State Ibirapuera

Posts tagged Donald Trump

J.K. Rowling ironiza tuíte em que Trump se orgulha de ser “escritor”

0

Créditos: Getty Images

Publicado no UOL

A autora britânica J.K. Rowling, criadora da saga Harry Potter, publicou vários comentários no Twitter repletos de ironias em resposta a uma mensagem postada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual o líder se gabava de ser escritor.

A autora britânica ressaltou, além disso, um erro ortográfico cometido por Trump na mensagem, que foi apagada de sua conta oficial e substituída por uma versão corrigida horas mais tarde.

“Depois de ter escrito muitos livros best-sellers e me orgulhar da minha habilidade para escrever, devo destacar que as fake news (notícias falsas) gostam de debruçar constantemente meus sobre tuítes em busca de erros”, publicou o presidente.

“Sério, Donald Trump é o melhor escritor da Terra”, ironizou Rowling, que ressaltou que alguém “explicou” ao presidente como se escreve a palavra inglesa “pore”, que o líder havia se referido na primeira versão de seu tweet como “pour”.

Ao responder a um usuário que reprovou Rowling por suas críticas ao presidente americano, a autora afirmou que nunca apoiaria um “fanfarrão autoritário que é tolo demais para saber o tolo que significa”.

O líder republicano publicou diversos livros com sua assinatura, entre eles “Trump: A Arte da Negociação” (1987) e “Trump: Como Ficar Rico” (2004).

Trump bloqueia Stephen King no Twitter e escritor ironiza

0
O autor Stephen King - Arquivo

O autor Stephen King – Arquivo

‘Fui bloqueado de ler seus tuítes. Talvez eu tenha que me matar’, disse ele

Publicado em O Globo

RIO — O escritor Stephen King, de clássicos como “O iluminado” e “It”, anunciou nesta terça-feira que foi bloqueado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Twitter — rede social intensamente usada pelo político mesmo após ser eleito para um dos cargos mais importantes do mundo.

“Trump me bloqueou de ler seus tuítes. Talvez eu tenha que me matar”, ironizou King. De uns tempos para cá, o autor vem fazendo diversas críticas a Trump no Twitter. Em outubro, antes das eleições, por exemplo, ele publicou: “Escrevi minha nova história de terror: era uma vez um homem chamado Donald Trump, e ele concorreu à presidência. Algumas pessoas queriam que ele ganhasse”.

king

Nas últimas semanas, porém, King intensificou a postura. “Logo quando você pensa que Trump não pode fazer nada mais estúpido do que contrabandear armas para os sauditas, ele deixa o Acordo de Paris” e “Nosso presidente idiota parece ter confundido o que é ‘politicamente correto’ com o que é ‘inconstitucional” são alguns dos exemplos. O último, que parece ter sido a ponta do iceberg para Trump, foi: “O gabinete de Trump oferece curso de pós-graduação em puxa-saquice”.

Após a descoberta, King recebeu o apoio de outros críticos de Trump, como a também escritora J.K. Rowling, da saga “Harry Potter”, que disse: “Eu ainda tenho acesso (ao Twitter de Trump). Vou mandar uma mensagem direta a ele para você”. A produtora e roteirista Melissa Jo Peltier fez coro: “Parabéns, senhor. Provavelmente ele é a única pessoa no mundo livre que não sabe quem é você, já que ele não lê”.

king2

Um outro usuário da rede social, identificado como @nycsouthpaw, lembrou que o presidente dos Estados Unidos bloqueou um vencedor da Medalha Nacional das Artes — honraria recebida por King em 2014, durante o último mandato de Barack Obama.

Ator Alec Baldwin prepara ‘livro de memórias’ satírico de Trump

0
O ator Alec Baldwin interpreta o presidente Donald Trump (Reprodução)

O ator Alec Baldwin interpreta o presidente Donald Trump (Reprodução)

 

Ator incorpora um Trump com ego inflado e viciado em Twitter no ‘Saturday Night Live’

Publicado na Veja

O ator americano Alec Baldwin está levando sua imitação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no programa Saturday Night Live das telas para as páginas de um livro de memórias satírico que deve ser lançado no final deste ano. A paródia política escrita em parceria por Baldwin e pelo romancista e radialista Kurt Andersen está programada para chegar às livrarias no dia 7 de novembro, segundo a editora Penguin Press.

A audiência do Saturday Night Live, o humorístico semanal mais longevo do canal NBC, disparou desde que Baldwin começou a imitar Trump em uma série de esquetes nos quais debocha do bilionário ex-apresentador de reality show que virou presidente. As paródias, nas quais Baldwin retrata Trump como um comandante-em-chefe com dificuldade de concentração, um ego inflado e viciado em Twitter, tornaram-se uma constante do SNL, ao mesmo tempo em que atraíram a ira nada fictícia de Trump.

Trump criticou a atração da NBC em dezembro, classificando-a de “totalmente inassistível” e um “crime de encomenda”. “Ele foi eleito porque foi o candidato presidencial mais franco da história, um homem sempre disposto a dizer a verdade nua e crua sobre os defeitos dos outros, assim como sobre sua própria excelência”, disse a Penguin a respeito de Trump em um comunicado anunciando o livro de memórias paródico. “Agora essa franqueza… revigorantemente compulsiva se aplica a seu período como líder do mundo livre.”

O anúncio veio um dia depois de uma editora do mesmo grupo, a Penguin Random House, comunicar que fechou um acordo para publicar dois livros futuros do ex-presidente americano Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama. Os termos do acordo não foram revelados, mas o jornal Financial Times noticiou uma disputa acirrada pelos direitos globais das duas obras na qual o lance vencedor superou o valor recorde de 60 milhões de dólares.

(Com agência Reuters)

Mais que Orwell, Huxley previu nosso tempo

1

Admiravel mundo novo - a ficção

O era da “pós-verdade”, dos “fatos alternativos” e da anestesia intelectual nas redes sociais mais parece a distopia “Admirável mundo novo”

Helio Gurovitz, na Época

Publicado em 1948, o livro 1984, de George Orwell, saltou para o topo da lista dos mais vendidos depois da posse de Donald Trump. Parece que as mentiras e a propaganda de Trump – ou melhor, a “pós-verdade” e os “fatos alternativos” – foram antevistos no Grande Irmão, no Ministério da Verdade e em todo o universo orwelliano. A distopia de Orwell, mesmo situada no futuro, tinha um endereço certo em seu tempo: o stalinismo. Sua obra toda, não apenas 1984, está repleta de ataques às ditaduras totalitárias que procuravam manter o poder pela censura de vozes discordantes, pelo extermínio de opositores, pelo controle da informação e pela difusão de uma versão única e centralizada da verdade. Mas é um equívoco ver em Trump ou Vladimir Putin espectros ressuscitados do nazismo e do stalinismo, retratados em 1984. Orwell fez uma caricatura da ditadura, não da democracia. O mundo da “pós-verdade”, dos “fatos alternativos” e da anestesia intelectual nas redes sociais mais parece outra distopia, publicada em 1932: Admirável mundo novo, de Aldous Huxley.

Não se trata de uma tese nova. Ela foi levantada pela primeira vez em 1985, num livreto do teórico da comunicação americano Neil Postman: Amusing ourselves to death (Nos divertindo até morrer), relembrado por seu filho Andrew em artigo recente no The Guardian. “Na visão de Huxley, não é necessário nenhum Grande Irmão para despojar a população de autonomia, maturidade ou história”, escreveu Postman. “Ela acabaria amando sua opressão, adorando as tecnologias que destroem sua capacidade de pensar. Orwell temia aqueles que proibiriam os livros. Huxley temia que não haveria motivo para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse lê-los. Orwell temia aqueles que nos privariam de informação. Huxley, aqueles que nos dariam tanta que seríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo. Orwell temia que a verdade fosse escondida de nós. Huxley, que fosse afogada num mar de irrelevância.”

No futuro pintado por Huxley, a sociedade está dividida em castas. Crianças projetadas geneticamente saem de fábricas de bebês e são condicionadas a exercer das funções mais nobres às mais abjetas. Não há mães, pais ou casamentos. O sexo é livre. A diversão está disponível na forma de jogos esportivos, cinema multissensorial e de uma droga que garante o bem-estar sem efeito colateral: o soma. Restaram na Terra dez áreas civilizadas e uns poucos territórios selvagens, onde grupos nativos ainda preservam costumes e tradições primitivos, como família ou religião. “O mundo agora é estável”, diz um líder civilizado. “As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes por quem possam sofrer emoções violentas; são condicionadas de tal modo que praticamente não podem deixar de se portar como devem. E se, por acaso, alguma coisa andar mal, há o soma.”

huxley300

Para chegar à estabilidade absoluta, foi necessário abrir mão da arte e da ciência. “A felicidade universal mantém as engrenagens em funcionamento regular; a verdade e a beleza são incapazes de fazê-lo”, diz o líder. “Cada vez que as massas tomavam o poder público, era a felicidade, mais que a verdade e a beleza, o que importava.” A verdade é considerada uma ameaça; a ciência e a arte, perigos públicos. Mas não é necessário esforço totalitário para controlá-las. Todos aceitam de bom grado, fazem “qualquer sacrifício em troca de uma vida sossegada” e de sua dose diária de soma. “Não foi muito bom para a verdade, sem dúvida. Mas foi excelente para a felicidade.”

No universo de Orwell, a população é controlada pela dor. No de Huxley, pelo prazer. “Orwell temia que nossa ruína seria causada pelo que odiamos. Huxley, pelo que amamos”, escreve Postman. Só precisa haver censura, diz ele, se os tiranos acreditam que o público sabe a diferença entre discurso sério e entretenimento. “Quão maravilhados ficariam todos os reis, czares, führers do passado (e comissários do presente) em saber que a censura não é uma necessidade quando todo o discurso político assume a forma de diversão.” O alvo de Postman, em seu tempo, era a televisão, que ele julgava ter imposto uma cultura fragmentada e superficial, incapaz de manter com a verdade a relação reflexiva e racional da palavra impressa. O computador só engatinhava, e Postman mal poderia prever como celulares, tablets e redes sociais se tornariam – bem mais que a TV – o soma contemporâneo. Mas suas palavras foram prescientes: “O que afligia a população em Admirável mundo novo não é que estivessem rindo em vez de pensar, mas que não sabiam do que estavam rindo, nem que tinham parado de pensar”.

J.K. Rowling responde fãs que ameaçaram queimar seus livros após comentários anti-Trump no Twitter

0

20150722-130527-4307-744x400

Marco Antônio, no Pizza de Ontem

O mundo está CHOCADO com as medidas que andam sendo tomadas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Vários famosos se mostraram totalmente contra a candidatura dele e J.K. Rowling não poderia deixar de falar nada sobre esses absurdos.

Em meio a essas milhares de notícias em relação a medida de Trump à imigrantes dos EUA, a autora criticou abertamente essa atitude e recebeu bastante tweets de fãs dizendo que se sentiam decepcionados por essa postura “anti-Trump”.

Bem, a fumaça dos DVDs pode ser tóxica e eu ainda tenho o seu dinheiro, mas de qualquer forma posso emprestar meu isqueiro”, escreveu Rowling à um usuário que ameaçou queimar todos os seus livros e filmes da saga Harry Potter.

jk

Outro usuário escreveu que J.K. o envergonhava por essa atitude e que nunca mais iria ler algum trabalho seu. Ela escreveu:

Acho que é verdade o que dizem: você pode levar uma garota a ler livros sobre a ascensão e queda de um autocrata, mas você ainda não pode fazê-la pensar
”, respondeu Rowling.

jk2

Go to Top