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No Recife, aplicativo registra literatura e poesia que estão espalhadas pela cidade

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Publicado no Portal Aprendiz

Transitar pelas ruas e avenidas para ir de um lugar ao outro faz parte da rotina de qualquer pessoa que vive em uma grande cidade. Na maioria das vezes, é algo que fazemos quase no modo automático, sem nos darmos conta que por trás de cada rua, de cada praça e de canto da cidade, há uma história.

Recife, capital de Pernambuco, é um desses lugares, repleto de construções históricas e locais que foram homenageados por grandes poetas e escritores.

“Gosto muito de literatura, sobretudo a pernambucana. Um dia, conversando com uma amiga, eu percebi que vários poetas e escritores faziam referência a alguma rua da cidade. Então, pensei que seria muito interessante se as pessoas pudessem conhecer as ruas de Recife por meio de um viés literário’’, conta o diretor de cinema Eric Laurence, idealizador do projeto.

Foi a partir dessa conversa com a escritora Luzilá Gonçalves que Eric teve a ideia de criar o aplicativo Ruas Literárias do Recife, lançado em setembro de 2016.

Por meio de um serviço de geolocalização, o app mostra no mapa os pontos da cidade que foram citados em alguma obra literária. Ao passar pelo pin, o usuário tem acesso ao trecho da obra e informações sobre o autor, que podem ser salvas como favoritas ou compartilhadas nas redes sociais. É possível também encontrar os poemas buscando por nomes de ruas da cidade e escritores. E o app ainda traz um quiz sobre as obras.

O projeto foi viabilizado por meio de um edital do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura da Secretaria do Estado) e demorou dois anos para ser concretizado.

Eric conta que o processo que levou mais tempo para ser realizado e exigiu muito cuidado foi a parte de pesquisa. A etapa durou cerca de nove meses e contou com o apoio da amiga Luzilá Gonçalves. “Era importante que a gente mostrasse a literatura de vários ângulos, desde autores mais tradicionais, a poetas marginais e contemporâneos, imprimindo diversos olhares sobre a cidade.”

Como explica o cineasta, a proposta do aplicativo vai além de permitir aos cidadãos conhecerem e valorizarem o patrimônio histórico da cidade onde vivem. “A partir do momento em que você passa a enxergar as ruas por um olhar poético, você estabelece um laço afetivo com a cidade e cria uma nova relação com o espaço urbano, gerando uma sensação maior de pertencimento”.

Jovem que vende geladinho para estudar é aprovado na USP

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Gabriel Belém, de Jacareí, foi aprovado para Gestão de Ciências Públicas.
Adolescente, de 17 anos, ingressou na universidade pelo Sisu.

Camilla Motta, no G1

Gabriel vende geladinho nas ruas centrais de Jacareí (Foto: Arquivo Pessoal/Gabriel Belém)

Gabriel vende geladinho nas ruas centrais de Jacareí
(Foto: Arquivo Pessoal/Gabriel Belém)

Um jovem de Jacareí (SP) que guardava dinheiro para estudar em São Paulo, foi aprovado no vestibular de Gestão Políticas Públicas na USP por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para arrecadar cerca de R$ 2 mil, ele vende ‘geladinho’ nas ruas da cidade do interior paulista;

Ele aguardava o resultado do vestibular da Fuvest, que será divulgado na próxima quinta-feira (2), mas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona para vagas em universidades públicas, foi aprovado. Ele descobriu o resultado nesta segunda-feira (30).

Gabriel Belém dos Santos, de 17 anos, investiu cerca de R$150 para comprar geladinhos. Os R$ 2 mil que ele conseguiu arrecadar vendendo o geladinho vão ajudar no início do seu curso universitário. Ele vendia o produto nos pontos de ônibus na região central da cidade.

Com a aprovação, ele comemora o ingresso na faculdade e também o fato de ter guardado dinheiro que precisava. “Eu estou muito feliz e até um pouco ansioso para começar. Eu estudei bastante e esperava muito por essa aprovação”, contou.

Superação
O jovem mora no Parque Santo Antônio e é filho de um porteiro e de uma auxiliar de enfermagem. Ele conta que sempre estudou em escola pública e que a família não tem condições de mantê-lo em São Paulo. Por isso, ele começou a vender o doce.

“Eu faço 18 anos e julho e acho que com essa idade já tenho que ser independente, não quero dar trabalho para os meus pais. Mesmo com o que já juntei, não tenho como me manter lá por muito tempo, por isso vou tentar as bolsas que a faculdade oferece de moradia e alimentação”, afirmou.

Até o dia 10 de fevereiro ele continuará vendendo o geladinho pelas ruas da cidade. Ele começa o ano letivo no dia 6 de março. “A minha mãe está um pouco preocupada de eu ir sozinho, mas está me apoiando. Muita gente aqui na cidade me apoiou. Sou muito grato”, concluiu.

Jovem ‘pedala’ pela América Latina com biblioteca itinerante

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 Lucas adotou o nome de Quincas e resolveu conhecer a América Latina de bicicleta Foto: Divulgacão

Lucas adotou o nome de Quincas e resolveu conhecer a América Latina de bicicleta
Foto: Divulgacão

 

Juliana Bittencourt, em O São Gonçalo

Com um chapéu de palha na cabeça e os olhos de quem almeja desvendar o mundo, o morador de Pendotiba, Lucas Garcia, de 28 anos, decide fazer algo ousado: “Pedalar” pela América Latina fazendo com que a literatura ultrapasse fronteiras.

Formado em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o jovem é o idealizador do projeto Cicloteca, uma biblioteca móvel inspirada no escritor Mario de Andrade, que durante a década de 30, quando era chefe do Departamento de Cultura, criou o projeto itinerante que rodava pelas praças de São Paulo fazendo empréstimos de livros a população. Com um triciclo amarelo e uma carroceria improvisada, surge em março de 2014 a Cicloteca, que posteriormente, em junho do mesmo ano, seria aprovada no edital interno da UFF, contando com uma melhor estrutura a fim de “ocupar as ruas da cidade de Niterói e contribuir para o incentivo de uma cidade para as pessoas”

Desde os primeiros ‘passos’ de Teca – como é carinhosamente apelidada sua bicicleta -, Lucas tinha planejado sua viagem pela América Latina que foi adiada após ingressar no Mestrado em Cultura e Territorialidade da UFF. No entanto, em setembro de 2016, o rapaz iniciou sua jornada e deixou em Niterói tudo aquilo que o prendia à cidade, inclusive sua identidade. Sob o pseudônimo de Quincas Avelino – homenagem ao pai adotivo de sua avó paterna, uma grande contadora de histórias – o jovem começa seu percurso dando a volta pela Baixada Fluminense, contorna a Baía de Guanabara passa por Tanguá, Itaboraí, Magé e vai adiante com destino a Buenos Aires. “Escutar o mundo ao invés de ouvir o que os poderosos falam dele” é a grande experiência que Quincas quer levar consigo.

 'Teca', a companheira inseparaveavel de Quincas Foto: Divulgação

‘Teca’, a companheira inseparavel de Quincas
Foto: Divulgação

 

O rapaz viaja de cidade a cidade, sem um tostão no bolso e ao chegar em um novo lugar, busca através da gentileza dos moradores um prato de comida e um ‘teto’ para dormir, muito embora não tenha problema em pernoitar na rua. Nessa vida andarilha, já improvisou moradas inusitadas, Quincas já dormiu em um presépio, na cidade de Itariri (SP) e inclusive na redação do Jornal Folha de Babitonga, em São Francisco do Sul (SC). Afirma que “Viver a literatura de fato na rua é viver de improviso.”

Durante a viagem, Quincas leva consigo fotos doadas por moradores que oferecem sua hospitalidade ao jovem, dessa forma passam a acompanhá-lo em todos os lugares do seu trajeto. É um forma de fazer com que ultrapassem fronteiras com ele e façam parte dessa experiência cosmopolita.

Para Quincas, a viagem tem a função de desconstruir e construir fronteiras e torná-lo, através da literatura, um cidadão do mundo. Mais do que distribuir livros pela América Latina, o jovem quer formar laços inter-culturais, rompendo com ideais capitalistas e sem qualquer busca pela fama. Sua principal busca é um lugar literário para povo. “A literatura é o grande combustível que move a curiosidade do mundo.”, disse.

A ideia da doação é o que move a Cicloteca. Quando chega em uma nova cidade, Quincas busca estabelecer contato com bibliotecas ou pessoas que estejam interessadas em doar alguns livros. Para ele isso proporciona experiências muito positivas como da vez em que chegou em Ilha Grande sem nenhum livro, conseguiu encher a ‘Teca’ de doações e voltou para a estrada sem nada.

O andarilho busca fazer o exercício diário da leitura e da escrita. Através da plataforma https://medium.com/@quincasavelino, ele publica textos dotados de uma intensa sensibilidade sobre histórias, fatos e reflexões de sua viagem.

Dentre os clássicos que Quincas carrega consigo, nunca deixa para trás as obras de Manoel de Barros. Quando se depara com um companheiro andarilho ou/e em situação de rua, não deixa de ler para ele trechos do autor. Sua escolha tem haver com a desconstrução da escrita acadêmica utilizada pelo autor.

O jovem aventureiro ainda não saiu do Brasil, no momento (27) a Cicloteca marca presença na cidade de São Francisco do Sul. Quando ultrapassar sua primeira fronteira, Quincas quer entrar no Uruguai com o pé direito, enquanto isso passeia pelas cidades brasileiras enchendo sua bagagem com histórias, lições e experiências únicas.

Séries baseadas em livros que vão estrear em 2017

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Bestsellers de vários gêneros vão estrear na TV em 2017

Bestsellers de vários gêneros vão estrear na TV em 2017

 

‘Pequenas Grandes Mentiras’, ‘A História de uma Serva’ e ‘Objetos Cortantes’ são algumas das séries de TV baseadas em livros que vão estrear esse ano.

F. Resende no Blasting News

Em se tratando de adaptações literárias, há aqueles leitores que assistem ao filme e depois leem o livro, aqueles que tanto faz, e aqueles que só assistem ao filme/série depois de terem lido o livro. Se você se encaixa na última categoria de leitor, vamos listar livros que originaram algumas das séries que vão estrear em 2017.

Se você ainda não leu o livro, ainda dá tempo, já que a primeira delas, Pequenas Grandes Mentiras, estreia apenas no dia 20 de fevereiro nos Estados Unidos. A maioria delas ainda não têm data de estreia confirmada.

Pequenas grandes Mentiras (Liane Moriarty)

Estreia: 20 de fevereiro nos EUA (HBO).

Série limitada baseada no livro que foi lançado no Brasil em 2015 (Intrínseca). A história é narrada como um flashback do ponto de vista de três mães. Na cidade de Monterey, todos escondem algo terrível. E isso envolve um assassinato. O elenco é composto por grandes atrizes como Reese Witherspoon (Livre), Nicole Kidman (Olhos da Justiça), Laura Dern (A Culpa é das Estrelas) e Shailene Woodley (A Culpa é das Estrelas).

Os 13 Porquês (Jay Asher)

Os 13 Porquês foi lançado no Brasil em 2009 (Editora Ática). O livro conta a história de um garoto chamado Clay, que recebe misteriosamente uma caixa com fitas cassete de uma garota que cometeu suicídio, Hannah. No elenco estão Dylan Minnette (Scandal) e Katherine Langford (Daughter).

Objetos Cortantes (Gillian Flynn)

Da mesma autora de Garota Exemplar, Objetos Cortantes contará a história de Camille Preake, quando ela retorna à sua cidade natal para resolver a morte de suas adolescentes. Ammy Adams (Animais Noturnos) vai interpretar a protagonista.

A História de uma Serva (Margaret Atwood)

Estreia: 26 de abril nos EUA (Hulu).

A série é uma adaptação do livro História de uma Serva, que não foi lançado no Brasil. Em Portugal, foi lançado em 2013 pela Bertrand Editora. Joseph Fiennes é um dos atores que vai atuar na série de 10 episódios. Situada na Nova Inglaterra em um futuro próximo, a série conta a história de mulheres férteis que eram propriedade do estado totalitário e retrata a busca pela sobrevivência de uma das servas, interpretada pela atriz Elisabeth Moss (Mad Men).

Alias Grace (Margaret Atwood)

O livro, que não foi lançado no Brasil, conta a história real de uma doméstica canadense chamada Grace Marks que foi condenada pelo assassinato de seu empregador e de sua amante em 1843. A história gira em torno da relacionamento de Grace com um jovem médico, que tenta descobrir a verdade sobre os assassinatos usando a psicologia. A protagonista será interpretada por Sarah Gordon (Drácula: A História Nunca Contada).

Deuses Americanos (Neil Gailman)

Estreia: abril.

Baseada no livro de mesmo nome, a adaptação tem como showrunner Bryan Fuller (Hannibal). A série segue Sombra, um homem que retorna à sua cidade natal e recebe a notícia de que o amor de sua vida e melhor amigo estão mortos. No elenco: Ricky Whittle (The 100), Gillian Anderson (Arquivo X), Ian McShane (Game of Thrones) e outros.

Cormoran Strike (Robert Galbraith – pseudônimo de J.K. Rowling)

Até o momento, três livros da série Cormoran Strike foram lançados no Brasil: O Chamado do Cuco, O Bicho-da-Seda e Vocação para o Mal. Os livros seguem o detetive privado Cormoran e sua investigação de uma série de casos. Ele será interpretado por Tom Burke (The Musketeers).

Estas 5 intervenções urbanas levaram a literatura para as ruas

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Publicado no Hypeness

Quem disse que a literatura foi feita só para ficar quietinha dentro dos livros esperando pacientemente por um leitor? Não mesmo! Hoje, ela passeia pelas ruas de mãos dadas com outros projetos artísticos e serve de inspiração para quem passa desavisado.

Estas cinco intervenções urbanas foram responsáveis por mostrar que a literatura pode fazer parte da nossa rotina. Espia só!

1. Intervenção Urbano-Literária

Há alguns anos Porto Alegre recebeu uma narrativa diferente, em que cada parte da história era contada onde realmente havia acontecido. A trama, composta por Alessandro Garcia, foi dividida em 17 trechos, aplicados em forma de lambe-lambe pela cidade, buscando um diálogo maior entre espaço urbano e literatura. Além de ser possível acompanhar a história caminhando pelas ruas, ela também ficou disponível online.

2. Tá Escrito em Sampa

Uma conta no Instagram que se dedica a compartilhar os escritos encontrados nos muros de São Paulo. Poesia, pixo, lambe-lambe e muita identificação rolam soltas na conta @taescritoemsampa, que já tem mais de 57 mil seguidores.

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Fotos: Reprodução Instagram

3. Poemas de chuva

Em Boston, nos Estados Unidos, os dias de chuva são uma oportunidade para apreciar a poesia olhando para o chão. O grupo de artistas Mass Poetry pintou as calaçadas da cidade com tinta transparente à prova d’água. Assim, sempre que chove por lá é possível ver poemas pelo chão. Genial, né?

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Fotos: Mass Poetry

 

4. Um poema em cada árvore

Na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais, surgiu a ideia de “plantar poemas”. Desde 2010, são pendurados poemas contemporâneos nas árvores da cidade. O projeto foi idealizado pelo poeta Marcelo Rocha e colocado em prática pelo Instituto Psia e a iniciativa já foi replicada em mais de 130 cidades brasileiras em uma incrível mobilização nacional.

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5. Roteiros da Cidade

Laura Guimarães vinha pensando em como ocupar a cidade de São Paulo. Foi quanto decidiu usar sua literatura para isso – e uma série de micro-contos de até 140 caracteres foi espalhada pelas ruas em forma de lambe-lambes. O projeto ganhou o nome de “microrroteiros das cidade”.

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