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Chega ao Brasil o livro ‘Rin Tin Tin – A vida e a lenda’, sobre famoso cachorro dos cinemas

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Publicação foi considerada pelo The New York Times um dos 100 melhores livros do ano nos EUA

Publicado no Divirta-se

Herói de quatro patas conquistou fãs no cinema, na TV e nos quadrinhos (ARQUIVO)

Herói de quatro patas conquistou fãs no cinema, na TV e nos quadrinhos

Este astro nunca perdeu a pose. No século passado, Rin Tin Tin conquistou milhares de fãs entre telespectadores e cinéfilos. Agora, chega ao Brasil ‘Rin Tin Tin – A vida e a lenda’, lançamento da Editora Valentina, considerado pelo The New York Times um dos 100 melhores livros do ano nos EUA. A autora é Susan Orlean, redatora da New Yorker.

Este cachorro está, mesmo, entre os melhores amigos do homem. Sua lenda varou guerras mundiais e as metamorfoses do século 20. Não se trata de um “ator” qualquer: o simpático totó ganhou elogios do cineasta Sergei Eisenstein e quase faturou o Oscar em 1927…

Orlean buscou subsídio em registros documentais e jornalísticos em torno do bicho: Rin Tin Tin começou a chamar a atenção na 1ª Guerra Mundial, virou símbolo do patriotismo norte-americano e se tornou astro de filmes mudos, do cinema falado, da TV e dos gibis. No Brasil, suas aventuras encantaram a garotada.

Num dos trechos de seu livro, Susan Orlean diz que essa saga extrapola o amor do homem pelos bichos. Para ela, Rin Tin Tin remete a “várias histórias de famílias perdidas, de identidade e da nossa convivência com os animais; de boa e má fortuna e das reviravoltas que a vida nos reserva o tempo todo; do horror da guerra e do bom divertimento de heróis que criamos e do que deles esperamos”. A edição brasileira tem 296 páginas e custa R$ 44,90.

Escritores e tradutores estão entre os que mais tentam se manter off-line

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Software bloqueia o acesso à rede
Freedom é utilizado por mais de meio milhão de pessoas no mundo

A americana Meg Cabot tem um computador apenas para trabalhar (FOTO: André Coelho)

A americana Meg Cabot tem um computador apenas para trabalhar (FOTO: André Coelho)

Título original: Profissionais buscam forma de não cair na tentação da internet

Clarice Spitz e Sérgio Matsuura. em O Globo

Rio — Retornar ao modo off-line pode ser mais difícil do que se imagina. Para gente que trabalha com a palavra então, como escritores e tradutores, a busca por um uso mais produtivo do computador tem levado a soluções inusitadas. Se por um lado, a internet é uma aliada para quem escreve e precisa checar nomes e informações, por outro, não há dúvidas de que pode ser um grande “desprogramador” de tarefas. As redes sociais e o e-mail estão entre os principais vilões.

Regras não existem, mas cada um procura sua maneira de sobreviver ao vício de ficar horas conectado. A escritora americana de literatura infantojuvenil Meg Cabot, que lança em setembro o “The Bride Wore Size 12”, partiu para uma decisão radical: usa um computador apenas para escrever e outro exclusivamente para acessar as redes sociais.

Programa que tem feito a cabeça de escritores como Nick Hornby, de “Alta Fidelidade”, e da iraniana Lila Azam Zanganeh, que foi um dos sucessos da 11ª edição da Flip, o Freedom, software que bloqueia a internet, já está conquistando adeptos entre os brasileiros. O programa, que custa US$ 10, funciona de maneira bem simples: o usuário decide quantos minutos de liberdade quer ter. Ou seja, quanto tempo está disposto a ficar sem internet, com o acesso à rede bloqueado.

O escritor João Paulo Cuenca é um fã de carteirinha. Durante as seis semanas que passou num castelo na Umbria, no centro da Itália, escrevendo o seu próximo livro, mesmo isolado, tinha internet e problemas para se concentrar. Cuenca adotou o método: a cada 45 minutos free, tinha 15 de acesso irrestrito.

— É a coisa mais idiota e simples, mas se faço quatro picos assim por dia, rendo muito.

Ele diz que os benefícios não significam que nunca trapaceou. Cancelou o programa apenas para checar um e-mail de trabalho, que nem era tão importante. Para destravar o programa, basta religar o computador.

— Somos muito viciados mesmo. Às vezes, deixo o telefone sem bateria perto do computador para não ter jeito de olhar os e-mails. É ridículo pagar quando é só desligar o cabo — admite.

Ferramenta simples

O Freedom foi lançado em 2008 pelo pesquisador Fred Stutzman, que viu a necessidade de desenvolver uma ferramenta simples que pudesse ajudar as pessoas a focar em atividades produtivas. Desde então, o software já foi baixado por mais de meio milhão de pessoas, entre elas o próprio desenvolvedor.

— Eu mesmo usei o Freedom quando estava escrevendo a minha dissertação — conta Stutzman. — O programa ajuda as pessoas a reconquistar o controle sobre o computador, para que ele sirva para trabalhar, em vez de distrair.

A ferramenta é útil até para os que se consideram disciplinados. A escritora Carol Bensimon, autora de “Pó de parede” e “Sinuca embaixo d’água”, diz não ser “procrastinadora”, mas admite que a internet atrapalha a concentração no trabalho. Sempre que possível, vai para uma área comum no prédio onde vive para se desconectar, mas quando está em casa o Freedom está acionado.

— O Freedom me salvou — brinca, com um misto de seriedade, a tradutora Melissa Lyra, brasileira de 36 anos que mora em Lisboa. — Já tinha tentado bloqueadores sociais, mas acabava sempre por me distrair.

Ela usa junto do Freedom o Pomodoro Technique, técnica de gestão de concentração. Assim, conseguiu dobrar a produção.

— Hoje em quatro horas sem internet produzo o mesmo que em oito com ela — diz.

(Colaborou Michele Miranda)

Quais valores a educação deve transmitir?

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Lydia Cintra, na Superinteressante

Atenção, educadores. Vocês já devem saber, mas não custa repetir: o papel de vocês no mundo é essencial. Ensinar, aprender e retransmitir conhecimento é uma das formas mais nobres de se colocar neste planeta, passar valores e formar verdadeiros cidadãos. Por isso, este texto é especialmente para vocês.

Mas não deixe de ler se você não é educador. Ele também se aplica a todos que acreditam que a educação é a única saída – ou melhor, o único meio – para transformar e fazer do mundo um lugar mais justo, humano e interessante para se viver.

Não se pode esperar, portanto, que as práticas educacionais sejam neutras. É como a imparcialidade no jornalismo: utopia. Quem educa é movido por ideias e ideais. Saber reconhecê-los na sociedade em que vivemos é que consta como grande desafio. “Cabe perguntar qual tipo de ideologia que a educação vem inserindo ao sabor das diversas tendências políticas e principalmente econômicas, em um sistema que entende a educação como aprendizagem para o mercado de trabalho e não como direito humano”, defendem Moema Viezzer e Mônica Osorio Simons, consultoras em Educação Ambiental.

Moema é cientista social com experiência em Projetos Educativos em áreas rurais do Nordeste Brasileiro e fundadora da ONG Rede Mulher de Educação. Mônica é mestre em Educação, Especialista em Educação Ambiental, Bióloga e responsável pela Área Estratégica de Educação Ambiental da Secretaria da Saúde da Prefeitura de Guarulhos.

Para elas, uma educação transformadora é aquela que promove a crítica, a autonomia, a inserção política e a mudança de hábitos, ações que vão muito além do mero acúmulo de informações. Afinal, um cidadão autônomo e com capacidade crítica tende a não seguir o fluxo das coisas como as coisas são. Quem se depara com o mundo e avalia suas possibilidades, sabe que mudar é necessário.

Moema e Mônica fazem parte da Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis com Responsabilidade Global. O nome é grande e o motivo é nobre: promover a educação ambiental como primordial para a formação do ser humano. Mas, que fique claro: não estamos falando daquela educação ambiental que ensina a separar resíduos recicláveis. Aqui, ela é a própria educação, aquela que poderíamos chamar de “formal”.

No geral, as questões da educação ambiental estão atreladas a determinadas disciplinas específicas como a de ciências. Mas, na verdade, “ela se vincula muito mais a posturas e valores em um profundo respeito pela dinâmica da vida, do que a conteúdos teóricos que em si mesmos não garantem a mudança de atitudes, haja vista a distância que ainda temos entre a teoria e a prática”, dizem.

Mais abordagens holísticas, menos “caixinhas” de conhecimento. A ideia é trazer a educação socioambiental para o centro da vida cotidiana, o centro dos sistemas de ensino, o centro da gestão ambiental. “Uma iniciativa que pretende contribuir para mudar o mundo e salvar-nos junto com o planeta”. É isso: precisamos, antes de tudo, salvar a nós mesmos.

> on October 11, 2011 in Berlin, Germany.

Tratado de Educação Ambiental

A criação da Rede Planetária partiu de ações iniciadas com a criação do Tratado de Educação Ambiental, que resultou da 1ª Jornada Internacional de Educação Ambiental realizada no Rio de Janeiro, em 1992, durante o Fórum Global da Eco 92.

O Tratado é formado por 16 princípios e sugere um plano de ação que deve desdobrar-se em centenas de outros planos nos âmbitos mundial, regional, nacional e local. É um instrumento estratégico para que a educação ambiental esteja no cotidiano das pessoas, na vida da comunidade, no ensino formal, no ambiente empresarial, no terceiro setor…

A sua construção contou com a participação de educadoras e educadores adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo (América Latina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África e Pacífico do Sul). Inicialmente publicado em cinco idiomas, ele serviu de apoio a ações educativas e inspirou a criação de Organizações da Sociedade Civil, Redes de Educação Ambiental e políticas públicas.

As ações mundiais relacionadas ao Tratado deram origem à 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, iniciada em 2008 e fortalecida com a Rio +20, que aconteceu no ano passado. Logo depois, os trabalhos se voltaram à construção da Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental, uma estratégia de articulação de experiências e trabalhos.

O que está sendo feito no Brasil?

Há diversos exemplos no Brasil para os quais os princípios do Tratado servem como base de ação. O Instituto Ecoar para a Cidadania foi um dos primeiros frutos e se constituiu como referência da Educação Popular Ambiental, atingindo todos os Atores Sociais que interferem na qualidade do ambiente e de vida: escolas, grupos comunitários, empresas e instituições do poder público.

Em Guarulhos/SP foi criado o GTIEA – Grupo de Trabalho Intersetorial de Educação Ambiental (Decreto Lei nº 28698/11) e o município desenvolve diversas linhas de ação pautadas nos princípios do Tratado, envolvendo mais de 100 mil alunos através do Programa Saúde na Escola, tendo também uma rede de 7 Centros de Educação Ambiental que atendem aos diferentes segmentos da comunidade com inúmeras ações regulares numa programação mensal voltada a prática da sustentabilidade.

Em Piracicaba/SP, a OCA – Laboratório de Educação Ambiental da USP vem desenvolvendo estudos especiais e oficinas pautadas no Tratado de EA. O Instituto Paulo Freire desenvolve jornadas locais do Tratado de Educação Ambiental no MOVA-Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos, utilizando a metodologia dos Círculos de Cultura proposta por Paulo Freire. O Instituto Supereco atua há 18 anos e já envolveu mais de 1,5 milhão de alunos. Os princípios do Tratado permeiam todas as suas atividades que procuram tornar a educação ambiental transversal e transdisciplinar, incluindo nos projetos pedagógicos a valorização da diversidade cultural dos povos tradicionais e a conservação da biodiversidade.

Outro ponto de destaque é que o Tratado embasa toda a Política Nacional de Educação Ambiental no Brasil (Lei nº 9795/99) cujo grupo gestor é constituído pelos Ministérios de Meio Ambiente e Educação.

O que diz o Tratado?

Conheça os 16 princípios do Tratado de Educação Ambiental:

1. A educação é um direito de todos, somos todos aprendizes e educadores.

2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação e a construção da sociedade.

3. A educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.

4. A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social.

5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar.

6. A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas.

7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seu contexto social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao desenvolvimento e ao meio ambiente tais como população, saúde, democracia, fome, degradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira.

8. A educação ambiental deve facilitar a cooperação mútua e equitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e etapas.

9. A educação ambiental deve recuperar, reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, linguística e ecológica. Isto implica uma revisão da história dos povos nativos para modificar os enfoques etnocêntricos, além de estimular a educação bilíngue.

10. A educação ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas populações, promover oportunidades para as mudanças democráticas de base que estimulem os setores populares da sociedade. Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus próprios destinos.

11. A educação ambiental valoriza as diferentes formas de conhecimento. Este é diversificado, acumulado e produzido socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado.

12. A educação ambiental deve ser planejada para capacitar as pessoas a trabalharem conflitos de maneira justa e humana.

13. A educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de criar novos modos de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião, classe ou mentais.

14. A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação de massa e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade. A comunicação é um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal privilegiado de educação, não somente disseminando informações em bases igualitárias, mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e valores.

15. A educação ambiental deve integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações. Deve converter cada oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis.

16. A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.

Para conhecer mais sobre o Tratado e as ações desenvolvidas, acesse o site ou o Facebook da Rede.

Imagens: Getty Images (1 e 2) Divulgação (3)

Com mais lojas no Brasil, e-books custam de 60% a 85% do preço de livros de papel

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Alexandre Aragão, Marianna Aragão e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Com a entrada da Amazon e do Google Play no Brasil, na semana passada, o mercado de e-books no país está agitado. Apesar disso, o preço dos arquivos ainda é alto e não apresenta descontos tão robustos em relação aos livros de papel e tinta.

Levantamento feito pela Folha com 12 títulos de oito editoras, em destaque na página inicial de quatro lojas –Amazon, Google Play, Livraria Cultura e Saraiva–, mostra que os preços dos e-books variam entre 60% e 85% dos preços dos livros físicos.

Para quem lê em inglês, ainda é mais barato comprar livros publicados no idioma de Shakespeare na Amazon americana. Os valores são menores mesmo levando em conta o câmbio e a adição de 6% sobre o valor final da compra, por causa do IOF (imposto sobre operações financeiras) cobrado pela operadora de cartão de crédito.

O e-book mais vendido no Brasil na semana passada é um exemplo de título que, em inglês, sai por um preço menor. “Cinquenta Tons de Liberdade” custa, na Amazon brasileira, R$ 22,41. No site americano, o livro na versão eletrônica sai por US$ 8,55. Com adição de impostos e câmbio, o custo é de R$ 18,85.

O usuário que já possui conta na Amazon dos EUA deverá escolher entre o site americano e o brasileiro –mas poderá migrar de volta.

No entanto, segundo a empresa, é melhor usar a loja brasileira já que “a experiência será aprimorada, pois o usuário poderá navegar em português e comprar com cartão de crédito nacional, e as sugestões de oferta serão de livros em português”.

CONCORRÊNCIA

No primeiro dia de operação tanto do Google Play como da Amazon, um sobe e desce no preço de “Cinquenta Tons de Cinza” no decorrer da tarde mostra como a concorrência entre as lojas tende a ser acirrada.

Com preço sugerido de R$ 24,90, pela editora Intrínseca, o e-book chegou a custar R$ 21,90 na Saraiva, no Google Play e na Amazon –e terminou o dia a R$ 22,41 em todas as lojas. Procuradas, nenhuma das empresas quis comentar o assunto.

A Folha apurou que, por contrato, a Amazon obriga que as editoras ofereçam a ela o menor preço de capa nos e-books. Assim, a concorrência não teria como fazer preços finais menores que os da empresa.

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