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“Game of Thrones” foi a série mais pirateada em 2012
0Publicado por Correio de Uberlândia
Segundo o relatório anual do site “Torrentfreak” com 4.280.000 downloads ilegais de um episódio, “Game of Thrones” foi a série de TV mais pirateada pela internet neste ano. O número representa mais do que audiência média da série, que é exibida pela HBO, nos Estados Unidos.O “Torrentfreak” divulgou ainda que houve um pequeno aumento do download ilegal na rede mesmo após esforços para bloquear sites que fornecem infringem direitos autorais.
Investigações conduzidas nos Estados Unidos, México e Ucrânia levaram ao fechamento de dois dos mais populares sites de compartilhamento ilegal de arquivos em todo o mundo, o “Megaupload” e o “Demonoid”. O “Megauploud” promete voltar em janeiro.
“Game of Thrones” é uma adaptação da série de livros fantásticos “A Song of Ice and Fire”, de George R. R. Martin. O seriado, farto em intriga política, violência e sexo, narra as aventuras vividas nos sete reinos imaginários de Westeros, onde verões e invernos duram décadas.
O “Torrentfreak” é um blog que desde 2005 dedica-se a assuntos relacionados a bit torrents e troca de arquivos.
Mia Couto: ativismo político também se faz com literatura
1Poeta, jornalista e biólogo moçambicano participou da luta pela independência de seu país , está lançando seu novo romance (A Confissão da Leoa) e se reuniu com o povo do Jardim São Luis, em São Paulo

João Novaes no Correio do Brasil
Sob a laje de um sobrado no Jardim São Luís, bairro de periferia na zona Sul de São Paulo, mais de cem pessoas se acomodavam para escutar atentamente e com confesso deslumbramento uma palestra informal do poeta, biólogo e jornalista moçambicano Mia Couto, autor de obras como Terra Sonâmbula (Cia. Das Letras, 1992), de passagem pelo Brasil para a divulgação de seu mais recente livro, A Confissão da Leoa (Cia das Letras, 2012).
Em meio aos populares do Bar do Zé Batidão, onde ainda participou de um sarau organizado pelo coletivo Cooperifa, na quarta-feira (7), Mia parecia mais à vontade do que no dia anterior, quando conversou amigavelmente com um público mais elitizado, em uma sala de cinema do Conjunto Nacional, localizado nos Jardins, bairro ‘nobre’ da zona oeste.
O perfil pacato e conciliador do escritor não esconde uma vida marcada pela militância, que começou nos anos 1970, quando participou da luta pela independência de Moçambique, quando se juntou à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). Hoje, desencantado, não participa mais da vida político-partidária do país (promete nunca mais voltar a se envolver com partidos), mas o ativismo está presente em suas atividades como jornalista, biólogo (dirige uma empresa de estudos sobre impactos ambientais) e, sem dúvida, em suas obras.
Ativismo político
“Política é um assunto tão sério que não pode ser deixado só nas mãos dos políticos. Temos de reinventar uma maneira de fazer política, porque isso afeta a nós todos. Faço isso pela via da escrita, da literatura, já que me mantenho jornalista e colaboro com jornais. Também faço intervenções como visitar bairros pobres onde as pessoas não recebem meu tipo de mensagem. Essa é a minha militância”, explica.
Atualmente, afirma manter uma distância crítica do governo, controlado pela Frelimo desde a independência, em 1975. Para ele, a proximidade entre o discurso e a prática do partido se distanciaram, mas afirma não haver ressentimento ou sensação de traição, pois considera que esse fenômeno se reproduz em todo o mundo. Ao contrário, se diz grato por seu tempo de militância partidária. “Fazer política hoje exige grande criatividade, temos de saltar fora de modelos, mas o modelo de fazer política faliu. Em todo o lado do mundo. Então é preciso reinventar, ter imaginação. Para ter imaginação é preciso sair fora dos padrões que vemos”.






















