Vitrali Moema

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Homem ‘quase’ paga R$ 40 mil reais de multa na biblioteca por livro esquecido há 79 anos

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Publicado no Jornal Ciência

Os funcionários da biblioteca disseram que o livro deveria ter sido devolvido há 79 anos.

O romance Master of Men foi retirado da Leicester County Library em 1934 e nunca foi devolvido.

Keith Dolphin, 64 anos, encontrou o livro em casa e ficou surpreso quando viu o bilhete da biblioteca que estava dentro. A data marcada de devolução era para o dia 28 de maio de 1934 – o bilhete foi impresso, mas não tinha carimbo que provasse que havia sido devolvido.

O conselho da biblioteca da cidade de Leicestershire disse que o valor total ultrapassava os R$ 40 mil reais!

Sensibilizados, a diretoria da biblioteca resolveu isentar o senhor de uma taxa tão gigantesca e cobrou apenas R$ 24,00.

Eu achei o livro numa parte velha da casa quando estava limpando. Eu estava ajudando um amigo. Havia alguns livros em pedaços. O rapaz que vivia na casa está morto agora”, disse Keith.

O livro é muito antigo, mas é possível lê-lo. Ele conta a história de um vigário que tem segredos que irão mudar tudo o que as pessoas pensam sobre a realidade de suas vidas.

8 livros publicados postumamente (e suas histórias)

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Jéssica Soares, na revista Superinteressante

Eles não precisaram da ajuda de Chico Xavier. Antes de passarem dessa pra melhor, alguns escritores deixaram para trás livros inéditos e que chegaram às livrarias com um quê de #VozesdoAlém. Para a alegria dos fãs (e também dos editores), os casos são muitos. Selecionamos e contamos para você a história por trás de 8 livros publicados postumamente:

1. O castelo, de Franz Kafka (1926)

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Durante sua vida, a maior parte dos textos de Franz Kafka foi publicada apenas em revistas literárias. E, se dependesse do autor de A Metamorfose, suas obras poderiam nunca ter sido conhecidas no mundo. Quando faleceu, em 1922, Kafka deixou todos os seus manuscritos para seu amigo Max Brod que, como seu executor literário, recebeu instruções claras: deveria destruir todo o material. Só que, obviamente, Max não seguiu o desejo do finado e cuidou da publicação dos escritos. Ufa. Entre as obras publicadas graças a Brod está O Castelo.

Os registros em seu diário indicam que Franz teve a ideia para o livro ainda em 1914, mas só começou a escrevê-lo em 1922. Na história, o protagonista K. apresenta-se para ocupar um posto de agrimensor em uma aldeia dominada por um imponente e misterioso castelo. Quando chega lá, é informado que ninguém está sabendo (e nem reconhece) sua convocação #climão. Para resolver a questão, precisa enfrentar uma burocracia incontornável. E (como na vida?) não há resolução para o imbróglio do protagonista – Kafka não conseguiu terminar o livro antes morrer.
Leia também: Romance interminável

 

2. Autobiografia – volume 1, de Mark Twain (2010)

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Durante quase uma década, o autor de As aventuras de Tom Sawyer  e Huckleberry Finn se dedicou a colocar em palavras as memórias de sua vida. Morreu antes de publicá-las. Mas tudo bem, era assim que ele queria. Mark Twain deixou instruções um tanto excêntricas: sua autobiografia só deveria ser publicada 100 anos depois de sua morte. O-kay. Em 2010, a espera finalmente acabou e o lançamento do primeiro volume estabeleceu um marco que poucos autores conseguiram atingir na vida (e, muito menos, na morte): a robusta obra de mais de 700 páginas se tornou um best-seller póstumo.

O sucesso pegou de surpresa até mesmo a editora.  A expectativa da University of California Press era modesta e, inicialmente, só foram publicados 7.500 exemplares. Mal conseguiram atender à demanda crescente de pedidos por reimpressões e, em poucos meses, o livro já tinha vendido mais 250 mil cópias. Agora provavelmente estarão mais preparados – no próximo mês de outubro, a editora lança o segundo volume das memórias do escritor estadunidense. Já encomendou o seu?

 

3. 2666, de Roberto Bolaño (2004)

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(via)

Roberto Bolaño, em sua última entrevista, concedida à revista Playboy mexicana, brinca que a palavra “póstumo” soa “como o nome de um gladiador romano. Um gladiador invicto. Ou ao menos assim quer crer o pobre Póstumo, para dar-se o valor”. Se perguntado agora, é certo que desdenharia de sua fama post mortem como o fez em vida. Antes de sua morte prematura, em 2003, aos 50 anos, Roberto Bolaño já havia ganhado o status de um dos nomes mais representativos da literatura latino-americana contemporânea. O chileno estava quase no topo da lista de espera por um novo rim quando partiu. Se tivesse ficado por aqui mais alguns meses, teria acompanhado a consagração (e ascensão meteórica) de sua reputação.

O romance póstumo 2666, que tem mais de mil páginas na edição em espanhol e se divide em cinco narrativas interligadas, recebeu o prêmio de melhor livro da National Book Critics Circle Awards, dos Estados Unidos, foi apontado como o melhor livro de 2008 pela revista Time, e provocou comoção internacional. Um gladiador invicto.

 

4. O Original de Laura, de Vladimir Nabokov (2009)

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Lolita, livro que narra a paixão de um homem de meia-idade pela adolescente-título, rendeu ao russo Vladimir Nabokov fama mundial quando foi publicado em 1955. Não é surpresa que a publicação de um manuscrito inédito do icônico autor em 2009 tenha sido tratada como um evento no mundo literário. O caso é controverso: antes de morrer, Nabokov estava trabalhando no livro que havia intitulado O Original de Laura. Deixou apenas 138 fichas (o equivalente a cerca de 30 páginas manuscritas), sem ordem indicada, quando faleceu em 1977. Em seu testamento, o autor perfeccionista deixava claro que o manuscrito inacabado deveria ser destruído.

Acontece que sua esposa Vera e o filho Dmitri não tiveram coragem de destruir o trabalho ainda em processo. Por 30 anos, a dupla se debateu e discutiu com pesquisadores e acadêmicos a validade de se publicar os escritos, ainda em estágio rudimentares, deixados por Nabokov. Depois da morte de Vera, a decisão coube ao filho, que decidiu tornar o livro público. A recepção não foi das melhores, tendo sido considerado um quebra-cabeça com peças demais desaparecidas.

 

5. O Mistério de Edwin Drood, de Charles Dickens (1870)

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Em 1870, o autor de Oliver Twist, Charles Dickens, resolveu se aventurar por um novo gênero, o drama policial. O romance, publicado em fascículos seriados lançados entre os meses de abril e setembro daquele ano, tinha os elementos certos para cativar os leitores – um romance não correspondido combinado a um triângulo amoroso, um assassinato misterioso e um elemento surpresa: a morte súbita do próprio autor, que acabou deixando o desfecho em aberto.

Quando Dickens faleceu, vítima de um derrame, apenas seis das doze partes previstas da história haviam sido concluídas, sendo que três destas foram publicadas postumamente. Em seus manuscritos, não foram encontradas referências que indicassem os rumos que tomaria a história e muito menos registros que confirmassem a identidade do assassino. Teorias não faltam, mas a dúvida permanecerá.

 

6. O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien

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(via)

A Terra Média é do tamanho do mundo. Depois do sucesso de O Hobbit, publicado em 1937, o editor de J. R. R. Tolkien pediu que o autor escrevesse uma sequência para a história. O resultado, foi um rascunho inicial de O Silmarillion, que acabou sendo rejeitado. Tolkien deixou seus rascunhos em um cantinho e começou a trabalhar na “nova história dos hobbits” que viria a se tornar sua obra máxima, a trilogia O Senhor dos Anéis. O britânico acabou não tendo a chance de revisitar e finalizar os escritos anteriores antes de falecer em 1973. Foi o seu filho, Christopher, o responsável por revisar (e preencher algumas lacunas) antes de sua publicação póstuma em 1980.

Bônus: Tolkien deixou ainda mais fragmentos da Terra Média espalhados por aí. Em 1980, o seu filho compilou as diversas histórias e notas deixadas por seu pai e as publicou na coletânea Contos Inacabados.

 

7.  Uma Confraria de Tolos, de J.K. O’Toole (1980)

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O estadunidense J.K. O’Toole escreveu seu primeiro livro, The Neon Bible, aos 16 anos. Extremamente crítico quanto ao próprio trabalho, O’Toole considerava a obra “adolescente”. Chegou a tentar publicar o texto mas, depois de algumas rejeições, resolveu trabalhar em um novo livro, Uma confraria de tolos. Na história, o protagonista é Ignatius J. Reilly, um intelectual glutão, preguiçoso, egocêntrico, desagradável que, como um Dom Quixote do século 20, desbrava as ruas de Nova Orleans enfrentando – ao invés de moinhos de vento – uma série de tolos, malandros, aproveitadores e policiais desonestos. Concluído em 1964, O’Toole enviou sua obra a editoras e, novamente rejeitado, sucumbiu à depressão e à paranoia, tirando a própria vida em 1969, aos 31 anos.

A história teria acabado por aí, não fosse pela insistência de sua mãe, Thelma. Empenhada em tornar a obra do filho conhecida, passou a entrar em contato com o professor de literatura Walker Percy, em 1976, para que ele lesse o manuscrito inédito. Walker tentou como pôde escapar dos apelos insistentes, mas acabou cedendo – e se surpreendeu com a qualidade dos escritos do então desconhecido autor. O livro foi finalmente publicado em 1980 e não poderia ter sido melhor recebido, tendo sido premiado com o Pulitzer de ficção no ano seguinte.

 

8. Cinco novas obras de J.D. Salinger

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(via)

Para completar o documentário Salinger, foram necessários 10 anos de extensa pesquisa, inúmeras entrevistas e um bocado de dedicação.  O filme, de Shane Salerno e David Shields, foi apresentado pela primeira vez no último mês de agosto, durante o festival de cinema de Telluride, no estado do Colorado (EUA). Os méritos (ou deméritos) cinematográficos do longa ficaram em segundo plano frente à revelação incrível que apresenta: segundo fontes ouvidas pelos documentaristas, o autor de O Apanhador no Campo de Centeio, falecido em 2010, teria deixado cinco obras inéditas. Segundo instruções deixadas por Salinger,  os livros devem ser publicados entre os anos de 2015 e 2020. Entre os escritos inéditos, estaria um conto que daria nova vida a Holden Caulfield (protagonista da obra mais famosa do autor). A informação ainda não foi confirmada pela família do autor, mas a gente já está na torcida.

Dostoiévski é “processado” 131 anos após morte

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Publicado no UOL

O escritor russo Fiódor Dostoiévski

O escritor russo Fiódor Dostoiévski

Cento e trinta e um anos após sua morte, o escritor russo Fiódor Dostoiévski, um dos maiores nomes da história da literatura mundial, foi processado por incitar o desrespeito a um tribunal. As informações são de reportagem da agência de notícias estatal russa Ria Novasti publicada na quinta-feira (1º).

O processo começou após um morador da longínqua região de Kamchatka, no nordeste da Rússia, usar a palavra “idiota” para se referir a um oponente durante um julgamento, em 2011.

Processado criminalmente por desrespeito ao tribunal, o homem alegou em sua defesa que a “perniciosa influência” da leitura de “O Idiota”, uma das obras-primas de Dostoiévski, publicada em 1869, o havia levado a ofender o adversário, e que o escritor deveria ser investigado por incitá-lo a desrespeitar o tribunal.

Após nove meses de supostas investigações sobre a alegação do homem, o processo foi finalmente arquivado no início deste ano pelo fato de o escritor estar morto desde 1881.

Autoridades judiciais russas são obrigadas a processar todos os requerimentos feitos ao Judiciário, independentemente de parecerem absurdos, segundo uma porta-voz.

O crime de desrespeito a tribunal prevê pena de até seis meses de detenção ou multa de 200 mil rublos (cerca de R$ 14 mil) na Rússia.

Inocentado neste processo, Dostoiévski passou grande parte da vida tendo problemas com a Justiça. Em 1849, o escritor foi condenado à morte junto com outras 19 pessoas por distribuir panfletos contra o governo, mas a sentença foi cancelada na última hora.

Caso tivesse morrido na ocasião, ele não teria escrito seus principais romances, como “Crime e Castigo”, “Irmãos Karamazov” e o livro que teria incitado o desrespeito a tribunal praticado pelo morador de Kamchatka.

A maldição da resenha mal-humorada

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Maltratar ou ignorar livros de sucesso é sempre uma péssima ideia

Danilo Venticinque, na Época

Acompanhei, por obrigação e com uma enorme preguiça, as críticas da imprensa internacional ao livro Inferno, de Dan Brown. Torço para que o leitor tenha escapado. São textos que não explicam nada sobre o sucesso internacional do autor, mas explicam muito sobre a perda de prestígio dos críticos. Segundo eles, Dan Brown é prolixo, repetitivo e tem um estilo pedestre. Por que, então, seus livros vendem centenas de milhões de exemplares?

Na coluna anterior, sobre a importância dos best-sellers, faltou mencionar que a crítica é uma das principais fontes do discurso contra autores que fazem sucesso – ou do silêncio a respeito deles. Há uma enorme dificuldade para lidar com livros que vendem bem.

É uma lição que o jornalismo de cinema – ao menos o bom jornalismo de cinema – aprendeu há algumas décadas. Um bom crítico sabe que não pode julgar um blockbuster de Holywood e um filme independente com os mesmos critérios. Não se trata de estabelecer uma diferença de qualidade entre os dois, mas de avaliar de forma diferente obras que têm propostas distintas. O brilhante Roger Ebert, primeiro crítico de cinema a receber um prêmio Pulitzer, sabia fazer isso como poucos. Escrevia com sensibilidade sobre cineastas como Terrence Malick, mas também era capaz de divertir-se com os filmes de James Cameron.

O mesmo vale para a literatura. Analisar a prosa de Dan Brown e criticá-lo por seu estilo é como criticar Os vingadores por sua história leve e ritmo acelerado. Nenhum crítico de cinema capaz de se levar a sério faria isso. É algo tão despropositado quanto criticar Morangos silvestres pela falta de explosões e perseguições de carros.

Os leitores e espectadores sabem o que esperar de cada filme e de cada livro. O único desorientado é o crítico. Quem reclama da prosa pedestre de Dan Brown deveria, antes, respirar fundo e tentar se divertir com o enredo de seus livros. A vida não precisa ser sempre tão séria.

Há os que criticam os sucessos comerciais por princípio, na tentativa de fazer o público ler obras literárias mais profundas. É um esforço vão. O extrato bancário de Dan Brown é a prova de que ninguém deixará de ler um livro divertido por causa de uma resenha mal-humorada. Chega a ser ridículo ver jornais com centenas de milhares de leitores se engajarem numa campanha contra autores que vendem centenas de milhões de livros. É muito mais produtivo analisar Dan Brown como um fenômeno de entretenimento e tentar ajudar o leitor a escolher o que ele lerá depois de Inferno. Há livros bons nas listas de mais vendidos. Elogiá-los é muito mais útil do que criticar os livros supostamente ruins.

No Brasil, as resenhas mal-humoradas de best-sellers são mais raras do que no exterior. A postura usual aqui é fingir que eles não existem – sobretudo se são autores nacionais. É algo que só existe no jornalismo cultural. Se uma multidão ocupa uma grande avenida numa manifestação, os cadernos de política do dia seguinte inevitavelmente trarão manchetes sobre isso. É uma regra básica. O que se faz nas páginas dedicadas à literatura equivale a desprezar a multidão e, em vez disso, elogiar a beleza de uma outra avenida, vazia, a quilômetros de distância. É um perigoso exercício de ignorar notícias, e um flerte com a irrelevância.

Há algumas semanas, no Fórum das Letras de Ouro Preto, o editor Ivan Pinheiro Machado citou o sucesso dos livros de bolso da L&PM como um exemplo de como os jornais têm pouca influência sobre as vendas. A coleção ultrapassou os 30 milhões de exemplares, mesmo sendo rotineiramente ignorada na imprensa. No ano passado, quando revistas e jornais se comoviam com o lançamento da antologia de jovens autores brasileiros pela Granta, a editora Record oportunamente lançou a coletânea Geração subzero, com textos de 20 autores “congelados” pela crítica e adorados pelo público. Estavam lá os vampiros de André Vianco, o fenômeno infantojuvenil Thalita Rebouças e sucessos recentes da literatura fantástica, como Eduardo Spohr, Raphael Draccon e Carolina Munhóz. Todos conquistaram os leitores sem a ajuda da crítica. Bom para eles – e péssimo para os críticos.

Numa época em que qualquer um pode publicar sua opinião na internet e centenas de blogs divulgam boas resenhas de best-sellers, há vários caminhos para o futuro da crítica. Ignorar as preferências dos leitores certamente é o pior deles.

Idosa encontra em museu diário de namorado morto na Segunda Guerra Mundial, há quase 70 anos

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Laura Mae Davis Burlingame, de 90 anos, mostra a foto que estava no diário do então namorado Foto: Michael Conroy / AP

Laura Mae Davis Burlingame, de 90 anos, mostra a foto que estava no diário do então namorado Foto: Michael Conroy / AP

Publicado por Extra

Antes de morrer na Segunda Guerra Mundial, em 1944, aos 22 anos, o oficial Thomas Jones escreveu o que chamou de “último pedido de vida”: quem encontrasse o diário dele, deveria entregá-lo a Laura Mae Davis, a garota que amava. Mas moça em questão só encontrou o diário na semana passada, quase 70 anos após a morte do rapaz, em uma visita ao Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial, em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Jones morreu em uma batalha contra os japoneses, em uma ilha no Pacífico Sul. Ele foi atingido por uma bala na cabeça, por um atirador de elite. Laura se casou um ano depois, em 1945, e nunca imaginou que o diário que ela deu para Jones havia sobrevivido à guerra. A mulher, de 90 anos, encontrou o documento em uma vitrine do museu, e reconheceu a própria foto nele.

– Eu não tinha ideia de que havia um diário aqui – disse ela, emocionada, em entrevista à agência de notícias Associated Press.

O rapaz de 22 anos pediu que o diário fosse entregue para a namorada Foto: / AP

O rapaz de 22 anos pediu que o diário fosse entregue para a namorada Foto: / AP

Laura foi até o museu na esperança de encontrar alguma foto de Jones, com quem havia namorado ainda na adolescência. Ela era líder de torcida e ele jogava na equipe de basquete da mesma escola. Os dois foram ao baile de formatura juntos. Laura ficou empolgadíssima ao descobrir o registro do romance de tantos anos.

– Eu pensei que poderia encontrar fotos dele e dos companheiros que serviram na guerra com ele, e artigos sobre o local onde eles serviram – contou a anciã.

Laura só encontrou o diário 70 anos depois Foto: / AP

Laura só encontrou o diário 70 anos depois Foto: / AP

Laura recebeu permissão para olhar o diário de perto. Afinal, foi a primeira vez em 17 anos que alguém se reconhecia nos documentos expostos ali.

Após a morte de Jones, o diário foi encaminhado para a irmã dele. Depois, o documento ficou com o sobrinho dele, e foi entregue ao museu em 2001. Ele disse que não chegou a entrar em contato com Laura por receio de que causasse problemas no casamento dela. Coisa que a americana jurou ser impossível:

– Meu marido e Tommy eram ótimos amigos – garante.

Laura ficou emocionada com a quantidade de vezes que Jones mencionou o nome dela no diário, onde havia inúmeras cartas nunca enviadas para a amada e para os pais. Laura teve que deixar o documento para trás, no museu, mas saiu com a garantia de que receberia uma cópia digitalizada, conforme pediu o oficial, há 69 anos:

“Todo o meu amor para Laura, por quem o meu coração está completamente preenchido. Então, se você tiver a chance, por favor devolva o diário a ela. Estou escrevendo isso como meu último desejo”, suplicou Jones.

Thomas “Cotton” Jones morreu em 1944 Foto: / AP

Thomas “Cotton” Jones morreu em 1944 Foto: / AP

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