Vitrali Moema

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Colunista chama Ariano de “velho burro e chato” em texto que repercute na web

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Foto: Reprodução/Blog do Alex Antunes

Foto: Reprodução/Blog do Alex Antunes

Publicado por Diário de Pernambuco

O jornalista, escritor e produtor cultural Alex Antunes criticou o escritor Ariano Suassuna no texto da sua coluna publicada na segunda-feira (28), no Blog Alex Antunes, do Yahoo. O blogueiro que já escreveu para publicações como Rolling Stone, Folha Ilustrada, Animal, General, demonstra ter se incomodado por declarações de Ariano sobre a cultura pop e astros como Michael Jackson e Maddona.

“Me perguntei algumas vezes se deveria escrever este texto. Porque o principal que tenho a dizer sobre Ariano Suassuna é que ele era um velho burro e chato. E o homem, como se sabe, acabou de morrer – o que o eleva automaticamente aos píncaros da genialidade e da infalibilidade nos textos que se espalham pela imprensa”, inicia o texto.

No artigo, o colunista traz longa argumentação sobre cultura popular brasileira e nordestina e os ícones pop. O texto ganhou rercussão na web e dividiu opiniões dos leitores. (Leia a coluna na íntegra)

O escritor paraibano radicado em Pernambuco faleceu no último dia 23 de jullho, vítima de uma parada cardíaca.

Confira o comentário dos internautas:

Augusto Carlos
Pena que resolvestes escrever e perdestes uma ótima oportunidade de ficar calado.

Márcia
Tive o prazer de assistir uma aula espetáculo do Ariano. Gostava dos “causos” contados e críticas também, porém, como sempre ele tinha o humor e uma expressão gentil de nos fazer rir e gargalhar. Portanto, o humor genial dele marcou. Assim como sua obra.

Carlos
Texto de bhosta, de um jornalista de quinta, que comenta asneiras de um dos maiores homens que esse mundo já viu: ARIANO SUASSUNA!

Max
Não há um ser humano, por mais influente que seja,que possa ser avaliado como um ser humano sem restrições.

Reinaldo
Sou branco e cristão e daí? Você não tem outros argumentos que não sejam preconceituosos? E a coragem de atacar um intelectual famoso em vida onde está? Recalcado, oportunista e medroso.

Alexandre
Corajosíssimo, Alex, e aplaudido por mim! Suassuna era inteligentíssimo, talentoso, sim, no entanto, extremamente reacionário, e de um conservadorismo sem igual. Digam o que disserem, classificar a cultura geograficamente é imbecil, sim, e neste quesito, Suassuna era equivocadíssimo! Quanto aos comentários, Alex, não se preocupe, a maioria é composto de quem nunca leu Suassuna, mas o defende só pouqe ouviu falar que é bom. Lembrem-se de quenão estou aqui discutindo seu talento como escritor, inegável, mas em relação à cadeira na ABL… Paulinho Rabbit também tem a sua toquinha lá..

Trajano
Não sei porque as pessoas ficam tão revoltadas! Não é porque o cara morreu que será isento de críticas! Era um homem notório de opiniões bem demarcadas, logo, alvo de críticas e controvérsias como qualquer outra pessoa. E morto por morto, o Michael também está e vocês estão falando mal dele, sacou a inversão? E além de tudo, lembrem-se: liberdade de expressão!

Vai ler um livro? Tome cuidado com a postura para não prejudicar a coluna

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Especialista dá dicas sobre como tornar o momento ainda mais agradável

Publicado no R7

 Ler promove o equilíbrio entre o corpo e a mente Getty Images

Ler promove o equilíbrio entre o corpo e a mente Getty Images

Bom dia! Antes de já ficar estressado porque vai precisar enfrentar horas no congestionamento para chegar ao trabalho, a dica de hoje é levar um livro para ler no ônibus, metrô ou trem. Ler é uma atividade extremamente necessária para o equilíbrio entre o corpo e a mente.

Na velocidade atual dos acontecimentos da vida em sociedade, a leitura configura como um instante de relaxamento e conhecimento. Porém, é necessária uma posição adequada e confortável durante a prática, que não acarrete lesões na coluna vertebral.

A primeira orientação do fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da ABRColuna (Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna), é sentar-se em uma cadeira confortável, na qual a coluna fique toda apoiada.

— Se a pessoa estiver em casa e houver necessidade, pode colocar um travesseiro entre o encosto da cadeira para o suporte total das costas.

Outra dica é deixar os ombros relaxados e optar por ambientes claros, já que a falta de luz adequada prejudica os olhos.

— Caso seja possível, utilize um suporte para o livro com inclinação de 40 graus. É ideal para evitar dores no pescoço. Na falta do equipamento, procure fazer exercícios inclinando a cabeça para cima e para baixo, de um lado e para o outro, contudo, sem forçar.

O fisioterapeuta também orienta fazer intervalos de 10 a 15 minutos a cada duas horas de leitura, movimentando os braços e, principalmente, as pernas.

Um poeta no claustro

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Edison Veiga no Estadão

Olha só…

ARQUIVO 17/10/1986 - SABATICO - PAULO LEMINSKI FOTO:JUVENAL PEREIRA /ESTADAO

FOTO: JUVENAL PEREIRA/ ESTADÃO

Conhecido pelo espírito pop e de vanguarda, o poeta curitibano Paulo Leminski (1944-1989) deve parte de sua formação ao Mosteiro de São Bento, marco histórico-religioso do centro paulistano. Atraído pela rica e erudita biblioteca da instituição – que, na época, contava com 70 mil volumes (cerca de 30 mil a menos que a coleção atual) – , o jovem Leminski começou a trocar cartas com os religiosos. Em 1958, mudou-se para São Paulo a fim de morar na clausura beneditina e estudar no Colégio de São Bento. Nos quase dois anos em que viveu ali, estudou latim, grego, filosofia e cultura religiosa. Durante toda a vida, o poeta seguiu se correspondendo com os monges de São Bento, compartilhando com eles a evolução de seus estudos. Em diversas entrevistas, ele afirmou que sempre se consideraria um beneditino.

 

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 6 de dezembro de 2013

dica do Chicco Sal

“A carreira de professora é a que dá maior gratificação amorosa”

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Aos 96 anos, Dona Cleo, xodó dos amantes da literatura, abre sua biblioteca, recita de cabeça poemas de Fernando Pessoa e dá uma lição de sensibilidade e energia

Foto: Wilton Júnior/Estadão

Foto: Wilton Júnior/Estadão

Sonia Racy, no Estadão

Aos 7 anos, Cleonice Berardinelli escreveu seu primeiro poema – definido por ela como “minúsculo e ridículo, naturalmente, próprio de 7 aninhos de idade”. Hoje, aos 96, é uma das professoras de literatura mais reconhecidas e queridas do Brasil. Dona Cleo, como é carinhosamente chamada, brinca ao dizer que é meio carioca, meio paulista e muito portuguesa. Sua relação com Portugal não se restringe à paixão pela literatura de lá – ela é especialista em Camões e Fernando Pessoa –, mas pelos muitos amigos portugueses que ainda cultiva. Alguns, inclusive, fizeram questão de prestigiá-la quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras, em 2010. Ela ocupa a cadeira de número 8.
Formada pela USP em 1938, é professora emérita da UFRJ e da PUC do Rio. Foi orientadora de 74 dissertações de mestrado e 42 teses de doutorado. É unânime. Zuenir Ventura, seu ex-aluno, a apelidou de “divina Cleo”. E de Carlos Drummond de Andrade ganhou poema, cujos versos dizem: “Até Fernando Pessoa, com respeitoso carinho/ trago pois, minha oferenda/ de bem humilde vizinho/ nesta ensancha prazenteira/ a justiça que me impede/ à genuína fazendeira/ Cleonice Berardinelli.”

Recentemente, atraiu olhares de todo o Brasil ao dividir uma mesa, na Flip, com sua mais nova fã, Maria Bethânia. Durante uma hora e meia, leram poemas de Pessoa selecionados por Dona Cleo. A simpatia do público pelo carisma da professora foi imediata. O carinho foi retribuído nos autógrafos de seu novo livro, Antologia Poética, na mesma noite. “Fiquei exausta, mas virei notável, foi um sucesso”.

A professora recebeu a coluna, em seu apartamento, em Copacabana, na zona sul do Rio, antes da vinda do papa Francisco ao Brasil. Católica, ela se disse contente. “Ele é de uma falta de atavios, uma simplicidade impressionante. E escolheu o nome de Francisco. Amo a oração de Francisco”, diz.

No seu escritório, montou uma biblioteca – batizada de “Galeria Camões”. Os livros, diz, deixará para a Academia Brasileira de Letras, para que sejam bem cuidados. Além deles e das inúmeras fotografias dos netos e bisnetos espalhadas pela biblioteca, Dona Cleo coleciona uma séria de prêmios e honrarias, acumulados ao longo de sua carreira: “Das profissões, professora é a que dá mais gratificação amorosa. Tenho mais de mil ex-alunos”.

Ela impressiona pela memória. Não esquece um verso de qualquer poeta, recitando tudo de cor. A boa saúde, explica, tem dois grandes motivos: a família e a religiosidade: “Tenho conversas particulares com o pai do céu. Enquanto eu estiver vivendo como estou… eu gosto de viver”.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

A mesa da última Flip de que a senhora participou junto com Maria Bethânia, sobre Fernando Pessoa, foi um sucesso. Como vocês duas se conheceram?

Faz um tempinho. Júlio, nosso mediador na Flip e meu ex-aluno, me disse que Bethânia queria que eu olhasse uma seleção de poemas do Fernando Pessoa, feita por ela, para um show. Fui assistir ao espetáculo, fui ao camarim cumprimentá-la. E foi assim que a conheci. Sobre os poemas, ela pediu que eu escolhesse. Ela é de um grande carinho e delicadeza comigo.

E então nasceu uma amizade?

Mais ou menos. Começamos a nos encontrar em muitas homenagens. No Conselho Federal de Educação, na Sociedade Hebraica do Rio de Janeiro, em Portugal. E brinquei com ela que estávamos habituadas a receber prêmios juntas.

Foi difícil fazer uma seleção de poemas de Pessoa para a Flip?

É como tirar pedaços seus, levar e deixar outros pedaços. Mas como escolhemos muitos, não foi tão doído. Mandei para ela com um bilhetinho assim: “Para Bethânia, com a condição de que, corte, acrescente, altere à vontade”. Então, foi engraçado, porque ela tem umas cisma. Por exemplo, ela não diz a palavra “desgraça”.

Não?

Não. E iríamos ler um poema muito bonito que diz assim: “…ou desgraça, ou ânsia – Com que a chama do esforço se remoça/ E outra vez conquistemos a distância/ Do mar ou outra, mas que seja nossa.” Daí ela me disse “Dona Cléo: eu não falo essa palavra”. E eu emendei, dizendo que não tinha importância. Poderíamos trocar por “desgraça” ou por “miséria”. Então mantivemos um poema de que eu gosto muito (risos).

Maravilhoso. Mas a senhora trocou mesmo?

Sim (risos), tem o mesmo nome – “miséria”, “desgraça”. Mesmo lugar de acentuação, não ia estragar o poema. Então, lá ficou.

A senhora já afirmou que não gostaria de ser uma heterônima do poeta, porque o Fernando Pessoa foi muito triste.

Acho que ele foi, de um modo geral, uma pessoa tendendo mais à infelicidade. Dos heterônimos, o mais “contentinho” é o Alberto Caeiro. O Ricardo Reis não é nem isso nem aquilo, é o equilíbrio.

Por que a senhora acha que os leitores têm mais dificuldade com Ricardo Reis?

É uma poesia muito reflexiva, inteligente e, às vezes, um pouco difícil de entender. Possui uma sintaxe alatinada, mas é interessante.

A senhora é bem religiosa. O que acha da religiosidade na obra de Fernando Pessoa?

Tem o poema em que ele fala sobre o Menino Jesus. Esse poema é uma faca de dois gumes. De um lado, começa lindo, quando ele diz “Um meio dia de fim de primavera/ Tive um sonho como uma fotografia/ Vi Jesus Cristo descer à terra”. E ele fazia isso, fazia aquilo. E é uma gracinha o menino Jesus, chapinhando na lama, aquela coisa toda que é de uma delicadeza altamente poética. Principalmente no fim, quando ele diz: “Quando eu morrer, filhinho/ Seja eu a criança, o mais pequeno/ Pega-me tu no colo. E leva-me para dentro da tua casa”. Mas há passagens que são de uma grosseria horrível, por exemplo, quando o texto diz que o espírito santo é uma pomba suja, que suja as cadeiras todas do padre eterno. Quer dizer, eu acho isso de mau gosto. Não dava esse poema, em classe, justamente por causa disso.

Fernando Pessoa se dizia cristão agnóstico, Dona Cleo?

Ele não era de religião nenhuma, era uma pessoa metafísica, sem dúvida. Queria o antes e o depois. Isso está na poesia dele. O Alberto Caeiro, por exemplo é o guardador de rebanhos. O rebanho são os meus pensamentos. E os meus pensamentos são todos sensações. Com as mãos, os pés, os olhos, os ouvidos, etc. É o homem das sensações. Depois ele diz: “Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia/ Não há nada mais simples / Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte”.

Como católica, o que a senhora acha do papa Francisco?

E é de uma falta de atavios, de uma simplicidade… Repare. Não quis avião especial, não quis regalias. E São Francisco é um santo maravilhoso, foi muito bem escolhido esse nome dele. Se tem uma coisa que eu gosto é a oração de São Francisco. Você conhece essa?

Sim.

A oração diz assim: “Senhor fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”. É feita de antinomias. Eu acredito, justamente, que esse papa vai trazer tudo isso. Ele se inspirou em São Francisco porque esse é o sonho dele. Que ele seja para todos e de todos. E eu digo: tomara.

Quando foi que a senhora se descobriu professora?

Desde que eu entrei para a faculdade, com Fidelino de Figueiredo. Queria ser como ele. Claro que nunca cheguei lá. Mas era um homem de uma cultura enorme.

Qual para senhora é a maior emoção de dar aula?

É a profissão que dá mais gratificação amorosa. Eu encontro, em todo lugar, algum ex-aluno. É um clã, uma coisa imensa. Tenho mais de mil. Comecei dando aula particular, depois passei para colégios. Em um deles, introduziram o latim nas turmas. E eu fui parar nisso. Adoravam as aulas de latim.

A senhora acredita que o latim faz falta na grade escolar hoje em dia? Principalmente por conta da etimologia das palavras?

Eu acho mesmo, a etimologia! É uma coisa automática. Quando me deparo com uma palavra que não conheço, digo: espera aí! Como é que ela é formada? Agora mesmo eu estou tomando um remédio que se chama Condroflex. Repare: Condro é articulação. Flex, flexibilidade. Esses nomes de remédio são muito bem escolhidos. Então Condroflex é um remédio para dar flexibilidade à minha articulação.

E a senhora se recorda bem de latim?

Ainda lembro. Eu lecionei esse tempo todo, né? E tive a sorte de ter um professor de latim do primeiro colégio, que era um rapaz bem moço, inteligente, que me fez, uma vez, uma dedicatória em latim que dizia: “A primeira entre os primeiros alunos meus, pequena recordação do Professor Aquimo.” Fiquei orgulhosíssima.

A senhora acha que mudou muito o perfil do aluno universitário ou o interesse pelo conhecimento continua o mesmo?

Olha, eu dei aula, em turmas, até uns três anos atrás. É o mesmo interesse.

Dona Cleo, esse ano temos o centenário de Vinicius de Moraes. O que a senhora acha da obra de Vinicius?

Veja, eu não li muito de Vinicius de Moraes, mas do que eu conheço, gosto. Ele foi um grande sonetista. Alguns sonetos são muito lindos, primorosos mesmo. Eu acho que alguns poemas dele têm uns requintes maiores, há muita coisa que é muito bonita e que vale a pena…

O que a senhora recomendaria para quem quer começar a ler poesia?

Mostre a ela o que está dentro daquela poesia. Que às vezes parece meio indevassável. A sensação de “não posso passar daqui, não estou entendendo nada”. Porque há poesia difícil, mas há poesia fácil também. A do Vinicius, por exemplo, não é das mais difíceis, é bem acessível. /MARILIA NEUSTEIN

Promo de quinta (6)

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Olá, apreciadores de bons livros.

Você faz parte do time dos “forever alone”? Seus problemas acabaram. Que tal receber em casa 1 lançamento superlegal para lhe fazer companhia durante os próximos dias?

Novamente o PublishNews e o Livros e Pessoas vão ampliar a sua biblioteca. Quem está com a gente hoje é a Benvirá, selo de ficção e não-ficção da Saraiva, 1 dos maiores grupos editoriais do país.

Eles escolheram 1 dos caras que curto muuuito ler (posso ganhar tb, produção?), o Ivan Martins. Editor-executivo da Época, ele assina uma coluna bombadíssima no site da revista. #todasama

Alguém especial traz uma seleção de 50 textos do jornalista, alguns deles inéditos. Um show de sensibilidade ao abordar temas como relacionamentos, conquistas e perdas, entre outros.

Para concorrer aos 2 exemplares, basta seguir os perfis @benvira @publishnews @livrosepessoas e tuitar (ou dar RT) na mensagem abaixo, com a hashtag #amoler:

Quero ganhar “Alguém especial”, presente da @Benvira @PublishNews e @LivrosePessoas. #AmoLer

Facinho? Às 17h30 divulgaremos os nomes dos internautas sorteados. Boa sorte! :-)

Big abraço

 

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Parabéns aos ganhadores: Tereza Vilhena Cardo (@VilhenaG) e Jorge (@PessoaJorge)

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