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E-book é o presente do Natal

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Publicado na Época

Por que o atraso na chegada dos leitores digitais e e-books ao Brasil pode ser positivo

Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)

Demorou, mas agora vai. O Brasil entra na era do livro digital com três anos de atraso. A chegada ao país dos e-readers como os americanos Kindle, da Amazon, e Nexus 7, do Google, iPad, da Apple, e do canadense Kobo, trazido pela Livraria Cultura, vai transformar rapidamente o mercado do livro. Não é preciso ser profeta para adivinhar o que está por vir, pois tudo já aconteceu nos mercados adiantados da América do Norte, Ásia e Europa. No entanto, o atraso no processo também tem suas vantagens. Vamos entrar na nova era em pleno período de compras de Natal com um acúmulo de conhecimentos. Podemos aprender com os erros e os acertos cometidos pelos outros.
Muitos brasileiros têm experimentado os efeitos da mudança. Os estudantes leem desde meados da década de 1990 livros pela internet pelos computadores convencionais, via sites como Gutenberg Project e Domínio Público. Agora poderão fazê-lo nos e-books e tabletscom mais rapidez e conforto. Há cerca de 300 mil clientes moradores no Brasil cadastrados na Amazon e muitos deles compram e-books e possuem kindles, para não mencionar os milhares que carregam livros das lojas iBook e Amazon para seus tablets.

Contaram no atraso o “custo Brasil” para a implantação de empresas estrangeiras em território nacional e o corporativismo local: as editoras refrearam o processo porque temiam um colapso do mercado por causa da redução excessiva do preço médio do livro digital. Agora, as editora organizaram-se e fundaram a DLD (Distribuidora de Livros Digitais) e chegaram a uma percentagem razoável de 30% a menos que o preço de capa do volume em papel. Resultado: o livro digital no Brasil vai sair mais caro que no estrangeiro, algo que já acontece no papel. Nos Estados Unidos, a Amazon passou a vender os leitores digitais a menos de US$ 100 – e achatou o preço dos livros a uma base de US$ 9,90. Os autores e editores reclamaram no início, mas agora estão ganhando dinheiro nas vendas por atacado. E muitas vezes a Amazon, Kobo e Barnes & Noble (com seu e-reader Nook, que deve também aportar no Brasil) promovem liquidações de títulos. Todo mundo ganha, até o consumidor. Não sei se isso vai se repetir no Brasil, mas seria bom aprender com a experiência.

Por enquanto, o preço médio do e-book no Brasil ronda R$ 30. O leitor digital Kobo custa R$ 399 – um valor ainda alto, até porque a Amazon pode entrar no mercado vendendo o Kindle Paperwhite a cerca de R$ 220. Tomara que esses preços caiam. E isso já pode acontecer depois das festas de fim de ano.

Entre as consequências imediatas da consolidação dos e-books no Brasil, as principais são quatro: a queda do preço dos títulos, o fechamento de grandes cadeias de livraria (a Livraria Cultura se vacinou contra isso, associando-se à Kobo), a obsolescência das bibliotecas públicas e particulares e o uso intenso de leitores digitais em salas de aula e instituições de pesquisa. As bibliotecas públicas passarão por um processo de digitalização. As que não fizerem isso serão sucateadas pelos governantes, sob o pretexto de que deixaram de ser úteis. O livro em papel não irá desaparecer, mas tenderá a se transformar em um objeto de colecionador, em um fetiche interessante, ainda que dispensável. Há também, a longo prazo, a possibilidade de os sebos populares de rua fecharem. Restarão os antiquários, que deverão praticar preços altos. Como disse meu velho amigo Germano, dono da Livraria São José do Rio de Janeiro, “livros digitais não envelhecem”. E, por isso, não são produtos apropriados para sebos. Ou será que algum geek vai dar um jeito de inventar o sebo de e-books? É bem provável.

Assim, os e-books já abalaram os hábitos de leitura e o modo como o leitor se relaciona com os textos. Ele vai se beneficiar imediatamente com a oferta de milhões de títulos, milhares em português. Vai ler mais do que nunca, o que irá obrigar os autores a produzirem seus livros em maior velocidade. Também os leitores tenderão a se esquecer mais rapidamente do que leram, pelo volume e oferta de material.

Diante dos aspectos positivos e negativos que a nova tecnologia acarreta, a lição a aprender desde já é aprender a selecionar o que ler. Quando tudo está disponível, nada mais fundamental que escolher aquilo que é importante para a formação e o aperfeiçoamento do indivíduo em determinado contexto. E manter a atenção nas páginas virtuais, algo que está se tornando cada vez mais difícil com os apelos que vêm, por exemplo, dos tablets. A diferença entre ler no papel ou na tela é que o texto em papel prende o leitor à página, ao passo que o hipertexto da tela o deixa mais livre, solta-o e o faz saltar de um link a outro, e facilmente saltar do texto para o som e o vídeo. O texto estimula a memória, o hipertexto dispersa. Enfim, para enfrentar as mudanças que já chegaram, o leitor terá de reaprender a ler.

Amazon fecha acordo com a Companhia das Letras

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Publicado na Veja on-line

A Amazon está cada vez mais quente, como dizem as crianças na brincadeira de encontrar coisas escondidas. A propagada chegada da gigante do e-commerce, do e-book e do Kindle ao Brasil, prevista para este ano, vai aos poucos se concretizando. Depois de fechar acordo com a DLD, a distribuidora de livros digitais que reúne Rocco, Sextante, Objetiva e Record, a Amazon assinou contrato com a Companhia das Letras, uma das principais casas editoriais do país. A criadora do Kindle pode chegar ao Brasil até a primeira quinzena de dezembro.

“Em breve, os usuários do Kindle também poderão acessar os livros da Companhia das Letras em seus aparelhos. Ao lado da iBookstore, da Apple, com a qual começamos a trabalhar no mês passado, e de dez livrarias nacionais – Saraiva, Cultura, iba, Gato Sabido, Travessa, Positivo, Curitiba, Leitura.com, Submarino e Buqui – agora assinamos também com a Amazon, que vai representar mais um canal importante de contato com os nossos leitores”, diz a editora de Luiz Schwarcz em comunicado, nesta sexta-feira.

O texto prossegue: “Desde março de 2010, quando lançamos nossos primeiros e-books, temos trabalhado na expansão do nosso catálogo digital, que hoje já conta com três aplicativos para iOS e mais de 500 títulos em ePub. Muitos destes se tornaram best-sellers no formato digital, como é o caso da Trilogia Millenium, Steve Jobs, As Esganadas, Gabriela, Cravo e Canela e Toda Sua – este último, da Editora Paralela, desde agosto nas listas de mais vendidos. Com a colaboração da editora Penguin, que se tornou referência no mercado mundial de livros digitais, buscamos experimentar novos formatos e disponibilizar nosso catálogo no maior número possível de canais, dando maior liberdade de escolha ao leitor. O acordo com a Amazon e nossas conversas com outros players internacionais representam mais um passo nessa direção.”

‘E-books são primeiro passo de uma grande revolução’

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(Thinkstock)

Publicado originalmente na Veja.com

Garret Kiely comanda a maior editora universitária dos Estados Unidos, a da Universidade de Chicago, que publica em média 300 títulos por ano, edita 60 periódicos especializados e emprega 250 pessoas. À frente de seus concorrentes, Kiely aceitou prontamente o desafio de incorporar aos negócios os avanços tecnológicos dos últimos anos. Praticamente todos os lançamentos da editora podem ser adquiridos no formato tradicional, o papel, ou no digital, o e-book. Além disso, a comunidade da editora nas redes sociais é fiel e ativa. “Hoje, esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores”, diz Kiely. Ele compara a atual mudança à revolução protagonizada pelos tipos móveis de Gutenberg, que no século XV permitiram que os livros fossem produzidos em larga escala, ampliando o acesso de homens e mulheres à cultura escrita. “O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento.” Nesta semana, Kiely visita o Brasil pela primeira vez. Ele participa em São Paulo do Simpósio Internacional de Livros e Universidades, organizado pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) para celebrar os 50 anos da instituição, a maior do gênero no país. Confira a entrevista que o americano concedeu ao site de VEJA:

A digitalização reduz os custos de produção dos livros, tornando-os mais acessíveis aos leitores. Isso também acontece com os livros das editoras universitárias? De certo modo, não. Diferentemente das outras editoras, as universitárias têm um foco muito claro na qualidade do material que é editado. Aqui em Chicago, por exemplo, todos os nossos livros são revisados pelo corpo docente da universidade. Esse tipo de investimento em qualidade custa muito caro e ele não ficará mais barato com as novas tecnologias porque, de certo modo, não dependente delas. De qualquer forma, nossa meta é oferecer preços que possam ampliar o acesso aos nossos livros.

Kiely: abraçado à tecnologia
PROSE Awards

De que forma, então, o livro digital e as novas tecnologias afetam a sua editora?Desde o surgimento das novas tecnologias, a Editora da Universidade de Chicago abraçou as inovações em todas as áreas do nosso trabalho. Por exemplo: quase todos os nossos novos livros estão disponíveis no formato digital. Apenas os livros que contêm muitas ilustrações ainda não estão na plataforma digital, mas já estamos trabalhando para que isso também seja possível. Todos os nossos periódicos já estão no formato digital e trabalhamos em parceria com uma livraria digital. Além disso, nossos perfis nas redes sociais (Twitter, Facebook e Tumblr) têm centenas de seguidores devotos. Acreditamos que esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores.

Os tipos móveis de Gutenberg permitiram, no século XV, que um livro fosse reproduzido em larga escala, revolucionando o acesso à informação e ao conhecimento. É possível estabelecer um paralelo entre aquele evento e a popularização do livro digital hoje? Eu acredito que estamos perto de uma nova revolução. O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento. Apesar de todas as recentes invenções e descobertas, ainda fazemos algumas coisas da mesma maneira que fazíamos há 500 anos. Nós, enquanto editoras, precisamos olhar além do livro e do periódico tradicional para que nosso produto tenha mais valor para os consumidores. Se não fizermos isso, outras empresas o farão e perderemos nosso público para a concorrência.

As universidades estão transformando sua maneira de ensinar com a ajuda da internet. Plataformas on-line permitem que estudantes de diversos países tenham acesso a aulas ministradas em Harvard ou Yale. Como essa mudança afeta as editoras universitárias? Concordo que existe uma grande mudança em curso. Essas plataformas são um desafio para a ideia tradicional de universidade que construímos ao longo dos anos. Apesar de ainda ser muito cedo para prever aonde essas mudanças nos levarão, é um bom momento para as editoras identificarem como elas podem usar toda a sua experiência para desenvolver e organizar conteúdos para esse novo meio. É onde temos que focar nossos esforços agora.

Os livros digitais e as publicações on-line incomodam autores pela facilidade com que esses conteúdos podem ser reproduzidos ou modificados. Como os autores acadêmicos têm reagido ao avanço dos meios digitais? Essa é uma questão interessante. Se, por um lado, a internet permitiu que periódicos e livros estivessem mais disponíveis do que nunca, por outro, os direitos autorais são muitas vezes desprezados. Andamos sob uma linha muito tênue porque queremos que nossos livros sejam mais e mais lidos, mas mantemos nossa patrulha para evitar abusos que o meio digital proporciona. Com o tempo, tanto as editoras como os leitores estarão mais educados sobre o que pode e o que não pode na internet. Mas, sem dúvida, vejo grandes desafios – e oportunidades – pela frente.

Com todas essas transformações acontecendo, o papel da editora universidade universitária se altera? As novas mídias permitem que o conhecimento produzido na universidade seja cada vez mais compartilhado e assim alcance mais e mais pessoas. Acredito que o papel das editoras universitárias seja fazer com que, de fato, o conhecimento chegue a essas pessoas.

O senhor trabalha há quase três décadas com a publicação de livros. O que o prende a essa profissão? Para mim, trabalhar em uma editora é mais que uma profissão. É a oportunidade de se conectar ao que está acontecendo no mundo. Eu gosto de pensar que, seja lá o que estiver se passando, nós sempre teremos um livro sobre isso ou veremos o acontecimento como uma oportunidade de publicar um novo livro. Especificamente sobre editoras universitárias, temos a chance de oferecer conhecimento e influenciar estudantes e pesquisadores de diferentes gerações. Isso é algo realmente extraordinário.

Dica do Jarbas Aragão

Livraria virtual da Apple já tem mais de mil livros em português

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Publicado originalmente no Correio do Estado

Nenhum anúncio oficial foi feito ainda, mas a Apple começou a vender títulos em português, de editoras brasileiras, na iBookstore, sua loja virtual de livros para tablets e celulares.

Um levantamento feito pela Folha mostra que mais de mil livros em português já estão disponíveis no acervo da loja. Os preços são em dólares, mas é possível comprar com cartão de crédito brasileiro.

Segundo a reportagem apurou, os e-books de selos brasileiros começaram a entrar na iBookstore no começo do mês. São títulos como “Cinquenta Tons de Cinza”, da Intrínseca, o livro de ficção mais vendido no país atualmente. Ele aparece por US$ 12,99 (cerca de R$ 26) -o mesmo e-book na loja da Livraria Cultura, por exemplo, sai um pouco mais barato (R$ 24,90).

A Intrínseca tem cerca de cem títulos na loja, enquanto a Leya conta com mais de 60 e-books. Outras editores presentes na iBookstore brasileira são: Arqueiro, com cerca de 50 títulos, incluindo “O Código Da Vinci”, de Dan Brown; Novo Conceito, com cerca de 60 títulos, incluindo os best-sellers de Nicholas Sparks “Um Porto Seguro” e “A Escolha”; Record, com cerca de 300 títulos, incluindo “A Queda”, de Diogo Mainardi; Objetiva, com cerca de 200 títulos; LP&M, com cerca de 300 títulos; e Simplíssimo, com cerca de 70 títulos.

A Apple havia previsto a estreia da livraria digital para abril deste ano, mas o projeto atrasou alguns meses por questões tributárias.

Anteriormente era possível encontrar apenas livros gratuitos e em inglês para download. Os livros ainda estão “escondidos” -na página principal da loja, os destaques ainda são títulos norte-americanos gratuitos. Só é possível encontrá-los usando o sistema de buscas da loja virtual ou clicando em sua lista de mais vendidos.

A Apple realiza amanhã nos EUA um evento para apresentar novos produtos. O principal destaque deve ser uma versão menor do iPad, que viria agora com tela de 7,85 polegadas –os modelos atuais têm tela de 9,7 polegadas.

Os 10 Mandamentos do Marketing para Autores e Editoras

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Imagem Google


Eduardo Melo, no Revolução Ebook

Rob Eager, presidente da Wildfire Marketing, publicou alguns dias atrás esta seleção de mandamentos de marketing… será que falta acrescentar algo?

1. Informa as pessoas sobre os resultados que seus livros geram, não apenas os tópicos sobre os quais você escreve;

2. Testa o seu manuscrito sobre grupos de foco e obtenha histórias de sucesso reais, antes de publicar seu livro;

3. Evita cobiçar os amigos do Facebook e os seguidores do Twitter de seu vizinho;

4. Honra os visitantes do seu site, deixando-os fazer test-drive do conteúdo e do conhecimentos dos seus livros;

5. Mantenha uma base crescente de formadores de opinião e envie-lhes regularmente newsletters com valor agregado… justificadamente!

6. Lembre-se do sábado e crave pausas em sua agenda, para recarregar sua mente e alma;

7. Mostra suas informações de contato em todos os materiais de marketing – ou um relâmpago poderá golpear-lhe;

8. Evita a falsa humildade. Não tenha medo de dizer às pessoas sobre o seu livro, quando você sabe que pode ajudá-los;

9. Abstenha-se de idolatrar o livro em si. Pensa grande e multiplica-o em produtos derivados, tais como áudio, vídeo, palestras, coaching, roteiros, etc;

10. Abstenha-se de chamar de demônio, um editor ou jornalista, quando eles cometem erros. Em última instância, você é o responsável por seu sucesso.

Bênçãos estejam com você e seus livros.

dica da Judith Almeida

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