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Primavera árabe

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Sahar Delijani, author of Children of the Jacaranda Tree

Vivian Masutti, no Agora São Paulo

Autor dos best-sellers “O Caçador de Pipas” e “O Silêncio das Montanhas”, o escritor afegão Khaled Hosseini não demorou a elogiar “Filhos do Jacarandá” (R$ 34,90, 232 págs.), livro da escritora iraniana Sahar Delijani (foto) recém-lançado no Brasil pela Globo Livros.

O estilo dos dois escritores se assemelha bastante, já que suas obras estão ambientadas na chamada primavera árabe, onda revolucionária que eclodiu no Oriente Médio e no norte da África.

Foto: Psychobooks

Foto: Psychobooks

E as histórias de Hosseini e Sahar também são bem parecidas: ambos retornam décadas no tempo para contar o início dos conflitos em seus respectivos países e o impacto da revolução na vida da população.

Assim como o afegão, a autora iraniana de “Filhos do Jacarandá” não vive mais em sua terra natal e se valeu das histórias contadas por amigos e familiares para narrar as diferentes tramas que se alternam e se complementam no livro.

No caso de Sahar, elas começam com a revolução de 1979, depois que o país passou de monarquia à república e foi submetido ao comando de aiatolá Khomeini.

Nesse período, o tio de Sahar foi executado e seus pais, contrários a ambos os regimes, encarcerados. Como muitas jovens revolucionárias, a mãe de Sahar estava grávida quando foi presa.

É justamente a dor de uma mulher que dá à luz na prisão, sem higiene nem cuidados médicos, que a autora narra no começo do livro, quando a personagem Neda entra em trabalho de parto enquanto é arremessada de um lado para o outro dentro do porta-malas de uma van, com os olhos vendados.

Assim como a menina que nasce na história, Sahar passou seus primeiros 45 dias de vida na penitenciária de Evin, na capital iraniana.

“Tenho uma ligação especial com cada personagem. Cada um deles representa uma parte de mim”, disse a escritora, em entrevista concedida à coluna por e-mail, de Turim.

Ela visitou o Irã há dois anos e confessou que o que viu foi um país repleto de tristeza. “Mas vi também que as pessoas não perderam a esperança.”

Concurso Cultural Literário – Especial para Professores

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banner o valor do professor

O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.” A frase do educador e escritor norte-americano William Arthur Ward representa bem a importância e a responsabilidade de professoras e professores, que precisam inspirar no aluno a confiança, o desejo de aprender e, fundamentalmente, a cidadania e os bons valores humanos. Mas é necessário que esses profissionais descubram seu verdadeiro valor e reconheçam a importância que lhes é designada.

As mais belas ideias sobre educação, os mais sinceros e comoventes elogios ao papel do ensino no desenvolvimento de um país e os sonhos mais generosos em que a escola aparece como espaço de verdadeiro aprendizado e crescimento humano não resolvem o problema da educação se as professoras e os professores não forem e não se sentirem valorizados. Esta obra, por meio de um rico diálogo, oferece argumentos mais que convincentes para a valorização desses profissionais, que ocupam lugar incomparável na vida de cada um de nós e na estrutura social.

Para concorrer a 3 exemplares de “O valor do professor”, basta completar a frase “Tenho orgulho de ensinar porque….”. Use no máximo duas linhas.

O resultado será divulgado no dia 15/10 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Parabéns a todos os mestres. Temos orgulho de vocês! 🙂

PS: Se participar via Facebook, por gentileza mencione um e-mail de contato.

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Parabéns: Sérgio Machado, Marcos Florentino e Nely Mendes! =)

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48hs.

Concurso Cultural Literário (17)

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Considerado um dos melhores álbuns de quadrinhos já produzidos, Os Companheiros do Crepúsculo se passa na Idade Média durante a Guerra dos Cem Anos. A história é centrada nos personagens do Cavaleiro, Mariotte e Anicet, em sua busca por redenção ou pela simples sobrevivência. Misturando fantasia e lutas sangrentas, cenas cotidianas e um tom de erotismo, um dos destaques desta obra-prima das HQs é o belo e detalhado traço do autor, que transporta os leitores para os cenários e o clima da época. Imperdível para quem gosta de grandes histórias e para os amantes da arte dos quadrinhos!

Vamos sortear 2 exemplares da HQ “Os Companheiros do Crepúsculo“.

Para participar,  basta responder quais os 2 países europeus protagonizaram a Guerra dos Cem Anos?

Envie sua resposta para o e-mail concurso@pavablog.com.

Atenção: Respostas na área de comentários serão apagadas.

O resultado será divulgado dia 8/10 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Filipe ChamyDeborah Evelyn.

Por gentileza enviar seus dados completos p/ livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

Professor inglês vem ao Brasil para ‘ensinar’ autores iniciantes a escrever romances

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Cassiano Elek Machado, na Folha de S.Paulo

Um dos grandes autores britânicos do século 20, Somerset Maugham revelou certa vez o supra-sumo de seus segredos literários, para os aspirantes a escritores que lhe pediam conselhos.

“Existem três regras para escrever um romance. Infelizmente ninguém sabe quais elas são”, disse o autor.

Nem todos concordam com o autor de “Servidão Humana” e “O Fio da Navalha”. O seu conterrâneo Richard Skinner, por exemplo.

Autor de três romances, já traduzidos em sete idiomas (não em português), o inglês de 51 anos tem uma porção de ideias para quem pretende se tornar um escritor. E, daqui a pouco mais de duas semanas, virá compartilhá-las, pela primeira vez, com o público paulistano.

Diretor da Faber Academy, escola criada pela prestigiada editora britânica Faber and Faber, em Londres, Skinner é um dos convidados do Pauliceia Literária, festival que acontecerá de 19 a 22 de setembro na Associação dos Advogados de São Paulo.

Além de debater com o escritor e cineasta francês Philipe Claudel, 51, sobre “Literatura e Cinema”, o britânico coordenará, no dia 21, uma oficina literária chamada “Da Ideia à Criação do Romance”. Serão três horas de atividades, em inglês.

E o que é possível ensinar nesse tempo a um aspirante a escritor?, a Folha perguntou a Skinner, por e-mail.

“Bons romances não são escritos com a cabeça ou com o coração, mas sim com o estômago. Meu objetivo para este workshop é tentar mostrar que um romance será muito melhor se o autor seguir seus instintos viscerais.”

Há quem torça o nariz para dicas do gênero. Um dos principais escritores vivos, o norte-americano Philip Roth, 80, é um deles.

O romancista chegou a dar aulas de “creative writing” no curso mais tradicional do ramo nos Estados Unidos, o da Universidade de Iowa, nos anos 1960, mas depois declarou achar isso uma “grande perda de tempo”. Autores de outras gerações e latitudes também fazem ponderações.

“Já dei oficinas de escrita. Minha primeira frase foi: ‘Não acredito que ninguém seja capaz de ensinar outra pessoa a escrever'”, conta o escritor João Paulo Cuenca, 35. “Sou absolutamente contrário a essa onda de pasteurização que vejo em alguns cursos.”

“Discordo completamente da ideia de ‘pasteurização'”, rebate Skinner. “Cursos de escrita criativa não devem servir para dizer o que os estudantes devem pensar ou escrever, mas para ajudá-los a desenvolver suas próprias fontes de criação.”

O principal professor de escrita criativa no país, Luiz Antonio de Assis Brasil, 58, está com o inglês. Escritor e atual secretário de Cultura do Rio Grande do Sul, ele dá aulas do gênero desde 1985, na PUC-RS, onde foi criado o primeiro mestrado do ramo.

“É só ver meus ex-alunos. A ficção de Daniel Galera é muito diferente da ficção da Letícia Wierzchowski, que é muito diferente da do Michel Laub, que é muito diferente da de Cintia Moscovich…”

Assis Brasil defende que há apenas um traço em comum entre sua longa lista de ex-alunos (que, gaba-se, “inclui cinco dos 20 eleitos pela revista ‘Granta’ como melhores autores jovens brasileiros”).

“Há uma unidade de narrador. Todos, sem exceção, escrevem em primeira pessoa. Mas isso é uma questão da nossa época, não de nenhum curso.”

Em seu livro teórico “Fiction Writing” (Hale Books, Inglaterra), do qual foram pinçadas as dicas ao lado, Skinner diz que não é propriamente a escolha da “voz” literária o maior problema dos escritores iniciantes. O professor sustenta, por sinal, que “encontrar a própria voz” é um dos grandes mitos literários. A grande inimiga é a pressa.

“Quando um autor novo tem uma ideia, ele começa a escrever de modo afoito e perde o gás depois de 50 páginas. Uma das partes mais difíceis do processo de escrever é o de sustentar e desenvolver a história”, diz à Folha.

Sem saber, um dos grandes escritores brasileiros em atividade, João Ubaldo Ribeiro, 72, já chegou a usar uma “técnica” também sugerida por Skinner. “Nunca cursei nada semelhante, mas o que fiz foi ler muito e até copiar trechos de livros, obrigado por meu pai, quando menino. Como tudo mais, acho que a escrita se aperfeiçoa com o ‘treino’, mas não acredito que se aprenda a ser um ficcionista dessa forma”, diz Ubaldo. “Assim como um músico ou pintor, tem que haver talento.” Nisso, Ubaldo, Skinner e companhia concordam.

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DICAS DO PROF. SKINNER

1 – CTRL C + CTRL V
Pegue um livro que você admire e copie uma página. Observe o ritmo das frases. O que você nota nelas? Escreva usando os recursos

2 – BIG BROTHER
Vá a algum lugar cheio de gente, como uma estação de trem ou um café, e observe o que acontece no entorno. Observe as pessoas e tente criar pequenas histórias com o que vê

3 – 15 MINUTOS
Pense num amigo e escreva por 5 min. sobre ele. Depois pense no que fez no dia anterior e escreva por 5 min. Por fim, tente estabelecer um elo entre os textos, em 5 min.

4 – AÇÃO!
Um bom diálogo é uma impressão de como as pessoas realmente falam, não uma cópia. Restrinja os diálogos ao mínimo possível. Ações são sempre melhores do que diálogos

Fonte: “Fiction Writing – The Essential Guide to Writing a Novel”, de Richard Skinner

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CINCO SUGESTÕES DE LEITURA DE RICHARD SKINNER

1) ‘Arte Poética’, de Aristóteles (várias edições disponíveis)
“A estrutura em três atos da maior parte dos filmes de Hollywood vem daí, e nesse texto aparecem conceitos familiares para a escrita, como ‘catarse’ e ‘catástrofe’.”

2) ‘Sobre Direção de Cinema’, de David Mamet (ed. Civilização Brasileira)
“As lições são originalmente para estudantes de cinema, mas se aplicam à escrita.”

3) ‘A Arte do Romance’, de Milan Kundera (ed. Companhia das Letras)
“O escritor tcheco descreve a arquitetura de seus romances e examina a história deste gênero, de Cervantes a Kafka.”

4) ‘As Entrevistas da Paris Review, vol. 2’, vários autores (ed. Companhia das Letras)
“Este volume inclui entrevistas longas com grandes escritores como Alice Munro, Gabriel García Márquez e Stephen King.”

5) ‘Projections 3’, de John Boorman e Walter Donohue (sem edição brasileira)
“O livro inclui entrevista com o diretor e cineasta Sydney Pollack que traz as melhores respostas que já li para a pergunta ‘O que é um personagem?’.”

Concurso Cultural Literário (13)

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Acostumado a aventuras em games, ele terá de vencer perigos e desafios no mundo real.
Nesse jogo de sobrevivência, porém, não há segunda chance.

Centenas de anos atrás, um embate sangrento entre nativos e invasores brancos armados até os dentes marcou a disputa por uma região no nordeste brasileiro. Para pôr fim à luta impiedosa, o Grande Caipora e a Iara, a senhora das águas, fizeram com que aquele pedaço de terra se descolasse do continente e passasse a vagar pelos rios do país, criando a lendária e mágica ilha flutuante de Anistia.

Séculos depois, A. C., o herói pré-adolescente da série O Legado Folclórico, descobre não apenas a localização da ilha, mas consegueadentrá-la e participar da grande competição entre organizações secretas que acontece periodicamente. Passa, então, a conhecer os segredos de Anistia, a saber sobre os sonhos que separam os vivos dos mortos, e a perceber a influência que os poderosos exercem sobre o povo. Porém, é tempo de lua cheia e ele terá de lidar com problemas que surgirão com ela e que ele nem suspeitava existirem.

Prata, Terra & Lua Cheia, a continuação de Ouro, Fogo & Megabytes, é o segundo volume da série que une com ineditismo a atmosfera geek com releituras nada convencionais dos mitos e das lendas do folclore nacional.

Prontos para mais um Concurso Cultural Literário?

Três participantes vão ganhar Prata, Terra & Lua Cheia, segundo volume da Trilogia O Legado Folclórico.

Para participar, responda por email qual o nome do protagonista dos livros “Ouro, Fogo & Megabytes” e “Prata, Terra & Lua Cheia”.

ATENÇÂO: Envie sua resposta para concurso@pavablog.com. Respostas na área de comentários serão apagadas. 🙂

O resultado será divulgado no dia 1/10 às 17h30 aqui no post e também no perfil do twitter @livrosepessoas.

Boa sorte!

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Parabéns: Breno, Cleomara Alves e Wesslen Nicácio =)
Enviar seus dados completos p/ concurso@pavablog.com em até 48hs.

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