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Dedicatória
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Dedicatória (Dedication) from Bloco Filmes on Vimeo.
Publicado por Bloco Filmes
Em novembro do ano passado, uma pessoa super importante pra mim, iria fazer aniversário no dia 09. Mais ou menos uma semana antes resolvi dar de presente a ela o livro “Poesia Completa” do Manoel de Barros (poeta preferido dela). Quando cheguei em casa com o livro e decidi escrever a dedicatória. Porém, não consegui.
Talvez pela infinita distância entre a beleza da escrita do Manoel e a minha. Ou talvez pela distância entre mim e ela. Não sei. Sei que com isso, comecei a pensar que era o próprio livro que não me deixava escrever nas suas páginas, pensei que como a poesia de Manoel de Barros foi escrita no meio do mato, o livro podia estar traumatizado por estar numa cidade de concreto, precisando se reencontrar com os lugares que ele foi concebido pra me deixar escrever a dedicatória. Pois é, viajei né? Sim, viajei. Dessa viagem da minha cabeça, acabou virando algo real.
Como faltava só uma semana para o aniversário Dela, comprei uma passagem no dia seguinte para Campo Grande, terra do Manoel. Nesse momento, pensei em registrar toda essa trajetória de uma forma experimental, para ver se dali saía talvez um curta, um documentário, uma dedicatória. Passei 3 dias lá sozinho, levando o livro pela cidade, pelo meio do mato, no meio dos bichos e afins. Fazendo cada poesia do livro voltar a sentir “o cheiro do sol de lá”… Toda essa trajetória me levou a um final incrivelmente mais lindo do que eu poderia imaginar, mas isso prefiro que vocês vejam no próprio filme.
Bom, voltando a trajetória, voltei para Porto Alegre e consegui finalizar o curta até o dia do aniversário. Entreguei para Ela o livro com um laço de presente, na Casa de cultura Mário Quintana. Mas, antes que ela abrisse o livro para ver a dedicatória, fomos até umas das salas de cinema de lá e passei o curta numa sessão fechada pra ela.
Essa é a história desse curta, dessa experiência… espero que vocês gostem.
dica da Luciana Leitão
Com poder e verba, Biblioteca Nacional é criticada por descuidar de acervo
0| Daniel Marenco/Folhapress | ||
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| Coleção no setor de periódicos da Biblioteca Nacional |
Matheus Magenta e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo
Na última terça-feira, quando uma grade de 1,25 m x 0,55 m despencou de oito metros de altura dentro da sede da Biblioteca Nacional, no Rio, o presidente da instituição, Galeno Amorim, estava em reuniões em Brasília.
Ele continuava lá no dia seguinte, quando funcionários fizeram, na frente do centenário prédio carioca, o segundo protesto do ano pelas más condições do lugar -que atingiu alto nível de degradação neste ano, com infiltrações e problemas elétricos.
Desde que assumiu a Fundação Biblioteca Nacional, em 2011, o paulista Galeno Amorim, 50, tem dividido seus dias entre atribuições na sede da instituição e uma série de viagens a trabalho, inclusive a outros países.
A rotina, que difere da que seus antecessores tiveram no cargo, decorre da transferência – iniciada em 2011 e concretizada em abril deste ano- de todas as políticas públicas de livro, leitura e literatura do país para a instituição.
A instituição acumulou funções como modernizar bibliotecas, internacionalizar a literatura brasileira e formar agentes de leitura, além do já enorme trabalho de preservar a memória do país.
Com isso, a gestão de Galeno passou a ser criticada por descuidar do básico: a biblioteca e seu acervo.
Ao mesmo tempo, projetos anunciados com alarde, como o Programa do Livro Popular, nem saíram do papel.
O apoio à cadeia produtora do livro e a internacionalização da literatura brasileira, outras marcas da atual administração, são elogiados pelo mercado e por autores, mas servem de munição adicional aos críticos do que seria descaso com a biblioteca.
ACÚMULO
Em novembro, dois meses após assumir o Ministério da Cultura, Marta Suplicy contestou, em entrevista à Folha, a ampliação das atribuições da FBN, tema que divide especialistas em políticas públicas.
Questionada se a FBN é a instância mais adequada para cuidar das políticas de livro e leitura, disse: “Não é. Não acho [que seja]. Estou estudando por que foi feito desse jeito e como seria se a política do livro voltasse para Brasília. Não decidi ainda, mas estou reavaliando”.
Galeno Amorim diz ter “posições rigorosamente parecidas” com a de Marta. “A junção dessas áreas na FBN fortaleceu as políticas de livro e leitura. Mas acredito que seja importante uma instituição para cada uma das coisas.”
Segundo ele, ainda estão sendo formadas condições para a criação do Instituto do Livro, que seria voltado especificamente a essas políticas. “A meta é mostrar resultados. Cabe à ministra avaliar se o momento é oportuno.”
Colaborou MARCO AURÉLIO CANÔNICO, do Rio
Luis Fernando Verissimo deixa hospital
0Sérgio Ruck Bueno, no Valor Econômico
PORTO ALEGRE – O escritor Luis Fernando Verissimo, que estava internado desde o dia 21 de novembro no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, devido a uma infecção generalizada, recebeu alta nesta sexta-feira. Segundo boletim médico divulgado hoje, ele teve “recuperação clínica muito favorável” neste período e já não necessita mais ser submetido a sessões de hemodiálise.
Aos 76 anos, Verissimo foi internado depois de passar mal e apresentar sintomas de uma forte gripe. No hospital, ele foi diagnosticado como portador do vírus Influenza A, causador da gripe comum, e chegou a permanecer sedado e respirando com a ajuda de aparelhos durante quatro dias, até a manhã do dia 26.
No dia 28 de novembro ele também foi submetido a um cateterismo cardíaco devido a um quadro de angina (estreitamento das artérias que levam o sangue ao coração). No dia seguinte o combate ao quadro infeccioso foi encerrado, mas ele continuou fazendo hemodiálise devido ao comprometimento das funções renais.
Antes de adoecer, Verissimo havia participado do 1º Festival Literário de Araxá, realizado de 8 a 10 de novembro, e depois ficou alguns dias no Rio de Janeiro. No Rio, a esposa dele, Lúcia, também contraiu gripe, mas se recuperou em seguida.
Filho do escritor Érico Veríssimo, Luís Fernando produziu mais de 60 obras, entre romances, novelas, crônicas, contos e relatos de viagens. É o criador de personagens como Ed Mort, Analista de Bagé, Velhinha de Taubaté e As Cobras e entre seus livros mais famosos está “Comédias da Vida Privada” (1994).
dica da Luciana Leitão
Após rivais, Amazon estreia no Brasil sem o Kindle
0Após dois anos de negociações, a Amazon estreou pouco depois da 0h de ontem sua loja nacional, com catálogo de 13 mil títulos em português, resultado de contratos com 90 editoras nacionais.
A estreia aconteceu no dia seguinte à entrada da loja canadense de livros digitais Kobo no mercado, em parceria com a Livraria Cultura, e menos de uma hora após a estreia da Google Play. A Apple começou a vender e-books em português em outubro.
O interesse da Amazon em se posicionar logo no mercado fez com que estreasse sem a venda de seu aparelho de leitura. O site informa que o Kindle estará disponível “nas próximas semanas” com “preço sugerido de R$ 299″.
A Folha apurou que a meta é vendê-lo não só pelo site mas em lojas físicas de outros varejistas, a exemplo do que acontece nos EUA.
O aparelho custará R$ 100 a menos que o da Kobo, este já disponível para venda. Mas o Kindle oferecido aqui será mais simples que o leitor da empresa canadense, que tem tela sensível ao toque.
Por ora, para ler os livros eletrônicos da Amazon, o consumidor terá de baixar o aplicativo gratuito do Kindle para dispositivos como tablets, smartphones ou PCs.
A Amazon diz que o início das operações não foi influenciado pela concorrência. “Não se decide em 12 horas algo grande como a estreia de uma loja”, afirmou David Naggar, vice-presidente de conteúdo do Kindle.
Segundo ele, o serviço foi lançado quando a “Amazon entendeu que estava pronta”. Disse ainda que terá “os preços mais baixos para e-books no Brasil” –a Folha apurou que, por contrato, editoras não podem vender e-books por menos a outras lojas.
Uma variação ao longo do dia no valor do e-book de “Cinquenta Tons de Cinza” dá a dimensão de como será acirrada a disputa.
Com preço sugerido de R$ 24,90 pela editora Intrínseca, o e-book chegou a ser oferecido por R$ 21,91 por Amazon, Saraiva e Google. No fim do dia, estava por R$ 22,41 nas lojas. Nenhuma empresa quis comentar.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Vou poder usar a Amazon brasileira com a minha conta da Amazon americana?
Sim. Mas o usuário terá que optar entre uma versão ou outra do site. Segundo a Amazon, a mudança é reversível –o usuário que migrar para o site brasileiro poderá voltar para o americano.
2. O preço dos livros no site brasileiro é vantajoso?
Tanto na Amazon como no Google Play o preço dos livros brasileiros é, no geral, mais alto que as versões em inglês dos títulos, mesmo levando em conta os tributos. Por exemplo: “Cinquenta Tons de Cinza” custa, na Amazon americana, US$ 8,55. Com a cotação a R$ 2,08 e a cobrança de IOF (6%), o livro em inglês sai por R$ 18,85. Na Amazon brasileira, o preço de capa do livro em português é R$ 22,41.
3. A cobrança no meu cartão de crédito virá em dólares ou em reais?
Depende. No Google Play do Brasil, a cobrança virá em dólares e terá incidência de IOF. Assim, o preço que o site mostra, em reais, é uma estimativa de quanto será cobrado no fim das contas. Na Amazon brasileira, os preços são mostrados e debitados em reais.
Publicado na Folha de S.Paulo




















