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O Pudim de Natal de Charles Dickens

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Publicado no Capitu Vem Para o jantar

Foi minha mãe quem me lembrou do famoso Pudim de Natal Inglês presente em “O Conto de Natal”. Pro bem da verdade, eu não me lembrava e tive que reler o conto. No terceiro capítulo, lá estava ele, o incrível Pudim de Natal da família Cratchit… Mas, espera aí. Trata-se de um pudim flambado? Que demora mais de cinco horas pra ficar pronto? Que parece uma bola de canhão? Como raios eu vou fazer isso?

Recorri a nossa amiga de sempre internet e iniciei uma intensa busca sobre o tradicional Pudim de Natal Inglês. Descobri como se faz esta trabalhosa delícia e um pouco mais sobra a história desta receita.

Ebenezer Scrooge é um homem rabugento que odeia o Natal. Na véspera da festa ele recebe a visita de Jacob Marley, seu ex sócio que morreu há sete anos.

Ebenezer Scrooge é um homem rabugento que odeia o Natal. Na véspera da festa ele recebe a visita de Jacob Marley, seu ex sócio que morreu há sete anos.

Marley sempre foi tão avarento quanto Scrooge e, por isso, aparece para dizer ao companheiro que seu espírito não consegue descansar em paz por causa de tudo o que ele fez em vida. Mas ainda há esperança para Scrooge.

Na noite de Natal ele deve receber três fantasmas que mostrarão o verdadeiro significado do Natal. É o segundo espírito que leva Scrooge para acompanhar a ceia de Bob Cratchit, seu empregado.

A ceia é simples, a casa é fria, as crianças estão com roupas velhas, mas há alegria e amor em volta da mesa. Depois de se deliciarem com um magro pato, chega a tão esperada hora do pudim. Veja o trecho:

Enfim! Derrama-se na atmosfera um vapor!

Era o pudim que saía do forno!
A sala de jantar cheirava deliciosamente um cheiro de
confeitaria! Era o pudim! O pudim!
Momentos depois, entrava a dona da casa, rubra de comoção,
mas sorridente e feliz, com o seu pudim, redondo como uma
bala de canhão, duro, envolto em labaredas de aguardente e
enfeitado com o ramo de pinheiro do Natal!”

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“O Conto de Natal” foi publicado em dezembro de 1843 e foi escrito em apenas um mês para que Charles Dickens pudesse pagar algumas dívidas.

No entanto, a obra vendeu mais de seis mil cópias em apenas uma semana e, claro, entrou para a história como um dos mais famosos contos natalinos.

Agora vou aproveitar que estou falando sobre curiosidades e contar um pouco sobre o Pudim de Natal. Esta iguaria é um prato típico natalino inglês desde o século 14. Originalmente ele começava a ser cozinhado no primeiro domingo do mês de dezembro, o Domingo do Advento, e o preparo se estendia durante as quatro semanas até o Natal.

Era outra época, havia tempo, a vida era lenta e, é claro, o pudim passou por várias transformações. Hoje o mais usual é comprá-lo pronto – como fazemos com o tradicional panetone. Pouca gente se habilita a ir ao fogão e prepará-lo, mas quem o faz segue a risca algumas superstições.

Uma delas é colocar moedas de prata dentro da massa para que quem a encontrar tenha sorte o ano todo. Outra é colocar um anel de noivado para a moça que encontrá-lo, obviamente, seja presenteada com um amor no ano seguinte.

Contudo, a tradição mais seguida pelos ingleses é convidar todos os integrantes da família a mexer a massa e fazer um pedido. (E é claro que segui esta tradição aqui em casa! Afinal, yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!).

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Ingredientes:

 

– 200g de uvas-passas pretas
– 150g de uvas-passas brancas
– 60g de frutas cristalizadas
– 50g de amêndoas trituradas
– 100g de manteiga derretida
– 2 ovos
– 100g de farinha de trigo
– 200g de açúcar mascavo
– 1 colher chá de canela em pó
– 1 colher chá de uma mistura de gengibre em pó com cravo em pó
– 1 pitada de noz-moscada ralada
– 1/3 xícara de cerveja preta
– Raspas da casca de um limão
– 1 maçã pequena cortada em cubos
– 100 ml de rum

Passo a Passo

Numa panela grande misture os ingredientes secos: farinha, açúcar, gengibre, cravo e canela.

Em seguida, acrescente a manteiga derretida, junto com as rapas do limão. Incorpore a maçã, os ovos e a cerveja e, por fim, adicione as passas, frutas cristalizadas e amêndoas.

Mexa bem e não esqueça de fazer o pedido, tá?

Agora começa a parte complicada. Eu usei uma tigela de vidro côncova. Unte a tigela com manteiga e coloque a massa dentro.

A seguir, cubra a tigela com uma folha de papel manteiga e uma folha de papel alumínio e amarre com um barbante bem forte. Não esqueça de tirar as sobras. Veja a foto:

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Em uma panela grande, adicione água até a metade e deixe ferver. Coloque um pires de cerâmica no fundo. Quando a água já estiver borbulhando, coloque a tigela com massa dentro da água. (Tem que ser em cima do pires, pois ela não pode encostar no fundo da panela, ok?).

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Tampe a panela e deixe o pudim cozinhar em banho-maria por seis horas (Sim, seis horas!).

O truque é sempre ficar de olho para a água não evaporar. Tenha uma chaleira com água quente sempre a postos para ir preenchendo a panela. Não pode ser água fria pois interrompe a fervura.

Depois de pronto, desenforme o pudim e o sirva flambado.

Para flambar, leve o rum ao fogo por dois minutos. Em seguida, com muito cuidado, acenda um fósforo em cima da bebida. Ela começará a pegar fogo. Aí basta só despejar a bebida fumegante em cima do pudim.

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Conan | Livros que inspiraram as HQs e os filmes serão lançados no Brasil

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

A editora Pipoca & Nanquim anunciou que vai lançar no Brasil os livros de Conan, o Bárbaro. Escritas por Robert E. Howard na década de 30, essas histórias posteriormente serviram como base para as HQs e os filmes do personagem.

A saga do Bárbaro será dividida em três volumes por aqui, com as aventuras sendo publicadas em ordem cronológica de lançamento. Os livros trazem capa dura e ilustrações de nomes como Mark Schultz (Superman) e Gary Gianni (Príncipe Valente), além de capas assinadas por Frank Frazetta, um dos maiores ilustradores de fantasia e ficção científica.

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Howard criou Conan em 1932, na clássica revista Weird Tales, fundando o gênero “espada & feitiçaria”. Ele escreveu 28 aventuras com o Bárbaro. Sua obra influenciou escritores como J.R.R. Tolkien, George R.R. Martin e Bernard Cornwell. O lançamento do primeiro volume das aventuras de Conan acontece em dezembro.

Capitã Phasma será protagonista em novo quadrinho de Star Wars

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Publicado no IGN

Se você tinha alguma questão em relação ao destino da Capitã Phasma após Star Wars: O Despertar da Força, uma nova minissérie da Marvel pode ter essas repostas. Já vimos rapidamente a Stormtrooper no trailer de Star Wars: Os Últimos Jedi, que foi revelado na última sexta-feira (14), durante a Star Wars Celebration, mas a série de quadrinhos de quatro volumes irá focar em suas aventuras após a destruição da base de Galen Marek.

Os livros vão fazer parte da série Journey to Star Wars: The Last Jedi, e estão sendo escritos por Kelly Thompson, com a ilustração de Marco Checchetto. A capa da primeira edição foi divulgada no site oficial de Star Wars.

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Thompson se considera “uma grande fã da atriz Gwendoline Christie e da personagem Phasma,” e declarou que ela está ansiosa para ajudar a revelar o enorme potencial da guerreira nos novos livros.

Os quadrinhos serão lançados em dezembro nos Estados Unidos, e em junho, fãs poderão ver a origem do sabre de luz de Darth Vader em uma série ilustrada inédita do vilão.

Venda do livro ‘Dois irmãos’ dispara após anúncio da minissérie na TV

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Os atores Cauã Reymond e Matheus Abreu, que vivem os “dois irmãos” da série de TV - Maurício Fidalgo / Maurício Fidalgo

Os atores Cauã Reymond e Matheus Abreu, que vivem os “dois irmãos” da série de TV – Maurício Fidalgo / Maurício Fidalgo

 

Publicado em O Globo

RIO — Antes do anúncio de que serie transformado em minissérie na TV Globo, o premiado livro “Dois irmãos” (Companhia das Letras), das obras mais conhecidas do autor Milton Hatoum vendia cerca de 60 exemplares por semana.

O levantamento foi feito pelo Publishnews, baseado em informações do Bookscan, ferramenta da Nielsen que monitora o varejo de livros no país. Nas duas últimas semanas de novembro, os números começaram a mudar: as vendas chegaram às 90 unidades.

A partir de dezembro, a escalada foi ganhando força: entre 28 de novembro e 4 de dezembro, foram vendidas 174 unidades; na semana seguinte, 281. De 12 a 18 de dezembro, foram 746 exemplares vendidos e na semana do Natal, 827. Na última semana do ano, quando a minissérie que estreou no último dia 9 foi anunciada, as vendas ultrapassaram a casa dos milhares e fecharam em 1.060 unidades.

A minissérie da TV Globo estreou na segunda, dia 9, às 22h20m, quando três episódios já estavam disponíveis na plataforma de vídeos Globo Play. A adaptação para a TV é assinada pela roteirista Maria Camargo, e pretende ser “totalmente fiel ao romance’’, segundo o diretor Luiz Fernando Carvalho, que define a história como “um grande drama familiar”.

Cosac Naify vai picotar livros que não vender até dezembro

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Livros: “seria fantástico se a Amazon tivesse comprado todo o estoque, mas não aconteceu", disse diretor da Cosac

Livros: “seria fantástico se a Amazon tivesse comprado todo o estoque, mas não aconteceu”, disse diretor da Cosac

 

Luisa Melo, na Exame

São Paulo – Em 31 de dezembro, os livros que ainda restarem no estoque da Cosac Naify terão um destino dramático: eles serão picotados.

A editora, que decidiu encerrar as atividades no fim do ano passado depois de acumular prejuízos, alega que não pode mais arcar com o custo de manter guardados os exemplares que não são vendidos.

“Infelizmente, temos obras que ainda têm um volume muito grande em nossos estoques. (…) Não dá para ficar guardando esses livros que não têm giro. É muito caro”, afirmou o diretor financeiro da empresa, Dione Oliveira, em entrevista ao site Publishnews.

Depois que a Cosac fechou as portas, os direitos de publicação de alguns de seus títulos foram transferidos para outras editoras e a Amazon negociou exclusividade para comercializar o estoque.

Desde então, a varejista online organizou diversas promoções. Algumas obras, inclusive, chegaram a ser reimpressas.

Entretanto, a companhia parece não ter se interessado por todos os livros que a Cosac tinha à disposição.

“Seria fantástico se a Amazon tivesse comprado todo o nosso estoque, como dizem por aí, mas isso não foi verdade, infelizmente”, disse Oliveira.

Ele não revelou quantos itens a editora ainda guarda.

O executivo descartou a possibilidade uma fazer uma liquidação dos exemplares porque alguns deles já tiveram os direitos cedidos a outras editoras e, inclusive, foram publicados com os novos selos.

“Se eu inundo o mercado com uma grande oferta desses livros, os novos detentores dos direitos terão dificuldade em vender seus livros. Nós temos ponderado isso”, disse.

Ele também afirmou que a Cosac não pensa em doar os exemplares a bibliotecas ou aos autores, porque a companhia não tem tempo, pessoal e nem dinheiro para arcar com isso.

“Tem um problema que muitas pessoas desconhecem. Doações geram um transtorno contábil na empresa. Se faço uma doação de um livro, tenho que reconhecer o custo disso. Se eu faço a doação de um volume considerável de livros, eu gero um resultado financeiro negativo absurdo, fora da curva”, afirmou.

Procurada por EXAME.com, a Amazon disse que continuará a vender os livros da Cosac Naify com exclusividade e que manterá as promoções. A empresa também afirmou que “não discute suas estratégias comerciais” da editora.

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