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Em apostilas de escolas do Rio, soma de 173 com 100 dá 253

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Lucas Vettorazzo, na Folha de S.Paulo

Na rede municipal de ensino do Rio, a soma de R$ 173 com R$ 100 dá R$ 253 e a de R$ 173 com R$ 10 é igual a R$ 283.

Esses são os resultados apresentados em uma apostila de matemática distribuída aos professores do quinto ano do ensino fundamental, com os gabaritos dos exercícios já impressos.

A apostila a qual a Folha teve acesso apresenta ao menos mais um erro, em outra questão. Nela se pede ao aluno que represente numericamente uma quantia apresentada por extenso. Na resposta, dezoito mil e quarenta e sete vira 12.047.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que envia erratas sempre que encontra incorreções no material e que é opcional o uso das apostilas com as respostas pelos professores.

Não é a primeira vez que apostilas da rede municipal apresentam problemas. Em maio, descobriu-se que material distribuído aos alunos do quinto ano “ensinava” que a capital de Pernambuco é Belém e a da Paraíba, Manaus.

A questão, de matemática, pede que o aluno calcule as distâncias e o tamanho entre cidades brasileiras. Os erros estão no quadro que acompanha o enunciado. Nele, estão discriminados nove Estados brasileiros, com suas siglas, nomes, capitais e tamanhos em quilômetros quadrados.

Nos dois primeiros Estados indicados -Pernambuco, cuja capital é Recife, e Paraíba, cuja capital é João Pessoa- há equívocos. Um terceiro erro está na sigla do Estado da Paraíba: PA (que é a sigla do Pará), em vez de PB, a correta.

NÃO TEM PREÇO

A Folha encontrou também propaganda da MasterCard inserida em um exercício de uma apostila de leitura para ilustrar uma questão de interpretação de texto.

A peça publicitária é da campanha “Vida real 10×0 Videogame: Não tem preço”, na qual filhos de clientes podem concorrer a entrar em campo de mãos dadas com jogadores de futebol de times cariocas. A questão pergunta, entre outras coisas, o significado do texto publicitário.

As apostilas são distribuídas a cada início de bimestre para os 683.449 alunos da rede municipal do Rio.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação do Rio afirmou que encaminha erratas para as escolas sempre que encontra incorreções no material e que o uso das apostilas é facultativo para os professores.

A produção, afirma o texto, é feita com a supervisão de sua área técnica e de consultores de áreas das principais universidades federais do Rio.

Sobre a publicidade no caderno de leituras, a pasta diz que a “orientação é para que os cadernos abordem a realidade e o cotidiano da cidade, do país e do mundo, com todos os tipos de linguagem e gênero, e questões que trabalham leitura de não ficção em todas as disciplinas a partir de assuntos tratados pela mídia”.

A secretaria ressaltou ainda que o Ministério da Educação utiliza o trabalho com propaganda no chamados descritores da matriz de referência da Prova Brasil, que avalia o desenvolvimento da educação no país, e está presente nas chamadas orientações curriculares do ministério.

A MasterCard informou que “não utiliza, em hipótese alguma, materiais didáticos como veículos de mídia para suas campanhas publicitárias e não teve envolvimento na publicação do anúncio em questão”.

Autor Dan Brown lança o livro “Inferno”, inspirado em “A Divina Comédia” de Dante

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A vitrine inteira da livraria Mondadori, no bairro medieval de Santa Maria Novella, em Florença, exibe cópias de “Inferno“. E nem é a livraria local preferida de Robert Langdon, o protagonista do novo romance de Dan Brown, que se passa em boa parte na cidade italiana.

Esta, a Paperback Exchange, colocou em seu site um trecho do romance em que é citada. Não é pouca coisa ser uma livraria querida por um personagem cujas três aventuras pregressas já venderam 150 milhões de exemplares.

Desde 2003, quando lançou seu maior best-seller, “O Código Da Vinci”, o escritor norte-americano está acostumado a causar comoções. E continua alimentando-as.

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de "Inferno", seu mais recente romance, em Madri ( Juan Carlos Hidalgo/Efe)

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de “Inferno”, seu mais recente romance, em Madri ( Juan Carlos Hidalgo/Efe)

A campanha em torno de “Inferno” incluiu a informação de que tradutores de vários países verteram a obra isolados num bunker, a fim de evitar vazamentos da trama.

“Hoje é meu momento, amanhã pode não ser”, disse Brown à Folha, em Florença, onde passou dias atendendo à imprensa mundial, ao comentar a campanha de marketing do livro, que lidera listas internacionais há duas semanas, inclusive no Brasil.

Pouco antes, após cumprimentar seu editor brasileiro, Marcos Pereira, da Sextante, disse: “Estou cansado. Falta só uma semana [de entrevistas]“.

O sexto romance de Brown –o quarto protagonizado pelo professor de simbologia Robert Langdon– tem como inspiração “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, e discute a superpopulação no planeta. Leia, a seguir, trechos da entrevista.

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Folha – Em “Inferno”, o sr. usa como base uma obra literária, “A Divina Comédia”, de Dante. Como foi essa experiência?
Dan Brown – Já tinha escrito sobre artes plásticas, nunca sobre literatura. Foi empolgante. Dante dá margem a uma enorme gama de interpretações. Resolvi não interpretar a obra dele, mas deixar esse trabalho para o personagem Bertrand Zobrist, engenheiro genético fanático pela catástrofe da superpopulação. Para mim, tratava-se de juntar o velho mundo de Dante com o novo mundo da engenharia genética. Pensei num vilão que visse Dante não como história, mas como profecia, que olhasse para a descrição de horror pensando: “Isso vai acontecer”. No segundo em que fiz essa conexão, eu tinha o livro.

É irônico que o personagem seja um vilão, já que o que o move é salvar o planeta, não?
O vilão mais interessante é aquele que faz a coisa errada pela razão certa. Alguém sobre quem você pensa: “Eu não espalharia um vírus intencionalmente para acabar a superpopulação, mas ele tem um ponto aqui”. O leitor fica sem saber para onde ir.

Sua visão coincide com a dele?
Em 85 anos, a população do mundo triplicou. Nascem 250 mil pessoas a cada dia. Eu me preocupo. Sei que problemas como desmatamento, poluição, buraco na camada de ozônio e fome estão ligados à superpopulação. O que fazer a respeito é algo impossível de responder. Se tivesse a resposta, não estaria escrevendo romances.

A trama cita Dante: “Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral”. O sr. não se mantém neutro no livro?
É uma observação interessante. Não sei se mantenho a neutralidade, mas está certo: esse não é um livro ativista. Não manter a neutralidade tem a ver com escrever sobre o problema. Você tem razão sobre o posicionamento narrativo, mas acho que não mantenho a neutralidade porque quem termina o livro pensa a respeito. Não digo o que temos de fazer porque não sei o que temos de fazer.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Por que tanta preocupação prévia com a trama, ao ponto de manter tradutores isolados para a história não vazar?
Depois do “Código Da Vinci”, passei a ter acesso a lugares e a pessoas que antes eram inacessíveis, mas ficou difícil manter segredo sobre o que escrevo. Gosto de manter segredo. Quando entrevisto especialistas, faço perguntas sobre temas nada relacionados aos romances. No caso de “Inferno”, jogava o nome de Dante como se tivesse acabado de me ocorrer. Para deixar a pessoa sem pistas, falava: “Quero saber de Maquiavel. Maquiavel é o que importa”.

Seus livros costumam gerar reações agressivas, inclusive de sites que listam erros. Como lida com isso?
Não gasto energia. Alguns adoram e escrevem coisas boas, outros odeiam e fazem piadas. Temos um exército de checadores antes do lançamento para garantir que nada saia errado, mas pequenos erros passam, e as pessoas levam muito a sério.

“Inferno” saiu com forte campanha de marketing num tempo em que a autopublicação gera fenômenos no boca a boca. O sr. ainda precisa de marketing?
Hoje é meu momento, amanhã pode não ser. O marketing ajuda o livro a atingir uma massa crítica até gente o suficiente ler e começar a sugerir aos amigos. No fim, só vão vender os livros de que as pessoas gostarem. Nenhum marketing vai criar “Harry Potter”. Escrevi três livros que ninguém leu antes de “O Código”. E hoje eles são best-sellers no mundo todo. Não mudei uma vírgula e venderam milhões. Ninguém vai negar que o marketing foi importante para isso.

“O Símbolo Perdido” (2009) virou um caso notório de pirataria de e-books, com 100 mil downloads ilegais em poucos dias. Isso o incomoda?
A pirataria prejudica as editoras. Best-sellers dão dinheiro às editoras, que com isso podem lançar obras que não vendam tanto: um livro que represente uma voz importante, mas que não tenha potencial de venda. Alguns gostam do que faço, outros preferem ler outra coisa. Livros como “Inferno” ajudam as editoras a publicar outras coisas.

Suas tramas sempre trazem Langdon enfrentando, com uma mulher diferente, um desafio a ser resolvido em poucas horas. Podemos esperar algo diferente?
Escrevo com uma intenção específica: o importante é a história. Quero ser transparente, fazer a história fluir. Tento comprimir as histórias num curto período para garantir que nenhuma ponta esteja solta. E não há tensão maior que a sexual. Langdon encontra essas mulheres, eles gostam um do outro e não têm tempo para consumar suas relações. Você quer que eles fiquem juntos, mas isso não vai acontecer.

A resenhista da “New Yorker” levantou a suspeita de que Langdon seja gay.
Eu vi (risos). Mas acho que é só azar mesmo.

Iniciativa incluirá livros em cestas básicas

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Leo Burnett cria campanha para projeto de incentivo à leitura da Livraria da Vila e da Cesta Nobre

Eduardo Duarte Zanelato no Meio & Mensagem
Um dos anúncios pede, em tom bem humorado, doação de livros que você pegou emprestado de amigos

Um dos anúncios pede, em tom bem humorado, doação de livros que você pegou emprestado de amigos Crédito: Divulgação

A união da rede de livrarias Livraria da Vila e da distribuidora de cestas básicas Cesta Nobre permitirá que livros sejam incluídos em cestas e entregues junto dos alimentos como forma de incentivar a leitura, hábito pouco difundido entre brasileiros.

Intitulado “Leitura alimenta”, o projeto aceitará doações de livros usados, que serão recebidos em lojas da Livraria da Vila. Outra forma de contribuição será pela compra de um e-book (a ser disponibilizado em diferentes plataformas) sobre o projeto. A renda será revertida para a compra de livros novos para as cestas básicas, cuja distribuição atinge todo o País.

A Leo Burnett é responsável pela campanha do projeto, que ainda não tem data de início confirmada. Mais informações no site do Leitura Alimenta.

Jornal Extra distribui livros em ação comemorativa

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Adriana Alvez foi a primeira a encontrar o livro de Paulo Coelho na Central do Brasil  (Imagem: Fabiano Rocha/ Extra)

Adriana Alvez foi a primeira a encontrar o livro de Paulo Coelho na Central do Brasil
(Imagem: Fabiano Rocha/ Extra)

Publicado no Comunique-se

O jornal Extra comemora 15 anos e prepara ações para celebrar o aniversário com os leitores. O projeto “Letras nas Ruas” vai distribuir 750 livros em vários locais da cidade do Rio de Janeiro. A campanha incentiva a leitura e o compartilhamento das obras com outras pessoas.

Em parceria com as editoras Globo, Sextante, Record e Objetiva, o projeto irá presentear leitores em estações do Metrô e da SuperVia, shoppings e em praças ao logo de 50 semanas. Na última quarta-feira, 16, o jornal entregou 15 exemplares de Manuscrito encontrado em Accra, da Sextante, autografados pelo escritor Paulo Coelho.

“A proposta é que o leitor, após usufruir um dos títulos, possa compartilhá-lo com outras pessoas, deixando-o à disposição em algum ponto da cidade. Dessa maneira, acreditamos que, além de presentear o leitor, conseguiremos reforçar ainda mais a preocupação do jornal em estimular a cultura e o prazer de ler”, afirmou Daniela Ferreira, gerente de marketing do Extra.

As obras têm a mensagem “Este livro encontrou você”, uma dedicatória que explica a ação e uma ficha que estimula o compartilhamento do livro com outras pessoas.

Mudança de hábito: McDonald’s distribui livros com o McLanche Feliz na Inglaterra

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 Brand Republic

Brand Republic

Débora Schach, no Blue Bus

Numa tentativa de melhorar sua reputaçao e associar seu nome a hábitos mais saudáveis, o McDonald’s vai distribuir 15 milhoes de livros para as crianças que consumirem o McLanche Feliz na Inglaterra. A rede de fast-food afirma estar lançando a campanha em resposta a um programa piloto, colocado em prática no ano passado, que teve ótima aceitaçao entre os pais. A promoçao, que começa hoje e dura 5 semanas, prevê a distribuiçao de 6 títulos da série ‘Amazing World’, da Dorling Kindersley. Deu no Brand Republic.

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