

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Publicado no G1

freida

A atriz Freida Pinto, que fez sua estréia no cinema com o filme vencedor do Oscar “Slumdog Millionaire”, promove uma campanha de promoção da educação para meninas na Índia chamada Girl Rising, que inclui um documentário com a participação dela e de outras atrizes de Bollywood, entre elas a cantora e ex-miss Mundo Priyanka Chopra. O objetivo da campanha é aumentar a taxa de conclusão do ensino secundário para meninas e reduzir a discriminação de gênero na Índia.

“Chegou o momento em que, em vez de questionar por que devemos educar as meninas, a gente deveria estar se perguntando por que não? Quando sabemos que educar menina pode mudar o mundo, por que esperar? Vamos mudar isso “, disse Freida.

Além do aspecto social, os organizadores da campanha destacam a importância econômica em se promover a educação das meninas na Índia. “Educar as meninas não é apenas essencial para a prosperidade e estabilidade da Índia, mas também representa uma oportunidade econômica sem precedentes”, afirma Holly Gordon, diretora da ONG Girl Rising.

“As mulheres são o maior mercado emergente que eu já vi. Elas influenciam 65% do mundo gastos do consumidor e anual, agora estima-se que existam 270 milhões de mulheres e meninas menores de 25 anos na Índia”!, diz Gordon. “Além disso, por não educar as meninas da mesma forma, estima-se que a Índia perde-se o potencial de crescimento econômico de US$ 33 bilhões por ano.”

A Índia é também um dos piores lugares no mundo com relação ao trabalho infantil. Mas também é de lá Kailash Satyarthi, que este ano ganhou o prêmio Nobel da Paz, justamente porque luta contra isso e já salvou 80 mil crianças do trabalho forçado.

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Estudantes recebem presentes do “casamento” das prefeituras

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Estudantes recebem presentes do "casamento" das prefeituras

(foto: Jaelson Lucas/SMCS)

Publicado no Bem Paraná

Um dos primeiros presentes do “casamento” das prefeituras de Curitiba e do Rio de Janeiro foi entregue na tarde desta sexta-feira (26) e quem o recebeu foram professores e estudantes da Escola Municipal CEI Heitor de Alencar Furtado, no bairro Cidade Industrial. O grupo recebeu como presente 100 livros de educação no trânsito e curso de capacitação para os professores, ofertados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR).

Oferecer o material à escola foi a forma encontrada pela ABCR para participar da brincadeira da união das duas administrações, que começou no Facebook, no perfil das prefeituras, e se espalhou por diferentes cidades, com a participação de empresas e instituições oferecendo presentes para Curitiba.

Além de presentear a cidade, por meio da escola, a associação ofereceu mais 500 livros para prefeituras do interior do estado que serão “madrinhas do casamento”. “Aderimos a essa ação muito bem humorada que além de promover a integração das cidades mostrou-se uma boa oportunidade para divulgarmos as ações que realizamos pelo Bem na Estrada, o espaço onde divulgamos as ações sociais desenvolvidas pelas concessionárias”, disse o diretor regional da ABCR, João Chiminazzo.

Na escola o material foi recebido com festa, em especial pelas crianças que adoraram os livros que transformam o conteúdo da educação para o trânsito em uma atividade dinâmica e prazerosa. “São histórias importantes que nos ajudam a ter o comportamento necessário como pedestre e futuros motoristas”, disse Gabriel Luanh Cabral Matias, de 11 anos e aluno do 5º ano do ensino fundamental.

Os livros entregues às crianças pertencem a uma coleção didática produzida pela editora Tecnodata que orienta e conscientiza os futuros motoristas. A diretora da escola, Luciane Gogola Kmiecik, comemorou o presente recebido e que permitirá ampliar as ações já realizadas de educação para o trânsito, dentro das diretrizes curriculares, com os 542 estudantes da escola. “A brincadeira do casamento já estava interessante, com o presente oferecido aos nossos alunos professores ficou ainda melhor”, disse Luciane.

Outros presentes de casamento oferecidos a Curitiba também privilegiaram a educação. O Shopping Estação e o Teatro Dr. Botica ofereceram 60 ingressos de teatro para crianças da rede e o teatro Regina Vogue outros 50 ingresso. O Shopping São José deu de presente outros 50 ingressos de cinema para crianças.

O presente da Tintas Coral será uma ação de grafitagem no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Servidores enquanto a empresa SOLS fará o despiche dos CMEIs Arnaldo Carnacialli e Itacolomi. O Grupo de Escoteiro do Mar, Amigo Velho 16 PR também ofereceu uma ação de despiche que será realizada em cinco unidades de ensino da rede.

A trincheira que liga a Travessa Nestor de Castro e a Alameda Augusto Stellfeld, na região central da cidade, também receberá ação de grafitagem em homenagem ao “casamento”.

Acompanharam a entrega dos kits na escola o gerente da Ecovia, Marcelo Belão e o diretor da Tecnodata Educacional, Celso Alves Mariano.

Sangue

O “casamento” também terá um dia de incentivo à doação de sangue. Será neste sábado (27), com doações em Curitiba e também no Rio de Janeiro. Estimativas de organizações de saúde apontam que, no Brasil, a cada dois minutos uma pessoa necessita receber sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 1,7 % da população brasileira é doadora, enquanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que o índice de doadores de sangue em um país deve ser de pelo menos 5% de sua população. Devido ao alcance da campanha, foram ampliados os locais para doação em Curitiba.

Onde doar sangue:

Curitiba

Hemobanco, na Rua Capitão Souza Franco, 290 – Bigorrilho – das 8h às 16h

Biobanco (Banco de Sangue do Hospital de Clínicas da UFPR) – Av. Agostinho Leão Júnior, 108 – das 7h30 às 12h

Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Curitiba (Banco de Sangue do Hospital Santa Casa) – Praça Rui Barbosa, 694 – das 8h às 12h

Hemepar – Travessa João Prosdócimo, 145 – das 8h às 18h

Rio de Janeiro

Hemorio – Rua Frei Caneca, 8 – das 7h às 18h

Moradora de favela faz vaquinha para pagar universidade em Portugal

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Marcelle Souza, no UOL

Leidiane Silveira, 21, foi aprovada na Universidade de Coimbra

Leidiane Silveira, 21, foi aprovada na Universidade de Coimbra

No início deste mês, Leidiane Silveira, 21, foi surpreendida duas vezes: primeiro com a aprovação no curso de economia da Universidade de Coimbra, em Portugal, e, em seguida, ao descobrir que o valor cobrado pela instituição é bem maior do que o esperado.

Ela foi selecionada pela instituição com a sua nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A universidade anunciou a adesão ao exame brasileiro em abril e foi a primeira instituição estrangeira a aceitá-lo como forma de ingresso. No processo de maio deste ano foram ofertadas mais de 600 vagas para estudantes do Brasil.

“Eu não estava ciente de todas as taxas quando realizei minha inscrição, imaginei que houvesse alguma taxa, mas não sabia que chegaria a ser 7.000 euros por ano [o equivalente a R$ 21 mil]”, diz Leidiane, que mora em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

Diante das taxas inesperadas, Leidiane foi estimulada pelos colegas a fazer uma vaquinha virtual para tentar arrecadar R$ 6.400, que corresponde a cerca de 30% da primeira anuidade, que deve ser paga já em setembro.

“Na vaquinha, eu peço inicialmente o valor para concretizar a matrícula, mas paralelamente, estou em busca de instituições ou pessoas físicas que possam me financiar durante esse período da faculdade, para que eu possa pagar tudo depois. E, simultaneamente, farei todo o possível para conseguir uma bolsa na própria universidade através de bons rendimentos”, afirma.

Leidiane foi bolsista nos três anos do ensino médio do colégio Pueri Domus e chegou a cursar um ano de economia na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) com bolsa do Prouni (Programa Universidade Para Todos). O benefício na universidade foi perdido porque a família ultrapassou a renda máxima de um salário mínimo e meio por pessoa exigido pelo programa federal.

Sem dinheiro para a mensalidade na PUC, ela decidiu tentar a seleção na Universidade de Coimbra como forma de juntar dois sonhos: fazer faculdade e estudar fora do país. “Pensava em fazer um período de intercâmbio em 2015 ou 2016. E por uma feliz coincidência, vi nessas vagas abertas na UC uma oportunidade maior ainda, pois não seria seis meses ou um ano, mas toda a graduação fora do país em uma ótima universidade, e eu acredito fielmente que é uma enorme oportunidade tanto curricular como pessoal”.

A vaquinha ficará no ar até o dia 19 de setembro, pouco antes do início das aulas. Até agora, ela arrecadou pouco mais de 20% dos R$ 6.400. Além dos 30% da anuidade, ela procura ajuda financeira para a passagem aérea, as demais taxas da universidade e as despesas para morar em Portugal.

“Não quero nada de graça nem de ‘mão beijada’. Estou atrás de alguém que possa financiar, mesmo que sob contrato e com as taxas de juros aproximadas das do mercado atual, e, assim que eu terminar os estudos e começar a trabalhar, eu pagarei tudo devidamente como o combinado”, diz.

Filho de ferroviário arrecada R$ 15 mil na internet para bancar estudos em Stanford, nos EUA

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O estudante Jessé Candido, de 17 anos (foto: Arquivo Pessoal)

O estudante Jessé Candido, de 17 anos (foto: Arquivo Pessoal)

Leonardo Vieira, em O Globo

Filho de um ferroviário e ex-aluno de escola pública, um jovem de 17 anos aprovado em nada menos que seis universidades americanas conseguiu arrecadar mais de R$ 15 mil em uma campanha na internet para financiar sua graduação. Assim, Jessé Leonardo Justino Cândido embarca em setembro para a conceituada Universidade de Stanford, na Califórnia. Essa é apenas mais uma história bem-sucedida de crowdfunding na educação, prática que vem crescendo segundo sites que acolhem as campanhas.

Jessé frequentou aulas em uma escola municipal até a 4ª série do ensino fundamental, quando conseguiu uma bolsa integral para estudar no Colégio Antônio, em Ourinhos (SP). Lá, o menino começou a alimentar seu sonho pela Física e pelas engenharias. Caçula de mais três irmãos, sendo dois bombeiros e uma estudante de Medicina, ele quis traçar seu caminho.

Enquanto não chegava o momento de ir para a universidade, Jessé foi colecionando conquistas em outras áreas acadêmicas. Ao longo do ensino médio, foram 17 medalhas em olimpíadas científicas estaduais e nacionais de Física, Oceanografia, Robótica, Química, Astronomia e Astronáutica. No ano passado, em época de vestibular, o menino conquistou o 1º lugar no Desafio Brasileiro de Matemática Pré-Universitária do Brilliant.

Aprovado em Física na Ufscar, em São Carlos (SP), Engenharia Mecatrônica na UFPR e Medicina na Unioeste (PR), ele foi aceito em Columbia, Universidade de Nova York, Middlebury College, Skidmore College e Universidade Minerva.

— Escolhi Stanford não só pela qualidade do ensino. Lá eu vou cursar o ciclo básico de exatas nos dois primeiros anos e, depois, poderei escolher Física ou Engenharia. Aqui eu teria que decidir agora — explica o rapaz, que participou do programa de financiamento coletivo da Fundação Estudar, que auxilia alunos do ensino médio na obtenção de vagas em instituições americanas. Ele gravou um vídeo contando seus sonhos e pedindo uma pequena ajuda para cumprir sua meta, de R$ 10 mil. Seu apelo está desde o dia 15 de março na plataforma da fundação, com prazo que deve terminar na próxima terça-feira.

OUTROS 16 APROVADOS E FINANCIADOS

Além dele, outros 16 estudantes aprovados em universidades americanas se valeram das “vaquinhas” on-line. Quatro deles conseguiram atingir as metas. Andreia Sales, de 17 anos, é uma delas. Filha de um piloto de aviação comercial e uma engenheira civil, Andreia explica que quis unir os dois conhecimentos em uma só atividade: ser astronauta da Nasa. Com uma vaga garantida na Universidade do Colorado, ela ultrapassou a meta de R$ 12 mil para financiar seus estudos iniciais nos EUA:

— Quero levar o nome do Brasil cada vez mais longe e aumentar a participação das mulheres na ciência.

O crowdfunding na educação já é praticado pela Fundação Estudar desde o ano passado, quando 14 estudantes participaram e oito atingiram as próprias metas, arrecadando mais de R$ 260 mil. Somente para este ano mais de 200 alunos participam do preparatório.

A gerente de educação da fundação, Renata Moraes, explica que as universidades americanas não exigem só boas notas. Segundo ela, o ideal é o candidato participar de projetos sociais, competições e iniciativas que demonstrem proatividade:

— Enquanto você mostra suas boas notas, tem gente que também tem notas altas e ainda dá aulas em um pré-vestibular social. É isso o que as universidades americanas querem. Ir bem nas matérias é só uma obrigação.

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