Romances de Época Gutenberg

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Cabeleireiro substitui shampoos por livros nas prateleiras e cria campanha

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Sérgio lançou campanha dentro do salão para arrecadar livros e repassar a instituições (Foto: Gerson Walber)

Sérgio lançou campanha dentro do salão para arrecadar livros e repassar a instituições (Foto: Gerson Walber)

 

Naiane Mesquita, no Campo Grande News

Dividindo o espaço com produtos de beleza, os livros são a nova atração do salão Kirey. O proprietário e cabeleireiro Sérgio Yukio Morita, 42 anos, sempre foi um apreciador da literatura e resolveu há cerca de um mês lançar uma campanha de doação, que depois será revertida para instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Até agora mais de 60 livros foram doados por clientes. “Ainda quero catalogar porque tem de tudo um pouco. Para repassar as instituições eu preciso separar de acordo com o tipo e faixa-etária”, afirma Sérgio, que pensou primeiro em emprestar os livros para a associação Deus é Menino, no Jardim Columbia.

“Preciso de um número bom de livros infantis”, explica.

Há 2 anos em Campo Grande, Sérgio é de Brasília, onde aprendeu o ofício. “Me mudei há dois anos. Aqui é mais calmo, menos violência por enquanto”, ressalta. Apaixonado por livros de aventura e ação, ele diz que sempre quis ter uma biblioteca. “Mas, não faria sentido ter um monte de livros sem que outras pessoas pudessem ler”, frisa.

Livros e produtos de beleza unidos no salão

Livros e produtos de beleza unidos no salão

 

Como tem cliente que pede as publicações emprestadas, Sérgio faz questão de autorizar com uma ressalva. “Pode emprestar um, mas tem que devolver dois”, brinca.

Quem quiser contribuir pode levar os livros na rua Dr. Paulo Machado, 550, no salão Kirey. O telefone de contato é (67) 9229-6597.

Campanha pede que pediatras de todo o país ‘receitem livros’ para crianças

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Igor Rodrigues, 35, Daniela, 34, sempre leem para as gêmeas Lis e Mariah, de nove meses, e dizem ver bons resultados

Igor Rodrigues, 35, Daniela, 34, sempre leem para as gêmeas Lis e Mariah, de nove meses, e dizem ver bons resultados

 

Ler livros para crianças de zero a seis anos aumenta conexões cerebrais

Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Pediatras de todo o país vêm sendo orientados a “receitar livros” para seus pacientes de zero a seis anos. A medida, anunciada nesta semana pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), visa estimular o aumento das conexões cerebrais nos pequenos por meio da leitura feita a eles pelos pais ou por pessoas próximas.

De acordo com os médicos, bebês que recebem o estímulo de escutar histórias podem se tornar adultos mais articulados, desenvoltos e inteligentes. Bebês que nascem com deficiência também podem obter benefícios: com este incentivo, o cérebro pode criar novas conexões para suprir habilidades perdidas.

Para Eduardo Vaz, presidente da SBP, não basta ao pediatra controlar peso, altura e vacinas. Para ele, é preciso formar um adulto que tenha qualidade de vida e que exerça sua cidadania.

“Estamos atrasados na inclusão do livro na pediatria. Ler para o bebê reflete diretamente em seu bom desenvolvimento, na cognição e na afetividade. Quem lê para o bebê cria com ele um vínculo afetivo para a vida toda e contribui para que ele seja um adulto melhor”, diz Vaz.

“Não tivemos orientação médica, mas tomamos a medida porque o nosso mais velho, de 15 anos, não gosta de livros e é ligado a videogames. Os resultados são claros: elas adoram, aprendem novas palavras e estão mais espertas”, avalia o pai.

Uma das causas do atraso do falar de crianças, de acordo com Vaz, é a falta de comunicação entre pais e filhos, o que inclui a leitura. “O médico deve abordar famílias de forma direta, dizendo que é necessário ler para o bebê. Pais analfabetos podem contar histórias para os filhos. E essas crianças se alfabetizam rápido, têm facilidade para aprender línguas e melhor desempenho acadêmico.”

Com apoio das fundações Maria Cecília Souto Vidigal e Itaú Social, médicos associados à SBP receberão livros para seus consultórios. Eles receberão também a cartilha “Receite um Livro – Fortalecendo o Desenvolvimento e o Vínculo”, com os benefícios da leitura a bebês.

Para o linguista Evélio Cabrejo, da Universidade Sorbonne (França), que veio ao Brasil para o lançamento da campanha, não importa repetir a mesma história para as crianças. “O bebê não escuta a mesma história sempre. Ele descobre uma quantidade enorme de significados diferentes. Além disso, decora tudo. Está exercendo a memória. É uma operação extraordinária.”

Aluno de Harvard cria campanha para doar barco a tribo na Amazônia

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Johnny Motley, de 26 anos, é americano e estuda religião das Américas.
Campanha na internet está aberta; doações de qualquer valor são aceitas.

johnny-na-tribo

Publicado no G1
Estudante de religião na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, uma das mais importantes do mundo, o americano Johnny Motley, de 26 anos, criou uma campanha na internet para comprar um barco de pequeno porte motorizado para uma comunidade indígena da Amazônia.

Motley se graduou em religião em Harvard e agora cursa o mestrado sobre o mesmo tema. Ele pesquisa as religiões nas Américas e desde 2013 teve várias passagens por tribos na Amazônia, como objeto de estudo.

“A pobreza, a falta de comida, de acesso à saúde me surpreenderam. É uma vida muito dura. Há problemas com drogas, álcool, e não há muito apoio de ninguém. Foi uma experiência muito marcante”, diz ao G1, por telefone, com seu português fluente.

Com o crowdfunding, o americano quer ajudar a comunidade de São Jorge do Rio Curicuriari, formada por 25 famílias, que vivem basicamente da pesca e do cultivo da mandioca, onde morou por três meses. Para chegar lá, o americano viajou três dias de barco pelo Rio Negro saindo de Manaus.

A meta é arrecadar 5 mil dólares para a compra de um barco pequeno, chamado de voadeira. A campanha está no ar há um mês e já atingiu a meta de 3,5 mil dólares. As doações são em dólar e podem ser feitas até dezembro. Não há valor mínimo e qualquer pessoa pode doar, basta ter um cartão de crédito internacional.

A voadeira será usada principalmente para que os índios cheguem mais rápido ao hospital. O mais próximo da aldeia fica a 100 quilômetros, na cidade de São Gabriel da Cachoeira. No entanto, hoje o acesso é feito por canoas e dura cerca de duas horas. Com o novo barco, o trajeto duraria no máximo 30 minutos.

“Em caso de emergência, os índios acionam o hospital via rádio que manda um médico por barco até o local. Soube que duas crianças se queimaram com água fervente, foram socorridas, sobreviveram, mas no caso de um infarto, um aneurisma, o tempo é muito importante. A demora pode matar”, afirma Motley.

O barco também vai servir para que os índios comercializem os artesanatos e farinha de mandioca produzidas na aldeia na feira de São Gabriel da Cachoeira.

Com o dinheiro arrecadado, o americano pretende, ainda, adquirir iluminação para que o barco possa ser utilizado à noite. Também precisa arcar com a despesa do transporte até o local. Se restar alguma verba, quer ajudar a comunidade indígena que fica ao lado, a Baniwa. “Eles estão precisando de coisas básicas e gostaria de fazer algo por eles. Quero comprar bolas de futebol e brinquedos para as crianças.”

johnny-e-indio

Volta ao Brasil
Johnny nasceu na Virgínia, nos Estados Unidos, e já teve várias passagens pelo Brasil. A primeira vez foi aos 18 anos, quando estava de férias e conheceu Jericoacoara, destino turístico no Ceará. Aos 21, fez um intercâmbio pela universidade e conheceu São Paulo e Rio de Janeiro. Depois de concluir a graduação, voltou para Jericoacoara onde passou uma temporada de oito meses trabalhando nos restaurantes da vila.

Para ele, a experiência na Amazônia foi muito rica e é lá que pretende seguir a carreira e os estudos sobre religião. “Hoje tenho muito mais qualificação. Conversei com pajés, vi rituais de curandeiros, cantos e orações para tirar doenças e fechar o corpo do mal. Culturas muito interessantes.”

O estudante conclui o mestrado em maio do ano que vem. Assim que se formar, quer voltar para a Amazônia para trabalhar em uma ONG. Brasileira ou americana. Não importa.

Campanha em Brasília distribui abraços e doa livros a escola

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livros

Publicado no Terra

Quem passou pela Praça dos Três Poderes, em Brasília, na manhã deste domingo (24), viu um grupo de voluntários de uma organização não governamental distribuindo abraços. Seus integrantes também doaram livros para uma escola pública de Brasília que atende jovens em situação de rua. Os livros foram arrecadados por integrantes da ONG organização voluntária internacional AFS Intercultura Brasil.

“Distribuímos abraços para fazer o dia das pessoas melhor. Nossa missão é contribuir para a paz mundial por meio de interculturalidade e contribuir para uma melhora social”, disse Richardson Reis, presidente do comitê de São Paulo da organização. Com um papel escrito Free Hugs, que significa abraços grátis em português, Richardson foi um dos voluntários que abraçou turistas e moradores de Brasília, na Praça dos Três Poderes.

A organização ainda contabiliza os livros a serem entregues à Escola de Meninos e Meninas do Parque, localizada no Parque da Cidade. O volume da doação vai depender do espaço físico que a escola dispõe para armazenar as publicações.

A presidente do comitê de Brasília da AFS Intercultura Brasil, Júlia Herszenhut, explica por que a escola que atende jovens em situação de rua foi a escolhida. “Essa é uma escola especial que precisa de uma atenção diferenciada por atuar junto a esse público. Acho que tínhamos a obrigação de dar apoio a esses jovens”, disse. Os livros são de literatura infanto-juvenil. Segundo Júlia, apenas um autor doou 160 exemplares de uma publicação sobre o Hino Nacional.

Em março, a organização já havia promovido um evento para distribuir abraços em Brasília e divulgar sua atuação na promoção de intercâmbios culturais de jovens.

Livro escolhido por Zuckerberg para iniciar grupo de leitura esgota nos EUA

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Criador do Facebook convidou usuários da rede social a participarem do seu desafio de ler um livro a cada 15 dias; até agora 197 mil pessoas aceitaram participar

 

FOTO: Reuters

FOTO: Reuters

Ligia Aguilhar, no Estadão

Mark Zuckerberg decidiu que seu desafio em 2015 será ler um livro a cada 15 dias, e para compartilhar a experiência criou uma página no Facebook chamada A Year of Books (Um ano de livros, em português) para quem quiser acompanhá-lo no desafio. Até agora, 197 mil pessoas já curtiram a página, e o livro escolhido para o desafio… sumiu!

A obra O Fim do Poder, de Moisés Naím, publicado no Brasil  pela editora Leya, foi o título eleito por Zuckerberg para iniciar o seu desafio pessoal para 2015. Em uma semana, o livro saiu da posição 44.369 na Amazon americana e se tornou o oitavo mais comprado no site. Hoje, o livro figurou entre a primeira e segunda colocação e a versão com capa dura se esgotou.

Já no iTunes, a versão em áudio do livro alcançou o primeiro lugar entre os mais vendidos, o que rendeu um agradecimento do autor Moisés Naím, pelo Twitter, a Zuckerberg. “Maravilhado por ver que o audiolivro “O fim do Poder” é o livro mais vendido na loja do iTunes neste momento. Obrigado, Mark Zuckerberg.”

dica do Wellington Albertini

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