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Vestibular UERJ: novos parâmetros em 2017

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Vestibular da UERJ exigirá leitura obrigatória de clássicos literários em 2017.

Jack Torres, no Blasting News

É bom os vestibulandos que pretendem uma vaga na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) irem já se preparando, pois segundo a revista eletrônica da universidade, o vestibular do ano de 2017/2018 exigirá a leitura prévia de cinco livros, sendo quatro da #Literatura brasileira e um de literatura de língua portuguesa que não seja do Brasil (Portugal, Angola, Moçambique, por exemplo).

A divisão das obras que cairão ficou assim: no 1º E.Q. (exame de qualificação) os contos “A terceira margem do rio” e “O espelho” do livro “Primeiras estórias” de João Guimarães Rosa; no 2º E.Q. “A hora da estrela” de Clarice Lispector; nos exames discursivos “Dom Casmurro” de Machado de Assis; e “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago, para quem fará a prova específica de Língua Portuguesa.
Medida para prestigiar a literatura

A medida foi tomada para, entre outras questões, prestigiar a literatura no ensino médio e, ao mesmo tempo, aguçar o hábito da leitura entre os educandos para, consequentemente, melhorar sua habilidade nesse quesito, já que é comum a reclamação por parte de educadores de que grande parte dos alunos não consomem literatura. É importante ressaltar que essa medida não é novidade, pois os principais vestibulares do país já usam da prática.

O doutor em Literatura Comparada e professor da #uerj, Gustavo Bernardo, diz em seu texto “Por que cobrar a leitura de livros de literatura no vestibular?” que a falta dessa cobrança, além de desprestigiar a literatura, promove a insuficiência na habilidade da leitura, fato que ocorre há mais de uma geração.
Mais uma vez Machado

Um dos livros obrigatórios para as provas será o romance “Dom Casmurro” de Machado de Assis, o autor é “figura carimbada” nos vestibulares da UERJ. Trechos de obras suas, assim como contos e crônicas, não são difíceis de aparecer nos exames, tanto objetivos quanto discursivos, por isso, não só a leitura de suas obras são fundamentais, mas também a análise técnica, o estilo e a biografia do autor, pois provavelmente é o que serão cobrados nas provas.
Cursos preparatórios precisam se mover

Com as mudanças, os cursos preparatórios precisam se mover para a adequação de seus programas. Projetos de fim de semana são uma boa opção para oficinas de leitura das obras, tal como a exibição de filmes como “Ensaio sobre a cegueira” de Saramago, pois se trata de uma obra densa.

10 características distintivas do sistema educacional japonês de causar inveja no mundo

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Publicado no Hypescience

O povo japonês é mundialmente conhecido por sua inteligência, saúde e polidez. Mas por que essa nação é tão única? A resposta é seu sistema educacional incrível. Confira alguns dos pontos que, em conjunto, o diferenciam do resto do mundo:

1. Boas maneiras antes de conhecimento

Nas escolas japonesas, os alunos não fazem nenhum exame até que atinjam a quarta série (a idade de 10 anos). Eles só fazem pequenos testes. O objetivo dos primeiros três anos de escola não é julgar o conhecimento ou aprendizagem da criança, mas sim estabelecer boas maneiras e desenvolver o seu caráter. As crianças são ensinadas a respeitar outras pessoas e a ser gentil com os animais e a natureza. Também aprendem a ser generosas, compassivas e empáticas. Por fim, são incentivadas a ter qualidades como coragem, autocontrole e justiça.


2. O ano letivo começa no dia 1 de abril

O Japão fica no hemisfério norte. Enquanto a maioria das escolas e universidades deste lado do mundo começam seu ano letivo em setembro ou outubro, o Japão marca o início do calendário acadêmico e de negócios em abril. O primeiro dia de escola frequentemente coincide com um dos mais belos fenômenos naturais – o desabrochar das flores de cerejeira. O ano letivo é dividido em 3 trimestres: 1 de abril a 20 de julho, 1 de setembro a 26 de dezembro, e 7 de janeiro a 25 de março. Os estudantes japoneses recebem 6 semanas de férias durante o verão. Também têm pausas de duas semanas no inverno e na primavera.

3. A maioria das escolas japonesas não emprega zeladores; os alunos limpam a escola

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Nas escolas japonesas, os alunos têm de limpar as salas de aula, cafeterias e até mesmo os banheiros sozinhos. Eles são divididos em pequenos grupos e tarefas diferentes são atribuídas ao longo do ano. O sistema educacional japonês acredita que exigir que os alunos limpem o local onde estudam os ensina a trabalhar em equipe e ajudar uns aos outros. Além disso, gastar seu próprio tempo e esforço varrendo e esfregando faz as crianças respeitarem seu próprio trabalho e o trabalho dos outros.

4. Nas escolas japonesas, o almoço escolar é fornecido em um menu padronizado e é comido na sala de aula

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O sistema de educação japonês faz o seu melhor para garantir que os alunos comam refeições saudáveis e equilibradas. Nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, o almoço é servido de acordo com um menu padronizado desenvolvido por chefs qualificados e profissionais de saúde. Todos os colegas de classe comem na sala de aula juntamente com o professor, o que ajuda a construir relacionamentos positivos entre eles.


5. Cursos extracurriculares são muito populares no Japão

A fim de entrar em uma boa escola secundária, a maioria dos estudantes japoneses faz curso preparatório ou participa de oficinas de aprendizagem particulares após a escola. Essas aulas são realizadas à noite. Ver grupos de crianças pequenas retornando de seus cursos extracurriculares no final da noite é comum no Japão. Os estudantes japoneses têm dias escolares de 8 horas, e estudam mesmo durante os feriados e fins de semana. Não é de admirar que eles quase nunca repetem de ano na escola.

6. Além de disciplinas tradicionais, os estudantes japoneses aprendem caligrafia e poesia

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Caligrafia japonesa, ou Shodo, envolve mergulhar um pincel de bambu em tinta e usá-lo para escrever hieróglifos em papel de arroz. Para os japoneses, Shodo é uma arte não menos popular do que a pintura tradicional. Haiku, por outro lado, é uma forma de poesia que usa expressões simples para transmitir emoções profundas aos leitores. Ambas as aulas ensinam as crianças a respeitar sua própria cultura e tradições centenárias.

7. Quase todos os alunos têm que usar um uniforme

Quase todas as escolas secundárias exigem que seus alunos usem uniformes. Enquanto algumas escolas têm seu próprio traje, o uniforme escolar tradicional japonês consiste em um estilo militar para meninos e marinheiro para meninas. A política destina-se a eliminar as barreiras sociais entre os alunos e deixá-los em um “modo de trabalho”. Além disso, usar uniforme escolar ajuda a promover um sentido de comunidade entre as crianças.

8. A taxa de frequência escolar no Japão é de cerca de 99,99%

Provavelmente todos nós já matamos aula pelo menos uma vez em nossas vidas. Já os estudantes japoneses não faltam nunca à escola, nem chegam atrasados. Além disso, cerca de 91% dos alunos no Japão relataram que nunca, ou apenas em algumas classes, ignoraram o que o professor ensinava. Quantos outros países podem se orgulhar dessas estatísticas?

9. Um único teste decide o futuro dos alunos

No final do ensino médio, os estudantes japoneses têm que fazer um exame muito importante que decide seu futuro. Eles podem escolher a faculdade que gostariam de frequentar, e essa faculdade tem uma determinada exigência de pontuação. Se um estudante não alcança essa pontuação, provavelmente não irá à faculdade. A competição é muito alta – apenas 76% dos graduados na escola continuam sua educação após o ensino médio. Não é de admirar que o período de preparação para a entrada em instituições de ensino superior seja apelidado de “inferno do exame”.

10. Os anos da faculdade são as melhores “férias” na vida de uma pessoa

Tendo passado pelo inferno, os estudantes japoneses costumam fazer uma pequena pausa. Neste país, a faculdade é frequentemente considerada os melhores anos da vida de uma pessoa. Às vezes, os japoneses chamam esse período de “férias” antes do trabalho. [BrightSide]

Cursos mais procurados da USP, como Medicina e Direito, recebem menos alunos da rede pública

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Nas 56 graduações com menos de cinco candidatos por vaga, a taxa de alunos da escola pública é de 45,8%. Já no grupo de 20 cursos de maior disputa, cai para 25,7%

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Publicado em Veja

A proporção de calouros da rede pública nos cursos de baixa concorrência da Universidade de São Paulo (USP) é quase o dobro da registrada nas carreiras mais procuradas, como Medicina e Direito. Nas 56 graduações com menos de cinco candidatos por vaga no último vestibular, a taxa de alunos da escola pública é de 45,8%. Já no grupo de 20 cursos de maior disputa, cai para 25,7%. A média geral da USP é de 35,1%.

Os números por carreira estão tabulados em documento da Pró-Reitoria de Graduação, obtido pelo Estado. A USP nunca usou cotas, mas bônus no seu vestibular, a Fuvest, para candidatos da rede pública e pretos, pardos e indígenas (PPI). O objetivo da USP é ter, até 2018, metade de calouros da rede pública em cada curso, com 35% de PPI, proporção equivalente à população paulista. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a sugerir essa meta já para o ano que vem, mas a universidade recusou.

Com o objetivo de aumentar a inclusão, a USP vai decidir neste mês se usa o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para preencher parte das cadeiras. A ideia é reservar, na média, 15% de vagas para alunos de escola pública via Enem. Mas a mudança, prevista para o próximo processo seletivo, ainda depende do aval das faculdades e dos conselhos superiores da USP.

Na proporção de ingressantes PPI também há desigualdades fortes. No grupo de carreiras de baixa concorrência – boa parte de licenciaturas e cursos noturnos -, a taxa é de 24,5%. Já nas 20 mais procuradas é de 14,1%, ante 18,8% na média da USP. Algumas graduações top, como Medicina em Ribeirão Preto, matricularam calouros pardos, mas nenhum preto.

Apesar do avanço de inclusão na USP nos últimos anos, os números mostram fragilidades da política adotada. “O bônus tem esse perfil conservador, de não fazer a inclusão igualmente em todos os cursos”, explica João Feres Júnior, pesquisador da área de ações afirmativas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Como dá pontos extras, e não reserva vagas, o modelo costuma ter efeito menor em carreiras disputadas, em que a nota de corte é alta. A Lei de Cotas, diferentemente, fixa o mesmo patamar para cada curso e turno das instituições federais de ensino superior. Até 2016, serão 50% de alunos da rede pública, com taxa de PPI equivalente à distribuição populacional de cada Estado. Para Feres Júnior, os resultados da USP ainda são “pífios”.

Professores de SP terão curso para identificar alunos superdotados

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Justificativa para a criação do curso foi divulgada hoje (3) no Diário Oficial do Município

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Publicado no R7

Os professores da rede municipal de São Paulo terão treinamento para identificar e trabalhar em sala de aula com estudantes com altas habilidades e superdotação. O curso é optativo e terá, inicialmente, 80 vagas.

O objetivo das aulas, que serão dadas em parceria com a APAHSD (Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação), é de estimular as diferentes inteligências em sala de aula, identificar os alunos com superdotação e prevenir a discriminação.

Na justificativa do curso, publicada nesta terça-feira (3), no Diário Oficial do Município, apontou-se que “esta população ainda não é identificada de forma correta”.

— Estas crianças normalmente, por não se enquadrarem nos padrões de ensino, muitas vezes são confundidas como crianças com hiperatividade ou com distúrbios de aprendizagem. A orientação correta é fundamental, assim como a valorização do potencial dos alunos.

Poderão participar do curso professores de educação infantil, fundamental I e coordenadores pedagógicos que atuem na rede municipal.

No final de 2014, a Prefeitura regulamentou a lei nº 15.919, que dispõe sobre o atendimento educacional de alunos com altas habilidades ou superdotados em São Paulo. Eles devem ser atendidos em salas regulares, segundo a lei, onde podem receber auxílio para potencializar as habilidades por meio de enriquecimento curricular, expansão de recursos de tecnologia, materiais pedagógicos e bibliográficos da área de interesse.

O atendimento integra a Política de Atendimento de Educação Especial do Município de São Paulo. Aos alunos superdotados são assegurados “currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica para atender às suas necessidades”, de acordo com a lei.

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