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Conheça a história de superação de J.K.Rowling, criadora da série Harry Potter

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A escritora, que passou por desemprego e dificuldades, tornou-se a primeira pessoa a ficar bilionária vendendo livros.

Debora Carvalho, no Blasting News

Joanne Rowling, atualmente conhecida pelo pseudônimo #J.K.Rowling, nasceu em 31 de julho de 1965, em Chipping Sodbury, nas proximidades de Bristol, na Inglaterra. Talvez por um capricho da autora, ou por considerá-lo uma espécie de alter ego, o bruxinho #Harry Potter, sua maior criação, e o principal responsável pela fama de Rowling, também nasceu em um dia 31 de julho.

J.K. Rowling conta que sempre teve muita imaginação e que gostava de escrever desde criança. Ela e sua irmã, Di, costumavam brincar de fazer mágicas e encenavam peças de teatro. Rowling se lembra da primeira história que escreveu: ”era sobre um coelho. Eu tinha 6 anos.”, conta.

Na mesma rua em que Joanne morava com sua família, morava uma família de sobrenome Potter. Na casa, viviam Ian e Vicky Potter, que costumavam brincar com Joanne e sua irmã. Apenas muitos anos depois, Joanne viria a se lembrar dos vizinhos da infância, quando, durante uma viagem de trem, a ideia mais incrível de sua vida lhe veio à mente – a história de um menino, de sobrenome Potter.

Joanne se formou em língua francesa pela Universidade de Exeter; seus pais desejavam que a filha fosse secretária bilíngue. Joanne, no entanto, percebeu logo que não levava jeito para a profissão, e frequentemente, deixava de fazer as atas das reuniões para rabiscar histórias nos papéis.

Foi em 1990, durante uma viagem de trem de Manchester até Londres, que a ideia mais incrível de J.K.Rowling veio à tona. Seu trem estava quatro horas atrasado, e foi durante este tempo que ela desenvolveu a história de Harry Potter, um menino órfão aparentemente comum, que aos 11 anos, descobre que é um bruxo. Joanne conta que passou todo o tempo da viagem apenas pensando em como a história se desenvolveria, pois não tinha nem caneta e nem papel para anotá-la.

Em dezembro de 1990, um triste acontecimento se abateu sobre Rowling. Sua mãe, portadora de esclerose múltipla, veio a falecer. Após o acontecimento, Joanne ficou muito abalada e resolveu passar um tempo vivendo na cidade do Porto, em Portugal, onde passou a ministrar aulas de inglês. Nessa época, ela elaborou seu plano inicial para a história de Harry Potter: seriam sete #Livros, que corresponderiam aos sete anos de Harry na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Em Portugal Joanne se casou e teve uma filha, Jéssica; porém seu casamento com o jornalista Jorge Arantes foi bastante conturbado, e eles se separaram quando Jéssica ainda era bebê. Joanne se mudou com Jéssica para Edimburgo, na Escócia, em 1994. Chegou a desenvolver depressão, pois não tinha perspectiva de carreira e nem dinheiro, já que dependia inteiramente do seguro-desemprego oferecido pelo governo britânico, mas estava determinada a terminar seu primeiro livro. Joanne cuidava da filha durante a maior parte do dia, e quando a menina dormia, colocava-a em um carrinho de bebê e sentava-se para escrever em um café próximo à seu apartamento. Foi neste café, que enfim, Rowling terminou de escrever o primeiro volume da série Harry Potter.

Rowling enviou o manuscrito a um agente literário, que enviou o texto de volta à Joanne com uma carta educada de recusa. A autora, no entanto, não desistiu e enviou o manuscrito a Christopher Little, agente literário que encaminhou a obra à editora Bloomsbury. A editora sugeriu que a escritora usasse suas iniciais em vez de seu nome, para evitar que os leitores meninos tivessem algum tipo de preconceito com um livro escrito por uma mulher. Joanne, então, pegou emprestada a letra ‘K’ do nome de sua avó favorita, Kathleen. E assim nascia J.K.Rowling.

A revista Forbes nomeou Rowling como a primeira pessoa a se tornar bilionária escrevendo livros. A autora, no entanto, doou tanto dinheiro à caridade que hoje já não faz mais parte da lista de bilionários da Forbes. Mesmo assim, Joanne ainda possui uma fortuna estimada em US$ 840 milhões, além de uma história inspiradora de superação.

P.D. James, autora de livros policiais, morre aos 94 anos

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Best-seller britânica era conhecida como ‘a baronesa do crime’.
Criadora do inspetor Adam Dalgliesh foi adaptada para cinema e TV.

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

Publicado no G1

A escritora inglesa P.D. James, um dos maiores nomes da literatura policial e criadora do inspetor Adam Dalgliesh, morreu nesta quinta-feira (27) aos 94 anos. “Com grande tristeza, a família da escritora P.D. James, baronesa James de Holland Park, anuncia que ela morreu pacificamente em sua residência de Oxford’, diz um comunicado da editora Faber & Faber. A causa não foi divulgada.

Nascida Phyllis Dorothy James em 3 de agosto de 1920 e estreou na literatura aos 42 anos de idade, com “O enigma de Sally” (1962). Editada no Brasil pela Companhia das Letras, a obra já trazia o inspetor Dalgliesh. A mesma editora publicou outros 15 volumes da autora. O selo Três Estrelas editou em 2012 o ensaio “Segredos do romance policial”.

P.D. James escreveu 20 obras e vendeu milhões ao redor do mundo. Boa parte de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. Um deles é o longa “Filhos da esperança” (2006), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine e Chiwetel Ejiofor.

O perfil de P.D. James no site da editora Faber & Faber informa que, entre 1949 e 1968, ela trabalhou no National Health Service, o serviço saúde da Grã-Bretanha. Depois, foi funcionária do departamento de polícia do ministério do Interior. James usou essa experiência em seus livros.

Ao longo da carreira, ela venceu alguns dos principais prêmios do seu gênero literário. Dentre os destaques, estão o Diamond Dagger from British Crime Writers em 1987 e o Grand Master Award from Mystery Writers of America em 1999. Em 2008, James entrou no International Crime Writing Hall of Fame. Além disso, em 1991 recebeu o título de baronesa.

Seu livro mais recente é “Death comes to Pemberley” (2011) e virou série de TV da BBC. A trama é uma continuação do clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen. Em 2000, para celebrar seus 80 anos, P.D. James lançou a autobiografia “Time to be in earnest”.

 

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