Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

Posts tagged desculpas

Menina de oito anos escreve um best-seller sobre o seu irmão irritante

0

Nia-Mya-Reese_Child-Author-640x427

Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

A mais nova prodígio da literatura ainda nem atingiu a adolescência, mas já garantiu um best-seller em seu currículo. A pequena Nia Mya Reese está ganhando a vida após escrever a sua obra internacionalmente aclamada ‘Hold it’, na precoce idade de oito anos.
Depois de falar para a sua professora que a sua maior especialidade era cuidar do seu irmãozinho irritante de cinco anos, ela foi encorajada pela mesma a escrever um livro sobre a sua experiência. E com a ajuda da mãe, Nia aproveitou as suas férias escolares para refinar seus pensamentos e colocar a ideia no papel.

neeya-mia-reese-520x245

O livro narra detalhes sobre uma série de tópicos importantes, incluindo como arrumar tempo para ficar sozinha, como pedir desculpas, e como armar o seu irmão mais novo, mesmo ele não merecendo às vezes. “Ele nem sempre escuta. Você precisa ensiná-lo aos poucos”, disse a autora-mirim.

Atualmente o seu título está entre os mais vendidos da Amazon americana, e parece que o seu exemplo já inspira outras crianças da sua classe a arriscar o mesmo caminho.

Enquanto esperamos ansiosamente por uma sequência, imaginamos quando seu irmão Ronald Michael terá idade suficiente para compartilhar seus próprios pensamentos sobre a sua irmã mais velha.

nia-mya-d22d52c9a1a810f1

Brasil pede desculpas oficiais para professores perseguidos na ditadura

0

Pedido do governo brasileiro foi oficializado durante sessão da Comissão de Anistia, em homenagem ao Dia do Professor

adrianodiogocomissaoestadual

Publicado em Painel Acadêmico

Ana Maria Pinho Leite Gordon, Mariluce Moura e Adriano Diogo, professores que sofreram com a repressão dos militares, presentes na cerimônia, foram anistiados pela Comissão.

“É uma história de violência. Uma atrás da outra. Esse clima de temor e insegurança perdurou até a redemocratização. A luta pelo reconhecimento do que ocorreu e de quanto o Estado foi violento, torturou, matou e negou todos os direitos não terminou até hoje”, disse Mariluce.

Presa na cidade de Salvador em 1973, enquanto estava grávida, Mariluce Moura foi “violentamente torturada” pelos agentes da repressão. Posteriormente, a professora foi absolvida pela própria Justiça Militar, mas nem assim conseguiu recuperar seu emprego no Departamento de Comunicação da UFBA (Universidade Federal da Bahia), de onde foi demitida. Hoje, ela foi reintegrada ao quadro de docentes da Universidade.

‘O Estado destruiu a minha família’

“Essas sessões da Comissão da Anistia são atestados da luta para reconhecer historicamente o que foi um período dramaticamente violento da história do país e para criar as bases para que a gente evite isso. Essa luta prossegue”, disse Mariluce.

A Comissão de Anistia foi instalada pelo Ministério da Justiça em 2001 e trabalha pela reparação dos perseguidos políticos durante o regime militar no Brasil. Até janeiro de 2015, a comissão havia recebido mais de 74 mil pedidos de anistia, declarando mais de 43 mil pessoas anistiadas políticas, com ou sem reparação econômica.

Reparação Econômica

Geólogo, Adriano Diogo era professor de Ciências na rede pública estadual de ensino de São Paulo quando foi preso e torturado em 1973. Ele receberá uma reparação econômica por conta dos fatos, mas defendeu que o mais importante neste momento seria uma revisão da Lei de Anistia, para que os agentes da ditadura possam ser responsabilizados por seus crimes na Justiça comum.

“Por que o corporativismo de querer preservar as coisas? O problema é que os crimes do passado acobertam os do presente. A impunidade do passado perpetua o modus operandi do presente. Não se trata de dizer que houve uma geração de ouro, de super resistência, porque cada geração vai reagindo conforme o contexto histórico. O problema é que os 21 anos de exceção [do regime militar] não foram revistos, julgados, sequer analisados. Não tem justificativa um país tão jovem como o nosso estar nessa situação até hoje”, acrescentou Diogo.

A sessão de julgamento dos professores antecedeu a 22ª Anistia Cultural com a exibição do filme Orestes, do diretor Rodrigo Siqueira. Com a promoção cultural, a Comissão de Anistia busca dialogar com a sociedade sobre a importância do debate acerca de temas como anistia política, violação de direitos humanos, justiça de transição e democracia.

Empresa pede desculpas por reclamar da falta de dedicação de estudantes do Ciência Sem Fronteiras

0

Mensagem deveria ter sido destinada apenas a alguns bolsistas que não compareceriam às aulas, diz novo e-mail

Leonardo Vieira, em O Globo

RIO – Dias depois de ter enviado um e-mail a bolsistas do programa Ciência Sem Fronteiras reclamando da falta de empenho acadêmico na Universidade de Southampton, no Reino Unido, a empresa que intermedeia os contratos estudantis com a instituição, a Science without Borders UK (SWB UK), pediu desculpas aos alunos pelo transtorno. A confusão teria acontecido porque, em nome da universidade, a SWB enviou a mensagem no mês passado para todos os cerca de 90 estudantes de graduação brasileiros matriculados ali, e não somente para os casos específicos de baixo desempenho, que seriam “pontuais”.

O caso foi revelado pela Agência Brasil. No primeiro e-mail, a SWB UK diz que foi contactada “pela Universidade de Southampton devido ao número considerável de reclamações das faculdades em relação ao comparecimento e à aplicação nos estudos”. Outro trecho diz: “é muito decepcionante, para nós, ouvir da universidade que os resultados têm sido bastante baixos e que [os estudantes] não têm se esforçado. Eu entendo que isso não se aplica a todos vocês, no entanto, para aqueles [que estão nessa situação], gostaria de pedir que se esforcem mais e que cumpram todos os compromissos firmados, incluindo reuniões com o supervisor do projeto para monitorar o progresso.”

Dias depois, em novo e-mail ao qual O GLOBO teve acesso, a SWB pediu desculpas aos estudantes. Na mensagem, assinada pela diretora-assistente de Programas e Operações da empresa, Tania Lima, é dito que o alerta era para “poucos alunos”. E continua: “Por favor, aceite meu sincero pedido de desculpas por isso. Nós não queríamos inferir que você pessoalmente não está se esforçando”. Leia a mensagem na íntegra, em inglês.

Em novo e-mail, SWB pede desculpas pela generalização - / Reprodução

Em novo e-mail, SWB pede desculpas pela generalização – / Reprodução

No entanto, ao GLOBO, a SWB informou que o e-mail não era para ser enviado a ninguém, e que o episódio ocorrera apenas por um “erro administrativo”. A instituição parceira do CsF ressaltou que os estudantes brasileiros têm um “impacto positivo” nos campi e que, frequentemente, as universidades britânicas os elogiam.

O caso gerou constrangimento entre os estudantes. Muitos procuraram os respectivos departamentos para reclamar da mensagem e comprovar que tinham bom aproveitamento acadêmico. Uma aluna de bioquímica, que preferiu não se identificar, foi uma delas:

– Olha sinceramente acho que foi exagero. Todos nós nos sentimos muito ofendidos com o e-mail, e cada um procurou seu tutor na universidade. Eu inclusive procurei o meu pra pedir orientação. Meus amigos tiveram ótimo desempenho academico, todos levaram muito a serio seus projetos e as aulas. Todos nós estamos muito chateados com o que está acontecendo – disse ao GLOBO.

Alguns inclusive acreditam que apenas a mobilização dos estudantes fez com que a SWB voltasse atrás e pedisse desculpas. De acordo, Wladimir Faé Neto, que cursa Oceanografia na universidade britânica, ainda há certo desconhecimento tanto por parte do governo brasileiro quanto por parte da empresa sobre o que acontece com os bolsistas do CsF.

– O maior problema na história é que o UKK aparentemente não tem muita ideia do que ocorre dentro de cada universidade e em cada caso em especial, provavelmente muito menos a CAPES e o CNPq – afirmou Wladimir ao GLOBO.

O Reino Unido é o segundo na lista de destinos preferidos pelos candidatos às bolsas. São quase 9 mil bolsas implementadas, entre estudantes de graduação e pós. Segundo a SWB UK, mais de 100 instituições as que recebem esses alunos. Os Estados Unidos aparecem no topo da lista de países, com mais de 20 mil bolsas concedidas.

O CsF foi lançado em 2011, com o objetivo de promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores e incentivar a visita de jovens pesquisadores altamente qualificados e professores seniores ao Brasil. Oferece bolsas, prioritariamente, nas áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde. A meta é oferecer 101 mil bolsas até o final deste ano. A partir do ano que vem, começa uma nova segunda etapa, com mais 100 mil bolsas, que devem ser implementadas até 2018.

Como houve desencontro de informações entre os e-mails enviados aos estudantes e ao GLOBO, a reportagem pediu novos esclarecimentos à empresa SWB sobre possíveis bolsistas com baixo rendimento acadêmico, mas ainda não obteve retorno.

Go to Top