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Prêmio Jabuti anuncia livros finalistas da primeira etapa; veja lista completa

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Publicado por Folha de S.Paulo

O comitê organizador do Jabuti, mais tradicional prêmio literário do país, divulgou nesta quarta (18) os resultados da primeira fase de sua 55ª edição, com os dez finalistas de cada uma de suas 27 categorias.

A apuração dos votos, aberta ao público, foi realizada na terça (17), na sede da Câmara Brasileira do Livro, no centro de São Paulo, mas os votos passaram por auditoria até a noite de ontem, para a correção de eventuais erros na contagem ou nas inscrições.

O escritor Evandro Affonso Ferreira, autor de "O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam" (Record), romance mais bem avaliado pelos jurados na primeira fase do Jabuti (Paula Giolito/Folhapress)

O escritor Evandro Affonso Ferreira, autor de “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam” (Record), romance mais bem avaliado pelos jurados na primeira fase do Jabuti (Paula Giolito/Folhapress)

Nesta primeira etapa, cada um dos três jurados por categoria deu notas de 8 a 10 a dez títulos escolhidos por eles dentre todos os inscritos na categoria em questão –assim, um título que leva 10 de um único jurado fica atrás de outro que recebe 8 de outros dois jurados.

Algumas categorias têm mais de dez finalistas devido a empates –o principal caso foi o de livros de educação, categoria em que dois dos três jurados deram notas 10 para todos os títulos selecionados. Na avaliação do curador do prêmio, José Luiz Goldfarb, foi uma resposta dos jurados à eliminação da possibilidade de dar notas zero aos finalistas –nota que, no ano passado, o crítico literário Rodrigo Gurgel, o “jurado C” na categoria romance, deu a várias obras que analisou.

Na segunda fase, a ser divulgada em 17 de outubro, os resultados são zerados, e os mesmos três jurados avaliam todos os dez livros finalistas em suas categorias. Assim, um livro que inicialmente tenha sido bem avaliado por um só jurado, ficando com pontuação mais baixa na primeira etapa, pode vencer na final se os outros dois também o avaliarem bem.

Dois livros de editoras do Grupo Folha, que edita a Folha, estão entre os finalistas do Jabuti: “História da Imprensa Paulista”, de Oscar Pilagallo (Três Estrelas), na categoria Comunicação; e “Comidinhas Vegetarianas”, de Rita Taraborelli (Publifolha), na categoria Gastronomia.

O prêmio para o vencedor em cada categoria é de R$ 3.500. Em 13 de novembro, serão conhecidos os vencedores do livro do ano de ficção e de não ficção, cada qual reunindo alguma das categorias iniciais. Esses receberão mais R$ 35 mil cada um.

O conselho curador do Jabuti é formado por José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes, Marcia Ligia Guidin. Os jurados são conhecidos apenas na cerimônia de entrega do prêmio.

Veja, abaixo, os finalistas da primeira etapa.

CATEGORIAS DE FICÇÃO

Romance

1) “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam” (Record), de Evandro Afonso Ferreira
2) “Barba Ensopada de Sangue” (Companhia das Letras), de Daniel Galera
3) “O que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna
4) “Mar Azul” (Rocco), de Paloma Vidal
5) “Sagrada Família” (Objetiva), de Zuenir Ventura
6) “O Céu dos Suicidas” (Alfaguara), de Ricardo Lísias
7) “Quiçá” (Record), de Luisa Geisler
8) “Valentia” (Grua), de Deborah Kietzmann Goldemberg
8) “Carbono Pautado” (Record), de Rodrigo de Souza Leão
9) “Era Meu Esse Rosto” (Record), de Marcia Tiburi
10) “Glória” (7Letras), de Victor Heringer

Contos ou crônicas

1) “Diálogos Impossíveis” (Objetiva), de Luis Fernando Verissimo
2) “Páginas sem Glória” (Companhia das Letras), de Sérgio Sant’Anna
3) “Aquela Água Toda” (Cosac Naify), de João Anzanello Carrascoza
4) “Essa Coisa Brilhante que É a Chuva” (Record), de Cintia Moscovich
5) “Garranchos”, textos inéditos de Graciliano Ramos (Record)
6) “Bem-vindo – Histórias com as Cidades de Nomes Mais Bonitos e Misteriosos do Brasil” (Bertrand Brasil), de Fabricio Carpinejar
6) “Cheiro de Chocolate e Outras Histórias” (Nova Alexandria), de Roniwalter Jatobá
7) “A Verdadeira História do Alfabeto” (Companhia das Letras), de Noemi Jaffe
8) “O Tempo em Estado Sólido” (Grua), de Tércia Montenegro
9) “Réveillon e Outros Dias” (Record), de Rafael Gallo
10) “São Paulo -1971-2011” (Olhares), de Luiz Ruffato, Ignacio de Loyola Brandão, Tony Belloto, Vanessa Barbara
10) “Vento sobre Terra Vermelha” (8Inverso), de Caio Riter
10) “Copacabana Dreams” (Cosac Naify), de Natércia Pontes

Poesia

1) “A Voz do Ventríloquo” (Edith), de Ademir Assunção
2) “Porventura” (Record), de Antonio Cicero
3) “Raymundo Curupyra, o Caypora” (Tordesilhas), de Glauco Mattoso
4) “Deste Lugar” (Ateliê), de Paulo Franchetti
5) “Formas do Nada” (Companhia das Letras), de Paulo Henriques Britto
6) “Um Útero É do Tamanho de um Punho” (Cosac Naify), de Angélica Freitas
7) “O Amor e Depois” (Iluminuras), de Mariana Ianelli
7) “A Praça Azul e Tempo de Vidro” (Paes), de Samarone Lima
8) “Vário Som” (Patua), de Elisa Andrade Buzzo
9) “Variações do Mar” (7Letras), de Josoaldo Lima Rêgo
10) “A Cicatriz de Marilyn Monroe” (Iluminuras), Contador Borges

Infantil

1) “Felizes Quase Sempre” (34), de Antonio Prata
2) “Os 33 Porquinhos” (Objetiva), de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
3) “Ela Tem Olhos de Céu” (Gaivota), de Socorro Accioli
4) “A Pedra na Praça” (Rovlle), de Sofia Mariz e Tatiana Mariz
5) “Os Meninos de Marte” (Melhoramentos), de Ziraldo
5) “A Ilha do Crocodilo – Contos e Lendas do Timor Leste” (FTD), de Geraldo Costa
5) “Visita à Baleia” (Positivo), de Paulo Venturelli
5) “Era Uma Vez Duas Linhas” (Iluminuras), de Alonso Alvarez
5) “Contos da Terra do Gelo” (Editora do Brasil), de Rogério Andrade Barbosa
5) “Caixinha de Guardar o Tempo” (Gaivota), Alessandra Roscoe
6) “Psssssssssssssiu!” (Callis), de Silvana Tavano e Daniel Kondo
7) “Primeira Palavra” (Abacatte), de Tino Freitas
8) “Tom” (Projeto), de André Neves
8) “Com Afeto e Alfabeto” (Edelbra), de Dilan Camargo
9) “Estrelas de São João” (Manati), de Graziela Bozana Hetzel
10) “Cultura” (Iluminuras), de Arnaldo Antunes (mais…)

Imortais fazem campanha para eleger FHC na Academia Brasileira de Letras

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Publicado por Folha de S.Paulo

Após anos de sondagens e de negativas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 81, deve ser apresentado na quarta (27) como candidato à Academia Brasileira de Letras (ABL). Segundo acadêmicos ouvidos pela Folha, FHC aceitou o convite para se candidatar à cadeira nº 36, vaga com a morte de João de Scantimburgo, e sua eleição é considerada praticamente um fato consumado.

“Ele aceitou, eu sou testemunha”, disse a escritora e imortal Nélida Piñon, 75, ex-presidente da ABL e uma das responsáveis pelo convite formal a FHC, ao lado do senador José Sarney, 82, seu colega na instituição.

Segundo ela, a eleição de Fernando Henrique “é uma campanha vitoriosa, que quase não precisa mais prosseguir”, por já contar com a maioria dos votos dos 38 imortais (duas das 40 cadeiras estão vagas).

Além de Sarney e Piñon, a campanha pela entrada de Fernando Henrique inclui imortais como Marcos Vilaça, 73, ex-presidente da ABL, e Celso Lafer, 71, ex-ministro de Relações Exteriores do governo FHC.

Um imortal ouvido pela Folha, que preferiu não se identificar, garantiu que a eleição de FHC será “absolutamente tranquila”, porque o ex-presidente tem apoio quase unânime na Casa.

O convite a Fernando Henrique Cardoso aconteceu durante almoço na última sexta (22), num restaurante em São Paulo. Sarney, FHC e Piñon estavam reunidos com outros membros do conselho consultivo da Fundação Santillana no Brasil quando a escritora recebeu, por telefone, o aviso da morte de seu colega João de Scantimburgo.

Ela passou a informação a Sarney, que imediatamente sugeriu que convidassem Fernando Henrique a se candidatar. “O presidente Sarney foi o primeiro a citar, eu tinha quase certeza de que ele o faria, mas fiquei impressionada com esse gesto de grande elegância moral dele, porque eles tiveram problemas no passado”, disse Piñon.

Segundo a escritora, ela e o senador chamaram Fernando Henrique em um canto e, após informar-lhe sobre a morte de Scantimburgo, convidaram-no a se candidatar.

“Ele ficou perplexo com o convite, nós insistimos que era o momento, e ele aceitou. Eu ainda disse: ‘O senhor não vai desistir, hein? Olha que é muito sério, diante do presidente Sarney e de mim, daqui nós vamos já comunicar’, e ele disse que não havia problema, que aceitava”, disse Piñon.

“A carta [de candidatura] será entregue amanhã. O Celso [Lafer] virá ao Rio para trazê-la”, disse a imortal.

Segundo a praxe da ABL, a cadeira de João de Scantimburgo (1915-2013) será considerada vaga após a chamada “Sessão da Saudade” em sua homenagem, que será realizada amanhã, às 16h, na sede da instituição, no centro do Rio. Depois disso, os interessados em concorrer à vaga terão um mês para apresentar suas candidaturas. A eleição deve acontecer no final de maio.

O ex-presidente é um dos nomes célebres que a Casa de Machado tenta atrair há anos –outros, como Ferreira Gullar, Antônio Cândido e Chico Buarque, continuam recusando a candidatura à ABL.

Fernando Henrique só teria aceitado concorrer com a garantia de que seria eleito.

Segundo outro imortal, FHC nunca havia “corrido atrás” de se eleger porque queria ser aclamado.

Antes da eleição de que FHC participará haverá outra, no próximo dia 11, para escolher o sucessor do poeta Lêdo Ivo (1924-2012), que morreu em dezembro passado, deixando vaga a cadeira nº 10. Onze candidatos estão na disputa, entre eles a jornalista Rosiska Darcy de Oliveira, considerada favorita, o poeta Antonio Cicero e a historiadora Mary Del Priore.

O ex-presidente Fernando Hernrique Cardoso, em foto de novembro de 2012; imortais fazem campanha para elegê-lo na ABL (Eduardo Knapp/Folhapress)

O ex-presidente Fernando Hernrique Cardoso, em foto de novembro de 2012; imortais fazem campanha para elegê-lo na ABL (Eduardo Knapp/Folhapress)

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