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Autor revela que há quatro projetos ligados a ‘Game of Thrones’ em desenvolvimento na HBO

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George R.R. Martin escreveu post em seu blog explicando os planos para o futuro da série ‘Game of Thrones’ após a estreia da última temporada em 2019 Foto: Matt Sayles/Invision/AP, File

George R. R. Martin afirmou que o piloto envolvendo a primeira guerra dos humanos contra os Caminhantes Brancos é o mais avançado

Publicado no Estadão

Com a derradeira oitava temporada de Game of Thrones programada para estrear no canal pago HBO em 2019, os fãs da saga de Westeros começam a se perguntar qual será o futuro da popular série. Em um post no seu blog na segunda-feira, 11, o autor George R. R. Martin, escritor da saga As Crônicas do Gelo e Fogo, que inspiraram a série, contou o que está programado para os próximos anos.

Segundo Martin, em um certo momento havia cinco projetos na HBO dentro do universo de Game of Thrones e agora quatro deles estão avançando em diferentes estágios de produção. O que está mais avançado é o projeto da roteirista inglesa Jane Goldman, que vai contar a história da primeira guerra dos humanos contra os Caminhantes Brancos, mil anos antes dos eventos de Game of Thrones, e teve um episódio piloto encomendado pelo canal.

“O que me disseram é que vamos filmar pelo menos mais um piloto, talvez mais do que um, nos próximos anos”, escreveu Martin. “Nós temos um universo inteiro com dezenas de milhares de anos de história para brincar. Mas claro, em se tratando de televisão nada é certeza”, continuou.

O autor também revelou que a HBO está pensando em encaixar o nome Game of Thrones em todos os projetos como forma de unificar o universo em um só lugar. “Eu chamaria o projeto [de Jane Goldman] de The Long Night, o que diz tudo, mas eu ficaria surpreso se isso acontecesse. É mais provável que a HBO encaixe a frase Game of Thrones em algum lugar”, disse.

Por fim, Martin negou os rumores de que estaria escrevendo o roteiro para um desses projetos, reiterando que seu foco está em terminar The Winds of Winter, sexto capítulo da saga dos livros e que já teve seu lançamento adiado inúmeras vezes. “É ridículo pensar o contrário. Se eu não estivesse concentrado em escrever Winds vocês acham que já não teria vazado que eu estaria escrevendo um desses pilotos?”, reclamou o autor.

Qual é a melhor forma de incentivar a leitura do seu filho?

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Gislene Naxara, no Estadão

Forçar uma criança a ler pode atrapalhar seu desenvolvimento natural. Mas infelizmente isso acontece com frequência, pois algumas famílias costumam antecipar essa situação. Um aluno na fase de Educação Infantil ou de séries iniciais do Fundamental está em processo de alfabetização, que acontece desde seu ingresso na escola. Esse desenvolvimento é muito espontâneo. O pequeno tem uma motivação, que é interna, e tem todo estímulo externo, trazido pela escola e família. Porém, temos que respeitar o tempo de cada um, pois a aprendizagem é individual. Não podemos pular alguma etapa desse desenvolvimento. Nesse sentido, a escola é que sabe dessa caminhada e entende o processo. Por não ser especialista na área, muitas vezes a família pode não compreender e tomar um direcionamento errado. Portanto, a ajuda por parte dos pais é mostrar para a criança a importância da leitura e qual a sua função social, mas sem obrigá-la a ler.

Pai e mãe tornam-se bons exemplos sendo leitores. O segredo é motivar e não exigir. De que forma? Ler para seus filhos, levá-los à biblioteca, à livraria e ter um ambiente letrado em casa. Esses são fatos que ajudam muito mais que atitudes formais de estudo. É a escola que vai orientar a família. Com mais de 30 anos na área de educação e também atuando como coordenadora pedagógica da Educação Infantil no Colégio Salesiano Santa Teresinha, situado na Zona Norte de São Paulo, eu percebi que se houver qualquer necessidade de um acompanhamento diferente, é a instituição que vai dar a orientação. Por isso, os pais devem tomar cuidado, porque às vezes uma expectativa grande acaba atrapalhando a criança, que passa por várias fases que precisam ser respeitadas. Se a família as antecipa, o filho pode se prejudicar, pois fica inseguro e frustrado ao não conseguir corresponder aos anseios.

A unidade escolar tem autoridade nesse processo, que tem de acontecer de maneira espontânea, com o pequeno estudante construindo seu saber de forma participativa, resultando no sucesso e desenvolvimento adequados. Mas, afinal, qual é a melhor forma de incentivar a leitura? Como inseri-la no dia a dia? É importante que seja um hábito diário e, sempre que possível, motivador, envolvente e prazeroso. Em casa, a família deve cuidar para que esses momentos não sejam didáticos, pois competem à escola.

A família não pode trazer para casa atitudes ou atividades formais escolares, mas ela pode incentivar, valorizar e motivar. A simples atitude de ir até uma banca de jornal com o filho(a) comprar uma revista ou um jornal – algo que está ficando raro por conta da tecnologia – e deixar a criança pegar uma história em quadrinhos ou outro tipo de publicação infantil, por exemplo, é uma forma muito boa de estimular, pois a insere nessa rotina. Deixá-la folhear revistas, gibis, livros e outros veículos de acordo com a faixa etária. Ler e trazer toda aquela magia da história ajuda muito, ou seja, fazer atividades lúdicas e motivadoras, como sentar e ler os livrinhos dela. Não é levar o pequeno em um cantinho da leitura e deixá-lo lá enquanto faz outras coisas, é estar com ele.

Sempre que possível, o momento de leitura deve ser compartilhado. Além dos materiais didáticos, atualmente as editoras de ótimos livros infantis investem em publicações recreativas, coloridas e informativas, recheadas de interatividade, com belas ilustrações e muitos detalhes do nosso cotidiano. Mas vale lembrar que bom senso é a palavra certa, ou seja, não é recomendável deixar a criança com pouco tempo livre para seu lazer, pois isso também pode prejudicar o desempenho escolar.

O pequeno não deve ter muitas atividades extras, que preencham todo o seu dia. Ele tem que ter o tempo para brincar, descansar ou assistir a um desenho. Ele pode até adorar a leitura, mas também precisa ter uma rotina com outras atividades para participar. Portanto, é necessário regrar o tempo livre entre os livros, os momentos de estudar e de escolher com o que ele vai brincar e o que vai fazer. Afinal, o lúdico faz parte da infância.

Por que o maior sistema educacional do mundo está falhando?

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Na opinião de alguns indianos, o investimento pequeno destinado à educação é responsável pelo ensino deficitário (Foto: Wikimedia)

Na opinião de alguns indianos, o investimento pequeno destinado à educação é responsável pelo ensino deficitário (Foto: Wikimedia)

Iniciativas como a da organização não governamental Pratham ajudam a melhorar a qualidade do ensino na Índia, mas sem o envolvimento efetivo do governo milhões de crianças e jovens não têm acesso a uma formação educacional sólida

Publicado no Opinião e Notícia

No andar térreo de uma escola primária em Jaipur no estado de Rajasthan, 50 alunos esperam o intervalo do almoço. A escola tem três professores, mas dois deles estão ausentes. Um está “doente” e o outro, a diretora da escola, saiu ao meio-dia, com o pretexto que tinha “trabalho externo para fazer”. O ensino é muito fraco e as crianças esforçam-se para ler frases simples em livros de poesia abertos à sua frente.

Já no segundo andar o ambiente é dinâmico. Rekha Gurjar, uma professora da ONG Pratham pede que as crianças leiam um texto escrito no quadro-negro. Ela faz perguntas e as mãos se levantam para responder. Os centros de ensino da ONG Pratham com currículos adaptados ao nível escolar dos alunos ensinam noções básicas da língua híndi e matemática em 40 dias, com base em métodos novos que aceleram o processo de aprendizado.

Cerca de 260 milhões de crianças frequentam a escola na Índia, mais do que em qualquer outro país. A frequência de alunos tem aumentado ao longo dos últimos 20 anos, devido à lei do Direito à Educação (RTE) aprovada em 2009, que obriga os pais a matricularem os filhos nas escolas até a idade de 14 anos. Mas em geral o ensino é muito fraco.

As consequências do baixo nível de escolaridade são graves. O bom rendimento escolar está associado a salários mais altos e ao crescimento econômico mais rápido. A Índia só participará do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), um exame para avaliar os sistemas educacionais em diversos países, em 2021. Mas os resultados dos jovens de 15 anos dos estados de Himachal Pradesh e Tamil Nadu, que fizeram o exame em 2009, mostraram que estavam com um atraso de cinco anos em relação a alunos de Xangai e de países mais desenvolvidos do Leste Asiático.

Na opinião de alguns indianos, o investimento pequeno destinado à educação é responsável pelo ensino deficitário. A Índia gasta 2,7% do PIB com o sistema educacional do país, menos do que outros países em desenvolvimento, como o Brasil. Mas, na verdade, a verba é mal administrada. O orçamento destinado à educação aumentou 80% entre 2011 e 2015, segundo a análise dos orçamentos de oito estados realizada por Geeta Kingdon do University College London. No entanto, o rendimento escolar caiu.

A reforma do sistema educacional da Índia precisa do apoio efetivo do governo. O primeiro-ministro Narendra Modi comprometeu-se a melhorar a educação no país. Mas pouco foi feito. Uma nova proposta de reformulação do ensino ainda aguarda os trâmites burocráticos para ser apresentada. É uma situação lamentável em um país onde mais de 20 milhões de indianos atingem a idade escolar todos os anos e não têm acesso a um ensino de qualidade.

Fontes:
The Economist-Why the world’s biggest school system is failing its pupils

Estudo faz mapeamento inédido do mercado de livro digital

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Censo realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros vai mapear tamanho do mercado de e-readers

Ernesto Neves, na Veja

Um mapeamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) vai revelar, pela primeira vez, o tamanho do mercado de livros digitais no país.

O estudo, visto como crucial para o desenvolvimento do setor, teve a adesão de 350 editoras e o resultado final será divulgado em junho.

Calcula-se que a venda de livros digitais cresça a uma taxa de 20% ao ano. O Brasil, no entanto, é menos desenvolvimento em relação às economias desenvolvidas.

“Acredita-se que apenas 2,5% das vendas sejam digitais. Na Espanha, por exemplo, já corresponde a 10%”, diz Marcos Pereira, dono da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel).

É um produto muito atraente em tempos de crise, já que custa, em média, 30% a menos que o formato convencional”, completa.

O estudo é uma parceria entre o sindicato e a Câmara Brasileira de Livros.

Papo bom: quais os efeitos de estimular a criança a conversar a partir da leitura

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A conversa durante a leitura estimula o desenvolvimento de habilidades que acompanharão a criança durante o crescimento

A conversa durante a leitura estimula o desenvolvimento de habilidades que acompanharão a criança durante o crescimento

 

Benefícios de ler histórias acompanham os pequenos durante toda a vida

Publicado em O Globo

A leitura proporciona um mundo de descobertas no imaginário infantil. E quando o adulto que media a história conversa com a criança, esse momento de interação e aprendizado torna-se ainda mais rico. Por isso, o importante é ler a história e acompanhar o interesse da criança.

Os efeitos de estimular a conversa a partir do que a leitura evoca vão acompanhar as crianças em seu crescimento pessoal e intelectual. Ao entrar em contato com palavras novas, por exemplo, ela vai ampliar seu vocabulário. A capacidade de se concentrar e de permanecer atenta também é desenvolvida, além de uma maior habilidade de se comunicar.

A conversa ainda estimula a habilidade de se relacionar, e isso facilita a convivência com outras crianças e adultos. Além disso, os diversos aspectos da narrativa, como os personagens, os problemas vividos por eles e os elementos de fantasia possibilitam à criança lidar com seus próprios sentimentos, já que ela pode se identificar com as situações vividas nas histórias.

Como conversar?

Quando o adulto assume o papel de mediador da leitura, está se colocando como uma ponte entre a criança e o livro. O verdadeiro leitor é a criança. Dessa forma, as questões, pausas e eventuais interrupções na leitura serão indicados pela criança. Aos poucos, os adultos atentos e disponíveis entendem o ritmo da criança, suas preferências, medos e desejos. Cada criança vai interagir de uma maneira diferente ao ler a história mediada pelo adulto.

Conversar também é um recurso para o adulto com alguma dificuldade na leitura. Ele pode escolher um texto mais simples, ou criar uma história. Para isso, pode explorar as ilustrações e verificar se criança quer participar da construção da história ou se prefere somente ouvir.

Manusear o livro

Ler não é apenas uma experiência cognitiva, é também estética. Por isso, os adultos devem deixar as crianças manusearem o livro, explorar suas imagens e texturas. Se por acaso rasgar, convide a criança para consertá-lo com você. Dessa maneira, ela aprenderá também a cuidar e a valorizar o livro.

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