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Nova aventura literária de James Bond será publicada em 26 de setembro
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Daniel Craig em cena do filme “007 Operação Skyfall”
Imagem : www.hollywoodreporter.com
Publicado no Swissinfo.ch
A nova aventura literária de James Bond, escrita por William Boyd, chegará às livrarias no dia 26 de setembro, como parte das comemorações de 60 anos da publicação do primeiro livro de Ian Fleming com o agente 007.
O livro, do qual não foram revelados muitos detalhes, chegará simultaneamente às livrarias de vários países do mundo, incluindo Reino Unido e Estados Unidos, informou Jonathan Cape em um comunicado conjunto com a Ian Fleming Publications, proprietária dos direitos autorais.
“O título e o argumento do livro continuam sendo um segredo guardado com zelo, mas está confirmado que a história se passa em 1969 e apresenta um 007 levemente mais velho, aos 45 anos”, afirma o texto.
Boyd, autor de livros como “A Good Man in Africa”, “Armadilho”, “Tempestades Comuns” e, mais recentemente, “À Espera do Amanhecer”, optou por voltar a um Bond “mais clássico” nesta história do que quando anunciou sua colaboração, que chamou de “desafio único”.
O autor britânico nascido em Gana é o terceiro escritor convidado nos últimos cinco anos pela fundação Ian Fleming para escrever um lvbro sobre o famoso espião britânico, depois do americano Jeffery Deaver (“Carta Blanca”, 2011) e do britânico Sebastian Faulks (“Devil May Care”, 2008).
Fleming, morto em 1964, apresentou em 1953 ao mundo o agente secreto em “Casino Royale”, o primeiro de seus 14 livros, que iniciou uma saga lucrativa que vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo.
A série também foi adaptada com grande sucesso para o cinema, arte na qual celebrou 50 anos em 2012 com a estreia do 23º longa-metragem, “Skyfall”, a maior bilheteria da história no Reino Unido.
Qual o preço justo de um e-book?
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Carlo Carrenho, no Tipos Digitais
As lojas de e-books da Kobo, Amazon e Google mal abriram suas portas virtuais e já começaram as reclamações sobre o preço dos livros digitais. “Livros a R$ 9,90 já!”, alguém postou no twitter. Outros acusavam os editores, mantendo-se a tradição de computar aos editores toda a responsabilidade pelo preço do livro considerado alto – infelizmente, o público leigo e até jornalistas costumam esquecer as altas margens das grandes redes que abocanham de 50 a 60% do preço de capa de um livro.
Os livros digitais estão caros demais?
Mas afinal, os livros digitais estão caros ou não? Para início de conversa, pegamos o preço dos 64 livros da lista de mais vendidos do PublishNews que estão no catálogo da Amazon brasileira e comparamos com os preços de capa das edições de papel. Jogando uma média simples, os livros digitais estão 36,2% mais baratos. Mas isto é pouco, muito ou o suficiente? Para analisarmos esta questão, precisamos entender melhor como a receita se distribui entre os vários agentes e custos da cadeia do livro físico e, então, comparar os resultados com a realidade digital.
Os custos de papel, impressão e logística física situam-se entre 20 e 25% do preço de capa de um livro. Vamos então considerar uma média de 22%. Os descontos para distribuidores e varejistas oferecidos pelas editoras situa-se entre 40 e 60%, então vamos trabalhar com 50% em média. E os direitos autorais giram em torno dos tradicionais 10% sobre o preço de capa. Ficamos assim para um livro com preço de capa de R$ 50:
| O Livro Físico | ||
| Preço de capa | 100% | R$ 50,00 |
| Desconto comercial | 50% | R$ 25,00 |
| Direitos autorais | 10% | R$ 5,00 |
| Impressão e logística | 22% | R$ 11,00 |
| Subtotal | 85% | R$ 41,00 |
| Participação da editora | 18% | R$ 9,00 |
Vale lembrar que são números aproximados e que podem variar de editora para editora. Acredito, no entanto, que estejam perto da realidade. Mas vejam que, neste modelo, a editora ficar com 18% do preço de capa ou R$ 9,00. E isto está longe de ser o lucro, pois desta contribuição a editora ainda precisa retirar os recursos para pagar seus custos fixos de salários, administração etc., além dos próprios custos fixos da produção editorial como tradução, revisão, diagramação etc.
E no mundo digital, como ficamos? Vamos a princípio manter o preço de capa de R$ 50 para o digital, mas agora o custo logístico desaba e o desconto comercial diminui. Obviamente não existe mais custo com impressão e papel, mas há custo logístico de distribuição, de DRM, de armazenagem. Vamos estimá-los em 2,5% do preço de capa.
Ainda não se sabe bem qual a amplitude de desconto comercial que Kobo, Google e Amazon fecharam com os editores. A Apple costuma ficar nos 30% inspirada no modelo agência que ajudou a implementar nos EUA. A Kobo deve ter mantido mais ou menos o que era exercido por sua parceira Livraria Cultura.
A Google não deve ter sido muito agressiva, já que o e-book em si não é seu principal negócio. A Saraiva sempre procurou manter os mesmos descontos do físico, mas com certeza os editoras conseguiram aumentar sua fatia do bolo. E quanto a Amazon, cercada de mais NDAs (Non-DisclosureAgreements; Acordo de Não-Revelação) que o Neymar de fãs, ainda não é possível ter uma ideia clara de seus contratos. Mas como NDAs no Brasil não duram mais que um romance de verão, logo, logo todos já saberão sua faixa de descontos.
Acho, no entanto, razoável imaginarmos os descontos concedidos para livrarias e distribuidores digitais na faixa dos 35 a 45%, e vou trabalhar aqui com uma média de 40%. Já os direitos autorais possuem forma de cálculo diferenciada, são negociados em cima do preço líquido e podem até aumentar. Por hora, vamos considerá-los na faixa dos 25%. Ficamos assim: (mais…)



















