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Cinco sebos para desbravar em Fortaleza

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Geraldo Duarte com a família, que herdou o "dom" para o negócio com livros. No sebo de Geraldo, cerca de 120 mil títulos estão disponíveis. Uma "atração" para os frequentadores TATIANA FORTES

Geraldo Duarte com a família, que herdou o “dom” para o negócio com livros. No sebo de Geraldo, cerca de 120 mil títulos estão disponíveis. Uma “atração” para os frequentadores TATIANA FORTES

O V&A mapeou espaços na Capital que abrigam raridades da literatura regional, quadrinhos, volumes clássicos, além de muitas memórias afetivas

Bruna Damasceno, em O Povo

“Lamentei muito não ter falado contigo na quinta”. É assim que começa a carta escrita à mão, com caneta de ponta porosa e tinta de cor preta, numa folha de caderno amarelada – datada de 26 de dezembro de 1993. Esquecida entre as folhas de um livro, hoje sob os cuidados do livreiro Geraldo, a missiva virou mais uma história entre tantas, descobertas entre aproximadamente 120 mil livros amontoados no sebo localizado na rua 24 de Maio, 950.

“Sebo é bom porque você vem procurar um livro, ele te obriga a remexer e procurar.Você acaba indo atrás de um livro e leva outro”

O endereço no centro de Fortaleza, que resiste há 17 anos, é o lugar mais tradicional procurado por quem busca por obras raras ou que saíram de circulação. Espaço de infinitas possibilidades, os sebos mantêm viva a tradição literária em tempos de tantas tecnologias. O acervo de Geraldo Duarte, 76, é o maior da Capital, seguido da Livraria Arte&Ciência, com aproximadamente 50 mil volumes. Segundo ele, o público que frequenta o brechó de livros é formado principalmente por escritores e estudantes, que fazem do lugar um ponto cultural. “Vem gente de toda espécie: velha, jovem”, enumera. “Têm clientes que vem só namorar”, brinca.

Preço acessível, títulos esgotados em livrarias comerciais ou volumes raros, e o contato com histórias pulsantes, são os principais motivos que levam os leitores assíduos à garimpagem nos alfarrabistas. É o que destaca o contista e colunista do O POVO, Pedro Salgueiro, 50, que desbravava o sebo enquanto Sr. Geraldo era entrevistado por telefone.

“Fale aqui”, disse, sem cerimônia, o livreiro.

“Sebo é bom porque você vem procurar um livro, ele te obriga a remexer e procurar”, explica o escritor, cliente do brechó há mais de duas décadas. “Você acaba indo atrás de um livro e leva outro. É a grande vantagem além do preço”.

Entre as raridades encontradas na casinha verde no Centro, é possível encontrar alguns livros da coletânea do poeta Olavo Bilac, as obras Baú das Donzelas e as Divinas Damas, do memorialista cearense Marciano Lopes, a primeira edição de A Bagaceira, de José Américo de Almeida, de 1928 – obra considerada um marco inicial do regionalismo brasileiro -, além de Fortaleza de ontem e de hoje, de 1991, de Nirez.

Outros encontros

Bem pertinho dali, na rua Pedro I, 984, os filhos do seu Geraldo, Jarlison, 22, e Janderson Duarte, 23, dão continuidade à tradição da família. Eles transformaram o armarinho da mãe, Albaniza Duarte, 52, em outro sebo. É o Cantinho das Novidades, que conta com cerca de 10 mil obras de diversos estilos literários e que também reforma livros.

Na mesma rua, a loja azul com grafites de super-heróis, de número 583, abriga um acervo com 15 mil exemplares, entre livros e revistas.

Na Gibiteria Fanzine, do sr. Alzir Fernandes, a maioria do acervo é formada por quadrinhos, além de volumes regionais e clássicos da literatura inglesa, espanhola, francesa e alemã. Os quadrinhos de cowboy – da editora Ebal – das décadas de 60 e 70, e os gibis da Editora Bloch estão entres as raridades encontradas por lá.

Ainda no Centro, na rua Major Facundo, 954, pode-se deparar com o acervo do livreiro Vladimir Ilitch Guedes, 40, dono da Livraria Arte&Ciência. Entre as raridades, Memórias de um engrossador, de 1912, do benemérito do Ceará, o escritor Rodolfo Teófilo -que atualmente está na filial do Benfica. Bairro que também abriga, há três anos, o Brechó Literário Rimbaud, da estudante Déborah Maia, 22.

Segundo ela, 6 mil obras das mais diversas áreas do conhecimento estão à disposição para atender a demanda do público universitário predominante nas imediações.

Lá, também é possível encontrar algumas raridades literárias, como a antologia Poesias Eróticas Burlescas e Satíricas, publicada em 1969, de autoria do poeta português Manuel Bocage. O espaço também promove saraus abertos ao público todo último sábado do mês. Eventualmente, a programação pode ser alterada.

Serviço

Brechó Literário Rimbaud

Onde: rua Aratuba, 2142 –Benfica

Horários: de segunda às sextas-feiras, das 8h às 18h30min

Contatos: (85) 3281 9302

Quanto: a partir de R (Crédito, débito e caderneta)

Redes sociais: www.facebook.com/brechorimbaud/ @brecho.literario.rimbaud

Cantinho das Novidades

Onde: Rua Pedro I, 984 – Centro

Horários: segundas às sextas-feiras, de 8h às 17h45min / Sábados: 8h às 15 horas

Contato: (85) 3055.0665

Quanto: a partir de R

Gibiteria Fanzine

Onde: rua Pedro I, 583 – Centro

Horários: de segundas às sextas-feiras, de 8h às 17h30min / Sábados: 8h às 13h30 min

Contatos: 32523660 / 9 9140 8991(WhatsApp)

Quanto: livros a partir de R / Quadrinhos a partir de R (Crédito e débito)

Site: www.gibiteriafanzine.com.br

Redes sociais: www.facebook.com/gibiteriafanz / @fanzinegibiteria

Sebo do Geraldo

Onde: rua 24 de Maio – Centro

Horários: segundas às sextas-feiras, das 7h30 às 17h30 / Sábado: 7h30 às 13h

Contatos: (85) 3226 2557

Quanto: a partir de R

(crédito e débito)

Livraria Arte e Ciência

Onde: rua Major Facundo, 954 – Centro / Avenida 13 de maio, 2400

Horários: segunda às sextas-feiras, de 8h30 a 18h / Sábado: 09h Às 13h

Contatos: (85) 3283 4422 / 9 8762 6851

Quanto: a partir de R (Crédito e débito)

Site: www.arteeeciencia.com.br

Redes sociais: www.facebook.com/arteeciencia / @arteeciencia

10 livros que vão te dar vontade de fazer as malas e desbravar o mundo – Parte 2

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Publicado por Nômades Digitais

“O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página”. A frase é de Agostinho de Hipona e é um bom ponto de partida para o que aqui queremos mostrar. Ainda que ela nos lembre que não basta ler – é preciso ir -, porque não existem duas viagens iguais (como não existem dois seres humanos ou dois lugares desse imenso livro exatamente iguais), ela faz uma analogia que nos lembra que ler é uma forma de viajar. Pelo menos na nossa mente. E essa já é uma viagem imperdível.

Há uns meses, reunimos 10 livros que dão vontade de desbravar o mundo, mas qualquer leitor e/ou viajante atento deve saber que não existem apenas 10. Aliás, se tentássemos reunir todas as obras que tocam aquela parte da mente onde guardamos planos de viagens, a sensação da descoberta, acompanhada da brisa do mar, do calor de uma tarde de verão ou das pessoas que nunca tínhamos visto antes, mas que nos abrem um sorriso fácil no primeiro contato, precisaríamos criar um novo site só para isso.

Confira as nossas novas sugestões para você viajar sem necessariamente sair de casa:

1. “A arte da viagem”, de Paul Theroux
Vem em primeiro porque é mais do que um livro de viagens: é a própria literatura de viagens condensada em uma só obra. Paul Theroux é, possivelmente, o mais consensual escritor vivo deste gênero literário e oferece desta vez uma viagem dentro da viagem, um roteiro de histórias, autores, citações e situações singulares sobre a arte de botar o pé na estrada. Aqui o medo e a adrenalina dão lugar ao espírito curioso do leitor, que ao invés de entrar nos cenários de um determinado lugar, transita entre o que há de mais importante em sair do lugar a que chamamos casa. Um conjunto de histórias, lançados para celebrar os 50 anos de viajante do autor, e em que ele nos dá a lição dos 10 mandamentos da viagem: “1. Sair de casa; 2. Ir sozinho; 3. Viajar leve; 4. Levar um mapa; 5. Ir por terra; 6. Atravessar a pé uma fronteira nacional; 7. Fazer um diário; 8. Ler um romance que não esteja relacionado com o local onde se está; 9. Se tiver de levar um celular, evitar usá-lo; 10. Fazer um amigo”.

Foto 1 © DR/William Furniss; Foto 2 © Quetzal

Foto 1 © DR/William Furniss; Foto 2 © Quetzal

2. “Na Natureza Selvagem”, de John Krakauer
Quando fizemos a primeira lista e não incluímos uma das obras maiores de Krakauer, o mundo (ou a caixa de comentários) ficou indignada com a gente. A explicação: havíamos feito dias antes uma lista de filmes onde a adaptação ao cinema deste livro, feita por Sean Penn, era atração principal. Mas admitimos – não dá pra fazer uma lista de livros de viagens sem incluir um dos que mais inspirou os novos viajantes, muitos dispostos a seguir a filosofia de Christopher McCandless, deixando pra trás empregos, bens e ideias pré-concebidas sobre sociedade, sem destino e com a natureza como fim.

McCandless tinha 22 anos quando se entregou ao único desafio que realmente o interessava, mas hoje, passados precisamente 22 anos sobre esse abril de coragem mil, são muitos e de todas as idades os que não resistem ao apelo de uma viagem sozinho.

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3. “As Mulheres do Meu Pai”, de José Eduardo Agualusa
Escritor angolano, Agualusa tem a capacidade de fugir aos lugares comuns quando falamos de África, da selva à pobreza. Elas estão lá, existem, mas a África de Agualusa é mais do que isso. O poder das mulheres e a musicalidade do povo e das ruas, mesmo em meio ao caos, são destaque numa obra guiada por uma filha em busca dos lugares (e das mulheres!) pisados pelo pai. Faustino Manso é um famoso compositor angolano falecido e um homem com uma relação peculiar com o sexo oposto. Pai de 18 filhos, deixou sete mulheres viúvas. A mais nova das filhas, Laurentina, é quem nos leva da capital angolana, Luanda, até ao outro extremo, em Maputo, Moçambique, atravessando a África Austral com paragens na Namíbia e África do Sul. Pelo meio, um enredo de personagens complexo e cenários que prometem dançar na sua mente durante muito tempo.

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4. “Noturno Indiano”, de Antonio Tabucchi
Não é fácil visitar a Índia e sair ileso. Por isso, caro leitor, se prepare para um choque de realidade com a narrativa do italiano Tabucchi. Ele, narrador e personagem, em busca de um amigo perdido, que não vê há anos, pode facilmente passar de um hotel de luxo para um quarto na beira da estrada (ou para a própria beira da estrada) e ainda assim não estar preparado para a “moldura” de miséria humana que vai encontrar. Em Bombaim ou em qualquer outra parte desse país de excessos, o narrador descreve 12 noites, 12 pontos diferentes da Índia, cada um com seus infinitos recantos, e nos oferece uma carga de suspense que achavamos só ser possível em policiais.

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5. “De vagões e vagabundos – Memórias do submundo”, de Jack London
O autor norte-americano Jack London é outro clássico da literatura que parece levar a adrenalina colada a cada página. Nesta obra, que foi entretanto reeditada no Brasil com o título de “A Paixão pelo Socialismo”, em que se juntam outros textos, London vagueia pela própria juventude, marcada pela pobreza e pela ideia de sobrevivência. O texto tem muito de autobiográfico e percorre o submundo americano, os pobres e sem-teto que usavam a rede ferroviária em expansão no país como abrigo itinerante.

London era um dos que subia em trens de carga, em imagens que percorrem a mente de vários viajantes de hoje, ainda que em muito melhores condições do que aquelas que o autor nos descreve. “Deixando de lado os possíveis imprevistos, um bom vagabundo, jovem e ágil, pode resistir até o fim num trem, apesar de todos os esforços da tripulação a bordo para “despejá-lo” – tendo é claro, a noite como condição essencial”.

Nota: se o tema te interessa, a reedição “A Paixão do Socialismo” junta outras histórias à experiência nos trens. O livro reúne reflexões sobre o capitalismo, a injustiça social e a pobreza de que London foi testemunha ao longo de seus 40 anos de vida.

Retrato do autor via

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6. “Nápoles 1944”, de Norman Lewis
Uma das melhores sugestões para quem quer entender o maior conflito do século XX, a Segunda Guerra Mundial, além de viajar por entre as descrições de quem a viveu. Norman Lewis serviu no Corpo de Inteligência Britânico na Itália entre o final do ano de 1943 e 1945 e, 30 anos mais tarde, lança uma obra onde relata suas experiências no sul de Itália. Em Nápoles, Lewis toma contato com a devastação da guerra, a vulnerabilidade da condição humana, mas também a solidariedade que pode unir os homens, independente dos conflitos ou da cor dos uniformes. Para juntar aos problemas da pobreza, a erupção do vulcão Vesúvio, em março de 1944, cobriu de lava uma aldeia próxima e exigiu ainda mais esforços da população.

Mas, por ser nestas situações que a essência de uma cidade e das suas pessoas mais se revela, é inevitável citar uma das mais famosas frases do autor britânico: “eu admirei tanto a cultura e a humanidade dos italianos no ano que lá passei, que me dei conta de que se me dessem a oportunidade de nascer de novo e escolher um país onde o fazer, escolheria Itália”.

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7. “Viajante Solitário”, de Jack Kerouac
Sim, era possível fazer uma lista só com Kerouac (na primeira, incluímos o grande clássico “On the Road”). Autobiográfico, intenso e de tirar o fôlego, como são quase todos os livros do autor, “Viajante Solitário” está dividido em oito textos por diferentes destinos, da França ao México, de Marrocos aos Estados Unidos, com um personagem que atravessa mares, estradas e caminhos de ferro com a mesma inventividade na escrita, que o levou a ser considerado um dos principais autores do Movimento, ou Geração, Beat.

Se ainda precisar de um pretexto pra ler o livro, aqui vai um trecho em forma de conselho: “Poupei cada centavo e então torrei tudo subitamente em uma grande e gloriosa viagem à Europa ou a outro lugar qualquer e me senti leve e feliz também”.

Foto 1 via; Foto 2 via

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8. “Na Patagônia”, de Bruce Chatwin
Bruce Chatwin faz parte do grupo de inquietos que não cede ao receio de deixar uma carreira e uma vida tranquilas em busca de um desconhecido. A descendência de marinheiros pode explicar o espírito aventureiro do autor, mas o que Chatwin nos conta de seus seis meses de viagem por lugares remotos é mais do que isso – são histórias intensas, umas verdadeiras, outras talvez não, que traçam um perfil intrigante e poético das pessoas com que o autor cruzou na Patagônia.

Motivado pela busca das origens de uma relíquia de família há muito guardada na sala da casa da avó, um “pedaço de brontossauro”, Chatwin acabou criando um clássico da literatura de viagens e elevando o seu nome à categoria de imprescindíveis da biblioteca de qualquer viajante.

Retrato do autor via

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9. “Recalculando a Rota”, de Alana Trauczynski
Uma odisseia pelas peripécias da vida, em que a autora (e nossa colunista aqui no Nômades Dititais) se coloca perante infinitos dilemas, com um único objetivo: encontrar um propósito na vida. Por entre cinco países, Trauczynski experimentou diversas profissões, em uma busca interior que muitas vezes a obrigou, qual GPS da mente humana, a “recalcular a rota”. A história tem emoção, aventura, tragédia e o combate por um dos valores que melhor define a espécie humana: liberdade.

10. “Nosso homem em Havana”, de Graham Greene
O cenário da Cuba pré-revolução castrista junto com o humor satírico de Greene tornam a leitura deste livro um duplo prazer. Greene foi agente do Serviço Secreto Britânico e, por isso, é capaz de nos dar uma ideia precisa do que é ser espião em uma terra estrangeira. O personagem principal do livro, desesperado por dinheiro que garanta sua sobrevivência, aproveita o clima de desconfiança exagerada para enviar para a Europa informações inventadas por ele (e ganhar mais com isso). De forma quase surreal, algumas dessas mentiras vão se tornando reais, colocando o homem em situações, no mínimo, delicadas.

O clima de Guerra Fria é descrito na perfeição, mas não é de estranhar que os viajantes de plantão foquem os sentidos na paisagem e na vida cubanas, com Havana no papel de destaque. Para isso, depois do livro, vale a pena ver a adaptação ao cinema, onde as imagens que preencherão sua mente podem, também elas, se tornar mais reais.

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Nota final: “Diários de Motocicleta”, de Che Guevara, é mais um exemplo de clássicos livros de viagem que incluímos na lista de filmes, pela excelente adaptação ao cinema e pela interpretação de Gabriel García Bernal na pele de Che, mas que poderia, como mais do que um leitor sugeriu, figurar nesta lista.

Clique aqui para ver a Parte 1 dos livros que dão vontade de arrumar as malas e, simplesmente, ir.

E aí, que outras sugestões, que não estejam nem nesta nem na primeira lista, você daria pra gente? E desta lista, quais livros ainda não leu? Qual o surpreendeu mais? Queremos ler sua opinião nos comentários!

10 melhores livros de Agatha Christie segundo o Goodreads

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Augusto Assis, no Cabine Literária

A rainha do crime deixou um vasto legado para os leitores da literatura policial clássica. Sua narrativa fria e calculista – como a mentalidade de um criminoso ou um detetive – conquista novos leitores até hoje. Para quem quer desbravar o gênero policial, as dicas de hoje são dos livros mais populares entre os leitores de Agatha Christie.

11 – Assassinato no Expresso Oriente (4.38)

Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Uma americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.

12 – O Caso dos Dez Negrinhos (4.19)

Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitavél, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.

13 – O Assassinato de Roger Ackroyd (4.12)

Três mortes estranhas em seqüência despertam grande curiosidade na moradora de uma pequena vila inglesa. Ela tem então por vizinho um visitante, chamado Hércule Poirot. Essas três mortes envolvem respectivamente um assassinato, um suicídio e um segundo assassinato. O primeiro corpo é do marido de uma mulher que, depois, se suicida. Seu suicídio é seguido pela morte de um terceiro homem, que se descobre ser amante dela. A mulher, por sua vez, estava sendo chantageada em função de ter matado o marido para ficar com o amante. O assassino de seu amante talvez seja, então, o chantagista, que estava para ser descoberto, ou talvez não seja. Só três pessoas podem descobrir a verdade: a senhora inglesa, o detetive belga e o leitor brasileiro.

14 – O Misterioso Caso de Styles (4.04)

O primeiro e um dos mais famosos mistérios solucionados por Hercule Poirot, o caso Styles começa quando uma aristocrata inglesa morre trancada em seu quarto, vítima de um aparente ataque cardíaco. A coisa ficaria por aí, não fosse a suspeita de envenenamento levantada pelo médico da família.

15 – A Morte no Nilo (3.99)

A parte principal deste romance desenvolve-se a bordo de um barco, que navega pelas águas do Nilo, em cujas margens se levantam ruínas milenárias, restos de uma civilização dedicada ao culto dos mortos; e lá nesse ambiente fúnebre, uma deslumbrante garota, que tinha tudo – juventude, beleza, riqueza e felicidade —, perde tudo, num repente, ao ser assassinada na sua cabine. O assassinato foi cuidadosamente planejado, para que seja impossível descobrir o assassino, quem teve a má sorte de que Hercule Poirot estivesse de férias no Egito, e pudesse investigar seu crime – aliás, seus crimes, porque há mais de um — com uma maior atenção da que se tinha empregado em cometê-los. Para aumentar a intriga e o suspense, sabemos que entre os passageiros do Karnack, se encontra um famoso assassino profissional, que é perseguido pelo Coronel Race, amigo de Poirot e sagaz agente do Serviço Secreto inglês.

16 – Assassinato na Casa do Pastor (3.98)

St. Mary Mead. Um pacato vilarejo onde há quinze anos não ocorre um homicídio e onde as pessoas discutem a vida alheia tomando chá. Quando um sangrento crime acontece em plena casa do pastor, o alvoroço é grande. O arrogante inspetor Slack é escalado para investigar o caso. O mistério também intriga uma discreta moradora que gosta de jardinagem e de observar pássaros de binóculo, mas cujo principal hobby é o estudo do comportamento humano: Miss Marple. A estreia da sagaz velhinha, o aparecimento de personagens inusitados e a engenhosidade da trama fazem deste romance de 1930 um dos clássicos de Agatha Christie.

17 – O Homem de Terno Marrom (3.94)

Após a morte do pai, uma moça se vê livre para se aventurar na cidade de Londres, mas sem nunca ter imaginado se envolver com criminosos sem escrúpulos organizados em uma quadrilha comandada por um maníaco, Coronel.

18 – Os Crimes ABC (3.90)

Já aposentado, Hercule Poirot aceita o desafio de desvendar um assassinato cometido por um criminoso que se anuncia com cartas anônimas cheias de menosprezo. O assassino deixa junto de suas vítimas um guia ferroviário. Talvez seja um maníaco por estradas de ferro. Poirot persegue de pista em pista, de letra em letra, o rastro sempre alfabético do inimigo.

19 – Morte na Praia (3.89)

Tudo o que Hercule Poirot queria naquele verão era ter alguns dias de paz no luxuoso hotel Jolly Roger, longe de crimes e de investigações. Mas quando Arlena Stuart passa por ele na praia, atraindo o olhar de todos os homens (bem como o ódio de todas as mulheres), ele desconfia que talvez suas férias não sejam tão tranquilas como esperava. De fato, no dia seguinte, um assassinato acontece.

Enquanto tenta descobrir quem é o responsável, Poirot percebe que não são poucas as pessoas naquele hotel que teriam um motivo para matar… Neste livro, o leitor é convidado a analisar junto com Poirot os motivos e os álibis de todos os hóspedes do Jolly Roger. Morte na praia é um quebra-cabeça complexo, ao melhor estilo de Agatha Christie.

110 – Um Corpo na Biblioteca (3.82)

Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bantry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto…antes de a encontrarem morta no tapete da sua biblioteca! Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual é a sua relação com a outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriamente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convide a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple. E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta solteirona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.

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