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Professora com mais de 40 anos de experiência explica o segredo de como ensinar uma criança

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Vicente Carvalho, no Hypeness

Rita F. Pierson, professora há 40 anos, uma vez ouviu um colega dizer: “Eles não me pagam para gostar das crianças, eles me pagam para ensinar as lições”. Sua resposta foi: “As crianças não aprendem com as pessoas de quem não gostam”.

Rita passou a sua vida inteira dedicada a lecionar, seguindo os seus pais e avós em uma carreira como educadora no ensino fundamental, especial e júnior. Ela traz uma energia especial para o papel em sala de aula: um desejo de conhecer seus alunos, uma conexão humana, mostrando a eles o quanto eles são importantes e os apoiando no seu crescimento, mesmo que modesto. Aqui o tamanho da vitória não importa, e sim a celebração por ela.

Em sua palestra no TED Talks Education, ela faz os educadores refletir sobre a importância do relacionamento, de acreditarem em seus alunos e de realmente se conectarem com cada um. “Toda criança merece um campeão – um adulto que nunca vai desistir deles, que compreende o poder de conexão, e insiste para que eles se tornem o melhor que podem ser“.

Seja professor ou não, vale a pena apertar o play:

Imagem de Amostra do You Tube

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Fotos do TED © Ryan Lash

Virtudes: aprendizado para a vida

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Método que valoriza a prática de valores no dia a dia foi apresentado a brasileiros pela primeira vez. Exemplo deve partir dos adultos

Dara Feldman, presidente do Projeto das Virtudes, ressalta que o desenvolvimento de virtudes leva a um bom desempenho escolar

Dara Feldman, presidente do Projeto das Virtudes, ressalta que o desenvolvimento de virtudes leva a um bom desempenho escolar

Jônatas Dias LIma, na Gazeta do Povo

Trabalhar as virtudes com estudantes não contribui apenas com a formação de pessoas moralmente melhores; aumenta também as chances de sucesso na vida profissional e escolar. Essa é uma das defesas da educadora e escritora norte-americana Dara Feldman e um dos fundamentos que sustentam o Virtues Project (Projeto das Virtudes, em português), método reconhecido pelas Nações Unidas, endossado por dalai-lama e presente em 95 países. Dedicada à pesquisa das virtudes, Dara esteve no mês passado em Curitiba e apresentou o projeto que preside pela primeira vez aos brasileiros.

O Virtues Project tem chamado a atenção de profissionais da área de educação por englobar ações aplicáveis não apenas à escola, mas que também se adaptam à vida profissional, familiar ou comunitária. O método não prevê tarefas destinadas aos alunos, mas sim uma transformação no modo de agir de pais e professores. “O projeto trata de mudar o comportamento dos adultos para que possamos honrar a nobreza inerente nas crianças”, diz Dara.

Para ela, a linguagem é a ferramenta crucial no desenvolvimento do método, que usa cinco estratégias comportamentais (veja box ao lado) para despertar uma personalidade mais virtuosa. Uma delas é a de dar destaque, verbalmente, à presença das virtudes em situações cotidianas. “Em vez de dizer apenas: ‘bom trabalho’, o adulto pode dizer que viu a determinação da criança em executar uma tarefa ou ir além do ‘muito obrigado’ e dizer ‘muito obrigado por sua gentileza’”, diz. Ao fazer disso um hábito, pais e professores levam o aluno a perceber e valorizar a virtude demonstrada, desenvolvendo o desejo de potencializá-la.

Desempenho escolar

Um questionamento comumente feito a Dara sobre o método é a relevância do ensino de virtudes na obtenção de melhor desempenho educacional. A esse respeito, a educadora tem a resposta na ponta da língua: “Do que um aluno precisa para ir bem em um exame? Determinação, perseverança, compromisso, excelência etc. Tudo isso são virtudes e podem ser estimuladas”. “Uma escola que não se preocupa com valores acaba por criar profissionais incapazes de ver significado ou propósito na vida”, completa.

Para o doutor em Educação João Malheiro, o método não chega a ser uma novidade, já que nos últimos anos houve um visível aumento na oferta de materiais didáticos que estimulam discussões sobre ética. Mesmo assim, o educador vê com bons olhos, principalmente, o enfoque dado à mudança de comportamento dos adultos. “Vejo a necessidade de se formar melhor pais e professores, de maneira que não só entendam a importância desse aprendizado, mas que se decidam a falar a mesma linguagem ética, com o exemplo e com a palavra”, diz.

Adesão

Embora o Projeto das Virtudes conte com um conselho de pesquisadores, não é preciso passar por nenhum procedimento burocrático para tornar-se um aplicador do método. “As pessoas podem entrar no site, ler sobre a metodologia, baixar o material e aplicar na sala de aula ou em suas vidas”, explica Dara Feldman. Ela é voluntária na posição de liderança que ocupa no projeto e diz que só se empenha em divulgar o método por “realmente acreditar no bem que as virtudes podem fazer ao mundo”. Mais informações nos sites www.virtuesproject.org ou www.darafeldman.com.

Diretriz

Ensinar valores não é algo restrito a escolas confessionais

A possível subjetividade da formação moral é um ponto passível de discussão no ensino de virtudes na escola. Como instituições confessionais tendem a ser as mais lembradas na ênfase dada a um comportamento virtuoso, o termo quase sempre aparece na educação vinculado a princípios religiosos.

O Projeto das Virtudes, no entanto, não tem ligação com qualquer denominação religiosa. “Nos Estados Unidos, quando começamos, as pessoas pensavam que era alguma igreja ou até um partido político. Vemos as virtudes como qualidades de caráter universais”, explica a presidente do projeto, Dara Feldman.

Universal

A visão positiva do ensino de virtudes inclusive em escolas não confessionais é compartilhada pela pedagoga Ana Cristina dos Santos, orientadora disciplinar do Colégio Decisivo. Para ela, a importância da formação moral não pode ser limitada às instituições que aderem a uma doutrina religiosa específica. “Valores regem o bom funcionamento da vida em sociedade”, afirma.

Conforme o doutor em educação João Malheiro, as entidades confessionais fazem uso do ensino das virtudes porque elas dão fundamento para uma vida religiosa, mas as virtudes em si pertencem ao campo da ética e não da religião.

Na linha

Confira quais são as cinco estratégias do Projeto das Virtudes para trabalhar com os valores na escola e em casa:

• Falar a linguagem das virtudes. Evidenciá-las verbalmente quando se nota a presença de uma virtude em alguma situação.

• Usar a virtude como um guia. Ao dar instruções, cite a virtude a ser usada no cumprimento de uma tarefa.

• Estabelecer limites, tendo uma virtude como referência. Ao corrigir a criança, identifique qual a virtude está em falta e a convide a voltar a agir conforme essa virtude.

• Ser coerente em todos os ambientes. Uma verdadeira transformação da linguagem só ocorre quando ela não se limita a um espaço, mas sim quando se torna uma prática habitual em todos os locais de convívio.

• Mostrar-se presente. Ouça com atenção e ajude àqueles que o procurarem, buscando clareza a respeito das próprias virtudes.

dica do Chicco Sal

Diretora transexual de colégio público diz ter de “matar um leão por segundo”

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A transexual Laysa Machado, que dirige colégio desde 2009 (foto: Arquivo pessoal)

A transexual Laysa Machado, que dirige colégio desde 2009 (foto: Arquivo pessoal)

Publicado na Folha de S.Paulo

Não há estatística oficial, mas a professora Laysa Machado, 41, gosta de dizer que é uma das únicas –senão a única– diretora transexual eleita democraticamente no ensino público no país.

Há três anos, ela é diretora-adjunta de um colégio estadual de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), e foi reeleita em 2011, mesmo diante da “resistência de uma minoria”, segundo ela.

“Você tem que matar um leão por segundo. Se o hetero precisa ser o melhor, a diversidade tem que ser bilhões de vezes melhor”, diz Laysa.

Formada em história e letras, a professora concursada da rede estadual relutou antes de assumir a identidade. “Eu sublimava toda a minha angústia com os estudos.”

Na cidade natal, no interior do Paraná, enfrentou rejeição da família e foi demitida do colégio católico em que lecionava sob acusação de “subversão” após sair em público com seu primeiro vestido, aos 27 anos.

Mudou-se para Curitiba, iniciou o tratamento hormonal e, quatro anos depois, fez a cirurgia de readequação genital. Hoje, é mulher inclusive em seus documentos.

No Colégio Estadual Chico Mendes, onde está desde 2004, diz que enfrentou preconceito até dos colegas de trabalho, o que, segundo ela, venceu aos poucos, às custas de trabalho.

“Ela sofreu, mas sempre mostrou que, em primeiro lugar, era uma educadora”, conta a colega Gisele Dalagnol.

Maiores gafes de professores nas redes sociais

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Flora Rabelo, no TechTudo

O magistério, em teoria, é uma tarefa gratificante. Ensinar valores importantes às crianças e saber que o que é dito em sala de aula pode influenciar e até mesmo mudar de maneira positiva a vida de muitas pessoas prova que essa é, também, uma profissão de grande responsabilidade. Na prática, no entanto, nem sempre é assim. Por isso, confira as maiores gafes de professores nas redes sociais que acabam tomando proporções fora do normal.

Uma relação entre alunos e professores ideal envolveria, no mínimo, respeito mútuo. Para alguns é possível, ainda, ir além: amizade e brincadeiras que poderiam gerar um ambiente mais saudável e menos maçante. O problema é quando a intimidade é mal vista por pais. Foi o que aconteceu com Artes Bill Doyle, professor de uma escola em San Diego, Estados Unidos. Ele e seus alunos tinham um relacionamento tão amigável que quando uma foto sua com uma de suas alunas simulando um “tapinha” um tanto sugestivo foi parar no Facebook, muitos pais ficaram surpresos e irritados.

Artes Bill Doyle com uma de suas alunas (Foto: Reprodução)
Artes Bill Doyle com uma de suas alunas (Foto: Reprodução)

Na maioria das vezes, contudo, os problemas não provêm da boa relação entre professores e alunos, mas sim de outras situações diversas. Uma professora de uma escola primária de Chicago, cidade americana, achou graça do cabelo de uma de suas alunas de 7 anos e resolveu publicar uma foto em sua página do Facebook a fim de mostrar para seus amigos. Todos riram muito e alguns comentários incluíram dizeres um tanto maldosos. A diversão acabou quando a mãe da menina descobriu e decidiu processar a educadora. A garotinha, por sua vez, declarou ter ficado muito chateada com toda a circunstância.

Outro evento bastante perturbador aconteceu em Nova York com um professor chamado Chadwin Reynolds. Ele parecia ter um grande interesse em seus alunos, especialmente se fossem do sexo feminino. O homem adicionava suas alunas na rede social Facebook e deixava comentários inapropriados, dizendo como elas estavam sensuais. E não parou por aí, o educador chegou a mandar mensagens de texto para uma delas e flores para outra. Ele foi, obviamente, demitido.

Alguns limites entre alunos e professores não devem nunca ser ultrapassados, principalmente da forma que Chadwin Reynolds o fez. Mas, quando se trata da relação entre educadores e escolas, muitas vezes surgem dúvidas no que diz respeito à privacidade do professor e em como a vida deles fora da sala de aula influencia a imagem da instituição em que trabalham. Em Milton Keynes, Inglaterra, seis professoras tiveram um problema sério ao publicarem fotos simulando uma dança conhecida como pole dancing, considerada bastante sensual. As configurações da rede social delas não estavam no modo privado, permitindo que muitos pais vissem as imagens e ficassem contrariados.

Professora se encrenca após noite de bebidas (Foto: Reprodução)
Professora tira foto do lado de uma stripper (Foto: Reprodução)

Outras duas situações semelhantes aconteceram nos Estados Unidos. Ginger D’Amico, uma professora de Illinois, foi suspensa de seu emprego após publicar uma foto sua com uma stripper na rede social Facebook. A imagem foi tirada em uma despedida de solteiro que ela ofereceu em sua casa para outra colega de profissão. A mulher foi a única suspensa, pois só era possível ver seu rosto na foto. As demais professoras, no entanto, foram repreendidas. D’Amico entrou na Justiça e ganhou o direito de receber o pagamento referente ao tempo de sua suspensão.

Na Geórgia, outro estado americano, Ashley Payne perdeu seu emprego após publicar uma foto em sua página do Facebook segurando bebidas alcoólicas. A imagem tratava-se apenas de um registro de suas férias na Europa e, com exceção das bebidas, que alguns pais não consideram apropriado, não exibia nenhum conteúdo impróprio. Apesar de a professora ter suas configurações privadas, alguma pessoa mal-intencionada que tinha acesso às informações contidas no perfil dela enviou as fotos através de um e-mail para o diretor da escola em que a moça trabalhava. Payne agora luta na Justiça para ter seu emprego de volta.

Ashley Payne foi demitida após publicar fotos de suas férias no Facebook (Foto: Reprodução)
Ashley Payne foi demitida após publicar foto segurando bebidas alcoólicas (Foto: Reprodução)

Outras situações constrangedoras podem surgir através do uso de redes sociais. Alguns professores, por exemplo, usam o Facebook como forma de desabafo e acabam se dando mal. Uma professora primária, do estado de Nova Jersey, foi suspensa após chamar seus alunos, de apenas 7 anos, de “futuros criminosos” em sua página pessoal. Ainda no mesmo estado, outra educadora, Christine Rubino, teve que lutar para manter seu emprego depois de fazer uma piada de mau gosto também na rede social de Mark Zuckerberg. Em um passeio à praia oferecido pela escola em que trabalhava, uma aluna de 12 anos morreu tragicamente depois de se afogar. A professora, então, publicou em sua página que odiava seus alunos e também que pensava em levá-los para o litoral. Rubino afirmou ainda que mesmo que tivesse tido a chance de jogar um colete salva-vidas para a garota que se afogou, não o faria nem por um milhão de dólares. Os pais da adolescente ficaram irritados com os comentários e a situação foi parar na Justiça.

Após todos esses relatos, é melhor pensar duas vezes antes de publicar qualquer coisa em alguma de suas redes sociais, principalmente se você for professor. O aviso também vale para desempregados, visto que alguns chefes avaliam os sites de relacionamento dos candidatos antes de entrevistas de emprego.

Via The Week

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