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Livros de suspense para quem ama o gênero

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Bárbara Allen, na Cabana do Leitor

Estamos caminhando para o final do primeiro semestre de 2018. Só nesse tempinho diversos livros já foram lançados, mas os destaques vão para dois livros de praticamente mesmo gênero, o de suspense e que envolva assassinato. São eles Um de nós está mentindo e A mulher na janela.

No geral os dois tem a mesma base de onde a história vai se desenrolar, porém ao longo da leitura vão surgindo caminho bem diferentes de um para o outro para chegarmos na conclusão. Ou seja, vai ter suspense para todos os gostos. Por exemplo, quem gosta de uma narrativa meio Pretty Little Liars, com bastante jovens, a opção ideal é Um de nós está mentindo, e não pense que porque é jovem que a história é fraca ou entediante. Não, a leitura flui e prende o leitor desde o primeiro capítulo.

Agora se você gosta de um suspense psicológico e com assuntos mais maduros que nos faça refletir de forma mais profunda, aqui vai A Mulher na Janela. Com personagens mais maduros e com problemas mais sérios. Esse thriller vai te fazer duvidar de tudo que está se passando a sua volta, até mesmo do livro.

Além desses dois, vale relembrar alguns thrillers que fizeram maior sucesso em anos anteriores e que sem dúvidas merecem um lugar nessa matéria.

As Sobreviventes – Riley Sager

Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy?

Caixa De Pássaros – Josh Malerman

Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Quem Era Ela – Jp Delaney

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador. Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino.

Sob Águas Escuras – Robert Bryndza

Quando a Detetive Erika Foster vasculha, com sua equipe, um lago artificial nos arredores de Londres em busca de uma valiosa pista de um caso de narcóticos, ela encontra muito mais do que eles estavam procurando. Do fundo do lago são recuperados dois pacotes: um deles contém 4 milhões de libras em heroína. O outro… o esqueleto de uma criança. Os restos mortais são de Jessica Collins, uma garota desaparecida há 26 anos e que foi a principal manchete de todos os noticiários da época. Erika, então, precisa revirar o passado e desenterrar os traumas da família Collins para descobrir mais sobre o trabalho de Amanda Baker, a detetive original do caso – uma mulher torturada pelo seu fracasso na busca por Jessica. Muitos mistérios envolvem esse crime, e alguém que não quer que o caso seja resolvido fará de tudo para impedir que Erika Foster descubra a verdade.

Não Fale Com Estranhos – Harlan Coben

O estranho aparece do nada e, com poucas palavras, destrói o mundo de Adam Price. Sua identidade é desconhecida. Suas motivações são obscuras. Mas suas revelações são dolorosamente incontestáveis. Adam levava uma “vida dos sonhos” ao lado da esposa, Corinne, e dos dois filhos. Quando o estranho o aborda para contar um segredo estarrecedor sobre sua esposa, ele percebe a fragilidade do sonho que construiu: teria sido tudo uma grande mentira? Assombrado pela dúvida, Adam decide confrontar Corinne, e a imagem de perfeição que criou em torno dela começa a ruir. Ao investigar a história por conta própria, acaba se envolvendo num universo sombrio repleto de mentiras, chantagens e assassinatos. Intrigante e perturbador, Não fale com estranhos é mais que um suspense de tirar o fôlego. É uma reflexão sobre o bem e o mal, o amor e o ódio, o certo e o errado, os segredos, as mentiras e suas consequências devastadoras.

Clubes de Assinatura movimentam 1 bilhão por ano no Brasil

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Segundo Rodolfo Reis, número alto de assinantes permite que o Clube Leiturinha entregue livros exclusivos
(foto: Divulgação)

Número de empresas quase triplica em 4 anos. Livros dominam as vendas, mas há artigos para todos os gostos e idades

Lino Rodrigues, no Correio Braziliense

São Paulo — Receber uma caixa cheia de produtos selecionados mensalmente em casa não parece má ideia. É com esse apelo que os chamados Clubes de Assinatura estão se multiplicando, ganhando mercado e movimentando R$ 1 bilhão por ano no Brasil. O modelo de negócio não é novo, sendo similar ao tradicional sistema de venda de assinaturas de jornais e revistas. A diferença é a gama de produtos oferecida.

As ofertas vão de livros a itens de higiene e beleza, de produtos para animais de estimação a cervejas especiais e vinhos. Dados da Abcom, associação que reúne as empresas de comércio eletrônico, mostram que mais de 800 empresas estão ativas nesse mercado. Em 2014, eram 300 empresas. O crescimento comprova que o negócio é promissor. Nos Estados Unidos, os clubes já faturam US$ 10 bilhões por ano.

O Tag Livros é um dos exemplos brasileiros de sucesso. Criado em julho de 2014, o clube já reuniu 24 mil clientes. Pagando mensalidade de R$ 60, o usuário recebe um livro por mês em sua casa. A curadoria das obras é feita por autor de renome. No mês passado, por exemplo, a escolha do livro foi feita pelo escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo. Vargas Llosa, Drauzio Varella e vários outros nomes da literatura brasileira e internacional já participaram da seleção de títulos para o clube.

“A gente surpreende o assinante levando até a casa dele um título ou um autor que talvez ele nunca tenha pensado em ler. Nós, por exemplo, vamos no caminho oposto da leitura de dados da Amazon (que sugere títulos de acordo com as compras já feitas pelo consumidor)”, diz Arthur Dambros, jovem de 26 anos que, ao lado de dois colegas de faculdade, Gustavo Lembert e Tomás Susin, montou a Tag Livros.

Dambros é apaixonado por leitura desde criança. O hábito foi intensificado com a abertura da empresa e ele chega a ler 25 livros por ano. Os curadores dos títulos não são remunerados, mas convidados a indicar seus livros preferidos. “Indicar um livro é algo que quem gosta de ler adora fazer. É pelo amor à literatura”, diz Dambros.

O crescimento da Tag Livros foi tão surpreendente que o trio de amigos lançou em fevereiro um perfil de assinatura, chamado Tag Inéditos, e no qual a proposta é levar aos leitores best-sellers que ainda não chegaram ao mercado nacional. Nesste caso, os títulos são de leitura mais fácil do que o modelo da Tag Livros.

Há também o Clube Leiturinha, versão do Tag Livro para crianças. Por cerca de R$ 60 ao mês, dependendo do tipo de assinatura, as crianças recebem em casa livros de acordo com a faixa etária. Pioneiro no atendimento a crianças, o Leiturinha, fundado em 2014, tem hoje cerca de 100 mil assinaturas. “Como nosso número de assinantes é muito alto, conseguimos comprar uma edição inteira, o que nos possibilita entregar livros exclusivos aos assinantes do Clube Leiturinha”, diz Rodolfo Reis, um dos fundadores e diretor da empresa.

Cards mágicos
Clubes de Assinatura estão se tornando uma febre para crianças. A Play Kids oferece, também por R$ 60 mensais, a remessa de kits de atividades educacionais. “O cliente recebe um livro personalizado com o avatar e o nome da criança, que propõem atividades tanto para serem feitas no livro quanto no aplicativo on-line que temos”, afirma Breno Masi, diretor da Play Kids, que contabiliza 20 mil assinaturas. Neste caso, o uso da tecnologia é uma forma de conquistar as crianças. O kit leva também cards mágicos que, com o uso do celular, proporcionam uma experiência de realidade aumentada aos assinantes.

O mercado não é formado apenas por livros. A Horganópolis entrega em casa cestas de produtos orgânicos certificados, mas o serviço está restrito ao Rio de Janeiro e a São Paulo. “Este é um projeto sustentável com objetivo de melhorar a vida das pessoas. Além disso, resgatamos o prazer de cozinhar”, afirma Roberta Salvador, nutricionista e social-fundadora da Horganópolis.

Curadoria é o segredo
Os Clubes de Assinatura existem há muito tempo, desde que os vendedores de revistinhas passavam de casa em casa oferecendo o produto. Com a popularização da internet, eles viralizaram como um produto dos sites de comércio eletrônico. A facilidade para escolher e programar a compra on-line e receber o produto em casa — e uma espécie de curadoria oferecida pelas empresas — é o principal atrativo desse serviço.

Editora Planeta está em negociação avançada para comprar Aleph

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Mauricio Meireles, no Painel das Letras

A editora Planeta está em negociações avançadas para a compra da Aleph, casa especializada em títulos de ficção científica, que foi atingida de forma dura pela crise econômica dos últimos dois anos.

Em 2017, houve vários boatos de que a Aleph estava à venda, sempre negados. A editora chegou a ter conversas iniciais com a Sextante -mas, como outras negociações, não avançou como agora com o grupo espanhol.

A coluna apurou que as demais negociações não foram para a frente por conta do preço pedido pela editora brasileira. Executivos espanhóis da Planeta estão no país para conversas com a casa.

Entre questões trazidas com a crise para a Aleph, estiveram problemas relativos ao Cartão BNDES, que oferece crédito para serviços editoriais. A editora passou a lançar menos livros e comprar menos títulos no mercado internacional.

A Aleph já passou pela chamada “due diligence”, a auditoria de contas realizada para ver a saúde de uma empresa quando uma aquisição do tipo é realizada. Procuradas pela coluna, contudo, nem Aleph nem Planeta confirmam a negociação.

Garoto de 8 anos monta feira de troca de livros na calçada de casa: ‘Ler é muito legal’

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Igor tem 8 anos e resolveu renovar o estoque de livros fazendo uma feita na calçada de casa (Foto: Facebook/Reprodução)

Igor Zuniga lê desde os 5 anos e separou cerca de 50 livros para colocar na banca que montou em Campo Limpo Paulista (SP). Apesar de se divertir com todos os presentes, ele prefere ganhar livros em vez de brinquedos.

Mayara Correa, no G1

estrutura é simples e lembra uma escola: uma mesa, duas cadeiras e vários livros. Com uma faixa grande escrito “troca de livros infantis”, o pequeno Igor Daher Moura Zuniga, 8 anos, montou um cantinho de leitura na calçada da casa onde mora, em Campo Limpo Paulista (SP).

A intenção é renovar a biblioteca particular e atrair cada vez mais leitores. Leitor assíduo de histórias infantis e fã da série “Diário de um Banana”, o pequeno resolveu aproveitar as férias escolares para fazer ar as trocas.

Em vez de comprar exemplares, ele propôs para a mãe, a professora de educação física Daniele Marques Moura Zuniga, 31 anos, que montassem a banca.

A ideia surgiu no fim do ano passado e foi colocada em prática na terça-feira (9), quando três crianças apareceram para trocar ‘figurinhas’ com o Igor, inclusive uma menina de Várzea Paulista, município vizinho.

A feira de livros foi divulgada por Daniele no Facebook e chamou a atenção dos internautas e moradores de toda a região, que até sexta-feira (12) podem trocar exemplares com o garoto.

Mãe e filho usaram um tecido, tinta e bexigas para fazer um cartaz e chamar a atenção de quem passa pela rua do bairro Vila Tavares. Cerca de 50 livros foram separados para a feira e Igor já recebeu pelo menos 60 novos exemplares.

Daniele conta que as crianças deixaram mais títulos do que levaram. “Muita gente disse que vai deixar os livros aqui para ele ler. Depois que ler tudo, daqui a um tempo, acho que vamos fazer uma nova feira”, afirma.

Igor aprendeu a ler aos 5 anos (Foto: Daniele Zuniga/Arquivo pessoal)

Igor escreveu o próprio nome aos 3 anos, aos 5 aprendeu a ler e desde bem pequeno é estimulado pela família a ler.

Em entrevista ao G1, o garoto confessou que prefere ganhar livros em vez de brinquedo, mas que se diverte com todos os presentes. Por ser fã da série “Diário de um Banana”, ele perdeu a conta de quantas vezes leu os exemplares.

“Minha mãe comprou em 2016 o livro ‘365 Histórias Encantadas para Divertir e Sonhar’, então ela lê uma história diferente para eu dormir todos os dias, é muito legal. Ela dá aula de Educação Física, mas em casa me ajuda com todas as lições da escola”, afirma Igor.

Apesar de ainda não ter pensando na profissão que pretende seguir, Igor tem uma certeza: vai continuar lendo.

Igor e Daniele montaram a feira de troca de livros na calçada de casa (Foto: Arquivo pessoal)

Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça

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Marcella Franco, no Do Meu Folhetim

Um desconhecido magrelo e enxerido foi quem fez a primeira provocação. “Se não gosta de Jorge Amado, não é brasileira de verdade”, gorfou ali mesmo, nas gôndolas do sebo. Não era um bom dia, vá lá, mas nada desculpa o desejo ardente que tive de enfiar três Gabriela e duas Dona Flor em sua boca, e sufocá-lo com todo o patriotismo que me coubesse. Sinto muito, Deus, perdão. É só que, um, ninguém tinha te perguntado nada, moço, e, dois, havia uma explicação para minhas preferências literárias (e não que eu a devesse a você, cagador de regra anônimo).

Começa que fazem com a gente o mesmo que eu quis fazer com o homem do sebo: empurram goela abaixo em adolescentes de 13 anos obras que, muitas vezes, moleque não está preparado para compreender. E isso em relação ao desenvolvimento cognitivo mesmo – não é novidade nenhuma que cada jovem progride no seu ritmo, e que estilos que exigem mais competência intelectual podem escapar a alunos ainda imaturos.

Quem aqui não foi obrigado a encarar um Capitães da Areia, um Dom Casmurro, um Amor de Perdição (pedagogos do mundo, uni-vos e me descasquem à vontade, que essas caixas de comentários são uma várzea mesmo) quando ainda brincava de Comandos em Ação no recreio? E, quem daqui garante que, àquela altura da vida, sacou real & oficial o que diziam os olhos de ressaca da Capitu? Me poupem.

Injustamente, o bando de Pedro Bala me deu trauma de Jorge Amado. Nunca mais peguei o baiano. Se virava o assunto nas rodinhas de amigos, era momento de levantar para pegar um drinque. Para facilitar a rejeição, inventei uma tese escrota da qual eu era a autora e também a banca toda, e que dizia que Jorge Amado não passava de um copião babaca de Gabriel García Márquez. Seu recalcado.

Era essa a pegada quando o tiozão de regata me flagrou no sebo. Eu: uma hatter, ignorante como o são todas as pessoas cegas de ódio. Tipo as crianças aqui em casa, que nunca provaram vagem, mas que odeiam vagem muito, muito, muito. Jorge Amado era minha vagem. E eu não sabia o que eu estava perdendo.

Foi começar o Tieta do Agreste comprado naquela tarde que minha vida se acabou. Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça a um ponto que, hoje, não como, não durmo, não trabalho. A, ainda, mais de 300 páginas do final, quero que o mundo todo se exploda, só pra que eu continue em paz a minha leitura.

Tem meia Tieta que não brinco com meus filhos, que não converso com meu marido, que não saio de casa nem para pegar correspondência. Estamos todos na família à base de miojo já há dois capítulos, porque, como leva três minutos, é questão de perder apenas uns poucos parágrafos, paciência. A casa de Mangue Seco começou a ser erguida, desmaiam de inanição as gatas e cactos. A roupa suja se acumula, e o cesto está igualzinho às dunas do romance.

Quando é hora de deitar (que desperdício dormir, passei a achar), o Luiz Caldas dentro de mim canta enlouquecido mil vezes Tieta, e o cérebro projeta a abertura da novela. Sonhos todos com sotaque baiano. Padre Ricardo é a cara do meu vizinho malhado. Cogito implantes de silicone para ter peitos parecidos com os da cabrita do agreste. E se eu virar amiga de político? E se eu inaugurar um puteiro?

Completamente viciada, um fato. Tiete fiel sem qualquer possibilidade de salvação. Vou peregrinar à Bahia, tirar foto diante do seu muro, danou-se, estacionou a vida, onde você andava por esse tempo todo? Jorge Amado, seu canalha. Se você já não estivesse morto, eu te matava todinho – daqui a 300 páginas, mas eu juro que matava.

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