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Educar é um exercício de criatividade

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 Paulo Whitaker / Reuters Manter crianças atentas e motivadas é uma habilidade multifacetada, sem fórmula única a ser seguida.

Paulo Whitaker / Reuters
Manter crianças atentas e motivadas é uma habilidade multifacetada, sem fórmula única a ser seguida.

Educadores devem ser, acima de tudo, bons comunicadores. E bons comunicadores usam todos os recursos necessários, com criatividade e novidades, para manter o público interessado e atento.

Michele Muller, no HuffpostBrasil

Após analisar dados referentes a quase 510 mil crianças ao longo de uma década, pesquisadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública concluíram que os mais novos da sala têm quase o dobro de chance de serem medicados com estimulantes se forem meninas. E, se forem meninos, a probabilidade aumenta em cerca de 40%.

Resultados semelhantes já foram colhidos em investigações realizadas na Alemanha, Canadá, Espanha e Israel, não deixando dúvidas: uma quantidade alarmante de crianças, no mundo todo, tem sua imaturidade avaliada como transtorno neurológico e tratada com psicotrópicos.

Se as estratégias utilizadas para ensinar as crianças pudessem ser avaliadas com a mesma precisão com que se cruzam dados de calendários e diagnósticos, sem dúvida encontraríamos um fator ainda mais fortemente relacionado aos problemas de atenção.

Os maiores índices de alunos com dificuldades para se concentrar provavelmente proviriam de escolas que não incentivam ações criativas e priorizam a quantidade de conteúdo sobre a forma como são conduzidas as aulas. Muitos esforços são dirigidos para que as crianças se adaptem ao sistema educacional, quando o mais urgente é adaptar o sistema educacional a elas.

Poderíamos colocar em discussão disciplinas, grades horárias, quantidade e teor de conteúdo, arquitetura das escolas, métodos de ensino, sistemas de avaliação e outros tantos fatores que compõem a fórmula imprecisa de uma educação de qualidade.

Encontramos variações de tudo isso com mais ou menos sucesso, sempre dentro de limites traçados por processos legais e burocráticos e, portanto, lentos. Mas se restringirmos a discussão a fatores mais tangíveis e não menos impactantes, dependentes apenas de mudanças de perspectivas e posturas na hora de ensinar, já podemos alcançar grandes resultados em curto prazo.

Os ensinamentos que conseguimos transformar em brincadeira, com a participação ativa das crianças, são aprendidos com atenção e comprometimento, independentemente do nível de maturidade. Todas as obrigações das quais elas escapam diariamente, para desespero dos pais e professores, também são magicamente cumpridas quando transformadas em desafios. Mas para isso precisamos reinventar a forma como costumamos impor tarefas e ensinar.

Muitas vezes, temos que lançar disputas, inverter papéis, estabelecer limites de tempo, contar pontos, lançar adivinhas, criar charadas. Enfim, precisamos rever os hábitos desgastantes e pouco eficientes de exigir atenção a longos discursos verbais e de repetir gritando as ordens desobedecidas. Ao invés disso, podemos inventar novas regras e maneiras de ensinar, de preferência divertidas, num exercício constante de criatividade.

Crianças são naturalmente atraídas pelo inesperado. Adoram ser surpreendidas, são fascinadas pelo incomum e motivadas pela criatividade – que pode ser muito divertida, mas exige atitudes que nos tiram do conforto da rotina e de tudo o que é feito com o mínimo de esforço possível.

Ser criativo implica abandonar velhos conceitos e investir mais energia em tarefas que realizamos automaticamente – mudanças que desafiam o comodismo ao qual nos apegamos na vida adulta e colocam em questão também a necessidade de avaliarmos nossas prioridades. Ou seja, a via para chegar a soluções criativas nunca é a mais fácil. Mas quem disse que educar é fácil?

O ensino não acontece sem uma comunicação eficaz. Bons pais e bons professores são, acima de tudo, bons comunicadores. E todo o bom comunicador é necessariamente criativo: sempre vai procurar fugir do óbvio em seu discurso. Afinal, sua intenção é, acima de tudo, é manter a atenção do ouvinte e, para isso, sabe que deve surpreendê-lo constantemente.

Um bom comunicador deve se instigar a identificação emocional de seu ouvinte com o conteúdo e a interação com as informações. Se um meio de comunicação não consegue manter a atenção do leitor ou do espectador, nem consegue informá-lo de forma clara, certamente vai buscar novas maneiras de narrar os fatos. Culpar o público e insistir no formato que não foi aceito não irá evitar o fracasso do veículo. A educação não deveria funcionar de maneira diferente. Nem em casa, nem na escola.

Como tudo o que depende de criatividade, manter crianças atentas e motivadas é uma habilidade multifacetada, sem fórmula única a ser seguida. Mas muitas das estratégias usadas pelos meios de comunicação podem nos servir como inspiração: adequar o vocabulário ao nível de conhecimento do leitor ou ouvinte; usar infográficos, imagens, ilustrações; retomar o assunto desde o começo para situar o público no tempo, espaço e contexto; ouvir os dois lados; permitir questionamentos, discussões, diálogos; buscar, na vida e na literatura, personagens e histórias que ilustrem o assunto; promover polêmicas e questionamentos.

Pensamento crítico e criatividade não costumam ser produtos da leitura restrita a livros didáticos e apostilas. Muito mais provável que se desenvolvam nos momentos em que os livros são fechados e as longas explicações – destinadas a serem esquecidas – trocadas por atividades que envolvem o engajamento das crianças.

Quando nos comprometemos em estabelecer uma comunicação eficaz com as crianças, a imaturidade que impede muitos de sentarem quietos para ouvir passivamente deixa de ser considerada um problema e transforma-se em um desafio saudável à nossa criatividade.

O que é escrita criativa e como ela pode salvar qualquer carreira

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Mulher digitando texto em máquina de escrever (peshkov/Thinkstock)

Mulher digitando texto em máquina de escrever (peshkov/Thinkstock)

 

Cursos de redação literária podem trazer um salto para a sua vida profissional — mesmo que você não queira ser o próximo Machado de Assis

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Se você bater os olhos na definição de “escrita criativa”, dificilmente achará que ela tem alguma coisa a ver com o trabalho de um administrador, médico, contador ou empresário — ou qualquer outro profissional que não atue no universo da literatura.

Faça o teste: “campo de estudo acadêmico que nos permite investigar, refletir e teorizar sobre o texto literário, a partir da prática”, define o escritor gaúcho Reginaldo Pujol Filho, coordenador do curso de criação textual “.TXT” na escola Perestroika e autor do livro “Só faltou o título” (Record, 2015).

A atividade se refere a “tudo que é escrito de modo criativo, ou seja, nem técnico, nem copiado”, explica o jornalista Ronaldo Bressane, autor do romance “Escalpo” (Reformatório, 2017) e professor de cursos sobre narrativas breves.

Bulas de remédio, manuais, teses acadêmicas e livros científicos não se encaixam no conceito; já poemas, crônicas, contos, romances e roteiros de cinema, sim.

Até aí, parece razoável que cursos de escrita criativa só interessem a quem ambiciona ser artista. Na prática, porém, Pujol e Bressane dizem que suas aulas também são frequentadas por figuras que não têm nada a ver com o universo das letras.

São chefs de cozinha, engenheiros, advogados, contadores, médicos e psicólogos. Sem aspirações literárias, profissionais de áreas tão heterogêneas como saúde, finanças e gastronomia também pagam para aprender a fazer redações menos previsíveis.

Mas por quê?

A resposta varia. “Tenho alunos advogados que buscam os cursos para fugir do jargão jurídico; engenheiros e contadores que querem ‘pensar fora da caixa’; cozinheiros que pretendem dar mais sabor à descrição de suas receitas; modelos que desejam contar com riqueza suas desventuras pelo mundo da moda; médicos e psicólogos que querem colocar no papel as experiências estranhas a que tiveram acesso”, explica Bressane.

Entre pupilos e colegas, Pujol conta que encontrou uma imensa diversidade de interessados em cursos de escrita criativa, inclusive do ponto de vista etário. “Já me deparei com todas as faixas de idade, dos 17 aos 80 anos”, afirma. “Vejo gente querendo avidamente escrever literatura, gente preocupada em publicar um livro, mas também gente que encara tudo isso como um passatempo, mas sem ambições de fazer uma carreira artística”.

Segundo Pujol, um dos grandes benefícios do curso de escrita criativa é aprender a ler melhor. “A prática de ler e criticar textos de colegas para além do ‘gostei’, ‘chato’, ‘legal’ obriga a pessoa a pensar nos efeitos que a leitura provoca nela, e certamente o seu modo de ler se transforma”.

Bressane também diz que muitos alunos descobrem nas técnicas de redação criativa uma fonte inesgotável para algo que faz falta no cotidiano de qualquer profissão: concentração.

“Somos a geração da distração, porque é difícil segurar a atenção em uma coisa só quando temos gadgets tecnológicos nos dispersando o tempo todo”, diz o professor. “Sem querer, o curso de escrita criativa traz foco, porque garantir algumas horas de concentração total sobre uma história que você mesmo escreveu é algo muito desafiador”.

Vida real ou ficção?

Além de prazer pela leitura, concentração e criatividade, esse tipo de curso também pode enriquecer a vida de um profissional de qualquer área com doses cavalares de empatia, um recurso indispensável para travar boas relações dentro e fora do trabalho.

“Tentar dar voz a personagens diferentes de nós, exercitar olhares sobre o mundo que não sejam o nosso, tentar criar mundos, vidas diferentes das nossas, acredito, é um exercício de tentativa de alteridade”, diz Pujol. “A escrita literária é, em si, um exercício de empatia, mesmo que utópico”.

Um estudo do psicólogo Keith Oatley, professor emérito da Universidade de Toronto, confirma essa tese. Segundo o trabalho, publicado na revista “Trends in Cognitive Sciences”, ler ficção ajuda a compreender melhor os seres humanos e suas intenções — e isso vale tanto para personagens fictícios quanto para pessoas reais que convivem com você.

O treino em redação criativa também apresenta exercícios específicos para se colocar na pele do outro. Frequentemente o aluno deve criticar a produção de seus colegas, e não consegue fazer isso se não se esforçar para imaginar o que o outro se propôs a escrever.

“Se não entendermos a motivação do colega, não estaremos ajudando em nada”, explica. “Precisamos ter uma abertura aos projetos e ideias de uma outra pessoa, o que é um esforço de empatia também”.

Escritores (e leitores) do mundo

Seja para escrever um simples e-mail ou fazer uma apresentação no trabalho, qualquer profissional precisa articular raciocínios e contar histórias de uma maneira interessante.

Ter contato com técnicas de produção literária também pode ser útil, nesse sentido, ao despertar a sua sensibilidade estética para a riqueza das palavras com seus ritmos, sons e sentidos.

Nas palavras de Pujol, exercitar a escrita criativa é útil para qualquer pessoa porque permite que o aluno se torne um leitor melhor dos seus próprios textos e dos alheios, e também um “leitor do mundo”.

A oportunidade também vale para fugir de uma mentalidade excessivamente pragmática, que visa ao resultado imediato e à “busca pela resposta certa, que nos sufoca desde as provas do colégio até o mercado de trabalho”.

Bressane conta que, no começo, achava estranho haver tanta procura por cursos de escrita criativa — supondo, aí, que o interesse se limitasse ao pequeno círculo de aspirantes a escritores no Brasil.

“Depois notei que mesmo os alunos que não têm ambições literárias querem exercitar a sua capacidade de contar histórias de modo criativo e garantir seu domínio sobre a linguagem”, afirma.

Para o professor, a redação é “muito mal cuidada pelo ensino no Brasil” e deveria ser uma questão prioritária, como a matemática. “Quem não sabe narrar sua própria vida de modo intrigante não é dono dela, assim como quem vai mal em matemática na escola gere pessimamente sua vida financeira”, conclui.

4 formas de incentivar a leitura nas crianças

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Leitura

Publicado no Agora MS

Quem já teve a oportunidade de perder-se entre as páginas de um livro sabe que a leitura é uma das melhores atividades para quem deseja momentos relaxantes, prazerosos e cheios de aprendizado. Um livro tem o poder de transportar a mente para dimensões únicas, além de ser uma excelente fonte de inspiração para a criatividade. Entre os diversos capítulos de uma obra, o leitor passa a enxergar a vida de uma maneira diferente e a estimular seu pensamento reflexivo.

Para as crianças, esses benefícios são ainda mais preciosos. Incentivar o hábito da leitura, desde cedo, é muito importante pois é, durante a infância, que os pequenos começam a se desenvolver física e cognitivamente. Além disso, essa é uma fase de descoberta em que as crianças aprendem a distinção entre aquilo que é correto e aquilo que não é, e também iniciam o processo de alfabetização e conhecimento de mundo. Pensando nisso, reunimos algumas dicas para ajudar a você a incentivar o hábito de leitura no seu pequeno. Confira!

1 – Não obrigue a criança a ler

O primeiro passo é evitar qualquer tipo de obrigação relacionada à essa atividade. Os pequenos devem se sentir interessados pela leitura e enxergá-la como algo prazeroso. Por isso, a dica é que os próprios pais comecem a ler para os seus filhos, até mesmo para aqueles que já iniciaram o processo de alfabetização. Observando o entusiasmo dos pais, as crianças ficarão ainda mais interessadas pelo livro.

2 – Encontre o tipo de leitura que o seu filho gosta

Levar em conta o gosto da criança é um ponto-chave para incentivar a leitura. Por isso, é fundamental conversar com o seu filho sobre suas preferências ou levá-lo para escolher algum livro na seção infantil da biblioteca ou livraria. Se a criança se interessa por pintura, por exemplo, um livro de colorir pode ser uma boa pedida.

3 – Escolha o livro apropriado para a idade

Um fator fundamental para incentivar a leitura é fazer a escolha do livro de acordo com a idade da criança. Antes da alfabetização, os pequenos tendem a ter um contato visual e a querer sentir os livros com as próprias mãos. Nessa fase, edições de livros coloridos e feitos de plástico são ideais. Já com o início da alfabetização, é indicado que os pais adotem um método de leitura alternada, ou seja, deixar o filho ler uma parte da história e o pai a outra. Nesse momento, prefira livros que tenham um equilíbrio entre a escrita e as ilustrações.

Para não errar na escolha das obras, uma boa opção é assinar um clube do livro e, assim, receber títulos adequados para a idade do seu filho. A Leiturinha é um exemplo de clube de assinatura de livros infantis. O clube conta com uma equipe de curadoria, composta por profissionais especializados na área de pedagogia e psicologia, que seleciona os livros apropriados para a idade de cada criança.

4 -Estimule o interesse para a criação de histórias

Mesmo após a alfabetização, é fundamental a participação dos pais para que os pequenos continuem envolvidos com a leitura. A última dica, então, é instigar a criação de histórias para que os pequenos criem suas próprias narrativas e, quem sabe, até seus próprios livros. Assim, a criança desenvolverá a capacidade cognitiva, criativa e ficará ainda mais interessada por livros.

Artista cria pinturas impressionantes usando livros como telas

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Publicado no Boa Informação

Um artista pra lá de talentoso cria imagens surpreendentes usando vários livros como telas.

É isso mesmo! Mike Stiller mostra toda a sua arte através do posicionamento dos livros, “pintando” de um jeito bem diferente do que estamos acostumados a ver por aí.

Abaixo, você pode conferir um pouco de seu incrível trabalho.

Dá só uma olhadinha:

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“Leitura profunda é tudo aquilo que desafia o seu cérebro a pensar”

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cerebro

Confira entrevista com Susan Reynolds, escritora da área científica

Irinêo Baptista Netto, na Gazeta do Povo

Susan Reynolds é escritora com experiência em temas científicos. O livro mais recente dela, “Fire Up Your Writing Brain” (“Acione seu cérebro de escritor”), cita pesquisas de neurociência para falar sobre o que se sabe a respeito de criatividade e escrita. Ela é colaboradora da revista “Psychology Today” e vive em Boston, no estado de Massachusetts (EUA). Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, ela faz uma defesa da escrita feita à mão com letra cursiva para estimular o cérebro.

O que acontece com o cérebro de uma pessoa que nunca pratica “leitura profunda”?

Não acontece nada, mas neurocientistas sabem que aqueles que a praticam têm vários benefícios, sobretudo uma habilidade maior para ser empático e compassivo. Ler textos complexos – como poesia, ficção de qualidade e não ficção desafiadora, ou mesmo análises aprofundadas – ajudam o cérebro na habilidade de pensar em níveis mais complexos. Diferente da leitura superficial ou leve – como a que a gente faz quando só passa os olhos pelas chamadas de um site ou lendo textos curtos, ou lendo apenas ficção mais leve e “fofa” (ficção sem substância) –, a leitura profunda põe para funcionar as funções cognitivas complexas do córtex cerebral [ligado ao pensamento, à memória e à consciência]. Qualquer leitura que faça você pensar constrói, cria estruturas e reforça as conexões neuronais no córtex cerebral. Leituras rasas basicamente “entram por um ouvido e saem pelo outro”, com pouco ou nenhum impacto duradouro. É só um passo além de assistir à televisão, que não gera nenhum benefício para o cérebro.

Escrever pode ajudar alguém a ser um humano mais completo? Ou é melhor deixar a escrita para os escritores?

Já mostraram que escrever é um meio eficiente de curar feridas emocionais. O processo de colocar suas emoções numa página por meio da escrita parece diminuir a atividade cerebral relacionada ao estresse e aumentar a liberação de neurotransmissores que acalmam o cérebro. Escrever pode servir como uma meditação para todo mundo, particularmente se você adotar introspecção e usar letra cursiva – está provado que ela desacelera o processo de raciocínio e ajuda a acessar sentimentos reprimidos. Assim como é muito mais impactante ver a versão de um poema escrito à mão pelo poeta, é mais impactante para o cérebro se você escreve à mão usando letra cursiva e de modo reflexivo. É uma ótima forma de explorar sentimentos mais profundos e com clareza. E também se você pesquisa um tópico, estuda e reflete sobre as informações que acumula, e depois escreve algo original como resultado desse processo, você está ampliando a habilidade que o seu cérebro tem para pensar.

Você pode explicar o que é “leitura profunda”?

Leitura profunda é tudo aquilo que desafia o seu cérebro a pensar, a refletir, que faz você lutar para assimilar a informação, para aprender. Podem ser poemas (que se relacionam com sentimentos e estimulam introspecção e reflexão), artigos científicos (que engajam o córtex cerebral), trabalhos literários de ficção – especialmente aqueles que lidam com sentimentos profundos, que têm pensamentos e frases complexos, e que exigem mais do cérebro (algo que faça você procurar palavras no dicionário, por exemplo) –, ou algo que faça você prestar muita atenção e parar para pensar. Se você estuda uma língua estrangeira, ler livros nessa língua pode ser um grande desafio. Se você tem dificuldade de entender matemática ou ciência, ler artigos ou livros sobre esses assuntos que façam você diminuir o ritmo o suficiente para assimilar o que está sendo dito seriam ótimas formas de “leitura profunda”.

Cada vez mais, as pessoas vivem no Facebook, buscando informações, notícias e conhecimento no feed de notícias. Você acha que isso é perigoso de alguma forma – ler apenas o que é publicado em redes sociais?

Existem exceções, mas a maioria dos sites na internet não se detém muito em nenhum tópico. Geralmente, os agregadores de notícias (Google News é um exemplo) oferecem destaques sem muita profundidade. É preocupante que cada vez mais as pessoas estejam só passando os olhos em manchetes, o que certamente pode distorcer a percepção do que é verdade ou não é, e pouco é guardado na memória a menos que o córtex cerebral seja usado. O melhor é ler ampla e profundamente, sobretudo em relação a tópicos de relevância. Busque publicações que você sabe que fazem reportagens com profundidade e que oferecem análises confiáveis.

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