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O curso que ensina a ser feliz e se tornou o mais concorrido da Universidade de Yale

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As aulas Psicologia e Boa Vida são dadas duas vezes por semana Getty Images

 

Cerca de um quarto dos alunos de Yale se inscreveu no curso de Psicologia e Vida Boa, para aprender a “ciência da felicidade”

Publicado no R7 [via BBC Brasil]

Um quarto dos alunos da Universidade de Yale, nos EUA, se inscreveu em janeiro em uma nova matéria chamada Psicologia e Vida Boa, que ensina como ser feliz.

“O objetivo é que os estudantes aprendam a ciência da felicidade e a ponham em prática”, disse Laurie Santos, professora da matéria, ao jornal universitário Yale Daily News.

Com mais de 1,2 mil alunos inscritos, o curso se tornou o mais popular nos três séculos de história de Yale. O recorde anterior era dos anos 1990, de 1.050 alunos inscritos no curso Psicologia e a Lei, oferecido pelo presidente da universidade, Peter Salovey.

O curso, conhecido como Psyc 157, se fundamenta nos conceitos da psicologia positiva, uma área científica iniciada em 1998 e que estuda a felicidade e o bem-estar.

O curso é oferecido pela psicóloga Laurie Santos Schirin Rangnick/Universidade de Yale

“Grande parte das aulas se concentra nos conceitos errôneos que associamos à felicidade e em por que nossa mente gera esse tipo de pensamento”, diz Santos.

“Revemos as informações sobre o que realmente faz as pessoas felizes e depois fazemos as chamadas reconexões, pequenos exercícios para criar no cérebro novas conexões ligadas aos nossos hábitos”, ela acrescenta.

As aulas são dadas duas vezes por semana e incluem a produção de textos, leitura teórica e até questionários. Há também uma prova escrita no meio do semestre, dois projetos de pesquisa e um trabalho final sobre superação pessoal – que precisa ser em primeira pessoa.

O Psyc 157 também tem uma prática chamada hack yourself, onde os alunos têm que ir completando uma série de atividades e tarefas para “ter uma vida mais feliz, saudável e produtiva”.

Uma das tarefas, por exemplo, é escrever todos os dias durante uma semana um “diário da gratidão”.

Grito de ajuda

Para Santos, o motivo de tanto interesse nas aulas é o desejo dos estudantes por mudança. Segundo ela, nos últimos anos do colégio, muitos deles abrem mão de cuidar de si mesmos para se dedicarem ao processo seletivo para entrarem na universidade. Isso faz com que cheguem a Yale estressados, ansiosos e com outros problemas de saúde mental.

“Aqui eles percebem que não estão tão felizes como poderiam ser e querem tomar uma atitude para mudar isso”, disse Santos ao Yale Daily News.

Curso sobre psicologia positiva é o mais concorrido dos três séculos de história da Yale Getty Images

“Acredito que os estudantes querem ter uma conversa sobre saúde mental, os níveis de estresse no campus e sobre o que podem fazer para melhorar as coisas. Essa aula pode ser um catalisador de algumas mudanças culturais positivas.”

Diversos alunos têm compartilhado nas redes sociais como o curso os ajuda a lidar com o estresse do meio acadêmico. Há também os que admitem estar cursando a disciplina para conseguir créditos “fáceis” para ser formar.

O Psyc 157 veio na esteira de uma tendência educativa mais ampla, de universidades de elite dos EUA que estão querendo dar respostas às angústias da geração Y.

Em 2015, por exemplo, uma das matérias mais populares da Universidade de Stanford foi a Desenhando sua Vida, na qual se ensinava como fazer escolhas na vida – tanto pessoas quanto profissionais.

Disponível online

Apesar de sua boa reputação como pesquisadora e diretora de uma das residências estudantis, Laurie Santos se surpreendeu com a popularidade do curso. Ela esperava ter apenas uma centena de alunos.

A universidade também foi pega de surpresa, e teve que mudar as aulas para o principal auditório da instituição.

A popularidade também gerou problemas com outras matérias de horário coincidente, porque gerou uma queda nas inscrições.

Santos disse que não voltará a oferecer a disciplina devido ao transtorno causado por tantas inscrições. No entanto, um resumo do curso será disponibilizado na internet para quem tiver interesse.

Conheça o conteúdo das aulas do professor Carl Sagan

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Cópia do exame final do curso de “Pensamento Crítico” de 1986. (Foto: Library of Congress)

Material de dois cursos, em Harvard e Cornell, incluindo seus manuscritos, foram digitalizados pela Livraria do Congresso dos EUA

Publicado na Galileu

O currículo de Carl Sagan é extenso. Apesar de ser mais lembrado pela série de TV, Cosmos, apresentada e narrada por ele, o astrônomo, astrofísico, cosmólogo e escritor deixou mais de 600 publicações científicas e 20 livros escritos. Colaborou com as questões mais técnicas do roteiro de 2001, uma Odisseia no Espaço; escreveu o livro que deu origem ao filme Contato, lançado em 1997; e em 1978 venceu o prêmio Pulitzer de não-ficção geral pelo livro Os Dragões do Eden.

Agora, no entanto, os fãs de Carl Sagan podem conhecer uma outra faceta do cientista americano: a acadêmica. O site da Biblioteca do Congresso americano acaba de disponibilizar o conteúdo digitalizado de dois dos cursos em que lecionou ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira como professor, primeiro na Universidade de Harvard, depois em Cornell.

O primeiro data de 1965. O curso de CIência Planetária é um campo de pesquisa interdisciplinar focado “principalmente com planetas, satélites, resíduos e destroços de nosso sistema solar”, conforme explicou em suas anotações para as primeiras aulas. Os exercícios que passava para os alunos também estão disponíveis, e servem principalmente para deixar claro o quão difícil era acompanhar o curso de Sagan.

O segundo, de 1986, embora ainda bastante complexo, é um pouco mais fácil de compreender por um público leigo. Ele destaca a importância de um equilíbrio entre a abertura a novas ideias e um engajamento cético com essas ideias na ciência. Suas anotações mostram sua preocupação em usar exemplos do cotidiano dos alunos, como a televisão.

O material dos dois cursos fazem parte de uma coleção maior, chamada “Encontrando nosso lugar no Cosmos”, que explora a mudança dos modelos de Universo ao longo do tempo, teorias sobre a vida em outros mundos e o lugar de Carl Sagan na tradição científica. A coleção inclui manuscritos, livros raros, atlas celestiais, artigos de jornais, até partituras musicais e pôsteres.

Para quem ficou interessado em acompanhar o material do curso, é bom avisar que é preciso conseguir ler em inglês, idioma de todo o conteúdo, além de ter paciência para conseguir decifrar a caligrafia de Carl Sagan em seus manuscritos.

Confira 8 ótimos cursos online para aprender aquilo que a faculdade não ensinou

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Cursos online

Publicado no Amo Direito

Uma boa graduação, repleta de leituras e experiências, costuma ser o primeiro passo para uma carreira de sucesso. Ainda assim, a faculdade deixa de ensinar muitas competências exigidas pelo mercado de trabalho.

Como funcionam os mecanismos de uma negociação? Como analisar um problema e encontrar soluções criativas para ele? Qual é o segredo para um trabalho em grupo realmente eficiente? Como aprender melhor e mais rápido?

Embora temas dessa natureza raramente apareçam na lousa de uma universidade, não faltam cursos online que abordam esses assuntos em profundidade. Frequentemente gratuitas, as aulas podem ser acompanhadas por qualquer pessoa com acesso à internet e muitas vezes são ministradas por instituições de renome.

Na lista a seguir, elaborada por EXAME.com, há cursos organizados por universidades de países como Estados Unidos, Holanda, Espanha e Colômbia. Confira 8 cursos recomendados a seguir:

“Como resolver problemas e tomar decisões de forma criativa”
Complexo e incerto, o mundo atual exige escolhas rápidas e eficazes de qualquer profissional. Este curso ensina a tomar decisões de modo analítico, isto é, explorar os contornos do problema, aventar hipóteses e implementar a melhor solução disponível. A partir de diagramas, árvores e outras técnicas, o aluno consegue enxergar melhor o “desenho” do problema e encontrar uma chave inovadora e estratégica para resolvê-lo.

Instituição: Delft University of Technology (Holanda)
Link para as aulas no edX

“Trabalho em equipe: um guia prático”
A maioria das pessoas trabalha em grupo de forma meramente intuitiva, isto é, sem pensar muito sobre o assunto. Parar para refletir sobre tema, porém, ajuda a tornar a experiência mais agradável e eficiente. Este curso apresenta os diversos tipos de equipes, seus ciclos temporais e o que as torna altamente produtivas. Também há lições sobre como se tornar um participante mais ativo e resolver conflitos interpessoais.

Instituição: University of Queensland (Austrália)
Link para as aulas no edX

“Aprendendo a aprender”
Técnicas de aprendizagem podem ser usadas para qualquer finalidade e em qualquer campo de atuação. O ponto de partida deste curso são os dois modos básicos de processamento de informações pelo cérebro. Em seguida, as aulas abordam temas como táticas de memorização e de retenção de assuntos difíceis. O objetivo é fornecer dicas pouco óbvias para absorver conhecimentos mais facilmente em qualquer contexto.

Instituição: University of California, San Diego (Estados Unidos)
Link para as aulas no Coursera

“As habilidades essenciais para o ambiente de trabalho”
Esta série de aulas ajudará você a desenvolver algumas das competências mais desejadas em um profissional atualmente, que vão muito além do preparo técnico oferecido na graduação. Há módulos sobre gestão do tempo, finanças, negociação, tomada de decisão, gerenciamento de projetos e comunicação, por exemplo.

Instituição: University of California, Irvine (Estados Unidos)
Link para as aulas no Coursera

“Técnicas para gestão de projetos”
Com base em estudos de caso, este curso apresenta princípios e ferramentas do gerenciamento de projetos. Desenvolvido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a metodologia PM4R (Project Management for Results) é a base conceitual para o conteúdo apresentado nas aulas.

Instituição: Banco Interamericano de Desarrollo (BID)
Link para as aulas no edX

“Gestão da ansiedade antes de exames e apresentações”
Este curso faz um “raio-X” da ansiedade: o que é, como surge e como se sustenta ao longo do tempo. Em seguida, são abordados os sintomas do problema e como usar a gestão dos próprios pensamentos para controlá-los. Há ainda um módulo especialmente voltado para administrar o seu comportamento em exposições orais, com base em técnicas de linguagem corporal. É preciso se cadastrar no site para ter acesso ao conteúdo.

Instituição: Universidad Cardenal Herrera (Espanha)
Link para as aulas na Miríada X

“Busca de emprego 2.0”
Em tempos difíceis para a economia, a disputa por vagas de trabalho anda cada vez mais acirrada. Nesse ambiente de competição, ganham os mais qualificados – mas também quem usa as melhores técnicas para conquistar os recrutadores. Neste curso, você aprenderá a buscar emprego de forma ativa, elaborar um bom currículo, criar uma “marca” pessoal e usar as redes sociais para impulsionar as suas chances de contratação. É preciso se cadastrar no site para ter acesso ao conteúdo.

Instituição: Universidad a Distancia de Madrid (Espanha)
Link para as aulas na Miríada X

“Impulsione sua empregabilidade”
Nem uma sólida formação acadêmica e nem ótimas experiências profissionais garantem que você conseguirá uma posição no mercado de trabalho. Este curso apresenta formas de incrementar a sua empregabilidade, isto é, o conjunto de competências e qualidades pessoais que tornam um profissional mais atraente para as empresas. Entre outras lições, o aluno descobre como apresentar suas experiências profissionais da forma mais cativante possível para um recrutador.

Instituição: University of Queensland (Austrália)
Link para as aulas no edX

Por Claudia Gasparini

Moradores da Rocinha não conseguem sair de casa por causa de tiroteio e perdem prova da Uerj

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Alunos do curso fazem simulado da prova da Uerj Foto: Divulgação

Alunos do curso fazem simulado da prova da Uerj Foto: Divulgação

Rafael Soares, no Extra

Alunos do Projeto de Ensino Cultural e Educação Popular (PECEP), um curso pré-vestibular comunitário que prepara alunos da Rocinha, na Zona Sul do Rio, para o ingresso em universidades públicas, não conseguiram sair de casa na manhã deste domingo e perderam a prova da Uerj. Segundo os diretores do curso, cerca de 80% dos 90 alunos do curso não conseguiram fazer o segundo exame de qualificação para a universidade, que aconteceu na manhã de hoje.

“Você não vai acreditar, acho que não vai ter como fazermos a prova da Uerj… A Rocinha tá em guerra… Bandido contra bandido. Acho que estudamos para nada. Parece cena de terror… Chorei!”, escreveu um dos alunos, na manhã deste domingo, para Mariana Alves, uma das diretoras do curso.

Van foi fuzilada durante tiroteio Foto: Reprodução

Van foi fuzilada durante tiroteio Foto: Reprodução

As aulas do curso são de segunda a sexta de 18h às 22h e aos sábados de 8h às 12h. Neste sábado, véspera da prova, na última aula antes do exame, os alunos tiveram uma aula especial sobre sexualidade e leram textos de Clarice Lispector. O PECEP foi fundado em 2001 por alunos da Escola Parque.

“Hoje foi o dia em que o bem perdeu para o mal, e foi de lavada! Uma mistura de tristeza e raiva define o sentimento que tive quando acordei e vi as mensagens dos alunos. Uma sensação horrível de impotência e injustiça tomou conta”, escreveu Mariana em seu perfil do Facebook.

PMs do Bope e do 23º BPM (Leblon) estiveram na favela neste domingo Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

PMs do Bope e do 23º BPM (Leblon) estiveram na favela neste domingo Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Pelo menos uma pessoa morreu e duas ficaram feridas durante a guerra entre traficantes na Rocinha. Segundo a Polícia Civil, os confrontos são fruto de uma disputa entre aliados de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, pelo controle da favela. Rogério teria desobedecido uma ordem de Nem, que está num presídio de segurança máxima, para deixar o controle do morro. Neste domingo, bandidos saíram de outras favelas dominadas pela mesma facção para retomar o controle da favela para o bando de Nem.

Universitária vende balas no ônibus para pagar faculdade e ajudar a família

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Alessandra com o gancho de doces que pesa 60 quilos Foto: Cíntia Cruz / Extra

Alessandra com o gancho de doces que pesa 60 quilos Foto: Cíntia Cruz / Extra

Cintia Cruz, no Extra

“Qualquer saco de doce por apenas R$1! Come ele, come ela, come até minha avó que é banguela!”. É com esse bom humor que a vendedora ambulante Alessandra Murilo Batista, de 24 anos, divulga os doces que vende diariamente em algumas linhas de ônibus em Nova Iguaçu. E também é com humor que ela enfrenta a rotina pesada de trabalhar nove horas por dia na rua, carregando um gancho de 60 quilos. Todo esse sacrifício tem uma finalidade. Além de sustentar a casa onde mora com os pais, no bairro Nova Aurora, Alessandra paga o curso de Logística no Centro Universitário Uniabeu, em Belford Roxo. Depois da maratona de vendas, ela é universitária do último período no turno da noite.

— Comecei a trabalhar com 7 anos. Meu pai limpava valão pela prefeitura, mas se acidentou e ficou encostado sem receber. Vi que a situação apertou e comecei a catar ferro velho para vender. À tarde, ia para a escola — lembra a jovem.

Depois disso, ela trabalhou em lojas, lanchonete e em quiosque na praia. Até que decidiu trabalhar por conta própria. Com a mãe, vendia água e doces nas ruas de Nova Iguaçu. Mas nunca parou de estudar:

— Sempre quis ser marinheira. Fiz a prova três vezes e quase passei na última. Vi na Logística uma forma de entrar para a Marinha. Mas quando comecei a faculdade, me apaixonei pelo curso. A Logística sempre esteve na minha vida, porque eu me organizo, faço planilhas e vejo quanto tempo o estoque de doces vai durar, por exemplo.

Alessandra na biblioteca da faculdade, onde costuma estudar antes da aula Foto: Cíntia Cruz / Extra

Alessandra na biblioteca da faculdade, onde costuma estudar antes da aula Foto: Cíntia Cruz / Extra

O início do curso foi difícil. Vencida pelo cansaço, ela chegava a cochilar nas aulas, que iam até as 22h, mas depois se adaptou à rotina. Passou a gravar as aulas e ouvir nos ônibus, enquanto vendia. Hoje, os planos de Alessandra são outros: trabalhar como despachante aduaneira.

Por enquanto, ela tenta intensificar suas vendas, que diminuíram porque os motoristas foram proibidos de levar ambulantes. Ela divide o ponto de vendas com outros 11. Mas apenas três motoristas têm levado os vendedores.

Alessandra em visita técnica da turma da faculdade ao Porto do Rio Foto: Divulgação / Uniabeu

Alessandra em visita técnica da turma da faculdade ao Porto do Rio Foto: Divulgação / Uniabeu

Sem revelar quanto lucra, ela prefere falar em número de saquinhos vendidos:

— Minha meta é vender 50 saquinhos de bala por dia. Aos sábados, começo às 8h, sem hora de parar. Depois, vou comprar mais doces na Central.

Alessandra confessa que vai sentir saudades quando parar de trabalhar na rua.

— É um trabalho como outro qualquer. Não é legalizado, mas é organizado. Às vezes, sirvo até como psicóloga para as amigas motoristas — brinca.

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