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Documento inédito revela ‘desgraça’ de Maquiavel

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Publicado por BBC Brasil

Ordem de prisão de Maquiavel levou a sua detenção, tortura e influenciou obra do autor, diz analista

Ordem de prisão de Maquiavel levou a sua detenção, tortura e influenciou obra do autor, diz analista

Um professor da Universidade de Manchester (Grã-Bretanha) anunciou ter descoberto a versão original de uma ordem de prisão do escritor e filósofo Nicolau Maquiavel (1469-1527), autor do famoso livro O Príncipe.

O professor Stephen Milner explicou à BBC ter encontrado o documento, datado de 1513, durante suas pesquisas para entender como as informações circulavam nas cidades da época.

E a ordem pela prisão de Maquiavel foi dada há exatos 500 anos na cidade de Florença, onde o pensador, então influente e ativo na diplomacia da época, foi acusado de fazer parte de uma suposta conspiração para derrubar a facção Medici do poder.

O aviso de “procurado” colocou-o como “inimigo público número 1″, marcou sua “desgraça” e acabou sendo muito importante para a obra de Maquiavel, segundo Milner. No mesmo dia, diz o professor, o pensador acabou sendo detido, torturado e mantido em prisão domiciliar.

“O documento marcou a desgraça de um dos escritores políticos mais influentes do mundo”, relata o professor. “O Príncipe foi escrito (no mesmo ano) na vã esperança de (Maquiavel) cair nas graças e obter emprego com os Medici – mas não há nenhuma prova de que eles sequer o tenham lido.”

Clássico

Maquiavel morreu 14 anos depois, na pobreza.

Mas O Príncipe se tornou um clássico e até hoje influencia líderes, “pregando o sacrifício da virtude e da moralidade pela manutenção do poder a todos os custos”, ressalta a Universidade de Manchester.

“(A obra) foi atualizada para ser aplicada em áreas como bancos, finanças, negócios e política.”
Daí vem o termo “maquiavélico”.

Para Milner, O Príncipe é um “manual atemporal de auto-apresentação e de gerenciamento de reputação pessoal”.

Qual o preço justo de um e-book?

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Carlo Carrenho, no Tipos Digitais

As lojas de e-books da Kobo, Amazon e Google mal abriram suas portas virtuais e já começaram as reclamações sobre o preço dos livros digitais. “Livros a R$ 9,90 já!”, alguém postou no twitter. Outros acusavam os editores, mantendo-se a tradição de computar aos editores toda a responsabilidade pelo preço do livro considerado alto – infelizmente, o público leigo e até jornalistas costumam esquecer as altas margens das grandes redes que abocanham de 50 a 60% do preço de capa de um livro.

Os livros digitais estão caros demais?

Mas afinal, os livros digitais estão caros ou não? Para início de conversa, pegamos o preço dos 64 livros da lista de mais vendidos do PublishNews que estão no catálogo da Amazon brasileira e comparamos com os preços de capa das edições de papel. Jogando uma média simples, os livros digitais estão 36,2% mais baratos. Mas isto é pouco, muito ou o suficiente? Para analisarmos esta questão, precisamos entender melhor como a receita se distribui entre os vários agentes e custos da cadeia do livro físico e, então, comparar os resultados com a realidade digital.

Os custos de papel, impressão e logística física situam-se entre 20 e 25% do preço de capa de um livro. Vamos então considerar uma média de 22%. Os descontos para distribuidores e varejistas oferecidos pelas editoras situa-se entre 40 e 60%, então vamos trabalhar com 50% em média. E os direitos autorais giram em torno dos tradicionais 10% sobre o preço de capa. Ficamos assim para um livro com preço de capa de R$ 50:

O Livro Físico
 Preço de capa  100%  R$ 50,00
 Desconto comercial 50% R$ 25,00
 Direitos autorais 10% R$ 5,00
 Impressão e logística 22% R$ 11,00
 Subtotal 85% R$ 41,00
 Participação da editora  18% R$ 9,00

Vale lembrar que são números aproximados e que podem variar de editora para editora. Acredito, no entanto, que estejam perto da realidade. Mas vejam que, neste modelo, a editora ficar com 18% do preço de capa ou R$ 9,00. E isto está longe de ser o lucro, pois desta contribuição a editora ainda precisa retirar os recursos para pagar seus custos fixos de salários, administração etc., além dos próprios custos fixos da produção editorial como tradução, revisão, diagramação etc.

E no mundo digital, como ficamos? Vamos a princípio manter o preço de capa de R$ 50 para o digital, mas agora o custo logístico desaba e o desconto comercial diminui. Obviamente não existe mais custo com impressão e papel, mas há custo logístico de distribuição, de DRM, de armazenagem. Vamos estimá-los em 2,5% do preço de capa.

Ainda não se sabe bem qual a amplitude de desconto comercial que Kobo, Google e Amazon fecharam com os editores. A Apple costuma ficar nos 30% inspirada no modelo agência que ajudou a implementar nos EUA. A Kobo deve ter mantido mais ou menos o que era exercido por sua parceira Livraria Cultura.

A Google não deve ter sido muito agressiva, já que o e-book em si não é seu principal negócio. A Saraiva sempre procurou manter os mesmos descontos do físico, mas com certeza os editoras conseguiram aumentar sua fatia do bolo. E quanto a Amazon, cercada de mais NDAs (Non-DisclosureAgreements; Acordo de Não-Revelação) que o Neymar de fãs, ainda não é possível ter uma ideia clara de seus contratos. Mas como NDAs no Brasil não duram mais que um romance de verão, logo, logo todos já saberão sua faixa de descontos.

Acho, no entanto, razoável imaginarmos os descontos concedidos para livrarias e distribuidores digitais na faixa dos 35 a 45%, e vou trabalhar aqui com uma média de 40%. Já os direitos autorais possuem forma de cálculo diferenciada, são negociados em cima do preço líquido e podem até aumentar. Por hora, vamos considerá-los na faixa dos 25%. Ficamos assim: (mais…)

Amazon fecha acordo com editoras e chega ao Brasil até dezembro

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Consumidor brasileiro finalmente terá acesso ao leitor de ebooks mais bem conceituado do mundo Reuters

Publicado originalmente no O Globo

Fontes do mercado editorial confirmam a iminência do fechamento do acordo entre a Amazon.com com a distribuidora de livros digitais DLD, que engloba as editoras Rocco, Sextante, Objetiva e Record.

O acordo, que vem sendo costurado há mais de um ano entre as editoras e a maior varejista on-line do mundo, deverá ser assinado em breve — ainda este mês — e prevê a estreia da operação da Amazon no Brasil entre o final de novembro e a primeira quinzena de dezembro.

A princípio, a livraria fundada por Jeff Bezos venderá no Brasil seu leitor Kindle e títulos de ebooks. A Amazon anuncia em seu site oficial que está abrindo 15 vagas de trabalho em São Paulo.

Segundo a Reuters apurou há alguns meses, a potência americana do e-commerce deve oferecer um catálogo de dez mil livros digitais em português para o Kindle. A estratégia 100% digital permitiria à varejista minimizar custos no país.

— O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias — disse então à agência uma fonte da indústria.

A Amazon é a mais recente empresa americana a buscar uma fatia do mercado de e-commerce brasileiro de US$ 10,5 bilhões. Espera-se que o segmento cresça 25% neste ano, impulsionado pelo aumento da classe média do país. Essa seria a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após seu ingresso na China, em 2004, e na Índia, neste ano.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 (US$ 239) — três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, disse a agência.

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