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Posts tagged Dom Quixote

Don Quixote | Disney planeja filme no estilo de Piratas do Caribe

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Billy Ray, de Jogos Vorazes e Capitão Philips, será o roteirista

Thiago Romariz, no Omelete

Don Quixote está com tudo nos cinemas. Depois de sair do papel no lendário projeto de Terry Gilliam, o cavaleiro de Miguel de Cervantes agora vai ganhar uma versão dos estúdios Disney.

Segundo o The Hollywood Reporter, a ideia da empresa é adaptar a obra ao estilo da franquia Piratas do Caribe. A produção está a cargo de Gordon Gray e Billy Ray, que também escreverá o roteiro – ele é o responsável por escrever também Jogos Vorazes e Capitão Philips.

Don Quixote foi publicado pela primeira vez em 1605 e conta a história de Alonso Quixano, um aristocrata que, após ler muitos livros sobre cavaleiros, começa a acreditar que magos e dragões existem no mundo real.

Obra ‘picaresca’ de Cervantes ganha edição inédita no Brasil

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Arte de Vania Mignone para o livro “Novelas exemplares” de Miguel de Cervantes, coletânea até então inédita no Brasil - Divulgação/Cosac

Arte de Vania Mignone para o livro “Novelas exemplares” de Miguel de Cervantes, coletânea até então inédita no Brasil – Divulgação/Cosac

 

Ofuscada pelo sucesso de ‘Dom Quixote’, ‘Novelas exemplares’ reúne doze tramas bem-humoradas, em que o autor revela lado feminista

Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO — Uma das primeiras edições brasileiras do clássico “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, publicada pelo Círculo do Livro, em 1958, tem um prefácio assinado por Otto Maria Carpeaux que é um mimo — e que, por si só, já faz valer a busca da velha edição nos sebos. No texto, o notável crítico literário convence qualquer um a ler o tijolaço das aventuras daqueles dois malucos, Dom Quixote e Sancho Pança. Com argumentos cheios de paixão, cita a originalidade, a composição, o humor, os temas, o alcance, a verve, a perfeita “harmonia do ridículo e do melancólico”.

Lá pela espinha do texto, Carpeaux lembra que muitas daquelas características quixotescas, no entanto, já estavam anunciadas nas “Novelas exemplares”, um conjunto de contos picarescos, de enredos e estilos variados, que Cervantes escreveu antes de finalizar “Dom Quixote”. É taxativo ao defender a importância da obra: “As ‘Novelas exemplares’ são a outra grande obra de Cervantes, digna de figurar ao lado de ‘Dom Quixote’”.

Mas o sucesso do “romance dos romances” acabou ofuscando a obra, até hoje pouco conhecida no Brasil. Enquanto o Quixote tem mais de 70 edições no país (a primeira, com ilustrações de Tarsila do Amaral, data de 1942; a última, da Penguin, é de 2012), as “Novelas exemplares” só tiveram uma. Um pequeno volume foi editado em 1970 pela Abril Cultural, com apenas nove das 12 novelas — ainda assim, em ordem inversa à que Cervantes indicara para a leitura, e com tradução do final do século XIX, em português arcaico. A primeira edição completa da obra chega ao Brasil este mês, pela Cosac Naify, com tradução do original, ensaios críticos e ilustrações da artista visual Vânia Mignone.

Divulgação

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— É impressionante como Cervantes continua importante e agradável 400 anos depois. São textos divertidos, graciosos, fluentes, sensíveis, em que ele vai longe, mas sem ser solene. Dessas doze novelas, cinco, pelo menos, têm o seu humor clássico, o leitor logo vai identificar — nota o gaúcho Ernani Ssó, tradutor do volume, lembrando que uma das raras alusões à obra na literatura brasileira foi feita pelo escritor Dalton Trevisan, no irônico título de seu livro “Novelas nada exemplares”, ganhador do Prêmio Jabuti de 1959.

UM CERVANTES ‘FEMINISTA’

As doze novelas falam de situações do cotidiano à época, de uma Espanha que se podia ver da janela de casa, em pequenas tramas burlescas, cheias de personagens bizantinos. Conforme o próprio Cervantes anuncia no prólogo, foi escrita, assim como o Quixote, para leitura de puro entretenimento: “Nem sempre se está nos templos; nem sempre se ocupam os oratórios; nem sempre se lida com negócios, por mais importantes que sejam. Há horas de recreação, para que o espírito aflito descanse”.

E assim, na “Novela do licenciado Vidraça”, por exemplo, o protagonista é um (mais…)

Harry Potter e Código da Vinci: veja os livros mais vendidos de todos os tempos

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Saiba quais são as dez obras da literatura que mais fizeram sucesso em vendas em todos os tempos

Publicado no Terra

A literatura encontrou uma forma de prestar tributo a um dos maiores escritores da História: o último Dia Internacional do Livro, celebrado em 17 de abril, homenageou o espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra, autor de Dom Quixote, que morreu aos 68 anos em 23 de abril de 1616

Para contribuir com a homenagem, o Terra e a Nuvem de Livros apresentam as 10 obras mais vendidas de todos os tempos (sem contar livros religiosos, como a Bíblia Sagrada e o Corão). A lista é inspirada na publicação do site americano Ranker. Confira!

Um Conto de Duas Cidades (Charles Dickens)

Com personagens profundos e bem descritos, Charles Dickens, mesmo autor de Oliver Twist, narra os impactos da Revolução Francesa em duas cidades: Paris e Londres. Publicado em 1859, é um dos livros de língua inglesa mais admirados da história e leitura obrigatória em muitas escolas nos Estados Unidos. Estima-se que já tenha vendido mais de 200 milhões de cópias.

O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien)

A fantasiosa história de J.R.R. Tolkien, apesar de ter feito um sucesso enorme no cinema no início do século 21, foi escrita em 1954. O livro foi desmembrado em três volumes, especialmente por questões logísticas. As vendas já atingiram a casa das 150 milhões de cópias.

O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

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O livro de Antoine de Saint-Exupéry tem todos os ingredientes de um ótimo livro infantil, mas até hoje é saboreado por públicos de diversas idades. Publicado em 1943, há controvérsias sobre o número de exemplares vendidos: entre 80 e 200 milhões (para este artigos, consideramos a média de 140 milhões). Conteúdo disponível na Nuvem de Livros.

O Hobbit (J.R.R. Tolkien)

Publicado em 1937, O Hobbit é o livro que antecede a saga de O Senhor dos Anéis – muitos dos personagens deste livro voltam a aparecer na trilogia lançada por Tolkien 17 anos depois, como Bilbo Bolseiro, Gandalf e Smeagol, além do próprio Anel de Sauron. Foram mais de 100 milhões de cópias vendidas.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K. Rowling)

Primeiro dos sete livros sobre as aventuras bruxo mais famoso da literatura mundial, Harry Potter e a Pedra Filosofal foi escrito em 1997 e vendeu mais de 107 milhões de exemplares no mundo. No geral, a série vende mais de 650 milhões de livros.

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“Big data da literatura”: romances seguem não mais do que 8 padrões

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O programador e professor literário, Matthew Jockers, de 48 anos, analisa bilhões de palavras para extrair sentido de milhares de livros ao mesmo tempo(Reprodução/ Youtube.com/VEJA)

O programador e professor literário, Matthew Jockers, de 48 anos, analisa bilhões de palavras para extrair sentido de milhares de livros ao mesmo tempo(Reprodução/ Youtube.com/VEJA)

Estudo do pesquisador Matthew Jockers analisa a distribuição dos “bons” e “maus” momentos de 40.000 obras como “Dom Quixote” e “Moby Dick”

Guilherme Pavarin, na Veja

Quando era adolescente, nos anos 80, o americano Matthew Jockers gastava a maior parte do tempo em seu quarto, calado, com os olhos fixos na tela do computador. Autodidata, testava códigos de programação e, caso obtivesse sucesso, exibia orgulhoso as conquistas virtuais para amigos e familiares. Seus pais não tinham dúvida de que se tratava de vocação: o filho, fã de números e de lógica, se tornaria programador. A previsão, mais tarde ele diria, estava 50% certa. No ensino médio, Jockers quis ir além. Ávido por conhecimento fora do universo matemático, procurou um professor de literatura no corredor da escola para pedir dicas de leitura. O tutor, com pressa, indicou apenas um: Crime e Castigo, do russo Fiodor Dostoiévski. O impacto foi imediato. Encantado, Jockers passou a devorar clássicos com a mesma voracidade com que se atirava aos computadores. Aos 15 anos, era um nerd literário.

Hoje com 48 anos, Jockers é um programador de ofício e phD em literatura inglesa pela Universidade do Sul de Illinois. Com um pé nas ciências exatas e outro nas humanas, ocupa o cargo de professor associado de inglês da Universidade de Nebrasca e dirige o Laboratório Literário da instituição, que se dedica a explorar livros usando ferramentas digitais. O método é chamado macroanálise. É uma espécie de aplicação à literatura das técnicas de big data – análise que se difunde pelo mundo apoiada no processamento de gigantescas quantidades de dados por meio de computador com o propósito de encontrar relações entre variáveis e tendências.

No caso do professor americano, os dados são conteúdos de milhares de obras literárias. O programa desenvolvido por Jockers faz uma varredura nos livros contabilizando palavras, frases, parágrafos e nomes, entre outros elementos. O conteúdo digitalizado vira, então, estatística. “Essa análise ajuda a extrair sentido de milhares de livros ao mesmo tempo, algo impossível de fazer a partir da leitura convencional dos livros”, diz Jockers à VEJA.com. Segundo esse raciocínio, a frequência de uso de uma palavra ou ainda de uma construção linguística pode revelar um padrão ou uma tendência.

 

A pesquisa já dura vinte anos. Nos últimos meses, Jockers se empenha na missão de descobrir padrões das narrativas literárias a partir da chamada “análise de sentimento” das palavras. Ele alimentou o sistema com 6 bilhões de palavras, provenientes de cerca de 40.000 livros. Em seguida, marcou os termos normalmente associados a sentimentos “bons” ou “ruins”. O passo seguinte foi identificar as passagens das obras em que predominam momentos “positivos” (menos conflitos) ou “negativos” (mais conflitos), respectivamente.

Colocada na linha do tempo de cada obra, essa variação de sentimentos revelou que a narrativa dos 40.000 livros segue um número relativamente pequeno de padrões: entre seis e oito (o estudo ainda está em curso). Os padrões, por sua vez, se apoiam em apenas dois modelos (veja os gráficos abaixo) – que ele chama “homem da montanha” e “homem no buraco”, uma referência à sorte dos protagonistas. O primeiro descreve uma história de queda e reerguimento. Nesse tipo de trama, há uma grande variação de sentimentos ao longo da obra, com uma queda acentuada, em direção ao revés, próximo do meio do romance. Cerca de 45% dos romances analisados se encaixavam nesse modelo. No segundo, que usa a metáfora da montanha como síntese de ascensão, há uma variação emocional menor, com conflitos mais amenos. O salto emocional positivo – uma redenção, uma vitória, um amor conquistado – aparece em geral no meio da trama. Segundo Jockers, é a fórmula mais comum dos romances, presente em 54% das obras.

O estudo é inspirado em um discurso célebre do escritor americano Kurt Vonnegut (1922-2002), que propôs que os altos e baixos dos protagonistas da ficção fossem representados em gráficos para revelar as estruturas narrativas das obras. Vonnegut previu que, ao levar em conta a variação de sentimentos do personagem principal, as centenas de milhares de romances já escritos obedeceriam a poucos padrões. Jockers comprovou as suspeitas do escritor. “Os resultados mostram como funciona a escrita criativa e quais são as similaridades entre as grandes obras clássicas, por exemplo”, diz Jockers. Na nova etapa da pesquisa, ele pretende analisar apenas a variação emocional em best-sellers. “Estou investigando se os autores dos livros mais vendidos são previsíveis ou, pelo menos, se há algumas características específicas que podemos encontrar nessas obras.”

Jockers pode ser considerado o pioneiro da análise literária digital. Começou durante o curso de literatura inglesa na Universidade Estadual de Montana, quando usou a computação para obter os números de sílabas do célebre poema épico de autor desconhecido Beowulf. A partir dos anos 2000, aproveitando-se do avanço computacional, passou a se dedicar a pesquisas mais ambiciosas. Na mais longa e completa delas, vasculhou 3.592 obras para examinar as características dos autores do século XIX e a influência sobre escritores que os sucederam.

Para levar o trabalho a cabo, cruzou dados relativos a romances assinados por autores consagrados como Jane Austen, Charles Dickens, Herman Melville e Mark Twain, entre outros. Conclui que a autora de Orgulho e Preconceito foi a mais influente do período. De acordo com a análise, que levou em conta os temas abordados, a estrutura das obras, o vocabulário e forma narrativa, Jane Austin foi imitada à exaustão – mais do que os demais. “Eu não gostava muito das obras dela, mas passei a respeitá-la profundamente ao ver os resultados da análise. Ela estava anos à frente do seu tempo.”

Alguns críticos dizem que a ferramenta de Jockers faz exames simplórios das obras literárias. Sua análise estatística reduziria a dois uma gama de sentimentos difíceis de classificar. Outra queixa é a de que os computadores não seriam capazes de captar ironia ou humor negro. Jockers rebate: “A perda de informação na análise literária é aceitável em minha pesquisa. A ironia e o humor negro não estão presentes em todas as obras e, quando estão, representam parte pequena das mesmas. Não procuro criar verdades absolutas, mas, sim, iluminar os estudos literários”.

As narrativas dos romances seguem as duas tendências gráficas acima: um U (homem no buraco) ou um U ao contrário (homem na montanha). A análise leva em conta os sentimentos das palavras.(VEJA.com/VEJA)

As narrativas dos romances seguem as duas tendências gráficas acima: um U (homem no buraco) ou um U ao contrário (homem na montanha). A análise leva em conta os sentimentos das palavras.(VEJA.com/VEJA)

Espanha anuncia ter encontrado restos mortais de Miguel de Cervantes

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Equipe de arqueólogos examinam restos encontrados em caixão que foi determinado como o de Miguel de Cervantes (Foto: AP Photo/Aranzadi Science Society)

Equipe de arqueólogos examinam restos encontrados em caixão que foi determinado como o de Miguel de Cervantes (Foto: AP Photo/Aranzadi Science Society)

Ossada foi achada na cripta de um convento de Madri.
Pesquisadores estavam buscando ossada em nichos da cripta da igreja.

Publicado no G1

A equipe responsável por procurar os restos mortais do escritor espanhol Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, está “convencida” de ter encontrado o material entre fragmentos de ossos localizados em uma cripta de um convento de Madri, um ano depois do início dos trabalhos.

“À vista de toda a informação gerada no caso de caráter histórico, arqueológico e antropológico, é possível considerar que entre os fragmentos da área localizada no solo da cripta da atual igreja das Trinitárias se encontram alguns pertencentes a Miguel de Cervantes”, disse o antropólogo Francisco Etxeberría, coordenador da equipe.

“São muitas as coincidências e não há discrepâncias”, completou Etxeberría, que reconheceu que não foi possível rastrear indícios dos ferimentos sofridos pelo escritor na batalha de Lepanto.

Na batalha naval de Lepanto, em que a Santa Liga formada principalmente por Espanha, Veneza e a Santa Sé venceu os turcos em 1571, Cervantes foi ferido no peito e na mão de esquerda por um arcabuz.

O ferimento deixou sua mão esquerda inutilizada e o autor passou a ser chamado de “o manco de Lepanto”.

“Não conseguimos verificar esta circunstância porque o nível de conservação do osso não permitiu, não conseguimos descobrir nenhum sintoma de patologia traumática”, disse o antropólogo.

“Todos os membros da equipe estão convencidos de que temos entre estes fragmentos algo de Cervantes, mas, no entanto, não posso dizer em termos de certeza absoluta”, completou.

“As coincidências e as não discrepâncias da articulação e dos elementos de caráter histórico, antropológico e arqueológico nos levam a considerar que ali estaria Cervantes em termos razoáveis”, explicou.

“Não vai acontecer uma individualização confirmada pela genética”, afirmou a arqueóloga Almudena García Rubio, ao reiterar o que já havia sido antecipado pela equipe no início da busca, em março do ano passado.

Apesar da boa conservação dos restos mortais para exames de DNA, a única descendência atual da família de Cervantes procede de seu irmão Rodrigo.

“E depois de 12 gerações, o DNA que poderia ter em comum com Cervantes é mínimo”, já havia afirmado o historiador Fernando de Pardo.

Os restos mortais daquele que é considerado o maior escritor espanhol da história foram localizados na cripta da igreja do Convento de “San Ildefonso de las Madres Trinitarias”, no conhecido bairro da Letras, centro de Madri.

Nascido em 1547 em Alcalá de Henares, perto de Madri, o autor de Dom Quixote de la Mancha viveu seus últimos anos neste bairro madrileno e faleceu em 22 de abril de 1616.

Cervantes foi sepultado na igreja do convento um dia depois, 23 de abril, data que foi oficializada como a de sua morte, já que na época o dia do enterro era considerado a data do óbito.

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