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Último livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard ganha data de lançamento no Brasil

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Paula Ramos, no Poltrona Nerd

Rick Riordan voltará a estampar livrarias muito em breve, para a felicidade dos fãs. O autor irá lançar o último volume da trilogia Magnus Chase e os deuses de Asgard, voltada para a mitologia nórdica.

Magnus Chase finalmente encontrará seu destino final. O filho de Frey, deus do verão e da medicina, já provou mais de uma vez que não é nenhum herói clássico, como se tornou Percy Jackson, mas assim como o companheiro de saga, conseguiu conquistar muitas coisas ao lado de seus amigos.

De sem-teto para semideus nórdico, Magnus irá enfrentar sua missão mais perigosa desde que chegou ao Valhala. Não poderíamos falar de mitologia nórdica sem mencionar Loki causando problemas, principalmente agora que está livre de sua prisão e preparando o navio dos mortos Naglfar. O Ragnarök se aproxima e o deus busca invadir Asgard ao lado de um exército de gigantes e zumbis, restando a Magnus e sua equipe impedir que isso aconteça. O menino terá de se juntar a seus companheiros do andar dezenove, cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim, para impedir que o navio saia no solstício de verão.

Deuses do mar nada amistosos, gigantes igualmente irritados e até mesmo dragões cuspidores de fogo são alguns exemplos do que Magnus terá de vencer, além de sua própria luta pessoal interna. Será que o menino conseguirá repetir os desfechos das sagas anteriores e sair vitorioso da disputa com o deus da trapaça? Só lendo o livro para saber – e a Editora Intrínseca fez questão de produzir uma capa maravilhosa, assim como as duas primeiras, para coroar o enredo de Rick Riordan.

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O Navio dos Mortos chega às livrarias em 03 de outubro!

Deuses Americanos, de Neil Gaiman, ganhará versão em quadrinhos

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Samir Naliato, no Universo HQ

Deuses Americanos é um dos livros mais conhecidos e celebrados de Neil Gaiman. Lançado originalmente em 2001, já saiu no Brasil por duas editoras: primeiramente pela Conrad e, neste mês de outubro, será relançado pela Intrínseca.

Agora, a Dark Horse anunciou que adaptará a história para os quadrinhos, com roteiro de P. Craig Russell e arte de Scott Hampton.

Russell é conhecido de Gaiman e já trabalhou com o autor na série Sandman, além de adaptar o livro ilustrado Sandman – Os Caçadores de Sonhos em forma de HQ.

A série contará ainda com desenhos dos artistas convidados Walt Simonson, Mark Buckingham, Colleen Doran, do próprio P. Craig Russell e outros. As capas serão de Glenn Fabry e Adam Brown, além de capas variantes de David Mack e Dave McKean.

Ao todo, serão 27 edições que contemplarão três arcos de histórias: Shadows, My Ainsel e The Moment of the Storm. O lançamento será em março de 2017.

Deuses Americanos também está sendo adaptado para uma série de televisão, pelo canal Starz (assista ao trailer no final deste artigo).

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A história mostra a jornada de Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado e cujo único objetivo é voltar para casa e para a esposa, Laura. Os planos de Shadow se transformam em poeira quando ele descobre que Laura morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele conhece Wednesday, um homem de olhar enigmático.

Shadow aceita trabalhar para Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos, um país tão estranho para Shadow quanto para Gaiman. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses – os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) –, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

Livro inédito de Stephenie Meyer ganha capa, sinopse e data de lançamento nacional

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Stephenie Meyer attends the world premiere of "The Twilight Saga: Breaking Dawn Part II" at the Nokia Theatre on Monday, Nov. 12, 2012, in Los Angeles. (Photo by Jordan Strauss/Invision/AP)

Stephenie Meyer attends the world premiere of “The Twilight Saga: Breaking Dawn Part II” at the Nokia Theatre on Monday, Nov. 12, 2012, in Los Angeles. (Photo by Jordan Strauss/Invision/AP)

Bruna Vieira, no Cabana do Leitor

Após seis anos sem publicar uma obra inteiramente inédita, Stephenie Meyer está de volta com A química. O livro é um thriller de espionagem e marca o retorno da autora às obras para o público adulto, como ocorreu com o livro A hospedeira. A Editora Intrínseca divulgou a capa e a sinopse dessa lindeza, confira:

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O livro conta a história de uma ex-agente do governo, um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. Quando percebem que ela pode ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem a ex-agente confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta.

Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver.

Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

O lançamento de A Química está marcado para 15 de novembro. 😉

David Nicholls explica como as viagens serviram para dar coesão ao romance ‘Nós

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O escritor David Nicholls - HAL SHINNIE / Divulgação

O escritor David Nicholls – HAL SHINNIE / Divulgação

Inglês vem ao Brasil para a Bienal

Mateus Campos, em O Globo

RIO — Enquanto percorria o mundo com a turnê de divulgação do best-seller “Um dia” (Intrínseca), David Nicholls concebeu seu mais recente romance, “Nós” (Instrínseca). No livro, um casal inglês de meia-idade com problemas conjugais embarca em uma viagem pela Europa, junto ao filho adolescente, para tentar salvar o casamento. O escritor, afeito às jornadas internacionais, prepara as malas para vir ao Brasil em setembro. No dia 5, ele participa da 18ª Bienal Internacional do Livro, no Rio.

— É perfeitamente possível passar anos viajando entre festivais, workshops e simpósios. Levei dois anos para escrever “Um dia”, e foi ótimo conhecer todas aquelas pessoas e lugares depois disso. Especialmente porque eu era muito medroso e pobre para viajar na juventude — diz ele, que nunca visitou o Rio. — É o lugar mais longe de Londres para onde terei ido. Será minha primeira vez na América Latina e apenas a segunda abaixo da Linha do Equador.

No entanto, depois de setembro, ele espera voltar à Inglaterra para escrever. Nicholls conta que ainda não tem nenhum novo romance em vista. Sem dar detalhes, revela o próximo projeto em que está engajado.

— Vou fechar a porta, desligar a internet e escrever — explica. — Eu não posso começar nada antes de ter certeza que é algo que amo tanto quanto “Um dia”, “Nós” e os outros. Em vez disso, estou escrevendo minha primeira peça e preciso aprender uma série de novas habilidades.

‘GRAND TOUR’ PELA EUROPA

Se Nicholls apostou em um romance entre dois jovens em “Um dia”, ele dialoga com temas adultos em “Nós”. Acordado no meio da noite pela mulher Connie, o bioquímico Douglas Petersen descobre que ela pensa em se separar nele.

Aos 54 anos, ele jamais suspeitara das intenções da esposa. Então, narra sua jornada em busca de resgatar o amor que existia no passado.

Ele decide botar em prática um antigo sonho do casal: fazer o “Grand Tour” pela Europa. O plano é visitar cidades como Barcelona, Paris e Florença e flanar pelos museus de cada uma delas. Eles arrumam as malas e levam o filho, o adolescente Albie, que — por vezes — reserva ao pai olhares de “puro e concentrado desprezo”.

A estratégia não dá exatamente o resultado esperado. A convivência forçada exacerba a convivência da família e expõe ainda mais as fissuras entre os membros do clã.

— Douglas espera que a viagem sirva como uma terapia, mas esquece o quanto isso pode ser estressante. — diz ele — Eu adoro viajar, mas me transformo em uma pessoa completamente diferente quando estou longe de casa com a minha família. Nunca fico completamente relaxado. É exaustivo e estressante e sempre volto de férias precisando de novas férias para descansar. A viagem até pode ser uma terapia: ela desune as pessoas tanto quanto pode uni-las. É essa comédia que quis explorar no livro.

RELAÇÕES UNIVERSAIS

Douglas, no entanto, traça uma jornada de autoconhecimento. Para Nicholls, a viagem ajuda o protagonista a entender o complicado momento da própria vida.

— A ideia de um “Grand Tour” é antiga, e data do século XVIII. O turista deixaria seu país como um garoto e voltaria um homem. Acho que parte dessa tradição sobrevive quando vemos adolescentes viajando pelo mundo. Mas gostei da ideia de alguém vivenciar o rito de passagem na meia-idade: se deparar com novas experiências, se apaixonar e sofrer todos os tipos de trauma. Mas, sobretudo, voltando alterado dessa jornada. E acho que ele retorna para casa um homem melhor — explica ele.

O autor dá a “Nós” um clima agridoce, onde o amor idealizado perde a vez. Ao narrar dilemas e dramas de um casal urbano, que aos poucos perde ilusões e encara a vida real, ele parece retratar um tipo de relacionamento muito comum.

— É bem verdade que muita gente me disse “Eu me casei com o Douglas” ou exclamou “Meu filho é o Albie!” — diz ele. — Mas eu nunca me sento para escrever sobre verdades universais. Eu nem tenho certeza se sei quais são elas. O truque, na minha opinião, é ser o mais específico possível, e esperar que os leitores pensem: “Eu sei exatamente o que é isso”.

Quando o livro foi lançado no exterior, em 2014, ele foi saudado com boas críticas. Alguns apontaram que a história do metódico Douglas era mais do que um best-seller qualquer. Apesar de ter respeitado o furor de jovens leitores ao redor do mundo com seu terceiro romance (“Um dia” vendeu 450 mil exemplares apenas no Brasil, segundo a editora), Nicholls foi rotulado como um “autor sério”.

O livro, inclusive, foi incluído na primeira lista do Man Booker Prize. Mas o inglês garante não se preocupar com a maneira com que enxergam sua literatura.

— Eu jamais recusaria o título de autor de best-sellers. Espero, como muitos, alcançar a maior audiência possível. Não é saudável um escritor pensar muito se é “literário” ou “popular” — explica. — Eu jamais sonharia em me programar para escrever algo para o mercado ou algo para os críticos. Não existe qualquer tipo de fórmula para fazer isso.

O torreão, de Jennifer Egan

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Cristine Tellier, no Cafeína Literária

O torreão
Jennifer Egan

Nos confins da Europa Oriental, um misterioso castelo resistiu a centenas de anos, apoiado no orgulho e na tradição de uma família.
Até que Danny, um cínico nova-iorquino de trinta e seis anos que raramente vai a algum lugar que não tenha conexão wi-fi, chega para ajudar seu enigmático primo a reformar o castelo e transformá-lo em um hotel de luxo.
Mas as coisas começam a ficar estranhas. Uma baronesa sinistra, um trágico acidente em uma piscina mal-assombrada, um traiçoeiro labirinto subterrâneo… Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a “realidade” pode ser algo em que ele não consegue mais acreditar.
(fonte: intrinseca.com.br)

 

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Mais um livro lido por conta do clube de leitura do blog “Os espanadores”. E, infelizmente, mais um a que não pude comparecer – e olhe que desta vez eu até tinha terminado de ler o livro. Pena. Gostaria de ter discutido a respeito com outros leitores, pois este é o tipo de livro que nos deixa meio em dúvida quanto à nossa própria opinião.

É difícil terminar de ler este livro e não compará-lo, mesmo que ligeiramente, a O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman, devido ao seu pé no mundo da imaginação. Contudo, ao menos para mim, o efeito geral da leitura não foi de identificação com o personagem e seu universo “mágico”, mas sim de estranhamento. Não exatamente a estranheza de uma história situada nos tempos atuais ter elementos fantasiosos mais comuns a contos de fadas. Mas um certo desconforto com a forma que esses elementos são introduzidos na história. Paira uma dúvida nada agradável sobre a “veracidade” dos fatos. Isso pode desagradar ao leitor, pois este não tem certeza se deve encarar a narrativa como uma fantasia per se ou como um indício de insanidade do protagonista. Se foi esse o intuito da autora, bem… pode-se dizer que o objetivo foi atingido.

O formato narrativo é o que há de mais atraente na obra. A autora joga com o tempo, não apenas por conta das duas linhas narrativas, mas por mexer com a percepção de tempo do próprio leitor. A sensação de estar perdido, assim como Danny em vários momentos, tentando encaixar peças que aparentemente não fazem parte do mesmo quebra-cabeças é o que impele o leitor adiante, já que a história em si não tem nada de muito especial. A narrativa de Egan é bastante singular, incomum, conseguindo intercalar trechos contemplativos, filosóficos, que beiram a epifania com boas sacadas irônicas e bem-humoradas.

”      Essa era a baronesa a quatro metros.
A cada passo que Danny dava, a senhora envelhecia – o cabelo louro embranquecia, sua pelo meio que se liquefazia e o vestido ficava bojudo e caído, como uma sequência de fotogarfias de uma flor que está morrendo. Quando Danny chegou do lado dela, já não conseguia acreditar que ela pudesse estar de pé. Mas estava, de salto alto, lutando com a haste da cortina.
Essa era a baronesa a meio metro.”
(p.83)

Assim como Lost, mais especificamente sua última temporada, a terceira parte do livro é bem desestimulante, para não dizer quase desnecessária, pois há vários trechos que poderiam – não! – deveriam ter sido suprimidos para deixar certos fatos implícitos, a cargo da inteligência do leitor. “Mastigar” uma explicação sobre a maneira com que as duas narrativas convergem não foi uma escolha narrativa satisfatória. Teve o efeito de me fazer emergir do universo do livro e querer terminar logo, só por terminar, pois a leitura já não me interessava mais. Ao menos, diferente de Lost, o desfecho da história não é tão brochante a ponto de quase estragar a experiência de leitura. Foi coerente com o contexto, mas não foi nenhuma surpresa – ao menos para mim.

Para tecer mais comentários, eu seria obrigada a dar muitos, muitos spoilers e isso está fora de cogitação. Enfim, é um livro que cativa mais pelo estilo narrativo do que pela história em si.

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