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Madonna leiloa pintura por R$ 14 milhões para educação de meninas

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Publicado por Folha de S.Paulo

Madonna vendeu uma pintura abstrata do artista francês Fernand Leger por US$ 7,16 milhões (R$ 14, 2 milhões) na terça-feira (6), para arrecadar fundos para projetos de educação de meninas no Afeganistão, no Paquistão e em outros lugares.

A pintura de 1921, “Trois Femmes a la Table Rouge”, que tinha uma estimativa pré-venda de até US$ 7 milhões (R$ 14 milhões), foi adquirida por um comprador não identificado no leilão de arte impressionista e moderna da Sotheby’s, em Nova York, de acordo com o site da casa de leilões.

Quadro "Trois Femmes a la Table Rouge", leiloado por Madonna / Emmanuel Dunand/AFP

Quadro “Trois Femmes a la Table Rouge”, leiloado por Madonna / Emmanuel Dunand/AFP

A cantora pop disse em abril que comprou a pintura em 1990 e que a venda combinaria suas paixões pela arte e a educação ao angariar fundos para a Fundação Ray of Light, uma organização sem fins lucrativos que oferece formação profissional para crianças de rua e agricultoras pobres.

“Eu não posso aceitar um mundo onde as mulheres ou meninas são feridas, alvejadas ou mortas seja por ir à escola ou por ensinar em escolas para meninas. Nós não temos tempo para ser complacentes”, disse Madonna em um comunicado no mês passado.

“Quero trocar algo valioso por algo de valor inestimável –educar meninas.”

Madonna adotou duas crianças do Malaui e planeja construir 10 escolas no país do sul da África.

Escola troca seguranças por professores de artes e melhora desempenho de alunos

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Orchard Gardens, em Boston, chegou figurar entre as cinco piores do estado americano de Massachusetts e pulou para uma das que aprimorou o ensino mais rapidamente
Escola chegou a proibir que alunos levassem mochilas por medo de armas escondidas

Corredor da Orchard Gardens é decorado com obras de artes dos alunos www.bostonpublicschools.org

Corredor da Orchard Gardens é decorado com obras de artes dos alunos www.bostonpublicschools.org

Publicado em O Globo

RIO – Cercado por crianças indisciplinadas e pelo aumento de violência dentro das salas de aula, o diretor de uma escola pública de ensino médio da cidade de Boston, nos Estados Unidos, tomou uma medida que, à primeira vista, pareceu loucura: ele demitiu todos os funcionários da segurança e, com o dinheiro, reinvestiu contratando professores de arte.

Em menos de três anos, o colégio Orchard Gardens, que figurava entre os cinco piores do estado Massachusetts, tornou-se uma das unidades onde houve maior salto de qualidade no aprendizado de alunos. O segredo?

- Não há um único jeito de se fazer uma tarefa. E a arte te ajuda a compreender isso. Se você levar isso a sério, o mesmo acontecerá na parte acadêmica e em outras áreas. Eles precisam mais do que um teste preparatório e mais do que simplesmente responder de um jeito uma questão – disse à rede de TV NBC o diretor Andrew Bott, o sexto a gerir a unidade em menos de sete anos.

Ao assumir a direção da Orchard Gardens em 2010, Bott chegou a ouvir de seus colegas que a escola era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts.

Construída em 2003 para ser uma referência no mundo das artes, a Orchard Gardens nunca alcançou esse objetivo. O estúdio de dança era usado como depósito, e instrumentos de orquestra estavam praticamente intactos. A violência chegou a tal ponto que alunos foram proibidos de levar mochilas. Tudo para se reduzir a incidência de armas em sala de aula. Cerca de 56% dos mais de 800 alunos da escola são descendentes de latinos, e outros 42% são considerados negros.

Mas com a substituição de seguranças por professores de arte, as paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito de empreendedorismo.

Um dos alunos, Keyvaughn Little, conseguiu ser aceito na disputada Academia de Artes de Boston, única escola pública do estado especializada em artes visuais e de performance.

- Todas as aulas extra-classe e a maior atenção que recebemos nos faz pensar ‘eu realmente posso ter um futuro nisso e não preciso ir para uma escola regular. Posso ir para uma escola de artes – afirmou Keyvaughn à NBC.

Haddad acaba com prova de Kassab que avaliava escolas de São Paulo

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu acabar com uma prova aplicada aos alunos da rede municipal desde 2007 –exame criado na gestão do seu antecessor, Gilberto Kassab (PSD).

Para a prefeitura, a Prova São Paulo não precisa mais ser feita porque a qualidade do ensino fundamental pode ser acompanhada por meio de outra avaliação do governo federal, a Prova Brasil.

As duas avaliações buscam medir a qualidade da rede pública, mas há diferenças. O exame do governo federal, de 2005, é aplicado a cada dois anos. O municipal era anual.

A extinção do exame municipal vinha sendo analisada pela gestão Haddad desde o início deste ano. Em 2013 não haverá mais a prova.

A última edição da Prova São Paulo, em 2012, custou R$ 6 milhões à prefeitura.

Editoria de arte/Folhapress

Editoria de arte/Folhapress

DIAGNÓSTICO

O secretário da Educação, Cesar Callegari, afirma que concentrará esforços e recursos em provas montadas pelas próprias escolas (chamadas avaliações diagnósticas).

“Para avaliações gerais, usaremos a Prova Brasil. E daremos apoio técnico para que as escolas façam suas próprias avaliações”, disse. Questões da Prova São Paulo poderão ser aproveitadas.

Secretário de Educação do governo Kassab, Alexandre Schneider disse: “Se eles acham suficiente a avaliação diagnóstica e a Prova Brasil, a cada dois anos, não me cabe comentar. Mas a Prova São Paulo permite que as escolas saibam o desempenho de cada aluno no início de cada ano. A Prova Brasil, não”.

O tema dividiu os pesquisadores. “Se já existe uma avaliação externa, não precisa de outra. E fortalecer as provas nas escolas recupera o papel do diretor, do coordenador e do professor”, disse Angela Soligo, da Unicamp.

“Há relatório pedagógico mostrando ineficácia da prova, que parece ser bem estruturada? Sem essa avaliação, fico preocupada”, afirmou Ilona Becskeházy, consultora da área de educação.

Os resultados da Prova São Paulo de 2011 e de 2012 não foram oficialmente divulgados. Segundo a gestão Kassab, houve dúvidas em relação à consistência dos dados.

Em 2011, houve queda acentuada nas médias dos alunos do terceiro e quarto anos do ensino fundamental em relação a 2010, enquanto no nono ano houve um forte aumento. Esses saltos destoavam da avaliação federal.

Faculdade alemã ensina a fazer livros manualmente

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Em plena era digital, jovens do mundo todo recorrem à Academia de Artes Visuais de Leipzig para estudar a produção artesanal de livros. O que no passado era um trabalho técnico, hoje é uma forma de arte.

Publicado no DW

O estudante Benjamin Buchegger gosta de comparar a relação entre livro e internet com aquela entre pintura e fotografia. “O livro morre como dispositivo de informação para se tornar, ele próprio, arte”, diz Buchegger. O jovem austríaco estuda há três anos e meio na Academia de Artes Visuais de Leipzig (HGB, na sigla em alemão) – um local onde o livro já se tornou há muito objeto de arte.

Buchegger: livro como arte

Em nenhum outro lugar da Europa os estudantes se debruçam tanto sobre a mídia livro como nesta instituição de ensino. Eles não aprendem apenas como os livros foram artesanalmente feitos através dos séculos, mas também como eles poderão continuar funcionando no futuro, ou seja, como objeto de arte e também como produto industrial. Em plena era digital, os estudantes fazem experimentos para ver como livros de pequenas tiragens têm, mesmo assim, seu público específico, ou seja, eles descobrem onde há nichos, nos quais o livro pode sobreviver.

Reinterpretação de ideias antigas

Artes editoriais é o nome da graduação oferecida pela HGB, onde se pode também estudar design gráfico. O curso tem duração de cinco anos. “Em função da nossa história, temos naturalmente um conhecimento especial sobre a maneira de produzir livros”, explica o professor Oliver Klimpel. Afinal, a HGB é uma das universidades mais antigas da Alemanha, fundada em 1764. Em Leipzig, cidade que abriga uma feira do livro famosa e várias editoras, questões relacionadas ao mercado editorial sempre desempenharam um papel importante.

Academia de Artes Visuais de Leipzig, uma das mais antigas universidades da Alemanha

Klimpel, ele próprio ex-aluno da HGB, é professor de design de sistemas na escola. Aos 39 anos, ele vive entre Leipzig e Londres, onde tem um escritório de design gráfico. O conceito de “arte editorial” é visto por ele como ambíguo, “pois ele força uma ideia tradicional de livro artesanal”. “Na HGB, por outro lado, procuramos encontrar novas formas e formatos, que preservem o livro como tal, mas contribuam para sua evolução”, ressalta Klimpel. Como, por exemplo, ao ver o livro como um acréscimo importante às fontes de informação digitais, como a internet ou as mídias visuais.

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Laerte faz resenha em quadrinhos de livro sobre questões de gênero; veja

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Publicado na Folha de S.Paulo

O cartunista Laerte Coutinho, que foi convidado pela “Ilustrada” para fazer uma resenha em quadrinhos de Judith Butler e a Teoria Queer, de Sara Salih.

A obra, lançada no Brasil pela editora Autêntica, debate questões de identidade e genêro.

Clique na imagem para ler a resenha de Laerte.

Editoria de Arte/Folhapress
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