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Adolescente autista pode ser cotado para o prêmio Nobel

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Jacob Barnett, de 14 anos, estuda sistema quânticos

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Publicado em O Globo

O adolescente norte-americano, Jacob Barnett, de 14 anos, diagnosticado com autismo aos dois, pode ser cotado para receber o prêmio Nobel de Física. Em entrevista à rede de televisão britânica BBC, a mãe de Jacob, Kristine Barnett, disse que na época do diagnóstico do autismo do tipo que varia entre o moderado e o forte, os médicos disseram que ele não aprenderia nem a ler e tampouco a escrever.

— Foram tempos difícieis e eu só queria dar uma educação apropriada ao meu filho — conta a mãe, autora do livro “The Spark: a mother’s story of Nurturing Genius” (A centelha: a história de uma mãe de um gênio em desenvolvimento, em uma tradução livre), onde descreve as experiências do filho.

Apesar do diagnóstico pessimista, a mãe de Jacob conta que buscou estimular o desenvolvimento da capacidade de aprendizado do filho e o cercou de elementos que ele gostava, como música. Aos dois anos, relata Kristine, Jacob fazia terapia todos os dias desenvolver a fala, mas ela percebeu que era nos momentos em que estava em casa que ele fazia experiências fantásticas.

— Ele recriava no chão mapas de locais que visitávamos, recitava o alfabeto de trás para frente e aprendeu a falar quatro línguas diferentes — conta Kristine, que percebeu que o filho era diferente quando o levou a um planetário e ele respondeu a todas as perguntas sobre a lua e a massa relativa dos astros, feitas por um instrutor — Ele tinha três anos e meio na época e ficamos muito surpresos.

Para Jacob, que entrou na faculdade aos 11 anos, os conceitos de física e astronomia são de fácil assimilação:

— As perguntas que o instutor fez naquele dia eram triviais — disse rindo à jornalista da BBC.

No ano passado, Jacob fez uma apresentação no TEDx com a temática “A importãncia de parar de aprender e começar a pensar”. Hoje, Jacob prepara sua tese de Phd em sistemas quânticos.

Foto: Google

Livro de negócios em primeiro lugar

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‘Sonho grande’ vendeu 4.197 exemplares

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Sonho grande (Primeira Pessoa), assim como seus protagonistas, chegou ao 1º lugar vendendo 4.197 exemplares nesta semana. Logo atrás, com marcação acirrada, aparece Casagrande e seus demônios (Globo), com 4.033 livros vendidos. Com isso, a turma cinzenta caiu novamente, mas ainda continua firme na lista geral e encabeça a lista de ficção.

Apesar de aparecer apenas na 11ª posição no ranking das editoras, a Rocco colocou dois lançamentos em excelentes posições. O livro Castelo de papel, de Mary Del Priore, ficou em 4º lugar em não ficção, e Insurgente, de Veronica Roth, em 3º lugar, na lista infanto juvenil.

As novidades da semana foram: não ficção, Manual de etiqueta (Bestbolso); infanto juvenil, Meu pé de laranja lima (Melhoramentos); autoajuda, Sobre o céu e a terra (Paralela) e Para a melhor mãe do mundo (Vergara & Riba).

No ranking das editoras a Sextante se distanciou mais ainda das outras, agora com 18 títulos. A briga boa voltou a ser pela segunda colocação, disputada página por página pela Intrínseca e Record, ambas com 10. Atrás delas seguem a Ediouro, com 9 livros, Vergara&Riba com 8, e Saraiva com 7.

Promo de quinta (4)

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promo-finalfeliz

Olá, apaixonados por (bons) livros.

Hoje é quinta-feira, dia de o Livros e Pessoas e o PublishNews novamente sortearem livros legais. Alguém quer? \o/\o/\o/\o/

A convidada de hoje é a Novo Conceito,  editora com presença forte nas redes sociais. Dois sortudos vão ganhar o lançamento Em busca de um final feliz, obra emo-cionante de Katherine Boo. O prefácio foi escrito por Zeca Camargo.

Para concorrer, basta seguir os perfis @PublishNews e o @livrosepessoas e tuitar a (ou dar RT) na frase abaixo:

Quero ganhar o laçto “Em busca de um final feliz”, presente do @PublishNews @Livrosepessoas e @Novo_Conceito #AmoLivros

No final da tarde divulgaremos os nomes dos internautas sorteados. Quanto + tuítes, + chances de ganhar. Dedo no teclado. :-)

Big abraço e até a próxima.

Nos EUA, escolas apostam no ensino personalizado para incluir 100% dos alunos na faculdade

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No modelo americano, o aluno escolhe como quer aprender o conteúdo e ainda tem a opção de fazer “estágios” em áreas de seu interesse

Amanda Polato, na Época

Dois meses ao ano, os alunos das escolas Summit podem fazer "estágios" em áreas de seu interesse, como gastronomia, que ajudam a desenvolver habilidades importantes para o seu futuro acadêmico e profissional (Foto: Reprodução/Facebook)

Dois meses ao ano, os alunos das escolas Summit podem fazer “estágios” em áreas de seu interesse, como gastronomia, que ajudam a desenvolver habilidades importantes para o seu futuro acadêmico e profissional (Foto: Reprodução/Facebook)

Em algumas escolas no Vale do Silício, região dos Estados Unidos que abriga empresas de tecnologia de ponta, os alunos têm uma rotina bem diferente da tradicional. Em vez de sentarem enfileirados e assistirem a uma aula expositiva, eles seguem planos de estudo individualizados. Com apoio de um professor-mentor, cada um escolhe como quer aprender os conteúdos indicados em sua lista. É possível, por exemplo, ler e fazer exercícios, ver vídeos, discutir com colegas e professores ou fazer projetos. “Todo estudante é diferente e único. Com esse modelo, ele tem maior controle sobre o aprendizado”, diz Diane Tavenner, diretora executiva das Summit Public Schools, que reúne quatro instituições de high school, equivalente ao ensino médio.

Com a definição de objetivos pessoais e a indicação de caminhos para cumpri-los, os jovens têm alcançado uma meta maior: entrar na universidade. As inovações feitas pelas Summit Public Schools têm permitido a reversão de um quadro comum nos Estados Unidos, o de que poucos egressos da rede pública conseguem um diploma de bacharel. Enquanto na Califórnia, estado onde está localizado o Vale do Silício, apenas 24% dos alunos das escolas regulares estão aptos a entrar em um curso superior, nas escolas Summit a taxa é de 100%.

Dois fatores principais contribuem para o sucesso do sistema, segundo Diane: professores qualificados e apoio da tecnologia. Por meio de testes em softwares disponíveis na internet (como os do site Khan Academy) ou nos criados pela própria escola, os docentes conseguem identificar rapidamente os avanços e as necessidades de cada aluno. “A tecnologia tornou possível o trabalho de personalização do ensino”, afirma a diretora da rede Summit.

Embora os planos sejam individuais, a cooperação é altamente incentivada. Com poucas paredes separando a escola em salas, o que mais se vê no dia a dia são os jovens, cada um com seu notebook, trabalhando em grupos. Os momentos de maior interação com professores são nos projetos, quando alunos têm de aplicar conhecimentos para resolver um problema real. “Os adolescentes se sentem desafiados e mais interessados pela escola. Eles querem continuar estudando para atingir seus objetivos”, diz a diretora.

Logo ao ingressar nessas escolas inovadoras, os adolescentes são convidados a traçar seus planos para o futuro. Quem ainda não sabe para qual faculdade se candidatar ou que área seguir faz cursos específicos para conhecer melhor suas opções. Além disso, dois meses por ano, eles podem fazer “estágios” fora da escola para investir em suas paixões. O aluno que adora cozinhar e pretende fazer disso sua profissão pode, por exemplo, conhecer mais perto a atuação de um chefe.

O modelo Summit só tem sido aplicado em algumas escolas da Califórnia porque elas têm autonomia em relação ao governo – são as charter schools. Desde que cumpram suas metas, podem decidir como aplicar a verba recebida. E Diane Tavenner prioriza investimentos em professores preparados e nos notebooks com acesso à internet para os estudantes. Segundo ela, os docentes são atraídos não por salários mais altos que a média, mas pela possibilidade de receber treinamento contínuo e pela satisfação de trabalhar em um sistema eficiente, em que estudantes de diferentes classes sociais e níveis de aprendizados têm sucesso escolar.

A proposta inspirou mudanças em uma escola de ensino fundamental no Rio de Janeiro. Com apoio de organizações sociais, a Secretaria de Educação decidiu apostar no ensino individualizado e um projeto-piloto começou a ser desenvolvido, neste ano, na Escola Municipal André Urani, na Rocinha, onde há 180 alunos. Para ampliar o interesse dos brasileiros pela proposta, Diane Tavenner está São Paulo nesta semana. Nesta quinta-feira (4), ela participa do encontro Transformar 2013, em que educadores e especialistas debatem experiências inovadoras em educação. O evento foi promovido pela Fundação Lemann e pelo Inspirare/Porvir.

Atenção especial à matemática

Outra proposta de educação personalizada, com foco na matemática, tem sido desenvolvida em oito escolas de Nova York, Chicago e Washington, nos Estados Unidos. A organização sem fins lucrativos New Classrooms oferece a elas uma plataforma digital e apoio para implantação de um novo método de ensino, assim como nas Summit Public Schools, voltado às necessidades de cada aluno. “Nas escolas tradicionais, é comum que o professor ensine um conteúdo, mas apenas parte da turma aprenda. E mesmo quem tirou um ‘D’ no teste avança para o próximo item. Com a nossa proposta, identificamos o que cada um sabe e o que precisa aprender, para que ninguém fique para trás”, diz Joel Rose, cofundador e diretor da New Classrooms.

O trabalho é feito com alunos do ensino fundamental. Turmas de diversos níveis ficam numa mesma sala fazendo atividades em diversas “estações”. Os estudantes podem aprender em grupos, por meio de jogos, computadores, vídeos, livros, discussões com professores e até tutores online. Cada um trabalha no seu ritmo e com o método com o qual tem mais facilidade para aprender. “Às vezes, há alunos de 7ª série que fazem atividades de 5ª série. E há os de 7ª série que atuam como alunos de 9ª série. Quem precisa recuperar conhecimentos pode fazer isso. E quem já pode avançar também tem essa possibilidade”, afirma Rose.

O programa, iniciado em 2012, tem sido bem sucedido nas escolas e a expectativa é dobrar o número de beneficiadas no próximo ano letivo. “O impacto da inovação é inegável. Agora esperamos consolidar a proposta para que ela ganhe escala nos EUA e ajude a revolucionar o modelo de escola que temos hoje, que é pouco diferente das instituições do século XIX”, diz o diretor da New Classrooms.

Candidato escreve receita de miojo na redação do Enem e tira nota 560

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Trecho da redação do Enem em que um candidato ensina como preparar miojo

Trecho da redação do Enem em que um candidato ensina como preparar miojo (Editoria de Artes/Agência O Globo)

Publicado por UOL

Um candidato resolveu descrever como preparar um miojo no meio da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, que tinha como tema o movimento imigratório para o Brasil no século 21, e recebeu 560 pontos – a nota máxima é 1.000. A informação é do jornal “O Globo”. Ontem (18), o jornal carioca também informou que redações com nota máxima apresentaram erros como ”trousse”, “enchergar” e “rasoavel”.

O candidato escreveu dois parágrafos sobre o tema proposto e depois dedicou um parágrafo inteiro ao preparo do macarrão instantâneo “Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva”.

Após passar a receita, o estudante voltou a escrever sobre a imigração. Segundo o jornal, o candidato recebeu 120 pontos (de um total de 200) na competência 2 da correção, que avalia a compreensão da proposta da redação e a aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento do tema. Já na competência 3, que avalia a coerência dos argumentos, o candidato recebeu metade dos pontos possíveis — 100 de 200.

Em nota enviada ao jornal “O Globo”, o MEC afirmou que “a presença de uma receita no texto do participante foi detectada pelos corretores e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização especialmente nas competências 3 e 4″. O órgão disse entender que o aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas.

Candidato não podia recorrer da nota
Os candidatos que fizeram o Enem 2012 puderam acessar a correção de suas redações no início de fevereiro. O aluno devia informar o CPF ou o número de inscrição e a senha no site do Enem. As correções têm apenas finalidade pedagógica, ou seja, não são passíveis de recurso.

O boletim de correção traz as notas por competência e dá direito à vista da redação.

Ao todo, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), foram corrigidas 4.113.558 redações, das quais 1,82% estavam em branco e 1,76% obtiveram nota zero.

No início do ano, estudantes de todas as regiões do país recorreram à Justiça para conseguir acesso à correção antes do período de inscrição do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), pelo qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem.

No entanto, os tribunais regionais federais das diferentes regiões suspenderam as liminares que determinavam a vista antecipada dos espelhos de correção, entendendo que o edital do Enem prevê apenas a vista pedagógica e que leva em conta rigorosamente o previsto no termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado pelo Ministério da Educação com o Ministério Público Federal.

Muitos estudantes sentiram-se injustiçados. Thais Bastos obteve a nota 400 na redação do Enem. “No ano passado, tirei 700. Neste ano, estudei muito mais, não posso ter ficado com essa nota”, disse. Além disso, ela comparou o que escreveu com redações disponíveis em revistas e manuais, “As redações que receberiam a nota que eu tirei continham erros de português e um vocabulário infantil”. Ela também levou o caso à Justiça e chegou a ganhar o direito da vista antecipada, até que o ministério recorreu e venceu.

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