State Ibirapuera

Posts tagged computador

Idosa aprende a usar computador aos 81 e quer criar conta em rede social

0

‘Só não quero conta no WhatsApp. É muito cheio de problemas’, diz.
Grupo de idosos faz parte da Universidade Aberta da Terceira Idade da Ufac.

nelita

Publicado em G1

Os olhos cansados tentam ler através dos óculos de grau as letras na tela do computador. Aos 81 anos, a aposentada Maria Nelita aprendeu a ligar o equipamento, acessar a internet, criar uma conta de e-mail e divide com mais 39 idosos a experiência de ser alfabetizada digitalmente na terceira idade.

O grupo faz parte da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade Federal do Acre (Unati), em Rio Branco. Nelita conta que antes do curso não fazia ideia sequer de como ligar um computador.

“Eu não sabia nada de informática. Não sabia nem ligar o computador. Tinha era medo do computador, porque não sabia o que era”, revela.

Hoje, entretanto, ela diz que se diverte com os demais idosos nas aventuras pelo mundo digital e já pensa até em criar uma conta no Facebook.

“Criaram meu email, mas deu problema e vão consertar. Eu já pedi para arrumarem, eu preciso. Pedi que antes de sair daqui, meu email esteja funcionando. Só não quero conta no WhatsApp. Não quero mesmo, é muito cheio de problemas”, confessa.

As aulas começaram em fevereiro deste ano e deve ser concluídas nesta sexta-feira (11). Os idosos se encontram toda sexta-feira das 8h às 11h30 em uma das salas do Colégio de Aplicação da Ufac, no Centro da capital acreana. Além de informática, o grupo tem aula de dança, coral em italiano e desenho.

“Fiz vários cursos, de tudo um pouquinho. Sempre acompanhei os cursos da terceira idade. Saía de um e já começava outro. Quando soube que iam abrir curso de informática, já me matriculei e venho todas as sextas”, diz.

Com um rascunho que ajuda a abrir e fechar abas, desligar a máquina e com o endereço de alguns sites locais, Nelita conta que passa horas vendo fotos de outras cidades. “Fiz algumas anotações de como entrar na rede e sei entrar nos sites sozinha”, conta enquanto abre mais uma aba no navegador da internet e abandona o vídeo que estava assistindo.

Sobre as experiências adquiridas nas aulas de informática, a aposentada salienta que enquanto tiver saúde e disposição para caminhar até a sala de aula ainda tem muito a aprender.

“Falto só se estiver doente. Eu gosto, a gente se diverte. Saí do zero e ainda estou aprendendo”, confidencia.

‘Não imaginei chegar nessa idade e descobrir tanta coisa’
O colega de aula da aposentada, Marcial Gomes, de 73 anos, assiste atento às instruções do professor sobre como mexer em tablets, smartphones e TV digital. Há oito anos aposentado como técnico de contabilidade, Gomes conta que as aulas são uma distração.

“É fabuloso porque a vida toda a gente aprendeu a falar e dialogar com as pessoas pessoalmente. Hoje a gente procura os benefícios para nossa própria espécie atrás da máquina e da tecnologia. Já aprendi mexer nos computadores, celulares e etc. Não imaginei chegar nessa idade e descobrir tanta coisa, ter outra visão desse universo”, revela.

O aposentado explica que também já abriu conta nas redes sociais e até participa de grupos de conversas do WhatsApp. “Nós descobrimos um novo mundo, sem dúvida. Quero fazer outros cursos. Abrir contas em outras redes que eu nem imaginava existir”, diverte-se.

Forró no Youtube
O militar da reserva Francisco Adelino, de 68 anos, conta que teve acesso aos computadores quando trabalhou em empresas de segurança e com um computador deixado pelo filho, que estuda em outro país, mas as aulas ajudaram a aprimorar o conhecimento.

“Eu sou militar da reserva e trabalhei em algumas empresas de segurança e foi lá onde conheci o computador. Estou sempre em casa mexendo e acessando os sites. Eu gosto bastante e o que eu sabia só aperfeiçoei”, destaca.

Adelino confessa que o maior aprendizado foi conseguir acessar o Youtube e pesquisar suas músicas de forró preferidas. “Não sabia acessar o Youtube e agora eu mesmo entro nele, já ouço o meu forro. Tenho conta no Facebook, tenho e-mail. Ainda não sei tudo, como tem que saber, mas estou aprendendo”, explica.

Unati
O professor da turma, Reginamio Bonifácio, conta que o projeto oferece 40 vagas todos os anos para os idosos e que esse ano foram realizadas turmas em Rio branco e Xapuri, no interior do estado. Ele explica ainda que o colégio disponibiliza um enfermeiro que acompanha os idosos.

“Esse é um trabalho da Ufac em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e nós trabalhamos nesse momento redes nacionais. Então nós ensinamos o uso de computadores, tablets, smartphone, sobre o uso de rede e mídia digital. Nosso objetivo é de que eles sejam alfabetizados digitalmente”, fala.

De acordo com o professor, os alunos têm entre 59 e 84 anos. Bonifácio confessa ainda que o resultado adquirido com os idosos foi surpreendente. “Eles aprenderam bastante, nos surpreenderam. Já tem autonomia digital, sabem ligar e desligar máquinas, descobrir e visualizar os sites. Têm contas de email, whatsApp, Facebook. Fizeram até grupos entre eles”, finaliza.

Só computador não melhora educação, diz chefe do Plan Ceibal

0
"Atualmente, cerca de 95% das crianças de 6 a 13 anos têm um computador", disse Gonzalo Pérez

“Atualmente, cerca de 95% das crianças de 6 a 13 anos têm um computador”, disse Gonzalo Pérez

Daniel Barros, na Exame

O uruguaio Gonzalo Pérez, responsável pelo maior programa de distribuição de laptops para estudantes da América Latina, admite que apenas equipamentos não melhoram educação.

Tecnologia na educação inspira cuidados. Há muito entusiasmo de políticos pela compra de equipamentos, mas frequentemente eles ficam pegando poeira enquanto os estudantes continuam aprendendo do mesmo jeito de sempre.

O foco no hardware inspirou ceticismo em relação ao programa de distribuição de laptops do governo uruguaio, o Plan Ceibal.

O diretor do órgão que cuida desse programa faz uma defesa das suas conquistas, mas diz que elas estão mais no campo da inclusão digital do que no do ensino.

Ele participará do evento Transformar 2015, que discute inovação na educação e acontece em São Paulo no dia 25 de agosto. Abaixo, trechos da conversa.

Como surgiu a ideia do programa Plan Ceibal?

Quando começamos, em 2006, a tecnologia era muito diferente. Os tablets não existiam. As redes sociais não eram tão importantes. Era um outro mundo.

A inspiração foi dar um laptop a cada criança, seguindo uma ideia do cientista do Massachussets Institute of Technology Nicholas Negroponte. Mas o foco não era apenas melhorar a educação e sim promover a inclusão digital.

O que o programa alcançou?

A diferença de tecnologia entre ricos e pobres era muito grande. O objetivo primordial era reduzir esse abismo.

Em 2006, só 5% dos mais pobres tinham acesso a computador em casa. Entre os mais ricos, a taxa era 55%. Hoje, 72% dos mais pobres e 88% dos mais ricos têm computadores.

A diferença diminuiu consideravelmente. Claro que parte disso é o desenvolvimento natural do acesso à tecnologia, mas parte se deve a essa política.

Atualmente, cerca de 95% das crianças de 6 a 13 anos têm um computador. Mais de 80% das escolas urbanas estão conectadas com fibra ótica, na velocidade de internet de 40 megabytes.

Mas os resultados do Uruguai em matemática e ciências não melhoraram em exames nacionais e internacionais.

Descobrimos que ter acesso a um computador não faz o aluno saber mais matemática instantaneamente. Desde 2012 estamos focando em oferecer plataformas adaptativas que esperamos que terá impacto sobre a aprendizagem.

Como funcionam?

A plataforma de matemática tem algoritmos que identificam áreas de força e de debilidade no conhecimento do estudante. Você sabe rapidamente, por exemplo, se ele entende bem as frações.

Se o estudante tem dificuldades, o sistema sugere livros e exercícios. O aluno pode revisar o conteúdo ali mesmo.

Quantos alunos adotam o sistema?

A tecnologia está aberta a todos, mas os professores têm liberdade de escolher se e como usam. Cerca de 20% da rede usa regularmente. De 2014 para 2015 o número de acessos dobrou.

Os professores não se inibem com a tecnologia e tendem a evita-la?

Sim, mas estamos tentando conscientizá-los com capacitações. É o único jeito.

Qual é o custo do Plan Ceibal?

São 730 000 beneficiários e cada um custa 100 dólares anuais. Isso inclui a internet, o laptop com manutenção e troca a cada quatro anos, capacitação dos professores etc. No fim das contas, o gasto equivale a 5% do que o Uruguai dispende com educação.

Vale a pena?
Sim. Estamos aprendendo como usar a tecnologia no ensino para obter o maior impacto. Isso por si só é valioso.

Aluno de universidade britânica é preso por hackear sistema para melhorar notas

0

Quatro dispositivos foram instalados para rastrear o que era digitado

Estudante foi preso por 4 meses - Divulgação

Estudante foi preso por 4 meses – Divulgação

Publicado em O Globo

Um aluno que invadiu os sistemas de computador de sua universidade para melhorar suas notas foi preso por quatro meses. Imran Uddin, 25, escondeu quatro dispositivos que rastreiam o que é digitado em computadores da Universidade de Birmingham para roubar logins pessoais, disse a polícia em Midlands Ocidentais.

Ele, então, teria usado as informações para acessar o sistema de notas e melhorar as suas em bioquímica. No entanto, foi descoberto quando um professor percebeu uma das caixas pretas e retangulares no computador, secretamente gravando tudo que era teclado.

Uma investigação interna foi iniciada e descobriu-se mais três – incluindo um ligado a uma máquina em uma área segura do campus que teoricamente só é acessível aos funcionários.

A polícia foi chamada e os detetives da Unidade Regional de Crime Cibernético decifrou os dados e chegou à conclusão de que Uddin estava acessando o sistema usando contas de funcionários para melhorar suas notas. No tribunal, ele foi culpado por seis delitos pela Lei de Desvio de Informática.

“A audácia de Uddin de instalar não apenas um, mas quatro desses dispositivos mostrou quão determinado ele estava em falsificar para conseguir uma nota melhor”, disse o detetive Mark Bird.

‘Computador não faz com que se leia menos’, diz Ruth Rocha; leia entrevista

0

Ruth Rocha

Bruno Molinero, na Folha de S.Paulo

 

Há 45 anos, em setembro de 1969, Ruth Machado Lousada Rocha teclava uma máquina de escrever trancada no quarto. Acostumada a criar textos para adultos, ela tentava terminar a sua primeira história infantil, para a revista “Recreio”.

Só abriu a porta quando finalizou o conto “Romeu e Julieta”, sobre duas borboletas de cores diferentes. Como uma lagarta que sai do casulo,”nascia” ali também a escritora Ruth Rocha.

Mais de 200 livros depois e 12 milhões de exemplares vendidos, Ruth Rocha, 83, conversou com a “Folhinha” em seu apartamento, em São Paulo.

*

Folhinha – A infância mudou nesses 45 anos?
Ruth Rocha – As crianças são muito parecidas. Por isso, livros infantis mais antigos e contos de fadas ainda encantam gente do mundo todo.

Mas hoje tem o computador e outras tecnologias.
O problema não é o computador ou a TV, é o uso excessivo deles. Tem criança que fica o dia inteiro com as telinhas ligadas. Não pode. É preciso ter hora para brincar, estudar, sair, comer e, claro, também para o computador e a TV. Tem que ter disciplina.

As escolas atuais estão colocando a disciplina em segundo plano?
Por um lado, as escolas estão muito caretas. Não são nada divertidas. Mas há muitos colégios metidos a modernos que vão para o lado oposto. Como o autoritarismo no passado era grande, eles acabam jogando fora o respeito e a disciplina. Essas escolas também estão erradas. A criança tem que ter regras, senão fica impossível. Ela pede por limites, quer ouvir um “não”, seja dos pais ou do professor.

Brincar na rua faz falta?
Faz falta, claro. Mas hoje é muito perigoso. E a criança inventa brincadeiras onde estiver. Quando meus netos eram pequenos, por exemplo, eles transformavam tudo o que eu tinha na sala de casa em pista de carrinho. A imaginação é muito forte.

Usar o computador faz com que as crianças leiam menos?
Não acho. Nunca se vendeu ou produziu tanto livro. Na minha época, não tínhamos opções, meus colegas não conversavam sobre literatura e as escolas não tinham bibliotecas. Conhecíamos só as histórias do Monteiro Lobato. Hoje há mais opções.

Há muitas opções ruins nas livrarias.
Pouca coisa de qualidade é produzida. Existem duas pragas atualmente nos livros: o “bom mocismo” e o politicamente correto. Eles estão matando a literatura infantil brasileira. Ninguém pensa em livros bons para crianças.

A sra. lia muito quando era criança?
Muito. Quando eu tinha 13 anos, decidi ler todos os livros de uma biblioteca circulante que ficava na avenida São Luís. Claro que não consegui. Mas acho que li a biblioteca inteira do colégio Rio Branco, onde estudei e trabalhei.

E ouvia muitas histórias também?
Meu avô era um grande contador de histórias. Era um velhinho engraçado que adorava contar contos de folclore, dos irmãos Grimm, fábulas, histórias das “Mil e Uma Noites”. Já meu pai só sabia três histórias: do Aladim, de um homem com a perna amarrada, que eu não sei de onde ele tirou, e outra que não lembro. E minha mãe, quando descobriu o Monteiro Lobato, lia várias histórias para a gente.

Há algum tema impossível de escrever?
Já fiz histórias sobre preconceito, autoritarismo e até adaptei a “Ilíada” e a “Odisseia”, de Homero (700 a.C.). Só não consigo fazer histórias tristes. Preciso de esperança.

Quais seus planos para o futuro?
Voltar a escrever. Tive que parar por um tempo, pois deu um trabalho muito grande fazer a reedição da minha obra de ficção pela editora Salamandra. Foram quase 120 livros.

Planeja fazer lançamentos em livro digital?
O livro digital não pegou no Brasil. Eles geralmente não aproveitam a tecnologia que têm à disposição. Eu vendo muito livro, mas minhas obras disponibilizadas em e-book não vendem nada. Talvez um dia o livro físico acabe, mas esse movimento ainda não começou.

Descubra por que George R.R Martin escreve As Crônicas de Gelo e Fogo em um computador com DOS

0

thumb-120546-george-r.r-martin-resized

Publicado na Info

Não aguenta mais esperar pelo novo livro das Crônicas de Gelo e Fogo? Pois saiba que George R.R Martin o está escrevendo (e assassinando nossos personagens favoritos) em um computador que roda o sistema operacional DOS. Em entrevista ao programa do apresentador americano Conan O´Brian, Martin explicou por que ainda utiliza o programa WordStar 4.0 para escrever suas colossais obras.

“Ele faz tudo aquilo que preciso em um editor de texto e nada mais. Não quero nenhum tipo de ajuda. Eu odeio esses sistemas modernos em que você digita uma letra minúscula e ela se transforma em uma maiúscula. Eu não quero uma letra maiúscula. Se eu quisesse uma maiúscula, eu teria digitado uma maiúscula. Eu sei como funciona a tecla shift”, afirmou o escritor, arrancando risos da plateia.

O autor das obras que inspiraram a produção da série Game of Thrones também afastou qualquer possibilidade de perder seu trabalho por um ataque externo à sua máquina. Desconectado da internet, seu computador com sistema DOS é utilizado exclusivamente na hora de escrever seus livros. Para outras atividades do dia a dia, como ler e-mails e acessar a internet, Martin utiliza um equipamento convencional.

Para desespero dos fãs, o americano ainda não confirmou a data de lançamento do sexto livro da série. Com o título prévio de The Winds of Winter (Os Ventos do Inverno, em tradução literal), a nova obra deverá chegar ao mercado entre 2015 e 2016. Todos esperam que o valente DOS não falhe até lá.

Go to Top