Vitrali Moema

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Neil Gaiman, criador do HQ ‘Sandman’, assina contrato com a Amazon

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O autor de várias obras de sucesso agora está no tima da Amazon
(foto: Gustavo Scatena/Divulgação)

Britânico desenvolverá conteúdo original para o streaming

Publicado no Correio Braziliense

O autor inglês Neil Gaiman assinou contrato global para produção de conteúdo original dos estúdios Amazon. De acordo com informações da própria empresa, a expectativa é que as ideias de Gaiman ganhem vida como produções globais.

Está não é a primeira vez que o britânico trabalhará com o streaming. Antes de assinar acordo de exclusividade, Gaiman já desenvolveu Good Omens com a empresa. A produção deve estrear no começo de 2019.

A Amazon não deu detalhes sobre as futuras produções que serão apresentadas por Gaiman, ou se alguma delas se refere ao trabalho já criado pelo inglês, como Sandman, Stardust ou Deuses americanos.

Por meio de nota, Jennifer Salke, presidente dos estúdios Amazon, comemorou a chegada de Gaiman ao time do streaming. “Neil Gaiman é um escritor fenomenalmente talentoso, que cria mundos que são atraentes, multidimensionais e narrativamente únicos. Seus fãs são ardentes, expressivos e apaixonados e temos a sorte de trazer sua visão talentosa para o público do Prime Video”, afirmou.

Já o autor, por sua vez, também se pronunciou por meio de nota oficial, comemorando a liberdade criativa de se trabalhar na Amazon: “O que me ajudou a decidir foi o quanto eu gostava de trabalhar com a equipe da Amazon em Good Omens. Eles são pessoas inteligentes, entusiasmadas e que não temiam que Good Omens fosse algo diferente, mas que eram tão determinados quanto eu a fazer algo tão único e excitante como a série é. Estou muito feliz por saber que terei uma casa na Amazon, onde posso fazer televisão da forma que ninguém viu antes”.

Confira as primeiras imagens da nova série de George R.R. Martin, o criador de “A Guerra dos Tronos”

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“Nightflyers” é uma produção de ficção científica do Syfy e que será distribuída pela Netflix.

Ricardo Farinha, no NiT

Em janeiro foi anunciado que a próxima série a contar uma história de George R.R. Martin, o escritor dos livros de “A Guerra dos Tronos”, seria “Nightflyers”. Esta terça-feira, 20 de março, foi revelado o primeiro trailer.

Não será a HBO que vai produzir, mas antes o SyFy, onde vai estrear nos EUA, em conjunto com a Netflix, que terá a distribuição internacional. No vídeo, George R.R. Martin descreve o projeto como “psicótico no espaço”. Já Jeff Buhler, o responsável por adaptar a história para televisão, disse numa entrevista à “USA Today” que seria uma espécie de “Alien” com um fantasma ou um ‘The Shining’ no espaço”.

A história não tem nada a ver com o universo dos sete reinos de Westeros. “Nightflyers” é um thriller de ficção científica publicado em 1980, e que deu origem a um filme em 1987.

O livro fala de uma expedição de oito cientistas e de um poderoso telepata que embarcam numa viagem até ao limite do sistema solar com a esperança de encontrar vida extraterrestre.

O Nightflyer é a nave espacial que, além do grupo de cientistas, leva uma pequena tripulação. Quando se desenrolam acontecimentos violentos, todos começam a questionar-se uns aos outros e a sobrevivência à viagem torna-se mais difícil do que o esperado.

O elenco inclui atores como Gretchen Mol, Eoin Macken, David Ajala, Sam Strike, Maya Eshet, Angus Sampson, Jodie Turner-Smith e Brian F. O’Byrne.

‘Diferente é bonito’, diz o criador da Escola Democrática

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Educação 360: o educador israelense Yaacov Hecht - Adriana Lorete / Agência O Globo

Educação 360: o educador israelense Yaacov Hecht – Adriana Lorete / Agência O Globo

Em palestra no Educação 360, o israelense Yaacov Hecht falou sobre como criou uma instituição em que os alunos decidem como estudar

Bruno Alfano, em O Globo

RIO – O israelense Yaacov Hecht não quer fazer educação fora da caixa. Quer mais: para ele, a caixa precisa ser jogada fora. O criador da Escola Democrática defende uma evolução na sala de aula. Para isso, sugere um rompimento com o modelo tradicional de educação. Assim, disse ele em sua palestra nesta sexta-feira no Educação 360, avançaremos da educação em pirâmide, em que a hierarquia é mais importante que o conhecimento, para um modelo em rede, em que o professor passa 80% do tempo aprendendo com os alunos e 20% ensinando.

– O diferente é bonito. Não quero que todos sejam como eu. Quero que cada um seja como é, cada um tenha a sua singularidade e liberdade para se expressar – diz o educador.

O congresso internacional é realizado pelos jornais O GLOBO e “Extra”, com parceria do Sesc, patrocínio de Fundação Telefônica, colégio pH e Fundação Itaú Social, apoio de Unesco, Unicef e Governo do Estado do Ceará, e parceria de mídia da TV Globo, do Canal Futura, da revista “Crescer”, da revista “Galileu” e do TechTudo.

Hecht criou, do palco, um grupo para a criação de uma Escola Democrática no Brasil depois que uma espectadora perguntou como ela poderia montar uma de suas unidades no país. Ele perguntou se havia mais interessados na plateia e cerca de 50 pessoas embarcaram dando nome, telefone e e-mail.

Para entender melhor essa história, é preciso resgatar as origens do projeto educacional de Hecht. A Escola Democrática foi criada por ele há 30 anos, em Israel. Desde então, já foram criadas outras 2 mil, em 60 países diferentes. A pedagogia do colégio é baseada em quatro pilares: aprendizado personalizado, onde cada aluno escolhe o quê, quando e onde aprender; formação de um microcosmos da sociedade democrática, com a formação de parlamentos e comitês que têm poder de decisão sobre questões como orçamento e planejamento da escola; programa de mentoria no qual o aluno escolhe um professor para ajudá-lo durante sua trajetória escolar; e os conteúdos sempre baseados nos direitos humanos.

– Cada pessoa é diferente. Cada indivíduo é bom em algumas coisas e ruim em outras. Mas todos são bons em aprender. O que acontece é que às vezes a gente decide ensinar aquilo em que essas pessoas não são boas. O principal ponto é descobrir o que cada um quer aprender. Cada pessoa precisa descobrir seu ponto forte – diz o israelense.

O educador, que tem dislexia, criou o modelo por uma frustração pessoal. Ele se sentia invisível na escola, pois não via sentido em ter que estudar todos os conteúdos, pois as pessoas que tinha como referência – pais e professores – eram bem sucedidas, mesmo não sabendo de tudo. Ainda por cima, não aguentava ficar sentado o tempo todo em sala.

– Quando eu saí, tinha uma meta muito clara. Queria construir uma escola para crianças como eu – resume. – No meu último ano na escola, descobri que amo aprender. Meu colégio não lidava com aprendizado. Aprender é fazer perguntas sem resposta. Quando você começa a entender, o universo é incrível. Na minha escola, o professor fazia as perguntas e havia as respostas certas. E eu questionava isso. Não acredito que as perguntas têm sempre uma resposta certa. Essa foi a coisa mais importante da minha vida. Foi o que me fez ser forte o suficiente para dizer: “Tchau, escola”.

A proposta de Hecht é avançada. Ele evoluiu seu método e criou a sala de aula 2.0. Nela, a escola trabalha no que o israelense acredita ser um novo paradigma mundial, que sai da pirâmide e parte para a rede. A pirâmide tem três regras: a hierarquia é mais importante do que o conhecimento; a competição entre alunos é importante; e ideias novas só vêm de cima.

– Na pirâmide, quem pensa diferente de você é uma pessoa burra. Quando você pensa em rede, reage de outra maneira. Se interessa pela forma como a outra pessoa pensa. Isso vem de uma origem muito profunda do judaísmo. No judaísmo, a primeira escola há 2 mil anos tinha a ideia de que você só podia aprender com quem pensa diferente de você. Eu acho que essa é a base do pensamento de rede. Todos aprendendo com todos.

As mudanças, diz ele, implicam também na estrutura física da escola. Hecht acredita ser impossível ficar muitas horas sentado numa sala. A ideia da nova sala de aula é que os alunos se ensinem e ensinem seus professores da mesma forma que aprendem com os docentes.

– O governo pode ter suas metas de aprendizado. E como aprender pode ser escolhido. Isso muda o papel do professor. Primeiro, ele tinha o conhecimento. Agora, cria redes na turma. O professor entende que os alunos também têm o que ensinar.

O escritor Tolkien

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Tolkien para além do turismo na Nova Zelândia, nacional-socialismo dos ogros e elfos católicos.

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Ramon S. Nunes, na Obvious

“Receio que eu esteja me atrasando cada vez mais com coisas que deveria fazer; mas não tem sido um bom ano. Foi apenas no final de agosto que me livrei do problema com meu ombro e meu braço direito. Percebi que não ser capaz de usar uma caneta ou um lápis é para mim tão frustrante quanto seria a perda do bico para uma galinha. Com os melhores votos,”

É conhecido o Tolkien criador de uma mitologia inglesa, o buraco de hobbit na folha em branco e a denúncia do industrialismo para o elogio de Beatles e hippies. São informações verdadeiras em algo e rasas. Alguns acrescentam orcs nazistas e Virgens Marias Élficas.

Tolkien foi um inglês. Nascido na África. Católico no sentido original da palavra Katolikos. Soldado poeta e professor de antiguidades. Tinha, como Bilbo, o mesmo prazer pela vida rural do “velho oeste do mundo”, um Bolseiro (Baggins), ou Suffield, e também um Tolkien, Tûk e Took, interessado desde pequeno no mundo e nas coisas contadas pelos homens; Homens, Histórias e Mitologias. Vida longa e difícil, duas guerras mundiais, carreira universitária respeitável, estar no alicerce da literatura popular junto de autores bem diferentes dele como Henry Miller, Ian Fleming e Poe. Mas o Tolkien escritor não será encontrado em uma formal análise de sua biografia.

Em Tolkien temos a grandeza longínqua de um mundo inteiro. Nas Cartas de Tolkien editadas por seu filho Christopher e no ensaio On Fairy-Stories (Sobre Histórias de Fadas, Conrad 2006) o próprio Tolkien conversa sobre a sua fortuna literária. Contrapartida, analistas como Corey Olsen colaboram para um olhar distante e crítico (Explorando o Universo do Hobbit, Lafonte 2012). Leituras que servem para sair do “Tolkien alegórico” dos hobbits no papel e hippies.

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“Minhas opiniões políticas tendem cada vez mais para a anarquia (filosoficamente compreendida como significando a abolição do controle, não homens barbados com bombas) — ou para a monarquia “inconstitucional””

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Um típico jovem eduardiano (Carta 43) bucólico e sentimental (Carta 45) que precisou enfrentar os horrores da guerra de trincheiras e ver o filho em uma guerra nuclear (Cartas 78, 131, 181). Um choque muito grande e que contribuiu para a sua visão católica (45, 52, 96, 153) de um inerente declínio (5, 53) da Cidade dos Homens, a sociedade em geral, apesar dos esforços possíveis dos bons, simples e justos. Ou daqueles que tentam ser bons, simples e justos no mundo decadente. Também um homem sociável, amante da troca de experiências literárias e dos clubes (132, 350), entusiasmado pelas lendas arturianas (222) e pela literatura de ficção. Apesar de inimigo do comercialismo voraz (13, 79) – e até do tipo de tratamento que a sua obra recebe e é vista por muitos (capítulo Crianças do seu ensaio). A dolorosamente longa e individual escrita de sua “mitologia” (25, 59, 137, 248, 259) como uma jornada de vida como a de Frodo. E uma advertência: não tentem me reduzir! (163, 229, 346).

A Fantasia aspira à destreza élfica, o Encantamento, e quando bem-sucedida aproxima-se mais dele do que todas as formas da arte humana. No coração de muitas histórias de elfos feitas pelos homens reside, aberto ou oculto, puro ou misturado, o desejo por uma arte subcriativa viva e realizada, que (por muito que se lhe assemelhe no exterior) é internamente bem diferente da avidez por poder centrado em si mesmo que é o sinal do simples Mágico. E desse desejo que os elfos, em sua melhor parte (mas ainda assim perigosa), são feitos principalmente. E é deles que podemos aprender o desejo e a aspiração central da Fantasia humana – mesmo que os elfos sejam, e ainda mais na medida em que sejam, somente um produto da própria Fantasia. O desejo criativo só é enganado por imitações, sejam os artifícios, inocentes, mas desajeitados, do dramaturgo humano, sejam as fraudes malévolas dos mágicos. Nesse mundo, para os homens, ele é impossível de ser satisfeito, e portanto imperecível. Incorrupto, ele não busca ilusão nem feitiço ou dominação, mas enriquecimento compartilhado, parceiros no fazer e no deleite, não escravos

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John Ronald Reuel Tolkien foi um poeta da guerra. Cadete da King Edward’s School (foto de 1907), veterano da Batalha do Somme. Companheiro em armas dos sentimentos de Wilfred Owen, Sassoon, Isaac Rosenberg e Robert Graves. Da ortodoxia de Chesterton. Em seus pensamentos, George MacDonald, C.S. Lewis, Andrew Lang, a visão de um “oeste gentil” pelo qual lutou e escreveu, fantasiou no mais alto sentido, toda a vida: sua mitopeia.

Tolkien não foi o pai da mitopeia, os discursos platônicos talvez, porém o seu conceituador. Uma “mitologia menor”, criação secundária de um subcriador, uma pequena realidade estética, um pequeno mundo dentro do mundo maior, consistente e abrangente, não uma alegoria, a reconstrução voluntária e individual do ímpeto fantástico com o qual todas as narrativas épicas e religiões compartilham origem. Os nossos atuais “universo expandido de”, “mundinho”, “suspensão de descrença”, “consistência interior”, além, “arte multimídia”, “universo compartilhado”. Ele clarifica toda a literatura de ficção, o mundo não é assombrado por demônios e sim por perspectivas do Deslumbramento e do fantástico (sendo para ele a ressurreição de Cristo a fantasia soberana). O conceito dele de eucatástrofe merece não só um artigo como um livro inteiro, assim como o evangelium. Ele também consolidou o uso atual das mitologias setentrionais (northern, não nordic) com o seu conceito de elfos (fadas), orcs (goblins) e cenários. Do Material da Bretanha e dos ciclos escandinavos reimaginou um cenário fantástico comum largamente utilizado em livros, jogos e filmes (mitopeia). Muito além dos seus próprios intentos ele redefiniu uma grande camarada da literatura popular, a ficção fantástica. Um hobbit para todos surpreender*.

“Nascemos em uma era sombria fora do tempo devido (para nós). Porém, há este consolo: de outro modo não saberíamos, ou muito amaríamos, o que amamos. Imagino que o peixe fora d’água é o único peixe a ter uma noção da água”

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10 coisas que você provavelmente não sabe sobre J. R. R. Tolkien

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Ian Castelli, no Mega Curioso

John Ronald Reuel Tokien, ou simplesmente J. R. R. Tolkien, é o homem brilhante que criou o mundo fantástico por trás de obras como “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “O Silmarillion”. Se você não leu os livros dele, você provavelmente já viu alguns dos filmes baseados no rico universo inventado por Tolkien décadas atrás.

Apesar de as suas obras serem extremamente populares, existem muitas pessoas que não conhecem alguns fatos curiosos sobre o Professor Tolkien, como é chamado até hoje pelos seus fãs.

O site Mental Floss reuniu algumas dessas características e nós trazemos esse breve apanhado para vocês também. Quão bem você conhece o criador da Terra-Média, Valinor e Arda no geral? Veja alguns fatos interessantes logo abaixo:

1 – Não foi considerado um típico professor inglês

Tolkien foi um renomado linguista com especialidade em Inglês Antigo e Nórdico Antigo, sendo professor da Universidade de Oxford de 1925 até 1959. Ele foi reconhecido pela quantidade de aulas que ministrou na Universidade, sempre muito além do que o seu contrato demandava. Porém, o mais interessante é o jeito que as aulas de Tolkien possuíam.

Apesar de ser bastante quieto e tímido em público, nas salas Tolkien se transformava com aulas consideradas dinâmicas para a época. Relatos dizem que ele foi a festas em Oxford fantasiado de urso polar, perseguiu um vizinho vestido de guerreiro anglo-saxão com um machado, entre outras histórias. Um aluno dele comentou no passado: “Ele consegue transformar uma sala de aula em um salão de hidromel”.

2 – Não gostou muito de adaptações dos livros

Tolkien foi professor primeiro e depois se tornou escritor, um processo lento e que levou muitos anos para estabelecer os mitos do universo criado por ele. Quando o material publicado fez sucesso, o professor ficou bastante feliz e surpreso, porém recusou várias propostas para adaptar os livros e seus escritos no início – principalmente porque ele achou que essas adaptações não capturavam o escopo épico e nobre das histórias. É no mínimo curioso imaginar o que Tolkien acharia dos filmes dirigidos por Peter Jackson hoje…

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3 – Apaixonado pela profissão

Escrever os livros da Terra-Média foi algo importante para Tolkien, porém não foi seu trabalho principal. O essencial para ele foi ser professor na Universidade de Oxford, sendo que dedicava bastante tempo com os estudos literários e traduções de obras antigas do inglês.

4 – Um homem bastante romântico

Aos 16 anos, Tolkien se apaixonou por Edith Bratt. Contudo, por Tolkien ser católico e Edith protestante, um padre proibiu que os dois se encontrassem até o jovem completar 21 anos. Ao atingir a idade, Tolkien se encontrou com Edith e os dois puderam se conhecer melhor. Posteriormente, ela terminou o noivado e se converteu ao catolicismo para que os dois pudessem se casar. Eles ficaram juntos até o final de suas vidas e o túmulo de ambos é compartilhado, sendo que ele possui os nomes “Beren” e “Luthien” gravados também – referência a uma das histórias românticas mais emocionantes e épicas já escritas por ele.

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5 – Alguns desentendimentos com C. S. Lewis

Tolkien e Lewis, autor de “As Crônicas de Nárnia”, são frequentemente chamados de melhores amigos, e realmente todos os indícios apontam que os dois escritores compartilhavam muitas coisas em comum. Contudo, quando Lewis supostamente teve alguns comportamentos considerados anticatólicos, como namorar uma mulher americana divorciada (algo bastante negativo na época), o relacionamento dos dois esfriou.

Tolkien lamentou a separação deles e, quando Lewis faleceu, o professor já idoso escreveu uma carta a sua filha com os seguintes dizeres: “Até o momento eu me sinto como uma árvore velha que está perdendo todas as suas folhas uma por uma, porém isso parece um golpe de machado nas raízes” – comentou, referindo-se à morte de Lewis.

6 – As guerras influenciaram Tolkien drasticamente

J. R. R. Tolkien lutou na Primeira Guerra Mundial em uma das batalhas mais intensas e agressivas desse período, conhecida como Batalha de Somme. Muitas das privações que Frodo e Sam passaram no caminho até Mordor refletem um pouco dos horrores que Tolkien viveu nos confrontos reais nas trincheiras. Vários de seus amigos morreram na época ao seu lado, o que fez com que essas tragédias inspirassem algumas das coisas que vemos em “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “O Silmarillion”.

7 – Ele inventou línguas novas por diversão

Como Tolkien foi um filólogo e estudou as mais variadas línguas e seus efeitos culturais, ele manteve seu cérebro exercitado ao desenvolver suas próprias línguas que utilizou nas obras (como os idiomas élficos que possuem suas próprias vertentes, o Quenya e o Sindarin). Inclusive, Tolkien escreveu poemas e músicas nessas línguas fictícias, como modo de agregar aspectos culturais a elas.

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8 – Muitas das obras foram publicadas após sua morte

Se você escrever algum livro ficará feliz ao publicá-lo enquanto estiver vivo, porém no caso de Tolkien muitos livros foram lançados depois que ele faleceu. Apesar de obras como “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” terem chego às prateleiras enquanto ele estava vivo, muito mais livros foram editados com base nas extensas anotações que o professor fez sobre o universo de Arda, Valinor e a Terra-Média e publicados posteriormente.

O seu filho, Christopher Tolkien, foi o responsável por reunir essas anotações e editá-las em formato de livros que complementam o mundo criado pelo seu pai. “A História da Terra-Média”, “Contos Inacabados”, “Os Filhos de Húrin”, “O Silmarillion” e “A Lenda de Sugurd e Gudrún” são alguns desses exemplos.

9 – Tolkien não gostava dos nazistas como eles gostavam dele

Os trabalhos de Tolkien na reconstrução do Nórdico Antigo e das lendas germânicas eram extremamente populares entre os nazistas, que tentavam recuperar parte da cultura anciã germânica durante o período de Hitler. Entretanto, o professor disse publicamente ter aversão aos nazistas e à Hitler, inclusive considerando proibir a tradução de “O Hobbit” para o alemão depois que o editor pediu para ele certificar que era um “homem ariano”.

Em uma carta que Tolkien escreveu ao seu filho, ele comentou: “Eu tenho nessa Segunda Guerra um rancor que provavelmente me faria um melhor soldado aos 49 anos do que fui aos 22. Aquele pequeno ignorante Adolf Hitler… Arruinando, pervertendo, aplicando de modo errado o nobre espírito do norte, uma contribuição suprema para a Europa que eu sempre amei e tentei apresentar na sua verdadeira luz”.

10 – Um fã de clubes de estudos

Onde quer que fosse, Tolkien sempre participou e fundou os mais variados clubes de estudo, que normalmente se enchiam após as aulas. Quando foi professor da Universidade de Leeds, ele criou o Viking Club. Já nos eu período em Oxford, ele fundou os Inklings, um grupo focado na discussão literária.

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