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Amazon lança novo Kindle Oasis com tela maior e à prova d’água

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Novo Kindle Oasis: o primeiro e-reader da Amazon com proteção à prova d'água

Novo Kindle Oasis: o primeiro e-reader da Amazon com proteção à prova d’água

Versão de luxo do e-reader da marca já está em pré-venda no Brasil, com preço de R$ 1.150, e começará a ser entregue nas próximas semanas aos primeiros compradores

Claudia Tozetto, no Estadão

A gigante do comércio eletrônico Amazon anunciou nesta quarta-feira, 11, a nova geração do seu leitor eletrônico de livros digitais Kindle Oasis. Considerado o modelo de luxo entre os e-readers da marca, o novo Kindle Oasis é o primeiro da linha a ganhar uma tela maior, de sete polegadas, além de proteção à prova d’água, o que permite ler na banheira ou piscina, sem se preocupar com eventuais “mergulhos” do aparelho. No mesmo dia do lançamento mundial, o produto já inicia pré-venda no Brasil e deve chegar às mãos dos primeiros compradores nas próximas semanas. Ele custa R$ 1.150, abaixo dos R$ 1,4 mil estabelecidos para a primeira geração do modelo lançada em 2016.

O novo Kindle Oasis também marca os dez anos do Kindle, e-reader que foi lançado pela Amazon em 19 de novembro de 2007, e impulsionou o mercado de leitura digital em todo o mundo. O dispositivo era considerado um sinal da morte iminente dos livros físicos. Contudo, a tal revolução não aconteceu. Após um pico de vendas desses dispositivos em 2011, quando 23,2 milhões de unidades de e-readers foram vendidas no mundo, os números desse segmento só caem — em 2016, segundo dados compilados pelo site Statista, apenas 7,1 milhões de leitores eletrônicos foram vendidos globalmente.

Com o Oasis, a Amazon quer conquistar os apaixonados pela leitura digital que, segundo Alexandre Munhoz, gerente-geral da Amazon para o Kindle no Brasil, são os melhores clientes. “O Kindle traz para a Amazon um consumidor que lê mais”, diz o executivo. “Quem investe no aparelho, tem um hábito de leitura maior, mas o grande volume de leitores vem por meio dos aplicativos.” Além do Kindle, a Amazon oferece um aplicativo de leitura para iOS e Android com várias das funcionalidades encontradas no aparelho.

A nova tela do aparelho, uma polegada maior do que a da primeira versão do Oasis — lançada no ano passado — faz o leitor ter contato com 30% mais palavras em uma única página por vez. Apesar do aumento na tela, o aparelho é o mais fino já fabricado pela marca, com 3,4 milímetros de espessura na parte mais fina e pesa apenas 194 gramas. O design é o mesmo da versão anterior, com uma lombada que facilita para o leitor segurar o produto com apenas uma mão, mas ganhou acabamento em alumínio na parte traseira. Ele mantém dois botões físicos na parte frontal, mas também tem tela sensível ao toque.

Em relação à proteção à prova d’água, o novo Kindle Oasis tem classificação IPX8, que suporta imersão de até doi metros em água por até uma hora. O aparelho tem memória de 8 GB para armazenar livros digitais, o dobro de memória da versão anterior do aparelho. Há duas opções de capas protetoras para o dispositivo: uma impermeável, vendida por R$ 170, e uma de couro, comercializada a R$ 200 (elas são vendidas separadamente).

O software do dispositivo também recebeu algumas melhorias, como novos tamanhos de fonte e ajustes da intensidade do negrito. Existe também a possibilidade de inversão das cores preto e branco na tela, caso o leitor tenha sensibilidade à luz. Isso permite que a tela do dispositivo fique preta, com as letras em branco. Agora é possível ler também com o texto alinhado à esquerda e não justificado, como em versões anteriores. A iluminação da tela passou a ser ajustada automaticamente, graças a sensores de luz.

Os novos recursos de software serão disponibilizados, via atualização automática, para outros modelos do Kindle que já estão no mercado. A atualização começa a ser liberada nesta quarta-feira, 11. São compatíveis os modelos a partir da sexta geração do Kindle Paperwhite, lançada em 2013. O lançamento do novo Kindle Oasis não modifica a linha de produtos vendida no País, que vai do Kindle mais básico (vendido a R$ 300) até o Kindle Voyage (vendido a R$ 900).

Palavrões censurados

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Aplicativo para livros eletrônicos esconde palavras consideradas impróprias e desperta a ira dos autores.

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Felipe Marra, em Carta Capital

A remixagem é comum em vários setores, a exemplo da indústria da música, em que diferentes artistas usam a faixa original para reinterpretá-la de modo distinto. O resultado é uma espécie de homenagem ao original. Um pouco diferente daquilo que é feito com livros por meio de um aplicativo chamado Clean Reader, descrito pelos seus criadores como “o único e-reader que te dá o poder de esconder palavrões”.

O aplicativo foi criado pelo casal Jared e Kirsten Maughan, do estado americano de Idaho, preocupados com certas palavras que a filha encontrava ao ler alguns livros da biblioteca pública local. Entrevistado pelo Washington Post, o casal descobriu que “muitos adultos também preferiam não ver palavras de baixo calão nos livros que liam. Eles são interessantes, mas não existe uma agência que os classifique. Então você não sabe se o volume adquirido é mais ou menos ‘limpo’”.

Perguntados se esse tipo de intervenção não feria a intenção original dos autores dos textos, responderam que os leitores não tinham com que se preocupar, já que “compraram o livro e, portanto, podiam consumir seu conteúdo da maneira que preferissem”.

O aplicativo foi alvo da ira de autores que não gostaram de ver suas obras modificadas dessa maneira, como Joanne Harris, autora de Chocolat. Em seu blog, ela escreveu que, no fundo, a questão não era a presença de palavras potencialmente ofensivas, “mas a censura, já que muitos autores pensam muito no tipo de linguagem que utilizam. Fazemos isso por nos preocuparmos com os livros e com a linguagem. E se usamos alguma profanidade, existe sempre uma razão para isso”.

A controvérsia foi tal que os criadores do Clean Reader decidiram interromper as vendas de livros por meio do aplicativo, permitindo que apenas os títulos já comprados por seus clientes fossem mantidos.

Fundamentalmente, o exemplo do Clean Reader mostra o que a tecnologia atual permite fazer com obras “completas”. O aplicativo vendia livros para seus clientes e estes depois poderiam ou não usar as funções oferecidas para retirar palavras consideradas ofensivas. A escolha ficava com o consumidor final.

Netflix dos e-books muda estratégia e passa a competir com Amazon

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Um dos maiores nomes do setor, Oyster deixa de ser exclusivamente canal por assinatura e passa a oferecer obras unitárias

Diego Marcel, na IstoÉ Dinheiro

O serviço de assinaturas de livros digitais Oyster vai expandir seus negócios e entrar em confronto direto com a Amazon. A plataforma vai começar a fazer venda unitária de obras. Até hoje, a Oyster apostava em um formato “leia tudo o que conseguir” por US$ 14,99 mensais.

A questão, no entanto, é que, ao contrário do Netflix, no qual o usuário consegue assistir a uma temporada inteira de série em um final de semana, no Oyster o assinante acabava consumindo poucos livros – já que a leitura de uma obra demanda mais tempo.

Tarefa fácil não será. A Amazon detém mais de 50% do mercado de venda de livros digitais nos Estados Unidos e uma parcela ainda maior globalmente.

O modelo de assinatura para livros parece não estar decolando. Até mesmo a Amazon não faz comentários sobre a saúde do Kindle Unlimited, que aposta neste modelo de negócio.

“Uma pessoa acredita que pode assistir a mil filmes ou ouvir mil músicas”, diz Tom Weldo, CEO da editora Penguin Random House. “Mas é difícil encontrar alguém que vê vantagem em ter acesso a 10 mil livros.”

Aparelhos para leitura de livros digitais são alternativa para quem lê muito e quer gastar pouco

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A publicitária santa-mariense Bruna Cipriani Luzzi, 27 anos, usa o e-reader Kobo desde 2013 Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

A publicitária santa-mariense Bruna Cipriani Luzzi, 27 anos, usa o e-reader Kobo desde 2013 Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

Leves e compactos, os e-readers possuem telas aprimoradas e recursos diferenciados que fazem com que esses dispositivos ganhem cada vez mais adeptos

Liciane Brun, no Diário de Santa Maria

Retirar um livro de uma prateleira, folheá-lo e sentir a textura das páginas geram um prazer praticamente insubstituível. Mas, hoje, consumidores ligados às novas tecnologias e têm encontrado outras maneiras de fazer suas leituras. Muitos usufruem do conforto dos livros digitais, os e-books. E isso está comprovado em pesquisas: no ano passado, pelo menos nos Estados Unidos, o faturamento de editoras em lojas online e vendas de e-books foi maior do que o de livrarias físicas, segundo levantamento divulgado pela BookStart.

Em 2013, as vendas virtuais corresponderam a U$ 7,54 bilhões, enquanto a receita vinda do modo tradicional de se vender livros foi de U$ 7,12 bilhões.

Tablets, notebooks, smartphones ou iPads já são possibilidades para quem gosta de ler livros nas telas digitais. Mas outros aparelhos estão disponíveis no mercado para serem usados especificamente para este tipo de leitura: são os chamados e-readers.

Diferentes dos tablets convencionais, esses aparelhos foram feitos para quem lê bastante e com muita frequência. Por isso, os e-readers têm, na tela, uma tecnologia chamada eletronic paper (papel eletrônico), também conhecida como tinta virtual. A tela busca imitar o papel dos livros convencionais, e traz um conforto maior para as leituras densas _ diferentemente dos trablets, que foram criados para outros objetivos além da leitura.

Pelo menos três destes dispositivos são vendidos por lojas especializadas. A Amazon comercializa o Kindle, a Livraria Cultura, o Kobo, e a Saraiva.

Mais de mil livros em um dispositivo

A publicitária santa-mariense Bruna Cipriani Luzzi, 27 anos, usa o e-reader Kobo desde 2013. Leitora assídua e administradora de um blog no qual escreve resenhas das obras que lê (viceconversa.blogspot.com), ela praticamente migrou dos livros físicos para os digitais. Hoje, vai à livraria para comprar edições especiais. No seu aparelho, que cabe dentro da bolsa e carrega por onde estiver, estão mais de 500 títulos, baixados gratuitamente ou comprados.

Para Bruna, uma das despreocupações com o uso do Kobo, é que pode marcar os textos à vontade sem estragá-los, além de poder lê-lo até no escuro, devido à tela especial.

_ O que eu gosto no e-reader é a possibilidade de poder experimentar mais livros. Não vou comprar 100 por mês, mas com e-books eu posso tê-los. E posso ter mil no meu Kobo. Onde eu conseguiria guardar mil livros em casa? _ pergunta a publicitária.

Para quem gosta de ler livros digitais, o site dominiopublico.gov.br oferece centenas de títulos clássicos de literatura de graça. Os preços dos aparelhos são geralmente mais baratos do que os iPads, e, no Brasil, variam entre R$299 e R$ 700.

União Europeia: e-books não são livros e não têm direito a desconto nos impostos

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Ronaldo Gogoni, em Meio Bit

A peleja entre livros físicos e e-books está longe de ser decidida. De um lado temos empresas como a Amazon, brigando para que haja uma equiparação na carga tributária, o que reduziria os preços não só dos livros digitais como também dos e-readers. Do outro há o governo e o mercado editorial, que relutam em classificar o novo formato como um livro de papel, o que derrubaria seus preços sensivelmente.

Isso não é exclusivo do Brasil, lá fora a briga é a mesma. Agora a Comissão Europeia decidiu que e-books em geral (as publicações, não os aparelhos) não podem ser considerados livros, mas “serviços”. E com isso, terão uma taxação maior.

A decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia saiu na última quarta-feira como resposta à decisão tomada em 2012 por França e Luxemburgo, que não diferenciam os livros digitais dos físicos e concedem descontos iguais nos impostos. Ambos foram processados por desrespeitar uma regulamentação que estava causando evasão de impostos. De acordo com a corte (cuidado, PDF), um e-book não pode ser considerado um livro per se porque depende de um outro dispositivo para ser lido, como um e-reader, um tablet, um smartphone ou um computador.

Como sua contraparte de papel não depende de tais recursos, os e-books são para os olhos da Comissão serviços e não bens de consumo, e devem receber a taxação máxima do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA). Dessa forma, França e Luxemburgo que cobram 5,5% e 3% de impostos passariam a cobrar 20% e 17%, respectivamente. Desnecessário dizer quem vai a pagar a conta…

Não é essa a primeira vez que a EU se atiça por perda de dinheiro: uma mudança da lei numa ocasião anterior obrigou a Amazon a aplicar o IVA correspondente em cada país da Europa em que vende livros digitais, pois até então a lojinha do tio Bezos utilizava a taxa de Luxemburgo, a mais baixa.

O mais provável é que ambos países recorram da decisão, e a própria Comissão reconhece que cada nação poderá no futuro utilizar diversos mecanismos legais a fim de definir suas próprias políticas, mas mesmo assim não deixa de ser uma tremenda derrota para quem esperava ver o velho continente olhar os e-books com mais carinho. Mas é um fato, o dinheiro sempre fala mais alto.

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