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Professor é preso por atentado ao pudor!
0Marco Macei, no Contra Alienação, Somente Cultura e Educação
Professor é preso por atentado gravissímo ao pudor. O vídeo é fake, é uma brincadeira. A única verdade é o salário pago ao professor.
Respostas de formandos no Enade 2012 têm erros de português como ‘egnorância’ e ‘precarea’
0Estudantes que estão concluindo ensino superior cometem equívocos grosseiros de ortografia e construção frasal
Inep diz que há rigor na correção
Lauro Neto, em O Globo
Não é apenas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que os estudantes cometem erros absurdos de ortografia. No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), alunos que estão se formando no ensino superior cometem desvios tão ou mais graves como “egnorancia”, “precarea” e “bule” (bullying).
Esses e outros exemplos foram repassados por uma corretora do Enade 2012, que avaliou concluintes de cursos como Direito, Comunicação Social, Administração, Ciências Econômicas, Relações Internacionais e Psicologia. A professora entregou o material pessoalmente ao GLOBO, mas, por ter assinado contrato de sigilo com o Ministério da Educação (MEC), não pode ser identificada. A docente procurou o jornal depois de ler, também no GLOBO, a reportagem, publicada no dia 18 de março, mostrando que redações que receberam nota 1.000 no Enem tinham erros como “trousse”, “enchergar” e “rasoável”.
Em dez respostas à segunda questão discursiva, há erros, sobretudo, de estrutura frasal, imprecisão vocabular e fragmentação de sentido. Segundo a professora, mesmo corrigidos equívocos de pontuação, regência, ortografia e concordância, esses textos continuariam errados.
A questão pedia que, a partir da análise de charges e da definição de violência formulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o candidato redigisse um texto sobre a violência atual, contemplando três aspectos: tecnologia e violência (3 pontos); causas e consequências da violência na escola (3 pontos); proposta de solução para a violência na escola (4 pontos).
Um formando escreveu: “A violencia e causada muitas vezes pela falta de cultura e pela egnorancia dos seres humanos, cuja a tecnologia sao duas grandes preocupação para a sociedade, causando violencia nas escolas”. Outro estudante respondeu: “Hoje o sistema de segurança publica a inda e muito precarea no Brasil precisa ater mais infraestrutura para a segurança da sociedade em geral”.
Um terceiro redigiu: “As escolas tem que orienta e ajuda estas crianças que são violêntas e pratica o bule por enquanto são crianças por que só assim elas terão chacer de melhora e ser uma pessoa melhor e mas calma”. Em outra resposta, constava: “Esperamos que com a oportunidade de farias formação academica possa futuramente acabar ou diminuir este comportamnento do sr humano”.
— Os critérios são benevolentes, mandam não pesar a mão para manter média 5. Precisa se dar à opinião pública a ideia de que o ensino está melhorando. Mas não está. As faculdades formam profissionais analfabetos funcionais. Esse é o final do filme — diz a corretora.
Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) rebate com veemência as críticas, afirmando que “são completamente infundadas as suspeições levantadas pela suposta corretora de que ocorreu orientação para ‘aliviar’ nas correções”. De acordo com o órgão, responsável pela aplicação da prova, “isso não acontece, nem aconteceu, no Enade, Enem, ou em qualquer outro exame sob responsabilidade do Inep/MEC”. O comunicado esclarece ainda quaisquer erros tão grosseiros como os citados nesta reportagem certamente teriam “baixíssima avaliação”.
Segundo o Inep, as correções do Enade 2012 são feitas por bancas constituídas de um professor doutor como presidente e membros com titulação de doutorado ou mestrado, vinculados há, pelo menos, cinco anos a instituições de ensino superior. “São cerca de 500 profissionais do mais alto nível que podem atestar a seriedade do exame e das correções”, diz a nota.
De acordo com o órgão, “o rigor das avaliações do Enade se expressa nas medidas de supervisão e regulação adotadas pelo MEC, com base nos indicadores de qualidade como o índice geral de cursos (IGC) e o conceito preliminar de curso (CPC). Na nota do CPC, o desempenho dos estudantes representa 55% do total”. O resultado do Enade não impossibilita que os estudantes se formem, a menos que eles não compareçam à prova.
Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto considera gravíssimo o exercício de qualquer profissão sem o conhecimento da língua portuguesa:
— As profissões nas quais esses alunos se formam não geram à sociedade os resultados a que se destinam. Advogado que não entende cliente não consegue, na petição, se fazer entender pelo juiz. Não tem condições de interpor recursos.
Este ano, apenas 10,3% dos 114.763 participantes que prestaram o Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram aprovados. É o pior resultado desde que passou a ser aplicado no formato unificado, em 2010. E, como mostrou pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios, erros de português são o principal motivo de reprovação em processos seletivos de estágio. No estudo, que avaliou 7.219 alunos de níveis superior e médio, 28,8% perderam oportunidades por isso. Para corrigir as deficiências, universidades oferecem cursos de reforço. Na opinião de Moraes Neto, esse tipo de curso é excelente, mas o cerne da questão é a formação do professor de Português:
— O ponto crucial reside na formação do professor de Português, que deverá ensinar o aluno a falar, escrever e ler, mediante conhecimento do sistema linguístico da língua portuguesa.
Para a professora Cibele Yahn de Andrade, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Unicamp, nivelar o ensino superior é necessário. Mas, para ela, o centro do problema está nos ensinos fundamental e médio.
— Não é possível superar essas deficiências acumuladas, de modo satisfatório, em curto prazo. São habilidades que deveriam ser adquiridas ao longo da vida escolar, na sequência de atividades de leitura e escrita diversificadas e com desafios crescentes.
Brasil será homenageado na feira de livros de Bolonha em 2014
0Publicado no Jornal do Brasil
Escritores brasileiros estão na “Feira de Livros para Crianças de Bolonha”, na Itália, que vai até o dia 28 deste mês, para representar o país e fazer o anúncio oficial sobre a próxima edição do evento. Ana Maria Machado, Anielizabeth Cruz, Maurício de Sousa, Anna Claudia Ramos, Roger Mello e Sandra Pina representam o país durante a divulgação da homenagem que será feita em 2014, quando 30 escritores daqui irão ao evento e o Brasil assumirá a condição de convidado de honra.
Na homenagem, o Brasil apresentará toda a diversidade da sua produção editorial e a riqueza de sua cultura. Sob o slogan “Um país cheio de vozes”, adotado para as próximas homenagens até 2020, serão lançadas luzes sobre as marcas da produção editorial brasileira para os temas: multiplicidade cultural, capacidade de ressignificar influências externas e intertextualidade.
E-mail de diretor da Politécnica da UFRJ gera troca de farpas
0Professor volta atrás depois afirmar que trote é coisa de alunos de “regiões atrasadas”
Leonardo Vieira, em O Globo
Estudantes criticam comentário: “me senti ofendida”, diz caloura de Minas Gerais
De acordo com Ericksson Rocha, 25 universitários foram punidos em cinco anos por dar trote
Uma declaração infeliz endereçada a um grupo de e-mails gerou uma polêmica envolvendo o diretor da Escola Politécnica da UFRJ, Ericksson Rocha e Almendra, e dezenas de alunos da instituição, que reúne 12 departamentos de engenharia. Na noite da última segunda-feira (25), Almendra enviou um e-mail aos alunos veteranos alertando sobre a proibição do trote na universidade, que vai receber 615 calouros na próxima segunda-feira (01). A intenção era boa, mas ao explicitar sua posição, Almendra escreveu que “acabamos de ver alunos de um determinado Estado chegarem à matrícula com os cabelos raspados. Em geral, uma parte de tais alunos querem, desejam, ‘levar trote’, uma mostra de quão atrasadas culturalmente são suas regiões”.
Imediatamente após a mensagem, dezenas de alunos debateram as declarações de Almendra, sendo que a maioria protestou contra sua referência a “regiões culturalmente atrasadas”. Houve troca de farpas inclusive entre universitários nascidos no Rio e os que vieram de outros estados do país. Logo depois, o professor voltou atrás, desculpando-se, mas isso não deu fim à polêmica.
“Um fato que não agrada aos cariocas é: estão chegando muitos ‘estrangeiros’ do Brasil na UFRJ. Muitos nos veem como ladrões de vagas, mas não podemos fazer nada se é mais fácil passar na UFRJ do que na UFMG e na USP. Já me senti mal recebida inúmeras vezes, e ofendida, como fui agora”, diz uma estudante mineira no grupo de e-mail.
Em seu segundo e-mail, Almendra explicou que o trote em si é sinônimo de cultura atrasada, mas que não queria dizer que haveria regiões de atraso cultural. E deu exemplos de outras situações que, para ele, são semelhantes:
“Touradas são um atraso cultural da Espanha; lançamento de anões é uma barbaridade Australiana; escorpiões são uma aberração gastronômica da China; farra do boi é um vexame catarinense; trotes são um atraso cultural de muitos Estados do Brasil”, diz o e-mail.
Em entrevista ao GLOBO, Almendra confessa que errou ao usar a expressão “regiões atrasadas”.
— Foi uma bobagem da minha parte, me expressei mal. São casos específicos e não a região como um todo — explicou o diretor da Escola Politécnica da UFRJ.
De acordo com Almendra, em cinco anos, 25 alunos foram punidos por terem participado ativamente ou passivamente do trote. O diretor lembrou ainda que desde que assumiu a diretoria da instituição, há sete anos, ele vem aplicando uma política de “trote zero” da universidade.
— Nem trote solidário — garante Almendra.




















