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Companhia das Letras assume 1º lugar

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Sextante mantém o primeiro lugar no ranking mensal

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Era uma novidade já esperada. A editora colocou 300 títulos com 50% de desconto nas principais livrarias, entre os dias 23 e 25 de abril. Para alegria dos intelectuais de plantão, a lista aparece recheada de nomes como José Saramago, Friedrich Nietzsche, Hannah Arendt entre outros. Com essa ação a Companhia das Letras assumiu o 1º lugar no ranking das editoras, com 19 livros, que somados venderam 14.405 exemplares. Na semana anterior a editora emplacou 5 livros, com uma venda total de 5.902 exemplares. É, talvez isso mostre (se ainda não ficou claro) que preço e qualidade podem (e devem) andar juntos.

Mas, para acabar com a alegria dos fiéis seguidores da chamada alta literatura, o padre mais vendido do Brasil voltou, e em 1º lugar. Kairós (Principium), do Padre Marcelo Rossi estreou na lista da semana vendendo 8.230 exemplares. Do mesmo grupo editorial, Globo, e com um título menos angelical, o livro do ex-jogador Casagrande e seus demônios manteve o 1º lugar em não ficção, fazendo uma dobradinha em autoajuda e não ficção. Ou seja, entre padres e demônios, o que vale é vender.

Na lista mensal de abril, após vários meses cinzentos, O lado bom da vida (Intrínseca) levou a melhor, vendendo 16.227 exemplares, seguido de Cinquenta tons de cinza, também da Intrínseca, com 15.504 e Casamento blindado (Thomas Nelson) 14.087.

No ranking mensal das editoras, a Sextante manteve o 1º lugar, com 22 livros. A briga boa ficou entre Record, 15, Ediouro, 14 e Saraiva, 13. Vale lembrar que a Saraiva também fez ação promocional no mês de abril, o que refletiu nesse ótimo desempenho.

Promoção: “Que tipo de esposa eu sou?”

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promo que tipo de esposa sou

Em algum momento, você olhou sua imagem refletida no espelho e se perguntou: “Que tipo de esposa eu sou”? Ou: “como deve ser estar casado comigo”?

Você sabe como é ser casada com seu companheiro, mas quantas vezes você pensou em como é para ele ser casado com você? Esses questionamentos exigem muita coragem de nossa parte, pois as respostas podem não ser exatamente o que gostaríamos de ouvir.

Linda Dillow enche você de coragem para fazer essa autoavaliação e vai além, mostrando que é possível tornar-se a esposa que o seu marido deseja e merece e quanta alegria isso trará para sua vida e também para o relacionamento a dois.

Com base em sua experiência e também em diversas entrevistas feitas com mulheres casadas, a autora destrincha essa pergunta principal em diversos itens, para que você caminhe, um passo de cada vez, para a concretização do casamento dos seus sonhos.

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Vamos sortear 3 exemplares de “Que tipo de esposa eu sou?“, lançamento da Mundo Cristão. Para participar, basta completar a frase: “Meu casamento será mais feliz se eu………“.

O sorteio será no dia 17/5 às 17h30. O resultado será divulgado neste post  e no perfil @livrosepessoas no Twitter.

Participe!

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Parabéns pra vocês: Débora Oliveira, Rosalina C. Araujo e Irene Borelli Viana. =)

Adeus aos dias cinzas!

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Ediouro volta a encostar na Sextante

Cassia Carrenho, no PublishNews

Após 35 semanas de domínio em tons de cinza, a lista volta a ser mais colorida. O lado bom da vida (Intrínseca) manteve o 1 º lugar, assumido na semana passada, e, na vice liderança, aparece Casamento blindado (Thomas Nelson). O destaque da lista geral vai para o livro A prova do céu (Sextante) que saltou de 20º para 4º lugar. E viva a diversidade, né Feliciano?

As novidades na lista foram: ficção, O teorema Katherine (Intrínseca); autoajuda, Malhar, secar, definir (Princípio) e 50 coisas que você pode fazer para conter a ansiedade, ambos do grupo Lafonte, além de bons conselhos de meu pai (Fontanar); negócios, o tão esperado livro da Chefe Operacional do Facebook , Sheryl Sandberg, Faça acontecer (Companhia das Letras) e Sonho grande (Primeira Pessoa).

No ranking das editoras, a Ediouro, com 14, encostou na Sextante, com 15 livros. Na semana passada a diferença era de 3 livros. Empatados com 9 livros cada, estão a Intrínseca e Record.

Promoção: “Incertezas de outono”

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Depois do sol forte e das altas temperaturas do verão, é a vez do outono mudar a paisagem, trazer novas cores e grandes mudanças para a vida dos habitantes de Deepwater Cove.

Esther e Charlie Moore percebem que a vida feliz que construíram ao longo de quase cinquenta anos de união começa a desmoronar, especialmente depois de um grave acidente de carro sofrido por ela, que deixa sua saúde debilitada.

O casamento – que até então era modelo de perfeição – demonstra sinais de que o gelo do inverno se aproxima como nunca antes. Eles e outros casais dessa pequena cidade do Missouri terão de redescobrir o amor e se esforçar para salvar seus relacionamentos.

Incertezas de outono é o terceiro livro de uma série de ficção baseada no best-seller As quatro estações do casamento, de Gary Chapman.

Vamos sortear 3 exemplares de “Incerteza de Outono”,  superlançamento da Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 28/3 às 17h30.

Para concorrer, basta completar esta frase: “Minha  dica para superar maus momentos na relação conjugal é…”.

O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail livrosepessoas@gmail.com.

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

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Parabéns aos ganhadores: Rafael Trindade, Edith Boschmann Bier e Emanoella =)

Texto atribuído a Mário Quintana vira mantra de casamentos moderninhos

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Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Roberto de Oliveira, na Folha de S.Paulo

“Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você…” Esse trecho do texto “Promessas Matrimoniais” vem causando burburinho e suspiros em casamentos.

É claro que nada disso acontece sob a tutela da igreja. Tratado como um poema, “Promessas” tornou-se uma espécie de mantra moderninho em oposição aos clássicos sermões dos padres.

Caiu nas graças daquela turma que não é chegada às celebrações tradicionais, geralmente casais jovens, de perfil, digamos, “descolado”.

Nesses eventos, assim como em redes sociais, sites e blogs sobre casamentos, “Promessas Matrimoniais” costuma ser atribuído ao poeta Mario Quintana (1906-1994), mas não é dele.

Foi criado em maio de 1998 pela escritora e colunista gaúcha Martha Medeiros, 52. O texto faz parte do livro de crônicas “Montanha-Russa”.

O casamento de Juliana Paes com o empresário Carlos Eduardo Baptista, no Rio, em setembro de 2008, ajudou a “bombar” “Promessas Matrimoniais” na web.

Só que a autoria estava equivocada.

Erro dos sites de celebridades, de quem realizou o casamento ou dos pombinhos?

Pastor queridinho dos famosos, Luiz Longuini, que celebrou a união da atriz, conta que sempre soube que o texto “era do Mario Quintana”.

Ele diz que Juliana Paes não sabia quem era o autor. “Depois do casamento descobri, pelo sucesso na mídia, que é da Martha Medeiros.”

Hoje, Juliana Paes jura que sempre soube que o texto era de Martha. “Gosto desse texto faz muitos anos. Muito antes de pensar em me casar.”

Para a fotógrafa carioca Fabricia Soares, 36, o poema é “lindo”.

“Há uma grande discussão na internet sobre a autoria. Uns dizem que é do Quintana, outros dizem que é da Martha Medeiros”, diz.

Durante a cerimônia de sua união com o fotógrafo Alexandre Marques, 42, a juíza bolou um texto que emocionou a todos, um “pot-pourri” de trechos que falavam dos noivos, suas manias e amores, e, de quebra, enxertava partes de “Promessas”.

O ambiente era a tradicional confeitaria Colombo, no centro do Rio, em uma área reservada para um almoço com 12 convidados, entre amigos e parentes.
Fabricia não conhecia o texto, tampouco o autor.

A juíza de paz Lilah Wildhagen, 56, não incluiu no discurso a parte que trata de sexo. “Evito porque o Conselho de Ética pode vir em cima da gente”, justifica. “Apesar de o sexo ser inerente ao casamento, não é mesmo?”

Às vésperas de celebrar 2.000 casamentos, Lilah conta que sempre usa trechos do texto nas cerimônias. “É uma forma de personalizar.”

A juíza pinça partes do texto com base em respostas de um questionário com 32 perguntas aplicado aos noivos antes da cerimônia.

A autoria? Ela ignora. “É de um autor desconhecido. Na internet, dizem que é de Mario Quintana. Não é. Nem dele, nem da Martha Medeiros, nem de Carlos Drummond de Andrade. Apesar de a Martha ser genial”, diz ela.

EFEITO COLATERAL

Segundo a professora Lucia Rebello, do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em toda a obra de Quintana “não existe nada sobre casamento, promessas matrimoniais e sermões”. “Mesmo o estilo do texto não tem nada a ver com a poesia de Quintana.”

Martha, a verdadeira autora, lembra que talvez a ideia de escrever a crônica tenha surgido quando ela foi a um casamento de uma amiga.

Antes de entrar com os tópicos iniciados com a palavra “promete”, ela faz uma introdução na qual explica que “achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos”, mas que o sermão do padre lhe desagradava.

“Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe? [sic]‘ Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões.”

Segundo a escritora, há uma série de textos creditados a ela incorretamente e textos seus atribuídos a outras pessoas. “É uma chatice com a qual a gente tem que aprender a conviver”, diz.

Martha considera “impressionante” o volume de créditos errados veiculados na internet. Cita nomes como Carlos Drummond de Andrade, Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector, que também costumam ser “vítimas” desse “troca-troca autoral”.

“Confesso que não gosto, mas não dá para fazer disso uma cruzada. É um efeito colateral da internet”, diz ela.

A escritora avisa que não gostaria de parecer “antipática”, mas que preferiria ser lida só em seus livros e nos jornais. “Além de autoria trocada, colocam enxertos, dão outros finais às histórias, criam finais melosos.”

Seja do poeta, seja da cronista, o que importa para esses casais é tentar cumprir as promessas. E ser feliz!

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