Vitrali Moema

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Biografia de Steve Jobs ganha versão em mangá

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Escrito por Walter Isaacson, livro que conta a história do ex-CEO da Apple é adaptado para o tradicional quadrinho japonês pela consagrada artista Mari Yamazaki

Steve Jobs: cofundador e ex-CEO da Apple faleceu em outubro de 2011 depois de uma dura batalha contra o câncer (Justin Sullivan/Getty Images)

Steve Jobs: cofundador e ex-CEO da Apple faleceu em outubro de 2011 depois de uma dura batalha contra o câncer (Justin Sullivan/Getty Images)

Gabriela Ruic, na revista Exame

A biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, está sendo reproduzida em mangá, famosas HQs japonesas. Adaptado através das mãos da consagrada artista Mari Yamazaki, o primeiro capítulo da história está disponível na edição de maio da revista Kiss, publicada mensalmente no Japão e que tem como foco o publico feminino.

Imagens do mangá que conta a história de Steve Jobs: história começa com o encontro entre o ex-CEO da Apple e o escritor Walter Isaacson, autor de sua mais famosa biografia (Reprodução/Exame.com)

Imagens do mangá que conta a história de Steve Jobs: história começa com o encontro entre o ex-CEO da Apple e o escritor Walter Isaacson, autor de sua mais famosa biografia (Reprodução/Exame.com)

A história começa com o encontro entre Jobs e Isaacson, no qual o ex-CEO da Apple pede que o escritor escreva a sua biografia. Além disso, segue contando sobre a infância de Jobs e sua adoção. Já durante a adolescência, Mari mostra as primeiras experiências de Jobs com as drogas até o momento em que conhece outro Steve, o Wozniack, com quem fundaria, anos depois, a Apple.

A loja virtual do Yahoo no Japão publicou as primeiras imagens da adaptação da biografia de Isaacson. Os desenhos mostram um Steve Jobs desenhado de modo realista, com seus conhecidos óculos de grau e blusa preta de gola alta. Contudo, não perde de vista traços tradicionais dos mangás japoneses, especialmente no que diz respeito ao modo como o ex-CEO foi retratado enquanto criança.

Mari Yamazaki é conhecida por ter concebido outro quadrinho de sucesso, a comédia adulta Thermae Romae. A história, que tem como personagem principal um arquiteto romano chamado Lucius, ganhou importantes prêmios como o Manga Taisho e o Tezuka Osamu Cultural Prize, honrarias recebidas pela artista em 2010.

O vídeo abaixo, em japonês e sem legendas, mostra Mari trabalhando na concepção da transformação do livro que conta a história de vida de Steve Jobs em mangá.

dica do William Vidal

Descartes, Nietzsche e um lápis

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Histoires de Philosophies from Histoires de Philosophies on Vimeo.

Almir de Freitas, no Não me culpem pelo aspecto sinistro

Esse cartum animado é o primeira de uma série planejada pelos cartunistas Benoît François e Damien F. Cuypers, que já têm outros dois em andamento. A ideia, em todos eles, é confrontar dois filósofos diferentes com um mesmo objeto – aqui, Descartes e Nietzsche dão uma amostra de seu pensamento com um lápis. O site Histoires de Philosophies, especialmente criado pelos franceses para a empreitada, tem já alguns desenhos dos próximos dois episódios: Sextus Empiricus x Diogène de Sinope + um espelho / Leibniz x Platão + uma cadeira.

[Via Sadie Stein, da The Paris Review]

dica do Tom Fernandes

‘Fui corneado por meu fígado’, diz cartunista Jaguar

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O cartunista Jaguar, 80, em sua casa, no Leblon, no Rio de Janeiro

Marco Aurélio Canônico, na Folha de S.Paulo

Pouco depois de completar 80 anos, em fevereiro desse ano, Sérgio Jaguaribe, o popular Jaguar, recebeu a notícia: ao fim de seis décadas tendo bebido o equivalente a “uma piscina olímpica” de álcool, seu fígado sucumbira à uma cirrose avançada, acompanhada de câncer.

Ou operava e parava de beber para sempre ou morreria.

“Eu tinha tanto orgulho do meu fígado, me senti hepaticamente corneado”, diz o cartunista, tão célebre pelo humor implacável quanto por sua paixão por um boteco e um trago –não por acaso, um de seus livros chama-se “Confesso que Bebi – Memórias de um Amnésico Alcoólico” (Record, R$ 29,90, 160 págs.).

Jaguar recebeu a Folha no apartamento em que vive com sua mulher, a médica Célia Pierantoni, no Leblon, sentado ao redor de uma mesa que comprou para o boteco que nunca abriu. Nas paredes, desenhos feitos por ele e por vários colegas famosos.

Recusando-se a ser chamado de “senhor”, falou sobre sua nova rotina sem o álcool, seus planos e suas histórias, sempre com a verve afiada que usa tanto para falar de si mesmo quanto dos outros.

Lembrou ainda de episódios marcantes deste ano, como as mortes de dois companheiros de “O Pasquim” (Millôr Fernandes e Ivan Lessa) e o aniversário de 80 anos de outro (Ziraldo).

Ao fim das mais de duas horas de conversa abaixo resumidas, fez apenas um pedido: ser fotografado com um copo de cerveja –sem álcool– na mão. “Senão o pessoal não me reconhece.”

*

Folha – Como está sua saúde?
Jaguar – Em vez de morrer até o fim do mês, talvez eu tenha mais uns seis meses (risos). Eu estou com cirrose e mais uns três ou quatro tumores foram extirpados. Fiz um exame na semana passada que mostrou que eu estou como o Brasil: parado. Não melhorou nem piorou.

A notícia pegou todo mundo de surpresa, não?
Inclusive eu. Andei fraco, me sentindo pesado, e meu médico me mandou ir a São Paulo fazer exames. Tudo apoiado por minha mulher, que é médica. Foi a maior burrice que já fiz. Eu não saberia até hoje que estava doente, estaria tomando minha birita.

Eu fui ao Sírio Libanês, me enfiaram naquele canudo que faz uns barulhos estranhíssimos, você tem de ficar imóvel. Esse exame exige nervos de aço, depois dele você pode ouvir o relator do mensalão por 12 horas seguidas sem mostrar sinais de tédio.

E o mensalão tem rendido muito tema para charge?
Isso aí é até covardia, né, rapaz? Os humoristas não podem se queixar. Se tivesse de fazer, faria três por dia, as ideias vão aparecendo sem o menor esforço. Profissionalmente, vou te contar, sou muito bom nisso. Sou metódico, acordo e leio todos os jornais. E, desde que comecei nessa profissão, nunca parei.

Nem pretende?
Não. Vou fazer o quê com as piadas que eu bolo? Acho ótimo, é uma maneira de eu sacanear os caras, né?

Tem vítimas preferenciais?
O poder. “Hay gobierno [soy contra]…” Isso é batata. Conheci o Lula quando o Henfil o levou para o “Pasquim”, eu era amigo dele, mas depois que virou poder…

Como vai a vida sem álcool?
Estou fazendo experiências, drinques para abstêmios. Faço um Bloody Mary com o suco de tomate temperado com tabasco, limão, pimenta em pó. E cerveja sem álcool. Porque, ao contrário de muita gente, eu gosto da cerveja pelo sabor. Para ficar de porre, eu tomava coisas mais expressivas.

Foi uma adaptação difícil?
Como dizia Dostoiévski, e o Zé Keti também, o homem se acostuma com tudo. Eu bebia porque gostava de ficar bêbado. O grande problema é que eu posso beber o quanto quiser que não fico bêbado.

Fiz uns cálculos: a quantidade de cerveja que bebi nos últimos 50 anos dá para encher um carro-pipa. Bebi quase uma piscina olímpica. Entre cinco e dez cervejas por dia. Fora Steinhäger, cachaça, tudo que você pode imaginar.

Eu me sinto corneado pelo meu fígado. Eu tinha um orgulho dele, rapaz. Eu não tenho sinais de cirrose, mas a redundância magnética [risos] me entregou. Eu sou o pé na cova com o aspecto mais saudável que eu conheço. (mais…)

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