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Livro infantil causa revolta por apresentar o Diabo como “um bom parceiro”

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“A Máquina de Brincar”, da editora Bertrand, escrito pelo gaúcho Paulo Bentancur traz poemas que colocam o Diabo como uma figura simpática

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Todos conhecem os benefícios da leitura para crianças: promove o saber, a imaginação e liberta de preconceitos. Porém, um livro infantil tem gerado a revolta de alguns pais brasileiros. “A Máquina de Brincar”, da editora Bertrand, escrito pelo gaúcho Paulo Bentancur, apresenta o Diabo como uma figura simpática e um bom parceiro. Em um país de imensa maioria cristã, o tema causou polêmica.

A obra divide-se em duas partes e também fala sobre Deus. ‘Para Ler no Claro’, com páginas brancas, traz poemas mais leves, enquanto ‘Para Ler no Escuro’, em páginas pretas, traz textos intitulados como “O Diabo que me carregue” e questionamentos acerca da existência de Deus. “Sossega! Vão falar mal aqueles que não estão contigo. Que não foram convidados pelo diabo, meu grande amigo”, diz um dos trechos do livro.

“Quis fazer um livro diferente. As crianças de hoje são inteligentes, gostam de suspense, de figuras lendárias. E qual o problema de brincar com Deus e o diabo? Não faço apologia ao demônio, apenas brinco com o lado bom e o lado mau das coisas”, afirmou o autor ao Jornal de Brasília. Paulo Betancur ainda explicou que sua intenção era a de brincar com os mitos em torno de Deus e do Diabo de forma descontraída.

Por outro lado, a mãe Janilda Prata, que postou imagens do livro no Facebook questionando a obra, se preocupou ao saber o conteúdo que as filhas estavam lendo. Em uma publicação no Facebook, ela classificou os poemas como uma heresia. “Me desculpe o autor, mas se alguém torna uma obra pública, eu tenho o direito de criticar e emitir minha opinião. Um livro para criança que invoca o diabo para ser amigo da mesma, diz que Deus não aparece porque é covarde e pequenino e termina dizendo que o capeta venceu para mim é uma literatura totalmente imprópria”, declarou Prates.

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27 dicas para escrever bem

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1. Vc. deve evitar abrev., etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma ideia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

*Observação: a dica 17 não vale para textos técnicos.

Vi no Facebook

Concurso Cultural Literário (5)

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A teologia é para todos

Um dos maiores obstáculos para aqueles que se dedicam aos estudos teológicos é a complexidade dos escritos acadêmicos. Charles C. Ryrie aceitou o desafio de tornar acessível aos leitores as mais complexas e importantes questões da teologia sistemática sem banalizá-la.

O texto simples e preciso, a diagramação moderna e envolvente, o uso de quadros e diagramas e os diversos índices para consulta fazem de Teologia básica um guia indispensável para aqueles que desejam usufruir os conhecimentos de um dos maiores teólogos do nosso tempo.

O Dr. Ryrie nos conduz numa viagem fascinante pela teologia cristã e visita os principais temas que nos permitem entender melhor porque cremos no que cremos, tais como:

– Deus
– O Homem
– A Bíblia
– Os Anjos
– O Diabo
– Demônios
– O Pecado
– Jesus Cristo
– A Salvação
– O Espírito Santo
– A Igreja
– O Porvir

Por sua clareza e precisão, Teologia básica alcança não somente estudantes de Teologia, bem como professores de religião, líderes e todo aquele que valoriza o saber teológico.

O Dr. Ryrie, conhecido por ter elaborado as anotações que tornaram uma notável contribuição ao entendimento de Deus. Graças ao seu esforço, o leitor não poderá dizer que o estudo da teologia é para poucos. Agora, de fato, o conhecimento teológico está ao alcance de todos!

Sobre o autor:
Charles C. Ryrie foi professor emérito do Seminário Teológico de Dallas, no qual fez seu mestrado e doutorado. Possui títulos em nível de doutorado pela Universidade de Edinburgo (Escócia) e pelo Seminário Teológico da Universidade Drew, em Nova Jersey. Ele é autor de dezenas de livros e das anotações de A Bíblia Anotada, publicada pela Editora Mundo Cristão.

Vamos sortear 2 exemplares de “Teologia Básica“.

Para participar é só responder: Por que é importante estudar Teologia?

O resultado será divulgado no dia 26/8, às 17:30h, nesse post e no nosso perfil do twitter: @livrosepessoas.

Participe! =)

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Parabéns aos ganhadores: Roberta Borges e Rodrigo Lima. =)

Os ganhadores precisam enviar seus dados completos em até 48 horas para livrosepessoas@gmail.com.

 

 

É fácil ser autor. Difícil é escrever

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Os jornalistas estão adotando a primeira pessoa na narrativa, mas ainda não acharam seu verdadeiro eu lírico

Luis Antonio Giron, na Época

Como o tempo muda e nada acontece! Antigamente, o iniciante no jornalismo, chamado de “foca”, comparecia humildemente à redação para seu primeiro dia de emprego disposto a aprender com os mais velhos. Ouvia calado até um dia poder falar. Hoje, o “foca” se apresenta ao chefe na redação de uma revista ou um jornal já botando banca: “Foca é a sua mãe”, diz, enchendo o peito. “Eu sou autor!” Mas as coisas continuam iguais. Hoje ele apenas exterioriza aquilo que seu tímido antecessor apenas calava fundo.

No jornalismo atual, é como se o autor precedesse o estilo, ao passo que o inverso parece ainda ser real. Vivemos a epidemia da “autoralidade”, esta palavra monstruosa cuja tradução teria de ser “autoria”, porém é muito simples para fazer bonito. Pensei nesse assunto durante um exaltado debate em torno do tema “como encontrar a voz do repórter” de que participei no último Fórum das Letras de Ouro Preto, na semana passada, em um painel promovido por ÉPOCA e a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). A plateia, formada em sua maioria por estudantes e iniciantes, queria saber como manter a “autoralidade” em tempos de hiperinformação, fragmentação do ego, redes sociais e o diabo digital que nos carregue. O que dizer aos jovens sonhadores sem acordá-los de seu recorrente autoengano? Como construir um estilo e se transformar em autor?

Sempre tive pudor de usar a primeira pessoa do singular, embora a esteja usando agora que está tudo liberado e não tenho nenhuma reputação a perder. Muita gente imagina que basta escrever “eu” para virar autor, repórter, articulista, crítico, ensaísta. Talvez eu tenha passado a pensar assim também, embora sem muita convicção. Talvez eu me veja também como membro do clero do “jornalismo literário” – outra expressão imprecisa que mais exalta certos indivíduos do que diz a verdade. Dessa forma, o clamor do estilo não sai mais apenas da garganta dos escritores, como também dos jornalistas – que nunca foram considerados dignos de receber a alcunha de escritores sabe-se lá por que – e de seus atuais sucedâneos, blogueiros e tuiteiros.

Todo mundo quer ser alguém na vida da escrita – e migrar seus textos da blogosfera ou do papel perecível para a presumível eternidade do livro. A consequência é o perigo da hiperpopulação de egos no mundo da comunicação. Todos escrevem qualquer coisa, mas poucos merecem ser chamados de autores. O problema é que, em um mundo onde o joio virou o trigo, bons e maus autores estão cada vez mais misturados e indistinguíveis.

Como se não bastasse, os meios de comunicação digital incentivaram a aparição do gigantesco coral de bilhões de vozes. O Twitter é o maior transmissor de opiniões e notícias irrelevantes jamais cogitado. O Facebook forneceu identidade e deu eco a muita gente que, felizmente, prefere ficar nos games da rede social. Antigamente evitava-se dar voz ao imbecil. Hoje, imbecis ou não, todos possuem um meio de expressão e de autopromoção. O imbecil é o herói emergente da autoralidade…

Então, para que servem o jornalista propriamente dito, o jornalista pré-literário, diante de tantas mudanças? Ele diferia até pouco tempo atrás do autor porque ele era um apanhador de fatos. transformava-os em notícia, de acordo com os vários subgêneros jornalísticos: entrevista, reportagem, artigo, resenha etc. O tema impunha o gênero a ser adotado. As redações eram as melhores escolas de estilo e escrita criativa. Agora os registros de linguagem e de veracidade se confundem, e é impossível distinguir um ficcionista de um não-ficcionista, um romancista de um repórter. Os cursos universitários de ficção criativa talvez sejam responsáveis pela lambança. Afinal, acadêmicos odeiam jornalista. Para eles, não passam de subliteratos. E agora com a internet, o veículo primordial da transmissão de notícias, a verificação da realidade se tornou impraticável.

É fácil ser autor. Difícil é escrever. As festas literárias o comprovam.

O jornalismo, por isso, talvez seja um profissão fadada à extinção – pelo menos o jornalismo que conhecemos até o final dos anos 1990. Por enquanto, agoniza mas não morre, como o samba segundo Nelson Sargento. Alguns jornalistas poderão sobreviver. Para tanto, precisam se dar conta de pelo menos três fatos. Em primeiro lugar, não há mais diferença entre textos online e offline, entre papel e internet. A versão em papel se tornou uma espécie de produto nobre, que surge no ambiente universal da internet. Em segundo, a influência dos meios de comunicação tradicionais – jornal, revista, televisão – ainda é efetiva, mas está diminuindo, à medida que os fóruns de opinião se organizam em “trend topics” e os anúncios se transferem para a internet. Por fim, bem ou mal, hoje todo mundo comenta notícias instantaneamente, a concorrência só aumenta.

Para vencer em mundo tão turbulento, o jornalista precisa se antecipar aos “trend topics” e, se não consegue o furo, lidar com a notícias de modo a surpreender o leitor para despertá-lo da letargia em que está enredado pelo excesso de mensagens. É se transformar em uma espécie de autor de verdade (não um arremedo) com voz própria que, além de ser original, se faça ouvir. Ele tem que apurar, conferir, editar e ilustrar uma notícia, mas sobretudo precisa se reinventar e reinventar a forma de elaborar a notícia. Deve inovar de acordo com os novos meios – por que não, por exemplo, escrever uma grande reportagem nos 140 caracteres de um tuite? E tem que ser rigoroso e relevante, e ser lembrado no ambiente hiperveloz de informações que logo caem no esquecimento.

O jornalista não pode cair na tentação de virar um autor de ficção. Deve contentar-se em escrever romances de não-ficção, termo forjado por Truman Capote em 1966, com o hoje clásssico A sangue frio. Seu dever é mostrar ao leitor e ao público que o mundo real continua a existir – e que a realidade é mais complexa do que a vida online faz crer.

Retrato do cartunista quando jovem

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João Montanaro, desenhista que despontou aos 14 anos, agora cria histórias sobre as dificuldades e aspirações de sua geração às vésperas do vestibular

Autorretrato do artista, que publicou o primeiro livro aos 14 anos, e, abaixo, uma tirinha Divulgação

Autorretrato do artista, que publicou o primeiro livro aos 14 anos, e, abaixo, uma tirinha Divulgação

Mateus Campos, em O Globo

RIO – Em um quarto escuro, dois adolescentes decididos a vender as próprias almas evocam uma criatura mágica. Quando perguntados do que querem em troca, um pede uma prosaica barba enquanto outro vai muito mais longe e diz desejar a “igualdade entre as classes sociais e a liberdade sexual para todo cidadão de bem”. Assustado, o monstro hesita: “Por que não fazem a droga de um pedido pra alguém dessa idade? Faculdade, carros… mulheres”.

A cena descrita acima faz parte do roteiro de “Barganha”, história que João Montanaro inscreveu na próxima edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), em novembro. As respostas, contudo, poderiam ter saído da boca do autor. Não por coincidência, o quadrinista de São Paulo está prestes a completar 17 anos, idade dos personagens da trama. E não esconde que as dúvidas, dificuldades e aspirações dessa fase da vida estão presentes no próprio trabalho.

— As pessoas da minha idade levam coisas como o vestibular muito a sério. Eu queria retratar esse medo do futuro que a minha geração tem. A ideia da história surgiu assim. Se o Diabo realmente comprasse almas, os adolescentes seriam um ótimo nicho — diz, aos risos.

Os desenhos de João começaram a chamar a atenção em 2010, quando ele era um garoto de 14 anos. No mesmo ano, publicou “Cócegas no raciocínio” (Garimpo Editorial) e passou a desenhar para jornais e revistas. De pronto, a recepção foi positiva. Os quadrinistas mais velhos o adotaram e a imprensa o transformou em menino prodígio do gênero. O veterano colega Arnaldo Branco, cartunista do GLOBO, lembra que há precedentes: Millôr Fernandes começou aos 12 anos, e Angeli já publicava aos 15:

— Percepção é algo que você pode desenvolver, mas certas pessoas já vêm de fábrica com o chip. É o caso do João, que tem uma noção da realidade que muitos passam a vida sem ter.

Três anos depois, o menino passa por um processo de afirmação e amadurecimento. Além das charges políticas que faz semanalmente para a “Folha de S.Paulo”, João publica desenhos mais experimentais em seu Tumblr. Trabalho, segundo ele, não falta. O garoto ainda produz quadrinhos para a revista “Recreio” e para o site Omelete.

Tímido, João conta que não gosta muito de sair à noite, mas garante ter hábitos de um adolescente típico. Apesar da notoriedade entre os pares, conta que não é o mais conhecido da escola. E que o “sucesso” não mudou muita coisa em sua vida.

— Acho que, quando era criança, comecei a desenhar pra me mostrar pras meninas. Não sabia jogar bola, então tinha que conseguir atenção de algum jeito, né? Mas hoje vejo que quebrei a cara, deveria estar fazendo vídeos para o YouTube — ironiza.

Cursando o 3º ano do ensino médio, o quadrinista tem uma certeza: não pretende estudar nada que se relacione com desenho. Não quer que os bancos da universidade restrinjam o estilo que ele tenta desenvolver. Fã de João, o quadrinista do GLOBO André Dahmer identifica uma transição em seu trabalho.

— O João está amadurecendo muito rápido. Ele é diferente dos outros meninos e sabe disso. Não vamos colocar esse manto pesado de gênio nele, porque ele não merece carregar isso. Mas tem muita vocação. Boto todas as minhas fichas nele — diz.

Modesto, João minimiza os elogios:

— Devo estar fingindo muito bem, porque não sou tão genial assim. Tenho facilidade pra desenhar e isso me dá prazer. É uma coisa que sempre busco fazer bem, e ponto. Não gosto quando me chamam de gênio. Gênio é o Laerte — responde.

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